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Aposentadoria Fica, Temer Sai!  Paramos pela vida das mulheres!

Aposentadoria Fica, Temer Sai! Paramos pela vida das mulheres!

As mulheres sempre estiveram à frente das lutas por igualdade de direitos, por uma vida sem violência, e em defesa do direito de decidir sobre seu corpo. Isso é o feminismo: a ação coletiva das mulheres para transformar suas vidas e o mundo.

Enviado para o Portal Geledés 

Essa vontade de mudar a vida não é só das brasileiras.

No mundo todo o feminismo está nas ruas para denunciar o aumento da violência contra as mulheres e os governos que são contrários aos seus direitos.

A campanha NiUnaMenos e a proposta do Paro Internacional de Mujeres na Argentina e outros países da América Latina e a Marcha das Mulheres nos Estados Unidos, demonstram a resistência crescente das mulheres, negras, lésbicas, latinas, bissexuais, indígenas, imigrantes e trasexuais, contra o avanço do conservadorismo.

8 de março de 2017

O país que vivemos hoje não é mais o mesmo: Temer não é um presidente legítimo. Foi colocado como presidente após um golpe de novo tipo, fruto da articulação entre os diversos setores dos patrões, os meios de comunicação de massa como a Globo, o poder judiciário e os parlamentares.

Este golpe é racista e Patriarcal, semeou ódio contra as mulheres, a população negra e os mais pobres e quer exterminar as organizações de movimentos populares e sociais.

O governo golpista tem objetivos maiores e já começou a mudar as leis trabalhistas e a aposentadoria, fazendo o povo e as mulheres trabalharem ainda mais. Temer quer mudar as regras da aposentadoria obrigando os trabalhadores e trabalhadoras a contribuir por mais anos.

Os golpistas dizem que a Previdência está em crise, mas isso é mentira. A seguridade social em 2015 deixou um resultado positivo de 23,948 bilhões de reais!

É PELA VIDA DAS MULHERES!

O aumento da violência patriarcal – machista e racista – fica mais evidente a cada dia. Casos extremos como os da chacina de Campinas e o assassinato de Luana Barbosa em Ribeirão Preto são exceções que confirmam a regra, expressões exacerbadas de um cotidiano marcado por agressões e abusos.

Os dados são assustadores: o Brasil tem a 5a maior taxa de morte de mulheres do mundo; em 10 anos, a quantidade de negras assassinadas e os casos de estupro notificados no país aumentaram 54% e 51% respectivamente. Essa violência é usada para nos controlar, para que tenhamos medo até de sair na rua, tanto para trabalhar e vivenciar momentos de lazer, quanto para reivindicar nossos direitos.

A violência também se manifesta no controle do nosso corpo e da nossa sexualidade. Devemos ser “belas, recatadas e do lar”, logo, não podemos decidir com quem e nem como nos relacionar. Tampouco podemos escolher sobre  maternidade, que nos é imposta como “destino”, como designío da natureza, em outras palavras, como obrigação.

As mulheres que não aceitam o controle sobre seus corpos e nem modelo de sexualidade vigente estão sujeitas a receber “punição” tanto do Estado quanto da sociedade. A proibição do aborto, ou a realização de abortos em condições precárias, mata uma mulher a cada 09 minutos em nosso país. Lésbicas e bissexuais sofrem estupros “corretivos”, e estampamos a vergonhosa estatística do país que mais mata transsexuais e travestis no mundo, são 600 mortes em 6 anos.

Além disto, temos que nos enfrentar com governos que ao invés de aplicar os recursos em políticas públicas focadas na superação da violência, dos preconceitos, e na ampliação da malha de serviços para atender as nossas reais demandas, adotam sucateamento e o descaso como política. Na cidade de São Paulo, a gestão João Dória, seguindo o exemplo do governo ilegítimo de Michel Temer, acabou em uma canetada só com a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e com Secretaria Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial, reduziu o transporte escolar e promete acabar com as farmácias nos postos de saúde, além de privatizar parques entre outros patrimônios públicos, tudo com a desculpa de “redução de despesas”.

É por isso que no 8 de março nós mulheres

estaremos nas ruas!

Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista

Contra a Violência Machista

Pela Legalização do Aborto

Quando? 8/03/2017

Local: Praça da Sé, São Paulo.

Horário: 15:00

 

ORGANIZAÇÕES QUE ASSINAM:

AMESOL-Associação das Mulheres na Economia Solidaria, AMZOL- Associação de Mulheres da Zona Leste, Apeoesp – Secretaria da Mulher, Associação Baobá- Canto e Coral, Brigadas Populares, Católicas pelo Direito a Decidir, CDCM Casa Viviane dos Santos, CDCM-Casa Cidinha Kopkac, CDCM-Casa Viviane dos Santos, CDCM-Centro de defesa e convivência da Mulher, CDCM-Mulheres vivas, CEMOS, Central de Movimentos Populares – CMP, Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil – CTB SP, Centro Acadêmico XI de Agosto, CEPROCIG, Ciclocidades, CIM – Centro Informação Mulher, Círculo Palmarino, CMDC /Casa Anastácia, Coletivo Adelinas Autônomo de mulheres negras, Coletivo de Mulheres da Intersindical, Coletivo Feminista Nísia Floresta, Coletivo Feminista Yabá, Coletivo Juntas, Coletivo Liberdade de Expressão, Coletivo Liberta, Coletivo Popular de pesquisa Beatriz Nascimento, Coletivo Socialista Rosas Vermelhas – Movimento Socialista alternativo, Coletivo Soma Rosa Lucia, Comunas Urbanas, Conen – Coordenação Nacional de Entidades Negras, Consulta Popular, CONTRAF, Educafro, Facesp – Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, Filhas e Netas – Direitos Humanos, memoria, verdade e justiça, Formula Lilás, Frente Nacional de Mulheres no HIP-Hop, Fuzarca Feminista, IAZL-Instituto dos advogados da Zona Leste, Intersindical, JPT- Juventude do Partido dos trabalhadores, LBL-Liga Brasileira de Lésbicas, Levante Mulher, Levante Popular da Juventude, MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, MAIS, Mal Amadas – Poética do Desmonte, Mandato da Veradora Juliana Cardoso/PT, Mandato da Vereadora Sâmia/ PSOL, Mandato Vereador Toninho Vespoli /PSOL, Marcha Mundial das Mulheres, MDM – Movimento pelo Direito a Moradia, MMC – Movimento de Moradia do Centro, Movimento Anti-proibicionista, Movimento de Mulheres Olga Benário, Movimento de Saúde da Zona Leste, Movimento Revolucionário dos Trabalhadores, Mulheres com Deficiência, Nosotras, NSCT – SP, Nucleo Impulsor Marcha das Mulheres Negras, Observatório da Mulher, PartidA Feminista, Pão e Rosas, Rede Feministas de Juristas- DEFEMDE, Rede Jubileo SUL, Rede Mulher e Mídia, REF – Rede Economia e Feminismo, RUA – Juventude Anti-capitalista, Samba Negras em Marcha, Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB, Secretaria Estadual e Nacional da Mulher Trabalhadora/CUT, Secretaria Municipal de combate ao Racismo-PT, Secretarias de Mulheres /Estadual e Municipal: PT, PCdoB, PSOL, SEEB-SP, Setorial de mulheres do PSOL, Sindicato dos Advogados de São Paulo, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo, Sindicato dos Psicólogos, Sindicato dos Químicos de SP, Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, SINDSAUDE, Sindsep-SP, SINPEEM, SOF- Sempreviva Organização Feminista, UBM – União Brasileira de Mulheres, UEE, UJS-União da juventude Socialista, UNA-LGBT, UNEGRO – União de Negros pela Igualdade, UNE-União Nacional dos estudantes, União de Mulheres de São Paulo, União dos Movimentos de Moradia/SP, União Popular de mulheres, UPES, YLÙ –OBÀ.

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 Texto 8 de marco 2017 conjunto

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