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Jul
14
2009
Saco é um saco - pro planeta, pro futuro e pra você Imprimir E-mail
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Fátima Oliveira

Fonte: O Tempo -

fatima_oliveiraUm chamado ao "Pensar global e agir local" de grande impacto ambiental, se pegar, foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente em 23 de junho passado. Falo da campanha "Saco é um saco", no âmbito do consumo sustentável - eixo do processo de Marrakech do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que incentiva ações de mudanças na produção e no consumo.

 

"Saco é um saco" visa sensibilizar para o consumo consciente do uso de sacos e sacolas de plásticos - em feiras, farmácias, supermercados e todo o comércio varejista - com vistas a reduzir o consumo, estimado em 12 bilhões anuais de sacolas plásticas no país. Sacos e sacolas de plásticos são feitos de resina sintética derivada do petróleo, que não é biodegradável e leva séculos intacta na natureza. Sacolas de supermercado são feitas de "plástico filme" (polietileno de baixa densidade).

 

"Saco é um saco" é continuidade da campanha "Consumo consciente de embalagens: A escolha é sua. O planeta é nosso" (2008) sobre embalagens e divulgação de boas práticas no uso e descarte delas. Em 2007, o Ministério do Meio Ambiente realizou uma pesquisa sobre o "estado da arte" do consumo das sacolas plásticas no país e decidiu enfrentar o problema com redução de consumo, alternativas tecnológicas e reforço de campanhas de conscientização, considerando o quadro desolador de um país continental em que a coleta seletiva de lixo é coisa exótica, pois menos de 10% dos 5.564 municípios a realizam.

 

O Brasil produz 210 mil toneladas/ano de plástico filme e 1 bilhão de sacolas/mês são distribuídas em supermercados = 66 sacolas/brasileiro/mês, responsáveis por 10% do lixo do país. No mundo, usa-se 500 bilhões a um trilhão de sacolas plásticas/ano: 1,4 bilhão/dia ou 1 milhão/minuto. Um mar de plástico infinito. A degradação de um reles e aparente inofensivo pedacinho de plástico leva cerca de quatro séculos em aterros sanitários ou nos lixões. Sem falar muito sobre o que fica à solta, virando lixo que se acumulará nos bueiros, chegando a cursos d'água e causando danos ambientais que sequer ousamos dimensionar. E até fazemos de conta que não nos toca nada desse latifúndio antiecológico de plástico.

 

O futuro das sacolas plásticas é um grande e inconcluso debate. Todavia, sabe-se que dependerá da ação de cada pessoa, de regulamentação do uso racional delas e de tecnologia - por exemplo, oxibiodegradáveis e bioplásticos biodegradáveis e compostáveis -, que comportam inúmeras controvérsias científicas.

 

Como racionalizar e superar o hábito arraigado nas últimas três décadas de reúso de sacos e sacolas plásticos para acondicionar o lixo doméstico? O que fazer para que casas comerciais e feiras não usem como embalagem as sacolinhas plásticas? Pouco adiantará ensinar às pessoas a recusa ao saco e à sacola de plástico se comerciantes continuarem a embalar suas vendas prioritariamente neles. Urge amaciar nas duas pontas: comerciante e consumidor.

 

Não seria uma boa sensibilizar o comércio varejista para o uso de sacolas orgânicas e retornáveis, além do incentivo à retomada do antigo hábito da sacola de feira, sacolas retornáveis e carrinhos? E/ou instituir bônus proporcional ao custo que o supermercado teria caso usasse sacolas novas para quem levar sacolas plásticas no ato da compra? Problemas complexos exigem múltiplas propostas de soluções viáveis, sobretudo que cada pessoa faça a sua parte para preservar a Terra que nos foi dada em usufruto e pense também nas gerações futuras.

 

Matéria original: Saco é um saco - pro planeta, pro futuro e pra você

Comentários
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trainsppotting  - não é bem assim   |2009-08-10 21:55:39
No Brasil os recipientes para receber materiais re cicláveis seguem o seguinte p
adrão:[1]

* Azul : papel/papelão
* Vermelho: plástico
* Ver de: vid
ro
* Amarelo: metal
* Preto:madeira
* Laranja: resíduos perigosos

* Branco: r esíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
* Roxo: resíduo
s radioativos
* Marrom: resíduos orgânicos
* Cinza: resíduo geralmente
não rec iclável, misturado ou contaminado, não sendo possí vel de separação.

En
tão mano, quem distribui os ' sacos' devem faze-los nestas cores e levemente tra
nslúcidos para ajudar os clientes a sedimetar a cu ltura da reciclagem e devolv
er os residuos nas est ações de coleta, sejam em supermercados, como faz o grup
o pão de açucar, em ferro velhos, ou direta mente nos aterros sanitários onde o
s resíduos orgâ nicos viram energia com base em biogás, ai não pre cisamos entra
r nestas campanhas furadas do MMA.

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