segunda-feira, novembro 23, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Lelia gonzales'

    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Curso online sobre Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

    O Coletivo Cultural Dijejê apresenta o curso de formação sobre o pensamento das intelectuais brasileiras Lélia Gonzales e Beatriz Nascimento. As inscrições podem ser feitas até 17 de agosto e o início das atividades está marcado para o dia 19 do mês. As aulas podem ser vistas pelos participantes na plataforma e-learning Moodle, ferramenta aberta, gratuita e de simples manejo. A formação está divida em três módulos que ao todo contabilizam 20 horas. O primeiro momento aborda o feminismo afrolatino e os demais tratam sobre os quilombos e a liderança feminina. No terceiro módulo, as participantes serão convidadas a produzir um artigo sobre as reflexões estimuladas pelos encontros virtuais. Lélia Gonzalez criou o conceito de feminismo afrolatino. Para ela, é necessário que haja um dialogo entre mulheres negras e latinas do continente de maneira pautada pelo panafricanismo, como saída possível para a luta da diáspora negra na região. Beatriz Nascimento pesquisou sobre ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Livros e textos de Lélia Gonzalez

    A historiografia brasileira tem sido marcada pela invisibilidade dos afro-descendentes. A imposição dessa qualidade, exercida de forma orquestrada e sistemática, fez com que, nos anos 1970, em vários estados brasileiros, grupos formados por diversos setores da comunidade afro-descendente desenvolvessem uma reflexão abrangente sobre a situação social, política, econômica e cultural do país, e em especial sobre o processo de exclusão dos afro-descendentes nesse contexto. Foram muitos os grandes pensadores/articulares que contribuíram para essa reflexão. Mas, dentre todos, destacou-se uma figura feminina: Lélia de Almeida Gonzalez, ou Lélia Gonzalez, como ficou conhecida. Sua atuação sempre foi caracterizada pela capacidade de articular, com extrema propriedade, sobre a questão do povo negro, em geral, e da mulher negra, em particular. Militante negra e feminista, atuou como desencadeadora das mais importantes propostas de atuação do Movimento Negro Brasileiro. Participou da criação do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU), ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Hoje na História, 10 de Julho de 1994, a 20 anos, Lélia Gonzalez entrava no Orun

    Ana Maria Felippe* Texto postado no Portal Geledés em 14.09.11 A guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Tornar-se negra, intelectual e ativista: percursos de Lélia Gonzalez – Por: Flavia Rios e Alex Ratts

    No último dia 1º de Fevereiro comemoramos 78º aniversário de Lélia Gonzales, ícone da luta antirracista e feminista no Brasil. Lembrar a memória e a história de luta desta destemida mulher negra é necessário sobretudo para que sua imagem e exemplo sirvam de inspiração para a juventude brasileira. Minha querida amiga Flavia Rios e seu parceiro de trabalho, Alex Ratts, autores da biografia de Lélia Gonzalez, publicada pela  Selo Negro/Summus, em 2010, nos trazem essa importante contribuição no artigo abaixo. Tornar-se negra, intelectual e ativista: percursos de Lélia Gonzalez Em tempos de intensos protestos e mobilização por todo o país, é necessário trazer à tona a referência de uma grande personagem, que esteve no furacão das lutas pela democratização do Brasil. Intelectual, feminista e militante do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez (1935-1994) nos legou vários dos temas que ainda agitam as reivindicações políticas brasileiras e levam milhares de pessoas às ruas. Lélia ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Governo lança ‘Prêmio Lélia Gonzalez’

      Brasilia (Brasil) – O 'Prêmio Lélia Gonzalez – Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras' será lançado nesta quarta-feira (18/12), pelas secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e de Políticas para as Mulheres (SPM), ambas da Presidência da República. A atividade acontece às 15h, no Auditório do Anexo da SEPPIR, localizado na SEPN 514, Bloco C – Asa Norte, em Brasília-DF. O prêmio tem os objetivos de promover o reconhecimento das afro-brasileiras como protagonistas do enfrentamento ao racismo e ao sexismo, a articulação entre ações destinadas a esse público específico na sociedade civil e no âmbito governamental, bem como a disseminação de experiências inovadoras realizadas por organizações de mulheres negras. A nomenclatura é uma homenagem a Lélia Gonzalez (1935-1994), antropóloga e ativista afro-brasileira, cujo legado é fonte permanente de inspiração para diversas ações de enfrentamento ao racismo e ao sexismo, além de iniciativas que visam ampliar a ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzalez sobre o feminismo

    Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia "Nós não podemos reproduzir mecanicamente as propostas de um movimento feminista judaico-cristão." Lélia Gonzalez Hoje é dia de lembrar Lélia Gonzalez, intelectual, feminista, negra, antropóloga, política, professora, militante que morreu no dia 10 de julho de 1994. Para nos lembrarmos de sua luta e do seu exemplo, como uma das feministas negras mais importantes de seu século, reproduzimos um trecho de uma entrevista concedida ao Jornal do Movimento Negro em 1991. Assertiva, tece críticas ao movimento de mulheres brancas e discorre sobre o relacionamento entre homens e mulheres negras. No meio do movimento das mulheres brancas, eu sou a criadora de caso, porque elas não conseguiram me cooptar. No interior do movimento havia um discurso estabelecido com relação às mulheres negras, um estereótipo. As mulheres negras são agressivas, são criadoras de caso, não dá pra gente dialogar com elas, etc. Eu ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzalez: feminista, sim, mas negra!

    Muito cedo, a antropóloga, educadora e feminista mineira, Lélia Gonzales aprendeu que, na luta dos movimentos sociais, também existem castas e hierarquias. Por isso, questões específicas como as das mulheres negras, eram subestimadas em favor do chamado "interesse maior". Assim como ocorria nas fotografias da liderança do Movimento Feminista, com as militantes negras, suas reivindicações também eram mantidas na segunda ou na terceira fila. A fidelidade às causas que abraçou - em especial a do feminismo e das relações raciais - foi a principal marca dessa ativista que, em 19 de julho de 1994, aos 59 anos, se transformou em ancestral. Mineira, nascida Lélia Almeida, em Belo Horizonte, ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde foram viver na favela do Morro do Pinto, no Santo Cristo, junto ao Leblon. A proximidade com o Clube de Regatas Flamengo deu a um dos irmãos mais velhos, Jaime ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Happy Birthday, Lélia Gonzalez – English version

    Today, February 1st, I dedicate this post to what would have been the 77th birthday of Lélia Gonzalez, an important militant of women's rights and the Movimento Negro in Brazil. Any black women that adores and appreciates the work and dedication of women such as Angela Davis, Assata Shakur, bell hooks, Kathleen Cleaver or Frances Cress-Welsing should also be familiar with the story of Gonzalez, who was their Afro-Brazilian equivalent. One of my first memories of Lelia Gonzalez was the realization of how Afro-Brazilian militants and leaders are often ignored or under appreciated in Brazil. I remember walking into a restaurant in the historic Pelourinho area of Salvador, Bahia, to eat lunch with two Bahian friends. When I entered the restaurant, I saw a large photo of Gonzalez on the wall above a table. Because of her importance to black Brazilian history, I was excited to see the poster as ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Hoje na História, 1935, nascia Lélia Gonzalez

    Lélia Gonzalez nasceu em 1º de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário Accacio Serafim d' Almeida e de Orcinda Serafim d' Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá. Não raro se identificava como carioca, foi torcedora incondicional do Flamengo. Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

    A guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de futebol. Logo depois, a família mudou-se para o subúrbio, ...

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    Lélia Gonzalez (Foto: Cezar Louceiro / Reprodução)

    Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

    Neste ano de 2009, já contamos 15 anos que a guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de ...

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    “Eu nasci e me criei aqui”: o processo de reconhecimento do território quilombola do Vale do Iguape

    “Organizem-se, é em legítima defesa, porque não há mais limite para a violência racista”. Inicio esta abordagem sobre o processo de reconhecimento do território quilombola do Vale do Iguape, trazendo à baila a convocação feita por Sueli Carneiro no FestiPoa Literária-2019, momento no qual a filósofa chamou atenção para a importância das organizações negras no combate ao racismo, que estrutura a sociedade brasileira.  Mapa das Comunidades do Vale Iguape. Acervo particular de Ivan Faria. O Vale do Iguape é uma microrregião pertencente ao município de Cachoeira no Recôncavo da Bahia, composta por 18 comunidades quilombolas que se constituíram em espaços de antigos engenhos de açúcar da Freguesia de São Thiago do Iguape. Defendo, a partir das premissas lançadas pelo historiador Walter Fraga Filho, que as comunidades dessa região são frutos de um dos sentidos de liberdade acionados pela população egressa do cativeiro – a permanência! Continuar ...

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    Fonte: Shaih Norway

    A Branca Benfeitora

    Muito falamos das Imagens de Controle das mulheres negras, criadas pela branquitude durante o período colonial e, como o nome já diz, para nos controlar e assim utilizar dos nossos corpos. Além disso, as imagens criadas sobre e para as mulheres negras tem também como função sustentar a imagem de si da branquitude e das classes privilegiadas, como por exemplo, aquela da superioridade. Lélia Gonzales  (brasileira) e  Patricia Hill Collins (estadunidense) são duas feministas negras que apontaram a construção dessas imagens e as identificaram, desnudando como elas operam. E são elas: a negra raivosa, a jezebel ou prostituta, a mammy, aquela que cuida de todos e está sempre a disposição, como a Anastácia, do sítio do pica-pau amarelo, a mula ou  burro que carga, igualada aos homens no trabalho e pouco feminina,  a mulata de exportação, no caso brasileiro e a serva ou doméstica.  Que mulher negra já não foi ...

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    Anna Ismagilova/Adobe

    Será que eu sou uma fraude? A mestiçagem e o meu não lugar

    A vida inteira fui chamada de branquinha pelo meu pai e era assim que eu me via, apesar dos constantes comentários acerca do meu cabelo “ruim”, do meu nariz de “barraca” e da minha boca de “nego”. Sempre ouvi que apesar da minha pele clara, eu tinha um “pezinho na senzala”. Quando eu entrei no Ensino Fundamental em uma escola pública perto da minha casa, eu e um primo íamos e voltávamos juntos, pela rua de barro. Eu adorava a escola, mas a gente tinha muitos problemas, como trocas de professores, greve, salas pequenas e abarrotadas de alunos. Todos nós queríamos a atenção da Tia, mas era impossível ela fazer um atendimento individualizado. Eu não me lembro de ter dificuldades de aprendizado nesta fase, mas acabei passando para a segunda série sem saber ler, ou pelo menos foi isso que disseram para os meus pais. Acho que foi aí que ...

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    Wikimedia Commons

    Legado dos griôs é tecnologia: dá voz na ciência, artes, cultura é altivez diante dos racistas

    Anunciação Silva¹ Eu sou parte de você, mesmo que você me negue. Na beleza do afoxé, ou no balanço no reggae. (...)  A minha pele é linguagem e a leitura é toda sua. (Jorge Portugal). O mês de agosto, para os baianos, trouxe em sua primeira semana tristeza e comoção em função da morte de dois ícones negros, antirracistas ligados à educação e cultura: Jorge Portugal e Jaime Sodré. E, no sábado, quem se tornou mais uma encantada foi a maravilhosa Chica Xavier. A dor que nos rasga o coração pela partida desses griôs contemporâneos é realimentada, positivamente, em meio às inúmeras e merecidas homenagens nas redes sociais e nos veículos de comunicação impressos e televisivos que nos lembram suas trajetórias e seus legados. Os griôs são valorizados aqui por serem pessoas que dedicaram suas vidas à aquisição, constituição e transmissão de conhecimentos. No ano passado, o Conselho Universitário da Universidade ...

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    Jaqueline é fundadora do Coletivo Di Jejê.(Foto: Imagem retirada do site DC)

    Doutoranda em Antropologia Social, professora Jaqueline Conceição desenvolve ações que abordam a cultura antirracial

    A professora Jaqueline Conceição é representatividade. Mulher negra, empreendedora e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina, ela se coloca como voz e cria espaço de fala para mulheres, negros, indígenas, pobres e marginalizados através da educação. A pedagoga, de 35 anos, nasceu em São Paulo, mas escolheu e foi escolhida por Florianópolis, em 2015, para fixar o projeto de vida. Fundou em 2014, o Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero Coletivo Di Jejê, que está sediado na capital catarinense, mas com braços em outros estados e países. A inquietação para o projeto surgiu após a finalização do mestrado em Educação; História, Política, Sociedade na PUC-SP e da percepção “da ausência de intelectuais negros na formação teórica, mesmo para pesquisadores que trabalham com a temática racial”. A plataforma de ensino desenvolvida por ela tem foco na educação antirracista e feminismo negro do Brasil, ...

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    Reprodução/Facebook

    “O racismo faz parte da lógica capitalista, mas a humanidade está sentindo sua inviabilidade”

    A discussão sobre o racismo parece ter dado um salto de qualidade em todo o planeta, que para além da pandemia do coronavírus lida com o aprofundamento de diversas crises. No centro de tais discussões, aparece o capitalismo e seu modelo societário, ainda que boa parte da mídia de massa e das classes políticas globais tentem dissimular. Mas é neste contexto de crítica socioeconômica que surgiu a Coalizão Negra por Direitos, articulação criada por mais de 150 movimentos sociais e comunitários. E sobre isso o Correio publica entrevista com Maria José Menezes, bióloga e ativista da Coalizão. “O racismo, enquanto projeto de Estado, está em debate em todo o mundo. A brutalidade policial contra o povo negro não é mais vista como algo natural pelas sociedades modernas. O racismo faz parte da lógica capitalista, mas a humanidade está sentindo que é inviável sobrevivermos diante de tamanhas desigualdades e as organizações ...

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    A cidade do colonizado e a cidade do colono. Fronteira territorial entre o bairro Morombi e a favela de Paraisópolis, São Paulo - Foto: Tuca Vieira

    Os condenados pela Covid-19: uma análise fanoniana das expressões coloniais do genocídio negro no Brasil contemporâneo

    Escrito no contexto de celebração dos 95 anos de Frantz Fanon (n. 20/7/25), discuto neste artigo as suas contribuições para a compreensão das relações sociais e econômicas nas sociedades que se estruturaram a partir da colonização. Proponho uma análise fanoniana das relações dialéticas entre capitalismo, colonialismo e racismo, subjacentes à conjuntura política e sanitária brasileira. Em um primeiro momento, tomo a noção de violência colonial presente em Os Condenados da terra, como referência para problematizar as respostas brasileiras à pandemia de Covid-19. Posteriormente, retomo alguns aspectos históricos e sociológicos que elucidem a via colonial de entificação do capitalismo no Brasil e as suas influências para a conjuntura atual. Ao final, argumento pela atualidade do pensamento fanoniano para o desvelamento das relações entre  o racismo e o atual estágio de acumulação capitalista na periferia global. Introdução  O mundo colonizado é um mundo cortado em dois. A linha de corte, a fronteira, é indicada pelas ...

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    (Foto: Imagem retirada do site Alma Preta)

    Negritude, sororidade e afro-religiosidade

    Analiso aqui dois livros recém-lançados, ambos de escritoras negras: Filha do Fogo, de 2020 e Yõnu, 2019, de Elizandra Souza e Raquel Almeida, respectivamente. Ambos publicados por selos editoriais independentes e periféricos criados pelas próprias autoras. As duas são poetas e vivem a inédita experiência de publicar um livro dedicado exclusivamente à prosa, no caso ao conto. As autoras são da mesma geração; nasceram nos anos 1980 e são de família nordestina. Raquel é de Pirituba, Zona Oeste e Elizandra é do Grajaú, Zona Sul de São Paulo. Ambas se iniciaram no candomblé recentemente e seus livros são carregados da espiritualidade que emana das religiões de matriz africana. Raquel e Elizandra engajaram-se no movimento cultural periférico antes da consolidação das redes sociais, fenômeno que explodiu na segunda década deste século. São anteriores, portanto, ao feminismo negro contemporâneo que é protagonizado pela geração tombamento e que discute questões como apropriação cultural, ...

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    Getty Images/iStockphoto

    Entenda por que falamos que ‘vidas negras importam’ em vez de ‘todas as vidas importam’

    Direto aos fatos: Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros, no Recife, ao sair para procurar a sua mãe, a faxineira Mirtes Renata Souza. Ela seguia trabalhando durante o isolamento social com a companhia de seu filho por não ter opção. Miguel sentiu falta da mãe, que naquele momento passeava com o cachorro de Sari Corte Real, e foi colocado pela patroa sozinho no elevador, saiu num andar sem proteção e não resistiu aos ferimentos da queda. O exemplo reflete o descaso que pessoas brancas têm pela vida de pessoas negras e reforça a pergunta: e se fosse o filho da patroa? Todas as vidas importam, claro, mas se o exemplo acima não te convence de que olhar para a vida da população negra é urgente e sempre foi, você está colaborando com a manutenção do projeto de exterminação da população ...

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