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Jan
28
2010
A CASA GRANDE NÃO DESCANSA Imprimir E-mail
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Em Debate

casa-grande-1

Eles se autoproclamam não racistas e acusam os negros desse crime.
Escondidos atrás da cortina da "democracia racial" brasileira e apavorados com a legalização de políticas compensatórias reivindicadas pelos movimentos sociais, representantes do  pensamento conversador do país usam todos os sofismas possíveis nos meios de comunicação para, a pretexto de defender direitos para todos, manter a população negra no degrau debaixo.Se possível, ainda na senzala...
Lincoln Secco e Marcos Cordeiro Pires



Duas frentes de luta contra a adoção de cotas pelo Estado brasileiro têm chamado a atenção1.
No Parlamento e na Justiça, o DEM (Partido dos Democratas), fiel intérprete do pensamento conservador, lidera os questionamentos à transformação em lei de demandas do movimento negro.

 

A segunda frente é a mídia. Não por acaso, recentemente dois livros foram lançados para combater o que eles chamam de "políticas racialistas" do Estado.

Em 2006, Ali Kamel, diretor da Central Globo de Jornalismo, fez publicar um livro com o título autodefensivo Não Somos Racistas.

Agradecendo à família Marinho pela "pluralidade de ideias" que a Rede Globo garante,o autor escreveu um libelo contra o que chama de "nação bicolor", a qual apagaria a mestiçagem brasileira.

Menos original, o jornalista e sociólogo, doutor em Geografia pela USP, Demétrio Magnoli lançou com grande apoio da imprensa escrita e falada, em 2009, a obra Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial. Se por um lado repete algumas ideias de Kamel, por outro adensa muitas análises e faz retrospectivas sutis para reforçar a tese central daquele: somos um povo
único, mestiço, e a promoção de cotas institui o ódio racial entre nós.

Magnoli faz incursões cirúrgicas e seletivas em várias regiões e épocas da História para repor aquela tese central.

Todavia, suas derrapagens são sempre sutis. Um leitor desavisado sempre achará estranho ver num mesmo rol o Mein Kampf de Hitler, o "racialismo" de Evo Morales, a "mitificação" de Palmares, a "depreciação" da Abolição por parte de uma "elite negra", a "ocultação" de que a escravidão na África já existia antes do tráfico internacional introduzido por europeus e o "fato" de que a escravidão mercantil só perdurou com o apoio de elites e Estados africanos que apresavam outros negros e os vendiam aos brancos.

Cada um desses argumentos é uma meia-verdade e, por isso mesmo, uma meia-mentira. Cada um deles é sofisticado o suficiente para isentar o autor da manifestação de um sentimento racista. Quando o livro se volta para o genocídio de Ruanda, ele diz que em 1973 uma lei limitou a "9% as vagas que poderiam ser preenchidas por candidatos tútsis" ao funcionalismo.

Bem, como decênios depois houve um massacre de tútsis, podemos imaginar que as cotas e a "recriação" da História por ideólogos e historiadores hútus foram os responsáveis2. O autor quer nos induzir a acreditar, maliciosamente, que quaisquer cotas raciais levam a genocídios.

Além disso, o que ele não quer perceber é que lá as cotas limitavam o acesso de um grupo etnico, já no Brasil, ao contrário, incentivam a integração dos negros e pobres em universidades. Ainda assim, o autor poderá sempre afirmar que não fez tal ilação. Afinal, ele não é racista.

Assim como Magnoli, outros autores, de ontem e de hoje, buscam se escorar numa cientificidade acadêmica e distorcer a realidade com o objetivo de frear a ascensão social e o consequente aumento da concorrência em setores em que a elite branca local sempre teve 100% das cotas.
Vejamos a seguir.

O Haiti é aqui

Já no século 19 o ensaísta Silvio Romero dizia que "o negro é um ponto de vista vencido na escala etnográfica, e o Brasil não é, não deve ser, o Haiti". De certa forma, a imagem haitiana contida na afirmação de Romero evoca duas categorias de problemas que permeiam a vida social brasileira: a arrogância de uma elite que tem seu poderio político e econômico baseado na escravidão e um medo incontido de uma revolta das classes populares contra os próprios privilégios. Por conta disso, qualquer contestação das classes subalternas foi combatida com a maior ferocidade pelas forças militares da ordem, como expressão desse medo incontido de um levante da maioria massacrada.

Para amenizar esse receio, já sob a lógica de uma ordem capitalista em que formalmente as pessoas deveriam ser iguais, são entronadas as ideias de Gilberto Freyre acerca da brandura do escravismo brasileiro e de seu grande legado, que foi a "tolerância" criada por nossa mestiçagem. Em contraposição,tem-se a violenta experiência norte-americana que situou o debate no "branco e preto", sem concessões para qualquer dégradé. O ideário freyriano cria a ideologia oficial brasileira sobre o debate racial no Brasil, valorizando o mestiço e a democracia racial e fazendo vistas grossas a todo tipo de sordidez a que é submetida diariamente a população negra brasileira.

casa-grande2O receio do imaginário haitiano ou qualquer outro que possa inspirar as camadas populares a questionar a ordem vigente traz consigo a face menos cordata da elite brasileira e de seus aparelhos no Estado, não só o aparato repressivo, mas a pena e a boca de certa fração da intelectualidade, que busca justificar a realidade social do país como "o melhor dos mundos possíveis, em constante progresso civilizatório". Em verdade, deparamos com uma situação de completa marginalização a que estão sujeitas parcelas significativas da população brasileira, marginalização essa que, em última instância, é atestada pelas disparidades de renda que separam negros e não negros.

Por outro lado, quando se procura encontrar mecanismos para minorar essa situação angustiante, como políticas de reforma agrária ou ações afirmativas, parcela dessa intelectualidade, fortemente enraizada na Universidade e na imprensa, busca desacreditar os movimentos sociais. Isso vale tanto para o movimento negro organizado como para as lutas dos trabalhadores rurais sem terra, que se irmanam com os negros como alvos preferenciais das elites.

Especificamente quanto ao primeiro caso, os detratores de qualquer iniciativa política que signifique melhorias para a população negra no Brasil usam argumentos sutis para se contrapor às ações afirmativas. Kamel e Magnoli são meros musicistas numa orquestra bem articulada. Tomemos outro exemplo característico: o Manifesto contra as Cotas Raciais, assinado por parcela da intelectualidade dita "progressista".

Queremos um Brasil onde seus cidadãos possam celebrar suas múltiplas origens, que se plasmam na criação de uma cultura nacional aberta e tolerante, no lugar de sermos obrigados a escolher e valorizar uma única ancestralidade em detrimento das outras.O que nos mobiliza não é o combate à doutrina de ações afirmativas, quando entendidas como esforço para cumprir as declarações preambulares da Constituição, contribuindo na redução das desigualdades sociais, mas a manipulação dessa doutrina com o propósito de racializar a vida social no país3.


A esses argumentos poderíamos acrescentar outros, pinçados aqui e ali em debates em comissões parlamentares, programas de entrevistas, fóruns de alguns partidos ditos "de esquerda" ou outras fontes impressas. Por exemplo: o Brasil é uma "democracia racial e a exclusão decorre menos da cor da pele do que da condição social"; o país não precisa importar "modelos norte-americanos que não se aplicam ao Brasil"; "a contradição fundamental da sociedade brasileira é a luta entre exploradores e explorados e soluções parciais visam arrefecer o fervor revolucionário das massas"; "políticas universalistas são a melhor solução para as desigualdades sociais no Brasil"; e "a introdução de mecanismos de promoção social baseados na raça tende a criar conflitos raciais até então inexistentes no Brasil".

Mais uma vez, meias-verdades e meias-mentiras. Em abstrato, todas são verdadeiras. Na vida concreta tornam- se o seu contrário, ou seja: frases ocas que visam impedir a igualdade racial. Não é difícil entender que pelo próprio movimento de suas antinomias internas os belos princípios do Iluminismo se inverteram e serviram por muito tempo para impedir as mulheres, por exemplo, de exercitar sua diferença e, assim, obter direitos iguais.

O manifesto contra as cotas se previne contra isto: "As leis que oferecem oportunidades de emprego a deficientes físicos e que concedem cotas a mulheres nos partidos políticos são invocadas como precedentes para sustentar a admissibilidade jurídica de leis raciais. Esse segundo sofisma é ainda mais grave, pois conduz à naturalização das raças. Afinal, todos sabemos quem são as mulheres e os deficientes físicos..."

E isso é bem verdadeiro. Como dizia o velho Marx, "um negro é um negro, só em certas condições ele se torna um escravo". Nunca foi difícil reconhecer um escravo. Assim como hoje, à polícia, aos porteiros de prédio e aos professores universitários não tem sido difícil reconhecer os negros (em sua maioria pobres ou com essa marca em sua pele e em seu corpo). É certo que os signatários do manifesto, mesmo sendo intelectuais, nunca foram gentilmente abordados à porta de um centro cultural ou de uma megastore com a frase: "Pois não?" E ninguém lhes deu, num estacionamento, a chave para manobrar o carro.

Um sofisma interessante é mencionado pelo discurso antipolíticas compensatórias, quando afirma indiretamente que os racistas são os negros e, mais ainda, quando os acusa de atentar contra os princípios da Constituição ao manipular os preceitos de redução das desigualdades sociais, "com o propósito de racializar a vida social no país". Isto é uma impostura: criminalizar a vítima e vitimizar o criminoso! Ora, a vida social do país já é racializada, o que cabe agora é lutar para que ninguém crie obstáculos a outras pessoas por conta de sua cor de pele, o que implica adotar políticas que reparem o massacre a que foi submetida a população negra no Brasil.

Diante dessas questões, como pode um intelectual dizer que políticas compensatórias seriam um grave atentado ao Estado democrático porque racializariam a política e criariam um perigoso potencial de conflitos para o futuro? De onde viria esse "perigo haitiano"? Das populações negras que seriam beneficiadas por ações que minorassem seu calvário ou de ressentimentos de parcela racista da população branca que viu sua cota de privilégio mitigar de 100% para 80%?

Em defesa de quem?


Sofisma, todos sabem, é uma maneira de induzir ao erro por meio de argumentos aparentemente lógicos, como vimos. Um bom sofista pode até mesmo fazer uma inesperada defesa da classe trabalhadora e de tradicionais bandeiras da esquerda. O jornalista Ali Kamel, por exemplo, criticava o Bolsa Família por supostamente não atender aos mais pobres. Outros insistem em lembrar o quanto o "PT radical" dos anos 80 era bom para o país. Agora, o partido teria abandonado o socialismo... É evidente que o leitor bem informado sabe que eles nunca ligaram para trabalhadores e nunca gostaram do PT, radical ou não.

O jornalista Magnoli segue pela mesma via. No capítulo de seu livro intitulado "A cor da pobreza", mostra como a desigualdade não se dá pela raça, e sim pela renda. Decerto saudoso de seus tempos engajados à esquerda, o professor apoia o "Movimento Negro Socialista", que seria estimulado por uma tendência de natureza trotskista e reafirma o critério "de classe".


Se não conhecêssemos suas outras opiniões, é do que se trata, poderia até ser confundido com um marxista ortodoxo. Para difundir a ideia de que as cotas só servem a uma "burguesia negra", distorce a estatística e se vale da exceção da UnB para negligenciar o fato de que as universidades brasileiras, em geral, usam o critério étnico combinado com o econômico. A cota não é só racial, é também para alunos (quase) brancos de escola pública.

Se a igualdade vigorasse e estivéssemos todos numa sociedade socialista, cotas talvez fossem desnecessárias. Até lá (ou talvez antes) elas precisarão ser usadas. De certa maneira, os críticos têm uma razão. Elas não foram pensadas para ajudar os negros a se conscientizarem. Sua consciência é forjada por eles próprios em sua vida social. Elas servirão para educar as elites brancas, pois agora terão de olhar os ex-escravos na mesma mesa, na mesma sala, na mesma escola.

Lincoln-Secco

Lincoln Secco é professor de História Contemporânea na USP

Marcos Cordeiro Pires é professor de Economia na Unesp - Marília (SP)



1 Retiramos o título de um discurso do deputado Emiliano José - PT-BA (Câmara dos Deputados, 11/8/2009).

2 Ignora o geógrafo que a delimitação das fronteiras que colocaram tútsis e hútus em diferentes Estados nacionais (Ruanda, Congo,Burundi, Tanzânia e Uganda) decorreu do imperialismo europeu que, em 1885, retalhou o continente africano na Conferência de
Berlim e que os processos de independência não conseguiram superar esse pecado original
de cada novo Estado nacional?

3 Cidadãos Antirracistas contra as Leis Raciais.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u401519.shtm

Fonte

Comentários
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Regina M. A. Machado  - jongando com palavras   |2010-01-31 11:43:48
nao sei se foi meu computador, mas na epigrafe, &# 34;pensamento conservador"
; saiu como "ensa mento conversador", o que me soou como uma sab ia inte
rpretaçao pela maquina do pensamento humano .
isso dito, por que tentar discuti
r qualquer rac ismo com argumentaçao cientifica? apesar da qualid ade e da contr
ibuiçao inegavel do artigo acima, no to que os articulistas por varias vezes rec
onhece a validade teorica dos argumentos "globais" ;, as meias verdades,
perfeitas se abstraidas das condiçoes historicas, etc.
e acho que é por ai qu
e as cotas se justificam - nos somos, sim, um povo mestiço, mas lembrando a ge
nialidade torta de Sil vio Romero, nosso lado negro ainda nao conseguiu s e afir
mar como valor desejavel. é preciso portanto pô-lo no altar, nas telas, na poes
ia - e talvez c omeçar pela universidade, nosso rito de passagem i ndispensavel
para se poder ocupar um lugar decente na organizaç...
Abner Laurindo  - Realidade sem tese   |2010-02-04 00:29:38

Quando defendo as cotas para negros, sempre sou c riticado, inclusive por amigo
s intelectuais. Eles dizem que é uma ação racista contra um problema so cial qu
e só será resolvido com a educação de base. Até concordo, mas quantos anos deve
rá demorar par a o negro alcançar a igualdade social se começar e ste trabalho h
oje. É necessário algo imediato. E s endo simples, sem defender teses, falo sobr
e a min ha experiência. Digo que quando eu tinha 8(1978)an os a minha mãe - com
muito esforço- colocou-me num a escola particular e só havia eu de aluno negro n
a sala e outros dois na escola toda. Hoje, 2010, c oloquei meus dois filhos em
escola particular e el es são os únicos negros das suas classes. Quanto t empo m
ais devemos esperar? Nenhum.
Joyce Ferreira  - Opostos no mesmo lugar?   |2010-02-10 22:09:42
Infelizmente o Brasil está tão problemático, que n egros quase inexistem nas uni
verdades públicas e p rivadas. Não preciso ir tão fundo, se eu quiser ve r é só
olhar a minha própria trajetória escolar. E studei em uma escola pública, no ens
ino fundamenta l que os negros não representavam 20% da escola. Ó bvio que essa
escola estava no centro econômico da cidade.
No Ensino Médio(também público),
caiu pr a 10% de alunos negros, e superior(universidade pú blica) não supera ess
e último valor. Por quê? Porq ue as escolas de qualidade(públicas e particulares
) não foram pensadas para a comunidade negra, afin al, em sua maioria, nós negr
os não representamos o poder político, logo não estamos nas escola de fo rmação
da elite paulistana.
Joyce Ferreira  - Opostos no mesmo lugar?   |2010-02-10 22:26:01
Ao mesmo tempo que gostei de estudar em escola púb lica de qualidade, pois vejo
o reflexo disso hoje, percerbo que fui exceção.
Um dos gravíssimos pro blemas
do Brasil, é idealizar uma país que se reso lve com miscigenação e ascensão soci
al, sem enfren tar as questões raciais de mais de 500 anos.
O fa to de termos u
m índice altíssimo de mistura, não r ompe com o racismo, porque nossa miscigenaç
ão, con tinua a reproduzir a desigualdade, e desdobra-se, quando o próprio mest
iço, não se insere nessa soci edade. Cadê os mestiços no poder? O poderio políti
co brasileiro ainda é branco, por mais cosmopolita s que qualquer brasileiro di
ga ser.
Geralmente, v ejo os mestiços e pretos (negros) nas áreas de bai xa qua
lificação e maior grau de exploração.
Joyce Ferreira  - Opostos no mesmo lugar?   |2010-02-10 22:47:06
Há um fato que comprova o meu dizer: Entrei na mel hor escola técnica de SP, e s
abe quantos negros ha via em uma turma de 40 alunos?Dois.
A medida que a escol
a pública torna-se de excelência, a presenç a negra rareia. Sendo São Paulo tão
miscigenada, p or que a negritude se distacia da qualidade educac ional?
A noss
a miscigenação é de caráter biológic o. Isso não signifca que filhos de relacion
amentos interraciais não sofram discriminação, ou que a m istura impeça o preco
nceito, e conquistem o poder.
Aqueles que estão no poder continuam preferencia
lente branco como há 500 anos.
O poder de decidir não se misturou, portanto o
s opostos continuam no mesmo lugar. Em pólos separados, divididos pela o rigem,
sexo,idade,cor,cultura. Ainda estamos dividi dos pela História. Enfim, opostos
que não ocupava m e nem ocupam o mesmo lugar.
quilombolivariano  - REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA   |2010-03-09 20:40:24
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA! 1parte
Viva Zumbi! V iva Che!Viva Hugo Chávez! Fel
iz 2010!
Conscienti zação Justiça Prosperidade Solidariedade
Fratern idade A
mor Paz. Socialismo Quilombolivariano
Ao Nosso Povo Viva Brasil! Venceremos F
eliz 2010!
M anifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvim ento dos povos
afro-ameríndio latinos, no dia 01 d e maio dia do trabalhador foi lançado o man
ifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras d iscussões que questio
navam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos n
o 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a marge
m e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitali sta eu
ro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da socied
ade mundial e q ue ditam o que e certo e o que é errado, determina ndo as linhas
de comportamento dos povos comandand o pelo imperi...
quilombolivariano  - REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA   |2010-03-09 20:43:51
REVcomandando pelo imperialismo norte-americano, q ue decide quem é do bem e que
m do mal, quem é alia do e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da coloni
zação do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exem
plo o nosso Br asil, que alias é uma força de expressão, pois que m nos domina é
a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje no
s temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas fora
m formadas como um passe de m ágica em menos de trinta anos, e até casos de em m
enos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravid
ão, e outras pessoas q ue fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoj
e são donos deste país, ocupando posições es tratégicas na sociedade civil e púb
lica, tomando p ara si todos os canais de comunicação uma das mais perversas me
diáticas do Mundo. A exclusão dos neg ros e a usurp...
quilombolivariano   |2010-03-09 20:46:33
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA 3
a usurpação das ter ras indígenas criaram-se mais
e 100 milhões de bra sileiros sendo este afro-ameríndio descendente viv endo nu
m patamar de escravidão, vivendo no desempr ego e no subemprego com um dos piore
s salários mín imos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha d e pobreza, sen
do as maiores vitimas da violência s ocial, o sucateamento da saúde publica e o
péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dif iculdades de uma simp
les soma ou leitura, dando ar gumentos demagógicos de sustentação a vários polít
icos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema
do Brasil são as péssi mas condições de vida das dezenas de milhões dos e xcluíd
os e alienados pelo sistema capitalista olig árquico que faz da elite do Brasil
tão poderosas q uantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário do s professores
, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e...
quilombolivariano  - REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA   |2010-03-09 20:50:58
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA 4
e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o s
urrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Glo bo, SBT
,Record IURD,BAND e outros aos seus artist as, jornalistas, apresentadores e di
retores e etc. .
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os noss
os direito e anseios com os moviment os negros afro-ameríndios e simpatizantes p
ara a g rande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não po
dem mais viver no inferno, su stentando o paraíso da elite dominante este manife
sto Quilombolivariano é a unificação e redenção do s ideais do grande líder Zum
bi do Quilombo dos Pal mares a 1º Republica feita por negros e índios igu ais, s
entimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em s
ua luta de libe rdade e justiça das Américas se tornou um mártir v ivo dentro de
sses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos ...
quilombolivariano  - QUILOMBOLIVARIANA   |2010-03-09 20:54:02
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA 5
de liberdade e just iça das Américas se tornou um
mártir vivo dentro d esses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direit
os e resgatar as histórias dos nossos herói s mártires como Che Guevara, o Gigan
te Oswaldão lí der da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histó rias que o Imp
erialismo e Ditadura esconderam.Há m ais de 160 anos houve o Massacre de Porongo
s os la nceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça
de 1º de maio? O que acontece u com diversos povos indígenas da nossa América La
tina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por
desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e o utras
declaradamente que nos excluem dos conhecime ntos gerais infelizmente o negro br
asileiro não co nhece a riqueza cultural social de um irmão Colomb iano, Uruguai
o, Argentina, Boliviana, Peruana, Ven ezuelano, Arg...
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