sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Resultados da pesquisa por 'democracia'

Samuel Vida. FOTO: DIVULGAÇÃO

Democracia não combina com racismo

A frase que dá título a este texto é uma espécie de síntese do difícil ano de 2020. A  pandemia do covid-19 exigiu redefinição dos parâmetros de sociabilidade, dos arranjos econômicos hegemônicos, seja na esfera da produção e do capital, seja na esfera das relações de consumo e do funcionamento das instituições privadas e públicas em todo o mundo. Entretanto, as mudanças e ajustes realizados não deram conta de redefinir os padrões de violência racial, exclusão e genocídio de indígenas e negros no Brasil. Aqui, o racismo se mostrou imune à pandemia e a todos os deslocamentos realizados em seu combate. Das políticas de enfrentamento ao covid-19, baseadas nas condições do homem médio branco, urbano, letrado, vinculado a tarefas laborais que comportam a manutenção de atividades em home office e com acesso garantido aos produtos sanitizantes necessários à higienização recomendada como medida primária para a prevenção. Em todos os estudos ...

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Oscar Vilhena Vieira, professor e cientista político (Foto: Jardiel Carvalho /Folhapress)

Os andaimes da democracia

Enquanto nosso criptogoverno vai afundando as botas num pântano de obscurantismo, incompetência e hostilidade a padrões mínimos de moralidade, com impacto devastador sobre a vida dos brasileiros e a saúde da própria democracia, a sociedade civil vem recompondo laços esgarçados pela forte polarização política e o estresse institucional em que imergimos a partir de 2013. Em 1835, Alexis de Tocqueville expressou seu entusiasmo com o papel das “associações civis”, formadas voluntariamente por cidadãos, no florescimento e na sobrevivência da democracia na América. Além de favorecer a solução de problemas concretos da comunidade pela ação coletiva de seus membros, o associativismo contribuiria, por meio “da influência reciproca que uns exerceriam sobre os outros”, para a formação de cidadãos melhores, com ideias “renovadas, corações ampliados e mentes desenvolvidas”. Desde cedo, portanto, o conceito de sociedade civil adquiriu um sentido positivo, ligado à promoção da liberdade, do pluralismo e da justiça social, não ...

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Foto: SILVIA IZQUIERDO / AP

Eleger negros nas próximas eleições é o modo de fortalecer nossa democracia e demonstrar que vidas negras importam

A luta contra o racismo é algo que tem a capacidade de começar a transformar a sociedade porque ele é a base de muitas de nossas relações, fazendo com que o racismo não se trate apenas de um ato ou comportamento degradante de um branco contra um negro, mas de toda uma metodologia que mantém privilégios raciais. Quando nos colocamos a combater o racismo, estamos lutando contra todos os tipos de privilégios, porque a população negra foi a que menos os conquistou ao longo da história do Brasil, pelo contrário, sempre desfavorecida e prejudicada por um conjunto de práticas que privilegiariam os brancos. Mesmos os negros sendo maioria da população, são os menos ricos, os que menos estão em posições de poder e os que menos tem acesso a políticas públicas e equipamentos de saúde e educação, sendo maioria nos presídios. Esses dados revelam a enorme exclusão racial e como o ...

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Oscar Vilhena Vieira, professor e cientista político (Foto: Jardiel Carvalho /Folhapress)

Democracia no fio da navalha

Trump deixa como legado de sua insanidade ególatra não apenas um rastro de milhares de vidas negligentemente perdidas, mas também uma forte polarização política, que esgarça o tecido democrático. Ao demandar a interrupção da contagem de votos na Filadélfia, berço da Constituição americana, deu mais uma amostra do desrespeito que dispensou às instituições democráticas ao longo de seu governo. Confirmada sua derrota, o desafio será reconstruir a confiança na democracia, contra a qual ele intensamente conspirou. Todo regime democrático é vulnerável a ciclos populistas. Quando as democracias não cumprem suas promessas de promover o bem-estar, a segurança, os direitos e o progresso para a maioria da população, ou de assegurar transparência, efetividade e controle da corrupção na gestão da coisa pública, ficam vulneráveis a líderes populistas que se apresentam como representantes autênticos e exclusivos do povo. Nesse momento, autoritários, como Trump, abusam das franquias constitucionais para se assenhorar do poder ...

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Foto: Divulgação STF

Acompanhe o webinar – Cortes Supremas, Governança e Democracia

Nas manhãs dos dias 22 e 23 de outubro de 2020, a partir das 9h, o Supremo Tribunal Federal, em parceria com a Universidade de Oxford e seu Centro Latino-Americano (Latin American Centre - LAC), realizará o primeiro Webinar internacional da gestão da presidência do ministro Luiz Fux. Com o objetivo de promover discussões atuais sobre os temas de Cortes Supremas, Governança Judicial e Democracia, o evento trará especialistas internacionais e nacionais que estudam, produzem pesquisas ou atuam diretamente com esses temas.   Veja a programação completa

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Cena de um baile black no Rio de Janeiro em 1976. A imagem está na capa do livro '1976 - Movimento Black Rio' Almir Veiga

Como Gerson King Combo e seus bailes black tentaram implodir a democracia racial

“Dançar como dança um black! Amar como ama um black! Andar como anda um black! Usar sempre o cumprimento black”, cantava Gerson King Combo em sua música mais conhecida. Os versos de "Mandamentos Black" —repetidos depois como grito de ordem por Marcelo D2 em "Qual É", hit nos anos 2000— representavam ideais de toda uma geração. Nos anos 1970, o artista foi catalisador de uma cena conhecida como black rio, um marco na cultura brasileira. Mas o que os tributos ao músico, morto no mês passado, não lembraram é como o abalo sísmico do movimento que ele capitaneou se deu à revelia das forças políticas da época. Tanto a direita, do regime militar, quanto a esquerda revolucionária viam com desconfiança a afirmação da identidade negra. E, enquanto o militares e seus detratores tentavam sufocar essa onda, a black rio foi criando as bases do funk e do hip-hop nacionais, que se ...

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Raca, genêro, democracia e participação política no Brasil

“O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil” é o tema da aula de hoje do curso Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil

O curso iniciou no dia 22/09, com a conferência “A questão racial e a democracia no Brasil”, realizada pela militante antirracista e feminista e doutora em educação Sueli Carneiro (acesse a primeira aula neste link). A segunda aula abordou “Raça, Racismo e Dominação na Democracia Liberal” a partir das reflexões de Hélio Santos – ativista do movimento social negro e doutor em administração, e de Gabriel Sampaio – advogado e mestre em Direito das Relações Sociais. (acesse a segunda aula neste link) O curso está com suas 800 vagas preenchidas e todas as pessoas interessadas podem assistir as aulas na página do Facebook da Escola do Parlamento – https://www.facebook.com/eparlamento/  e de Geledés Instituto da Mulher Negra- https://www.facebook.com/geledes/ Veja a programação de próximas aulas dos cursos abaixo:   ▪ Aula 06/10 – O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil Luciana Brito – Doutora em História Social pela USP. Foi pesquisadora visitante no ...

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Reprodução/Jornal da USP

Semana da Educação da USP discute democracia e o papel social da escola

Na próxima segunda-feira, 5, começa a quarta edição da Semana da Educação (#SE2020), promovida pela Faculdade de Educação da USP. Serão cinco dias de programação, incluindo mesas de debate, minicursos e oficinas, todos transmitidos ao vivo pelo Youtube. Com o título Pontes Abertas: escola e democracia – a urgência de um debate, a #SE2020 acontece entre os dias 5 e 9 de outubro, em diferentes faixas horárias, distribuídas em manhã, tarde e noite. Os interessados não precisam se inscrever para participar, e poderão receber certificados ao final do evento. “A educação em tempos de isolamento social trouxe à comunidade pedagógica diversificados desafios: estudantes, professoras/es, administração escolar e comunidade foram lançadas/os repentina e abruptamente para a dependência das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Acessíveis ou não, cabe questionar se tiveram condições de se estabelecerem e/ou estão sendo criticamente utilizadas em consonância com os novos tempos e espaços educativos”, afirma o comunicado dos organizadores ...

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escola do parlamento Raça, gênero, democracia e participação politica no brasil

“Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil”

Hoje, 29/09/2020, acontecerá a primeira aula do curso “Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil”. Na última terça-feira, 22/09, este percurso formativo foi aberto com uma conferência “O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil”, realizada pela militante antirracista e feminista e doutora em educação Sueli Carneiro. Já no primeiro encontro, a videoconferência alcançou mais de 15 mil pessoas, teve 8,1 mil visualizações, 128 compartilhamentos e 920 comentários.  Inicialmente foram abertas 500 vagas, estas preenchidas em menos de 3 horas. Devido à demanda, foram abertas mais 300 vagas que se esgotaram em 8 minutos. Tanto o sucesso de inscrições como o alcance da Conferência de Abertura demonstram a urgência desse tema, ou seja, o desejo da sociedade em buscar formação sobre as desigualdades de raça e gênero como elementos estruturantes da história do Brasil. Neste sentido, este é um primeiro ciclo formativo que está apenas abrindo as ...

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“Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil” é tema do próximo curso gratuito da Escola do Parlamento

Já estão abertas as inscrições para o curso de extensão universitária “Raça, Gênero, Democracia e Participação Política”, que será realizado pela Escola do Parlamento em parceria com o Geledés Instituto da Mulher Negra. Com duração de 30 horas, o curso é voltado ao público em geral, estudantes, ativistas, militantes, pesquisadores e profissionais que atuam com políticas públicas. As aulas serão às terças-feiras, entre 19h e 21h. O conteúdo será transmitido, ao vivo, pelo canal do Instituto do Legislativo Paulista no YouTube. A aula inaugural, dia 22/9, será ministrada pela filósofa Sueli Carneiro. Entre os objetivos da proposta está a construção de alternativas para ampliar a participação de pessoas negras e de mulheres na democracia e nos espaços de decisão política. Serão debatidos temas, como: *Patriarcalismo e as mulheres na arena democrática brasileira; *Qualidade da democracia, racismo estrutural e estrutura patriarcal; *Partidos políticos e (sub) representação racial e de gênero; *Instituições e (sub) representação racial e ...

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Lançada no final de junho, campanha Brasil pela Democracia reúne 80 entidades e tem coordenado ações online e offline em todo o país - Facebook/Reprodução

Em live pela democracia, artistas e ativistas pedem união entre pessoas que pensam diferente

Em uma maratona de mais de cinco horas, artistas, ativistas, jornalistas e influenciadores digitais participaram neste domingo (13) da live “Democracia Vive”, parte da campanha “Brasil pela Democracia”, promovida por 80 organizações da sociedade civil e movimentos sociais. O cantor Lulu Santos, a cantora Elza Soares, a filósofa e colunista da Folha Djamila Ribeiro, o influenciador digital Felipe Neto, o apresentador Fábio Porchat, a atriz Alice Braga e a antropóloga Lilia Schwarcz foram algumas das personalidades que falaram ou cantaram no evento. Houve pedidos de união entre pessoas que pensam diferente e críticas ao presidente Jair Bolsonaro, ao racismo, à homofobia e às agressões contra os indígenas, o ambiente, a cultura, a ciência e a imprensa. Em conversa com o músico Samuel Rosa, Djamila criticou a “democracia de baixa intensidade” no Brasil, em que vários grupos não podem exercer seus direitos fundamentais. “Com racismo não há democracia”, disse a filósofa, ...

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Cúpulas do TSE vistas do alto do edifício sede. Brasília-DF 03/02/2014 (Foto:Nelson Jr./ASICS/TSE)

Democracia sem racismo e o monopólio do financiamento de candidaturas brancas

Enfrentar o racismo sistêmico brasileiro não é tarefa fácil. Boas medidas – as vezes as medidas mais evidentes e necessárias – podem produzir efeitos adversos não antecipados, ou exigir de quem as propõe que considere a existência de múltiplas resistências institucionais, coletivas e individuais contra a pauta antirracista. Isso não significa que tais medidas devem ser abandonadas – significa, pelo contrário, que devem ser aprimoradas constantemente. Um caso recente ilustra essa questão. No último dia 25 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a distribuição proporcional de recursos de campanha entre candidaturas negras e brancas. A decisão tenta solucionar o problema do subfinanciamento das candidaturas negras, agravado pelos efeitos adversos causados por decisão anterior do próprio TSE que determinara a distribuição proporcional de recursos para candidaturas femininas. A despeito da posição dos ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, prevaleceu no tribunal o entendimento de que a ...

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(Crédito:Antonio Molina )

Democracia vive, com a sociedade civil unida

Movimentos, organizações e entidades da sociedade civil brasileira se unem para defender, fortalecer e promover avanços na democracia no Brasil, para proteger a vida diante da crise sanitária e para enfrentar as iniquidades que maculam o nosso desenvolvimento econômico, social e ambiental. Há os ataques desferidos pelo presidente da República e por forças sociais contra as instituições, contra a liberdade e contra a vida, com o propósito de destruir duras e complexas conquistas civilizatórias. Há um claro e contínuo esforço regressivo com múltiplos impactos sobre o contrato social que nos reúne como sociedade referenciada na Carta Magna de 1988. Concebemos que uma sociedade organizada ativa, cooperativa e pulsante é um ativo essencial para tratar e enfrentar os inúmeros problemas que afligem a nação brasileira. As democracias fortes do mundo são a prova disso por serem detentoras de um alto capital político, cultural e social que lhes confere resiliência. A sociedade ...

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Foto: Alex Wong/Getty Images

Obama diz que Trump ameaça democracia e suas falhas mataram 170 mil nos EUA

Barack Obama foi além de Michelle e Bill Clinton, que já tinham subido o tom de forma inédita contra um presidente no poder ao discursar na Convenção Nacional Democrata. Mas ele tocou no ponto fundamental: o presidente Donald Trump é uma ameaça à democracia nos EUA, como o colega Jair Bolsonaro é no Brasil. Ex-presidentes americanos costumam manter a tradição de não atacar seus sucessores imediatos. É uma forma de respeitar as regras não escritas da democracia. Mas Trump desrespeita a escritas e as não escritas. Restou a Barack Obama mandar a real: "Nossa democracia está em risco". E acrescentou que as falhas de Trump ao responder à pandemia são responsáveis pela morte de 170 mil americanos por covid-19 e pelo desemprego recorde no país. Afirmou com todas as letras que Trump ameaçava o futuro da democracia americana. Segundo o ex-presidente, o atual comandante-em-chefe "não cresceu no trabalho [de ser ...

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Luiz Eduardo Soares, cientista político e coautor dos livros que deram origem aos filmes "Tropa de Elite"
Imagem: Mauro Pimentel/Folhapress

Alvo de dossiê diz que governo Bolsonaro “de novo atenta contra democracia”

O cientista político Luiz Eduardo Soares, 66, um dos alvos do dossiê produzido pelo Ministério da Justiça contra os policiais antifascistas e citado como "formador de opinião" do grupo, disse que recebeu a notícia com indignação. Para Soares, o governo Bolsonaro mais uma vez "atenta contra a democracia". O dossiê, cuja existência foi revelada pelo UOL nesta sexta-feira (24), foi produzido em junho por uma unidade pouco conhecida do ministério, a Seopi (Secretaria de Operações Integradas). O levantamento listou 579 agentes da segurança púbica estaduais e federais, alguns com fotografias e endereços de redes sociais, que haviam assinado dois manifestos, em 2016 e 2020. O relatório sigiloso inclui um subtítulo denominado "Formadores de opinião", no qual são citados Soares, o especialista em direitos humanos Paulo Sérgio Pinheiro, o secretário estadual do Pará Ricardo Balestreri e o acadêmico da Universidade Federal da Bahia Alex Agra Ramos. Em resposta à revelação sobre ...

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Gabriel Sampaio (Foto: Imagem retirada do site Exame)

Gabriel Sampaio: “Democracias fortes controlam suas forças policiais”

A repercussão internacional dos protestos nos Estados Unidos contra a brutalidade policial, após o assassinato de George Floyd, impulsionou esse debate também no Brasil. Nas últimas semanas, diversos vídeos de violência de agentes de segurança pública contra a população negra têm tomado conta das redes sociais e ganhado destaque no horário nobre da televisão. Essa realidade, na análise de Gabriel Sampaio, coordenador do Programa de Enfrentamento à Violência Institucional da Conectas Direitos Humanos, tende a se repetir em sociedades que têm o racismo estrutural enraizado, como é o caso tanto do Brasil como dos EUA. Em entrevista exclusiva à EXAME, Sampaio faz um resumo sobre o histórico de violência policial no Brasil e aponta caminhos para que a sociedade civil faça sua parte e pressione os agentes públicos por mudanças. Leia a seguir os principais trechos da entrevista: O número de assassinatos segue altíssimo no Brasil. E casos de violência ...

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Reprodução Facebook

Enquanto Houver Racismo Não Haverá Democracia – A luta das LBTQI+

Contamos com a presença de Marta Almeida, Ekedi da tradição Nagô Vodun, pedagoga e integrante do da Rede Sapatá; Livia Ferreira, atriz, administradora, poeta e integrante dos coletivos LESBIBAHIA e Rede Sapatá; Laurianne de Miranda, educadora social e Diretora colegiada da Associação Lésbica Feminista de Brasilia - Coturno de Vênus; Lucia Castro, produtora cultural e educadora social, integrante da Rede Sapata; e com mediação de Darlah Farias, advogada, ativista do Movimento Negro pelo Coletivo Sapato Preto, CEDENPA e Coalizão Negra Por Direitos.

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Ilustração: Linoca Souza

Enquanto houver racismo, não haverá democracia

Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, muitos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os últimos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do combate ao racismo. No Brasil, conhecemos bem o significado da violência policial contra a população negra, jovens negros, moradores de nossas favelas, periferias e alagados. Não há entre eles quem não tenha dezenas de histórias como essas para contar e, muitas vezes, em protesto, grite: “Basta!”. Sim, as comunidades reagem, as mães e os familiares gritam por justiça e não são ouvidos. O Mapa da Violência 2019, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), é categórico. Entre 2007 e 2017, mais de 420 mil pessoas negras – mulheres e homens – foram vítimas de homicídio sob incontestável violência policial, ...

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Brasil pela Democracia (Imagem retirada do site Mundo Sindical)

Entidades e movimentos sociais se unem em defesa da democracia e da vida

Mais de 60 organizações, entre entidades nacionais, centrais sindicais, movimentos sociais, articulações pró-democracia e organizações não-governamentais lançam, na próxima segunda-feira (29), a campanha #BrasilpelaDemocracia #BrasilpelaVida A ação é uma resposta à situação enfrentada pelo país, que exige a união de todos em defesa da democracia, ameaçada pelo ataque permanente e inconcebível às instituições, à imprensa, ao Estado Democrático de Direito e aos direitos dos cidadãos e cidadãs consagrados na Constituição Federal. As entidades se unem também em defesa da vida, ameaçada pela descoordenação do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus, agravando a já crítica situação sanitária e econômica, implicando mais sofrimento a trabalhadoras e trabalhadores, às populações vulneráveis e inviabilizando a sobrevivência de empreendedores, em especial micro e pequenos empresários. Para marcar o lançamento, na próxima segunda, acontece uma grande mobilização nas redes sociais da campanha, com participação das entidades e personalidades, o lançamento do site, que ...

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(Foto: Reprodução/ Coalizão Negra por Direitos)

Manifesto: “Enquanto houver RACISMO, não haverá DEMOCRACIA”

Nós, população negra organizada, mulheres negras, pessoas faveladas, periféricas, LGBTQIA+, que professam religiões de matriz africana, quilombolas, pretos e pretas com distintas confissões de fé, povos do campo, das águas e da floresta, trabalhadores explorados, informais e desempregados, em Coalizão Negra por Direitos, viemos a público exigir a erradicação do racismo como prática genocida contra a população negra. O Brasil é um país em dívida com a população negra – dívidas históricas e atuais. Portanto, qualquer projeto ou articulação por democracia no país exige o firme e real compromisso de enfrentamento ao racismo. Convocamos os setores democráticos da sociedade brasileira, as instituições e pessoas que hoje demonstram comoção com as mazelas do racismo e se afirmam antirracistas: sejam coerentes. Pratiquem o que discursam. Unam-se a nós neste manifesto, às nossas iniciativas históricas e permanentes de resistências e às propostas que defendemos como forma de construir a democracia, organizada em nosso ...

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