terça-feira, agosto 11, 2020

    Resultados da pesquisa por ' mulher negra'

    Tereza de Benguela (Foto: Wikimedia Commons)

    Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha: tempos de luta, de luto, e de resistência à violência contra as mulheres negras

    Nesse momento de grandes sobressaltos e de tantas incertezas, venho oferecer meu afetuoso abraço a todas aquelas que fazem deste mundo um lugar de acolhimento, compreensão e de concórdia. Pois, são inúmeras as atribulações, a correria que mal temos tempo de olhar para nós mesmas e de nos reconhecermos como aquelas que também precisam de cuidados, de atenção e de escuta. Afeto é doação, é compartilhar o que se tem, independente de quantidade, mas sim, o valor legítimo dessa afetuosidade em forma de empatia. Mulheres negras se levantam todos os dias do ano para enfrentar o racismo o sexismo, mas no 25 de julho Dia da Mulher Afro Latino e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, são mais altivas para que outras mulheres negras não precisem passar pelas mesmas situações vexatórias, as quais muitas já vivenciaram. É necessário rememorar que as principais conquistas neste campo foram auferidas por ...

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    Silêncios e rompimentos da mulher negra

    Sempre fui uma criança muito silenciosa. O meu “não dizer” representou e ainda representa um grande emaranhado de questões e conflitos internos profundos. Perceber-se na falta de discurso e dizer-se em voz alta é um ato de rompimento dificultoso, que acredito que ocupa a vida de muitas mulheres negras. Nos espaços de silêncios, em algum momento, todo o “não dito” vem, se arrasta conosco e é realmente devastador como o “calado” pode sufocar profundamente, afetar seu corpo, mente e existência.  O racismo opera em cada um de nós de formas distintas em cada espaço afetivo, interno e pessoal. A ótica racista se instala e, se o cuidado não for atento, começa a falar por nós: em nossos corpos, vozes e lugares sociais. Quando finalmente, após muita investigação, fui capaz de compreender do que se tratavam meus silêncios de mulher negra, me dei ao choro. O que é algo raro e caro para ...

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    ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

    Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho. Passados 28 anos dessa reunião, e também no contexto do 5º aniversário da Década Internacional dos Afrodescendentes, é preciso relembrar a história de luta e conquistas dessas mulheres, mas também jogar luz nos desafios que elas enfrentam até hoje como resultado de séculos de discriminação, opressão e desigualdade social. “Precisamos afirmar ao mundo que é urgente e necessária uma nova ordem”, diz Valdecir Nascimento, do Instituto Odara da Mulher Negra, em Salvador (BA). “Ninguém acredita que as mulheres negras podem pensar em uma estratégia de transformação do mundo, pois as pessoas continuam com uma narrativa e um imaginário da negra como coitada, como alguém sem instrução.” “Essa é uma lógica de negação que não cabe mais, e o nosso desafio é ...

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    Tereza de Benguela

    Caruaru celebra ‘Semana da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha’

    Inicia nesta quarta-feira (22), a programação alusiva à Semana da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O evento está sendo realizado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), junto com o Conselho Municipal da Mulher de Caruaru (CMM), no Agreste de Pernambuco. O encontro virtual vai debater temas como o impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a vida das mulheres negras. A programação contará com palestras e orientações, com foco na autonomia financeira, saúde mental, enfrentamento à violência e combate ao racismo. Para participar basta acessar o site e se inscrever, conforme as orientações. Confira a programação: Quarta-feira (22): Cidadania: Mulher Negra e empreendedorismo, incentivo a autonomia econômica. Facilitadoras: Marília Brandão e Julia Lira Mediadora: Tamyres Cardoso 19h Quinta-feira (23): Beleza: Transição Capilar em Tempos de Pandemia (Salão Afro Hair) 19h Sexta-feira (24): Enfrentamento a violência e saúde mental da mulher negra em tempos de pandemia : uma importante ...

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    Coisa Mais linda (Reprodução/Netflix)

    Coisa mais linda e a invisibilidade da mulher negra

    De uma forma abrangente a série aborda pautas muito importantes relacionadas a vivencia da mulher e o que é ser uma no Brasil em meados da década de 50. Feminismo, violência e até o feminicídio é trazido de forma explícita e direta no enredo da série, entretanto a abordagem ao racismo e as outras formas de opressão sofridas por diferentes grupos de mulheres não foram trazidas com a mesma urgência, o que soa o discurso um pouco vazio, artificial e preocupante.  A serie conta com quatro mulheres que exercem os papais principais e entre elas há somente uma mulher negra: Adélia.  Adélia é uma mulher negra e se formos observar de uma forma crítica é possível perceber que o papel exercido por ela é o mais comum entre as pessoas negras: moradora do morro, tem uma filha pequena, de início é mãe solteira e trabalha como empregada doméstica. Efetivamente esse ...

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    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Debates virtuais sobre direitos e lutas marcam programação alusiva ao Dia da Mulher Negra

    Iniciou nesta segunda-feira (20) e segue até o dia 26 o evento online promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação das Expressões Afro-Religiosas do Oeste do Pará e Caribe (NPDAFRO), vinculado à Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com o tema "Mulheres Negras: Rompendo o silêncio". A programação celebra o Dia Internacional da Mulher Afro-Latina, Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorados no dia 25 de julho. O evento discute questões como a luta por direitos, religiosidade e experiências da mulher negra na pesquisa antropológica. As lives com pesquisadores e ativistas são transmitidas pelo Instagram (@npdafro_ufopa). Na abertura da programação o tema discutido foi: "Mulheres de Axé na vanguarda da Luta do Povo Negro”, com a participação de Mãe Dora de Oyá (Yalorisá do Ilê Axé Tojú Labá/Brasília) e mediação de Beatriz Moura, antropóloga e professora da Ufopa. Programação: 21/07 ...

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    Primeira Marcha das Mulheres Negras em 2015, em Brasília (Foto: Thaís Mallon/Divulgação)

    Prefeitura do Rio celebra Semana da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

    A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realiza uma série de ações online pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado neste sábado (25). Lives, bate-papos e publicações que trazem vozes de referências na Cultura e na luta das mulheres negras em todo país. Começando pelo #FalaPreta, a Secretaria traz em suas redes sociais diariamente vídeos com depoimentos de mulheres negras sobre o dia 25 de julho, que também é Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014. Nomes como Zezé Motta, Helena Theodoro, Sandra de Sá e Flávia Oliveira, falarão sobre a importância da luta das mulheres negras em seus diferentes territórios e ocupações. Pensando nisso, o Museu da História e da Cultura Afro-brasileira (MUHCAB), realiza a 1ª Semana Tereza de Benguela, com publicações diárias, live sobre “O racismo no sistema judiciário” e Live poética com ...

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    Policial pisa em pescoço de mulher durante abordagem em Parelheiros, zona sul de São Paulo
Imagem: Reprodução/TV Globo

    PM pisar no pescoço de mulher negra explicita que somos #AlvosDoGenocídio

    Julho das pretas. Desde 1992, no 25 de julho se celebra o Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha. No Brasil, desde 2014 é também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em todo o país, organizações de mulheres negras intensificam as atividades que promovem cotidianamente, voltadas à superação das desigualdades de gênero, raça e classe. Neste 2020, iniciamos os debates do julho das pretas com uma amostra de como a Polícia Militar de São Paulo, sob comando do governador João Dória, age em relação a mulheres negras. "Quanto mais eu me debatia, mais ele apertava a botina no meu pescoço", disse a mulher negra de 51 anos, comerciante, e moradora de Parelheiros, em entrevista veiculada pela TV no último domingo (12). Um vídeo, gravado em 30 de maio, cinco dias depois do assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, registra a abordagem policial violenta sofrida por ela. ...

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    Policial pisa no pescoço de mulher negra e arrasta a vítima - Reprodução/Twitter

    Policial pisa no pescoço de mulher negra e arrasta a vítima na zona sul de SP

    Um policial pisou sobre sobre o pescoço de uma mulher negra, de 51 anos, durante uma confusão por causa de atividade comercial em um bar na zona sul de São Paulo, durante a pandemia de Covid-19. Um vídeo gravado por moradores, exibido pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (12), mostra uma sequência de ações da Polícia Militar durante uma ocorrência na tarde de 30 de maio, um sábado, em Parelheiros, por causa de um cliente cujo veículo estava com som em alto volume. A dona do bar, viúva, com cinco filhos e dois netos, foi agredida por um dos policiais ao tentar defender um amigo, que foi dominado pela PM e estava imobilizado no chão. Ela afirma ter pedido ao policial para não bater mais no homem, que já estaria desfalecido e havia sido agredido com joelhadas no rosto. Um segundo policial, que estava armado e abordando outras pessoas, ...

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    Erika James é oficialmente nomeada como reitora da Wharton School
Imagem: Divulgação/Universidade da Pensilvânia

    Wharton School nomeia primeira mulher negra como reitora da instituição

    Erika James assumiu, hoje, oficialmente o cargo de reitora da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Em 139 anos de história, ela se torna a primeira mulher e afro-americana a chefiar a prestigiada instituição. Em entrevista para o programa Good Morning America, da rede ABC, ela disse que quer influenciar os jovens a confiarem neles mesmo com essa sua conquista histórica. "Muitas vezes impedimos nosso próprio progresso porque não temos confiança para dizer: 'Sim, eu estou pronto para esse papel. Sim, eu posso enfrentar esses desafios. Sim, eu tenho a experiência e os conhecimentos necessários'", declarou. "Quando saímos do nosso caminho e realmente apostamos em nós mesmos, é quando começamos a criar a confiança de outras pessoas em nós. Meu conselho mais forte para os jovens é sempre apostar em si mesmo", acrescentou. O anúncio de que James assumiria o cargo foi feito em fevereiro deste ano. ...

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    Sauanne Bispo sofreu diversos episódios de racismo, desde a infância em colégio particular até a vida adulta, como dona do próprio negócio. Hoje, dá palestras sobre inclusão racial. (Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo)

    A jornada contra o racismo de uma mulher negra nascida na elite da Bahia

    Nasci em Salvador, na Bahia, tenho 34 anos e sou filha de Celeste Bispo, professora graduada em letras e investigadora da Polícia Civil baiana. Meu pai é um artista plástico, faz esculturas em madeira. Eles nunca se casaram, mas ele sempre esteve presente em minha vida. Sou filha única. Cresci num bairro central de Salvador, o Garcia. Durante minha vida toda, estudei no Colégio Antônio Vieira — uma tradicional escola particular. Apesar de eu viver num estado com cerca de 82% da população preta ou parda, na escola toda havia no máximo 20 estudantes negros. Na minha sala eram eu e mais dois, na melhor das hipóteses. Eram comuns as panelinhas na sala de aula. Um colega me deu o apelido de Melanina e depois ele abreviou para Mel. Quando alguém perguntava “Por que Mel?”, ele ria para explicar. Certa vez eu estava na fila da cantina e uma menina ...

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    (Foto: Day Rodrigues)

    Carta às mulheres solteiras: agência, amor próprio e a solidão da mulher negra

    Nesse dia dos namoradXs, eu fiquei com vontade de falar sobre algumas coisas que têm visitado os meus pensamentos. Não me dirijo a vocês com a intenção de fazer generalizações sobre as vivências das mulheres negras, mas se a minha experiência servir para acalentar algumas das minhas irmãs, esse texto fica como um presente pelo dia de hoje. Se isso não acontecer, tudo bem! Seguimos no caminho de aprender com as nossas diferenças! Faz tempo que eu tenho refletido em relação os rumos que a discussão sobre a solidão da mulher negra tem tomado. Entendo a gravidade do fato de mulheres como eu se casarem menos e enfrentarem problemas sexistas e racistas nos relacionamentos, sendo eles interraciais ou não. Contudo, eu, também, sinto a necessidade de trazer para esse debate mais reflexões sobre amor próprio e as escolhas que nós, mulheres, fazemos. Decisões que estão inseridas em um conjunto de ...

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    Laurin Rinder/Adobe

    O “não lugar da mulher negra”: do quartinho da empregada e “quase da família” a lugar nenhum

    Escrevo este texto no calor do momento após uma conversa com uma das minhas amigas pretas, muito querida. Falávamos da sua solidão e de uma vida de desenraizamento, após ela ter sido “dada” pela família no interior do Pará a uma senhora rica, branca do Estado de Goiás, aos 8 anos, com a promessa de estudar. E  como a maioria das meninas nessas condições, serviu a casa e a família por 13 anos. Passou a vida ouvindo da sua “benfeitora”: “essa é a menina que eu crio”  ou “é quase da família”, e até recebeu a permissão de chamar a tal senhora de “avό”, forma de reforçar a mentira. Quando ela percebeu que não era nada da família  e que sua situação era a mesma de muitas outras meninas negras que passara pela mesma casa  resolveu sair,  juntando assim suas coisas e caiu no mundo. Qual era o seu lugar? ...

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    Shirley Chisholm foi pré-candidata à presidência dos Estados Unidos em 1972 (Foto:  domínio público)

    Shirley Chisholm: a 1ª mulher negra a concorrer à presidência dos EUA

    Em 1972, as eleições dos Estados Unidos tiveram a primeira pré-candidata negra da história: Shirley Chisholm concorreu ao cargo pelo Partido Democrata. Durante a campanha, recebeu pelo menos três ameaças de morte e precisou lutar para que sua candidatura fosse levada a sério. Demoraria ainda muito tempo para o primeiro homem negro sentar na cadeira presidencial. Barack Obama, foi eleito apenas em 2009. A candidatura de Shirley nos anos 70 mostra sua força ao concorrer ao cargo poucos anos após a eclosão do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. (Foto: domínio público) Pessoas negras só conquistaram o direito ao voto no país em 1965, sete anos antes que o nome de Shirley surgisse como aspirante à presidência. Ela também foi a primeira mulher negra no congresso estadunidense. O cargo permitiu que lutasse pela igualdade racial e de gênero no país. [caption id="attachment_151575" align="aligncenter" ...

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    (Foto: Imagem retirada do site Midia Ninja)

    Da dificuldade nasce a força da mulher negra

    Em 1989, com 14 anos, entrei no mercado de trabalho. Meu primeiro emprego foi como office girl na falida Companhia Energética de São Paulo, atividade que consegui por meio de uma ONG chamada Patrulheiros do Caxingui. Eu trabalhava para o departamento de engenharia, distribuía radiogramas (meio de comunicação rápida da época) entre os prédios da empresa, que ficavam na região da avenida Paulista. Para isso, todos os dias eu percorria a avenida Angélica, as ruas Haddock Lobo, Bela Cintra, Consolação, Augusta e a avenida Paulista. Era cansativo, mas eu adorava saber que conseguiria garantir o sustento de casa. O preconceito racial e social que eu sofria a todo momento era o que cansava e doía. Era evidente a preferência da chefe pela moça mais clara, fosse pela forma carinhosa como ela tratava a outra funcionária, fosse pelo fato de as atividades trabalhosas sobrarem sempre pra mim. Hoje, mais de 30 ...

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    Photo by  Nick Owuor (astro.nic.visuals)  on  Unsplash

    Minha cor chega primeiro. Reflexões sobre a experiência de ser uma mulher negra

    Desde o momento do meu nascimento até meus derradeiros suspiros, estarei sozinha. De fato, a experiência de viver é solitária, não há ninguém além de mim mesma que esteja comigo ininterruptamente. Mas a solidão a qual me refiro não é essa. Trata-se de uma solidão estrutural, que está lá fora, no mundo externo, e que não é do meu controle. Solidão e faltas – todas as que puder elencar – são sinônimos da experiência corporal negra, principalmente da experiência corporal feminina negra. Nascemos em meio a um mundo construído em narrativas românticas em que a solidão não é bem quista. No entanto, sabemos nós, mulheres negras, desde a mais tenra idade que essa narrativa não se aplica a nós. Já sabemos, mesmo sem saber. A maioria de nós nasceu em lares partidos, por isso é bem provável que não saibamos o que de fato é o amor. Este não está ...

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    Eleições nos EUA: líder dos direitos civis sugere que chapa presidencial deve ter mulher negra como vice

    Congressista, parceiro de Martin Luther King Jr e ícone dos direitos civis nos Estados Unidos, John Lewis afirmou, na última terça-feira, (07), que Joe Biden, candidato democrata à presidência, deveria escolher uma mulher negra para ser sua companheira de chapa. Do Noticia Preta (Foto: Tom Williams/CQ-Roll Call via Getty Image) Lewis anunciou seu apoio formal a Biden, dando uma injeção de ânimo ao provável candidato progressista. Segundo a CBS, Lewis afirmou que Joe deveria pensar nos anseios dos seus eleitores e que seria uma boa escolha ter uma mulher negra para a vice-presidência. “Acho que o Biden deve olhar para seu eleitorado, e seria bom ter uma mulher de cor na sua chapa. Seria bom ter uma mulher que se pareça com o resto da América, inteligente, talentosa, lutadora, guerreira” afirmou a jornalistas. Joe Biden entrou para a história em 2008 quando fez parte da chapa ...

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    Geledés-Instituto da Mulher Negra lança campanha contra genocídio

    Em 21 de março de 1960, mais de 20 mil sul-africanos protestavam pacificamente contra a Lei de Passe, instaurada pelo regime segregacionista apartheid e que determinava a obrigatoriedade de negros portarem uma caderneta (um instrumento de controle estatal) na qual constava onde eles poderiam ir, a cor, a etnia e a profissão. Nesta data, a manifestação pacífica em Shaperville, província de Gautung, terminou em uma violenta repressão pelo Estado sul-africano que matou 69 pessoas e feriu 189. Em 1966, em memória às vítimas do massacre, a ONU determinou o 21 de março como o Dia Internacional contra a Discriminação Racial.  Geledés - Instituto da Mulher Negra em memória ao Dia Internacional de Discriminação Racial lança sua campanha de combate ao genocídio da juventude negra #Memóriatemcor, para sensibilizar o País contra a “naturalização” da matança de jovens negros. É um alerta máximo, um chamado para que brasileiras e brasileiros, independente de ...

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    Imagem retirada do site

    A mulher negra que desafia o capital imobiliário

    História de Carmen Silva, líder sem-teto em SP, perseguida implacavelmente. Viveu na clandestinidade e teve filhos presos. Denuncia aluguéis abusivos no Centro, mas também ousa: das moradias insurgentes virão soluções para Habitação Por Rôney Rodrigues, do Outras Palavras Imagem retirada do site Outras Palavras Pela janela do apê Engaiolada em um apartamento estranho, rememora Carmen Silva Ferreira, 59, a janela é praticamente seu único contato com o mundo. Vista do alto, a paisagem é calma: o nublado céu paulistano; prédios e mais prédios; algumas casinhas; ruas e avenidas emoldurando quarteirões; carros, muitos carros, caminhões e pessoinhas, tudo em miniatura, circulando. Por um instante, pouco lembra a cidade desigual e cruel que a líder do Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC) denuncia há quase 30 anos. Por 74 dias, entre 24 de junho e 3 de outubro de 2019, essa mulher negra e nordestina, que chegou a ...

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    (Pintura: Antônio Rafael Pinto Bandeira)

    Sou uma mulher negra e a minha invisibilidade é real

    Quando falamos de invisibilidade abre-se um leque de conceitos e didáticas que podemos discutir, um delas é a solidão da mulher negra. Por Laiela Santos, da Revista Cult (Pintura: Antônio Rafael Pinto Bandeira) Precisamos entender que essa solidão não existe somente em relacionamentos afetivos. Essa invisibilidade vai desde a infância até a fase adulta. As mulheres negras são inferiorizadas na entrevista de emprego, quando não têm o perfil de uma mulher padronizada; na fila do hospital, quando são consideradas fortes o suficiente para aguentar mais dores que uma mulher branca; nos relacionamentos, quando são abandonas pelos seus parceiros e sofrem para cuidar de seus filhos sozinhas, se tornando mulheres exaustas e sobrecarregadas. Ser uma mulher negra num país racista é ter que construir e reconstruir a sua autoestima dia a dia pela falta de representatividade nos meios de comunicação em massa; é ser sexualizada no Carnaval, ...

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