| Quilombos e Quilombolas |
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| Zumbi dos Palmares | |||||||||||||||||
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Quilombolas é designação comum aos escravos refugiados em quilombos, ou descendentes de escravos negros cujos antepassados no período da escravidão fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar, fazendas e pequenas propriedades onde executavam diversos trabalhos braçais para formar pequenos vilarejos chamados de quilombos.
Mais de duas mil comunidades quilombolas espalhadas pelo território brasileiro mantêm-se vivas e atuantes, lutando pelo direito de propriedade de suas terras consagrado pela Constituição Federal desde 1988.
Comunidade quilombola de Curiaú, Amapá
No Estado de São Paulo existem mais de 35 comunidades quilombolas. A maioria delas, cerca de 30, está na região do Vale do Ribeira, distribuídas por diversos municípios, tais como Eldorado, Iporanga e Barra do Turvo. Outras comunidades estão localizadas no Litoral Norte, na região de Sorocaba e no município de Itapeva.
Até maio de 2007, apenas cinco comunidades tinham recebido os títulos de suas terras: Ivaporunduva, São Pedro, Pedro Cubas, Pilões e Maria Rosa. Todas estão localizadas no Vale do Ribeira e receberam os títulos do governo do Estado de São Paulo.
No Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, encontra-se um importante conjunto de comunidades quilombolas. Nesta região, que abriga a maior vegetação remanescente da Mata Atlântica do Brasil, vivem, além dos quilombolas, povos indígenas, caiçaras e pequenos produtores rurais.
Ao menos 30 comunidades descendentes de quilombos estão no Vale do Ribeira, distribuídas principalmente nos municípios de Iporanga, Eldorado, Barra do Turvo, Cananéia, Iguape, Itaóca e Jacupiranga.
A ocupação negra do vale foi feita por ex-escravos fugidos ou libertos, principalmente ao longo do século XVIII. Os escravos fugitivos chegavam à região, se casavam com mulheres locais e se fixavam em terras próximas, tornando-se pequenos agricultores. Tinham muitos filhos, que também se casavam e se espalhavam pelas terras da região.
* Comunidade de Quilombo de Bombas
Estado do Rio Grande do Sul O negro aparece no Rio Grande do Sul em 1725, com a expedição de João Magalhães, vinda por terra. Estes negros, certamente escravos, realizavam o serviço pesado. Porém, a presença negra no território gaúcho é marcada oficialmente no ano de 1737, quando o Brigadeiro José da Silva Paes se estabelece na Barra erigindo o Presídio Jesus, Maria e José, marco inicial da colonização.
Durante os primeiros anos da colonização do Brasil por europeus, o Rio Grande do Sul era conhecido como uma região distante e hostil, denominada continente. Os escravos rebeldes ou preguiçosos eram ameaçados de envio à região, considerado por eles como pior que o inferno.
* Comunidade de Quilombo de Casca Litoral Norte do Rio Grande do Sul * Comunidade de Quilombo do negro Lúcio
Estado da Bahia Na Bahia os maiores agrupamentos de quilombolas estão concentrados no Recôncavo baiano, nos municípios de Cachoeira, Maragogipe, Santo Amaro entre outros.
Alguns têm línguas próprias, de contato entre o português e línguas africanas, como o cupópia do Quilombo do Cafundó, Salto de Pirapora, SP[1].
As comunidades de quilombolas detêm ( em 2008 ) 25 milhões de hectares de terra no território brasileiro. Isso equivale a 2,9% de todo o território. A nível de comparação, essa área é maior que toda a área destinada ao plantio de café.
Ver artigo principal: Quilombolas no estado do Espírito Santo * Comunidade de Quilombo de Linharinho
HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS
Embora a história oficial registre o dia 13 de maio de 1888 como o dia da promulgação da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel (por isso cognominada A Redentora), libertando todos os escravos em território nacional, essa data deve ser apenas de reflexão sobre a condição do negro no Brasil. Eles preferem comemorar no dia 20 de novembro, instituído em 1978 como o Dia Nacional da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi, o "Rei de Palmares", que se tornou o símbolo da resistência daquele quilombo em território alagoano e, por extensão, de toda a raça negra. Santos tem importante papel nessa história, por ter antecipado em muitos anos a libertação dos escravos e acolhido por muito tempo em suas terras os escravos fugidos do Interior paulista, além de incentivar a luta abolicionista. Vários quilombos se formaram no território santista, com o apoio dos habitantes locais.
Locais dos quilombos na Baixada Santista:
Relação das Imagens (galeria) Planta do quilombo de San Gonçalo. Século XVIII. Planta do quilombo Buraco do Tatu, na Bahia Quilombo do Gondu. Carmo da Cachoeira, Minas Gerais Quilombo do Jabaquara, liderado por Quintino de Lacerda, foi um dos mais importantes do Brasil e recebeu fugitivos de todo o Estado (de São Paulo) Comunidade Tabatinga. Minas Gerais Comunidade Quilombola de João Surá. Adrianópolis, Vale do Ribeira, Paraná Região da Comunidade Quilombola de João Surá. Adrianópolis, Vale do Ribeira, Paraná Alfabetizadores quilombolas. Projeto Piloto Alfabetização Quilombola. Norte de Minas Gerais LIVROS
Referências 1. ↑ Em Cafundó, esforço para salvar identidade. São Paulo dos Campos de Piratininga, SP: O Estado de São Paulo, 2006 dezembro 24, p. A8. Ligações externas * Observatório Quilombola
Ver também * Calunga
Pesquisa de textos e seleção de imagens: Carlos Eugênio Marcondes de Moura |



