terça-feira, novembro 24, 2020

    Resultados da pesquisa por 'abolição'

    Foto: REVISTA O MALHO/BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL / EL PAÍS

    Há 110 anos, marujos denunciaram chibata na Marinha e racismo no Brasil pós-abolição

    O Rio de Janeiro entrou em pânico. Quando correu a notícia de que, da Baía de Guanabara, quatro navios de guerra apontavam seus canhões para a cidade, os cariocas fizeram as malas às pressas para fugir da morte. Na Estação Central do Brasil, os trens para longe da capital da República partiram lotados. Nos bondes com destino aos subúrbios, os passageiros viajaram espremidos, muitos pendurados no lado de fora. O perigo era real. Numa amostra do estrago que eram capazes de provocar, os encouraçados fizeram disparos que mataram duas crianças no Morro do Castelo, no Centro, a poucos metros da Câmara dos Deputados. O senador Ruy Barbosa (BA) contou aos colegas, num discurso no Senado, o horror de ter sido testemunha ocular do ataque naval: — Foi com a minha filha chumbada ao leito, por uma enfermidade que não nos permite sequer movê-la na sua própria cama, que tive esta ...

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    O escritor Oswaldo de Camargo, 84 - Raphael Aguiar/Arquivo Pessoal

    Movimento negro no Brasil tem que rumar para nova abolição, afirma ativista

    Poeta, escritor e ativista dos mais importantes do movimento negro brasileiro, Oswaldo de Camargo terá pela primeira vez, aos 84 anos, parte de sua obra publicada por uma grande editora. A Companhia das Letras acaba de fechar o negócio, e três livros sairão no ano que vem. O primeiro é “15 Poemas Negros”, que teve prefácio do sociólogo Florestan Fernandes em 1961 e está fora de catálogo há décadas. Os outros são “O Carro do Êxito”, contos ficcionais de 1972, e a novela “A Descoberta do Frio”, de 1979, que tiveram edições pela Ateliê há quatro anos. Alguns desses poemas e contos foram publicados em francês, inglês e alemão. “É enorme alento para outros autores envolvidos com a literatura negra, demais desconhecida. Conhecer e divulgar autores desse ‘coletivo negro literário’ vai trazer muitas surpresas”, diz Camargo. Militante desde 1955, quando tinha 19 anos, o escritor faz uma literatura do negro ...

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    Adobe

    Sobre a prostituição de mulheres negras no Pós-Abolição

    Em 7 de fevereiro de 1896, com o título “Mais um crime! uma mulher assassinada”, o Jornal do Brasil noticiou em detalhes a morte da prostituta Luiza Argentina Reis.  Anteontem saiu Clara Balon em companhia de seu amante, Sabino Iglezias Peres, indo ambos ao teatro, tendo deixado em casa Argentina, em companhia de um rapaz português, ainda moço, claro, o qual lhe havia sido naquele momento apresentado por Argentina. Voltando do teatro, à (sic) uma hora da noite mais ou menos Clara entrou para o interior da casa, enquanto Sabino dirigiu-se a uma venda próxima para comprar uma garrafa de cerveja. Notando a ausência de Luiza e vendo sobre a mesa uma garrafa e dois copos, Clara foi ao quarto ocupado pela sua nova inquilina e aí encontrou-a jazendo por terra, com um ferimento que ainda gotejava sangue (...). Comunicado a polícia o ocorrido, compareceu imediatamente o dr. Carijó, 1º ...

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    Imagem retirada do site  IPolítica

    A farsa da abolição escravocrata no sul da Bahia e os desafios da juventude negra

    Você acha justo uma mulher estuprada por anos, até décadas, carregar o sobrenome, as cicatrizes psicológicas e frutos materiais de quem a estuprou? Pois é essa analogia cruel que muitos historiadores e sociólogas utilizam para falar da crueldade do escravismo brasileiro e sua continuidade com outros nomes hoje em dia. A lembrança datada em treze de maio, uma ação dos escravocratas brasileiros para impedir o avanço das organizações negras que se movimentavam organizando negras e negros, é uma lembrança repudiada por todas as pessoas que tem o mínimo de consciência negra, letramento racial e leitura antirracista. Esse conteúdo é para essas pessoas e também para as herdeiras dos frutos materiais de séculos de escravismo. Escravismo aceito pelo poder público, igrejas, grande mídia e tantas estruturas sociais e econômicas da época. E sim, estou falando dos sobrenomes que hoje dominam a política e economia brasileira herdeiras desses séculos de sangue, suor, ...

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    Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

    132 anos de abolição: A luta pela nossa liberdade continua…

    13 de maio de 2020, hoje faz 132 anos da abolição da escravidão no Brasil, mas, afinal, que tipo de “Liberdade” conquistamos? Como usufruir esta tal liberdade em meio a tanta desigualdade social:  Somos a principal força de trabalho 54,9% e mesmo assim 64,2% estão desempregados (depois desta pandemia, este número irá aumentar). 47,3% das pessoas ocupadas que se declaram pretos e pardos estão em trabalhos informais, sem garantia dos seus direitos trabalhistas (IBGE, 2018).  As taxas de pobreza e de pobreza extrema são maiores entre a população negra, respectivamente: 32,9% e 8,8%.  A taxa de analfabetismo entre negros de 15 anos é mais que o dobro em comparação a de jovens brancos da mesma idade. Na região Norte e Nordeste este dado é ainda mais alarmante.  Negros e negras são as maiores vítimas de homicídios no Brasil. Nós mulheres negras somos as vítimas mais recorrentes de homicídios. 61% das ...

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    Adobe

    132 anos da Abolição da Escravatura: Estamos livres?

    No dia 13 de maio de 2020 a Abolição da Escravatura completa 132 anos, uma data histórica para o Brasil e principalmente para a população negra (que teve seus povos ancestrais escravizados, desumanizados e exterminados) e agora, pergunto à vocês prezados leitoras e leitoras: nós negros e negras estamos livres?. Sou um militante ativista racial em Santa Maria e faço parte do Movimento Negro Unificado (MNU) movimento que nasceu nas escadarias em frente ao Teatro Municipal em São Paulo em 1978, denunciando por exemplo, as altas taxas de pessoas negras desempregadas, as opressões policiais truculentas e cotidiana, exigindo assistência para povo preto que encontrava-se abandonados nas ruas da capital paulistana e principalmente as constantes mortes de pessoas “de cor” ou seja, um verdadeiro extermínio da população negra. Novamente pergunto para vocês prezados leitores e leitoras: avançamos enquanto população negra e sociedade no geral? Vocês devem estar se questionando: “ele veio ...

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    Reprodução/Fabecook

    13 de maio de 1888 – 132 anos de Abolição: Homenagem a um grande abolicionista

    Para mim, André Pinto Rebouças, negro baiano nascido em 1838 e formado em engenharia pela Escola Militar do Rio de Janeiro, foi o maior líder da corrente progressista da Abolição da Escravatura. Essa articulação foi derrotada em favor da política imigrantista cujo propósito era excluir a população negra do projeto de nação e branquear a população. João Batista de Lacerda, representando o Brasil no Congresso de Raças em Londres, em 1911, garantia que dali a 100 anos, ou seja em 2011, não haveria nenhuma pessoa negra no Brasil. Senhores de escravizados, inconformados com a perda de sua propriedade e a recusa de indenização por parte da Princesa Isabel e de outras personalidades, da noite pro dia viraram republicanos e apoiaram a derrubada da monarquia pouco mais de um ano depois, por meio de um golpe militar. Numa economia eminentemente agrícola a perda da mão de obra foi um golpe inaceitável ...

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    Imagem retirada do site Mega Pop

    Estudo sobre comunidade quilombola abolição

    O trabalho “Quilombo Abolição: História e Identidade (2005-2018)”, de Cléia Batista da Silva Melo, buscou compreender o processo de construção e fortalecimento da identidade étnica dos remanescentes da Comunidade Quilombola Abolição, localizada no município de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, a 60 km de Cuiabá, na BR 364, próximo a Serra de São Vicente durante os anos de 2005 e 2018. Os quilombos contemporâneos são espaços de resistência, de autonomia, de luta por liberdade e simbolizam a afirmação da identidade negra. Os remanescentes dos quilombos lutam por reparações, reconhecimento e valorização de suas histórias e contribuições dadas para a formação da sociedade brasileira. A Comunidade Quilombola Abolição é o objeto dessa pesquisa com suas particularidades e singularidades. Foram analisados documentos tais como: Requerimentos e Cartas de Sesmarias, Certidões de Batistério e Escrituras de Terras. O método de pesquisa foi a prosopografia (biografia coletiva) que possibilitou conhecer a população ...

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    Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros'

    Artista restaura cor de brasileiros fotografados às vésperas da abolição

    Nada se sabe sobre o homem de cabelos grisalhos e olhar triste na foto acima, retratado pelo fotógrafo alemão Alberto Henschel no Brasil por volta de 1869, alguns anos antes da Lei Áurea. A legenda do retrato original, à esquerda, diz apenas "tipos negros". Por Letícia Mori, da BBC Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros' (Imagem: MARINA AMARAL) O retrato à direita foi restaurado e colorido pela artista brasileira Marina Amaral e é uma das 22 fotografias que a artista está recuperando para sua série "Escravidão no Brasil". "Quando a gente olha para os números e para a escala enorme do que foi a escravidão, fica tudo meio abstrato. Mas quando consegue olhar para as pessoas... Ver cada rosto deixa tudo menos abstrato, cria uma conexão", disse à BBC News Brasil. A mineira de 25 anos é artista digital especializada em colorir fotos antigas ...

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    Arte: Romulo Arruda

    V Semana da Consciência Negra debate os 130 anos da abolição da escravatura

    Em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, o Núcleo Estudos e Pesquisas Afro (NEPA) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e também o Fórum de Promoção da Igualdade Racial, vai organizar a discussão do tema “Olhares Contemporâneos sobre o Racismo Estrutural: 130 anos de abolição ?”. O evento acontecerá nos dias 20 à 23 de novembro, no campus Dra. Josefina Demes, em Floriano. Por Priscila Fernandes, do Cidade Verde  Arte: Romulo Arruda A V Semana da Consciência Negra tem como principal objetivo discutir olhares plurais do racismo estrutural na conjuntura que vivemos. Além de abordar o “por quê” que esse racismo persiste com vivacidade nas instituições do país ainda 130 anos depois da abolição. O encontro contará com mesas redondas, palestras e atividades culturais como dança africana e indígena, capoeira, maculelê, reggae, entre outras práticas remetidas à matriz africana. O primeiro ...

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    Parte do acervo permanente do Museu da Abolição - Crédito: Arthur de Souza/Arquivo Folha

    Resistência negra permeia história do Museu da Abolição

    A única instituição vinculada ao MinC a se dedicar exclusivamente à temática afro tem uma trajetória marcada pela luta para se manter aberta Por Mariana Mesquita, no Folha-PE Negritudeé resistência, e oMuseu da Abolição (MAB) confirma essa premissa. Único museu brasileiro vinculado ao Ministério da Cultura (MinC) a tratarexclusivamente da temática afro, ele existe há seis décadas, mas ao longo desse período só funcionou, de fato, por 24 anos. Foi fechado por duas vezes, uma delas durante o mandato do ex-presidente Fernando Collor de Mello, e desde 2013 briga com o governo de Pernambuco para que seja construído um novo acesso ao estacionamento (o original foi retirado por conta da construção do Túnel da Abolição). Maria Elisabete Arruda comemora o trabalho feito no Museu da Abolição mas teme pelo futuro do espaçoFoto: Arthur de Souza/Arquivo Folha   "Estamos ilhados, porque o acesso está complicado tanto pela rua Real da Torre ...

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    Sueli Carneiro, filósofa e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra está em cena Foto: Divulgação / O Globo

    Crítica: ‘A última abolição’

    “A última abolição” tem dois objetivos principais. O primeiro é abordar o lento fim da escravidão no país, culminando com a abolição em 1888. Nesse eixo, o documentário ressalta o papel de abolicionistas e intelectuais negros, como André Rebouças e José do Patrocínio, de modo a combater a visão simplória de que a assinatura da Lei Áurea foi o único gesto importante desse momento histórico.  O segundo objetivo, mais amplo em escopo, é promover um debate sobre o papel do negro na sociedade brasileira, e sobre como o fim da escravidão não foi suficiente para cessar a exclusão social que persiste até os dias de hoje. O filme costura eficientemente os depoimentos de historiadores, sociólogos e ativistas. Composto de entrevistas e imagens de arquivos — fotografias, matérias de jornais, decretos —, “A última abolição” tem enfoque educacional e mantém um tom sóbrio ao longo da duração. A nota destoante ...

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    A Última Abolição (Divulgação)

    Documentário ‘A Última Abolição’ é lançado em circuito nacional

    Marcando a estreia de Alice Gomes na direção, o filme rememora os movimentos abolicionistas, seus desdobramentos e a consequente situação do negro na sociedade contemporânea brasileira Do Almanaque da Cultura Fundamental para a análise da trajetória da população afrodescendente e seu espaço na sociedade contemporânea, o fim da escravidão no Brasil é o cerne de “A Última Abolição”, documentário que marca a estreia da roteirista Alice Gomes na direção e chega aos cinemas em 18 de Outubro. Produzido pela Gávea Filmes e Esmeralda Produções, tendo a Buda Filmes como produtora associada e coprodução da Globo Filmes, Globo News e TV Escola, o longa-metragem faz uma pesquisa abrangente e abarca dos primeiros movimentos abolicionistas no século XVIII às recentes políticas de ações afirmativas, passando por revoltas, lutas, greves, quilombos e líderes da própria população negra, chegando ao encarceramento e extermínio de jovens negros no país. Tratando o tema como um todo, o ...

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    Documentário: A Última Abolição

      Uma retrospetiva detalhada de um momento emblemático da história do Brasil, apresentado de uma outra pesperctiva: a abolição da escravidão. Ao contrário do que é pregado por livros didáticos e outras vertentes da "história oficial", a população escravizada se estruturou para criar uma forte oposição ao regime, criando quilombos, organizando revoltas, escolhendo líderes do movimento e convocando a população negra para a luta armada.  Classificação indicativa a definir por http://www.culturadigital.br/classind Do Adoro Cinema  Divulgação Direção: Alice Gomes Data de lançamento 18 de outubro de 2018

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    CULTNE DOC – Histórias do Pós-Abolição

    Os debates do II Seminário Internacional Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico seguem acontecendo por meio da divulgação das entrevistas realizadas pela parceria Acervo Cultne e GT Emancipações e Pós-Abolição. Do Cultne Divulgação Divulgamos hoje a lista dos sete primeiros vídeos que compartilhamos ao longo desta semana. Ainda temos muita coisa boa vindo aí! Ajude-nos a compartilhar e ampliar as reflexões sobre os significados dos 130 anos da Abolição no Brasil! Entrevista n. 1 - Profa. Dra. Nilma Lino Gomes - UFMG: https://youtu.be/9g2u6v49HY4 Entrevista n. 2 - Profa. Dra. Luciana da Cruz Brito - UFRB: https://youtu.be/DfN0AapypHI Entrevista n. 3 - Profa. Dra. Fernanda Oliveira da Silva - UFRGS/UFRRJ: https://youtu.be/Y_5B0ah593o Entrevista n. 4 - Prof. Dr. Lourival dos Santos - UFMS: https://youtu.be/sFyH0naN4SY Entrevista n. 5 - Profa. Dra. Ynaê Lopes dos Santos - FGV/CPDOC: https://youtu.be/kq8_rS3m-W8 Entrevista n. 6 - Doutoranda Ana Paula Cruz - UFRRJ: https://youtu.be/adP1Mv3X0Pg Entrevista n. 7 - Profa. Dra. ...

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    130 anos de abolição: Cultura escravocrata alimenta abismo racial

    Neste domingo (13) completam-se 130 anos da assinatura da Lei Áurea, que oficializou o fim da escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888. Quase um século e meio depois as estatísticas que relacionam o negro e o acesso à educação, saúde e renda confirmam que o desprezo e abandono impostos a essa população permanece. Segundo classificação do IBGE, mais da metade da população brasileira (54%) é de pretos ou pardos, sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras. Por Railídia Carvalho Do Vermelho Laura Barbosa e Jorge Ferreira/Midia Ninja Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE) realizada em 2016 comprova a desigualdade étnica no país que vê a pobreza se multiplicar nos últimos dois anos. A população negra é a mais penalizada no país que soma quase 13 milhões de desempregados. Desse total, pardos e negros representam 63,8%. Desigualdade no mercado de trabalho ...

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    Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador

    Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária. Por Amanda Rossi Do BBC Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY) O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças, engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa. "A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários ...

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    Fonte: Fundação Astrojildo Pereira

    Evento do Arquivo Nacional marca os 130 anos da Abolição da Escravatura no Brasil

    Ações integram a comemoração dos 180 anos do Arquivo Nacional. Na ocasião serão expostos os documentos originais da Lei Áurea e da Lei do Ventre livre. Será uma semana repleta de atrações que acontecerão na sede do órgão, no Rio de Janeiro  Por Tassia Verissimo, do Arquivo Nacional no Fundação Astrojildo Pereira O Arquivo Nacional vai realizar, entre os dias 08 e 12 de maio, um grande evento para marcar os 130 anos da Abolição da Escravatura no Brasil. Na ocasião serão expostos os documentos originais da Lei Áurea e da Lei do Ventre livre. Será uma semana repleta de atrações previstas para ocorrerem na sede do órgão, no Rio de Janeiro. Estão previstos uma série de shows de grupos afrobrasileiros, uma exposição com 40 itens do acervo do período da escravidão, uma mostra de cinema em homenagem a Nelson Pereira dos Santos, cujos originais dos filmes estão guardados no Arquivo ...

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    Extermínio da juventude negra será tema de jornada de luta no mês da abolição

    Entidades que representam a juventude negra capixaba estão se movimentando para realizar uma grande mobilização no próximo mês de maio, quando completam-se 130 anos da abolição. A I Jornada de Luta Contra o Extermínio da Juventude Negra no Espírito Santo terá uma série de eventos, realizados entre os dias 15 e 31 de maio. Por Jussara Baptista Do Século Diário O Círculo Palmarino-ES, entidade do movimento negro, está cadastrando instituições que desejem participar das atividades. Estão previstos debates, rodas de conversa, seminários, atos públicos, shows, saraus, batalhas, palestras, grupos de estudo, aulas públicas, cineclubes, audiências públicas, além de intervenções artísticas. O cadastro poderá ser feito até o dia cinco de maio de 2018 pela fanpage da entidade. “Será uma programação construída coletivamente, que contará com diversas atividades na Grande Vitória e no interior; nas comunidades, morros, praças, ruas, becos, escolas, quilombos, faculdades, parlamentos; enfim, em vários espaços para reafirmar e fortalecer nossa luta pela ...

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    Escravidão [388] + Abolição [130] = Desumanização Negra [518]

    Disputa do capital cultural na sociedade brasileira Por Juarez Tadeu de Paula Xavier¹ enviado para o Portal Geledés  Foto: Divulgação Fapesp A população afrodescendente (preta e parda) sobrevive no mesmo ambiente abrasivo de violências articuladas e interseccionais (étnico-racial, classe e gênero) que marcaram suas condições sociais no período de transição racial e demográfica, entre os anos de 1870 e 1930. Anos críticos para a população negra no país, quando a “eugenia e a pureza racial” tornaram-se “política de estado”. O preconceito (formas de menor valia das tradições de ascendências africanas), a discriminação racial (segregação conceitual, física e geográfica) e o racismo (fluxo ascendente da linha de mortalidade da população negra) consolidaram-se no imaginário social, e fundaram os obstáculos materiais à mobilidade vertical (ascensão) e horizontal (direito de ir e vir) de negras e negros na sociedade. Os dispositivos de coerção (violência física) e persuasão (organização das narrativas de ...

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