Resultados da pesquisa por 'Racismo'

    Edifício Pier Maurício de Nassau em Recife, de onde o menino Miguel caiu do 9º andar (Reprodução / TV Globo)

    Entre o direito a infância e negação de direitos as meninas e meninos pretos: racismo estrutural desde a estirpe da existência humana

    O Estatuto da Criança e do Adolescente, preconiza em seu terceiro artigo, que: "A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. “ Apesar da pandemia causada pela COVID 19, apesar das mais de 31 vidas ceifadas nos últimos meses, apesar da necessidade de isolamento social, Miguel, menino negro, de olhos vívidos e cheio de sonhos, traços peculiares de quem vive a primeira infância, estava em companhia de sua mãe, uma mulher negra, assalariada que servia a uma família branca de Recife.  Miguel de 5 anos estava lá em cima acompanhado por adultos, enquanto sua mãe passeava na rua com o ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Racismo, colonialismo e falta de ar

    “Quando eu ouço o que George Floyd morreu dizendo, é lógico que eu lembro do dia em que um policial apertou meu pescoço até eu desmaiar. Enquanto eu sufocava, falava a mesma coisa: ‘eu não consigo respirar’”, compartilhou Wellington Lopes em uma reunião de que participei esta semana. O cientista social negro, jovem brilhante, é um dos coordenadores de núcleo da UNEafro Brasil e tem dedicado seus dias à entrega de cestas básicas e materiais de higiene em Poá, região metropolitana de São Paulo, além do apoio comunitário a pessoas com sintomas de COVID-19. Dentre muitos momentos compartilhados com Wellington, registro aqui o ato em fevereiro de 2019, em protesto ao assassinato de Pedro Henrique Gonzaga, aos 19 anos de idade. Um segurança do supermercado Extra, no Rio de Janeiro, sufocou o jovem com um golpe de gravata até a morte. Embora me sinta um disco riscado ao perguntar, repito: ...

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    É sempre o mesmo racismo!

    Não é uma fatalidade, não acontece "por acaso", não é "por engano", não foi "sem querer", não é "por pressão", não foi "legítima defesa", não foi "um erro" é ASSASSINATO! É o mesmo racismo que assassina com 111 tiros jovens pretos que comemoravam uma vaga de emprego. É o mesmo racismo que assassina um homem preto com 80 tiros. É o mesmo racismo que assassina a Marielle. É o mesmo racismo que assissina o João Pedro. É o mesmo racismo que assassina inúmeros de jovens pretos o tempo todo. Que assassina o George Floyd. É o mesmo racismo. É o mesmo racismo que encarcera um homem preto porque roubou um pinho sol. É o mesmo racismo que encarcera uma mulher preta porque foi reconhecida pelo cabelo crespo. É o mesmo racismo da piadinha com preto, é o racismo que pretere, que diz que é vitimismo, que demoniza um homem preto ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Quem cala é cúmplice: o que racismo nos EUA e atos anti-STF têm em comum

    "Ficar em silêncio, sem interferir, é ser cúmplice", disse o chefe da polícia de Minneapolis (EUA), Medaria Arradondo, ao afirmar que todos os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd foram demitidos e deveriam ser julgados e punidos. Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, diante de outros três oficiais, que nada fizeram nos oito minutos em que durou seu sufocamento. Arradondo deu essa resposta ao vivo a uma emissora de TV, neste domingo (31 de maio), ao ser questionado pelo irmão de Floyd sobre justiça, em uma entrevista comovente, no meio dos protestos contra a violência racial que tomaram os Estados Unidos. O chefe da polícia de Minneapolis é negro. É o primeiro homem negro a alcançar a chefia do departamento de polícia da cidade do estado de Minnesota, que tem longo histórico de violência racial. Arradondo levou 28 anos até conseguir alcançar ...

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    (Imagem: Reprodução / Globo)

    Maju Coutinho se posiciona sobre racismo no JH

    Maju Coutinho usou o Jornal Hoje (JH), da Globo, nesta segunda-feira, 1º, para se manifestar a respeito dos protestos em defesa das vidas negras, que ocorreram no Brasil e os que vêm acontecendo nos Estados Unidos. A apresentadora exibia uma reportagem sobre os protestos do último domingo, 31, no Rio de Janeiro (RJ), e disse, em tom de desabafo, que os movimentos são uma luta de todos contra o racismo. “E essa não é uma luta só de negros, não. É uma luta de todos que acreditam que não é normal uma pessoa já imobilizada morrer e um garoto de 14 anos morrer baleado em casa”, disse Maju em referência às mortes do norte-americano George Floyd e do menino João Pedro, respectivamente. A matéria mostrou, ainda, as mortes dos mototaxistas Diego da Silva Linhares e de Matheus Oliveira, no final de semana em comunidades da zona oeste da capital fluminense. ...

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    Manifestação anti-racista no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro (Foto: ROBERTO MOREYRA/Agência O Globo)

    Conheça 7 intelectuais que nos ajudam a entender o racismo no Brasil

    Nos últimos dias atos contra o racismo e a violência policial estouraram nos Estados Unidos e no Brasil, em plena pandemia do coronavírus, chamando a atenção para a centralidade da luta anti-racista nesses países. Além dos atos organizados por movimentos como o "Black lives matter" e o "Vidas negras importam", a questão racial vem sendo pautada diariamente por diversos intelectuais que veem a questão do racismo como central nessas sociedades. Para isso, muitos pensadores vêm produzindo conteúdo de forma gratuita em seus perfis em redes sociais. O GLOBO selecionou alguns destes intelectuais que podem ajudar quem quer entender melhor os problemas estruturais causados pelo histórico escravocrata do Brasil e como o racismo segue produzindo desigualdades no país. Silvio Almeida Silvio Luiz de Almeida é jurista, professor da FGV, da Mackenzie, e da Universidade de Duke, nos EUA. Em seus livros, artigos e publicações nas redes, ele discute como o racismo ...

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    Divulgação

    UNEB estreia projeto “PRAES Entre Nós” com live sobre racismo institucional

    A UNEB vai realizar, nesta quinta-feira (28), às 16h, a live “Refletindo sobre o Racismo Institucional no Contexto da Pandemia“, no perfil do Instagram @praesuneboficial. A atividade será o lançamento do projeto PRAES Entre Nós, promovido pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes) em parceria com a Secretaria Especial de Articulação Interinstitucional (Seai), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Movimento de Casa de Estudante (MCE). A live inaugural vai contar com a participação das pró-reitoras Elivânia Alves (Praes) e Amélia Marux, de Ações Afirmativas, e do professor Samuel Vida, coordenador do Programa Direito e Relações Raciais (Ufba), com mediação da estudante da UNEB Geisa Rocha. O projeto promove a articulação institucional para realizar debates online sobre temáticas relativas à juventude, durante o período de distanciamento social imposto pela pandemia da COVID-19. Informações: Instagram @praesuneboficial.

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    Ramón Vasconcelos / TV Globo/Divulgação

    “Pedro Bial e a relativização do racismo”

    Não me vou alongar nesta crítica. Ao assistir à entrevista de Xuxa para Pedro Bial, uma passagem me intrigou e pôs-me à reflexão. Bial diz que "eu acho também que as pessoas não podem olhar uma época com os olhos de outra. Você não pode olhar a década de 80 com a ótica de 2020. Aí, olhar para Monteiro Lobato e dizer "Monteiro Lobato foi isso, foi aquilo", não... Monteiro Lobato foi genial, mas ele expressara o pensamento de uma época, ele estava vivendo dentro daquela época, é muito fácil depois ficar condenando..." Então, Bial, nós dois estamos na mesma época, e eu tenho uma visão diferente da sua. Como explicar, em 2020, eu e você estarmos dentro da mesma época, e eu não concordar com esse seu argumento? Se fosse como você retoricamente argumenta, haveria um determinismo e uma socialização dos quais, inevitavelmente, eu não escaparia. Pois bem, seguem ...

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    DragonImages/Getty Images

    Quando começaremos a punir os crimes de racismo na internet?

    Por motivos de economia de caracteres, racismo e injúria racial neste artigo serão tratados como se a mesma coisa fossem. Mesmo reconhecendo que há uma definição distinta para cada um, ambos possuem a mesma natureza e motivação: a ideia de superioridade racial. Dizer que o racismo é uma eterna pedra no sapato da sociedade brasileira seria subestimar a complexidade e extensão de um problema que traz conflitos sociais desde o período colonial. Na verdade, o racismo para nós está mais próximo de um grande elefante vivendo na sala. Dados e estatísticas nos mostram como ainda estamos longe de uma resolução do problema, mesmo após a promulgação da Constituição Cidadã. Ainda que devidamente reconhecendo que a legislação brasileira, ao longo dos anos, tentou tratar do racismo e da tutela de vidas negras, produzindo leis históricas como a do Ventre Livre (1871), a Lei Áurea (1888), a Lei 7.716/1989 (ou Lei Caó, ...

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    Pnina Tamano-Shata
 (Reprodução/Facebook)

    Africana e ativista contra racismo se torna ministra do novo governo israelense

    A advogada, de 39 anos, Pnina Tamano-Shata, foi nomeada no último domingo (17) ministra da Imigração do Governo de Israel. Africana de origem, nascida na Etiópia, ela se destaca pela luta contra a discriminação racial e em prol da integração dos membros de sua comunidade na sociedade israelense. Atualmente, os beta Israel (forma como os judeus etíopes se identificam) são cerca de 140 mil cidadãos vivendo em várias regiões do país. Pnina Tamano-Shata é conhecida e reconhecida por ter liderado protestos como, em 2015, desencadeados por incidentes entre judeus etíopes e forças policiais israelenses. A campanha sensibilizou o governo a formalizar um comitê especial no Ministério da Justiça, que publicou o Relatório Palmor. Esse documento define metas e diretrizes para se reduzir e debelar resquícios de preconceito, especialmente os que afetam os Beta Israel. Em 2016, Pnina Tamano-Shata foi agraciada com o Prêmio Unsung Hero, do Drum Major Institute. Recebeu ...

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    Membros das comunidades quilombolas durante reunião em Alcântara (MA)
Imagem: Arquivo Pessoal

    Noite sobre Alcântara: Os quilombolas e a lógica do racismo institucional

    Em 1978, o prestigiado romancista maranhense Josué Montello publicou seu famoso livro "Noite sobre Alcântara", em que narra a derrocada econômica da cidade. Embora sem ser o objetivo principal do livro, Montello acaba por narrar a "fuga dos brancos", que, ao fugirem, abandonaram os negros escravizados à própria sorte*. Esse episódio ajudou Alcântara a se transformar no município com a maior quantidade de comunidades quilombolas do Brasil. Dois anos depois da publicação, uma outra noite longa se iniciava sobre Alcântara: a publicação do decreto desapropriatório nº 7.820 de 1980, que declarou como sendo interesse público 52 mil hectares de terra aos militares, sob a justificativa de que o município configurava vazio demográfico. Não satisfeitos, os militares usaram de lobby e influência política para ampliar em mais 10 mil hectares, por meio de outro decreto sem número na década de 1990, feito pelo então presidente Fernando Collor de Melo. A atitude ...

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    Adobe

    Racismo não é desculpável, é crime

    Recentemente eu estava divagando por uma dessas redes sociais e recebi um meme que fazia a seguinte provocação "Se uma pessoa do século XVIII viajasse no tempo e chegasse na sua casa hoje, o que seria mais difícil de explicar para ela?". Rapidamente comecei a fazer conexões, mas não cheguei a pensar em nada específico até que ao olhar as respostas alheias reconheci uma que seria igualmente difícil para mim, vamos a resposta "Seria difícil explicar que temos todo o conhecimento das sociedades em um dispositivo que cabe na palma das mãos e o utilizamos para discutir com as pessoas e assistir vídeo de gatinhos fofos". Embora eu não seja muito fã dos felinos, me reconheci na segunda parte da resposta, afinal, se alguém saiu ileso das brigas nos últimos dois caóticos anos políticos, por favor se apresente. Enfim, o meme cumpriu sua função e foi bem divertido, mas não ...

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    Imagem: Geledes

    Estudante de colégio particular da Zona Sul é vítima de racismo em mensagens postadas por colegas em rede social

    “Dou dois índios por um africano”, “quanto mais preto, mais preju", “fede a chorume”. Essas foram algumas das mensagens racistas que alunos do Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, escreveram em um grupo de WhatsApp para se referir a uma colega negra que também estuda na instituição, como revelou o jornalista Ancelmo Gois. O episódio criminoso repercutiu nas redes sociais e artistas como Taís Araújo e Iza manifestaram solidariedade a Ndeye Fatou Ndiaye, de 15 anos. A jovem, que também mora em Laranjeiras e estuda no colégio desde que tinha cinco anos de idade, conta que descobriu as mensagens através de um amigo que participava do grupo onde elas foram enviadas. Após sair da conversa, o rapaz tirou fotos e encaminhou para a menina. Fatou relata que o racismo é frequente no seu dia-a-dia, mas que é a segunda vez que enfrenta um episódio grave envolvendo colegas de ...

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    Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus. Foto: Alex Pazuello/Semcom

    O racismo estrutural na crise do Coronavírus é visível quando ser negro(a) é o suficiente para estar dentro do grupo de risco

    Nossa defesa histórica da importância da construção de políticas públicas afirmativas (mulheres, negros e negras, indígenas, idosos, juventude, entre outros), a partir da compreensão de que as desigualdades sociais afetam distintamente cada grupo social, comprova-se, nesta conjuntura, ser fundamental. Isso porque, apesar do Coronavírus ser uma ameaça humanitária global, a possibilidade de sua propagação afeta mais suscetivelmente uns do que outros. Portanto, se “em tempos normais” as políticas públicas específicas são ferramentas necessárias contra as desigualdades sociais, em época de pandemia, é dever do Estado construir ações governamentais conforme as necessidades impostas por uma sociedade diversificada e plural pelas quais as nossas são formadas. A população negra é um dos grupos mais vulneráveis com a pandemia do coronavirus. Dados do jornal americano The New York Time, nos EUA, informam que as taxas de contaminações e mortes pelo COVID-19 são muito maiores em afro-americanos. Na Espanha, em Madri, coletivos de imigrantes ...

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    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo ...

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    LOS ANGELES, CA - OCTOBER 22: The Lakers' LeBron James #23 during their game against the Spurs at the Staples Center on​ Mon. Oct. 22, 2018. The Spurs defeated the Lakers 143-142 in overtime. (Photo by Hans Gutknecht/Digital First Media/Los Angeles Daily News via Getty Images)

    LeBron James denuncia assassinato por racismo: «Estamos a ser caçados»

    O assassinato de Ahmaud Arbery, cujas imagens vieram a público esta semana, não deixa qualquer dúvida a LeBron James: é um crime de ódio. "Estamos, literalmente, a ser caçados todos os dias/todas as vezes que deixamos o conforto das nossas casas! Nem dá para um homem ir correr! WTF, estão a brincar comigo? Sinto muito Ahmaud (descansa no paraíso)", denunciou Lebron James no seu Instagram. Ahmaud Arbery, um jovem negro de 25 anos, foi assassinado no passado dia 23 de fevereiro, no entanto, com a divulgação das imagens, o crime voltou a estar na ordem do dia, com várias manifestações apelando à justiça. No vídeo, vê-se dois homens (pai e filho) a perseguir e alvejar Ahamaud Arbery, que não resistiu aos ferimentos.   Ver essa foto no Instagram   We’re literally hunted EVERYDAY/EVERYTIME we step foot outside the comfort of our homes! Can’t even go for a damn jog man! ...

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    (Foto: Reprodução/ Instagram)

    Repórter da Globo comenta caso de racismo sofrido: ‘Não somos otários’

    O repórter Manoel Soares, da Globo, falou hoje sobre o ato racista que sofreu nas redes sociais durante o programa 'É de Casa' da última semana. O profissional, que participa de diversas atrações da emissora, foi comparado a um assaltante por um internauta ao aparecer de máscara. "Esse preto de máscara. Assalto?", dizia o comentário feito na web.   (Foto: Imagem retirada do site Uol) Em participação no programa de hoje, o repórter lamentou o caso e disse não entender o que se passa pela cabeça de uma pessoa que faz ataques preconceituosos. "Eu vi essa situação. Já passei por 'n' vezes por esse tipo de situação, é desconfortável. Eu confesso que fico pensando o que passa na cabeça da pessoa que faz uma coisa dessa? Eu não entendi. Assaltante por quê? Quais são as características que me apresentam como assaltante só pelo fato de estar ...

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    (Foto: Jerome Gilles/NurPhoto via Getty Images)

    Homens negros relatam casos de racismo ao utilizar máscaras na rua

    "Se você continuar falando demais, eu te levo preso, sua desgraça preta." Com a voz abalada e permeada por pausas, o tecnólogo baiano D.S.S.* 38, relata para Universa um dos inúmeros casos de racismo que viveu. A diferença desta para as anteriores é que agora a agressão foi motivada pelo uso da máscara —essencial para reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus. "Minha namorada e eu paramos em um posto de gasolina. Enquanto eu abastecia o carro, ela foi até a farmácia. De repente, escutei o rádio da viatura parada ao lado: 'Casal negro de máscara em um carro X de cor X'. Aquilo me chamou a atenção de imediato", relata o tecnólogo. "Prontamente, um policial veio à minha direção e pediu que eu saísse do carro. Atendi. Pediu meus documentos e os do carro, atendi novamente. Mandou que eu colocasse as mãos no capô. Eu, de novo, atendi. ...

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    Foto: Roger Cipó

    ‘O racismo religioso se agravou muito no Brasil nos últimos anos’

    A perseguição às religiões de matriz africana diante do projeto de poder das religiões cristãs. Esse é o tema do livro “Intolerância Religiosa” (Pólen Livros/Selo Sueli Carneiro), escrito pelo babalorixá e pesquisador mestre e doutor em Semiótica pela Universidade de São Paulo, Sidnei Nogueira. O livro é o oitavo título da Coleção Feminismos Plurais, coordenada pela mestra em Filosofia Política Djamila Ribeiro. A Coleção tem publicado obras escritas por pessoas negras por uma perspectiva racial crítica e tratam de conceitos recorrentes no debate público do país. Em entrevista à editoria de Justiça da CartaCapital, o babalorixá apresentou o livro, a quem ele se destina e como estão atualmente os índices públicos de casos de “discriminação religiosa”, como ataques e depredações a terreiros, espaços geográficos dedicados à prática coletiva das religiões de matriz africana. Nogueira também introduz algumas questões tratadas em sua obra, como diferença intolerância religiosa de racismo religioso, e ...

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    Foto: Daniel Rocha/Reirada do site: Público

    Racismo em Portugal e o mito colonial

    O racismo em Portugal não se faz sentir através de uma tumultuosa e até romantizada história de luta e reivindicação social. Não se figura através de negras estatísticas de encarceramento penal ou em lutas populares como em Charlottesville, nos EUA. O racismo português possui um toque de subtilidade pós-colonial, feito através de finas luvas, em cafés e casas de classe média, níveis de desistência e alienação nas escolas, condições de infra-estrutura em certos bairros das cidades portuguesas e até pela pura necessidade de quotas e prioridade de entrada em faculdades e cursos. É peculiar este aspecto da discriminação racial portuguesa. O acto de simplesmente referir o racismo institucional em Portugal levanta dúvidas nas mentes do público, desperta pequenas indagações sobre quem é realmente o injustiçado nesta história. No caso dos EUA, o racismo e discriminação são temas presentes e comuns no debate e discurso político e social. Toda uma complexa história ...

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