sexta-feira, abril 16, 2021

Resultados da pesquisa por 'Cidinha da Silva'

A mineira Cidinha da Silva lança o livro "Oh, margem! Reinventa os rios!"
Imagem: Divulgação

Margens moldam o rio da literatura brasileira na prosa de Cidinha da Silva

Cidinha da Silva não está resfriada. Mas a prosadora e escritora mineira, tal qual Frank Sinatra décadas atrás, não está disponível para uma entrevista por vídeo ou por ligação que facilite uma tentativa de perfil literário da autora de "Um Exu em Nova York" (2018), obra vencedora do Prêmio da Biblioteca Nacional. Cidinha está relançando as crônicas de "Oh, margem! Reinventa os rios!" em uma edição aumentada e organizada no ritmo ágil dos rios mineiros que fogem dos estouros de barragem, como foi o caso do Doce. Esta edição da editora Oficina Raquel inclui cinco textos inéditos, mais o prefácio do mestre Paulo Scott (finalista do Prêmio Jabuti deste ano com o fundamental "Marrom e Amarelo"). Cidinha da Silva não está resfriada e eu não sou Gay Talese - o jornalista dândi americano que ajudou a moldar o jornalismo literário. No entanto, Cidinha pode responder minhas perguntas por e-mail em ...

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Divulgação

O Teatro Negro de Cidinha da Silva

Cidinha da Silva é uma escritora que observa a atualidade. Em seus escritos encontramos o samba, o carnaval, a Mangueira, as nossas dores, as nossas alegrias – o nosso cotidiano. Cidinha da Silva é uma mulher plural, e essa característica se reflete na publicação de 17 livros divididos em crônicas, contos, ensaios e literatura infanto-juvenil. Em 2019, a escritora reúne, em uma obra, a sua produção voltada para a dramaturgia: O Teatro Negro de Cidinha da Silva. Em conversa no Instagram do LetrasPretas, ocorrida no dia 24 de setembro, Cidinha falou sobre a coincidência que se deu quando o selo literário Aquilombô apostou nas cores verde e rosa para compor o design do livro, fato que surpreendeu as expectativas da mangueirense. “Existe um silêncio imposto a nós, no fundo de todas as nossas doenças.” O livro reúne três peças escritas por Cidinha da Silva para as companhias que tiveram a missão de transformar ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

PARABÉNS CIDINHA DA SILVA – Livro ‘Um Exu em Nova York’ ganha prêmio Biblioteca Nacional 2019

Com o livro de contos “Um Exu em Nova York“, a escritora mineira Cidinha da Silva venceu o Prêmio Biblioteca Nacional 2019. O resultado foi divulgado pela Fundação Biblioteca Nacional na noite de quinta-feira (10) e a autora que tem a obra publicada pela editora Pallas levou o segundo lugar na categoria contos. Por Jéssica Balbino,  Do Margens  Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos) Chamado pela autora de livro dínamo, a obra passa por vários lugares e tempos, buscando construir mundos e conexões entre estes universos, sempre orientada pela perspectiva das africanidades através da diáspora. Com simbolismos, a autora passeia pelo cotidiano e expõe, sobretudo, questões ligadas a população negra e LGBTQIA+, além de desmistificar estereótipos pré-concebidos também acerca das religiões de matriz africana, oferecendo ao leitor novas perspectivas sobre a figura dos orixás, atravessando o mundo contemporâneo, seja no Brasil ou em Nova York. Ao Margens, a escritora ...

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Roda de conversa com Cidinha da Silva sobre seus livros no IBAO

Alô Campinas e região, dia 14/09 estarei no IBAO para uma roda de conversa, lançamento de livros e autógrafos. Apareçam. No Facebook Imagem: Reprodução/Facebook Ibaô apresenta Encontro formativo em Literatura Negra com a escritora Cidinha da Silva voltado para educadoras e para educadores de Campinas e Região. Evento Gratuito A escritora Cidinha da Silva retorna a Campinas para lançamento do seu último livro #ParemDeNosMatar, e oferecerá, em parceria com o Ibaô um encontro formativo com educadoras e educadores de Campinas e região, no formato de roda de conversa. A autora apresentará suas 15 obras autorais, publicadas no período de 2006 a 2019. Destaque para os quatro livros lançados neste ano, a saber: Exuzilhar e Pra Começar, primeiros volumes da série Melhores crônicas de Cidinha da Silva (Kuanza Produções); Kuami (romance infanto-juvenil, Pólen Livros) e # Parem de nos matar! (crônicas, Pólen Livros e Kuanza Produções). Quanto: ...

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Reprodução/Facebook

Cidinha da Silva e Cecília Floresta discutem Audre Lorde no Clube Lesbos, dia 29/06.

O Clube Lesbos nasceu para discutir livros/filmes com personagens (ou autoras) lésbicas! Esse ano estamos fazendo, em São Paulo, a linha do tempo da literatura lésbica. Em junho continuamos nos anos 80, com Audre Lorde. Do Facebook  Audre Lorde é uma das principais pensadoras lésbicas do século XX. É uma das principais vozes do feminismo afroamericando. Foi poeta, ensaísta, conferencista e professora de literatura. Apesar da sua importância, ela ainda não foi publicada oficialmente em português por nenhuma editora. Por isso, no lugar de um livro, vamos disponibilizar uma lista de textos traduzidos. Textos da Audre Lorde 1) Usos do erótico: o erótico como poder - http://bit.ly/317XmwL 2) Não existe hierarquia de opressão - http://bit.ly/2Z6GLYI 3) Usos da raiva: mulheres respondendo ao racismo - http://bit.ly/2WmpI7P 4) Poesia não é um luxo: http://bit.ly/2WCBGtu 5) Textos escolhidos de Audre Lorde - http://bit.ly/2KpUfdG Textos sobre a Audre Lorde 1) A invocação dos Orixás ...

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Lançamento: Exuzilhar, Pra começar e Kuami, de Cidinha da Silva, dia 19/04 no Aparelha Luzia

Passados 13 anos ininterruptos de publicações e 8 livros de crônicas espalhados pelo mundo, um olhar retrospectivo permite mapear temas e contextos muito presentes na obra da autora. Por Cidinha da Silva enviado para o Portal Geledés Capa do livro "Exuzilhar: melhores cronicas de Cidinha da Silva. Vol. 1" Exuzilhar é o livro de abertura da Série. Africanidades, orixalidade, tensões e diálogos entre tradição e contemporaneidade são os motores deste Exuzilhar, verbo-neologismo que Cidinha da Silva criou em 2010, depois de compreender que o verbo “encruzilhar” poderia ser ainda mais complexo. Pra começar é o segundo livro da Série. Este volume destaca crônicas próximas ao universo de crianças e adolescentes e outros em que pessoas dessas faixas etárias são protagonistas ou narradoras. São textos que pretendem despertar o gosto pela leitura. Capa do livro "Pra começar: Melhores Crônicas de Cidinha da Silva. ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Diálogos Insubmissos lança novo livro de Cidinha da Silva: “Um Exu em Nova York”!

“Uma perspectiva contemporânea e ficcional do cotidiano, sobre temas como política, crise ética, racismo religioso, perda generalizada de direitos (principalmente por parte das mulheres), negros e grupos LGBT.” Essa é a definição do novo livro de Cidinha da Silva, autora que lança, no próximo dia 29 de novembro, o seu primeiro livro de contos, intitulado “Um Exu em Nova York”. Por Jamile Menezes, no Soteropreta   Foto: Elaine Campos   Cidinha já escreveu 13 obras literárias – sendo oito de crônicas e seus textos pautam as relações raciais e de gênero, publicados no Brasil e no exterior., O novo livro será lançado no Diálogos Insubmissos, iniciativa que vem, durante o ano, uma série de lançamentos e debates de mulheres negras autoras. O livro mexe fundo no racismo religioso, ambientando-o em situações ficcionais. Tenho muito interesse em empregar a lupa das africanidades e das relações de gênero para ampliar os sentidos ...

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Reprodução/Facebook

Lançamento de Livros de Cidinha da Silva na Africanidades

“Eu não acho que existem coisas sobre as quais só eu possa falar, se pensar assim, limito os meus falares, só poderei falar do que vivi e me interessa muito fabular na produção literária, inventar a linguagem, as paisagens, as personagens, a trama. Todo mundo, como eu, tem o direito de escrever sobre o que quiser”. (Cidinha da Silva) ------------------------------------------------------------------------------------------ Do Facebook  Reprodução/Facebook   A Livraria Africanidades tem a honra de convidá-las(os) para o lançamento dos livros "O Homem Azul do Deserto" (Malê, 2018) e "Um Exu em Nova York" (Pallas, 2018) da autora Cidinha da Silva. Teremos bate-papo com a escritora e também haverá a comercialização de suas obras Contamos com a presença de todas(os) vocês! ♚Entrada Gratuita♚ ✹O evento será realizado no dia 03 de novembro, a partir das 15h. Local: Kasa Ajeji Endereço: Rua Paulo Ravelli, 153 - Cachoeirinha/Imirim - São Paulo/SP. ღLIVRARIA AFRICANIDADES ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Cidinha da Silva lança ‘Um Exu em Nova York’ em São Paulo

A escritora Cidinha da Silva lançará nesta quarta-feira (10),  em São Paulo, seu primeiro livro de conto ‘Um Exu em Nova York’, na Livraria Tapera Taperá. Em uma postagem no Facebook a escritora convida todos para o lançamento. “Um Exu em Nova York Aterrissa na Livraria Tapera Taperá Cara leitora, caro leitor, boa tarde! Amanhã, dia 10/10 às 19:00, vai rolar um bate-papo sobre meu primeiro livro de contos, Um Exu em Nova York, na livraria Tapera Taperá, centro de São Paulo. Contarei com a interlocução crítica e sempre instigante da escritora Ana Maria Gonçalves. Vem papear com a gente. De quebra, comidinhas preparadas por mim e um licor pra gente molhar a palavra. Espero por vocês. Venham quilombar pra gente se fortalecer nesse momento crucial de enfrentamento do projeto fascista de condução dos destinos do Brasil.” Reprodução/Facebook

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Cidinha da Silva lança ‘Um Exu em Nova York’ na UFMG

Belo-horizontina radicada em São Paulo, a escritora participa de diversos para o lançamento de dois dos mais recentes trabalhos Por Márcia Maria Cruz, do UAI Foto: Elaine Campos A escritora Cidinha da Silva vem a Belo Horizonte para lançar os livros O homem azul do deserto (Editora Malê) e Um Exu em Nova York (Pallas Editora). Hoje a escritora participa de evento na Faculdade de Letras promovido pelo grupo Literafro. Na quinta (20), estará no Centro de Referência da Juventude (CRJ)e, na sexta, no Museu de Quilombos e Favelas Urbanas (Muquifu). O homem azul do deserto amadurece o que a escritora tem buscado em termos de linguagem. “A prosa poética é a culminância de trabalhos que venho fazendo”, afirma. As 51 crônicas selecionadas para a publicação foram publicadas, entre 2016 e 2018, em sites, como o Portal Geledés, e no blog pessoal da autora.  “As crônicas estão sempre envoltas da necessidade que tenho de expressar ...

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“O Geração XXI é precursor do grande debate sobre as ações afirmativas” diz Cidinha da Silva

"O Geração XXI é precursor do grande debate sobre as ações afirmativas como estratégia possível de enfrentamento das desigualdades raciais. Ter estado ali foi uma grande alegria”, diz Cidinha da Silva. A escritora e dramaturga mineira Cidinha da Silva, 51 anos, acaba de lançar “O Homem Azul do Deserto”, nome de uma das crônicas que dá título ao livro. Na obra, ela discorre sobre os vários Brasis, em que o racismo estrutural e o machismo são apresentados de forma inquietante. A escritora estreou na literatura com o livro de crônicas “Cada Tridente em seu lugar” (2006) e ainda é autora de “Africanidades e relações sociais: insumos para as políticas públicas na área de livro, leitura, literatura, e bibliotecas do Brasil” (2014), entre outras obras. Cidinha tem uma coluna no Jornalistas Livres e outra no Medium e escreve esporadicamente para o Diário do Centro do Mundo e o site da Revista ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Geledés: 30 anos de História! Por Cidinha da Silva

por Cidinha da Silva no Jornalistas Livres Foto: Elaine Campos Poema do desterro Os dias de abril vão acabando com a gente 17 em 2016 04 em 2018 07 em 2018 Dias que lembram o abaixo de tudo a que nos relegam. Para que gargalhem as hienas, abutres  e vermes Não aguento mais o dia seguinte Não tenho mais coração Arrancaram-no com o Power-point  da desfaçatez As balas do ódio O  jejum manipulador de mentes A colheita das provas necessárias  à condenação política Os twittes dos milicos ameaçadores em cadeia nacional Não, não me peçam um coração para refazer o mundo Só tenho flecha Machado Alforje e cabaça Chamem os Orixás  à Terra À guerra e seus infindáveis começos Após saudar o tempo, esse tempo tumultuado em que vivemos e que nos é tão denso, tão pesado, saúdo Geledés-Instituto da Mulher Negra, seu nome e sobrenome, neste aniversário de três décadas.  Reverencio ...

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Winnie Mandela, anti-apartheid campaigner and wife of the late Nelson Mandela, attended ANC National Conference in December.

Adeus, Winnie Mandela. Por Cidinha da Silva

Em dezembro de 2013, no primeiro dia do velório de Nelson Mandela em Joanesburgo, o estádio Soccer City  silenciou quando Winnie Mandela, ex-esposa do Madiba, aproximou-se de Graça Machel, a viúva. As duas não se falavam, estavam rompidas, se ignoravam, contudo, Winnie, cumprindo o ritual fúnebre beijou Graça, abraçou-a longamente e deu outro beijo ao final. Depois sentou-se no lugar de honra que também lhe era reservado. Por  Cidinha da Silva, do DCM  Mujahid Safodien/AFP/Getty Images Winnie era amada pelo povo sulafricano e gozava de extremo respeito no CNA – Congresso Nacional Africano, seu partido, principalmente por parte dos jovens de diferentes gerações. O nome originário de Winnie era Nonzamo Winifred Madikizela.  Nonzamo, na língua dos Xhosa, seu povo, significa “provação, aquela que na vida atravessará muitas provas, também no sentido dos processos judiciais”. O destino de seu nome se realizou e Winnie passou por inúmeras provas a ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Cidinha da Silva fala sobre blogs, prosas e narrativas das transformações sociais, no ‘diversidade em ciência’ (RÁDIO USP)

Por Ricardo Alexino Ferreira enviado para o Portal Geledés    No ‘Diversidade em Ciência’ desta semana, Ricardo Alexino Ferreira entrevista a blogueira e prosadora Cidinha da Silva, que irá falar sobre narrativas das transformações sociais, principalmente focadas nas questões das populações negras.   Cidinha da Silva é doutoranda no Doutorado Multi-Institucional e Muldisciplinar em Difusão do Conhecimento, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e autora dos livros “Parem de nos matar” (Editora Ijumaa); “Racismo no Brasil e Afetos Correlatos” (Conversê Edições); “Oh, margem! Reinventa os rios!” (Editora Selo Povo); “O mar de Manu” (Editora Kuanza); “Kuami” (Editora Nandyala); "Os nove pentes d'África" (Mazza Edições); “Cada tridente em seu lugar e outras crônicas” (Mazza Edições), dentre ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Cidinha da Silva: Uma mãe chora em Serra Leoa

Pessoas desconhecidas insistiam em enviar à cronista um conjunto de seis fotos e um vídeo sobre o deslizamento de terras em Serra Leoa. Dezenas de envios, mais de uma centena. por Cidinha da Silva, do  Jornalistas Livres O desastre contabilizou (parcialmente) 500 pessoas mortas e 600 desaparecidas. As fotografias mostravam caminhões transportando corpos, equipes de socorro e homens cavando sepulturas rasas, além de um amontoado de caixões a espera de corpos. A cronista divulgou as duas últimas fotografias no afã de contribuir para a documentação de uma tragédia ocorrida em África que pouca atenção merecia da imprensa brasileira. Uma foto em especial, a de corpos enfileirados, muitos deles semi-nus, aguardando sacos mortuários, identificação, certidão de óbito e enterro numa das valas comuns, como aquelas das 4.000 pessoas vitimadas pelo vírus Ebola, entre 2014 e 1026, a cronista recusou-se terminantemente a divulgar. Existe um voyerismo em torno dos corpos negros em exposição ...

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Cidinha da Silva – Atotô

Agosto é mês de gosto. E das coisas que mais me encantam é ver o povo de Obaluaê na rua, meu povo também, alimentando a tradição de distribuir saúde e fartura pela pipoca. Quem tem saúde, tem fartura. Por Cidinha da Silva, do Jornalistas Livres Uma senhora esmola na Avenida Sete acompanhada de um irmão mais sorridente e sem sofrimento no rosto. Contribuo e abro a bolsa para receber a pipoca e fazer meu ritual em casa. Sigo o caminho em direção ao Castro Alves e passo por outro irmão, de cabelos e óculos hytech que, de pé e altivo, diz algumas coisas que não entendo bem. Só ouço o final, Obaluaê. Contribuo outra vez e ele me convida, “venha mãe, venha tomar seu banho de pipoca”. Agradeço e digo que levarei a pipoca para casa. Abro novamente a bolsa, guardo a pipoca que ele me oferece; nos saudamos, nos despedimos. Sim, ...

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Cidinha da Silva: Ainda, Melodia. Para sempre, Melodia!

Fui à Concha acústica para ouvir a voz de Deus plantada como Semente da Terra em Minas. O Yuaretê, Milton Nascimento. Só a música e a poesia para acalentar a alma diante das artimanhas de Iku. Milton rateou em duas letras, atordoado pela perda do amigo Pérola Negra. Por  Cidinha da Silva, do Jornalistas Livres Ilustração: Joana Brasileiro Tanta gente ruim, boa de morrer. Gente desonesta, desleal. Tanta temeridade à solta pela aí e Iku nos leva o Negro Gato. É por isso que a gente sente raiva e desentende as regras de funcionamento do mundo. Parece mesmo que “o tudo que se tem não representa nada. O tudo que se tem não representa tudo.” E pode torcer o nariz quem quiser, mas as pessoas vão, sim, disputar pelo troféu de melhor título de texto para falar sobre Luiz Melodia. O mote é bom. O homem cantava como uma deidade, levava ...

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Cidinha da Silva: Vozes da bibliodiversidade na FLIP e noutras festas e feiras literárias

O romancista gaúcho Jeferson Tenório, no artigo “Se Lima Barreto fosse usuário do Facebook” exortou os analistas da obra de Lima na FLIP 2017, a não reduzi-lo à sua biografia, posto que a obra é o mais importante. Mesmo que a trajetória do autor seja fundamental e nos ajude a compreendê-la. Desse modo, seus livros, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, “Clara dos Anjos”, “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Os Bruzundangas”, entre outros, são maiores do que Lima Barreto. E Tenório conclui: “dizer isso parece óbvio, mas em certos casos o óbvio tem de ser dito, principalmente para quem vai falar de um autor negro no Brasil”. Por Cidinha da Silva, do Jornalistas Livres Ilustração: Joana Brasileiro Deu certo. Os augúrios de Tenório, possivelmente escaldado pelas águas geladas e poluídas que costumam lançar à literatura de autoria negra, foram ouvidos. Lima não foi ensimesmado em sua biografia. A obra foi discutida. Mas ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Cidinha da Silva: Julho das Pretas

Em 1992, durante o Primeiro Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas na República Dominicana, instituiu-se o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. Em 2014, a Presidenta Dilma sancionou esta mesma data como Dia Nacional Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Desde o estabelecimento da comemoração na década de 1990, tem crescido no Brasil o volume de eventos políticos e culturais que objetivam discutir questões caras às mulheres negras, ao tempo que também fazem circular sua produção intelectual e artística. Dessa forma, afirma-se o mês de julho como mês das mulheres negras brasileiras, pautado por programação ativa, crítica e reflexiva que as tem como grandes timoneiras. Tanto aquelas oriundas de organizações mais convencionais, quanto as outras, integrantes de novíssimos coletivos políticos. Também aquelas que se juntam para propor um programa exclusivo no Julho das Pretas. Mais do que fazer uma cartografia dos eventos, nomeando-os e ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Corra para o cinema e depare-se com o racismo miúdo de todos os dias! Por  Cidinha da Silva

O filme “Corra” (Get out / Jordan Peele) foi o responsável por minha estréia como expectadora de filmes de suspense/terror numa sala de cinema. Minha experiência anterior e insignificante aconteceu frente à televisão, com dois ou três filmes que não consegui assistir até o final. Ou seja, vocês estão diante da confissão de alguém que não conhece e tampouco se anima com o gênero. Por  Cidinha da Silva em seu blog  Movi-me até o cinema por duas vezes, devo dizer, para assistir a um filme de terror/suspense que tratava do terror do racismo, pelo que depreendi das resenhas lidas. Não me decepcionei. Aliás, me surpreendi muito. Positivamente. Compartilho aqui as principais impressões de uma pessoa que tem alguma habilidade para compreender a operacionalidade do racismo e procurou decodificar como Peele fez o mesmo exercício numa obra cinematográfica inusitada. Não prometo mais do que isso neste texto. A leitura do filme ...

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