terça-feira, dezembro 1, 2020

    Resultados da pesquisa por 'MNU'

    Brasília - A militante do Movimento Negro, e representante da Marcha das Mulheres Negras, Yêda Leal, fala à imprensa após encontro com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

    MNU: 40 anos de luta contra o racismo reagir, re(sobre)viver, descolonizar para real democracia

    Dezoito de junho de dois mil e dezoito. 0 Movimento Negro Unificado completará quarenta anos desde a sua criação. O lançamento público foi no dia 7 de julho, numa ato contra o racismo nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo. Por Iêda Leal enviado para o Portal Geledés  Iêda Leal (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)   Fazem quarenta anos que a bandeira amarela do MNU tremula, não tão somente nas escadarias do Teatro Municipal, mas em todas as unidades da Federação, em todas as capitais dos estados brasileiros. E nesses quarenta anos de luta, nós procuramos olhar para frente, para os desafios postos às conquistas que perseguimos, mas também olhamos no retrovisor: qual era o mote da nossa luta lá em 1978, qual era a nossa narrativa, qual era a nossa discussão, quais eram as denúncias que nós oferecíamos ao Estado brasileiro, a partir das nossas manifestações nas ...

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    Carta de Pernambuco – MNU CE

    Carta de Pernambuco O XVII Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado, realizado em agosto, próximo passado, encaminhou uma resolução para a realização de uma Campanha em defesa do Feriado Nacional em 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. Sendo fundamental a participação de ativistas do campo democrático e popular, organizações do movimento negro e dos movimentos populares sociais, parlamentares, representações institucionais e população em geral. A importância dessa ação garantirá um momento de reflexão e mobilização nacional que reconheça a memória material e imaterial do povo negro no Brasil e no Mundo. A sociedade brasileira contemporânea precisa de um grande axé, ou seja, reconhecer que em nossa história houve uma experiência de Estado Democrático, Multirracial, Laico, e Socialista conquistado por “ZUMBI” e “ DANDARA “, no “QUILOMBO DOS PALMARES”. Além disto, é legítimo que os afrodescendentes que perfazem 51% da população brasileira tenham um dia de celebração de suas conquistas ...

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    Processo de adesão: Os 36 anos de Movimento Negro Unificado – MNU

    Processo de adesão: Os 36 anos de Movimento Negro Unificado – MNU

    Militante da luta racial em Porto Alegre nos anos 70, Helena Vitória analisa a trajetória do Movimento Negro Unificado – MNU organização que neste 18 de junho completa 36 anos  IV Congresso do MNU – Encerramento. Oliveira Silveira falando pelo MNU do Rio Grande do Sul. Taboão da Serra. São Paulo, 3 a 5 de junho de 1983. (Foto: Ireno Jardim/Acervo Oliveira Silveira) História - Vamos situar, primeiramente, a expressão Movimento Negro. Compartilho com a definição de Joel Rufino dos Santos: “- (…) todas as entidades, de qualquer natureza, e todas as ações, de qualquer tempo, aí compreendidas mesmo aquelas que visavam à autodefesa física e cultural do negro, fundadas e promovidas por pretos e negros (…). Entidades religiosas como terreiros de candomblé, por exemplo, assistenciais como as confrarias coloniais, recreativas como ‘clubes de negros’, artísticas como os inúmeros grupos de dança, capoeira, teatro, poesia, culturais como os diversos “centros de pesquisa” e políticas ...

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    21 de Março – MNU: Manifesto contra o Genocídio da População Negra

    No dia 21 de março de 1960, em Shaperville – África do Sul, houve uma manifestação pacífica contra a Lei dos Passes (documento que a população negra deveria portar obrigatoriamente, com as anotações por onde podia circular, detida fora do percurso autorizado, a pessoa era presa e enviada para campos de trabalhos forçados, nas fazendas dos brancos). Essa manifestação foi duramente reprimida, acontecendo um verdadeiro massacre, morreram 69 pessoas baleadas e centenas ficaram feridas. Em 16 de junho de 1976, 20.000 jovens negros da Cidade do Cabo, se revoltaram contra obrigatoriedade do ensino do Africaner, uma composição da lingua inglesa e holandesa falada pelos brancos na África do Sul, em detrimento da língua falada pela maioria da população sul africana, realizando uma passeata que foi reprimida com extrema brutalidade. Estes jovens resistiram incendiando lojas, carros e residências. Cerca de 600 jovens foram brutalmente assassinados pela policia sulafricana. Este dia ficou ...

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    MNU – Programa de ação do MNU aprovado no IX Congresso Nacional

    NÃO COMEÇAMOS AGORA. LUTAMOS PRA VENCER. A conjuntura, a história desses anos confirmam nossos objetivos de forma irrefutável. Milton Barbosa PROGRAMA DE AÇÃO DO MNU Aprovado no IX Congresso Nacional Belo Horizonte, 13 a 15/04/1990 O Processo de sofisticação e intensificação dos mecanismos racistas exige uma mudança radical das formas de luta. É preciso que o negro reaja à violência racial. Cabe ao MNU criar as condições objetivas para esta reação, e constituir-se em parceiro efetivo e seguro para todo o povo negro. Este Programa de Ação é o guia de atuação política do MNU, orientado para as seguintes Lutas Prioritárias: 1 - Por um movimento negro independente. 2 - Pelo fim da violência policial e contra a "Indústria" da criminalidade. 3 - Pelo fim da discriminação racial no trabalho. 4 - Por uma educação voltada para os interesses do povo negro e de todos os oprimidos. 5 - Pelo ...

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    Miltão do MNU: Um pouco de História não oficial

    O TIGRE NÃO PRECISA DIZER QUE É TIGRE, MAS... Milton Barbosa Miltão do MNU Postagem e formatação: Aparecido Donizetti Hernandez, com autorização do autor. Em 18 de junho de 1978 representantes de vários grupos se reuniram em resposta à discriminação racial sofrida por quatro garotos do time infantil de voleibol do Clube de Regatas Tietê e a prisão, tortura e morte de Robison Silveira da Luz, trabalhador, pai de família, acusado de roubar frutas numa feira, sendo torturado no 44º Distrito Policial de Guaianases, vindo a falecer em consequência às torturas. Representantes de atletas e artistas negros, entidades do movimento negro (Centro de Cultura e Arte Negra – CECAN), Grupo Afro-Latino América, Associação Cultural Brasil Jovem, Instituto Brasileiro de Estudos Africanistas – IBEA e Câmara de Comércio Afro-Brasileiro, representada pelo filho do deputado Adalberto Camargo, decidiram pela criação de um Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial. O lançamento público aconteceu ...

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    MNU – As Lutas e bandeiras ainda são as mesmas de 1978.

      Em 18 de Junho de 1978, surge na frente das escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, no dia 07 de Julho o Movimento Negro Unificado que naquele momento convoca os Negros e Negras e a população em geral a Reagir a Violência Racial a qual estávamos submetidos. Havia naquele momento um silêncio por conta do Período de Ditadura Militar, mesmo assim negros que encamparam o espírito de Zumbi dos Palmares, Steve Biko, Malcom X, Nzinga, Dandara, Acotirene , Luiza Mahin e tantos outros Lideres do Povo Negro no Brasil e no mundo, não se silenciaram naquele 7 de Julho de 1978. Tomaram as ruas e fizeram ecoar seu grito denunciaram a tortura e o assassinato de Robson Silveira da Luz, no 44˚ Distrito Policial de Guaianazes, a discriminação Racial que sofreram jovens negros do Clube de Regatas Tiete. Hoje 33 anos depois é importante dizer que nessa data ...

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    Fala o Movimento negro: Reginaldo Bispo do MNU responde a Magnoli

    Fala o Movimento negro: Reginaldo Bispo do MNU responde a Magnoli

    Fonte: Maria Frô - Procaz, a intelectualidade branca, sua gota de sangue, e o racismo no Brasil! Por: Reginaldo Bispo* A propósito da BandNews FM convidar analistas intelectuais para comentar o livro "Uma gota de sangue: História do pensamento racial" de Demétrio Magnoli, observamos personagens da mais alta estirpe da elite branca e acadêmica brasileira (excluindo os representantes do Movimento Negro Socialista e do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, ambos língua de aluguel, inventados pela elite e a mídia branca racista e capitalista, para serem as vozes pretas, em favor de seu projeto elitista e racista.   Nomes como, Cláudio de Moura Castro, professor, pesquisador e mestre em Educação, Roberto Romano da Silva, professor titular do Departamento de Filosofia da Unicamp, Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília, Helda Castro de Sá, coordenadora da Associação dos Caboclos e Ribeirinhos, Alba Zaluar, antropóloga a professora da Universidade do Estado ...

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    Fala o Movimento negro: Reginaldo Bispo do MNU responde a Magnoli

    Fonte: Maria Frô - Procaz, a intelectualidade branca, sua gota de sangue, e o racismo no Brasil! Por: Reginaldo Bispo*     A propósito da BandNews FM convidar analistas intelectuais para comentar o livro "Uma gota de sangue: História do pensamento racial" de Demétrio Magnoli, observamos personagens da mais alta estirpe da elite branca e acadêmica brasileira (excluindo os representantes do Movimento Negro Socialista e do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, ambos língua de aluguel, inventados pela elite e a mídia branca racista e capitalista, para serem as vozes pretas, em favor de seu projeto elitista e racista.   Nomes como, Cláudio de Moura Castro, professor, pesquisador e mestre em Educação, Roberto Romano da Silva, professor titular do Departamento de Filosofia da Unicamp, Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília, Helda Castro de Sá, coordenadora da Associação dos Caboclos e Ribeirinhos, Alba Zaluar, antropóloga a professora da Universidade ...

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    Deliberações do XVI Congresso Nacional do MNU

    Fonte: Fazer Valer a Lei Por: Reginlado Bispo Coordenação Nacional de Organização - MNU     XVI CONGRESSO NACIONAL DO MNU DELIBERA QUESTÕES FUNDAMENTAIS PARA A LUTA DA ENTIDADE E DE NEGRAS E NEGROS BRASILEIROS. O XVI Congresso Nacional do MNU realizado no ultimo fim de semana em Itapecerica da Serra - SP, teve participação dos estados do MA, CE, PE, SE, BA, DF, RJ, SP, PR, SC, RS. Durante três dias, os delegados debateram: 1. Avaliação da conjuntura; 2.Projeto Politico do Povo Negro para o Brasil; 3.Reparação Historica e Humanitária e de 5.Um Plano de Lutas por bandeiras emergenciais do Povo Negro. Muitas foram as analises, ppropostas e resoluções nestes temas, em geral baseadas na única Tese " Por um MNU autônomo, independente, compromissado e profundamente inserido na população negra", assinada por militantes-delegados de Campinas-SP, e aprovada em seus principais temas pela ampla maioria dos delegados. Os congressistas também ...

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    Reprodução/Facebook

    Roberto Freire divulga nota de pesar pelo falecimento de Abigail Páscoa

    Nascida no bairro carioca da Tijuca, a 27 de fevereiro de 1939, filha de um professor, Abigail Páscoa faleceu hoje no Rio de Janeiro. Em 1964, já integrava o Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão. Posteriormente, apoiaria o sucessor do PCB, isto é, o Partido Popular Socialista (PPS), hoje Cidadania 23. Ligada ao grupo católico Ação Popular no começo da sua juventude, de Abigail podemos dizer que tinha a Democracia e os embates pelos direitos humanos na massa do sangue. Socióloga, deixou textos importantes sobre a questão negra e foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), ainda sob as difíceis condições de ditadura militar. No movimento negro atuou ao lado de homens como Geraldo Rodrigues dos Santos e Januário Garcia. Foi, também, uma pioneira das lutas feministas no país. Ou seja, lutou todos os combates de seu tempo, e o fez durante mais de seis décadas. Para nós, ...

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    Crédito: Getty Images/iStockphoto

    Educação antirracista em narrativa confessional, decolonial e insurgente: ser corpo- território negro e docente na rede pública. ¹

    Se alguém imagina um texto carregado de formalidades acadêmicas e de discussões metodológicas de planos de aula com receitas pedagógicas, sugiro que não o leia, pois a frustração será companheira da primeira à última linha. Aqui me permito a liberdade de escrever em primeira pessoa com toda a carga de subjetividade não sonegada, afinal não cruzei com intelectuais do nível (altíssimo) de minha avó, Conceição, xará de outra, a Evaristo, minha mãe Alice, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento entre tantas referências que me ensinaram a não ter receio de me implicar e bordar com linhas autobiográficas a escrita que busco validar dentro das regras científicas. Sou grata ao feminismo negro e a epistemologia decolonial por me fazerem enxergar em todas elas intelectuais, agentes do conhecimento, portadoras de talento e criatividade ancestrais. Dessa fonte beberei independente das credenciais acadêmicas que venha a colecionar. Dispostes? O ano era 2001.Especial ...

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    “Negro tem que ir pro pau”: heranças da ditadura no genocídio do povo negro no Brasil hoje

    A frase do título deste artigo foi proferida por Luiz Alberto Abdala, delegado da 44ª Delegacia de Polícia do Distrito de Guaianases, São Paulo, e transcrita em um documento confidencial (estrategicamente não assinado) da Divisão de Informações do DOPS/SP, datado de 15 de maio de 1978. O documento tratava das comemorações do dia 13 de maio em razão dos 90 anos da abolição da escravidão. Não à toa, a delegacia por ele capitaneada protagonizou o episódio racista que desencadeou na formação do Movimento Negro Unificado (MNU) meses depois, em julho de 1978. O Brasil ainda vivenciava uma ditadura militar quando Robson Silveira da Luz, feirante negro de 27 anos, foi acusado de roubar frutas e, por conta disso, sofreu torturas e foi assassinado por policiais militares do referido distrito. A reação da militância negra não tardou e, em resposta a esse e outros causos racistas, formalizou-se a entidade do movimento ...

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    A pesquisadora Ana Flávia Magalhães Pinto no Instituto Central de Ciências (ICC), da Universidade de Brasília (Foto: Arquivo Pessoal)

    20 de Novembro e a defesa de nossos melhores sonhos de liberdade

    Em algum momento entre 1962 e 1976, o poeta afro-gaúcho Oliveira Silveira encarou suas angústias acerca da gravidade dos vazios históricos produzidos pelo racismo brasileiro e deu ao mundo o poema “Pobre Menino Preto”. Os versos publicados no livro "Praça da Palavra" reconstroem as tentativas frustradas de uma criança negra para associar sua imagem às dos heróis disponíveis à época: “brincando com a turma: / se imagina mocinho / não cola / os mocinhos são brancos / como os outros”. Ao querer se inventar Tarzan, é logo derrubado do galho por quem o vê apenas como “chita / macaco / chimpanzé / orangotango”. Não fosse tudo isso cruel o bastante, faltava a ele repertório para defender seu íntimo desejo de ser: “não pode brincar de Zumbi / ou Toussaint-Louverture / porque são heróis de verdade / que ninguém conhece / nem ele mesmo nunca ouviu falar”. O menino com o qual Oliveira ...

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    Membros do Movimento Negro em marcha em comemoração aos 300 anos de morte de Zumbi dos Palmares, em 1995, em Brasília (Foto: Jefferson Rudy/ Folhapress)

    20 de Novembro e a defesa de nossos melhores sonhos de liberdade

    Em algum momento entre 1962 e 1976, o poeta afro-gaúcho Oliveira Silveira encarou suas angústias acerca da gravidade dos vazios históricos produzidos pelo racismo brasileiro e deu ao mundo o poema “Pobre Menino Preto”. Os versos publicados no livro "Praça da Palavra" reconstroem as tentativas frustradas de uma criança negra para associar sua imagem às dos heróis disponíveis à época: “brincando com a turma: / se imagina mocinho / não cola / os mocinhos são brancos / como os outros”. Ao querer se inventar Tarzan, é logo derrubado do galho por quem o vê apenas como “chita / macaco / chimpanzé / orangotango”. Não fosse tudo isso cruel o bastante, faltava a ele repertório para defender seu íntimo desejo de ser: “não pode brincar de Zumbi / ou Toussaint-Louverture / porque são heróis de verdade / que ninguém conhece / nem ele mesmo nunca ouviu falar”. O menino com o ...

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    Arte: Romulo Arruda

    Dia da Consciência Negra e luta antirracista

    “O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida²”. Impera no Brasil uma normalidade na forma subalternizada como o negro ocupa lugar na sociedade. Assim, ver “pessoas de cor” em estratos sociais inferiores é percebido como algo dentro da ordem das coisas, seja pedindo esmola na rua, limpando espaços públicos e privados ou residindo em lugares sem o mínimo de infraestrutura e dignidade humana. Isto se deve a uma ideologia arraigada pelos séculos de escravidão que o país viveu a maior parte de sua História. Características de uma sociedade escravocrata são muito mais comuns em nosso cotidiano do que se supõe, elas se manifestam e se reproduzem no discurso dominante, na mídia, nos espaços de ...

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    Foto: Divulgação

    #TireORacismoDeCampo

    Em parceria com o Corinthians e o Atlético Mineiro, Gama e Alma Preta contam as histórias de pessoas negras assassinadas no Brasil. No mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, os times dão voz ao movimento Vida Negras Importam dentro do futebol, homenageando em campo vítimas de violência racial; Gama e Alma Preta resgatam as biografias e os sonhos perdidos em campanha idealizada pela agência Wieden+Kennedy. Um minuto de silêncio marcou o início da partida do Campeonato Brasileiro entre Corinthians e Atlético Mineiro em andamento em Itaquera. Os jogadores e os treinadores dos dois times entraram no gramado em Itaquera carregando camisetas com os nomes de vítimas da violência racial no Brasil — todas estampadas com o número 23, chamando a atenção para o dado devastador: a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país. A ação acontece no mês em que se celebra o ...

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    “Eu nasci e me criei aqui”: o processo de reconhecimento do território quilombola do Vale do Iguape

    “Organizem-se, é em legítima defesa, porque não há mais limite para a violência racista”. Inicio esta abordagem sobre o processo de reconhecimento do território quilombola do Vale do Iguape, trazendo à baila a convocação feita por Sueli Carneiro no FestiPoa Literária-2019, momento no qual a filósofa chamou atenção para a importância das organizações negras no combate ao racismo, que estrutura a sociedade brasileira.  Mapa das Comunidades do Vale Iguape. Acervo particular de Ivan Faria. O Vale do Iguape é uma microrregião pertencente ao município de Cachoeira no Recôncavo da Bahia, composta por 18 comunidades quilombolas que se constituíram em espaços de antigos engenhos de açúcar da Freguesia de São Thiago do Iguape. Defendo, a partir das premissas lançadas pelo historiador Walter Fraga Filho, que as comunidades dessa região são frutos de um dos sentidos de liberdade acionados pela população egressa do cativeiro – a permanência! Continuar ...

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    Divulgação

    1° Novembro Negro da OAB SP: Identidade, Memória e Resistência

    O primeiro Novembro Negro da OAB-SP se inicia em 03/11/2020, às 19:00, discutindo as epistemologias negras e pautando conhecimento e identidade negra na Advocacia e na Academia em geral, tratando o pensamento crítico nas perspectivas de racialidades, e mergulhando nas origens institucionais da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP. Não perca! DESCRIÇÃO DO EVENTO Programação: Eixo 1 - Conhecimento e Identidade Painel 1 - Epistemologias Negras: Intelectualidade e Pensamento Crítico Data: 03/11 - horário: 19:00 às 21:00 Abertura: Dr. Caio Augusto Silva dos Santos Presidente da OAB SP Expositoras: Dra. Amarílis Costa Advogada. Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP. Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Presidente da Comissão de Igualdade Racial da Subseção do Tatuapé da OAB-SP. Integrante do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo. Membra da Rede Feminista de Juristas. Membra da Secretaria Executiva das Comissões ...

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    Sinfrônio (à direita) trabalhou nas obras do Catetinho, sede do governo durante a construção da capital (foto: Arquivo Público-DF)  Fonte: Agência Senado

    Resgate da presença negra na formação de Brasília mobiliza estudiosos e sociedade

    A memória do Distrito Federal sofreu mais um golpe no dia 30 de setembro último com a derrubada do imóvel conhecido como Casa da Dona Negrinha, uma edificação antiga, situada no Centro Histórico de Planaltina, cidade de 161 anos e distante 38 quilômetros da capital da República. Para a professora de história da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães Pinto, a perda desse patrimônio revela “descompromisso com o direito à memória e à história da gente negra no Distrito Federal” — uma falha que deve ser combatida, segundo ela. A estudiosa, que tem doutorado e pós-doutorado em história pela Universidade de Campinas (Unicamp), vem nos últimos anos trabalhando justamente em projetos de resgate que mostrem a importância dos negros na trajetória de Brasília, incluindo o período que precedeu à fundação da cidade, em 1960. A Casa da Dona Negrinha ficava a aproximadamente 8 quilômetros da Pedra Fundamental de Brasília, obelisco ...

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