Resultados da pesquisa por ' sexismo'

(Foto: @ Artsy Solomon/ Nappy)

Eu e a Outra: experiências de racismo, sexismo e xenofobia

apesar do sol das palmeiras do sabiá, tudo aqui é um exílio. (Lubi Prates, 2018) A publicação deste texto foi motivada a partir da leitura de um outro, da autoria de uma conterrânea, a intelectual baiana Carla Akotirene. Li o texto dela dias atrás, disponível no seu instagram. Ela discutia sobre as “clivagens regionais nas experiências de raça”, a partir da vivência de Juliette Freire, participante branca e nordestina, da Paraíba, no Big Brother Brasil 2021. Carla Akotirene destacava o fato de que “as existências são avenidas identitárias”. Ela explicava que se entre os negros, Juliette Freire goza os privilégios de ser uma branca, entre os brancos, ela é lida como uma nordestina “apenas”. E eu, mulher, negra, nordestina, vivendo em terras sudestinas? Nas Minas, mais especificamente. Como as “clivagens regionais” atuam nas minhas experiências de ser negra? A fim de responder essas perguntas, resolvi publicizar algumas experiências que venho ...

Leia mais
Aliyyah e Yasmeen Koloc/
Imagem retirada do site UOL

Irmãs de 16 anos são alvos de racismo e sexismo no Rally Dakar; FIA repudia

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) se manifestou sobre o caso de racismo e sexismo no Rally Dakar envolvendo as irmãs Aliyyah e Yasmeen Koloc, de 16 anos. Elas foram alvos de comentários ofensivos dos pilotos Ales Loprais e Petr Pokora. Em vídeo, os tchecos foram flagrados se referindo às filhas do também piloto Martin Koloc de maneira pejorativa. "Estou ficando 'duro' pela terceira vez. Olha, a preta de Roudnice está indo para a direita", disse Loprais. Bem, essa não é má, é aceitável. A outra não", acrescentou Pokora. Em comunicado, a FIA condenou o comportamento da dupla. A nota foi divulgada em conjunto com a ASO, promotora do Dakar. "A FIA, junto com a ASO e a FIA ETCR, condena energicamente os comentários desagradáveis e degradantes dirigidos às pilotos de corrida de caminhão FIA ETRC Aliyyah Koloc e sua irmã Yasmeen por dois competidores no Dakar. E continuará investindo ...

Leia mais
Getty Images

Cerca de 60% das mulheres na Europa já sofreram sexismo no trabalho, diz pesquisa

Ainda de acordo com a pesquisa, 11% das entrevistadas afirmaram ter tido relação sexual 'forçada ou indesejada' com alguém de seu círculo profissional. No G1 Apenas 16% das mulheres que afirmaram terem sido pressionadas a realizar atos sexuais denunciaram o caso. (Foto: Getty Images) Em torno de 60% das mulheres na Europa indicaram ter sido vítimas de pelo menos uma forma de violência sexista, ou sexual, no trabalho - aponta um estudo feito online em abril de 2019 e publicado neste sábado (12), com mais de 5.000 mulheres de cinco países da União Europeia. O relatório do Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP) afirmou que 21% das mulheres passaram por essas situações no ano passado, enquanto 42% nos últimos 30 anos. Ainda de acordo com a enquete, 11% das entrevistadas afirmaram ter tido relação sexual "forçada ou indesejada" com alguém de seu círculo profissional. Um número ...

Leia mais
Protagonistas de Sierra Burgess É Uma Perdedora, Crush à Altura e A Barraca do Beijo (Fotos: Divulgação / Netflix)

Sexismo, abuso e cyberbullying: A Netflix não cansa de errar nos filmes adolescentes

As mensagens que Crush à Altura, A Barraca do Beijo e Sierra Burgess É Uma Loser passam para o público estão (muito) longe de serem ideais Por Yolanda Reis, da Rolling Stone Protagonistas de Sierra Burgess É Uma Perdedora, Crush à Altura e A Barraca do Beijo (Fotos: Divulgação / Netflix) Crush à Altura, estreia de Nzingha Stewart em longas-metragem (antes, dirigiu episódios de How To Get Away With Murder e Grey’s Anatomy), é o mais novo filme adolescente da Netflix. Vem depois de alguns sucessos de público com a mesma temática, como A Barraca do Beijo e Sierra Burger É Uma Loser. E não só a adolescência é ponto comum nas três produções: o roteiro problemático também. A começar pelo novo lançamento; Crush à Altura é, acima de tudo, um grande clichê. Se você já viu algumas das histórias adolescentes mais populares dos anos 1990 ...

Leia mais

O que o sexismo de Bolsonaro nos diz sobre submissão de primeiras-damas

Sobraram no Brasil hashtags de apoio à francesa e textos que narram o amor romântico do casal Macron; solidariedade importa, mas outros casos virão, com presidentes e primeiras-damas, enquanto a submissão não for questionada Por Giulliana Bianconi, do Época Brigitte Macron e Melania Trump se encontram em Biarritz, na França, durante a cúpula do G7. Foto: Thomas Samson / AFP Foi uma grande polêmica na França quando o presidente Emmanuel Macron tentou instituir um cargo oficial para a esposa Brigitte Macron no seu governo, em 2017. Macron havia prometido em sua campanha que enfrentaria o nepotismo, e ao vir à tona o plano de empregar Brigitte como “primeira-dama oficial”, como ele mesmo nominava, recebeu uma enxurrada de críticas, com direito à petição online assinada por mais de 200 mil franceses que eram contra a possibilidade. O argumento do presidente era que não oferecer um cargo oficial ...

Leia mais
Dia Internacional da Mulher Afro Latina-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Foto: LEO MOTTA /ARQUIVO FOLHA)

Mulher negra: uma data contra o racismo e o sexismo

Uma data para resistir e lutar. Esse é o marco do Dia Internacional da Mulher Afro Latina-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negracelebrados nesta quarta-feira (25), mas que conta com uma programação até o fim deste mês. “Essa é uma data de denúncia. A mulher negra tem demandas e aspirações específicas. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, dos 25 países com maior índice de violência contra a mulher negra, 15 estão localizados na América Latina e no Caribe”, afirmou a coordenadora do GT Racismo do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a procuradora de Justiça Maria Bernadete Azevedo. As integrantes do Comitê de Mulheres Negras Metropolitanas (CMNMPE) da Secretaria Estadual da Mulher participam nesta terça-feira, das 8h30 às 18h, no pátio de São Pedro, no Bairro de São José, da I Feira da Ancestralidade Negra promovida pela Prefeitura do Recife. Na ocasião estarão representantes de organizações da sociedade ...

Leia mais

Machismo e sexismo seguem dentro da publicidade no Brasil

Para desenvolver o estudo foram ouvidas 1,81 mil pesssoas, que sinalizaram setores como o bebidas alcoólicas, vestuário, eletrodomésticos, automotivo e até mesmo serviços públicos como os que mais objetificam a mulher. Por Paula Cristina Do DCI Foto: Reprodução/Facebook O estado de São Paulo foi acusado de machismo ao veicular um jingle do metrô que afirmava que “trem lotado é bom para xavecar as mulheres”. Tradicionalmente conectada a mulheres com pouca roupa e em situações sexistas e machistas, a categoria de cervejas trouxe recentemente uma mudança. Em 2017, a marca Skol trocou as imagens de mulheres com apelo sexual por releituras de pôsteres antigos produzidas por artistas mulheres. O lançamento da ação aconteceu no Dia Internacional da Mulher com a assinatura “redondo é sair do seu quadrado” Apesar de uma boa parte concordar que as marcas estão se adaptando aos movimentos feministas, 63% afirmam o contrário. “Resultado ou ...

Leia mais

Sexismo na moda: apenas 41% das grandes marcas são comandadas por mulheres

Pesquisa "The Glass Runway" revela a desigualdade de gêneros no mundo da moda Do Claudia Para muitos, a indústria fashion é focada no público feminino. No entanto, os bastidores desse universo são mais sexistas do que parecem. Um estudo do Conselho de Designers da América (CFDA) mostrou a desigualdade de gêneropresente no mercado da moda. Na pesquisa “The Glass Runway” (a passarela de vidro) ficou clara a diferenciação dos cargos que os sexos desempenham. Enquanto as mulheres são a maioria entre costureiros, designers, alunos nas faculdades de moda e, além de tudo, entre consumidores, a maioria dos cargos de chefes no setor é dominada por homens. O estudo mostrou que, por mais que as mulheres não encontrem barreiras para se destacar no início de sua carreira no universo da moda, elas acabam não seguindo em frente, já que o sexismo é recorrente. Um dos fatores que agrava essa desmotivação é a falta ...

Leia mais

Murray corrige jornalista e protagoniza novo episódio contra sexismo no esporte

Tenista número 1 do mundo, britânico Andy Murray interrompeu jornalista em coletiva e lembrou das mulheres em novo episódio de combate ao sexismo no tênis Do Globo Esporte  O tenista britânico Andy Murray se despediu do torneio de Wimbledon, mas protagonizou um dos momentos mais marcantes do dia. O número 1 do mundo corrigiu um jornalista novamente e voltou a mostrar por que é um ícone contra o sexismo no esporte. Andy Murray may have lost, but nothing got past him post-match...#Wimbledon pic.twitter.com/Uniks77WKu — Wimbledon (@Wimbledon) 13 de julho de 2017 Durante a coletiva de imprensa nesta quarta-feira, um jornalista disse que seu algoz Sam Querrey era o primeiro americano a atingir a semifinal do torneio desde 2009. O escocês respondeu "jogador masculino" ("male player"). Todos riram no calor do momento, mas o tenista permaneceu sério e repetiu a afirmação quando o jornalista disse que não havia entendido. Se os americanos ...

Leia mais
Foto: Adriana Medeiros

Diretora da Anistia Internacional no Brasil luta contra o racismo e o sexismo

Sua raiz africana transcende seu corpo franzino. Está presente nas roupas, bolsas, colares e pulseiras que ela adora vestir. As estampas e as cores são sempre vibrantes. Jurema Werneck faz questão de celebrar sua negritude. Em seus discursos, é eloquente ao falar e, no olhar, carrega certa dose de compaixão. Mulher, negra e lésbica, essa carioca, nascida no Morro dos Cabritos, em Copacabana, venceu todos os sufocos da vida e agora, aos 56 anos, se prepara para um novo desafio: comandar o escritório brasileiro de uma das maiores e mais importantes organizações de direitos humanos do mundo, a Anistia Internacional. Por Guilherme Ramalho - O Globo Filha de uma costureira e de um alfaiate, Jurema conta que seus pais “viveram e morreram” para que ela, sua irmã adotiva e seus dois irmãos se dedicassem aos estudos. Apesar das dificuldades financeiras, eles nunca precisaram trabalhar na infância ou na adolescência, pois seus ...

Leia mais

Exposição fotográfica feita por mulheres no Recife questiona o racismo e o sexismo

Três fotógrafas integrantes de formação promovida pela FASE em Pernambuco registraram o protagonismo de mulheres negras em manifestações culturais nordestinas Por Nathália Pereira, do Fase (Foto: Fran Silva/Exp. M.a.r.i.a.s) Da cultura popular nasce e reverbera a força de um povo. Para mulheres negras, as brincadeiras herdadas dos ancestrais podem ser munição de resistência trilhada diariamente contra discriminações e embargos sociais. Ser veículo para tal fortalecimento é o objetivo de “Mulheres Negras Fortalecidas na Luta Contra o Racismo e o Sexismo”, iniciativa desenvolvida pelo programa da FASE em Pernambuco, em parceria com a Oxfam Brasil e demais instituições, com apoio da Embaixada Britânica. Nele, 25 jovens negras integrantes de coletivos socioculturais do Recife têm desenvolvido oficinas e atividades autogestionadas com foco em produções culturais. Uma dessas atividades atravessa os muros da sede da FASE, ocupando, a partir do dia 3 de fevereiro, a Estação Central do Metrô do Recife (Rua Floriano, ...

Leia mais

Debret, racismo e o estereótipo de princesas se conectam nas curvas do sexismo

A velocidade da informação que circula nas redes sociais quase não deixa tempo para respirar fundo.  Mas após um dia, o que é eternidade para o universo virtual, consegui reagir e pensar um pouco sobre a conexão temporal entre a polêmica envolvendo a grife Maria Filó; a abertura de uma nova unidade da “Escola de Princesas”; e o desabafo de Michele Obama diante de mais diatribes sexistas de Donald Trump. Essas notícias viralizaram nas redes com mais força, ontem, sexta, 14. Por Cleidiana Ramos, do Flor de Dendê Não consigo entender essa teimosa persistência da hostilidade contra a nossa condição de mulheres. E se o sexismo encontra um de seus companheiros inseparáveis, o racismo, chegamos a situações que me levam a concordar com a frase de um dos agente-máquina do filme Matrix: “ A humanidade é o pior vírus que já atacou esse planeta”. Não é possível que uma espécie cause tanto ...

Leia mais

O vestido de uma professora. A avalanche de críticas. E o sexismo nas redes sociais

Uma professora de Atlanta, na Georgia, recebeu críticas online por usar roupas “sexy demais” no seu trabalho o que, mais uma vez, demostra a forma como os corpos de mulheres negras são constantemente controlados por razões ridículas. Por  Zeba Blay, do  Huffington Post Uma cópia da foto original publicada na conta do Instagram de Brown, já deletada de sua conta. Uma foto da professora da quarta série Patrice Brown viralizou no Twitter e no Instagram em setembro, acompanhado da hashtag #TeacherBae. Na foto acima, Brown está usando um vestido longo ajustado ao corpo. No início as reações foram articuladas exclusivamente em como Brown era atraente na foto, mas uma outra reação surgiu rapidamente, com algumas pessoas do Twitter sugerindo que a professora estava vestida inapropriadamente para a sala de aula. Um usuário cujo nome é @breeNaughtyy disse: “Essa professora fica bem assim, mas esse traje é inapropriado para ensinar crianças ...

Leia mais

Tudo é interseccional? Sobre a relação entre racismo e sexismo

A discussão sobre interseccionalidade tem ocupado um espaço importante na pesquisa de gênero. O reconhecimento de que formas sexuais de injustiça são, por um lado, análogas e, por outro, empiricamente entrelaçadas com outras formas de injustiça — como as relacionadas a “raça”, etnia e religião — encontra nesse conceito sua expressão teórica. Se levarmos em consideração razões histórico-linguísticas, a importância de refletir com maior precisão sobre a relação entre racismo e sexismo é evidente por si só. Resumo O artigo propõe a diferenciação de quatro modos de relações entre racismo e sexismo. O primeiro estabelece semelhanças entre formas de racismo e de sexismo, o segundo, diferenças entre eles, o terceiro, acoplamentos entre ambos, e o quarto, cruzamentos, entrelaçamentos ou intersecções. Um modelo crítico que abarque semelhanças, diferenças, ligações e intersecções tem efeitos muito mais benéficos para a compreensão das relações entre racismo e sexismo do que a tentativa de formular ...

Leia mais

Britânica é suspensa do trabalho por se recusar a usar salto alto e gera debate sobre sexismo

Uma recepcionista de Londres foi suspensa do trabalho depois de se recusar a usar saltos altos, levantando debates sobre sexismo. Do BBC Nicola Thorp, de 27 anos, foi contratada em regime temporário na empresa PwC, e seus empregadores disseram que ela teria de usar sapatos com salto de "5 a 10 centímetros" de altura. Quando ela se recusou a usar salto e reclamou que os funcionários masculinos não tinham obrigações equivalentes, foi mandada de volta para casa sem pagamento. "Disse a eles que consideraria (a exigência) justa se me explicassem por que usar sapatos sem salto prejudicaria a realização do meu trabalho, mas eles não me explicaram", disse Thorp à BBC. "Eles queriam que eu fizesse um turno de nove horas de pé levando clientes para salas de reuniões. Respondi que simplesmente não conseguiria fazer isso de salto alto." Quando a britânica perguntou se a empresa esperava que algum homem ...

Leia mais
DilmaRousseff

À CNN, Dilma volta a dizer que sexismo contribuiu para impeachment avançar

Presidente disse que, quando a classificam como "dura", ela responde que é "uma mulher dura, rodeada por homens fofos, educados, gentis e bondosos" no Diário de Pernambuco A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, nesta quarta-feira, que o fato de ser mulher contribuiu para o processo de impeachment ganhar forças e rebateu as críticas de ser "uma mulher dura". Em entrevista à emissora americana CNN, a petista disse que, quando a classificam como "dura", ela responde que é "uma mulher dura, rodeada por homens fofos, educados, gentis e bondosos". No ano passado, em entrevista ao Washington Post, a presidente já havia mencionado sofrer preconceito por ser mulher. Na ocasião, Dilma disse ser vítima de argumentos sexistas. "Você já ouviu alguém dizer que um presidente homem se intromete em tudo? Eu nunca ouvi. Acredito haver um pouco de viés de gênero. Sou descrita como uma mulher dura e forte que põe ...

Leia mais

Manifesto da Frente de Mulheres Negras do Distrito Federal e Entorno pela democracia, contra o golpe, contra o racismo, o sexismo e pelo bem viver

Nós, Mulheres Negras, reunidas na Frente de Mulheres Negras do Distrito Federal, vimos a público repudiar todos os artifícios e manobras que ponham em risco a democracia em nosso país. Enviado para o Portal Geledés Entendemos que o resultado das eleições que elegeu a Presidenta Dilma Rousseff tem que ser respeitado, uma vez que representou o voto da maioria das brasileiras e brasileiros, e que qualquer movimentação que se faça para destítui-la do exercício deste direito afronta a Constituição Federal, o que precisa ser impedido e repelido com vigor. Repudiamos a forma machista, sexista e misógina com que a Presidenta da República, Sra. Dilma Rousseff, desde eleição e reeleição tem sido tratada pelo parlamento brasileiro, pela mídia e parte do judiciário brasileiro. Afirmamos que essa crise é forjada pela elite branca, que cada dia acumula mais lucro, seja através das especulações e visa privatização de todas as riquezas produzidas pelo conjunto da população brasileira. No entanto, nos posicionamos também contrárias à política ...

Leia mais
(Foto: Ayalla Salvador)

Perfil de uma presidenta em 3D (descompensada, desequilibrada, descontrolada): IstoÉ sexismo e misoginia!

“Grande imprensa” passa recibo de sua irrefreável queda Por Rosane Borges, do Boi Tempo  É de trivial evidência que a antes chamada “grande imprensa” perdeu, faz tempo, o status de esfera mediadora central, papel desempenhado sem grandes sobressaltos ao longo do século XX. Como já referi em outros artigos, somos testemunhas de que o sistema midiático passou por substantiva mudança de paradigma: da lógica da radiodifusão e de distribuição, que predominou durante todo o século passado, migramos para uma fase em que o controle sobre a produção e a distribuição já não dependem dos grandes conglomerados, permitindo o engajamento efetivo das audiências. Os paradigmas da conexão e da circulação, forjados pelo novo estágio do capitalismo, ganharam aderência irreversível. O velho modelo um-para-todos (poucos veículos distribuindo informação para uma gama abrangente de pessoas) subverteu-se e diversos arranjos tornaram-se possíveis: um-para-um, todos-para-um, com informações brotando de múltiplos focos. Trata-se, sem dúvida, de uma ...

Leia mais

O que é uma pessoa cis e cissexismo?

Vivemos em uma sociedade ciscêntrica, cisnormativa. Isso ocorre porque as pessoas cis detém o poder de decisão sobre as pessoas não-cis dentro de vários âmbitos: Médico, Político, Jurídico, Financeiro etc. Por Adriano Senkevics Do Ensaios de Genero Mas quem são as pessoas cis? Utilizei a seguinte definição a priori: “Uma pessoa cis é uma pessoa na qual o sexo designado ao nascer + sentimento interno/subjetivo de sexo + gênero designado ao nascer + sentimento interno/subjetivo de gênero, estão ‘alinhados’ ou ‘deste mesmo lado’ – o prefixo cis em latim significa “deste lado” (e não do outro), uma pessoa cis pode ser tanto cissexual e cisgênera mas nem sempre, porém em geral ambos.” Uma pessoa cis é aquela que politicamente mantém um status de privilégio em detrimentos das pessoas trans*, dentro da cisnorma. Ou seja, ela é politicamente vista como “alinhada” dentro de seu corpo e de seu gênero. Quero evitar dicotomizar ...

Leia mais

“Focus” e “Süddeutsche” são acusados de racismo e sexismo

Revista semanal mostra mulher nua que foi agredida por mãos negras e jornal publica ilustração de uma mão negra que agarra o sexo de uma mulher branca. "SZ" se desculpa, "Focus" não vê motivo. Do terra  Uma ilustração publicada pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e a capa da atual edição da revista Focus renderam fortes críticas aos dois periódicos. Nos dois casos, trata-se da cobertura jornalística dos acontecimentos do réveillon de Colônia, onde centenas de mulheres foram sexualmente agredidas por jovens de aparência árabe ou norte-africana, segundo o relato das vítimas. No caso do jornal de Munique trata-se de uma pequena ilustração em preto e branco no alto da página inicial da edição de fim de semana. A imagem estilizada mostra as pernas de uma mulher, em branco, sobre um fundo escuro. Uma mão negra está diante do órgão sexual dela. O diário também publicou a ilustração no Facebook, só ...

Leia mais
Página 1 de 50 1 2 50

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist