segunda-feira, setembro 21, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Rota do Escravo'

    A Rota do Escravo: Lições do Passado, Valores para o Futuro

    O projeto A Rota do Escravo: Lições do Passado, Valores para o Futuro comemora este ano seu 20° aniversário. Desde 1994, esta iniciativa da UNESCO tem inspirado as lutas atuais contra o preconceito, a discriminação racial e todas as formas de escravidão que ainda atingem mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Surgiu de uma iniciativa do Haiti em conjunto com vários países africanos que fizeram parte da “Rota dos Escravos”. “A rota do escravo não é apenas um evento do passado: é a nossa história e moldou o caráter de várias sociedades modernas, criou laços indissolúveis entre povos e continentes, e transformou de maneira irreversível o destino, a economia e a cultura de nações”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. O tráfico transatlântico de escravos figura entre as mais extremas violações dos direitos humanos de toda a história. Nesses 20 anos de história, o projeto ...

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    Imagem: iStock/RomoloTavani

    Plano de aula: A Rota do Escravo – A Alma da Resistência

    Imagem: iStock/RomoloTavani O filme "A Rota do Escravo - A Alma da Resistência", é uma história do comércio de seres humanos que é contada através das vozes de escravos, mas também dos mestres e comerciantes de escravos. Cada um conta sua experiência: da deportação de homens e mulheres para as plantações até o cotidiano do trabalho e os movimentos de abolição. Produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), traduzido e dublado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

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    a rota dos escravos

    A rota do escravo – a alma da resistência

    A rota do escravo - a alma da resistência síntese do tema escravidão, detalhando todos os caminhos que levaram a humanidade a cometer essa crime até a sua abolição em vários países, com foco na América Latina. A história do comércio de seres humanos é contada através das vozes de escravos, mas também dos mestres e comerciantes de escravos. Rota dos Escravos Cada um conta sua experiência: da deportação de homens e mulheres para as plantações até o cotidiano do trabalho e os movimentos de abolição. O filme educativo, produzido pela Organização das Nações para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e dublado para o português pelo UNIC Rio, encontra-se disponível abaixo: Fonte: UNESCO

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    UNESCO prevê aplicar meio milhão de dólares no projecto A rota dos escravos

    Fonte: Angola Press - Luanda - A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) prevê aplicar meio milhão de dólares americanos para a implementação do programa "A Rota dos Escravos", nos próximos dois anos. Esta informação foi revelada, em Luanda, pelo vice-presidente do Comité Cientíifico Internacional (CCI) do referido projecto, o angolano Simão Souindoula, no quadro da celebração do Dia Internacional do Tráfico Negreiro e da Sua Abolição, que hoje se assinala. Este montante, segundo a fonte responsável, servirá para relançar as diferentes actividades da "rota", no espírito das novas linhas estratégicas traçadas pela última reunião do seu Comité Científico Internacional, que teve lugar em Paris, em Fevereiro passado. Afirmou que as acções previstas se assentarão principalmente na preservação dos arquivos e dos corpus das tradições orais, a continuação do inventário dos lugares de memória, a investigação científica, a produção de suportes pedagógicos, a promoção dos ...

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    O jurista Silvio Almeida. (Imagem: CHRISTIAN )PARENTE/DIVULGAÇÃO

    Silvio Almeida: “Quem quer civilizar o Brasil não pode temer o poder. Temos de nos livrar dessa alma de senhor de escravo”

    Silvio Luiz de Almeida (São Paulo, 1976) é um dos principais pensadores brasileiros da atualidade. Além de filósofo, advogado tributarista e professor universitário, com especializações em Direito Político e Econômico e Teoria Geral do Direito, Almeida estuda as relações raciais no Brasil e publicou, no ano passado, o livro Racismo estrutural (Editora Polén). Em entrevista ao EL PAÍS, opina que o presidente Jair Bolsonaro é um “sintoma da derrota do Brasil”, um país que ficou “apático em torno de 100.000 mortes” pelo novo coronavírus porque “já se acostumou com a morte, principalmente de trabalhadores e de pessoas negras”. Apesar de ter assinado o pedido de impeachment apresentado pela Coalizão Negra por Direitos na última semana, vê poucas chances da iniciativa prosperar. “Qualquer projeto político que queira mudar esse cenário vai ter que pensar na valorização da vida e necessariamente entrar em conflito com as pessoas que desvalorizam a vida”, argumenta. ...

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    “Uma OAB antirracista é a que assegura a participação de 30% a advogados negros e advogadas negras”

    André Costa, advogado e consultor especializado em direitos políticos e direito eleitoral e Conselheiro Federal da OAB (2019/2022), onde preside a Comissão Especial de Advocacia Municipalista, é autor da proposta, em tramitação, de implantação de ação afirmativa na OAB com a finalidade de reservar 30% das vagas dos órgãos, dos cargos e na direção da Entidade para advogados negros e advogadas negras, pelo período de 10 (dez) mandatos. Também é dele a proposta, aprovada no último dia 17 deste mês, de instituição do “Prêmio Luiz Gama da OAB Nacional”. Ambas porpostas foram apresentadas ao Conselho Federal da OAB.  Costa tem quase 25 anos de atuação em campanhas e Justiça eleitorais. Hoje é diretor da Comissão Especial de Estudos da Reforma Política e membro das Comissões Especiais de Direito Eleitoral e de Avaliação das Eleições no Sistema OAB. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, o advogado, o único conselheiro federal da OAB autodeclarado negro, ...

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    Divulgação

    Documentário: Dentro da minha pele

    Documentário humano, narrativo e poético com várias camadas que desvelam o racismo estrutural que está impregnado nas relações familiares, nos ambientes de trabalho e faz parte da subjetividade das pessoas negras e brancas. Herança da escravidão permanece presente até os dias de hoje. O Brasil foi o último país do mundo a abolir o trabalho escravo. A espinha dorsal do documentário são as histórias de 9 pessoas comuns, com diferentes tons de pele negra, que apresentam seu cotidiano na cidade de São Paulo e compartilham situações de racismo, dos velados aos mais explícitos. Temos o médico Estefânio Neto, a modelo-performer Rosa Rosa, os estudantes universitários Wellison Freire e Jennifer Andrade da Faculdade Getúlio Vargas, a mais importante escola de administração da América Latina, a funcionária pública e ativista trans Neon Cunha, a trabalhadora doméstica Neide de Sousa, a corretora de imóveis Marcia Gazza que perdeu o filho assassinado pela Polícia ...

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    Mais de 12 milhões de africanos foram transportados à força de um lado ao outro do Atlântico para trabalhar como escravos nas Américas (Imagem: Reuters)

    Mapeamento genético revela novas origens de escravizados no Brasil

    Com base em amostras de DNA de 50,2 mil pessoas nas Américas e na África, coletadas de um banco de dados de milhões de amostras de empresas e projetos genômicos, pesquisadores da companhia 23andMe e da Universidade de Leicester (Reino Unido) traçaram um paralelo entre o perfil genético de descendentes de escravizados e os documentos históricos disponíveis sobre a escravidão. Os resultados foram publicados no periódico American Journal of Human Genetics. Muitas das conclusões dos pesquisadores se aplicam à população afrodescendente do Brasil. A maioria das conclusões é consistente com o que historiadores já sabiam a partir dos registros históricos dos navios que transportavam os escravizados, mas a análise genética traz novidades. Ubuntu: o que significa filosofia africana e como pode nos ajudar nos desafios do hoje "O deslocamento forçado de mais de 12,5 milhões de homens, mulheres e crianças da África para as Américas entre 1515 e 1865 teve ...

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    Luiz Gama (1880) Imagem: Wikipédia Commons

    Após ser ilegalmente escravizado, Luiz Gama fez dos jornais seu espaço estratégico

    No momento em que as lutas antirracistas mobilizam, em escala global, reflexões sobre os significados profundos de expressões como “racismo estrutural”, “vidas negras importam” e “parem de nos matar”, a coletânea Lições de resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, com textos publicados entre 1864 e 1882, oferece conteúdo bastante apropriado para o público brasileiro. O livro, organizado por Ligia Fonseca Ferreira, figura como uma ferramenta relevante para o diálogo com o passado interessado no entendimento das duradouras dinâmicas de violência cometidas contra a população negra no país. Última nação das Américas a abolir o escravismo, após ter absorvido o maior contingente de mulheres e homens africanos escravizados via tráfico transatlântico, o Brasil assistiu aos esforços de representantes da elite nacional, marcadamente branca, para instituir narrativas históricas que alegavam a vigência de uma “escravidão branda” e de uma sociedade remida do “ódio ...

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    Reunião da Marcha de Mulheres Negras, no Festival Latinidades (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

    Faz-se urgente a união de parlamentares negras de todo o país

    Vivenciamos fenômenos sociais que há muito tempo escancaram a precária realidade do negro no Brasil, principalmente das mulheres negras. A morte de Marielle Franco escandalizou a sociedade. E mostrou como é difícil ser mulher preta, de esquerda, defensora dos direitos humanos e lutar por justiça social dentro dos espaços políticos. As mulheres negras, dentro e fora dos espaços de poder, estão expostas a todos os vieses do racismo: solidão, violência policial, silenciamento, encarceramento, exclusão dos espaços de decisão, menores salários e violência doméstica. Relatório comprova Recentemente, foi publicado o relatório Mulheres Negras Decidem – Para onde Vamos, que dispõe e acessa parte do universo das mulheres negras comprometidas com o debate de gênero e raça no país. Formulado pelo Instituto Marielle com Mulheres Negras Decidem, apoiado pelo Fundo de Equidade Racial Baobá, trata-se de um relatório potente. Mostra como a maioria das entrevistadas está de acordo com as enormes consequências sociais ...

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    (Foto: Adobe)

    O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu

    O Julho é das Pretas. Em julho, honramos o Dia de Tereza de Benguela, para a discussão das desigualdades de gênero e raça. Para a mulher negra, nunca houve um dia de festa, flores, cuidado e aconchego. Vivemos num mundo que não enxerga a mulher negra pela pessoa que é, mas pelos recursos que fornece, pelas ferramentas que oferece. A mulher negra ainda é a carne mais barata do mercado, o gadget mais útil da loja. Mas o Julho… É delas. Por ela, o mês é todo delas. A nós, a cidadania é sistematicamente negada. E por isso, é necessário que tenhamos um Julho das Pretas. É necessário refletir sobre tudo que somos, sobre os passos que demos - eles vêm de muito longe - e que ainda vamos dar. Precisamos falar de Tereza de Benguela para entender isso. Precisamos falar desta mulher negra, quilombola, estadista, empreendedora, líder. esposa, filha, ...

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    Feira Preta 2013 (Foto: Natália de Sena Carneiro)

    As matemáticas das negras que ninguém vê: saberes emancipatórios tecidos por trancistas afro

    Debates em torno do uso das tranças afro tem sido cada vez mais frequentes nas redes sociais; quem pode, quem deve e quem não pode usar tranças? Temos vistos uma série de grupos, páginas, perfis e reportagens que abordam o uso dos cabelos trançados por pessoas negras e não-negras. De um modo geral, nota-se que os penteados têm sido bastante utilizados por personalidades, intelectuais e pela população. Neste fenômeno devemos reconhecer o protagonismo e ações dos movimentos negros para afirmação da corporeidade negra e sobretudo a forma pela qual os movimentos negros tornaram penteados trançados, bitôs, dreadlooks e black power, no contexto da diáspora, símbolos de identidade negra. Apesar dessas inegáveis vitórias chama atenção ainda a pouca visibilidade que tem as profissionais que trabalham com o serviço de estilizar cabelos crespos e não crespos com arranjos capilares trançados entre outros afro. Ou seja, quais são as visibilidades sociais e quais ...

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    Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedições negreiras com destino ao Brasil (Imagem: SLAVERYIMAGES
)

    Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasil

    Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil dólares, a Mary E. Smith foi construída em Massachusetts especificamente para o tráfico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston rumo à África, no dia 25 de agosto de 1855, a escuna chamou a atenção das autoridades britânicas e norte-americanas. Houve até uma tentativa de prisão na saída, mas o capitão, Vincent D. Cranotick, conseguiu expulsar os intrusos e partir. Poucas embarcações do tráfico foram tão monitoradas quanto a Mary E. Smith. A Marinha no Rio de Janeiro, ao receber a correspondência dos EUA, alertou oficiais britânicos, brasileiros e americanos sobre a chegada iminente da escuna. Ao se aproximar da costa, foi abordada pelo navio de guerra Olinda e levada para Salvador, na Bahia. A situação era preocupante. Majoritariamente jovens com entre 15 e 20 anos, os africanos padeciam de diversas doenças — nos 11 dias de viagem entre ...

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    Moçambique foi um dos antigos territórios colonizados pelos portugueses visitados pelo fotógrafo César Fraga (autor destas fotografias) e pelo historiador Maurício Barros de Castro (Imagem retirada do site Visão)

    À procura das raízes do racismo no país onde “morrem Georges Floyds todos os dias”

    Dois brasileiros confrontaram-se com o papel dos portugueses na escravatura ao percorreram nove países africanos em busca da herança negra do Brasil. Perante as manifestações antirracistas que varrem o mundo, o fotógrafo César Fraga e o historiador Maurício Barros de Castro denunciam o “negacionismo racial” do governo de Bolsonaro Quando era criança, o afro-brasileiro César Fraga, 47 anos, ouviu a mãe contar-lhe que a sua bisavó materna só não foi escrava graças à Lei do Ventre Livre. Também conhecida como Lei Rio Branco, esta legislação, aprovada em 1871, previa que as crianças nascidas de mães escravas seriam livres no Brasil. “A minha bisavó morreu quando eu tinha 10 anos, nunca soube pormenores muito específicos, mas sei que ela sentiu um enorme conflito interno por ter direitos que os pais não tinham, por serem escravos. Ela achava isso muito injusto”, conta o fotógrafo. Sentindo o peso da escravatura na história da ...

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    Silvério acha que os protestos contra o racismo que irromperam em várias cidades nas últimas semanas são sem precedentes e podem inaugurar uma nova era (CÂMARA DOS DEPUTADOS)

    Frente democrática no Brasil não pode deixar de lado o problema do racismo, diz pesquisador

    Silvério estuda como movimentos negros em diversos países se articularam e se uniram desde o final do século 19 e faz parte de um grupo de pesquisadores que se dedica a contar a história da tradição intelectual negra internacional. "Não é um autor nem um texto nem um tema. É uma história inteira e ela não foi considerada", diz ele. "O principal problema não é que as pessoas brancas não sejam sensíveis ao problema racial, (é que) elas não têm formação para entender isso de forma adequada. Por isso, uma reformulação curricular é urgente". Tendo estudado a história dos movimentos negros pelo mundo, Silvério acha que os protestos contra o racismo que irromperam em várias cidades nas últimas semanas são sem precedentes e podem inaugurar uma nova era. "Parece que uma parte da juventude branca entendeu que a sociedade gera privilégios para ela. E quando ela sai às ruas com ...

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    The Gulf Stream, 1899 - Winslow Homer ©The Metropolitan Museum of Art

    Na barriga do peixe grande

    No próximo dia 4 de setembro devemos relembrar uma data importante na história da nação brasileira: 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Quando em 1850, pressionado pelos ingleses, Euzébio de Queiróz, então ministro da justiça, promulgou a segunda lei de abolição do tráfico negreiro, o Brasil já havia recebido 4,8 milhões do total de mais de 5,3 milhões de africanos deportados como escravos para trabalharem nas minas e plantações de algodão, açúcar e café, nos serviços domésticos e nas diversas atividades urbanas. Na história do comércio de africanos escravizados e de sua repressão, os tubarões protagonizaram boa parte das narrativas que detalham a travessia atlântica. Também na pintura, artistas como: Winslow Homer e Joseph M. W. Turner representaram, realisticamente, esses vorazes predadores que seguiam os navios negreiros, do ponto de compra até o ponto de venda, ávidos por destroçarem, em fração de segundos, os corpos dos ...

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    Montagem de Tropa de Elite (Foto: Reprodução) e Segundo Sol (Foto: /Instagram/João Cotta/Divulgação/Imagem retirada do site Rolling Stone)

    Como violência policial e racismo são normatizados pela produção audiovisual brasileira

    O adolescente João Pedro morreu há um mês, no dia 18 de maio de 2020. Vítima de uma ação das polícias civil e federal, o estudante negro foi baleado dentro de casa no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ. Parentes acharam o corpo 17 horas depois, no IML(Instituto Médico-Legal) de Tribobó. O caso é apenas mais um que representa a violência policial e o racismo sistêmico no Brasil. Apesar de declarações relacionadas à morte do adolescente, as mobilizações nacionais se intensificaram com a morte de George Floyd, homem negro assassinado por policiais brancos nos Estados Unidos. Alguns questionamentos feitos nas redes sociais remetem ao porquê de brasileiros se mobilizaram fortemente apenas após o caso George Floyd - e um dos motivos pode ser a forma que produções audiovisuais a e própria imprensa brasileira acabam, muitas vezes, normatizando a violência e o racismo. “Isso mostra muito sobre ...

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    Oswaldo de Camargo (Foto: Pedro Borges/Alma Preta)

    Oswaldo de Camargo: “Sou um negro brasileiro”

    Um elo entre as gerações: assim é visto o escritor Oswaldo de Camargo por muitos autores e autoras negras. Filho de lavradores muito pobres, nasceu em 1936, em Bragança Paulista – SP. Mesmo nascido muito depois da abolição da escravatura, o escritor viveu em ambiente com todas as marcas do mundo escravocrata, que estão em sua obra de modo vivo. Com a morte dos pais ainda na infância, morou em instituições de caridade, no interior. Quando adolescente estudou em seminário católico, o que lhe rendeu uma formação intelectual sofisticada, mas acabou não seguindo a carreira eclesiástica – em sua percepção, o caminho estava bloqueado. Em entrevista ao site Geledés, ele observou: “A noção de que existia, sim, preconceito na sociedade brasileira mostrou-se clara para mim nos meus 16 anos”. Esta passagem foi marcada por uma forte crise emocional, como também reforçava a importância da melanina como passaporte para o futuro ...

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    EDUARDO MUNOZ ALVAREZ/AFP/Getty Images

    Doze dias que abalaram os Estados Unidos

    Deflagrados pelo assassinato de George Floyd pela polícia e alimentados pela relutância das autoridades de Minneapolis em prender e processar os três cúmplices do assassino, os protestos de multidões varreram os estados Unidos como intensidade inédita desde os anos 1960. Em mais de 150 cidades, os afro-americanos e seus aliados encheram as ruas, enfrentando a pandemia de covid-19 e a violência da polícia. Desafiaram séculos de desigualdades de raça e classe, exigindo liberdade de justiça para todos e colocando em xeque uma estrutura de poder racista e corrupta, baseada em repressão violenta. 1. Brechas nas defesas do sistema: Depois de dez dias seguidos na ruas, a indignação popular contra a injustiça sistemática abriu diversas brechas no muro de defesa do sistema. As autoridades legais do estado de Minnesota, onde Floyd foi morto, foram forçadas a prender e indiciar todos os policiais envolvidos, por homicídio de segundo e terceiro graus. Surgiu ...

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    'Se estamos ainda hoje no Brasil e somos maioria, é porque o povo negro vem resistindo, mesmo com tantas ações que visam o extermínio desse povo', diz Djamila Ribeiro. (Foto: DIVULGAÇÃO/MAARTEN VAN HAAFF)

    Racismo no Brasil: todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista, diz Djamila Ribeiro

    A filósofa e escritora Djamila Ribeiro define assim o comportamento do brasileiro em relação ao racismo: todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista. Nesta entrevista à BBC News Brasil, a autora do Pequeno Manual Antirracista diz o que deve ser feito por quem quer combater o racismo e sobre o papel dos pais na educação antirracista de seus filhos. "Não basta só reconhecer o privilégio, precisa ter ação antirracista de fato. Ir a manifestações é uma delas, apoiar projetos importantes que visem à melhoria de vida das populações negras é importante, ler intelectuais negros, colocar na bibliografia. Quem a gente convida pra entrevistar? Quem são as pessoas que a gente visibiliza?" Ribeiro é mestre em filosofia política pela Unifesp e uma das vozes mais influentes do movimento pelos direitos das mulheres negras no Brasil. Ela está na lista da BBC de 100 mulheres mais influentes e ...

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