segunda-feira, outubro 26, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Sojourner Truth'

    Foto retirada do  Blog da Boitempo

    Angela Davis: A potência de Sojourner Truth

    No aniversário de 135 anos de morte de Sojourner Truth, o Blog da Boitempo recupera uma reflexão clássica de uma das maiores vozes do feminismo negro no mundo hoje sobre o legado da militante abolicionista, pioneira na luta pelos direitos civis dos negros e das mulheres nos EUA. Por Angela Davis, no Blog da Boitempo Foto retirada do Blog da Boitempo No aniversário de 135 anos de morte de Sojourner Truth, o Blog da Boitempo recupera uma reflexão clássica de uma das maiores vozes do feminismo negro no mundo hoje sobre o legado da militante abolicionista, pioneira na luta pelos direitos civis dos negros e das mulheres nos EUA. O trecho reproduzido abaixo integra o livro Mulheres, raça e classe, de Angela Davis. Nele, ainda sem o arcabouço teórico formal da interseccionalidade, a autora procura demonstrar as articulações entre classe e raça no início da campanha pelos direitos ...

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    (Photo by Hulton Archive/Getty Images)

    Sojourner Truth traz duro discurso contra a invisibilidade

    “Aquele homem ali diz que é preciso ajudar as mulheres a subir numa carruagem, é preciso carregar elas quando atravessam um lamaçal e elas devem ocupar sempre os melhores lugares. Nunca ninguém me ajuda a subir numa carruagem, a passar por cima da lama ou me cede o melhor lugar! E não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para meu braço! Eu capinei, eu plantei juntei palha nos celeiros e homem nenhum conseguiu me superar! E não sou uma mulher? Eu consegui trabalhar e comer tanto quanto um homem – quando tinha o que comer – e também aguentei as chicotadas! E não sou mulher? Pari cinco filhos e a maioria deles foi vendida como escravos. Quando manifestei minha dor de mãe, ninguém, a não ser Jesus, me ouviu! E não sou uma mulher?” Esse parágrafo duríssimo extraio do livro “O que é Lugar de Fala?”, escrito da Mestre ...

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    Foto: Sojourner Truth (autor original) Biblioteca do Congresso (digitalização) (Biblioteca do Congresso), [Domínio público], via Wikimedia Commons

    E não sou uma mulher? – Sojourner Truth

    Muito bem crianças, onde há muita algazarra alguma coisa está fora da ordem. Eu acho que com essa mistura de negros (negroes) do Sul e mulheres do Norte, todo mundo falando sobre direitos, o homem branco vai entrar na linha rapidinho. Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim? Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o ...

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    Foto: Sojourner Truth (autor original) Biblioteca do Congresso (digitalização) (Biblioteca do Congresso), [Domínio público], via Wikimedia Commons

    Michelle Obama e Hillary homenageiam Sojourner Truth, negra que lutou contra escravidão

    Washington, 28 abr (EFE).- Michelle Obama e Hillary Clinton homenagearam Sojourner Truth, uma das primeiras mulheres negras que lutaram contra a escravidão nos Estados Unidos e que ganhou hoje uma estátua na Galeria da Emancipação do Capitólio. O espaço está reservado às grandes personalidades do país, e Truth será a primeira negra a receber esta honra. A primeira-dama lembrou de suas origens e destacou que ela, que agora é o rosto mais visível dos Estados Unidos, também veio de uma família que foi vítima da escravidão gerações atrás. "Espero que Sojourner Truth esteja orgulhosa de me ver, uma descendente de escravos, servindo como a primeira-dama dos Estados Unidos", disse. Michelle destacou o legado de Truth, que, apesar de ser escrava, lutou pela abolição e pelos direitos das mulheres, e teve a oportunidade de conhecer o presidente Abraham Lincoln em 1864 e Ulysses Grant em 1870. Pensando no legado da abolicionista ...

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    Foto: Sojourner Truth (autor original) Biblioteca do Congresso (digitalização) (Biblioteca do Congresso), [Domínio público], via Wikimedia Commons

    Sojourner Truth

    Isabella Baumfree Data e local de nascimento: c. 1797 Swartekill, Nova York Data e local de falecimento: 26 de novembro de 1883, com cerca de 86 anos, Battlecreek, Michigan, Ocupações: Empregada doméstica, abolicionista, escritora Pais: James e Elizabeth Baumfree Sojourner Truth (1797 - 26 de novembro de 1883) foi o nome adotado, a partir de 1843, por Isabella Baumfree, uma abolicionista afro-americana e ativista dos direitos da mulher. Truth nasceu no cativeiro em Swartekill, Nova York. Seu discurso mais conhecido,"Não sou uma mulher?", foi pronunciado em 1851, na Convenção dos Direitos da Mulher em Akron, Ohio. Juventude Foi um dos treze filhos de James e Elizabeth Baumfree, escravos do Coronel Hardenbergh. A propriedade dos Hardenbergh situava-se numa região de colinas, conhecida por Swartekill, um nome holandês, ao norte da atual Rifton, e localizada na pequena cidade de Esopus, Nova York, ao norte da cidade de Nova York1. Morrendo o coronel, a posse dos escravos da ...

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    Sojourner Truth e Michelle Obama

    Michelle Obama e Hillary homenageiam Sojourner Truth negra que lutou contra escravidão

    Washington, 28 abr (EFE).- Michelle Obama e Hillary Clinton homenagearam Sojourner Truth, uma das primeiras mulheres negras que lutaram contra a escravidão nos Estados Unidos e que ganhou hoje uma estátua na Galeria da Emancipação do Capitólio. O espaço está reservado às grandes personalidades do país, e Truth será a primeira negra a receber esta honra. A primeira-dama lembrou de suas origens e destacou que ela, que agora é o rosto mais visível dos Estados Unidos, também veio de uma família que foi vítima da escravidão gerações atrás. "Espero que Sojourner Truth esteja orgulhosa de me ver, uma descendente de escravos, servindo como a primeira-dama dos Estados Unidos", disse. Michelle destacou o legado de Truth, que, apesar de ser escrava, lutou pela abolição e pelos direitos das mulheres, e teve a oportunidade de conhecer o presidente Abraham Lincoln em 1864 e Ulysses Grant em 1870. Pensando no legado da abolicionista ...

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    O que eles não nos contaram?

    Eu não sei como brigar, eu só sei como continuar viva. A Cor Púrpura (1982)   Às vezes eu me pergunto o que poderia ter mudado se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, se o feminismo negro ou o debate étnico-racial tivesse chegado mais cedo em minha vida. Será que eu teria considerado algumas coisas que me ocorreram como violência?  Será que eu teria ficado calada nas vezes em que eu deveria ter gritado? Pensando comigo mesma acho que a resposta seria sim, porém “eles” não me contaram, ninguém me disse que a violência direcionada a mim eram por conta da minha cor, esta não retinta, mas que ainda recebe olhares externos, exóticos ou de não aprovação. Se “eles” tivessem me contado eu teria berrado, dilacerando a máscara do silêncio como disse Grada, mas não teria feito isso esperando que “eles” se importassem, pois sei que não se importariam ...

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    Na luta contra as opressões atuais, mulheres camponesas se aprofundam na história do feminismo

    Luiza Mahin, Teresa de Benguela, Sojourner Truth, Olympe de Gouges, Emily Davison. Esses nomes que são desconhecidos para muitos/as correspondem a mulheres que fizeram parte da história das lutas femininas, no Brasil e no mundo, mas, que muitas vezes são esquecidas. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o movimento de mulheres por igualdade e direitos, a segunda etapa da Formação Continuada Gênero e Agroecologia da Rede Mulher do Sertão do São Francisco teve como tema a história do feminismo. Do CPT Nacional Imagem: Comunicação IRPAA   A Formação, que tem como público mulheres camponesas, aconteceu entre os dias 29 de fevereiro e 1º de março, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro (BA). No encontro, agricultoras, pescadoras e apicultoras conheceram a origem do feminismo através dos marcos históricos – a exemplo da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791) e ...

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    Ana Paula Xongani, influenciadora digital, apresentadora de TV e empresária de moda Foto: Divulgação

    Ana Paula Xongani: ‘Trabalho para a revolução de ser uma mulher preta feliz e bem-sucedida’

    Apresentadora do GNT e influenciadora digital, ela já chorou na internet ao falar do racismo sofrido pela filha de 4 anos e viralizou ao escancarar a falta de maquiagem para peles negras. Mas avisa: 'Faço vídeos de potência, falo sobre o meu cabelo, mas de um lugar positivo' Por Kamille Viola, do O Globo Ana Paula Xongani, influenciadora digital, apresentadora de TV e empresária de moda Foto: Divulgação Influenciadora e empresária de moda, Ana Paula Xongani vem construindo sua narrativa na internet em torno da identidade negra. Em seu canal, fala sobre penteados afro e maquiagem para seu tom de pele, entre outros temas. Com quase 100 mil seguidores no Instagram e 75 mil inscritos no YouTube, faz uma campanha atrás da outra para diversas marcas e é convidada para debates e palestras. Este ano, estreou na TV, como uma das apresentadoras da série “Se essa ...

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    Boas de parir: mulheres negras e violências reprodutivas

    “Quando o médico se aproximou de mim disse, agora com essas mulheres aqui vocês não terão nenhum problema. O parto é rápido e sem dor. Igualzinho a cavalos. . Eu sentia dor do mesmo jeito que as mulheres brancas . Além disso, esse médico não sabe do que ele tá falando. Ele nunca deve ter visto uma égua. Quem disse que elas não sentem dor? Só porque ela não chora?”. Tony Morrison, em O olho mais azul. Por Emanuelle Goes, Da Catarinas Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares, foi tema do enredo da Mancha Verde, neste ano (Foto: Miguel Schincariol via getty images) Reprodução, exaustão e resistência são palavras que fazem parte do vocabulário de mulheres negras escravizadas e que permanecem até os dias de hoje: somos vistas como as que suportam tudo, no senso comum e na (pseudo) ciência. Estas características vinculadas às mulheres negras, construídas ...

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    Reprodução/Facebook

    Ferramenta anticolonial poderosa: os 30 anos de interseccionalidade

    Carla Akotirene, autora de Interseccionalidade, pela Coleção Feminismos Plurais, escreve um artigo especial sobre os 30 anos do conceito Por CARLA AKOTIRENE, da Carta Capital  KIMBERLE CRENSHAW, FEMINISTA NEGRA QUE CUNHOU O CONCEITO INTERSECCIONALIDADE. FOTO: MOHAMED BADARNE Há 30 anos a pensadora negra estadunidense Kimberlé Crenshaw não previu o quão longe o seu termo interseccionalidade viajaria nas ciências humanas e pautas identitárias. Ao sistematizar o “conhecimento situado de mulheres negras” como instrumento normativo, propôs a interseccionalidade como uma sensibilidade hermenêutica no campo da teoria crítica feminista de raça, sobre em quais condições jurídicas, estruturais e subjetivas, mulheres negras poderiam ser representadas por si mesmas e compreendidas nos tribunais. Contudo, a interseccionalidade vem atravessando o século XXI disputada no léxico, em escala global por movimentos identitários, grupos acadêmicos, programas de governos, à revelia da capacidade heurística contestar perdas das garantias fundamentais do grupo particular. Usos inadequados liberais revelam justamente ...

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    Sojourner Truth (Foto: Imagem retirada do site AH)

    Dupla opressão: mulheres negras

    Em 1851, na Convenção dos Direitos das Mulheres, em Akron, nos Estados Unidos, Sojourner Truth, uma negra abolicionista, escritora e ativista dos direitos das mulheres, foi responsável por um discurso capaz de reconhecer e nomear privilégios. Ela narrou uma série de atividades que exercia e que são consideradas masculinas, para então lançar uma pergunta retórica ao final de cada estrofe: se, afinal, ela não seria mesmo uma mulher. Sob a perspectiva da época, não parecia. “Olhem para meu braço! Eu capinei, eu plantei, juntei palha nos celeiros e homem nenhum conseguiu me superar! Eu não sou uma mulher? Eu consegui trabalhar e comer tanto quanto um homem — quando tinha o que comer — e também aguentei as chicotadas! E não sou uma mulher?” Embora Truth tenha se manifestado há quase dois séculos, a teorização do feminismo negro vai emergir num tempo já bem mais próximo dos nossos dias, quando ...

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    A jornalista Isabela Reis Foto- Arte de Ana Luiza Costa sobre foto divulgação

    Isabela Reis: É impossível construir um futuro sem conhecer o passado, sem reverenciar a ancestralidade

    A convite do projeto Celina, jornalista escreve carta à filósofa francesa, refletindo sobre a atualidade de "O segundo Sexo" 70 anos depois de seu lançamento Isabela Reis no O Globo A jornalista Isabela Reis Foto- Arte de Ana Luiza Costa sobre foto divulgação Oi, Simone. Não é qualquer livro que faz 70 anos e continua sendo reeditado, com edições especiais em capa dura. Muito menos se escrito por uma mulher. Li seu livro para fazer meu trabalho de conclusão do curso de jornalismo: "Oxum e o mito da fragilidade feminina". Precisava provar que essa história de mulher como sexo frágil era falácia, e você foi essencial. Principalmente quando desconstrói, citando o teórico inglês Friedrich Engels, a história de que homens e mulheres são diferentes geneticamente, e isso seria determinante para ele seja visto como o provedor e ela, cuidadora. Eu preciso confessar que resisti a ler ...

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    Marcha de Mulheres em La Plata

    Não é feminista nem anti-capitalista e anti-patriarcal se é racista, xenofóbica, transfóbica e não questiona seus privilégios

    O evento Encontro Latino Americano de Feminismos foi marcado por inúmeros episódios racistas, xenofóbicos e transfóbicos *Por Denise Braz do Revista Amazonas para o Portal Geledés Foto: Arquivo da Comissão Organizadora do Dia 8 de Novembro Foi realizada de 7 a 10 de dezembro de 2018 em La Plata, Argentina, a 4ª edição do Encontro Latino Americano de Feminismos (ELLA). O evento contou com a participação de muitas mulheres do meio político, artistas e ativistas de várias partes de América Latina e Caribe. Foram, aproximadamente, mais de 21 países participantes e mais de 150 atividades. O encontro teve tudo para fechar o ano com “chave de ouro”, depois de tantas conquistas do feminismo argentino. As companheiras de outros países estavam ansiosas para saber mais sobre a luta a favor da descriminalização do aborto, que em breve esperamos que seja lei, e compartir suas vivências. Porém, o evento ...

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    Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos

    A actual geração de activistas, que já nasceu em Portugal ou cá cresceu, coloca novas questões na agenda do movimento negro feminino em Portugal. Recuamos no tempo... recuamos séculos... falta contar esta história. Por Cristina Roldão Do Publico Sabendo que qualquer levantamento visibiliza ao mesmo tempo que invisibiliza é preciso sinalizar que, na última década, mas sobretudo nos últimos cinco anos, assistiu-se à emergência de vários colectivos de feministas negras, como a Queering Style (2015) e o Coletivo Zanele Muholi de Lésbicas e Bissexuais Negras (2016), que colocam na agenda do feminismo negro as questões LGBT; a FEMAFRO — Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes (2016) e a INMUNE — Instituto da Mulher Negra (2018), duas associações que romperam o silêncio mediático sobre a mulher negra, e conquistaram espaço no centro da “cidade”; mas também grupos com maior informalidade, caso das Crespas e Cacheadas (2013), We Love Carapinha (2015), Nêga ...

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    Como uma mulher negra, estou cansada de ter de provar minha feminilidade

    "E não sou uma mulher?" – algumas evidências históricas sugerem que Sojourner Truth nunca fez essa famosa pergunta. No entanto, como uma mulher alta e de pele escura, esse é o questionamento com a qual lutei toda a minha vida. Por Hannah Eko Do Buzzfeed Loveis Wise for BuzzFeed News “Homem ou mulher?”, me perguntou o estranho Eu tinha 21 anos e estava em uma loja de conveniência. Eu só queria comprar algo gelado para meus irmãos beberem. Fiquei tão surpresa com o modo casual com que ele questionou meu gênero que acidentalmente respondi: “Homem!” Depois, percebendo meu erro, acrescentei: “Não, não – mulher!” Meu rosto corou enquanto eu levava as bebidas até o caixa. O estranho sorriu para mim, como se estivéssemos compartilhando algum segredo. “Caaaara”, falou, colocando seus óculos escuros, “Você disse homem primeiro”. Voltei em silêncio para o meu carro. Minha irmã me perguntou, ...

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    Foto Marta Azevedo

    A agenda das negras é tudo

    Diante do passivo acumulado, resolver a demanda das mulheres negras é sinônimo de melhorar o Brasil Por Flávia Oliveira,  do O Globo  Foto: Marta Azevedo Sozinha no avião, eu lia “O que é lugar de fala?”, best-seller de Djamila Ribeiro, e refletia sobre o trecho em que a filósofa brasileira menciona o discurso “E eu não sou uma mulher?”, da abolicionista e ativista afro-americana Sojourner Truth, de 1851. Na fala improvisada, espécie de pedra fundamental do feminismo negro nos EUA, ela provocou: “Se a primeira mulher que Deus criou foi suficientemente forte para, sozinha, virar o mundo de cabeça para baixo, então todas as mulheres, juntas, conseguirão mudar a situação e pôr novamente o mundo de cabeça para cima”. O raciocínio me remeteu à frase de outro ícone global do movimento de mulheres, a também filósofa e escritora americana Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, ...

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    Foto Marta Azevedo

    A agenda das negras é tudo por Flávia Oliveira

    Diante do passivo acumulado, resolver a demanda das mulheres negras é sinônimo de melhorar o Brasil por Flávia Oliveira no O Globo Foto Marta Azevedo Sozinha no avião, eu lia “O que é lugar de fala?”, best-seller de Djamila Ribeiro, e refletia sobre o trecho em que a filósofa brasileira menciona o discurso “E eu não sou uma mulher?”, da abolicionista e ativista afro-americana Sojourner Truth, de 1851. Na fala improvisada, espécie de pedra fundamental do feminismo negro nos EUA, ela provocou: “Se a primeira mulher que Deus criou foi suficientemente forte para, sozinha, virar o mundo de cabeça para baixo, então todas as mulheres, juntas, conseguirão mudar a situação e pôr novamente o mundo de cabeça para cima”. O raciocínio me remeteu à frase de outro ícone global do movimento de mulheres, a também filósofa e escritora americana Angela Davis: “Quando a mulher negra se ...

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    Claudette Colvin, a pouco lembrada menina de 15 anos que ousou enfrentar a segregação racial nos EUA

    A americana Rosa Parks ficou conhecida como a mulher que desafiou as leis segregacionistas dos anos 1950 ao recusar-se a ceder seu assento de ônibus a uma pessoa branca. Mas ela não foi a primeira a se rebelar. Por Taylor-Dior Rumble, da  BBC Claudette Colvin fez exatamente o mesmo ato desafiador que Rosa Parks, com nove meses de antecedência (ALAMY) Nove meses antes, em março de 1955, uma menina de 15 anos chamada Claudette Colvin fez exatamente o mesmo, na mesma cidade - Montgomery, Alabama. Colvin, hoje com 78 anos, não costuma contar sua história, mas decidiu se abrir à BBC. "Havia segregação em todos os lugares - as igrejas, os ônibus, as escolas estavam divididas (entre negros e brancos). Sequer podíamos ir aos mesmos restaurantes", diz ela. "Lembro que, em uma Páscoa, tinha que comprar um sapato de couro preto, mas só era possível comprá-lo nas lojas de pessoas brancas, ...

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    African American educator and U.S. congresswoman Shirley Chisholm stands at a podium and gives the victory sign, circa 1968. (Photo by Pictorial Parade/Getty Images)

    Teach Your Students About Black Women This Women’s History Month

    It is easy to celebrate black women when it is convenient or comfortable. Americans appreciate black women when our voter turnout leads to necessary victories in Congress. We loved Beyoncé, until she said to stop killing us, and we love Oprah, so long as her messages do not become too radical, of course. But rarely does American society acknowledge the contributions of black women or their role in our history. Por Jamilah Pitts Do Huffingtonpost PICTORIAL PARADE VIA GETTY IMAGES There is a great danger in overlooking the roles black women have played in movements of resistance, resilience and revolution. It is important that we break the cycle of this singular form of storytelling. So, this Women’s History Month, instead of another lesson around mainstream feminist movements, most of which excluded black women, I hope that my fellow educators will pause to focus on all that black women, and ...

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