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RACISMO NO AEROPORTO SERÁ INVESTIGADO Imprimir E-mail
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SOS Racismo - Notícias

Fonte: Plenário -

O funcionário da empresa aérea Gol, Diego José Gonzaga dos Santos, suposta vítima de um crime de injúria racial, no último dia 26 de outubro, no aeroporto de Aracaju, concedeu nesta quarta-feira (04), uma entrevista exclusiva ao programa Jornal da Ilha, apresentado pelo radialista e deputado Gilmar Carvalho (PR). O trabalhador fez revelações que não constam no vídeo veiculado na internet após o fatídico episódio. Segundo Diego, a médica até agora identificada como Ana Flávia, além de ter o ofendido como palavras do tipo "morto de fome", "nego e "analfabeto", também afirmou: "eu sou médica e você, se dependesse de mim, morreria".

 

Em entrevista ao mesmo programa, a delegada Georlize Telles disse que a Polícia Civil sergipana já instaurou inquérito para apurar os fatos e garantiu que todas as providências vão ser tomadas. Indignado, o deputado Gilmar Carvalho se mostrou solidário e se dispôs a ajudar a vítima em tudo o que for necessário. O parlamentar garantiu ainda que na manhã de hoje vai entrar com requerimento na comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Sergipe, para que o funcionário relate os fatos e aquela casa dê uma posição oficial, e a partir disso, também tome as providências legais cabíveis.

 

"Recebi toda a documentação da delegacia plantonista oficialmente ontem (terça-feira) e ainda esta semana vamos ouvir a suposta vítima do caso. Primeiramente vamos começar as oitivas pelo Diego, para, em seguida, ouvir as testemunhas e outras partes envolvidas, como também vamos solicitar as gravações das imagens do circuito interno do aeroporto. Queremos tranqüilizar a sociedade e dizer que tudo será apurado com isenção", garantiu Georlize Telles.

 

A delegada disse ainda que, devido à complexidade do caso e dos vários depoimentos conflitantes, o delegado plantonista, no momento da ocorrência, Washington Okada, tomou a decisão de não registrar o flagrante. "No momento, o delegado achou por bem não registrar o flagrante, mas eu não posso responder por ele. Contudo, é necessário mais apuração das informações, através das investigações que estão sendo feitas", acrescentou Telles.

 

O deputado Gilmar Carvalho, em declaração no programa afirmou: "o delegado Washington Okada errou com a atitude tomada. Um homem sério, que não é corrupto, sempre vem agindo de forma contundente no exercício da função tomou uma decisão infeliz. A médica Ana Flávia deveria ter sido presa no momento da agressão, já que o fato se deu em um local público, de grande circulação e várias testemunhas presenciaram aquela cena, portanto não resta dúvidas que o rapaz foi vítima de racismo", declarou Gilmar.

 

Gilmar Carvalho frisou ainda que o Conselho Regional de Medicina em Sergipe (CRM/SE) e o Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) precisam se pronunciar sobre o assunto, já que a passageira se declarou médica e a conduta fere a classe médica sergipana. "Até agora, nem o CRM nem o Sindimed se pronunciaram sobre o assunto. A sociedade sergipana precisa saber qual a posição dos representas dos médicos em Sergipe. A conduta de Ana Flávia é reprovável. Os fatos precisam ser apurados", frisou O fato - Segundo depoimento da vítima na delegacia plantonista, a médica Ana Flávia e o marido iriam viajar em lua de mel em um dos voos da Gol para a Argentina, mas a passageira chegou para fazer o check-in 10 minutos antes da partida da aeronave e o embarque já estava encerrado. O check-in de voos internacionais é feito duas horas antes do horário previsto de saída. O Boletim de Ocorrência, registrado preliminarmente na Delegacia Plantonista relata que a médica teria invadido o espaço destinado aos funcionários da companhia aérea após ser informada de que não poderia embarcar. "Ela gritou bastante e ficou descontrolada quando informei que o embarque já estava encerrado e a aeronave iria decolar. Essas regras são estabelecidas em todo o Brasil e não podemos abrir mão. A partir disso, ela passou a quebrar objetos do balcão da empresa e a jogar papéis no chão", relatou o funcionário.

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Comentários
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Ivaldo Souza  - Racismo no país da impunidade   |2009-11-04 21:25:02
Unicamente por causa de sua enorme repercussão nac ional, propiciada pela intern
et, esse vergonhoso e pisódio não será mais um caso de impunidade no paí s da im
punidade. Com certeza, não haverá prisão, p ois as prisões são destinadas exclus
ivamente aos p obres e/ou pretos, mas dificilmente escapará do pa gamento de ind
enização por danos morais à sua víti ma, o que já é alguma coisa nos tristes tró
picos e m que vivemos, embora muito longe do ideal, que se ria a punição penal e
xemplar, o que levaria à dimi nuição da ocorrência de fatos similares.
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