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Para discutir preconceito

Para discutir preconceito

Evento que ressalta a cultura negra é realizado durante todo mês de novembro em várias localidades da cidade

Até o dia 30 de novembro acontece a primeira edição do Circuito da Igualdade Racial de Goiânia. Durante o acontecimento, diversos pontos da cidade receberão mostras de cinema, seminários, palestras, entre outras atividades, que possuem o objetivo de acabar com o histórico de preconceito contra a população negra do País.

Esta iniciativa é realizada pela parceria da Secretaria Municipal de Políticas para Promoção Igualdade Racial (Seppir), com o Conselho Municipal de Igualdade Racial e a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (Semic). A proposta faz parte das ações realizadas pelos órgãos pelo Dia da Consciência Negra, que é comemorado em 20 de novembro.

O circuito começou no dia de 19 de outubro com a realização do Sábado Cultural Afro, no Mercado Municipal, no Centro. Até o final do evento acontecerão apresentações culturais como rodas de samba e afoxés.

Cinema

Um dos destaques da programação até agora foi a Mostra de Cinema Negro, que aconteceu até sábado (2), no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro. O evento reuniu produções que levavam como tema central uma outra visão sobre os negros.

Entre os filmes exibidos estavam trabalhos como: Raça e As Filhas do Vento, do cineasta Joel Zito. Ele esteve presente para abrir a exibição dos filmes com a realização de um debate.

“Meus filmes tem a intenção de mudar a mentalidade racista no Brasil. Romper com a ideologia e o imaginário de que o branco é mais bonito ou mais inteligente e abençoado. Em meu trabalho os protagonistas são negros, mas são bem sucedidos. Não servem apenas como empregados domésticos, como é feito nas novelas”, explica.

Reflexão

Até o final do circuito, as atividades proporcionarão debates em escolas da rede estadual do ensino médio até o dia 30 deste mês. Acontecerão ainda simpósios, caminhadas, teatros e shows. Para a secretária da Seppir, Ana Rita Marcelo de Castro, iniciativas como estas são extremamente necessárias, porque o negro ainda ocupa um lugar na sociedade brasileira bastante vulnerável.

“Uma pesquisa que mapeou a violência no Brasil, denunciou que dos cerca de 363 jovens assassinados neste ano, 328 eram negros. A população negra, sobretudo a jovem, vem enfrentado violência constante da polícia. Percebo que em Goiânia pouca coisa é feita para evitá-la”, reflete a secretária.

Fonte: DM

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