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Luciana Genro: “Não aceito como natural a opressão aos LGBTs, às mulheres, às negras e aos negros”

Luciana Genro: “Não aceito como natural a opressão aos LGBTs, às mulheres, às negras e aos negros”

De Luciana Genro

Almejar uma sociedade que ainda não existe, mas que é uma possibilidade real. Assim o filósofo alemão Ernest Bloch definiu a utopia concreta. Não é uma fantasia, mas sim uma busca das possibilidades efetivas que estão latentes e ainda não foram realizadas. Não é uma mera idealização por que é vinculada a uma ação que aponta para o futuro.

 

 É com esta concepção que encarei o desafio de ser candidata a Presidência da República e de defender e lutar por esta utopia concreta. Acredito firmemente que o que há hoje não é o todo possível. O que hoje ainda não é, amanhã é o que ainda pode ser. Otimismo? Sim, vivo entre o pessimismo da razão e otimismo da vontade, como escreveu Gramsci. Os sonhos podem ser uma tentativa de transcendência da realidade dada, e a esperança uma racionalidade antecipadora. Se juntos, sonho e esperança, forem os motores da ação.

No dia a dia, os interesses dos de cima são sempre apresentados como interesses universais. Discurso feito para justificar a dominação oculta que tenta banir o pensamento crítico. Me nego a aceitar a exploração e o abismo entre ricos e pobres como um dado natural e imutável. Me nego a aceitar este simulacro de democracia que vivemos como o máximo alcançável. Não aceito como natural a opressão aos LGBTs, às mulheres, às negras e aos negros.

(…)

 

Fonte: O Essencial

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