Resultados da pesquisa por 'MNU'

Primeiros atos do MNU comparavam o Brasil ao apartheid sul-africano. (Foto: Jesus Carlos via Memorial da Democracia)

Todo preso é um preso politico? Os Panteras Negras e o MNU como organizações pioneiras em enfrentar o cárcere

O Partido Panteras Negras se destaca como uma das organizações pioneiras em relação à organização e luta dentro e fora das cadeias contra o sistema prisional. No seu programa de dez pontos, os pontos 8 e 9 tratam do sistema penitenciário, sendo que o ponto 8 afirma explicitamente: “Nós queremos a liberdade imediata para todas as pessoas pretas mantidas em prisões e cadeias federais, estaduais, dos condados e municipais” A organização revolucionária negra na época também se enraizou dentro do cárcere. Em 21 de agosto de 1971, George Jackson, membro da Família da Guerrilha Negra (coletivo de autodefesa fundado por Jackson no interior da prisão) e ligado ao Partido Panteras Negras, foi assassinado na penitenciária de San Quentin, Califórnia. Jackson propunha a “transformação da mentalidade criminal negra em mentalidade revolucionária negra” e, com suas práticas e escritos, teve grande influência em grupos de prisioneiros. A execução de Jackson por agentes ...

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Brasília - A militante do Movimento Negro, e representante da Marcha das Mulheres Negras, Yêda Leal, fala à imprensa após encontro com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

MNU: 40 anos de luta contra o racismo reagir, re(sobre)viver, descolonizar para real democracia

Dezoito de junho de dois mil e dezoito. 0 Movimento Negro Unificado completará quarenta anos desde a sua criação. O lançamento público foi no dia 7 de julho, numa ato contra o racismo nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo. Por Iêda Leal enviado para o Portal Geledés  Iêda Leal (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)   Fazem quarenta anos que a bandeira amarela do MNU tremula, não tão somente nas escadarias do Teatro Municipal, mas em todas as unidades da Federação, em todas as capitais dos estados brasileiros. E nesses quarenta anos de luta, nós procuramos olhar para frente, para os desafios postos às conquistas que perseguimos, mas também olhamos no retrovisor: qual era o mote da nossa luta lá em 1978, qual era a nossa narrativa, qual era a nossa discussão, quais eram as denúncias que nós oferecíamos ao Estado brasileiro, a partir das nossas manifestações nas ...

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Carta de Pernambuco – MNU CE

Carta de Pernambuco O XVII Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado, realizado em agosto, próximo passado, encaminhou uma resolução para a realização de uma Campanha em defesa do Feriado Nacional em 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. Sendo fundamental a participação de ativistas do campo democrático e popular, organizações do movimento negro e dos movimentos populares sociais, parlamentares, representações institucionais e população em geral. A importância dessa ação garantirá um momento de reflexão e mobilização nacional que reconheça a memória material e imaterial do povo negro no Brasil e no Mundo. A sociedade brasileira contemporânea precisa de um grande axé, ou seja, reconhecer que em nossa história houve uma experiência de Estado Democrático, Multirracial, Laico, e Socialista conquistado por “ZUMBI” e “ DANDARA “, no “QUILOMBO DOS PALMARES”. Além disto, é legítimo que os afrodescendentes que perfazem 51% da população brasileira tenham um dia de celebração de suas conquistas ...

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Processo de adesão: Os 36 anos de Movimento Negro Unificado – MNU

Processo de adesão: Os 36 anos de Movimento Negro Unificado – MNU

Militante da luta racial em Porto Alegre nos anos 70, Helena Vitória analisa a trajetória do Movimento Negro Unificado – MNU organização que neste 18 de junho completa 36 anos  IV Congresso do MNU – Encerramento. Oliveira Silveira falando pelo MNU do Rio Grande do Sul. Taboão da Serra. São Paulo, 3 a 5 de junho de 1983. (Foto: Ireno Jardim/Acervo Oliveira Silveira) História - Vamos situar, primeiramente, a expressão Movimento Negro. Compartilho com a definição de Joel Rufino dos Santos: “- (…) todas as entidades, de qualquer natureza, e todas as ações, de qualquer tempo, aí compreendidas mesmo aquelas que visavam à autodefesa física e cultural do negro, fundadas e promovidas por pretos e negros (…). Entidades religiosas como terreiros de candomblé, por exemplo, assistenciais como as confrarias coloniais, recreativas como ‘clubes de negros’, artísticas como os inúmeros grupos de dança, capoeira, teatro, poesia, culturais como os diversos “centros de pesquisa” e políticas ...

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21 de Março – MNU: Manifesto contra o Genocídio da População Negra

No dia 21 de março de 1960, em Shaperville – África do Sul, houve uma manifestação pacífica contra a Lei dos Passes (documento que a população negra deveria portar obrigatoriamente, com as anotações por onde podia circular, detida fora do percurso autorizado, a pessoa era presa e enviada para campos de trabalhos forçados, nas fazendas dos brancos). Essa manifestação foi duramente reprimida, acontecendo um verdadeiro massacre, morreram 69 pessoas baleadas e centenas ficaram feridas. Em 16 de junho de 1976, 20.000 jovens negros da Cidade do Cabo, se revoltaram contra obrigatoriedade do ensino do Africaner, uma composição da lingua inglesa e holandesa falada pelos brancos na África do Sul, em detrimento da língua falada pela maioria da população sul africana, realizando uma passeata que foi reprimida com extrema brutalidade. Estes jovens resistiram incendiando lojas, carros e residências. Cerca de 600 jovens foram brutalmente assassinados pela policia sulafricana. Este dia ficou ...

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MNU – Programa de ação do MNU aprovado no IX Congresso Nacional

NÃO COMEÇAMOS AGORA. LUTAMOS PRA VENCER. A conjuntura, a história desses anos confirmam nossos objetivos de forma irrefutável. Milton Barbosa PROGRAMA DE AÇÃO DO MNU Aprovado no IX Congresso Nacional Belo Horizonte, 13 a 15/04/1990 O Processo de sofisticação e intensificação dos mecanismos racistas exige uma mudança radical das formas de luta. É preciso que o negro reaja à violência racial. Cabe ao MNU criar as condições objetivas para esta reação, e constituir-se em parceiro efetivo e seguro para todo o povo negro. Este Programa de Ação é o guia de atuação política do MNU, orientado para as seguintes Lutas Prioritárias: 1 - Por um movimento negro independente. 2 - Pelo fim da violência policial e contra a "Indústria" da criminalidade. 3 - Pelo fim da discriminação racial no trabalho. 4 - Por uma educação voltada para os interesses do povo negro e de todos os oprimidos. 5 - Pelo ...

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Miltão do MNU: Um pouco de História não oficial

O TIGRE NÃO PRECISA DIZER QUE É TIGRE, MAS... Milton Barbosa Miltão do MNU Postagem e formatação: Aparecido Donizetti Hernandez, com autorização do autor. Em 18 de junho de 1978 representantes de vários grupos se reuniram em resposta à discriminação racial sofrida por quatro garotos do time infantil de voleibol do Clube de Regatas Tietê e a prisão, tortura e morte de Robison Silveira da Luz, trabalhador, pai de família, acusado de roubar frutas numa feira, sendo torturado no 44º Distrito Policial de Guaianases, vindo a falecer em consequência às torturas. Representantes de atletas e artistas negros, entidades do movimento negro (Centro de Cultura e Arte Negra – CECAN), Grupo Afro-Latino América, Associação Cultural Brasil Jovem, Instituto Brasileiro de Estudos Africanistas – IBEA e Câmara de Comércio Afro-Brasileiro, representada pelo filho do deputado Adalberto Camargo, decidiram pela criação de um Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial. O lançamento público aconteceu ...

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MNU – As Lutas e bandeiras ainda são as mesmas de 1978.

  Em 18 de Junho de 1978, surge na frente das escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, no dia 07 de Julho o Movimento Negro Unificado que naquele momento convoca os Negros e Negras e a população em geral a Reagir a Violência Racial a qual estávamos submetidos. Havia naquele momento um silêncio por conta do Período de Ditadura Militar, mesmo assim negros que encamparam o espírito de Zumbi dos Palmares, Steve Biko, Malcom X, Nzinga, Dandara, Acotirene , Luiza Mahin e tantos outros Lideres do Povo Negro no Brasil e no mundo, não se silenciaram naquele 7 de Julho de 1978. Tomaram as ruas e fizeram ecoar seu grito denunciaram a tortura e o assassinato de Robson Silveira da Luz, no 44˚ Distrito Policial de Guaianazes, a discriminação Racial que sofreram jovens negros do Clube de Regatas Tiete. Hoje 33 anos depois é importante dizer que nessa data ...

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Fala o Movimento negro: Reginaldo Bispo do MNU responde a Magnoli

Fala o Movimento negro: Reginaldo Bispo do MNU responde a Magnoli

Fonte: Maria Frô - Procaz, a intelectualidade branca, sua gota de sangue, e o racismo no Brasil! Por: Reginaldo Bispo* A propósito da BandNews FM convidar analistas intelectuais para comentar o livro "Uma gota de sangue: História do pensamento racial" de Demétrio Magnoli, observamos personagens da mais alta estirpe da elite branca e acadêmica brasileira (excluindo os representantes do Movimento Negro Socialista e do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, ambos língua de aluguel, inventados pela elite e a mídia branca racista e capitalista, para serem as vozes pretas, em favor de seu projeto elitista e racista.   Nomes como, Cláudio de Moura Castro, professor, pesquisador e mestre em Educação, Roberto Romano da Silva, professor titular do Departamento de Filosofia da Unicamp, Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília, Helda Castro de Sá, coordenadora da Associação dos Caboclos e Ribeirinhos, Alba Zaluar, antropóloga a professora da Universidade do Estado ...

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Fala o Movimento negro: Reginaldo Bispo do MNU responde a Magnoli

Fonte: Maria Frô - Procaz, a intelectualidade branca, sua gota de sangue, e o racismo no Brasil! Por: Reginaldo Bispo*     A propósito da BandNews FM convidar analistas intelectuais para comentar o livro "Uma gota de sangue: História do pensamento racial" de Demétrio Magnoli, observamos personagens da mais alta estirpe da elite branca e acadêmica brasileira (excluindo os representantes do Movimento Negro Socialista e do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, ambos língua de aluguel, inventados pela elite e a mídia branca racista e capitalista, para serem as vozes pretas, em favor de seu projeto elitista e racista.   Nomes como, Cláudio de Moura Castro, professor, pesquisador e mestre em Educação, Roberto Romano da Silva, professor titular do Departamento de Filosofia da Unicamp, Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília, Helda Castro de Sá, coordenadora da Associação dos Caboclos e Ribeirinhos, Alba Zaluar, antropóloga a professora da Universidade ...

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Deliberações do XVI Congresso Nacional do MNU

Fonte: Fazer Valer a Lei Por: Reginlado Bispo Coordenação Nacional de Organização - MNU     XVI CONGRESSO NACIONAL DO MNU DELIBERA QUESTÕES FUNDAMENTAIS PARA A LUTA DA ENTIDADE E DE NEGRAS E NEGROS BRASILEIROS. O XVI Congresso Nacional do MNU realizado no ultimo fim de semana em Itapecerica da Serra - SP, teve participação dos estados do MA, CE, PE, SE, BA, DF, RJ, SP, PR, SC, RS. Durante três dias, os delegados debateram: 1. Avaliação da conjuntura; 2.Projeto Politico do Povo Negro para o Brasil; 3.Reparação Historica e Humanitária e de 5.Um Plano de Lutas por bandeiras emergenciais do Povo Negro. Muitas foram as analises, ppropostas e resoluções nestes temas, em geral baseadas na única Tese " Por um MNU autônomo, independente, compromissado e profundamente inserido na população negra", assinada por militantes-delegados de Campinas-SP, e aprovada em seus principais temas pela ampla maioria dos delegados. Os congressistas também ...

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Foto: Stock/Adobe

Tem mulher na roda! Gênero e capoeira

Introdução Vivemos em um país onde a violência contra a mulher é naturalizada. Culpá-la pela própria violência, como ocorre em muitos casos, é uma estratégia do patriarcado que encobre e dificulta a identificação do agressor. Em relação especificamente ao universo atual da capoeira do Brasil, um dos principais problemas é o assédio sexual, tanto dentro como fora das rodas.  Mulheres capoeiras do passado Ainda que tolerada durante a Monarquia, a partir da publicação do Código Penal de 1890, já na República, a prática da capoeira torna-se um crime. São bastante raros os processos criminais arrolados contra mulheres capoeiras. Pires (2004) busca traçar uma história social da capoeira baiana entre 1890 e 1930. Ainda que exista uma reduzida presença de mulheres (3%) entre os processados por homicídio e lesões corporais, o autor cita um processo relativo à lavadeira baiana, Maria Elisa do Espírito Santo, a qual, em 1910, estava em seu ...

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A filósofa Sueli Carneiro (Foto: Natalia Sena )

Sueli Carneiro: Uma voz em prol do feminismo negro

É impossível falar de Sueli Carneiro e não reconhecer a sua importância em favor da democracia do país, sobretudo com a leitura de “Continuo preta”, biografia que a jornalista Bianca Santana acaba de lançar, retratando a trajetória de vida de uma das mais destacadas ativistas do movimento feminino negro brasileiro. Se isso não bastasse, a obra, que pode ser lida como uma grande reportagem, passa um pente fino na militância de Sueli, no seu destacado papel dentro de organizações sociais e políticas, bem como no corajoso enfrentamento ao regime militar que instituiu a ditadura no Brasil. A jornalista, autora do celebrado “Quando me descobri negra”, trouxe para “Continuo preta” a condensação de 160 horas de entrevistas, realizadas entre 2018 e 2019. Autora e entrevistada trabalham juntas na “escavação” de um tempo que muito nos surpreende e apaixona. Remexem no passado e religam, em diálogos emocionais e precisos, a história de uma família ...

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40 anos do Adé Dudu: a história do Grupo de Negros Homossexuais

Há 40 anos, em março de 1981, surgiu em Salvador, na Bahia, o Adé Dudu, o Grupo de Negros Homossexuais. Com um nome originado no iorubá, significando “negro homossexual”, o grupo contou em sua fundação com diversos militantes do Movimento Negro como Tosta Passarinho, o jornalista Hamilton Vieira (que utilizava o pseudônimo Estêvão dos Santos), Ermeval da Hora e Wilson Bispo dos Santos, hoje Wilson Mandela. Contudo, este grupo que teve relevante atuação, nas palavras do próprio Wilson Mandela, contra as estruturas racistas e homofóbicas da sociedade e dos movimentos sociais por uma década, acabou caindo no ostracismo nos anos seguintes e quase não é lembrado nas narrativas históricas e discursos contemporâneos do Movimento LGBTI+ brasileiro, anteriormente Movimento Homossexual. A história do Movimento Homossexual Brasileiro costuma ter o seu início demarcado pela historiografia especializada com a fundação, em 1978, do jornal Lampião da Esquina e do grupo Somos – Grupo ...

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Exposição virtual: Adé Dudu: Caminhos LGBT+ na luta negra

Com muita satisfação, anunciamos a abertura da Exposição "Adé Dudu: Caminhos LGBT+ na luta negra” no Google Arts & Culture No dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT+, apresentamos a exposição “Adé Dudu: Caminhos LGBT+ na luta negra”. A partir de arquivos privados, documentos públicos e entrevistas com remanescentes e apoiadores contruímos a história do “Adé Dudu: grupo de negros homossexuais”. O grupo construiu uma sólida reflexão e traçou importantes mecanismos de atuação para combater e evidenciar o preconceito contra os negros homossexuais em Salvador, nos anos 1980. A articulação entre os movimentos sociais do período, as formas de reprodução do racismo e da homofobia, as estratégias para combater o “duplo preconceito” e a cidade criada para vivenciar a homossexualidade estão presente ao longo da exposição, que ainda aborda a importância do direito à memória dos homossexuais negros que agiram, lutaram e existiram nessa sociedade racista e LGBTfóbica. ...

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A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto: Marcus Steinmayer)

Por que é indispensável conhecer Sueli Carneiro

Esta mulher é a minha falaO meu segredoMinha língua de poderE meus mistérios.Ana Paula Tavares, “A cabeça de Nefertiti” À narração da trajetória de uma das fundadoras do feminismo negro no Brasil, sobrepõe-se a construção dos próprios movimentos negro e feminista no país. Com uma extensa pesquisa documental, escuta de depoimentos e 160 horas de conversas com Sueli, Bianca Santana alterna as recordações e a formação da filósofa e ativista com as mudanças na sociedade brasileira. A escrita da biografia, assim, coletiviza-se: através de uma fala de si, narra a trajetória de um coletivo. Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro, de Bianca SantanaCompanhia das Letras, 2021 Em verdadeira “escavação”, como diz o título da primeira seção do livro, a escritora procurou, em arquivos de paróquias, cartórios e depoimentos dos mais velhos, as antepassadas de Sueli. Chegou ao nome de Maria Gaivota, bisavó paterna, possivelmente ex-escravizada nascida em Grão Mogol, Minas Gerais. Da família materna pouco ...

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Foto: Aquarela de Gerd Altman/Pixabay

Lista: as seis mulheres reunidas na série ‘Filósofas brasileiras’

No imaginário popular, não é raro que a primeira imagem associada a um filósofo seja a de um homem branco de barbas brancas, com um visual que remete à Grécia Antiga. Embora este conceito já esteja datado há muito tempo, ainda há um longo caminho para que novas visões e narrativas sejam incluídas de vez no cânone da filosofia moderna. É este um dos objetivos da série Brazilian Women Philosophers, ou Filósofas brasileiras, com vídeos curtos que apresentam ao público internacional os principais nomes femininos da filosofia brasileira. Com curadoria das professoras Carolina Araújo e Carmel Ramos, ambas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ponto de partida da série foi uma ponte entre o Extending New Narratives in the History of Philosophy, projeto internacional que visa a recontar a história da filosofia em novos padrões de registro, e a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, de produção de conteúdo voltado ...

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Veja quem assinou a Carta-compromisso pelo direito à educação das meninas negras.

É notório que o direito à educação nunca foi realidade para todas as crianças e adolescentes no Brasil. Contudo, a pandemia de COVID-19 tem agravado ainda mais um cenário já bastante comprometido, causando impactos irreversíveis à educação no Brasil, onde a maioria das escolas não conta com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto ou a distância. No que diz respeito às meninas negras, a pesquisa “A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades”, realizada por Geledés Instituto da Mulher Negra no município de São Paulo, revela que elas são as mais atingidas pelas desigualdades educacionais. Os impactos da pandemia na trajetória educacional das estudantes negras evidenciam que o encontro das opressões de gênero e raça determinam lugares e possibilidades distintas na vida em sociedade, limitam sua trajetória escolar e impactam negativamente suas perspectivas de futuro. Ao falarmos de crianças e adolescentes negros, ...

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A filósofa e ativista paulistana Sueli CarneiroDivulgação

A mulher do fim do mundo

Santana, BiancaContinuo preta: a vida de Sueli CarneiroCompanhia das Letras • 296 pp • R$ 59,90 O feminismo deve muito a Sueli Carneiro. Em 2002, durante uma entrevista para a revista Caros Amigos, ela proferiu a frase “Entre a esquerda e a direita, sei que continuo preta”, da qual sai o título da biografia encampada agora pela jornalista Bianca Santana. A obra trilha a caminhada da filósofa a partir de suas lutas em setenta anos de vida e quatro décadas de construção do movimento de mulheres negras. Ao lado de Abdias Nascimento e Lélia Gonzalez, a biografada é uma das principais intelectuais do movimento negro brasileiro.  O prólogo do livro contextualiza o encontro de Sueli com Abdias no Tribunal Bertha Lutz, evento de 1982 que buscava sensibilizar as pessoas contra a discriminação de gênero. Em seu discurso, o fundador do Teatro Experimental do Negro incorporou a voz das mulheres negras. Quando já encerrava ...

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Musas Negras: raça, gênero e classe na vida de Gilka da Costa Machado

Em 2018 assistimos ao florescer da maior campanha popular para eleição da primeira mulher negra como imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL): Conceição Evaristo. Porém, os imortais desprezaram quase que completamente tal campanha, pois a premiada e consagrada escritora recebeu apenas um voto. Essa suposta indiferença tem explicação histórica: é um comportamento característico da tradição racista, patriarcal e aristocrática dos cânones literários moderno-coloniais. As regras que legitimam a produção de conhecimento são, até hoje, eurocentradas, excluindo os saberes que não se encaixam neste padrão. Isto faz com que um país de maioria negra como o Brasil mantenha esta ausência de escritoras negras na ABL e, com isso, o reconhecimento de seus saberes, de suas escrevivências. Não que nós, escritoras afro-diaspóricas, deixemos nos silenciar. Mulheres negras, ameaçadoramente brilhantes, perturbaram e perturbam a (des)ordem do patriarcado colonizador que institui também as regras de produção do conhecimento considerado legítimo. Este é o ...

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