segunda-feira, julho 6, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Mulheres'

    Foto: Getty Images

    Sonhos negados: violência faz mulheres negras desistirem da maternidade

    "Sempre foi meu sonho ser mãe. Falava que queria ter quatro filhos, ter uma casa cheia, sabe?" Mariana Evaristo vive um conflito. A advogada mineira de 32 anos desistiu da maternidade por medo do que poderia acontecer. "Todo santo dia eu penso na violência que esse filho sofreria." Joseane Damasceno, assistente social cearense de 32 anos, passa pela mesma situação. "Aqui onde moro não tem um mês em que um jovem não é assassinado. Tenho muito, muito medo da realidade de genocídio em que vivemos." A carioca Buba Aguiar, patologista e socióloga de 27 anos, e Ana Luiza Guimarães, socióloga que vive em uma periferia no entorno de Brasília, amargam aflição igual. "Dá desespero de colocar o filho no mundo para perder para o Estado numa operação ou numa abordagem policial", diz a primeira. Mariana, Joseane, Buba e Ana Luiza são mulheres negras, que conversaram com o TAB sobre como ...

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    Divulgação

    Live terá como tema a Campanha Julho das Pretas – “A vida de meninas e mulheres negras importam”

    A Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, lança na próxima quarta-feira (01.7) a Campanha Julho das Pretas - “A vida de meninas e mulheres negras importam”. O evento será realizado por meio de transmissão ao vivo, a partir das 15h, simultaneamente nas páginas oficiais do Governo do Estado no Facebook e Instagram. A campanha tem como objetivo colocar em evidência o debate sobre as políticas públicas de enfrentamento ao racismo, aos preconceitos e a todas as formas de violação de direitos, reafirmando o protagonismo e a participação das mulheres negras nos espaços políticos. Esse é o segundo ano que o Governo do Estado realiza uma campanha dedicada especialmente às mulheres negras, em alusão ao dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-Americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em Mato Grosso do Sul, a lei nº ...

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    Reprodução/Instagram@literaturanegrafeminina

    Escrita de Mulheres Negras em quarentena: autocuidado e sobre(vivência)

    Reconhecemos a existência de um vasto campo literário produzido por mulheres negras escritoras, que na maioria das vezes, não conseguem se perceber nesse espaço por conta de toda a invisibilidade, machismo e racismo que temos dentro e fora da categoria. E no campo virtual, isso não seria diferente. Neste ensaio, vamos refletir sobre a produção de 40 autoras negras brasileiras de diversas regiões do país, a partir de uma convocação feita pelo instagram Literatura Negra Feminina, idealizado pelo Coletivo Mjiba em maio de 2020, para que as seguidoras enviassem seus poemas sobre autocuidado e sobre(vivência), neste período de pandemia no qual estamos em isolamento social para combater a disseminação da Covid-19. Coincidentemente recebemos 40 textos, que estão sendo publicados um por dia, a maioria inéditos e produzidos para participar dessa ação. Entendemos como autocuidado, a busca por cuidar de si mesma, contemplando todas as necessidades que o corpo e a ...

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    iStock; Lily illustration

    Para as mulheres negras, o autocuidado não é apenas uma palavra da moda. É um ato de resistência radical.

    Texto de Nambi J. Ndugga originalmente publicado em The Lily Como mulher negra e pesquisadora de saúde pública que vive e trabalha em Boston , vejo em primeira mão como a segregação afeta os resultados de saúde de negros e pardos em comparação com os brancos. Trabalhando neste campo, tive que construir sistemas de apoio e mecanismos de defesa que me permitissem estudar, conscientizar e abordar as desigualdades na saúde sem ser esmagado por seu peso e magnitude. Mal sabia eu que uma pandemia global e a persistente brutalidade policial experimentada por negros usariam esses mecanismos, me isolariam das comunidades de apoio e abririam caminho para uma onda de tristeza pela qual eu estava lamentavelmente despreparado. A dor No fim de semana do Memorial Day, a primeira página do New York Times listava 100.000 nomes daqueles que morreram da covid-19. Dos mortos, mais de 20% eram negros. Pouco tempo depois, surgiram notícias sobre o assassinato policial de George Floyd, um ...

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    Duas ou três questões sobre mulheres negras, relações não monogâmicas e questões raciais

    Começo esses escritos sobre afetividades das mulheres negras, relações não monogâmicas e questões raciais olhando para minhas próprias memórias, no dia cinquenta e três da quarenta em virtude da pandemia de covid-19. Estou a dois anos num relacionamento heterossexual, aberto e inter-racial. Eu brinco que nós somos iguais, só que ao contrário. Ele, homem branco, olhos verdes, classe média, casa própria, pais universitários. Eu, mulher negra, pele escura, pais com ensino fundamental, vivendo de aluguel. Ele, gosta das imagens, da tecnologia, da comunicação, diz que “chama todo mundo que conhece de amigo"... eu, da escrita, dos livros, da música ouvida em silêncio, conto meus amigos nos dedos. Ele, se diz uma porta, mas tem um coração que cabe até quem não conhece. Eu, que sinto tudo muito, alterno minha empolgação infantil com a com momentos de severa rabugice. Cultivamos juntos o gosto pela terra, pela cultura, pela estrada, por fazer ...

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    Imagem: adobe

    Manifesto 2020 – Rede de Mulheres Negras Evangélicas do Brasil

    Nós, mulheres negras cristãs, jovens e adultas oriundas de distintas tradições do protestantismo brasileiro (metodistas, assembleianas, batistas, anglicanas, pentecostais), de diferentes regiões brasileiras, levantamos nossas vozes em favor da vida de todas as mulheres negras e da população negra do Brasil. É sob o amor, a esperança e o doce sussurro de Ruah (1) que nos movemos e somos unidade. Somos nós, mulheres negras que mais sofremos com as reverberações de uma política pública racista e misógina. A pandemia do novo coronavírus escancarou nosso sofrimento histórico, psíquico e social e revelou a profundidade do cinismo dos que trabalham a serviço da morte e se mantém afastados do Evangelho. Como disse o Bom Mestre, “pelos frutos reconhecereis a árvore” (Mateus 7.16). Nesse momento de medos e perdas, testemunhamos nossas irmãs, irmãos, nossas crianças e nossos velhos terem suas vidas negligenciadas pela vaidade de governantes incompetentes e perversos. Sofremos com a falta ...

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    Adobe

    As mulheres e a choupana

    Para que você entenda a história, peço para que deixe o máximo que possas fora da roda. Se possível traga a alma da criança curiosa, daquela que não se preocupa com a lógica. Senta-se, fique de cócoras, deite-se no chão, fique à vontade. Já viste um pau de fita? A música é mais ou menos assim. Cada uma recebe os primeiros raios do sol do jeito que lhe cabe; Uma pegam a trouxa de roupa e vai a fonte; Outras esquentam a água para o café e a preparam o de comer aos seus; Algumas só a água barrenta tem para cozinhar os últimos grãos de feijão Outras se dirigem para a condução, precisam esquentar a panela dos outros Outras não chegarão a tempo de pegar seus filhos acordados seja do sono da noite ou da morte E já se preparam para um novo labor, dia aqui outro acolá Cada ...

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    Algumas das candidatas à vice da chapa de Joe Biden: Kamala Harris, Elizabeth Warren, Susan Rice e Keisha Lance Bottoms (Foto: Reprodução/Veja)

    As mulheres de Biden: adversário de Trump busca vice para sua chapa

    Joe Biden, o adversário de Donald Trump para as eleições presidenciais marcadas para novembro nos Estados Unidos, prometeu escolher uma mulher como sua candidata a vice. Com o crescimento dos protesto contra o racismo e a violência policial em todo o país, se multiplicam pedidos para que o democrata anuncie uma representante da comunidade afro-americana como sua companheira de chapa. Ter uma mulher negra ao seu lado pode ser a chave para Biden consolidar o apoio dos afro-americanos, um grupo eleitoral de extrema importância nas eleições. O ex-vice-presidente da era de Barack Obama já conta com boas taxas de aprovação entre a comunidade, mas pode fortalecer ainda mais sua candidatura ao demonstrar seu total apoio à causa durante a maior onda de protestos nos Estados Unidos do século 21. As manifestações, motivadas pela morte de George Floyd por um policial branco em Minnesota, já completam mais de três semanas. As ...

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    Adobe

    Sobre a prostituição de mulheres negras no Pós-Abolição

    Em 7 de fevereiro de 1896, com o título “Mais um crime! uma mulher assassinada”, o Jornal do Brasil noticiou em detalhes a morte da prostituta Luiza Argentina Reis.  Anteontem saiu Clara Balon em companhia de seu amante, Sabino Iglezias Peres, indo ambos ao teatro, tendo deixado em casa Argentina, em companhia de um rapaz português, ainda moço, claro, o qual lhe havia sido naquele momento apresentado por Argentina. Voltando do teatro, à (sic) uma hora da noite mais ou menos Clara entrou para o interior da casa, enquanto Sabino dirigiu-se a uma venda próxima para comprar uma garrafa de cerveja. Notando a ausência de Luiza e vendo sobre a mesa uma garrafa e dois copos, Clara foi ao quarto ocupado pela sua nova inquilina e aí encontrou-a jazendo por terra, com um ferimento que ainda gotejava sangue (...). Comunicado a polícia o ocorrido, compareceu imediatamente o dr. Carijó, 1º ...

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    (Foto: Reprodução/ Negras Plurais)

    De licença-maternidade e em meio à pandemia, ela decidiu impulsionar os negócios de mulheres negras

    Quando Caroline Moreira, de 35 anos, se movimenta, pelo menos duas mil profissionais negras de sua rede de contatos se movimentam com ela. E a empresária, que se tornou referência quando o assunto é impulsionar o empreendedorismo negro, decidiu que não podia parar sua luta antirracista por protagonismo negro nem durante a licença-maternidade. Por isso, nos últimos seis meses, idade da pequena Luna, a CEO da Negras Plurais decidiu continuar o processo de criação do primeiro aplicativo de oferta de produtos e serviços de mulheres pretas da América Latina e, diante da pandemia, acelerou o passo. Quando olho para os meus filhos - além de Luna, ela tem Miguel, de 7 anos -, sinto culpa por não estar me dedicando tanto quanto gostaria, mas acredito que a luta antirracista é mais urgente agora porque estou trabalhando para construir um mundo para eles. Acredito que eles vão entender o que estava ...

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    (Foto: Day Rodrigues)

    Carta às mulheres solteiras: agência, amor próprio e a solidão da mulher negra

    Nesse dia dos namoradXs, eu fiquei com vontade de falar sobre algumas coisas que têm visitado os meus pensamentos. Não me dirijo a vocês com a intenção de fazer generalizações sobre as vivências das mulheres negras, mas se a minha experiência servir para acalentar algumas das minhas irmãs, esse texto fica como um presente pelo dia de hoje. Se isso não acontecer, tudo bem! Seguimos no caminho de aprender com as nossas diferenças! Faz tempo que eu tenho refletido em relação os rumos que a discussão sobre a solidão da mulher negra tem tomado. Entendo a gravidade do fato de mulheres como eu se casarem menos e enfrentarem problemas sexistas e racistas nos relacionamentos, sendo eles interraciais ou não. Contudo, eu, também, sinto a necessidade de trazer para esse debate mais reflexões sobre amor próprio e as escolhas que nós, mulheres, fazemos. Decisões que estão inseridas em um conjunto de ...

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    Ao redor do mundo, lideranças femininas estão a frente de algumas das melhores estratégias já vistas até aqui no combate ao novo coronavírus (Imagem retirada do site BBC)

    Coronavírus: por que países liderados por mulheres se destacam no combate à pandemia?

    E estas lideranças estão sendo elogiadas na mídia e nas redes sociais por suas atitudes, bem como pelas medidas que introduziram em face da atual crise global de saúde. Um artigo recente da colunista Avivah Wittenberg-Cox na revista Forbes as considerou "exemplos de verdadeira liderança". "As mulheres estão se colocando à frente para mostrar ao mundo como gerenciar um caminho confuso para a nossa família humana", escreveu. As mulheres representam 70% dos profissionais de saúde em todo o mundo. Já no mundo político, em 2018, elas eram apenas dez dos 153 chefes de Estado eleitos, de acordo com a União Interparlamentar. Apenas um quarto dos membros dos Parlamentos do mundo são mulheres. Embora também haja outros fatores sociais e econômicos que favoreçam estes países no enfrentamento à pandemia, analistas acreditam que as trajetórias sociais das mulheres — e não qualquer condicionamento biológico — tornem sua conduta como líderes também diferentes. ...

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    As três fundadoras do movimento em protesto recente © Pixabay

    ‘Black Lives Matter’: As três mulheres negras por trás do movimento contra o racismo

    Foi chorando lágrimas de indignação por conta da absolvição de George Zimmerman, assassino do jovem negro Trayvon Martin, morto a tiros aos 17 anos, em 2013, que a escritora, professora e ativista Alicia Garza escreveu uma postagem nas redes sociais da qual nasceria um dos mais importantes movimentos sociais e políticos no combate ao racismo da atualidade. “Pessoas negras. Eu amo vocês. Eu nos amo. Nossas vidas importam. Vidas negras importam”, dizia. A artista e ativista Patrisse Khan-Cullors compartilhou a postagem, cunhando a hashtag #BlackLivesMatter; quando viu a hashtag, a escritora Opal Tometi procurou pelas duas mulheres negras e ativistas que começavam a dar voz à indignação de um povo: e nascia o movimento Black Lives Matter, que atualmente em todo o mundo grita em protesto pelo valor das vidas negras contra a violência e o racismo. Desde o brutal assassinato de George Floyd por um policial nos EUA e ...

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    ONU Mulheres/Divulgação

    ONU Mulheres faz chamada de projetos para organizações de defensoras de direitos humanos em resposta à pandemia Covid-19

    De 2 a 21 de junho, chamada seguirá aberta para receber projetos de organizações lideradas por mulheres e voltadas à promoção dos direitos das mulheres com conhecimento especializado e experiência no trabalho com mulheres defensoras de direitos humanos. São estimuladas apresentações de vários grupos de mulheres, entre elas: mulheres negras, quilombolas, indígenas, lésbicas, bissexuais e transexuais, jovens, mulheres com deficiência, mães de vítimas da violência urbana, trabalhadoras rurais, extrativistas, ambientalistas, ativistas por direitos sexuais e reprodutivos, pelo enfrentamento à violência contra mulheres, pelos direitos das mulheres em situação carcerária, pelo direito à terra e à moradia, pelo direito à saúde mental, à participação política, professoras, advogadas, jornalistas, lideranças comunitárias e religiosas atuantes em periferias urbanas Documentação: Termo de Referência |  Anexo I | Anexo II | Formulário de Autodeclaração A ONU Mulheres Brasil torna pública, nesta terça-feira (2/6), a abertura da Chamada Nº 01/2020 – Chamada da ONU Mulheres Brasil para apoio financeiro a Organizações de Defensoras de ...

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    Mulher caminha por rua da Saúde, na Zona Sul de SP (Foto: Arquivo/Celso Tavares/G1)

    Recessão gerada pela pandemia impacta mais mulheres e negros no mercado de trabalho

    O quadro recessivo gerado pelo isolamento social atingiu quase todos os setores da economia e trabalhadores, como mostraram os dados do Produto Interno Bruto (PIB), que mostraram que a economia brasileira encolheu 1,5% no primeiro trimestre. Mas grupos que ocupam, historicamente, posições menos favoráveis no mercado de trabalho têm sido impactados com maior intensidade, como é o caso das mulheres e da população negra. O canal de contágio da atual crise sobre o trabalho feminino tem sido, principalmente, o trabalho doméstico, com muitas dessas trabalhadoras - a maioria negras - sendo dispensadas por seus empregadores com pouca ou sem remuneração. As mulheres também são atingidas pelo modo como se inserem no mundo do trabalho: elas ainda são minoria nos postos ligados à produção, como a indústria, transportes e construção, atividades consideradas essenciais nos decretos governamentais de isolamento social. Já entre os serviços não essenciais estão os salões de beleza e ...

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    Solenidade em comemoração da Semana da Enfermeira na Praça Cruz Vermelha, em 1960, no Rio de Janeiro. (Fonte: Agência Nacional, Arquivo Nacional)

    Mulheres negras romperam o paradigma da enfermeira padrão no início do século 20, revela pesquisa

    Embalado pelas invenções e novidades do final do século anterior, o século 20 trouxe ares de modernidade. Logo em suas primeiras décadas, transformações no cenário político, artístico, econômico e cultural, ampliadas pelo surgimento da comunicação de massa, alteraram o cenário mundial. Nesse período, o Brasil também passava por transformações, tanto na política e economia, como também no campo social, como a aceleração do processo de urbanização, alterações de hábitos e costumes e o término oficial da escravidão. Na primeira metade do século 20 também ocorreu o processo de institucionalização da enfermagem profissional, que de um lado, procurava se afirmar como profissão de elite, e de outro, se configurava em uma oportunidade de mobilidade social para mulheres negras e mestiças. Essa aparente contradição é uma das primeiras conclusões do pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Otávio Ferreira, em seu projeto Enfermagem e raça: biografia coletiva de mulheres negras e ...

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    Divulgação

    Festival reúne mulheres percussionistas para apresentações em casa

    O encontro musical que reúne mulheres percussionistas para apresentações artísticas, oficinas e diálogos sobre música, corpo e saúde, este ano propõe um xirê-virtual com percussionistas de várias cidades brasileiras. Realizada nos anos de 2018 e 2019 nas ruas e espaços culturais das cidades de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo da Bahia, a edição 2020 acontece nos dias 28 e 29 de maio e as performances serão a partir da casa de cada artista convidada, transmitidas pelo perfil @yakurinxire nas redes sociais. Na programação deste ano estão nomes como Nânan Matos (The Voice Brasil), Mestra Janja, Mônica Millet, Mesta Jociara, Verônica Bonfim entre outras. Em iorubá, Yakurin significa ‘Mulheres que tocam’ e Xirê, ‘festa’. A promessa é de que este ano as entregas serão muitas: apresentação musical; história dos instrumentos percussivos; canto; performances múltiplas que expressam a relação corpo-música-percussão-saúde. As percussionistas, cantoras e pesquisadoras Emillie Lapa ...

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    BORDADO: COLETIVO/ FOTO: ISANELLE NASCIMENTO

    Este texto é sobre mulheres

    Quando pensei em escrever sobre a experiência de relacionamento que tive nos últimos meses com um homem, meu primeiro impulso foi de expor, denunciar e apontar culpados/as pelo vivido e experimentado. Culpar e denunciar a pessoa que eu julgava ser o personagem principal dessa minha história, culpar os espaços que julgo acolhedores, mas que de certa forma, abrigam a existência desse tipo de “criatura”, e elas são muitas entre nós. Culpar as mulheres que “se permitem” viver essa situação, como se essa decisão fosse uma opção simples… Enfim, queria achar culpados/as pela minha experiência ruim, pelos meus enganos, pelas minhas arranhaduras ainda não saradas. Guardei esse impulso inicial e consegui, com esse tempo a mais, revisitar essa experiência e como sempre faço, compreende-la a partir da minha percepção de mulher negra e como consequência das migalhas que nos oferecem neste “mercado afetivo” e que muitas vezes a gente agarra e ...

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    CLASSEN RAFAEL / EYEEM VIA GETTY IMAGES

    Violência obstétrica: outra face da violência contra as mulheres

    As redes sociais possibilitaram que mulheres de lugares diferentes e níveis sociais distintos compartilhassem experiências de humilhação, maltrato e violência vivida no meio médico-hospitalar em uma etapa particular de suas vidas: o parto. Compartilharam experiências de desrespeito, de procedimentos realizados sem anestesia ou sem seu consentimento, de uso de técnicas agressivas, de falta de intimidades e confidencialidade, entre várias outras. Identificaram suas vivências como maltrato ou violência; contudo o que viveram não tinha um nome. Nos últimos anos, essa experiência começou a ser nomeada, especialmente por movimentos de mulheres na América Latina: violência obstétrica. Em geral, considera-se violência obstétrica aquela sofrida por mulheres durante a atenção ao parto nos centros de saúde. Essa violência é objeto de questionamentos. Ainda não há um consenso internacional acerca do termo para nomear certas condutas violentas na atenção ao parto, e se questiona se referidas condutas poderiam configurar um tipo de violência. Essas discussões ...

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    “Sigam as elefantas: mulheres em tempos de pandemia”

    Na selva africana, os caminhos para evitar caçadores e predadores, o conhecimento da memória coletiva, os alarmes e saudações da manada são liderados pela elefanta mais velha. É ela quem transmite aos animais sob seu comando a segurança para seguir adiante, quem dá o alerta para recuar, quem reconhece o perigo e decide o que fazer, para onde ir. Ela é a mais velha, a mais sábia, a liderança inconteste que abre os caminhos para que todos sigam em segurança. Ela nunca se esquece e nada teme. As mulheres gregas desenhavam os perfis de seus amados na parede a partir da sombra projetada enquanto dormiam para que não fossem esquecidos depois de morrerem na guerra. Beatriz Galindo, a Latina, dama de companhia de Isabel de Castilha, a rainha católica, para não perder a guarda dos filhos quando ficou viúva, se tornou freira e assim, na prática, foi a primeira mulher ...

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