quarta-feira, julho 8, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Feminicídios'

    Raiva e esperança na terra dos feminicídios

    De Veracruz, o estado mexicano que registra mais casos de violência contra a mulher, se propagou a convocação da paralisação feminista Por David Marcial Pérez, Do El País O coletivo feminista As Bruxas do Mar, em Veracruz (Foto: CORTESÍA BRUJAS DEL MAR) No porto de Veracruz, o motor industrial do terceiro estado mais populoso do México, os navios descarregavam suas mercadorias normalmente nesta segunda-feira. Do calçadão, Mercedes Reyes atende como todos os dias em sua barraca de sorvetes e raspadinhas de frutas. “Gostaria, mas não consigo parar. Nós trabalhamos por dia”, ela diz, olhando de soslaio para a filha de nove anos, sentada a seu lado. Reyes, de 36 anos, e mãe solteira, não pôde participar da greve, mas diz que duas de suas irmãs não foram trabalhar ––uma professora e outra, funcionária do setor administrativo de uma multinacional. Veracruz é o estado mexicano com mais ...

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    No México, movimento feminista segue mais forte do que nunca para barrar o aumento dos feminicídios, diz Fernanda Acosta, porta-voz do coletivo Brujas del Mar

    No país em que dez mulheres são assassinadas por dia, feministas tomarão as ruas no 8M e planejam uma paralização para o dia 9, para chamar atenção para o que consideram uma emergência nacional Por Rafael Oliveira, Agência Pública Protesto no México contra feminicídio (Guadalupe Pardo/Reuters) No próximo 8 de Março, quando as mexicanas saírem às ruas para o Dia Internacional da Mulher, não será a primeira manifestação feminista de impacto ao longo dos últimos meses. No país em que dez mulheres são assassinadas em média por dia, em um crescimento de 137% do número de casos nos últimos cinco anos, a mobilização de grupos feministas tem se fortalecido em reação à crescente onda de violência de gênero, que muitas vezes resulta em impunidade. Há menos de um mês, em 15 de fevereiro, centenas de mulheres saíram às ruas vestidas de preto, protestando contra o feminicídio ...

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    Número de feminicídios cresce mais uma vez no Brasil

    Mesmo com queda recorde de mortes de mulheres, Brasil tem alta no número de feminicídios em 2019

    São 3.739 homicídios dolosos de mulheres no ano passado, uma queda de 14,1% em relação a 2018. Apesar disso, houve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídios – crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Por Clara Velasco, Gabriela Caesar e Thiago Reis, do G1 Número de feminicídios cresce mais uma vez no Brasil (Imagem retirada do site G1) O Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio em 2019 em comparação com 2018, aponta levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média. A alta acontece na contramão do número de assassinatos no Brasil em 2019, o menor da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O país teve 19% menos mortes em 2019 que em ...

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    Imagem do carro incendiado por homem para matar a ex-namorada, na segunda (30)
(Imagens de Câmera de segurança

    Carro em chamas, atropelamento: por que há tantos feminicídios em público?

    O caso do homem que ateou fogo dentro do carro da ex-namorada no último domingo (29), em Pirassununga, interior de São Paulo, por não aceitar o fim do relacionamento, chama a atenção não apenas pelo feminicídio em si (tanto ele quanto a ex, Luciene Ferreira Sena, morreram devido aos ferimentos), mas também por expor outras faces desse tipo de crime: a motivação em exibir a violência para a sociedade. Na madrugada daquele mesmo dia, outro caso virou notícia com essa mesma característica: um empresário atropelou a namorada, Anuxa Leite de Alencar, e uma amiga dela, Vanessa Miranda Chaves, após uma discussão em Teresina. Anuxa foi internada com ferimentos graves. Vanessa, que sofreu traumatismo craniano, morreu dentro da ambulância do Samu. Por Camila Brandalise, do Universa Imagem do carro incendiado por homem para matar a ex-namorada, na segunda (30)(Imagens de Câmera de segurança) Autora do livro "Feminicídio: ...

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    Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

    Casos aumentam e feminicídios viram emergência nacional na França

    'Le Monde' publica especial; mulheres protestaram nas ruas de Paris contra crescentes números de assassinatos cometidos por maridos ou ex-companheiros Do O Globo Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez Centenas de manifestantes, atrizes famosas e entidades feministas realizaram um protesto no sábado, em Paris, para denunciar o aumento da violência conjugal no país, conscientizar a sociedade e exigir uma ação mais dura contra os feminicídios na França. Foram respeitados 74 segundos de silêncio em homenagem às 74 mulheres assassinadas, desde o início do ano, por seus maridos ou ex-companheiros, um número em alta em relação a 2018. A média nos últimos dez anos era de 140 crimes por ano. Somente na semana passada, quatro mulheres foram assassinadas em casos deviolência doméstica . No Brasil , os números são ainda mais estarrecedores. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) chegou a manifestar preocupação quanto à elevada incidência de assassinatos de mulheres no país no ...

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    Governadora do RN anuncia plantão 24h na Delegacia da Mulher e núcleo especializado de investigação de feminicídios

    Fátima Bezerra (PT) fez anúncio nesta sexta-feira (8), contudo não deu data para implementar os projetos. Do G1 RN Fátima Bezerra (PT) anunciou plantão 24h na Delegacia da Mulher em solenidade na Escola de Governo (Foto: Elisa Elsie) A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou a instituição de atendimento 24h na Delegacia de Assistência à Mulher da Zona Norte de Natal. Além disso, a chefe do Executivo potiguar também adiantou que será criado um núcleo de combate ao feminicídio dentro da Divisão Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, não foi informada a data em que os projetos vão começar a funcionar. Os anúncios aconteceram durante solenidade que aconteceu nesta sexta-feira (8) na Escola de Governo, dentro do Centro Administrativo, na Zona Sul da capital. "O Rio Grande do Norte atravessa uma situação de calamidade financeira, que vem sendo enfrentada com zelo e responsabilidade pelo ...

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    Feminicídios em Teresina já ultrapassaram todos os casos de 2017 em mais de 30%

    Dados da Secretaria de Segurança mostram que neste ano foram registrados 12 casos de feminicídio entre janeiro e maio, em todo o estado. Sete casos somente na capital. Em 2017, foram seis casos. Por Maria Romero, do G1 Último caso aconteceu nessa terça-feira (19) no conjunto Nova Teresina. (Foto: Andrê Nascimento/G1 PI) Os feminicídios ocorridos em Teresina, apenas no primeiro semestre deste ano, já ultrapassaram em mais de 30% os casos registrados em todo o ano de 2017, segundo a Secretaria de Segurança do Piauí. A delegada Eugênia Villa, subsecretária de segurança do estado, afirmou que os números representam uma verdadeira tragédia para a sociedade e para as famílias que perdem mulheres para o machismo. Este ano a polícia já confirmou 12 casos de feminicídio entre janeiro e maio, em todo o estado. Durante todo o ano de 2017, foram seis casos na capital. Até o fim do mês de ...

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    Aumento de feminicídios deve tornar 2018 um dos anos mais violentos para mulheres no México, mostram dados oficiais

    Dados mostram que, dos 31 estados do país, 12 registraram aumento no número de feminicídios; de janeiro a abril, 258 mulheres foram assassinadas, das quais 70 apenas no mês passado Do Opera Mundi Ao menos 12 Estados do México tiveram aumento no número de feminicídios Foto: Sonia Goleme/Flickr CC Se a tendência atual se mantiver, 2018 será o ano mais violento da história recente do México no que refere a agressões e assassinatos de mulheres no país. Estatísticas oficiais mostram que, dos 31 estados do país, 12 registraram aumento no número de feminicídios. De janeiro a abril, 258 mulheres foram assassinadas, das quais 70 apenas no mês passado. As autoridades mexicanas advertem que o ano de 2018, caso o número de mortes continue nessa progressão, vai superar o de 2015, quando ocorreram 389 casos de mulheres assassinadas. A Lei Geral de Acesso a Mulheres a uma Vida Livre de Violência ...

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    Luciano Madruga / Divulgação Grupo Cortel

    Processos de feminicídios subiram 36% no RS em 2017

    Tribunal de Justiça contabilizou 194 ações sobre mulheres mortas por questão de gênero no ano passado, contra 142 casos em 2016. Número de medidas protetivas concedidas pelo Judiciário também aumentou: 130% Da  GAÚCHAZH Foto: Luciano Madruga / Divulgação Grupo Cortel   Os processos judiciais de feminicídios aumentaram 36% em 2017 no Rio Grande do Sul. No ano anterior, o Tribunal de Justiça havia terminado com 142 casos de mulheres assassinadas por questão de gênero, enquanto que no ano passado o número de vítimas saltou para 194. As mortes deixam as autoridades em alerta, mas os dados também indicam um caminho: mais do que o dobrou o número de medidas protetivas concedidas pela Justiça. Para especialistas no tema, as mulheres estão buscando cada vez mais os meios legais para se proteger da violência. A promotora de Justiça Andréa de Almeida Machado atua no Tribunal do Júri da Capital e ...

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    Raphaella, Maria Aparecida, Marli e Kelly. Em 3 dias, a crueldade de 4 feminicídios

    A violência machista colocou fim na vida de mulheres entre 16 e 45 anos Por Andréa Martinelli, do HuffPost Brasil Raphaella, Maria Aparecida, Marli e Kelly. Uma estudante, uma comerciante, uma costureira, e uma radiologista. Nos últimos três dias deste mês, a crueldade da violência machista colocou fim na vida dessas mulheres entre 16 e 45 anos, que se tornaram vítimas de um crime que mata uma mulher a cada duas horas no Brasil e tem nome: feminicídio. Raphaella Noviski, de 16 anos, foi morta com 11 tiros no rosto, na manhã da última segunda-feira (6), dentro da própria escola, na cidade de Alexânia, em Goiás. Segundo testemunhas, o agressor, de 19 anos, queria namorar a menina, que disse "não". Segundo informações do jornal Correio Braziliense, Raphaella foi atingida pelos disparos e morreu na hora. O suspeito foi preso em flagrante, acusado de feminicídio. Após o crime, as aulas foram suspensas e o Grêmio estudantil ...

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    Brasil contraria ONU e não divulga dados sobre feminicídios no país

    Em abril deste ano, a fisioterapeuta Tássia Mirella chegava ao flat onde morava, em frente à praia de Boa Viagem, no Recife, quando foi atacada. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado por um funcionário do prédio - estava nua e com um corte no pescoço. A perícia revelou que ela havia sido estuprada antes de morrer. A polícia acredita que o crime tenha sido cometido por um vizinho. por Marcos Candido no Estilo UOL Assassinatos como esse, além de estarrecedores, possuem um agravante: o feminicídio. Desde 2015, o Código Penal define que feminicídio é o homicídio doloso (com a intenção de matar) cometido contra mulheres e motivado por violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação ao sexo feminino. A pena para um homicídio simples varia de 6 a 20 anos de detenção, enquanto o feminicídio impõe de 12 a 30 anos. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que crimes de ódio ...

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    Taxa de feminicídios no Brasil é quinta maior do mundo

    Lançadas nesta semana, diretrizes nacionais sobre feminicídio querem acabar com violência de gênero. Documento publicado nesta semana foi elaborado pela ONU Mulheres Brasil, por órgãos do governo brasileiro e pelo Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas. no ONU O objetivo é incluir a perspectiva de gênero nos processos de investigação e julgamento de crimes de feminicídio, aprimorando as condutas dos diversos profissionais envolvidos. Sentimento de posse sobre a mulher, controle sobre seu corpo, desejo e autonomia e limitação de sua emancipação profissional, econômica, social ou intelectual são citados nas Diretrizes como motivações de gênero para o crime de feminicídio. Foto: Agência Brasil / Arquivo / Marcelo Camargo Em parceria com o governo brasileiro e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a ONU Mulheres publicou na sexta-feira (8) as “Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres ...

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    América Latina mobiliza-se contra feminicídios

    Começam em toda região — com força especial na Argentina — mobilizações de rua e ações culturais para enfrentar violência que vitima mulheres. Brasil participará? por María Lekant, no RT | Tradução: Inês Castilho no Outras Palavras Nada meno de 88 mulheres assassinadas por seus maridos ou pares na Colômbia; 83 no Peru, 71 na República Dominicana, 46 em El Salvador, 25 no Uruguai, 20 no Paraguai e 17 na Guatemala. Estas são só algumas das arrepiantes cifras apresentadas num informe da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) sobre o feminicídio em 2014, que demonstram quão distante se está de resolver o problema da violência de gênero na América Latina. Em 3 de junho, milhares de cidadãos de várias cidades da região saíram às ruas para exigir o fim da violência contra a mulheres. Contudo, apesar das medidas que tomam os governos, apesar dos esforços dos defensores dos direitos humanos, apesar da crescente condenação da sociedade, ...

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    Basta de feminicídios

    Em 12 de fevereiro de 2012, dez homens “presentearam” um amigo aniversariante com o estupro coletivo de cinco mulheres em Queimadas, no interior da Paraíba. Duas delas foram cruelmente assassinadas – a recepcionista Michelle Domingos e a professora Izabella Pajuçara. Hoje (25/09) acontece o julgamento de Eduardo dos Santos Pereira, um dos acusados de ser o mentor do crime, e movimentos de mulheres e feministas realizam um ato em João Pessoa (PB) para exigir justiça. Por: Maíra Kubík Man Amanhã, em Goiânia, ocorrerá uma ação com temática semelhante: a 1ª vigília pelo fim da violência contra as mulheres no Estado. Neste ano, 15 mulheres foram assassinadas de maneira semelhante na cidade, o que gerou uma suspeita de que um motoqueiro “serial killer” estaria em ação. Até agora, os crimes não foram solucionados. “A situação de assassinatos de mulheres por violência doméstica e urbana em Goiás tem crescido não só em números ...

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    América Latina: 92% dos feminicídios ficam impunes

    No México e na América Latina existe um padrão comum de violência contra as mulheres e impunidade no sistema de justiça, motivo pelo qual 92% dos feminicídios na região ficam impunes, referiu Elba Beatriz Núñez, coordenadora regional do Comitê da América Latina e Caribe para a Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres (Cladem).   De acordo com essa organização, por dia, se registram 500 episódios de violência sexual contra as mulheres na região; sete de cada dez mulheres sofrem algum nível de violência, e de 17 a 53 % ficam afetadas por violência sistemática. Somado a isso, afirmou que existe preocupação pela perseguição e criminalização contra as defensoras dos direitos humanos. É um fenômeno com maior presença no América Central, mas lamentavelmente está se estendendo a outras sub-regiões da América Latina. Por isso, a Subcomissão Latino-americana de Direitos Humanos tem chamado a atenção dos estados, a fim de que deem ...

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    Cartaz_Basta_de_violncia

    Fácil de matar: série de reportagens do Correio Braziliense aborda feminicídios no Brasil

    Gilmara de Oliveira, 28 anos, celebra a primeira gravidez. Fernanda Martins, 32, escolhe vestidos para levar as três filhas à igreja. Maria do Socorro da Silva, 27, está na fila do embarque para voltar ao Brasil, depois de trabalhar por 24 meses na Espanha. Geysa Maciel dos Santos Cruz, 23, procura uma casa para morar com o filho Carlos Ralf, de 8. Tudo não passa de desejo de familiares e amigos que ficaram na saudade. As histórias das quatro mulheres foram interrompidas um pouco antes do fim da gestação, da seleção das roupas, do início do voo, da formatura de Ralf. Gilmara, Fernanda, Socorro e Geysa estão mortas. Foram assassinadas de forma covarde em 1998, 2002, 2009 e 2011, respectivamente. Deixaram de viver por serem mulheres. Não são as únicas. Facadas, tiros, pedradas, golpes de foices e de machados foram os modos de assassinar 4,5 mil mulheres no ano passado ...

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    Foto Getty Images

    Aos amigos do rei, as munições

    Na segunda-feira (29/06), a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro abriu uma consulta pública para que a sociedade civil faça recomendações sobre normas de marcação de armas de fogo e munições e sobre seus dispositivos de segurança. Essas normas são fundamentais para ampliar nossas capacidades de controlar e rastrear as armas e munições, contribuindo para as investigações dos crimes violentos e para o enfrentamento do seu tráfico ilícito. Em um país onde cerca de 70% dos homicídios são cometidos por armas de fogo e onde armas de guerra são utilizadas por organizações criminosas no controle de territórios, essa é, sem dúvida, uma agenda que requer toda a responsabilidade em sua condução. A consulta pública acontece pouco mais de dois meses depois da publicação e revogação de três portarias do Exército sobre esses mesmos pontos, e que incluíam melhorias recomendadas pelo Tribunal de Contas da União, que desde ...

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    A cientista política e feminista Françoise Verges - Anthony Francin/Divulgação

    Feminismo ocidental nunca questionou privilégios de brancas, diz ativista

    De acordo com Françoise Vergès, a pandemia, embora agrave as desigualdades, não mudará o modo como mulheres brancas se aproveitam da exploração do trabalho doméstico de mulheres que pertencem a minorias. A cientista política, historiadora, ativista e especialista em estudos pós-coloniais francesa lança agora no Brasil seu mais recente livro, “Um Feminismo Decolonial”, no qual aborda movimentos feministas antirracistas, anticapitalistas e anti-imperialistas, em contraste ao feminismo branco europeu, chamado de civilizatório, que se quer universal e acredita poder salvar as mulheres de outros tons de pele do obscurantismo. O termo decolonial, principal conceito do livro, faz referência ao esforço de tornar pensamentos e ações livres do legado das diversas colonizações, e se diferencia, na tradução ao português, de descolonial, que se refere aos processos históricos de desligamento das metrópoles e ex-colônias. Vergès, de uma família de militantes comunistas de origens francesa e vietnamita, cresceu na ilha da Reunião, departamento francês ...

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    Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    STJ decide não federalizar Caso Marielle Franco, que segue com MP do Rio

    Por unanimidade —oito votos a zero—, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu não federalizar o Caso Marielle Franco e manteve as investigações com a Polícia Civil e o MPRJ (Ministério Público do Rio). O assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, seguirá nas mãos da Justiça do Rio de Janeiro. Relatora do caso, a ministra Laurita Vaz não viu "inércia ou inação" das autoridades do Rio de Janeiro no caso. "A gravidade do crime é inquestionável, mas o episódio chama a atenção e esmorece o pedido de federalização do caso. O contexto sugere que o trabalho investigatório das autoridades locais não está sendo obstado pela atuação desses grupos, nem está limitado para quem quer que seja", afirmou, em seu voto. Um colegiado formado por nove ministros participou da votação. O presidente da seção, Nefi Cordeiro, não tinha direito a voto. O ministro Félix Fischer esteve ausente da ...

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    Combate à violência doméstica em tempos de pandemia: o papel do Direito

    Em tempos de Covid-19, têm surgido demandas de maior atuação do Estado em diversos domínios, como na economia e na saúde pública. Ao mesmo tempo, discute-se a realocação de verbas governamentais de diversas áreas para a garantia de padrões mínimos de vida para milhões de brasileiros que perderão empregos e renda por conta do confinamento que a pandemia impõe. Nesse contexto, é imprescindível que operadores jurídicos e formuladores de políticas públicas tenham em mente que a garantia de padrões mínimos de vida em confinamento passa, necessariamente, por garantir que a população esteja livre de qualquer forma de violência. Por Heloisa Bianquini, Do ConJur  (Foto: POLONEZ / SHUTTERSTOCK) Uma forma de violência que merece especial atenção é a violência doméstica. Este tipo de agressão ocorre muitas vezes de forma invisível e insidiosa, principalmente por se dar na esfera privada e doméstica. 1. Pandemia e violência doméstica A ...

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