segunda-feira, julho 6, 2020

    Resultados da pesquisa por 'escravos'

    Criança participa de marcha no Central Park West em celebração ao Juneteenth em Nova York (Foto: Reuters/Andrew Kelly)

    ‘Juneteenth’, o dia da emancipação dos escravos nos EUA 

    Washington, 19 Jun 2020 (AFP) - O chefe do exército da Confederação, Robert Lee, encerrou a Guerra da Secessão nos Estados Unidos assinando a rendição em 9 de abril de 1865, mas foram necessários dois meses para que os escravos de Galveston, no Texas, fossem informados de que finalmente eram homens livres. Essa data, 19 junho de 1865, foi batizada como "Juneteenth", uma contração da palavra junho e do número 19 em inglês. Também é conhecida como o "Dia do Jubileu" ou o "Dia da Liberdade". O presidente americano Abraham Lincoln havia decretado a libertação dos escravos dois anos e meio antes, ao assinar em 1o de janeiro de 1863 a proclamação da emancipação. Mas o Texas, que como território do sul fazia parte da Confederação, foi o último estado a libertar os escravos. Em Galveston, os escravos receberam a notícia com a chegada das tropas da União, comandadas pelo ...

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    Português ganhou dinheiro com tráfico de africanos para o Brasil depois que a atividade já havia deixado de ser legal no país  (Foto: ACERVO FGM)

    Quem foi Joaquim Pereira Marinho, o traficante de escravos que virou estátua na capital mais negra do Brasil 

    Quando manifestantes antirracistas retiraram a estátua do britânico Edward Colston, no domingo (7), e a jogaram no fundo de um antigo porto de navios negreiros em Bristol, as imagens reacenderam debates sobre monumentos semelhantes na Europa e nos Estados Unidos. Enquanto isso, em Salvador, o porto onde chegou quase um terço dos africanos trazidos ao Brasil, a homenagem a um dos principais traficantes de escravizados continua imperturbável diante de uma praça pública no centro da cidade. Sua biografia ainda é conhecida, praticamente, apenas por historiadores. A estátua do português Joaquim Pereira Marinho, que fica diante do hospital Santa Izabel, no Largo de Nazaré, na capital baiana, é um exemplo de como país ainda lida com a memória da escravidão, de acordo com um grupo de historiadores que decidiu mapear as homenagens do tipo na cidade. "Aqui nós sequer temos ideia dos monumentos a figuras do passado que têm conexões com ...

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    (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY DIGITAL COLLECTIONS)

    A história de três escravos africanos durante o colonialismo espanhol, contada por seus ossos – ScienceDaily

    Apesar da infâmia do comércio transatlântico de escravos, a pesquisa científica ainda precisa explorar completamente a história dos africanos escravizados trazidos para a América Latina. Em um estudo publicado no dia 30 de abril na revista Biologia Atual, os cientistas contam a história de três escravos africanos do século XVI identificados em um cemitério em massa na Cidade do México. Usando uma combinação de análises genéticas, osteológicas e isotópicas, os cientistas determinaram de onde na África eles provavelmente foram capturados, as dificuldades físicas que experimentaram como escravos e que novos patógenos eles podem ter carregado com eles através do Atlântico. Este estudo mostra uma imagem rara da vida dos escravos africanos durante a colonização espanhola inicial e como sua presença pode ter moldado a dinâmica da doença no Novo Mundo. “Usando uma abordagem interdisciplinar, desvendamos a história de vida de três indivíduos sem voz que pertenciam a um dos grupos ...

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    THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC

    Suíça abre discussão para reparar dinheiro que o país ganhou com comércio de escravos nas Américas

    Políticos, personalidades, religiosos e acadêmicos suíços lançam uma iniciativa para avaliar o papel do país alpino na economia escravocrata nas Américas e pressionar para que haja alguma espécie de reparação às famílias das vítimas ou economias. Por Jamil Chade, do UOL THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC No final do ano passado, foi formado o Comitê Suíço de Reparação da Escravatura (SCORES), defendendo que o país mergulhe para entender seu papel no tráfico de escravos e que, eventualmente negocie reparações, algo inédito na história da escravidão no continente americano. A avaliação é de que, ainda que não tenha mar, a Suíça lucrou com a escravidão entre a África e as Américas entre os séculos XVI e XIX. Portanto, em seu manifesto, o grupo insiste que a escravidão nas colônias por parte da Europa "exige reconhecimento e reparação imaterial e material". Ainda que a posição oficial ...

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    Imagem retirada do site

    Lisboa vai finalmente ter memorial em honra dos escravos

    ​O objetivo principal do Memorial é prestar tributo à memória dos milhões de africanas e africanos escravizados por Portugal ao longo da sua História, nomeadamente entre os séculos XV e XIX. No Bantumen Imagem retirada do site Bantumen Uma nau com escravos, uma plantação de canas-de-açúcar e uma arena de encontros são as três propostas para uma construção, em Lisboa, que pretende homenagear as vítimas da escravatura perpretada por Portugal. As propostas vão a votos este sábado, 25, às 16 horas, na Biblioteca de Marvila. As obras de arte são da autoria de Grada Kilomba, Jaime Lauriano e Kiluanji Kia Henda e, após votação, a obra vencedora será edificada no Largo José Saramago O memorial, ao qual estará associado um centro interpretativo, é uma proposta vencedora do Orçamento Participativo de Lisboa, apresentada pela DJASS-Associação de Afrodescendentes. A criação de um memorial que preste homenagem aos milhões ...

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    Imagem: Reprodução/Instagram

    Estudantes negros de medicina posam para foto em antiga fazenda de escravos

    Um grupo de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Tulane, nos EUA, viralizou nas redes sociais com uma foto poderosa em uma antiga fazenda de escravos em Louisiana. A imagem, segundo eles, ilustra a "resiliência ancestral". No Universa Imagem: Reprodução/Instagram/@_botttt A ideia da foto na frente partiu de Russell Ledet, que reuniu os colegas para o clique em que todos eles aparecem usando jalecos brancos. Atualmente, o local hospeda um museu. "Somos os sonhos mais ferozes dos nossos antepassados", escreveu a estudante Sydney Labat. "Como médicos em treinamento, estávamos nos degraus do que antes era o local de escravos para nossos ancestrais. Essa foi uma experiência tão poderosa e me levou às lágrimas. Para os negros que seguem uma carreira na medicina, continuem. Para toda a nossa comunidade, continuem se esforçando. A resiliência está no nosso DNA".   Ver essa foto no Instagram   ...

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    Países que tiveram escravos devem reparar vítimas, afirma relatora independente

    A relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos. Da ONU Relatora especial da ONU sobre raciscmo, Rendayi Achiume – Foto: Manuel Elias/ONU Achiume afirmou que racismo e discriminação são inseparáveis de suas raízes históricas e defendeu que países que tiveram colônias ou escravos devem aceitar que têm obrigações e responsabilidades, incluindo o pagamento de indenizações às vítimas e seus descendentes. Para ela, a maior barreira às reparações por colonialismo e pela escravidão é falta de vontade política e coragem moral. A relatora especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos. Para ela, a maior barreira às reparações ...

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    Empregadas à venda: os apps usados em mercado online de escravos

    Dirija pelas ruas do Kuwait e você não verá essas mulheres. Eles são mantidas atrás de portas fechadas, privadas de seus direitos básicos e correndo o risco de serem vendidas pelo maior lance. Mas pegue um celular e poderá ver milhares de fotos delas, categorizadas por raça e à venda por alguns milhares de dólares. Da BBC Milhares de mulheres estão à venda como empregadas domésticas em aplicativos no Oriente Médio (Foto: Imagem retirada do site da BBC) Uma investigação da BBC News em árabe no Kuwait descobriu que empregadas domésticas estão sendo compradas e vendidas ilegalmente pela internet em um mercado negro em expansão que envolve aplicativos disponíveis nas lojas Google Play e Apple App Store e hashtags impulsionadas por algoritmos via Instagram, de propriedade do Facebook. "O que eles estão fazendo é promover um mercado de escravos online", diz Urmila Bhoola, relatora especial da ...

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    LISBOA DOS ESCRAVOS

    Naky Gaglo é natural do Togo e vive em Lisboa há cinco anos. Há quatro, começou a mostrar uma outra Lisboa aos turistas que visitam a capital portuguesa, a Lisboa dos escravos, num passeio que nos faz recuar ao século XV e à Lisboa dos Descobrimentos, o African Lisbon Tour. “Comecei a fazer este tour porque percebi, quando vim pela primeira vez a Portugal, que havia muitos negros. Fiquei muito contente, mas também percebi que a história não estava a ser contada”, começou por explicar Naky Gaglo ao Publituris, no dia em que nos juntámos a um grupo de 14 turistas dos EUA, Canadá, França e Portugal para realizar a visita, que começa na Praça do Comércio e só termina no Jardim da Praça Dom Luís, quatro horas depois. Por Inês de Matos, Do Publituris (Foto: Imagem retirada do site Publituris) Depois de chegar a Lisboa, ...

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    Foto: EPA / JUSTIN LANE

    Guterres: Comércio transatlântico de escravos foi “terrível manifestação de barbaridade humana”

    Secretário-geral da ONU defendeu que é preciso "continuar a lutar contra o racismo e preconceito", indicando que "mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas deste desprezível crime ao longo de 400 anos". por Lusa no Sabado.Pt Foto: EPA / JUSTIN LANE O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que o comércio de escravos através do Oceano Atlântico foi "uma das mais terríveis manifestações da barbaridade humana". "O comércio transatlântico de escravos foi umas das mais terríveis manifestações da barbaridade humana", escreveu o português na plataforma social Twitter, acrescentando que "mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas deste desprezível crime ao longo de 400 anos". António Guterres conclui a sua publicação, defendendo: "Devemos honrar a sua memória enquanto continuamos a lutar contra o racismo e preconceito". Hoje cumprem-se 400 anos desde que escravos africanos chegaram a território norte-americano, marco assinalado ...

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    Novo desenho da nota de US$ 20, com Harriet Tubman na frente, foi anunciado em 2016 por governo Obama (Foto: REUTERS)

    Ativista anti-escravidão no lugar de dono de escravos: nova nota de US$20 cria polêmica nos EUA

    Um novo desenho da nota de US$ 20, que trará um retrato da ativista americana anti-escravidão Harriet Tubman, estava previsto para entrar em vigor no ano que vem, mas será adiado até 2028, afirmou o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, nesta quarta-feira (22/5). Tubman, que escapou da escravidão e ajudou outros negros escravizados a fazerem o mesmo, havia sido escolhida em uma enquete conduzida durante o governo Barack Obama, em 2016, para substituir na frente da nota de US$ 20 a figura de Andrew Jackson, ex-presidente dos EUA e na época dono de escravos. Ao explicar o adiamento na mudança, o secretário Mnuchin deu poucos detalhes - apenas afirmou que a prioridade no redesenho são "as questões de falsificação", e por isso "a nova nota de US$ 20 não virá antes de 2028". Mnuchin afirmou, porém, que antes disso o Tesouro americano vai lançar novas notas de US$ 10 ...

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    Como escravos entravam na Justiça e faziam poupança para lutar pela liberdade

    Em 1883, Rita entrou com uma ação na Justiça da Imperial Cidade de São Paulo contra o Tenente Julio Nunes Ramalho. Poderia ser mais um processo qualquer, não fosse um fato notável: Rita não era considerada cidadã pela lei brasileira. Era escrava. Já o Tenente Ramalho era seu proprietário. O objeto do caso era o interesse de Rita de comprar sua liberdade. Por Amanda Rossi, Da BBC Cena urbana no Rio de Janeiro escravocrata do século 19, pintada por Jean-Baptiste Debret | Foto: Acervo Espaço Olavo Setubal/Itaú Cultural De Rita, a Justiça sabia pouco. Não tinha sobrenome, nem idade certa - "38 anos aproximadamente". As informações eram apenas que tinha aptidão para o trabalho e era cozinheira, escravizada por Ramalho. Por não ser livre, Rita não tinha direito a procurar a Justiça diretamente e precisou de um intermediário para representá-la. Tendo obtido uma doação de 200 ...

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    Obras demoraram 8 meses e reviraram o asfalto de toda a extensão da rua Marechal Floriano Peixoto. Foto: Caetano Manenti

    Prefeitura do Rio passa VLT sobre cemitério de escravos

    Quando chovia forte no centro do Rio de Janeiro dos séculos 18 e 19 era comum que corpos mortos e apodrecidos de pessoas escravizadas boiassem na enchente. Quando não era o corpo inteiro, muitas vezes os passantes cruzavam com pernas e braços dilacerados, vagando pelas esquinas. Insetos, bactérias, cães, gatos e urubus aproveitavam-se. A repugnância diante dos corpos destroçados ficou bem registrada em centenas de documentos da Câmara de Vereadores e nos relatos de viajantes. Em 1814, o alemão G. W. Freireyss escreveu: “Havia um monte de terra da qual, aqui e acolá, saíam restos de cadáveres descobertos pela chuva que tinha carregado a terra e ainda havia muitos cadáveres no chão que não tinham sido ainda enterrados”. Obras demoraram 8 meses e reviraram o asfalto de toda a extensão da rua Marechal Floriano Peixoto. (Foto: Caetano Manenti/The Intercept Brasil) Por Caetano Manenti, do The Intercept Brasil Leia ...

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    A história esquecida do 1º barão negro do Brasil Império, senhor de mil escravos

    Um próspero fazendeiro e banqueiro do Brasil nos tempos do Império, dono de imensas fazendas de café, centenas de escravos, empresas, palácios, estradas de ferro, usina hidrelétrica e, para completar a cereja do bolo, de um título de barão concedido pela própria Princesa Isabel. A biografia do empresário mineiro Francisco Paulo de Almeida, o Barão de Guaraciaba, não seria muito diferente de outros nobres da época não fosse um detalhe importante: ele era negro em um país de escravos. Por Marcus Lopes, da BBC  Almeida fazia parte de um pequeno grupo de mestiços de origem africana que conseguiram ascender financeira e socialmente (MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA) No ano em que a Lei Áurea completa 130 anos, vale a pena conhecer a trajetória do primeiro e mais bem-sucedido barão negro do Império, um personagem praticamente desconhecido na História do Brasil. Empreendedor de mão cheia e com ...

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    Em Gana, Charles reconhece papel do Reino Unido no tráfico de escravos

    "A terrível atrocidade do tráfico de escravos e o sofrimento inimaginável que causou deixaram uma mancha indelével na História do nosso mundo", disse Do Noticias ao Minuto © REUTERS / Francis Kokoroko (Foto de arquivo) O Príncipe Charles está fazendo parte de uma visita a Gana. Entre as declarações, o representante da monarquia britânica reconheceu o papel do país no tráfico de escravos, o qual classificou como "uma mancha indelével na História do nosso mundo" e que é uma "profunda injustiça" que não deve ser esquecida. As informações são do jornal "O Globo" "No Castelo de Osu, foi especialmente importante para mim, como foi na minha primeira visita 41 anos atrás, reconhecer o capítulo mais doloroso nas relações de Gana com os países da Europa, incluindo o Reino Unido", disse, se referindo a visita feita ao local dois dias antes. No Castelo, aproximadamente 1,5 milhão de africanos foram vendidos. ...

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    4,8 milhões de africanos foram transportados para o Brasil e vendidos como escravos, ao longo de mais de três séculos. Outros 670 mil morreram no caminho.

    Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com escravos da África para o Brasil

    O Brasil ainda não estava no mapa do mundo quando, em 1482, uma dúzia de embarcações portuguesas aportou no oeste da África com uma missão dada pelo rei dom João 2º: construir uma fortaleza militar para defender os interesses econômicos de Portugal na região. Os porões dos navios estavam carregados de material de construção e havia na tripulação dezenas de pedreiros e carpinteiros. Era uma empreitada pioneira, já que nenhuma outra nação europeia havia feito nada semelhante. Por manda Rossi, da BBC  4,8 milhões de africanos foram transportados para o Brasil e vendidos como escravos, ao longo de mais de três séculos. Outros 670 mil morreram no caminho. (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY DIGITAL COLLECTIONS) Meses depois, surgia o Castelo de São Jorge da Mina, na então Costa do Ouro, hoje Gana. Primeiro, foi um local de comércio de ouro. Depois, de escravos - mais de 30 ...

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    Agência Brasi

    Brasil tem quase 370 mil escravos modernos, diz relatório

    Em números absolutos, País lidera ranking negativo na América Latina. Coreia do Norte é o país com maior taxa proporcional Por  Deutsche Welle, na Carta Capital  O Brasil registrou 1,8 pessoas em condição de escravidão moderna para cada mil habitantes (Foto: Agência Brasil) Cerca de 40,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram submetidas a atividades análogas à escravidão em 2016, segundo o relatório Índice Global de Escravidão 2018, publicado pela fundação Walk Free e apresentado na ONU nesta quinta-feira (19/07). No Brasil, são quase 370 mil pessoas. No contexto do relatório, o conceito de escravidão moderna abrange um conjunto de conceitos jurídicos específicos, incluindo trabalho forçado, servidão por dívida, casamento forçado, tráfico de seres humanos, escravidão e práticas semelhantes à escravidão. De acordo com o documento, 71% das vítimas são mulheres, enquanto 29% são homens. Das 40,3 milhões de pessoas afetadas, 15,4 milhões estavam em casamentos forçados, enquanto 24,9 milhões se ...

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    Escravos entravam na Justiça e faziam poupança para lutar pela liberdade

    Em 1883, Rita entrou com uma ação na Justiça da Imperial Cidade de São Paulo contra o Tenente Julio Nunes Ramalho. Poderia ser mais um processo qualquer, não fosse um fato notável: Rita não era considerada cidadã pela lei brasileira. Era escrava. Já o Tenente Ramalho era seu proprietário. O objeto do caso era o interesse de Rita de comprar sua liberdade. por Amanda Rossi no BBC Acervo Espaço Olavo Setubal/Itaú Cultural De Rita, a Justiça sabia pouco. Não tinha sobrenome, nem idade certa - "38 anos aproximadamente". As informações eram apenas que possuía aptidão para o trabalho e era cozinheira, escravizada por Ramalho. Por não ser livre, Rita não tinha direito a procurar a Justiça diretamente e precisou de um intermediário para representá-la. Tendo obtido uma doação de 200 mil réis "em moeda corrente deste Império", queria comprar sua alforria. Pedia, então, que seu proprietário fosse ...

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    Reprodução/BBC

    Aos 97 anos, filha de escravos luta para manter viva tradição musical das senzalas

    Quase ninguém a conhece pelo nome de batismo, Maria de Lourdes Mendes. Ela atende mesmo por Tia Maria do Jongo, o sobrenome artístico emprestado da manifestação cultural que a rodeava desde que saiu da barriga da mãe, e que luta há quase um século para manter viva, ao longo de seus 97 anos de jongueira. Por Júlia Dias Carneiro, da BBC Reprodução/BBC Tia Maria é a grande patrona do jongo no Rio, tradição de raiz africana que une canto, dança e toque de tambor e que era praticada em senzalas do sudeste do país. Mas o ano começou com obstáculos para Tia Maria e para o Jongo da Serrinha, grupo que ajudou a formar há cerca de 50 anos, com o fechamento da Casa do Jongo, onde a ONG trabalha para preservar a tradição. Tido como precursor do samba, o jongo é reconhecido como patrimônio imaterial brasileiro ...

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    Pantera Negra – Depois de tantos filmes com escravos, o negro aqui é o Rei!

    Depois de 12 anos de escravidão, O Nascimento de uma Nação, Django e mais uma porrada de filmes bons, mas que retratavam o negro como escravo e cativo do homem branco, é um alivio ver um filme como Pantera Negra. Por Edilson Cândido Rezende Do Cabana do Leitor O significado desse filme é muito além de um mero filme de herói, de lutas de negros contra o racismo que se sofre,não só no Brasil (uma das nações mais democráticas do mundo) mas também no estigma que temos sobre um dos lugares mais lindos e pobres do mundo, a África. Certo, o continente africano sempre foi usado como referencia de pobreza e miséria, mas antes (não darei aqui uma aula de historia até porque os livros de historia das escolas ignoram essa parte), Mansa Musa (um imperador africano) foi um dos grandes da historia, historiadores e economistas ainda não conseguiram estimar quantos ...

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