quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Resultados da pesquisa por 'Ministério das Mulheres'

NELSON ALMEIDA / AFP

Haddad promete recriar Ministério das Mulheres e promover cota de gênero na política

Plano de governo inclui propostas de Manuela D’Ávila, como ampliar a remuneração e o tempo do seguro-desemprego para gestantes. Por Marcella Fernandes, do HuffPost Brasil PT defende a adoção da paridade de gênero e de cotas de representatividade étnico-racial na composição de listas para o Legislativo, a fim de combater a sub-representação de mulheres, indígenas, negros e negras. (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP) O plano de governo do Partido dos Trabalhadores (PT) para Presidência da República defende políticas que promovam a autonomia econômica das mulheres, a igualdade de oportunidades e de tratamento no mundo do trabalho e o incentivo à produção de ciência e tecnologia. O documento também prevê a adoção de cotas na política e a recriação do Ministério das Mulheres da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. De acordo com o documento, o novo presidente irá dar maior visibilidade às políticas de direitos humanos. O ministério da ...

Leia mais

Câmara reduz atribuição do Ministério das Mulheres em questões de gênero

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quinta-feira (18) mudanças na competência do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Os deputados retiraram a obrigação de, ao propor políticas públicas, o ministério considerar questões de gênero. Por Lucas Pordeus Leon,  da Agência Brasil  A medida foi criticada por organizações que trabalham com os direitos das mulheres. A diretora do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, acredita que o objetivo é atrapalhar as políticas para igualdade entre homens e mulheres.   Foi suprimida a expressão “da incorporação da perspectiva de gênero”. O trecho constava nas atribuições do ministério.   O requerimento foi alvo de críticas de deputados ligados aos direitos humanos e às questões da comunidade LGBT. A deputada do PCdoB, Angela Alpino, protestou.   Parlamentares da bancada evangélica comemoraram a retirada do termo. O deputado do PRB, Alan Rick, argumentou que as atribuições do ministério já contemplam a promoção da igualdade entre homem e mulher.   A militante da organização de mulheres negras Criolas, Jurema Werneck, explica que ...

Leia mais

Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, o que vai e o que fica!

A questão aflitiva é que mulheres, negros, grupos étnicos não-hegemônicos, adolescentes marginalizados, pessoas em situação de vulnerabilidade nunca tiveram lugar garantido no panteão dos ministérios que importam. É como se estivessem mesmo assentadas no ar, no vento Por Cidinha da Silva Do Portal Fórum Eis que na dança política de acomodação da base aliada, sujeitos políticos depauperados no campo da conquista de direitos, de um modo geral, perderam suas cadeiras. Como na brincadeira infantil, quem vai ao ar perde o lugar, quem vai ao vento, perde o assento. A questão aflitiva é que mulheres, negros, grupos étnicos não-hegemônicos, adolescentes marginalizados, pessoas em situação de vulnerabilidade nunca tiveram lugar garantido no panteão dos ministérios que importam. É como se estivessem mesmo assentadas no ar, no vento. Por isso foi possível propor um genérico qualquer para aglutinar os sem-cadeira, o natimorto Ministério da Cidadania. Na disputa política, entretanto, a lucidez de alguém deve ...

Leia mais

Representante do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos participa do I Encontro sobre Cultura Negra.

No próximo dia  23 de outubro, das 8 às 17h,  acontece em Maceió, AL,  o I Encontro  Sobre Cultura Negra dos Municípios Alagoanos,  com o objetivo de propiciar espaços de estudos para  elaboração e gerenciamento de projetos afirmativos dos  traços significativos da cultura negra, como também  busca a formação de rede de [email protected]  municipais de cultura, em torno da temática. Por Arísia Barros, do Cada Minuto Marcos Willian Bezerra de Freitas, representante do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos fará um diálogo institucional  expondo sobre a importância do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade  Racial (SINAPIR) e a participação dos municípios do estado de Alagoas  na construção de um plano de operacionalização da  cultura negra como política de estado.   O  Encontro é uma  realização do Instituto Raízes de Áfricas, Governo do Estado de Alagoas e Associação dos Municípios de Alagoas e  terá o desenvolvimento de  suas atividades no auditório Aqualtune, do ...

Leia mais
Foto: Mídia Ninja

Nota em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das meninas e mulheres e em repúdio à Portaria Nº 2282 do Ministério da Saúde

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Associação Brasileira Rede Unida e Sociedade Brasileira de Bioética repudiam veementemente a Portaria Nº 2.282 de 27 de agosto de 2020 do Ministério da Saúde que cria barreiras adicionais para o acesso ao procedimento do aborto previsto em lei pelas mulheres e meninas vítimas de violência sexual, atingindo sobretudo as usuárias da rede pública de saúde, majoritariamente pobres e negras.  O governo obriga médicos e profissionais de saúde a notificarem a autoridade policial casos de pacientes vítimas de crime de estupro. Ao utilizar a expressão “crime de estupro”, a Portaria reduz a violência sexual ao seu aspecto jurídico, deixando em segundo plano a saúde das vítimas. A responsabilização criminal dos autores de estupro é uma reivindicação antiga e legítima da sociedade brasileira. No entanto, obrigar os profissionais de saúde/serviços de saúde a obter informações de cunho investigatório e notificar o ...

Leia mais

ONGs pelos direitos das mulheres querem maior orçamento para novo ministério

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (2) a criação do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos dentro da reforma administrativa feita pelo governo. Após a junção das secretarias de Direitos Humanos, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e de Políticas para Mulheres em uma única pasta, os movimentos sociais que atuam em favor dos direitos humanos e igualdade racial e de gênero pedem um orçamento maior para a sustentação e implementação de políticas públicas. Por Andreia Verdélio, do EBC Segundo Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, organização voltada à comunicação e direitos das mulheres, as três secretarias têm um orçamento de cerca de R$ 250 milhões. “Isso é muito pouco em um país constituído de 50% de mulheres e 52% de negros. Não podemos conviver com esse orçamento, o ajuste não pode ser somente corte”, disse. A coordenadora da ONG Crioula, Jurema Werneck, criticou a junção. ...

Leia mais

Mulheres negras são 60% das mães mortas durante partos no SUS, diz Ministério

Governo lança campanha para coibir o racismo no atendimento público de saúde Por CATARINA ALENCASTRO no  O Globo  BRASÍLIA - O Ministério da Saúde lança nesta terça-feira uma campanha para coibir o racismo no atendimento público de saúde. O governo apresentou dados que mostram que negros estão mais expostos a doenças e mortes que brancos. Além disso, os negros têm acesso a um serviço inferior. Segundo o ministério, 60% da mortalidade materna ocorre entre mulheres negras, contra 34% da mortalidade entre mães brancas. Entre as atendidas pelo SUS, 56% das gestantes negras e 55% das pardas afirmaram que realizaram menos consultas pré-natal do que as brancas. A orientação sobre amamentação só chegou a 62% das negras atendidas pelo SUS, enquanto que 78% das brancas tiveram acesso a esse mesmo serviço. — Ser diferente é uma coisa. Agora, isso transbordar para manifestações de preconceito, de racismo, que faça com que uma mulher ...

Leia mais
Reprodução/Facebook

O Coletivo Maria Felipa e a luta antirracista no Ministério Público do Estado da Bahia

Negro. Negra. Negritude. Pretitude. Atitude preta. Consciência e Ação. Orgulho. Mergulho no mundo, no meu mundo. O mundo do preto, do cabelo crespo, do nariz largo, da boca carnuda, da pele preta. Cor? Raça? Amor? Desamor? Racismo? É crime. Sim, é crime. Eu quero respeito, quero espaço! Quero respirar e me libertar! Liberte-se você também! Solte os seus cabelos, as amarras, as correntes, e tudo que te prende; tudo que te impede de respirar e ser livre... Pensar, falar, gritar, escrever, cantar, dançar, estudar, brigar também, se preciso for! Sorrir, atento ao seu humor. Fazer tudo o que quiser... do seu jeito, do seu jeito preto! Que é seu, só seu...Lindo como é. Conecte-se com as suas raízes. Oh, negra cor, como eu te amo... e te admiro, e me encanto... Com seus traços Com meus laços, Que se envolvem nos teus. Obrigada mãe África! Gratidão a minha história, a ...

Leia mais
urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Negros e mulheres avançam nas urnas e aumentam presença no 2º turno das eleições

No ano de estreia da regra que obriga os partidos políticos a distribuir de forma proporcional a verba pública de campanha entre os candidatos brancos e negros, os pretos e pardos tiveram um avanço na eleição para prefeitos, mas o desempenho ainda está longe de refletir o retrato da população brasileira. O resultado das urnas mostra que 32% dos prefeitos eleitos no primeiro turno, em todo o país, se declararam negros (pretos ou pardos). Os brancos somaram 67%. Os números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), compilados pelo DeltaFolha, mostram um avanço em relação a 2016, quando os prefeitos eleitos brancos, no primeiro turno, somavam 70,4%, contra 29% de negros. Apesar do crescimento, o resultado ainda está bem distante de refletir a divisão entre negros e brancos na população brasileira —56% são pretos e pardos— e entre os próprios candidatos lançados —50% foram negros, 48%, brancos. Já em relação às mulheres, ...

Leia mais
Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes pedia que fosse garantido à mulher o “direito de conhecer e decidir sobre seu próprio corpo”. (Foto: ARQUIVO/SENADO FEDERALA)

Como o movimento de mulheres no Brasil contribuiu para construção do SUS

Criado pela Constituição de 1988 após anos de luta do movimento sanitário na década de 1970 e 1980, o SUS (Sistema Único de Saúde) contou com contribuição substancial do movimento de mulheres para se concretizar. A criação de um modelo de “serviços públicos de saúde coletiva e assistência médica integrados” era um dos pleitos da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, entregue em 1987. Mas já no início daquela década a articulação feminina para garantir um acesso amplo à saúde no Brasil ganhava força. Em 1983, no governo de João Batista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - foi criado dentro do Ministério da Saúde o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). “A demanda por saúde era muito forte no movimento de mulheres no Brasil. Os grandes grupos feministas tinham como centro questões associadas à saúde, à contracepção, planejamento familiar”, conta a médica Ana Maria Costa, ...

Leia mais
Monitor da violência - feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

Feminicídio: 74% das mulheres mortas no RJ eram mães, aponta pesquisa

Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisa de Gênero, Raça e Etnia da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro mostra que a grande maioria das vítimas de feminicídio no estado eram mães e que os agressores tinham vínculo íntimo com elas. O RJ1 teve acesso em primeira mão aos dados da pesquisa, que analisou processos de feminicídios julgados pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, as vítimas são, em sua maior parte, mulheres pardas e brancas, com idades entre 25 e 45 anos e que 74% das mulheres assassinadas eram mães. A maior parte dos agressores também está nessa faixa etária, entre 25 e 45 anos. Mais da metade deles, segundo a pesquisa, usava algum tipo de droga ou medicamento. Além disso, 90% dos agressores tinham vínculo íntimo com as mulheres que mataram, sendo que 39% deles moravam com elas. A juíza ...

Leia mais
urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Partidos descumprem regra de repasse de verba eleitoral para negros e mulheres

A distribuição feita pelos partidos da verba pública de campanha não está cumprindo, até o momento, a regra de divisão proporcional entre homens e mulheres, negros e brancos. Compilação feita pelo DeltaFolha com base na prestação de contas parcial dos candidatos entregue à Justiça Eleitoral mostra que apesar de pretos e pardos somarem 50% do total de candidatos, eles foram destinatários de cerca de 40% da verba dos fundos Eleitoral e Partidário. Os autodeclarados brancos reúnem 60% do dinheiro, apesar de representarem 48% dos candiatos. Decisão de outubro deste ano do Supremo Tribunal Federal estabeleceu que os partidos devem dividir o dinheiro público de campanha de forma proporcional ao número de candidatos negros e brancos que lançarem. Apesar de a legislação determinar desde 2018 distribuição dos recursos às mulheres na proporção das candidaturas lançadas (neste ano, 33,5%), por ora a maior parte das siglas não cumpriu essa regra. Na média, ...

Leia mais
(crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

DF é a capital que mais registrou agressões contra mulheres em 2019

O Distrito Federal foi a capital que mais registrou casos de violência doméstica em 2019. De acordo com os dados do 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira (19/10), a capital federal teve 16.549 casos no ano passado — 7,1% a mais que em 2018. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Neste cenário, ainda segundo o estudo, o DF fica à frente de cidades como São Paulo, que registrou 11.403 casos de violência doméstica em 2019; Rio de Janeiro, com 8.966; e Belo Horizonte, com 7.744. Feminicídios e estupros Além das agressões domésticas, Brasília foi a segunda capital com mais registros de feminicídios no país. Segundo os dados, foram 33 casos em 2019 ...

Leia mais
'As universidade são ainda um lugar de exclusão', diz Marina Reidel, diretora de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (Arquivo Pessoal)

‘Ser exceção sempre dificulta’: conquistas e barreiras vividas pela crescente parcela de transexuais nas universidades

Provas, leituras, prazos, novas pessoas — estar em uma universidade traz desafios para qualquer um. Entretanto, para um grupo pequeno porém crescente, estes desafios costumam se somar ainda ao preconceito, à incompreensão e a angústias. Esse é o relato de transexuais (pessoas que cuja identidade de gênero difere daquela designada no nascimento) que, em um fenômeno recente, estão chegando às universidades brasileiras, seja como alunos, professores ou pesquisadores. De acordo com a antropóloga Brume Dezembro Iazzetti, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela própria transexual, o ingresso de pessoas trans em instituições de ensino superior é recente no país, datando dos últimos dez anos. Isso é visto tanto em inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em outros vestibulares, quanto no aumento da quantidade de defesas de dissertações e teses escritas por eles. "Os temas abordados são diversos, havendo a presença de transexuais em todas as áreas de conhecimento, ...

Leia mais
Debora Diniz pesquisa o aborto no Brasil há 25 anos Foto: Arquivo Pessoal

Debora Diniz: ‘A criminalização do aborto mata, persegue e não reconhece a capacidade de escolha das mulheres’

O aborto não saiu do debate público desde que o caso da menina do Espírito Santo, grávida aos 10 anos de idade após ser estuprada por um tio, veio à tona no mês passado. A pressão sofrida pela criança para manter a gravidez, mesmo tendo o direito legal de interrompê-la, e as cenas de extremistas religiosos em frente ao hospital onde ela seria atendida a chamando de assassina geraram revolta. Pouco tempo depois, a mobilização se voltou para a uma portaria editada pelo Ministério da Saúde que dificultava o acesso ao aborto legal em caso de estupro ao obrigar os profissionais de saúde a notificarem à polícia ao acolher mulheres vítimas de violência sexual e a informarem a gestante sobre a possibilidade de visualização do feto por meio de ultrassonografia. A medida foi imediatamente repudiada por uma série de especialistas em direitos reprodutivos e representantes do movimento de mulheres, e ...

Leia mais
Marcha das Mulheres 2017 (Foto: Natália Carneiro)

A cruzada contra as mulheres brasileiras

Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria. É importante que as mulheres brasileiras, cidadãs com plenos direitos, saibam que, na esfera das Nações Unidas, é com esses países que o Brasil se alia em temas relativos aos seus direitos humanos. Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tal posição na ONU? Em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cujo tema principal era a aprovação de resolução proposta pelo México sobre a discriminação contra mulheres e meninas, o Brasil, ...

Leia mais
Bolivianos em trabalho análogo ao da escravidão
Imagem: Apu Gomes/Folhapress

Moda escrava: mulheres são maioria em trabalho indigno na área têxtil em SP

No ano passado, 139 pessoas foram resgatadas em condições análogas ao trabalho escravo em São Paulo. Segundo levantamento inédito do Ministério Público do Trabalho do estado, feito a pedido de Universa, entre as vítimas 44 eram mulheres. E, dessas 44, 43 trabalhavam em oficinas de costura. Apenas uma atuava como doméstica. Os dados abrangem a capital, o Grande ABC e a Baixada Santista. O setor têxtil é o que mais recebe denúncias por recrutar pessoas de forma insalubre na região. E as mulheres são a grande maioria das vítimas em condição de trabalho análogo à escravidão nesse setor. Segundo especialistas, a exploração delas é um efeito do machismo nesse meio, que vê na tarefa de corte e costura algo a ser realizado por esse público, e também por ser de fácil aprendizado para elas. O Código Penal brasileiro identifica trabalho análogo à escravidão aquele em que as condições de trabalho ...

Leia mais
Desaparecimento de mulheres é problema crescente no Peru (Foto: GETTY IMAGES)

A ‘epidemia silenciosa’ de desaparecimento de mulheres no Peru

No fim da tarde de 18 de janeiro, Dominga Román, de 46 anos, deixou sua casa no distrito de Sayán, no centro do Peru e nunca mais voltou. Alguns dizem que ela foi a uma festa com uma amiga, outros, que a viram depois em um ponto de ônibus e há inclusive relatos de que ela estava andando em determinada rua ou que entrou em um táxi. "Ninguém nos contou realmente o que aconteceu. Já se passaram seis meses e ainda não sabemos nada, onde ela está, o que aconteceu com minha mãe", diz Oriana Romero, filha de Dominga, uma das centenas de mulheres que desapareceram no país até agora este ano, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. No dia seguinte, o celular de Dominga não tinha mais sinal. Oriana tentou se comunicar com ela várias vezes e, não obtendo resposta, foi a Sayán ...

Leia mais
Elsimar Coutinho (Foto: Adilton Venegeroles/Ag. A Tarde)

Elsimar Coutinho e o domínio sobre o corpo de mulheres negras e seus filhos

No turbilhão de conteúdos que lotaram as redes sociais no último final de semana sobre a sucessão de violências sofridas pela criança, uma menina de 10 anos, do Espírito Santo, vítima da monstruosidade criminosa do tio, da burocracia machista do Estado e do fanatismo religioso, que tentou impedir a esperança dela ainda viver um pouco da infância, como criança que é, dois conteúdos chamaram muito atenção. Primeiro uma charge que expressa a hipocrisia e a seletividade de quem se diz lutar pela vida. Outro, mais espantoso, foi um tuíte que recomendava como forma de convencimento àquelas pessoas que se encontravam na porta do hospital, acusando médico e criança de assassinos: digam que esse ser gerado do estupro poderá crescer e se tornar um marginal. Pronto, será suficiente para que eles preguem a morte. O tuíte, em outras palavras, expressava essa ideia, relacionada diretamente ao exercício que a sociedade vem fazendo ...

Leia mais
Imagem retirada do site RBA

Na lei desde 1940, aborto legal não saiu do papel para mulheres pobres

O caso da menina de 10 anos que viajou do Espírito Santo a Recife para interromper a gravidez fruto de estupro mostra, entre outras coisas, que uma lei em vigor há 80 anos para garantir esse direito ainda não saiu do papel. Sobretudo quando as vítimas da violência são pobres e negras, conforme Bárbara Pereira, integrante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. “Desde 1940 o direito ao aborto em caso de estupro é previsto em lei. Mas na prática não é o que acontece. As mulheres e meninas pobres e negras não exercem esse direito. São as que mais sofrem e morrem devido a abortos inseguros e também as que mais demoram a relatar a violência sofrida”, diz Bárbara. O Código Penal Brasileiro, de 1940, que tipifica o aborto como crime, também estabelece que não há ...

Leia mais
Página 1 de 112 1 2 112

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist