sexta-feira, dezembro 4, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Racismo'

    Divulgação

    Anistia Internacional lança a campanha “Toda Friday é Black” para enfrentamento permanente do racismo estrutural e das violações dos direitos humanos no Brasil

    - Campanha convida organizações e público em geral para reflexão e ação na luta antirracista, propondo que todas as sextas-feiras sejam dedicadas ao debate do tema A Anistia Internacional Brasil lança nesta sexta-feira, 27 de novembro – data de realização do evento varejista “Black Friday” no Brasil, a campanha “Toda Friday é Black”, para engajar pessoas comuns em ações de superação do racismo e seus desdobramentos e para garantir os direitos universais da população negra brasileira. É a maior iniciativa da organização na pauta antirracista até o momento, desde a campanha Jovem Negro Vivo, de 2014. Uma petição será aberta para pressionar as autoridades brasileiras a criarem o Comitê de Acompanhamento e Monitoramento das Diretrizes Nacionais sobre Empresas e Direitos Humanos, que está na legislação desde 2018, mas nunca foi colocado em prática. Se este Comitê estivesse atuante, muita coisa poderia ter sido diferente e muita tragédia poderia ter sido ...

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    Prêmio Jabuti promove mudanças para tentar se manter relevante | Foto: Prêmio Jabuti / Divulgação / CP

    Jabuti destaca obras sobre racismo e ainda consagra os versos da poeta Cida Pedrosa

    Na sua 62ª edição, o prêmio Jabuti seguiu sua tendência recente de destacar obras publicadas por casas independentes. O livro do ano foi "Solo para Vialejo", da pernambucana Cida Pedrosa, publicado pela Cepe Editora, também de Pernambuco. No ano passado, o escolhido foi o ensaio "Uma História da Desigualdade", da editora especializada Hucitec, e dois anos atrás o também poeta Mailson Furtado Viana chamou atenção ao ser premiado por um livro publicado de forma autônoma. “Este é um livro da volta, uma migração ao contrário, do mar para o sertão”, disse a autora em seu agradecimento. “Eu conto onde encontro minha ancestralidade, minha avó índia, meu pai, descendente de portugueses. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na cabeça e tinham que se espraiar na forma de um livro.” Não é a única vitória da autora este mês, aliás. Pedrosa foi eleita vereadora do Recife no ...

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    Isadora Brandão (Reprodução/Facebook/Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher)

    General Mourão e o racismo de denegação

    Em entrevista concedida no último dia 20 de novembro, o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, afirmou categoricamente “e com toda a tranquilidade” que não existe racismo no Brasil. Para comprovar o seu argumento, o militar recorreu à corriqueira comparação com os Estados Unidos, onde morou por 2 anos, durante o final da década de 60. Segundo ele, na escola que frequentava, “o pessoal de cor” andava separado. Ele também declarou ter ficado impressionado ao constatar que as pessoas negras eram obrigadas a ocupar os assentos traseiros dos ônibus. A declaração despertou curiosidade: como o general terá sido racialmente classificado na sociedade estadunidense? Teria sido ele destinatário da hostilidade racial que descreveu? Como tal experiência impactou na sua auto-identificação racial e na sua leitura a respeito da pertinência da luta antirracista na diáspora? Na sociedade estadunidense vige a regra da hipodescendência, segundo a qual uma pessoa que tenha “uma gota ...

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    Para 75% da população paulistana, racismo é um problema central na cidade e deve ser enfrentado com políticas públicas (Foto: Pixabay)

    Para 83%, racismo e discriminação cresceram em São Paulo, diz pesquisa

    São Paulo – As declarações do presidente Jair Bolsonaro e de seu vice, Hamilton Mourão, negando existir racismo no Brasil, não condizem com o que pensa boa parte dos brasileiros. Sobretudo a população paulistana. Segundo a edição de 2020 da pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais”, da Rede Nossa São Paulo, o racismo existe e está em alta na capital paulista. De acordo com o levantamento, chega a 83% das pessoas entrevistadas a percepção de que discriminação contra a população negra aumentou nos últimos dez anos. O estudo buscou identificar, além da percepção sobre discriminação em São Paulo, a opinião sobre medidas que possam ajudam a combater o racismo na cidade. E também a sensação em relação ao impacto dos protestos ocorridos em diferentes lugares do mundo – especialmente depois da morte do norte-americano George Floyd. A Rede Nossa São Paulo quis saber ainda qual o papel das pessoas ...

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    Caso Carrefour: "Será que esse comportamento agressivo e covarde de seus seguranças no Brasil, mesmo que terceirizados, teria lugar na França?" - Guilherme Gonçalves/Fotos Públicas

    Mais um brutal episódio que se encaixa no racismo patente no país

    No Dia da Consciência Negra deste ano a notícia mais comentada na imprensa e nas redes sociais foi o assassinato brutal de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, jardineiro, cometido por dois seguranças do Supermercado Carrefour, em Porto Alegre, acompanhado de perto por funcionária da empresa que nada fez para impedir a ação violenta. A primeira negra eleita para a Câmara de Vereadores de Joinville, a professora Ana Lúcia Martins, pelo Partido dos Trabalhadores, recebeu uma mensagem virtual ameaçadora – “agora só falta a gente matar ela e entrar o suplente que é branco (sic)” -, além de ter, logo após o resultado das urnas, suas redes sociais invadidas. Embora elogiada no trabalho, uma recepcionista negra de clínica médica em Nova Lima, Grande Belo Horizonte, foi demitida porque apareceu, depois do período de férias, com tranças, visual que “não combinaria com a imagem da clínica”. A recepcionista se recusou ...

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    Foto: Getty Images

    Racismo mata: o caso do Carrefour e outros tantos Brasil adentro

    20 de Novembro é Dia da Consciência Negra. Conquista arrancada pelo Movimento Negro para assinalar a persistência do racismo que estrutura e dá forma ao Brasil, a data segue sendo uma construção renovada pelas forças vivas da negritude e homenageia nosso líder quilombola, revolucionário, Zumbi dos Palmares. 20 de novembro de 2020. O Brasil é despertado com uma cena absolutamente bestial. Com apenas uns cinco minutos, no estacionamento de uma unidade da rede de supermercados Carrefour, em Porto Alegre, agentes de segurança pública e privada atacam um homem negro numa sessão de espancamento até a morte. Simples assim. Com naturalidade, a cena bárbara foi gravada e depois ganhou o mundo pelas redes sociais. O homem assassinado sob impassível câmara de celular e estupefação quiçá explicativa da inércia coletiva tinha a cor dos anônimos negros e pardos, condição determinante para ser encarcerado ou preferencialmente morto. Sequer gera custo público. O homem ...

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    Mirtes Renata Santana, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva
Imagem: JÚLIO GOMES/LEIAJÁIMAGENS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Racismo que matou João e vitimou Miguel encontra reação nas urnas

    O racismo desvaloriza as vidas negras. João Alberto Silveira Freitas, 40, um homem negro, foi espancado por um policial militar e um segurança na noite desta quinta (19) no estacionamento do Carrefour em Porto Alegre (RS). Mais um caso de violência racial em supermercados. Em 2019, vimos a tortura de um jovem negro de 17 anos no Ricoy, em São Paulo, e o sufocamento até a morte de outro jovem negro no Extra, no Rio. Em Recife, Miguel, o menino de Mirtes, completaria seis anos esta semana. Ele nasceu em 17 de novembro de 2014, às 7h42, rechonchudo. Pesou 4,5 quilos e mediu 42 centímetros. Teve a vida interrompida pelo desprezo, a negligência, a crueldade que muitas vezes determinam as relações raciais no Brasil. Miguel era muito pequeno. Não teve tempo de aprender o lugar do negro no país onde a sociedade se estruturou sobre o mais numeroso e longo ...

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    Foto: Divulgação/ ONU

    ONU contesta Mourão e pede debate urgente sobre o racismo brasileiro

    Em nota publicada nesta sexta-feira, 20, a Organização das Nações Unidas (ONU) contradiz o vice-presidente, general Hamilton Mourão, que disse não haver racismo no Brasil. O comunicado aponta que a morte de João Alberto Silveira Freitas, num Carrefour em Porto Alegre, "é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira". A organização repudiou o fato de o brasileiro ter sido "brutalmente agredido" e pede investigação. "A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira", diz a ONU. "Milhões de negras e negros continuam a ser vítimas de racismo, discriminação racial e intolerância, incluindo as suas formas mais cruéis e violentas", afirmou. "Dados oficiais apontam que a cada 100 homicídios no país, 75 ...

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    Oscar Vilhena Vieira, professor e cientista político (Foto: Jardiel Carvalho /Folhapress)

    Racismo: e eu com isso?

    Sempre me perguntei o que leva um ser humano a humilhar, torturar ou matar um outro ser humano. Não como uma conduta individual, fruto da maldade ou da insanidade de um indivíduo, mas como conduta sistêmica, que pode ocorrer de forma organizada, como num campo de concentração, ou de maneira difusa, como a violência praticada cotidianamente contra a população negra no Brasil. Como explicar a violência que levou à morte de João Alberto Silveira de Freitas, após ser covardemente espancado por seguranças privados da rede de supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra? Ou como compreender a morte do índio Galdino, incendiado por alguns jovens em Brasília, enquanto dormia numa parada de ônibus, após participar das comemorações do Dia do Índio, em abril de 1997? Difícil pensar que pessoas comuns, estejam elas na condição de agentes públicos ou privados, ou de meros passantes em busca ...

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    A advogada Manoela Alves, que é especializada em compliance antidiscriminatório e primeira conselheira estadual negra da OAB de Pernambuco (Foto: Arquivo pessoal)

    Inclusão de advogados negros esbarra em racismo recreativo e acolhimento falho

    Apesar da movimentação de diferentes escritórios de advocacia no lançamento de programas de diversidade e contratação de estagiários ou jovens advogados negros, especialistas apontam que, para que esses ambientes sejam realmente inclusivos, ainda há muito a se percorrer. O advogado Wallace Corbo, professor da FGV Direito Rio, conta que, depois de dar palestras sobre racismo em escritórios ou mesmo em universidades, é comum receber relatos de profissionais e estagiários desses locais que contam que muito do que se propaga sobre tais programas acaba não se refletindo na prática. “As pessoas que estão nesses escritórios se voltam pra mim e muitas vezes não veem efetividade nisso ou que, na visão delas, a política é mais para o cliente ver, a política é mais para as pessoas de fora verem e não para efetivamente gerar uma diversidade interna”, afirmou. Para ele, essas críticas não significam que não haja políticas positivas, ...

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    Jeferson Tenório, escritor carioca radicado em Porto Alegre (Foto: Carlos Macedo/ Divulgação)

    Orgulho europeu explica racismo escancarado no RS, diz escritor 

    O escritor Jeferson Tenório, autor de O avesso da pele (Cia.das Letras), foi o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre de 2020, que se encerrou no último domingo (15). Pela primeira vez nos 66 anos da história do maior evento literário do Rio Grande do Sul, um escritor negro foi o homenageado. Em entrevista à coluna, Tenório disse que a morte de um homem negro, João Alberto Freitas, de 40 anos, em uma unidade do supermercado Carrefour na capital gaúcha, nesta quinta-feira (19), é a consequência de um ambiente em que predomina um discurso racista muito direto e escancarado. Tenório nasceu no Rio de Janeiro e mudou-se para o Rio Grande do Sul aos 14 anos de idade. "No Rio de Janeiro, eu nunca havia sido abordado pela polícia. Quando cheguei aqui, já no mês seguinte sofri uma abordagem violenta, junto com amigos, em um campinho de futebol. ...

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    Arte: Luisa Amoroso

    Precisamos ser mais rápidos que o racismo ao educar nossos filhos

    Você sabia que estudos mostram que crianças começam a aprender sobre características raciais antes mesmo de aprender a andar? Segundo a Academia Americana de Pediatria , os pais são seus mais influentes professores, num processo muito similar ao do aprendizado linguístico; e, entre os dois e os quatro anos, elas já internalizam vieses raciais. De acordo com um estudo publicado no principal periódico da Associação Americana de Psicologia, aos seis anos elas tanto já entendem que há uma hierarquia racial como podem elas mesmas se engajarem em estereótipos racistas diretos. Em um outro estudo com crianças de três anos, conduzido por professores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pesquisadores mostraram fotos de diversas crianças e perguntaram de quem elas queriam ser amigas; um terço das crianças negras disseram que queriam ser amigas apenas das crianças negras, ao passo que 86% das crianças brancas disseram querer ser amigas apenas das ...

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    Divulgação

    Intolerável e criminoso: O racismo mata e precisa ser punido e combatido

    No país da desigualdade e do racismo genocida, o Dia da Consciência Negra começa assim: abrindo os jornais, tomamos conhecimento de que João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, morreu espancado por seguranças terceirizados de um supermercado multinacional – o Carrefour. Trata-se, sem dúvida, de um assassinato criminoso, que deixa um rastro de dor e trauma para quem fica e luta. Mas devemos ter a responsabilidade de olhar além. No caso em questão, o que grita é um padrão: o padrão racista de uma sociedade que dirige violência moral, física e simbólica contra a sua população negra cotidianamente. Não se trata de um “caso isolado”, há um histórico de violência racista – e, portanto, criminosa - dentro da mesma cadeia de supermercados Carrefour. As redes, organizações e movimentos abaixo assinados solidarizam-se com a família de João Alberto e com todas as pessoas negras de nosso país, sujeitas diariamente à violência ...

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    (Foto: Geledés)

    Racismo no Carrefour

      Desde 2009 registramos casos de violência racial nas dependências da rede Carrefour, e apesar das inúmeras manifestações e denúncias dos movimentos negros sobre as práticas racistas, a situação ocorrida no último dia 19 de novembro reafirma a existência de um padrão institucionalizado de desrespeito e violência destinado à população negra, sem possibilidade de reversão. Apresentamos um dossiê que reúne as violências sofridas por pessoas negras, e também  as várias tentativas de diálogo propostas pelos movimentos negros visando o enfrentamento do racismo institucional na rede Carrefour, compromisso que não se efetiva na  empresa. Segue a linha do tempo:  https://www.geledes.org.br/homem-negro-espancado-suspeito-de-roubar-o-proprio-carro/ Manifesto: Racismo e crimes no Hipermercado Carrefour No dia 07 de agosto de 2009 Januário Alves de Santana, funcionário da Universidade de São Paulo - USP foi com sua esposa, dois filhos, irmã e cunhado fazer compras no Hipermercado Carrefour, na loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. Na dependência do estabelecimento ...

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    Chadwick Boseman - May/NurPhoto via Getty Images) (Cheriss May/NurPhoto via Getty Images)/Reprodução

    10 discursos famosos para refletir sobre o racismo

    É preciso falar sobre racismo. Seja nas redes sociais, no cinema ou na mesa do bar. O assunto é sério, antigo, mas ainda está presente no dia a dia. Atacando pessoas no Brasil e no mundo, ele está enraizado e pode se apresentar de uma maneira mais explícita por meio de comentários carregados de preconceitos e atitudes discriminatórias ou mesmo de forma velada em diálogos do dia a dia ou na falta de representatividade negra em diversas áreas. Por isso, o GUIA separou dez discursos marcantes para você refletir sobre o tema. Neles, é possível ouvir o relato de negros sobre o racismo, abordando os desafios tanto em suas carreiras quanto em suas vidas pessoais. Confira: Martin Luther King “Eu tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da irmandade. ...

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    Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

    CPS debate diversidade e racismo no mês da consciência negra

    A eleição de Kamala Harris, primeira mulher negra eleita vice-presidente dos Estados Unidos e outras histórias de mulheres inspiradoras estão na programação do Segundo Fórum Profissional Feminina, promovido pelo Centro Paula Souza (CPS). O evento acontece nesta segunda-feira (16) e faz parte das ações previstas para o Dia da Consciência Negra (20). Os painéis são transmitidos pelo canal da Unidade de Ensino Médio e Técnico (Cetec) no YouTube. A diretora da Escola Técnica Estadual (Etec) de Pirituba Eliane Leite; a co-fundadora da consultoria Uzoma Diversidade, Educação e Cultura, Elizabeth Scheibmayr; a chefe de gabinete da Reitoria da Faculdade Zumbi dos Palmares, Enisete Malaquias; e a assessora da secretaria municipal de Educação de São Paulo, Marineusa Medeiros debatem como empresas e líderes podem combater o racismo apostando na diversidade. O objetivo do fórum é reunir lideranças engajadas com o propósito de promover a equidade de gênero no ambiente corporativo. Eliane Leite ...

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    Foto: Divulgação

    #TireORacismoDeCampo

    Em parceria com o Corinthians e o Atlético Mineiro, Gama e Alma Preta contam as histórias de pessoas negras assassinadas no Brasil. No mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, os times dão voz ao movimento Vida Negras Importam dentro do futebol, homenageando em campo vítimas de violência racial; Gama e Alma Preta resgatam as biografias e os sonhos perdidos em campanha idealizada pela agência Wieden+Kennedy. Um minuto de silêncio marcou o início da partida do Campeonato Brasileiro entre Corinthians e Atlético Mineiro em andamento em Itaquera. Os jogadores e os treinadores dos dois times entraram no gramado em Itaquera carregando camisetas com os nomes de vítimas da violência racial no Brasil — todas estampadas com o número 23, chamando a atenção para o dado devastador: a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país. A ação acontece no mês em que se celebra o ...

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    Foto: REVISTA O MALHO/BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL / EL PAÍS

    Há 110 anos, marujos denunciaram chibata na Marinha e racismo no Brasil pós-abolição

    O Rio de Janeiro entrou em pânico. Quando correu a notícia de que, da Baía de Guanabara, quatro navios de guerra apontavam seus canhões para a cidade, os cariocas fizeram as malas às pressas para fugir da morte. Na Estação Central do Brasil, os trens para longe da capital da República partiram lotados. Nos bondes com destino aos subúrbios, os passageiros viajaram espremidos, muitos pendurados no lado de fora. O perigo era real. Numa amostra do estrago que eram capazes de provocar, os encouraçados fizeram disparos que mataram duas crianças no Morro do Castelo, no Centro, a poucos metros da Câmara dos Deputados. O senador Ruy Barbosa (BA) contou aos colegas, num discurso no Senado, o horror de ter sido testemunha ocular do ataque naval: — Foi com a minha filha chumbada ao leito, por uma enfermidade que não nos permite sequer movê-la na sua própria cama, que tive esta ...

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    Ketinho já registrou dois boletins de ocorrência por racismo, em ambos perdeu a causa — Foto: Arquivo Pessoal

    Negros relatam como o racismo os afetou ao longo da vida: ‘Doía na alma’

    Passar grande parte da vida sendo pressionados pela 'ditadura do cabelo', roupas e costumes, fez com que eles tentassem se enquadrar dentro de um padrão estético branco. É assim que negros ouvidos pelo G1 relatam como o racismo afetou suas vidas e fez com que se sentissem inseguros e minoria no Brasil. Um levantamento sobre o racismo no país apontou que 94% dos brasileiros reconhecem que as pessoas negras têm mais chances de serem abordadas de forma violenta e mortas pela polícia. Os dados são da pesquisa "As Faces do Racismo", feita pelo Instituto Locomotiva a pedido da Central Única de Favelas (CUFA). O assistente social Ketinho Oliveira, de 28 anos, já presenciou e viveu a violência só por ser negro. Ele relata que entrou na Justiça duas vezes por casos de racismo que sofreu, e em ambos perdeu a causa. Um deles foi por intolerância religiosa, já que segue ...

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    Sambista postou foto com o neto Gabriel, morto após ser baleado em baile funk e que fez Neguinho considerar deixar o país
Imagem: Reprodução/Instagram/@neguinhodabeijafloroficial

    Neguinho da Beija-Flor relata racismo em avião e quer filha fora do Brasil

    O sambista Neguinho da Beija-Flor voltou a comentar a morte do seu neto, Gabriel Ribeiro Marcondes, de 20 anos, que morreu ao ser baleado junto com mais três pessoas em um baile funk em Nova Iguaçu, na Baixa Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Neguinho associou a perda ao racismo no Brasil e relatou que pretende ver sua filha estudando fora do país. O intérprete e compositor de sambas memoráveis da Beija-Flor ainda relatou casos de racismo que aconteceram com ele em viagens de avião. "No avião já teve pessoas que trocaram de lugar. Foi lá e cochichou com a comissária se não tinha outro lugar. Você vê que o cara vai ali na viagem o tempo todo do meu lado mal-humorado", contou Neguinho em entrevista ao "Altas Horas", da TV Globo. O sambista também aproveitou para esclarecer declarações que fez logo após a morte do neto, há cerca ...

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