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Carta de principios feministas para as feministas africanas

Carta de principios feministas para as feministas africanas

O Fórum Feminista Africano (African Feminist Forum, AFF) é uma plataforma feminista independente. Desde o seu início, o fórum tem sido organizado pelo Fundo de Desenvolvimento para as Mulheres Africanas (African Women’s Development Fund, AWDF).

Da Awdflibrary.org

Membros do Grupo de Trabalho do AFF em 2006

Ayesha Imam (Nigéria/Senegal)

Bene Madunagu (Nigéria)

Muthoni Wanyeki (Quénia)

Sarah Mukasa (Uganda)

Jessica Horn (Uganda/Reino Unido)

Sylvia Tamale (Uganda)

Codou Bop (Senegal)

Everjoice Win (Zimbabwe)

Demere Kitunga (Tanzânia)

Mary Rusimbi (Tanzânia)

Alice Karekezi (Ruanda)

Bisi Adeleye-Fayemi (Nigéria/Reino Unido)

Hope Chigudu (Zimbábue)

Shamillah Wilson (África do Sul)

Publicado pela primeira vez pelo African Women’s Development Fund em 2007 Reimprimido pelo African Women’s Development Fund em 2016

No espírito de partilha de conhecimento feminista, esta carta é distribuída sob licença Creative Communs que permite a distribuição não-comercial na forma original com todo o crédito dado aos autores.

O Fórum Feminista Africano realizou-se entre 15 e 19 de Novembro de 2006 em Acra, Gana. O encontro reuniu mais de 100 ativistas feministas de todas as regiões do continente africano e da diáspora. O espaço foi pensado como um espaço autónomo em que as feministas africanas de todas as esferas da vida e em níveis diferentes de engajamento dentro do movimento feminista, como por exemplo na mobilização para a emancipação das mulheres a nivel local, bem como na academia, pudessem refletir de forma coletiva e traçar formas de fortalecer e desenvolver o movimento feminista no continente.

Um resultado importante do fórum foi a adoção da Carta de Princípios Feministas, que foi acordada pelo grupo de trabalho regional para o Fórum como um dos seus principais objetivos. Sentimos que precisávamos de algo para ajudar a definir e a afirmar o nosso compromisso com os princípios feministas, e que orientasse a nossa análise e prática. Desta feita, a Carta estabelece os valores coletivos que partilhamos como chave para o nosso trabalho e para as nossas vidas enquanto feministas africanas. Ela traça a mudança que queremos ver nas nossas comunidades, e também a maneira como essa mudança deverá ser alcançada. Além disso, a Carta explicita as nossas responsabilidades individuais e coletivas para com o movimento, e de umas para com as outras dentro do movimento.

Com esta Carta, reafirmamos o nosso compromisso com o desmantelamento do patriarcado e todas as suas manifestações em África. Lembramo-nos do nosso dever de defender e respeitar os direitos de todas as mulheres, sem qualificações. Comprometemo-nos em proteger o legado das nossas ancestrais feministas que consentiram inúmeros sacrifícios para que pudéssemos exercer maior autonomia.

A Carta é inspiradora, bem como um documento de aspiração. Mecanismos para operacionalizá-la também foram elaboradas na reunião. As principais recomendações foram:

A disseminação e popularização da Carta como uma ferramenta crítica de construção de movimento. Isso requer inputs como: tradução da Carta em tantas línguas quanto possível, a comunicação da carta através de diferentes meios mediáticos como rádio, websites, televisão e assim por diante.

A Carta foi vista por muitas pessoas como um mecanismo de responsabilização para a organização feminista. Como tal, recomendou-se que fosse transformada em uma ferramenta que as organizações de mulheres pudessem usar para monitorar o próprio desenvolvimento institucional, bem como para a avaliação coletiva com outras feministas.

Leia o PDF aqui

AFF Feminist Charter Digital – Portuguese

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