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RACISMO NO AEROPORTO DE ARACAJU!!! Imprimir E-mail
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SOS Racismo - Notícias

Fonte: Consórcio Culturais -

Membro do Movimento Negro Unificado, da Sociedade Omolàiyé e o Coordenador de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial do Governo de Sergipe, Pedro Neto, estiveram reunidos hoje pela manhã com a coordenadora do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), Georlize Teles, para falar sobre o caso de Diego José Gonzaga dos Santos, funcionário de uma empresa área que foi agredido verbalmente pela médica Ana Flávia Pinto, no aeroporto de Aracaju, no último dia 26.

O fato aconteceu por volta das 4h30, após a médica e o marido terem sido impedidos de embarcarem no voo por estarem atrasados. A equipe de reportagem do JORNAL DA CIDADE conversou ontem com Diego por telefone e ele disse que quando o casal chegou ao aeroporto o avião ainda estava no pátio, mas já com as portas fechadas para a decolagem. "Expliquei que eles seriam encaixados para embarcar no voo da tarde, mas ela queria embarcar naquele voo", disse Diego.

Revoltada por ter que atrasar a lua-de-mel com destino a Argentina, a médica invadiu o balcão do check-in e chamou os funcionários de 'bando de analfabetos', 'morto de fome que não tem dinheiro nem para comprar feijão' e arrematou com um preconceituoso 'nego'. Segundo Diego, a polícia já tinha sido acionada pela Infraero por conta de uma confusão anterior, também com um casal que não pôde embarcar porque a mulher informou estar grávida de sete meses, mas não tinha a autorização médica para viajar, conforme as regras aeroportuárias.

O vídeo da confusão, que foi postado no site Youtube no dia seguinte, já tem mais de 100 mil acessos e, segundo a delegada Georlize Teles, será utilizado como prova. "Todas as provas são fundamentais, mas o vídeo é uma boa prova. Acredito que a perícia não será necessária", informou Georlize. A previsão é que o inquérito policial seja concluído em um prazo mínimo de 30 dias. Enquanto isso, os internautas aumentam a fila de comentários abaixo do vídeo que comprova toda a confusão, dando opiniões sobre o ocorrido e até detalhes sobre a vida da médica. Ontem à tarde a equipe de reportagem do JORNAL DA CIDADE entrou em contato com Ana Flávia. A médica atendeu a ligação, mas falou que não vai prestar nenhum tipo de depoimento, pois fora orientada por seus advogados a não se pronunciar sobre o caso. Ela nem mesmo disse se foi ou não para a lua-de-mel.

 

Veja o vídeo

Matéria original

Comentários
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Ivaldo Souza  - Racismo no país da impunidade   |2009-11-04 21:21:02
Unicamente por causa de sua enorme repercussão nac ional, propiciada pela intern
et, esse vergonhoso e pisódio não será mais um caso de impunidade no paí s da im
punidade. Com certeza, não haverá prisão, p ois as prisões são destinadas exclus
ivamente aos p obres e/ou pretos, mas dificilmente escapará do pa gamento de ind
enização por danos morais à sua víti ma, o que já é alguma coisa nos tristes tró
picos e m que vivemos, embora muito longe do ideal, que se ria a punição penal e
xemplar, o que levaria à dimi nuição da ocorrência de fatos similares.
juliana Figueiredo   |2009-11-05 01:48:59
Sinto muito em dizer, mas me parece mais uma daque las injustas histórias que te
rminaná em pizza. Fic o triste por saber q em nosso país, que tem muito dinheir
o ou ocupa um grande cargo,se julgue e tenh a o direito de fazer o que bem enten
de.
Pedro  - Vergonha   |2009-11-05 16:35:47
Engraçado....esta medica ter a certeza d que ela é branca, loira qualquer uma p
ode ser, pois farmáci as é o que mais tem para esconder a sua raça, mas jamais
deixa de ser uma Brasileira, pois em nosso pais não tem Inglesa , portanto que
m tem filhos n ão leve seus entes queridos para uma simples consu lta com esta S
enhora ok. “ISSO FOI UM AVISO”.
Cristina Prado   |2009-11-05 23:37:53
Não devemos em hipotese nenhuma, aceitar esta s ituação.Temos que repudiar at
itudes como esta. Est a médica infelizmente não conhece a palavra RESPEI TO PELA
S DIFERENÇAS. Não houve arrependimento, poi s antes da repercução ela não se man
ifestou.VAMOS CONTINUAR LUTANDO PARA COIBIR ESTAS PRÁTICAS RACIS TAS. NÃO ACEIT
AMOS DESCULPAS.QUEREMOS JUSTIÇA. D IFERENÇAS.
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