terça-feira, janeiro 26, 2021

Resultados da pesquisa por 'classe média'

Quilombolas de Alcântara: sem atenção do Estado (Imagem retirada do site DCM)

Pretos e pretas sofrem mais nesta pandemia, em que a classe média não abre mão de suas escravas domésticas.

As comunidades remanescentes de quilombos no Brasil sofrem mais uma vez com o descaso do Estado brasileiro. Governos federal, estadual e municipal se omitem no atendimento aos pobres, na sua maioria esmagadora negros. Estão aliados a empresários inescrupulosos que visam o lucro e desprezam a vida e à classe media que não quer limpar o chão e não pode prescindir de suas escravas domésticas. Os negros estão entregues à própria sorte. O ataque às comunidades de Alcântara (Maranhão) em plena pandemia, promovida pelo governo brasileiro, com ameaça de deslocamento, já denunciado em outro momento, se aprofunda agora no auge da crise, com um número elevado da população quilombola em todo brasil, infectada pelo coronavírus. Em recente artigo publicado pela doutora Yanne Teles, denunciando as filas de pobres na Caixa, em busca do auxílio, que deveria ser da vida, mas que tem cheiro de morte, as fotos feitas nas agências dão ...

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(Foto: Virojt Changyencham/Getty Images)

Pretos e pretas sofrem mais nesta pandemia, em que a classe média não abre mão de suas escravas domésticas

As comunidades remanescentes de quilombos no Brasil sofrem mais uma vez com o descaso do Estado brasileiro. Governos federal, estadual e municipal se omitem no atendimento aos pobres, na sua maioria esmagadora negros. Estão aliados a empresários inescrupulosos que visam o lucro e desprezam a vida e à classe media que não quer limpar o chão e não pode prescindir de suas escravas domésticas. Os negros estão entregues à própria sorte. O ataque às comunidades de Alcântara (Maranhão) em plena pandemia, promovida pelo governo brasileiro, com ameaça de deslocamento, já denunciado em outro momento, se aprofunda agora no auge da crise, com um número elevado da população quilombola em todo brasil, infectada pelo coronavírus. Em recente artigo publicado pela doutora Yanne Teles, denunciando as filas de pobres na Caixa, em busca do auxílio, que deveria ser da vida, mas que tem cheiro de morte, as fotos feitas nas agências dão ...

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Professor Ruy Braga, do Departamento de Sociologia da USP | Foto: Divulgação/USP

‘Terceirização vai levar ao fim do emprego de classe média no país’, diz Ruy Braga

O que acontecerá com o mercado de trabalho a partir da reforma trabalhista e da liberação da terceirização irrestrita? Para ajudar a entender o que virá, o Sul21 conversou com Ruy Braga, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo. Autor de diversos livros, sendo o último A Rebeldia do Precariado, lançado pela editora Boitempo em 2017, o sociólogo tem se dedicado a estudar o mercado de trabalho e a consequências da precarização que vem ocorrendo em diversos países do mundo, especialmente a partir da crise econômica de 2008. Por Luís Eduardo Gomes, do Sul21 Professor Ruy Braga, do Departamento de Sociologia da USP | Foto: Divulgação/USP As previsões que Braga faz não são nada favoráveis ao trabalhador. Pelo contrário, ele acredita na proliferação do subemprego, levando ao achatamento da renda das famílias, dificultando a retomada do crescimento e com poucas chances de trazer grandes modificações para o atual ...

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A repulsa da classe média branca “intelectualizada” à geração tombamento

A história recente do movimento negro aponta para um fenômeno em que há uma materialização bastante concreta da noção de estética como política. Nos corpos negros essa conceituação fica absolutamente verificável em movimentos que vão desde o Partido dos Panteras Negras, passando pelas camisetas altamente politizadas “100% Negro” da década de 1990, que serviam como uma mensagem bastante explícita de resignação contra o mito da democracia racial veiculado na ideia de “somos todos iguais”, chegando a geração tombamento de cabelos coloridos, roupas estampadas, bastante influenciada pelo movimento “Afropunk” norte-americano. Ou seja, desde muito tempo pessoas negras têm resistido através de comportamentos estéticos a um estereotipamento que se situa no olhar do branco sobre nós. A tomada de consciência sobre a possibilidade de existir de formas outras que não aquelas emanadas pela branquitude é portanto repudiada pela mesma, é simples, o negro ao estabelecer narrativas próprias sobre si mesmo racializa o branco e ...

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O mundo fechado da classe média tradicional

Classe média tradicional: reflexões e autocrítica de um indivíduo que pertence a esta classe social a partir de um fato do cotidiano Alexandre Tambelli, no Pragmatismo Politico  Nos anos 90 um fato cotidiano me marcou. Fui com jovens de classe média tradicional (minha classe social) jogar bola em um clube de campo. Para chegar ao clube precisamos passar por bairro periférico, onde a característica é a ocupação de morros com moradias simplórias visíveis do plano da estrada. De repente olhando para o lado esquerdo da estrada um desses jovens avista um galpão simplório no alto do morro com a seguinte placa escrita: – Aluga-se para casamentos e festas. No mesmo momento da leitura da placa deram-se duas situações com o jovem: – começou a gargalhar com escárnio. E de imediato saiu este comentário (+ ou – assim): – Que escroto! Festa de casamento nesse lugar. (começou a gargalhada coletiva). Imaginemos ...

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Estudantes de classe média vão à escola pública por economia e para sair da “bolha” social

Busca por ambiente mais diverso faz famílias de classe média desistirem da rede privada Em SP, o número de alunos que migrou para a rede pública aumentou em 25% em 5 anos Por HELOÍSA MENDONÇA e TALITA BEDINELLI, do El Pais Pedro Nakagawa, de 15 anos, sempre estudou em escolas particulares, mas mudou para um colégio público neste ano. Foto: FERNANDO CAVALCANTI "É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento a tua fala seja a tua prática". Foi a frase do educador Paulo Freire que guiou a escolha da artista plástica Anne Rammi, de 37 anos, em meados do ano passado. Ativista, militante pela educação e defensora da democracia e da igualdade, como se define, ela se pegou vivendo uma incoerência: seus filhos viviam na "bolha da escola particular", onde não conviviam com qualquer diversidade, num ambiente completamente desigual ao da maioria das crianças brasileiras. "Como ...

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Moradia: Governo acena à classe média e deixa os mais pobres ao relento

Ninguém em sã consciência é contra ampliar crédito habitacional para a classe média poder adquirir sua casa própria. O problema é quando isso é feito em detrimento à execução de programas de habitação para os mais pobres, que são os que mais sofrem com a falta de moradias decentes. Por Leonardo Sakamoto Do Blog do Sakamoto Quando o Conselho Monetário Nacional decide aumentar, temporariamente até o final do ano, o teto do imóvel financiado com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 1,5 milhão e quando o Palácio do Planalto divulga que o financiamento do ''Minha Casa, Minha Vida'' passa a beneficiar quem ganha até R$ 9 mil mensais, não é apenas a construção civil que eles querem reativar, mas também conquistar a simpatia da classe média que anda enjoada com a quantidade de denúncias de corrupção de membros do governo federal. Hoje, o teto é entre ...

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O que aconteceu com a nova classe média: o adeus à carteira de trabalho

O emprego como contramestre de solda num grande estaleiro deu lugar ao de auxiliar de lavanderia, sem carteira assinada. A renda familiar de mais de R$ 4 mil desabou para pouco mais de um salário mínimo (R$ 880). As consultas e os tratamentos médicos — antes feitos pelo plano de saúde — agora são precariamente supridos pelo SUS. Essas são algumas das perdas que Deyvid Silva, de 35 anos, sofreu desde que ficou desempregado, em novembro de 2015. Mas ele não está sozinho. Há 3,6 milhões de brasileiros que viram o sonho da ascensão econômica se transformar no pesadelo da queda na qualidade de vida conquistada com suor nos últimos anos. São essas histórias que o EXTRA começa a contar hoje, numa série de seis capítulos. Por Rafaella Barros, do Extra  Do período de ascensão de Deyvid à classe C, restou a casa própria, quitada com a rescisão Foto: Fábio Guimarães ...

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Classe média antipetista irá pagar em breve o preço de apoiar Temer

O colunista Jânio de Freitas, em artigo publicado na Folha, escreveu “que o afastamento da presidente se faz em um estado de hipocrisia como jamais houve por aqui. (…) Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo –as econômicas, porque as humanas, jamais.” Por Roberto Kuppe Do Mais Ro Os holofotes do jogo jogado do impeachment – desde o momento no qual um bandido, no comando da Câmara, com a conivência do Supremo, instalou o processo – estão todos voltados para o Congresso e, neste momento, no Senado, como se lá fosse o único palco dessa encenação ridícula. Mas, é preciso reconhecer que, não obstante o fato de termos um Parlamento majoritariamente ocupado por ratazanas, a falta de lideranças com credibilidade, respeito e reconhecimento nos campos político, econômico, social, religioso, artístico e intelectual impossibilitou uma saída ...

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O desastre da classe média, dos “Maria vai com as outras” e de seus ídolos

Queridíssima amiga Sara Regina Farias, Santa Maria, RS Por Dom Orvandil Do Brasil247 A emoção de nosso reencontro após mais de 34 anos se reveste dos significados das lembranças da luta contra a ditadura e da organização do povo, que se enraizaram em tua consciência e dos gestos de solidariedade entre nós, estes transformados em gratidão pela preservação da vida. Contaste-me do quanto tu e tua irmã são engajadas na mesma resistência de todas as pessoas de bem, que não aceitam o golpe dos assaltantes que tomaram o poder para destruir nossos direitos e vender o Brasil. Não esqueceste de listar nas reminiscências da nossa história o enorme compromisso sempre reafirmado na participação de teu pai Nelci, o primeiro presidente da União de Associação de Moradores de Santa Maria, fundada por nós na resistência ao terror da ditadura militar nem deixaste de mencionar o envolvimento de tua mãe Albertina. Que alegria ...

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O Fascismo do Século XXI e o papel da Classe Média

Há sinais claros de que uma parcela influente da sociedade brasileira está se aproximando cada vez mais dos valores totalitários específicos do fascismo. Do Opera mundi Quem algum dia teve estômago para assistir ao maravilhoso e grotesco “Salo, 120 dias de Sodoma”, de Pasolini, encontrou lá a definição mais aguda sobre o fascismo e suas peculiaridades ante outras formas de totalitarismo. No filme, Pasolini escancara ao público uma personagem absurdamente banal e monstruosa de Mussolini, que se enclausura com sua alta cúpula de governo em uma mansão de campo, levando com ele dezenas de jovens, homens e mulheres, com as quais praticaria os mais abomináveis atos possíveis e imagináveis pela mente humana. O que é que Salo tem que ajudaria a compreender a sociedade brasileira nos dias de hoje? Muito. Há sinais claros de que uma parcela influente da sociedade brasileira está se aproximando cada vez mais dos valores totalitários ...

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Para Jessé de Souza, classe média é sadomasoquista ao apoiar elites

“A classe média é sadomasoquista”, afirma o sociólogo Jessé Souza por José Carlos Fernandes, no GGN Os últimos seis meses foram de tormentas para o sociólogo potiguar Jessé Souza, 55 anos. Sua obra – até então festejada nos redutos acadêmicos – tem saído das estantes direto para as mãos daqueles que procuram uma explicação para o caos econômico e político em que se meteu o país. O que diz nem sempre agrada. Algumas polêmicas rendem réplicas e tréplicas nas páginas dos jornais, acrescidas de golpes baixos nas redes sociais e menções nas apaixonadas rinhas políticas da era Lava Jato. “Até agora, só me xingaram. Estou à espera de um debate de verdade”, provoca o autor de A tolice da inteligência brasileira, A ralé brasileira e de Os batalhadores brasileiros. Entre suas teses que mexem com o juízo dos detratores está a de que o maior problema do Brasil não é ...

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Classe Média mundial, não se assuste. Estamos em formação.

No mês da História Negra nos EUA, Beyoncé não poderia ter escolhido o melhor momento para o lançamento do ano. Formation, até agora com mais de 20 milhões de visualizações no youtube e críticas conservadoras nas redes, não só denunciou a violência policial contra o povo negro, mas também desenhou todo um histórico de resistência, orgulho black e empoderamento feminino. por Driade Aguiar e Paula Moraes, da Mídia NINJA Depois de sua apresentação no 50º SuperBowl — jogo do campeonato da principal liga de futebol americano -, Beyoncé recebeu enxurradas reacionárias quando apareceu com seu exército de mulheres negras, referenciando o partido dos Panteras Negras. Com o verdadeiro cinquentenário a ser comemorado mundialmente, o movimento lutou contra o racismo e a segregação e pela participação dos negros na política. De seus quadros, saíram ativistas e intelectuais negras icônicas, como Kathleen Cleaver e Angela Davis. Horas depois, não só o The National Alumni ...

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Colunista da BBC analisa raiva da classe média

Minha primeira geladeira e por que o Brasil de hoje lembra a Inglaterra dos anos 60 Por Tim Vickery, no O Cafezinho  Acho que nasci com alguma parte virada para a lua. Chegar ao mundo na Inglaterra em 1965 foi um golpe e tanto de sorte. Que momento! The Rolling Stones cantavam I Can’t Get no Satisfaction, mas a minha trilha sonora estava mais para uma música do The Who, Anyway, Anyhow, Anywhere. Na minha infância, nossa família nunca teve carro ou telefone, e lembro a vida sem geladeira, televisão ou máquina de lavar. Mas eram apenas limitações, e não o medo e a pobreza que marcaram o início da vida dos meus pais. Tive saúde e escolas dignas e de graça, um bairro novo e verde nos arredores de Londres, um apartamento com aluguel a preço popular – tudo fornecido pelo Estado. E tive oportunidades inéditas. Fui o primeiro ...

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E então Cunha falou o que a classe média queria ouvir. Por Mauro Donato

"Muitos programas sociais vão ter que acabar, não tem outro jeito”. Por Mauro Donato, do DCM Finalmente Eduardo Cunha disse o que as classes média e alta tanto queriam ouvir. Pelo meu palpite, depois de um pronunciamento desses, se Cunha se candidatasse à presidência da república hoje seria barbada. “É preciso ter arrecadação de impostos para sustentar tudo isso. A sociedade vai ter que decidir se quer manter esses programas. Para isso, é preciso aumentar impostos, o que vai ser difícil de passar no Congresso. Será necessário, então, fazer uma opção”. É batata, quando se fala em impostos a classe média tem urticária. Ela, que se vê como independente do estado, afinal já paga tudo em regime de iniciativa privada (escola, plano de saúde, transporte – que é em forma de financiamento do carro – plano de previdência privada) engole facilmente esse discurso. Não quer nem 0,01% a mais de encargos, ...

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Classe média é ingrata e não será leal a outros governos, diz Boaventura Souza Santos

Fabio Braga/Folhapress  O sociólogo português Boaventura Souza Santos em 2013, durante entrevista A nova classe média, que foi integrada pelo consumo, é ingrata a quem lhe dá condições para ascender. Tende a se identificar com os que estão acima dela e não com os que estão abaixo. Também não será leal a outros governos. Para isso, terá que ser intimidada. no Folha de São Paulo O alerta é do sociólogo e economista português Boaventura Sousa Santos, 74. Segundo ele, se houver um ciclo político pós-PT, "ele será dominado pela inculcação do medo que leve à resignação das classes médias e populares". Na análise do professor da Universidade de Coimbra, há também "o interesse do 'big brother' em que desapareçam de cena governos nacionalistas que retiram ao mercado internacional recursos, como o Pré-Sal e a Petrobrás. Está em curso na região um novo intervencionismo 'soft'". Nesta entrevista à Folha, concedida por e-mail, ele ...

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Neo fascismo ronda a classe média

Como os fascistas chegam ao poder Por André Araújo no O Cafezinho  Renzo de Felice, professor de História da Universidade de Roma, falecido em 1997, é por unanimidade considerado o maior historiador do Fascismo italiano. Sua monumental biografia de Benito Mussolini, em 4 volumes e 6.000 páginas se alinha com mais 8 livros, do qual o mais importante é La Interpretazione del Fascismo. Para De Felice , o Fascismo é uma IDEOLOGIA REVOLUCIONÁRIA E MODERNIZADORA DA CLASSE MÉDIA COM ORIGEM NO ILUMINISMO. De Felice era comunista histórico, rompeu com o PCI e entrou para o Partido Socialista. Minha interpretação (não é a de De Felice) é alinhavada em certos princípios. Ao contrário do que muitos pensam, o Fascismo não chega ao poder pela força das armas. O roteiro do Fascismo: 1-Um pequeno núcleo DETERMINADO imbuído da ideia salvacionista e messiânica produz ações impactantes e surpreendentes para mostrar força perante a ...

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Banco Africano para o Desenvolvimento Um em cada três africanos ascendeu à classe média

Um em cada três africanos ascendeu à classe média em África durante a última década e o crescimento económico dos países tem tendência a aumentar, indica um estudo hoje divulgado do Banco Africano para o Desenvolvimento. Pelo menos 370 milhões de pessoas, 34 por cento de toda a população do continente africano, atingiram a classe média, indica o relatório do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) divulgado hoje em Joanesburgo, África do Sul. De acordo com o mesmo documento, a classe média emergente está a ajudar ao crescimento e desenvolvimento das economias dos países de África. Em 2060, este grupo social pode vir a representar 42 por cento da população, segundo o estudo que começou a ser elaborado há 20 anos. "Existe uma classe média estável e está em crescimento", disse Mthuile Ncube, economista chefe e investigador do BAD e professor na Universidade de Oxford. "Esta é uma grande plataforma ...

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periferia

Estudar com a classe média, jogar bola com a periferia.

por Stephanie Paes Algumas pessoas me chamam de extremista. Muitas não entendem de onde vem minha vontade de lutar contra injustiças. Algumas acham que não faz sentido eu estar tão revoltada. A verdade é que eu estou revoltada a muito tempo. Fui criada na periferia de Curitiba. Apesar dos incontáveis esforços que meus pais realizaram para me manter longe de casa (e da rua) tanto quanto fosse possível, eu não fiquei imune ao que acontecia ao meu redor. Eu sabia que a vizinha da casa do lado tinha fugido do ex-marido porque ele vivia batendo nela, eu sabia que aquele piá que tinha crescido jogando bola comigo na rua já estava usando drogas, eu sabia que a filha daquela outra conhecida estava grávida e o “pai” da criança tinha sumido. Coisas cotidianas, você não precisa crescer no CIC pra saber disso. Mas eu também sabia que quando alguém estourava fogos ...

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Estudar com a classe média, jogar bola com a periferia.

Algumas pessoas me chamam de extremista. Muitas não entendem de onde vem minha vontade de lutar contra injustiças. Algumas acham que não faz sentido eu estar tão revoltada. A verdade é que eu estou revoltada a muito tempo. Por Stéphanie Paes, do Falando sem Permissão Fui criada na periferia de Curitiba. Apesar dos incontáveis esforços que meus pais realizaram para me manter longe de casa (e da rua) tanto quanto fosse possível, eu não fiquei imune ao que acontecia ao meu redor. Eu sabia que a vizinha da casa do lado tinha fugido do ex-marido porque ele vivia batendo nela, eu sabia que aquele piá que tinha crescido jogando bola comigo na rua já estava usando drogas, eu sabia que a filha daquela outra conhecida estava grávida e o “pai” da criança tinha sumido. Coisas cotidianas, você não precisa crescer no CIC pra saber disso. Mas eu também sabia que quando alguém ...

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