Resultados da pesquisa por 'Lelia gonzales'

Lélia Gonzales (Foto: Artigo Pessoal)

A mulher negra latino-americana e o feminismo no pensamento de Lélia Gonzales

Estamos no Julho das Pretas, mês em que se celebra o dia da mulher negra latino americana e caribenha, com data culminante de comemoração em 25 de julho. Neste dia, também se celebra a memória de Tereza de Benguela, rainha quilombola que liderou um quilombo inteiro de negros e índios e traçou estratégias de combate e organização política e administrativa. A data comemorativa foi implementada pela Lei n° 12.987/2014. Tereza de Benguela é um nome esquecido da nossa história nacional, assim como diversas trajetórias de mulheres negras que foram constantemente invisibilizadas. Sabemos que uma das estratégias mais eficientes  do racismo é o apagamento dessas trajetórias e o silenciamento da voz de mulheres negras.  Neste contexto de apagamento, temos inúmeras heroínas negras de ontem e de hoje que trazem um legado ancestral de luta, articulação política, mobilização social, contribuições para o avanço na ciência, dentre outras frentes. O fato é que mulheres ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Curso online sobre Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

O Coletivo Cultural Dijejê apresenta o curso de formação sobre o pensamento das intelectuais brasileiras Lélia Gonzales e Beatriz Nascimento. As inscrições podem ser feitas até 17 de agosto e o início das atividades está marcado para o dia 19 do mês. As aulas podem ser vistas pelos participantes na plataforma e-learning Moodle, ferramenta aberta, gratuita e de simples manejo. A formação está divida em três módulos que ao todo contabilizam 20 horas. O primeiro momento aborda o feminismo afrolatino e os demais tratam sobre os quilombos e a liderança feminina. No terceiro módulo, as participantes serão convidadas a produzir um artigo sobre as reflexões estimuladas pelos encontros virtuais. Lélia Gonzalez criou o conceito de feminismo afrolatino. Para ela, é necessário que haja um dialogo entre mulheres negras e latinas do continente de maneira pautada pelo panafricanismo, como saída possível para a luta da diáspora negra na região. Beatriz Nascimento pesquisou sobre ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Livros e textos de Lélia Gonzalez

A historiografia brasileira tem sido marcada pela invisibilidade dos afro-descendentes. A imposição dessa qualidade, exercida de forma orquestrada e sistemática, fez com que, nos anos 1970, em vários estados brasileiros, grupos formados por diversos setores da comunidade afro-descendente desenvolvessem uma reflexão abrangente sobre a situação social, política, econômica e cultural do país, e em especial sobre o processo de exclusão dos afro-descendentes nesse contexto. Foram muitos os grandes pensadores/articulares que contribuíram para essa reflexão. Mas, dentre todos, destacou-se uma figura feminina: Lélia de Almeida Gonzalez, ou Lélia Gonzalez, como ficou conhecida. Sua atuação sempre foi caracterizada pela capacidade de articular, com extrema propriedade, sobre a questão do povo negro, em geral, e da mulher negra, em particular. Militante negra e feminista, atuou como desencadeadora das mais importantes propostas de atuação do Movimento Negro Brasileiro. Participou da criação do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU), ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Hoje na História, 10 de Julho de 1994, a 20 anos, Lélia Gonzalez entrava no Orun

Ana Maria Felippe* Texto postado no Portal Geledés em 14.09.11 A guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Tornar-se negra, intelectual e ativista: percursos de Lélia Gonzalez – Por: Flavia Rios e Alex Ratts

No último dia 1º de Fevereiro comemoramos 78º aniversário de Lélia Gonzales, ícone da luta antirracista e feminista no Brasil. Lembrar a memória e a história de luta desta destemida mulher negra é necessário sobretudo para que sua imagem e exemplo sirvam de inspiração para a juventude brasileira. Minha querida amiga Flavia Rios e seu parceiro de trabalho, Alex Ratts, autores da biografia de Lélia Gonzalez, publicada pela  Selo Negro/Summus, em 2010, nos trazem essa importante contribuição no artigo abaixo. Tornar-se negra, intelectual e ativista: percursos de Lélia Gonzalez Em tempos de intensos protestos e mobilização por todo o país, é necessário trazer à tona a referência de uma grande personagem, que esteve no furacão das lutas pela democratização do Brasil. Intelectual, feminista e militante do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez (1935-1994) nos legou vários dos temas que ainda agitam as reivindicações políticas brasileiras e levam milhares de pessoas às ruas. Lélia ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Governo lança ‘Prêmio Lélia Gonzalez’

  Brasilia (Brasil) – O 'Prêmio Lélia Gonzalez – Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras' será lançado nesta quarta-feira (18/12), pelas secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e de Políticas para as Mulheres (SPM), ambas da Presidência da República. A atividade acontece às 15h, no Auditório do Anexo da SEPPIR, localizado na SEPN 514, Bloco C – Asa Norte, em Brasília-DF. O prêmio tem os objetivos de promover o reconhecimento das afro-brasileiras como protagonistas do enfrentamento ao racismo e ao sexismo, a articulação entre ações destinadas a esse público específico na sociedade civil e no âmbito governamental, bem como a disseminação de experiências inovadoras realizadas por organizações de mulheres negras. A nomenclatura é uma homenagem a Lélia Gonzalez (1935-1994), antropóloga e ativista afro-brasileira, cujo legado é fonte permanente de inspiração para diversas ações de enfrentamento ao racismo e ao sexismo, além de iniciativas que visam ampliar a ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Lélia Gonzalez sobre o feminismo

Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia "Nós não podemos reproduzir mecanicamente as propostas de um movimento feminista judaico-cristão." Lélia Gonzalez Hoje é dia de lembrar Lélia Gonzalez, intelectual, feminista, negra, antropóloga, política, professora, militante que morreu no dia 10 de julho de 1994. Para nos lembrarmos de sua luta e do seu exemplo, como uma das feministas negras mais importantes de seu século, reproduzimos um trecho de uma entrevista concedida ao Jornal do Movimento Negro em 1991. Assertiva, tece críticas ao movimento de mulheres brancas e discorre sobre o relacionamento entre homens e mulheres negras. No meio do movimento das mulheres brancas, eu sou a criadora de caso, porque elas não conseguiram me cooptar. No interior do movimento havia um discurso estabelecido com relação às mulheres negras, um estereótipo. As mulheres negras são agressivas, são criadoras de caso, não dá pra gente dialogar com elas, etc. Eu ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Lélia Gonzalez: feminista, sim, mas negra!

Muito cedo, a antropóloga, educadora e feminista mineira, Lélia Gonzales aprendeu que, na luta dos movimentos sociais, também existem castas e hierarquias. Por isso, questões específicas como as das mulheres negras, eram subestimadas em favor do chamado "interesse maior". Assim como ocorria nas fotografias da liderança do Movimento Feminista, com as militantes negras, suas reivindicações também eram mantidas na segunda ou na terceira fila. A fidelidade às causas que abraçou - em especial a do feminismo e das relações raciais - foi a principal marca dessa ativista que, em 19 de julho de 1994, aos 59 anos, se transformou em ancestral. Mineira, nascida Lélia Almeida, em Belo Horizonte, ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde foram viver na favela do Morro do Pinto, no Santo Cristo, junto ao Leblon. A proximidade com o Clube de Regatas Flamengo deu a um dos irmãos mais velhos, Jaime ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Happy Birthday, Lélia Gonzalez – English version

Today, February 1st, I dedicate this post to what would have been the 77th birthday of Lélia Gonzalez, an important militant of women's rights and the Movimento Negro in Brazil. Any black women that adores and appreciates the work and dedication of women such as Angela Davis, Assata Shakur, bell hooks, Kathleen Cleaver or Frances Cress-Welsing should also be familiar with the story of Gonzalez, who was their Afro-Brazilian equivalent. One of my first memories of Lelia Gonzalez was the realization of how Afro-Brazilian militants and leaders are often ignored or under appreciated in Brazil. I remember walking into a restaurant in the historic Pelourinho area of Salvador, Bahia, to eat lunch with two Bahian friends. When I entered the restaurant, I saw a large photo of Gonzalez on the wall above a table. Because of her importance to black Brazilian history, I was excited to see the poster as ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Hoje na História, 1935, nascia Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez nasceu em 1º de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário Accacio Serafim d' Almeida e de Orcinda Serafim d' Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá. Não raro se identificava como carioca, foi torcedora incondicional do Flamengo. Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu ...

Leia mais
Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

A guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de futebol. Logo depois, a família mudou-se para o subúrbio, ...

Leia mais
Lélia Gonzalez (Foto: Cezar Louceiro / Reprodução)

Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

Neste ano de 2009, já contamos 15 anos que a guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de ...

Leia mais
Foto: Stock/Adobe

O que esperas de mim?

Porque uma Mulher Negra, periférica de luta e na luta tem que ser questionada a todo momento com um bombardeio de perguntas duvidosas: Você criou esse texto? Você copiou? De onde tirou essa ideia? Você se apropriou de algo alheio? Nossa que lindo, você que produziu? Como conseguiu? Como todo mito, mulheres Negras figuram um desenhar de subjetividade ligado apenas a domésticas, dançarinas, serventes, faxineiras, babás, prostitutas, mulatas, vendedoras, não desqualificando nenhuma dessas magnificas identidades, mas repensando como se dá o transpor desses imaginários.  Querer ser/viver a função de poetisa, escritora e pesquisadoras nos mostrar que romper essa lógica dói/machuca/silencia. Uma violência simbólica, contida na estrutura da sociedade ou apenas mimimi, vitimismo?  Sim, nossa escrita é contaminada por diversas narrativas que se esparramam e se misturam na trajetória de nossas vidas, nossas/suas escrevivências. Seria isso plágio?  Queria conseguir compor em versos, o que esperam de mulheres Negras, pesquisadoras, trabalhadoras, mães, ...

Leia mais
(Foto: Bigstock)

Racismo e Sexismo nas História da Lobotomia no Brasil

Dr. Juliano Moreira² já na década de 30 lutava para esclarecer seus contemporâneos, que os males da mente nada tinham a ver com o caráter ou com o grupo étnico dos afetados pelas doenças mentais. Sabemos que ele, apesar do prestígio adquirido no Brasil e no exterior, viu sua contribuição esvanecer sob os pressupostos do Racismo. Mas ainda hoje, nos causa certo desespero saber o alcance destas crenças, e principalmente perceber como a contemporaneidade ainda tem certo pudor em enfatizar algumas informações. A Associação Nacional de História (ANPUH), no dia16 de abril deste ano concedeu o 7o. Prêmio de Teses à pesquisadora Eliza Toledo, pela tese A Circulação e aplicação da psicocirurgia no Hospital Psiquiátrico do Juquery. São Paulo: uma questão de gênero (1936-1956)³. Segundo a autora, a prática da psicocirurgia, popularmente conhecida como lobotomia, englobou um conjunto de intervenções no cérebro de pacientes diagnosticados com complicações psiquiátricas específicas e ...

Leia mais
Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Um ano da morte de Floyd: antirracismo precisa avançar também no Brasil

Desde que George Floyd foi morto, sufocado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, há um ano, nos Estados Unidos, o movimento antirracista não só se consolidou como também se ampliou. De imediato, tomou as ruas e se tornou uma grande mobilização social em diversos estados americanos, mesmo durante a grave pandemia de coronavírus que acometia o país. Os protestos foram uma das forças mais importantes para a troca de liderança na presidência dos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump, que negava a existência do racismo e sua influência como motor da violência policial, foi derrubado. Em maio de 2021, outro fato histórico: o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo júri, por unanimidade, em três categorias de homicídio. Pela primeira vez, o estado de Minnesota responsabilizou um policial pela morte de uma pessoa negra. O reconhecimento da culpa do ex-agente abriu também a possibilidade de revisão de outros ...

Leia mais
Frantz Fanon, Psiquiatra e militante escreveu uma das obras mais importantes sobre o racismo, traduzido em português como "Pele Negra, Máscaras Brancas" (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

Fanon pela construção de uma psicologia tão anticolonial quanto antimanicomial, ou… Antimanicomial porque anticolonial.

Qual a atualidade das discussões sobre raça e colonialidade num país que desenvolve sua identidade a partir de um mito de democracia racial? O que isso tem a ver com a Psicologia? Ou ainda... A Psicologia tem algo a ver com isso? É sempre bom lembrar que... O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Brasília, 2005, p. 7). Cada vez mais os debates sobre racismo e outras formas de opressão estruturais ocupam espaço dentro de universidades, redes sociais e meios de comunicação. No Brasil, pensadoras e pensadores como Lélia Gonzales, Clóvis Moura, Abdias Nascimento, Sueli Carneiro, Ailton Krenak, Neusa Santos Souza e Silvio Almeida - em outros países, W.E.B. du Bois, Frantz Fanon, Léopold Senghor, Angela Davis, Grada Kilomba, Bell Hooks e Achille Mbembe, ...

Leia mais
Racismo e violência do Estado ainda assolam a população negra 133 anos depois da Abolição (Foto: Carl de Souza/AFP)

Liberdade pelas mãos do povo preto: a verdadeira história do 13 de Maio e da Abolição

A sanção da Lei Áurea, que há exatos 133 anos aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil, consolidou o 13 de Maio como uma data de protestos contra violências que atravessaram séculos e continuam vitimando a população negra. Uma realidade que, por si só, coloca em xeque a narrativa registrada por muito tempo nos livros de história de que os males da escravidão teriam sido sanados no momento seguinte à assinatura de Princesa Isabel. Matheus Gato, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Núcleo Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), afirma que o 13 de Maio é uma data importante pelo simbolismo que adquiriu nas lutas sociais do Brasil e pelo processo social que fora interrompido, transformando o significado de pertencimento dos negros à nação brasileira. Mas, explica que, ao longo do século 20, a data engendrou uma série de disputas de imaginário sobre como ...

Leia mais
Christian Ribeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

“Vá e diga a todo mundo que eu tentei”: Ismael Ivo, construtor do impossível, bailarino do Universo!

Um jovial Ismael Ivo (1955-2021), entre o final de adolescência e começo da maioridade adulta identificou no teatro o caminho, para encontrar e construir o seu lugar no mundo, para encontrar-se e situar-se enquanto cidadão em busca de sua afirmação enquanto pessoa, de valorizar e fazer respeitar os valores, as ancestralidades e historicidades que se encontravam vivas e pulsantes dentro de seu ser. Uma busca inquieta, ávida em fazer por desestruturar as regras que negavam, maldiziam, desvalorizavam a sua existência tanto individual, quanto coletiva. Caminho de procura para encontrar o seu centro, um equilíbrio pessoal que possibilitaria traçar perspectivas e condições para transformar a mediocridade do mundo em infinitas e plurais possibilidades, para bem longe do arcaísmo e tempos cinzentos que reinavam em terras brasileiras de então. É no teatro que descobre as possibilidades de ser aquilo que bem quiser, sem deixar-se limitar por padrões de controle ou dominação social, ...

Leia mais
Arte: Portal Geledés

EUA terão ativista negra na nota de US$ 20; listamos 7 mulheres para o real

À frente de muitas lutas por direitos iguais na sociedade, as mulheres negras nem sempre têm seus méritos reconhecidos. Os Estados Unidos pretendem mudar essa realidade: nesta semana, a Casa Branca anunciou que dará seguimento ao projeto de mudar a figura da nota de US$ 20 para a da ativista negra Harriet Tubman, ex-escravizada que ajudou outras pessoas negras a se libertarem do mesmo destino antes e durante a Guerra Civil. Com isso, se tornou uma importante figura no movimento abolicionista dos EUA. O governo Biden retomará a proposta de colocá-la no dinheiro que circula por aí. Segundo o porta-voz presidencial estadunidense, Jen Psaki, "é importante que nossas cédulas, nosso dinheiro... Reflitam a história e a diversidade de nosso país". A mudança, se confirmada, colocará Tubman no lugar do rosto do ex-presidente americano Andrew Jackson, que teve uma estátua com sua figura atacada durante protestos pela morte de George Floyd. No Brasil, ...

Leia mais
Imagem: Júlia Rodrigues/Divulgação

Emicida e o direito de sermos quem somos

“Eu mudarei o curso da vida/Farei um altar para comunhão/Nele eu serei um com um/Até ver o ubuntu da emancipação/Porque eu descobri o segredo que me faz humano/Já não está mais perdido o elo/O amor é o segredo de tudo/E eu pinto tudo em amarelo.” (“Principia”, EMICIDA, faixa: 01: 2019) Este artigo começa com a seguinte afirmação: “AmarElo”, acima de ser um documentário, é expressão viva que se revela a nossa vista, acerca da experiência civilizatória afro-brasileira ao longo de nossa história. Referência seminal para qualquer pessoa que busque compreender o que é ser uma pessoa negra no Brasil, o que a afrodescendência representa em uma sociedade construída, desenvolvida e modernizada por ela, mas que vive e se reproduz através de um processo secular de poder que nega, persegue – numa fúria genocida física e mental – dessa mesma população. Renegar e enfrentar o racismo estrutural que nos mata, é ...

Leia mais
Página 1 de 6 1 2 6

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

No Content Available

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist