sexta-feira, março 5, 2021

Resultados da pesquisa por 'feminismo branco'

Stephanie Ribeiro: A capa da Time só representa o racismo do feminismo branco

Por Stephanie Ribeiro Do Revista Marie Claire #BlackGirlMagic mostra que, ao excluir da capa a criadora de fato da hashtag #MeToo, segrega mais uma vez o feminismo em duas cores de pele  Em todas as minhas redes sociais inúmeras mulheres feministas estão comemorando a capa da revista TIME, que escolheu como personalidade do ano a campanha #MeToo. A revista trouxe para sua capa mulheres famosas ligadas ao movimento de denúncia de assédios. Maravilhoso, né? Só que não. Eu realmente não consigo me sentir representada por aquela capa, nem sequer posso dizer que muitas das campanhas feministas que estão sendo lançadas realmente me mobilizam. Para mim, muitas ações são pautadas numa ideia não interseccional do feminismo e colocam, como de costume, apenas mulheres brancas com protagonismo. Algumas mulheres brancas que, inclusive, muitas vezes por suas condutas liberais, apoiam mais homens brancos do que nós, feministas negras. Então ao ver a capa logo de cara já me ...

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Pessoas brancas criticando “Feminismo Branco” perpetuam privilégio branco

O texto a seguir foi escrito em 2015 por Claire Heuchan, autora do blog Sister Outrider. Feminista radical, negra, lésbica e escocesa, ela é também mestranda em literatura com ênfase em estudos de gênero, e sua pesquisa se foca em Teoria Feminista Negra, ativismo e escrita. Se você lê em inglês, vale a pena procurar outros textos dela por aí. A tradução foi feita por mim e pela Carol Correia, que tem feito um ótimo trabalho em traduzir materiais do inglês para o português com o intuito de disseminar mais informações sobre feminismo em nossa língua.  Do Vulva Revolucao Gostei do texto por ser curto e direto. E é um convite à reflexão para as feministas brancas. Lutar contra o racismo é um papel de todas nós, mas é preciso uma postura ativa, que promova mudanças reais e eficazes. Não adianta só repetir palavras vazias e discursos simplistas. O racismo é um sistema ...

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Jout Jout, Clarice e o feminismo branco

Já falamos aqui sobre a questão do feminismo branco. E é importante salientar que reconhecemos, sim, a importância de ações feministas midiáticas devido à influência que elas têm na vida de meninas que estão descobrindo o feminismo, estão tendo seu primeiro contato e questionamentos em relação à questão de gênero. Tanto que, em resposta a publicações rechaçando o “feminismo Jout Jout” e lembrando que não se posicionar é, também, um direito, Camila Ximenes, uma das criadoras do Coletivo CHUTE, escreveu: Vamos lá gente, não vale a pena a gente diminuir publicamente uma mulher que contribui para a nossa causa, independente dela não viver a causa como nós vivemos. Essa mina já empoderou muita mulher que viveu relacionamento abusivo ou que caiu no conto da paixonite platônica ou tantas outras coisas… Mas ela fala disso tudo pela vivência DELA e nunca via movimento feminista. A mina não vive isso. E ela ...

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“Feminismo Branco”: Ouvir e aprender com as experiências de mulheres negras sem silenciá-las

Um vídeo explicativo sobre o "feminismo branco": "Ouvir e aprender com as experiências de mulheres negras. Sem silenciá-las. Porque, às vezes, como mulheres brancas, nós só temos que ficar caladas". Posted by Empodere Duas Mulheres on Quinta, 13 de agosto de 2015 Um vídeo explicativo sobre o "feminismo branco": "Ouvir e aprender com as experiências de mulheres negras. Sem silenciá-las. Porque, às vezes, como mulheres brancas, nós só temos que ficar caladas". Posted by Empodere Duas Mulheres on Quinta, 13 de agosto de 2015 Do Empodere Duas Mulheres

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Coletividades negras se reúnem em manifestação no 8 de março, em São Paulo|Foto: Tuane Fernandez/Mídia Ninja

Negras e negros estão mais próximos do feminismo do que brancos no Brasil, aponta pesquisa

Datafolha também mostra que quase metade dos homens evangélicos apoiam o movimento Por Vitória Régia da Silva* no Gênero e Números Coletividades negras se reúnem em manifestação no 8 de março, em São Paulo|Foto: Tuane Fernandez/Mídia Ninja As pretas são as brasileiras que mais se consideram feministas, entre as mulheres que declararam adesão à causa política. Entre os homens, quase metade dos praticantes de religiões evangélicas declaram apoio ao movimento. Esses são alguns resultados da primeira pesquisa do Datafolha direcionada para o tema, divulgada neste domingo (14/04). As mulheres que se autodeclararam feministas representam 47% das pretas, 37% das pardas e 36% das brancas ouvidas no levantamento. No geral, 38% das brasileras se consideram feministas, enquanto 52% dos homens dizem apoiar o feminismo. “Se por um lado vivemos um momento mais conservador e reacionário, a pesquisa mostra que tivemos transformações na percepção e identificação com o feminismo. O ...

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O feminismo Good vibe: a branquitude racista que precisa do aval de homem branco

O Brasil mesmo sendo o país de maioria negra, e mesmo tendo as mulheres negras como 26% da população, ou seja, maioria do país é de mulheres e negras. Tem ainda um feminismo/luta emancipatório pelo direitos das mulheres, extremamente RACISTA. Por Stephanie Ribeiro, do Medium Atualmente as mulheres brancas vem usando a falácia do “good vibes” as brancas se intitulam como calmas, focadas, que não entram em “tretas”, superiores, amorosas, pacíficas. O antigo: luto pela sororidade. A completa oposição ao comportamento de mulheres negras, facilmente taxadas como agressivas, violentas, até quando estão DIGITANDO. Não que negras são violentas, mas SEMPRE que uma mulher negra se manifesta, ou a mera entrada de uma mulher negra num espaço causa estranhamento. E é isso… A mulher negra é taxada como agressiva ao respirar, então quando manifesta sua opinião, ou seja, se acha no direito de falar sem ter sido chamada (afinal negras servem para ...

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Como eu traí meu feminismo usando um vestido branco para casar

Como eu traí meu feminismo usando um vestido branco para casar

Uma das primeiras coisas que eu disse ao meu namorado depois que ficamos noivos foi: “Eu não vou usar um vestido branco de merda.” POR TRACY CLARK-FLORY, Dando um fast-forward para hoje, poucos dias antes do casamento, eu estou usando um vestido branco de merda. Isso não é tudo. Gastei centenas de dólares em maquiagem. Comprei vários pares de sapatos brilhantes de salto alto que me deixaram mancando depois de experimentá-los. Fiz uma dieta. Certa noite, eu disse para o meu noivo: “Talvez eu devesse usar cílios postiços para o casamento”. Sem perder o ritmo, ele respondeu: “Baby… lembra-se do feminismo?” Eu mal conseguia pensar nisso. O feminismo, no seu sentido mais superficial, me veio bem cedo. Quando menina, meu pai me elogiou por ter um bom arremesso no frisbee, não por ser bonita. Quando eu comecei a usar maquiagem, salto alto e perfume na escola, ele revirou os olhos ...

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Camila Moura de Carvalho (Arquivo Pessoal)

Camila Moura de Carvalho: Por que o feminismo negro?

“A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. o ontem – o hoje – o agora . na voz de minha filha se fara ouvir a ressonância o eco da vida -liberdade.” (Conceição Evaristo)   Quem sou eu essa mulher negra? Tal indagação – que não é meramente retórica – abre um portal de infinitas possibilidades de respostas e de outras tantas perguntas para cada uma de nós. Esse pequeno ensaio sobre a condição da mulher negra foi se construindo em torno de duas perspectivas: uma inicial, de caráter mais ontológico ou existencial e outra que se ancora em torno de mitos da mobilidade social, em um contexto mais geral. Sabemos lá no fundo que em algum momento de nossa existência, nos foi revelada nossa condição de mulher e de negra. Em algum momento o encanto se quebrou (encanto de ser quem se é) e ...

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Alice Hasters (Foto: Tereza Mundilová/ @terezamundilova)

Alice Hasters – Por que os brancos gostam de ser iguais

Alice Hasters, escritora afro-alemã, nascida em Colônia, em 1989, é atualmente uma das grandes vozes quando o assunto é racismo na Alemanha. O seu livro O que pessoas brancas não querem ouvir sobre o racismo, mas deveriam saber (Was weiße Menschen nicht über Rassismus hören wollen. Aber wissen sollten), publicado em 2019, causou grande polêmica e desde então é motivo de discussão entre os intelectuais, artistas e ativistas. A leitura desta análise esclare muitos aspectos inerentes ao tema e que surgem em quase todos os debates, independente de nacionalidade. Na série de ensaios sobre Identidades, transmitida no programa de rádio da renomada emissora Deustchlandfunk, Hasters declara o seguinte: "Mas somos todos iguais!" É assim que as pessoas brancas, em particular, dizem frequentemente quando surge o tema racismo. No momento, em que há referência sobre os brancos e seus privilégios na sociedade, afirma a autora, de repente, parece importante para os ...

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iStockphoto

Nós, brancos, precisamos estudar o Brasil a partir de autores negros 

Em um ano confuso, difícil e com grandes problemas mundiais vindo à tona, fora a crise sanitária, várias coisas fazem mais sentido. O mundo todo - e também a nossa classe média alta pra cima - descobriu admirado que existe desigualdade social. Como assim no dia dois da pandemia da Covid-19 já temos pessoas passando fome e sem emprego? Os olhos estavam fechados de propósito. E alguns ainda seguem assim, num ato contínuo de "desver" - desde a invasão dos portugueses no Brasil, aquele momento que tudo começou a dar errado em terras tropicais. Certamente naquela época outros planetas nos olharam e pensaram "essa galera não vai dar certo, vão ferrar com tudo aí nesse pedaço do mapa", e deu. O racismo existe sim, vice-presidente Mourão. Por mais que você e toda essa turma horrível que hoje ocupa Brasília diga que não, simplesmente para manter um plano genocida, o racismo ...

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The Libraries Are Aprecciated, Jacob Lawrence, 1960 (Foto: Reprodução/Philadelphia Musem of Art)

Nós, os brancos, e a nova partilha discursiva

Mesmo tendo que ser muito cuidadosos com a “cultura do linchamento” e do “cancelamento”, há questões muito importantes no debate suscitado por uma figura respeitada como Lilia Schwarcz em relação ao direito de qualquer um de nós analisarmos criticamente a produção cultural contemporânea para além e independentemente do nosso “lugar de fala”. No caso, a produção é o álbum visual Black is king, de Beyoncé. Hoje, as controvérsias em torno da noção de “lugar de fala” e das “pautas identitárias” atualizam e repetem as reações hostis contra as cotas raciais reproduzidas por intelectuais brancos, utilizando argumentações muito semelhantes. O célebre e criticado “Manifesto contra as cotas raciais”, publicado em maio de 2006, tinha como título: “Todos têm direitos iguais na República Democrática”. Endossado por artistas e intelectuais reconhecidos como Lilia Schwarcz – que, em 2019 publicou em seu Facebook um pedido de desculpas pela adesão ao documento -, o abaixo-assinado invocava o “direito universal” para ...

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Foto Fabiane Albuquerque e Michele Carlino (Arquivo Pessoal)

Diálogo entre uma sociόloga brasileira negra e um jornalista italiano branco

Michele Carlino, jornalista italiano da Euronews, concedeu-me uma entrevista sobre a televisão pública italiana para minha tese de doutorado sobre o “corpo do imigrante na mídia italiana”. Desde então, temos tido conversas calorosas, visto minha militância no Feminismo Negro. Em um dos nossos encontros ele encheu-me de questionamentos sobre minhas posições, falas, posturas e, como suas perguntas não são novidade para mim, pois  ouço a mesma coisa há anos, lhe pedi a permissão para registrar e transformar nosso diálogo em um texto. Ele autorizou e lhe sou grata por isso, pois acho que pode ajudar muitas pessoas, brancas sobretudo, a entenderam alguns pontos e a nό, mulheres negras, a economizar saliva. (Fabiane Albuquerque, Lyon, França, julho de 2020)  Michele Carlino: Porque temos sempre que colocar as coisas nesses termos de "raça"? Porque não podemos estar no espaço do universal onde somos livres de sermos o que queremos ser  sem etiquetas, ...

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A cientista política e feminista Françoise Verges - Anthony Francin/Divulgação

Feminismo ocidental nunca questionou privilégios de brancas, diz ativista

De acordo com Françoise Vergès, a pandemia, embora agrave as desigualdades, não mudará o modo como mulheres brancas se aproveitam da exploração do trabalho doméstico de mulheres que pertencem a minorias. A cientista política, historiadora, ativista e especialista em estudos pós-coloniais francesa lança agora no Brasil seu mais recente livro, “Um Feminismo Decolonial”, no qual aborda movimentos feministas antirracistas, anticapitalistas e anti-imperialistas, em contraste ao feminismo branco europeu, chamado de civilizatório, que se quer universal e acredita poder salvar as mulheres de outros tons de pele do obscurantismo. O termo decolonial, principal conceito do livro, faz referência ao esforço de tornar pensamentos e ações livres do legado das diversas colonizações, e se diferencia, na tradução ao português, de descolonial, que se refere aos processos históricos de desligamento das metrópoles e ex-colônias. Vergès, de uma família de militantes comunistas de origens francesa e vietnamita, cresceu na ilha da Reunião, departamento francês ...

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Imagem retirada do site

“Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula “

Obra discute educação e inclusão, e Jaycelene Brasil conta sua experiência em escolas de Xapuri Por TIÃO MAIA, , do ContilNet Imagem retirada do site ContilNet A coluna “Opinião” do UOL, um dos maiores sites de notícias do país, publica, nesta quarta-feira (12), artigo da professora acreana Jaycelene Brasil. Socióloga, militante de direitos humanos e pesquisadora das questões raciais e de gênero, Brasil escreve sobre o livro da também professora, historiadora mineira, mestra em educação e militante do movimento negro e feminista Luana Tolentino. O livro, intitulado “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula”, lançado pela editora Mazza em 2019, é, de acordo com a autora do artigo, “uma obra icônica de crônicas que evidenciam suas experiências vividas ao longo de dez anos à frente de turmas dos Ensinos Fundamental e Médio”. De acordo com Jaycelene Brasil, o livro “chama a ...

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Clássico do feminismo negro, obra de estreia de bell hooks é relançada no Brasil

E Eu Não Sou Uma Mulher? examina o impacto do sexismo e do racismo nas mulheres afro-americanas Por Marília Moreira, Do Correio (Foto: Imagem retirada do site Correio) Uma das maiores referências contemporâneas quando o assunto é a intersecção entre feminismo e mulheres negras, bell hooks, 67 anos, teve o seu livro de estreia relançado no Brasil mês passado, 38 anos depois da primeira publicação. Em E Eu Não Sou Uma Mulher? Mulheres Negras e Feminismo (Record | R$ 40 | 320 págs), a autora examina o impacto do sexismo e do racismo nas mulheres negras durante a escravidão nos Estados Unidos, e parte daí para pensar a desvalorização da “mulheridade” negra, o sexismo dos homens brancos e negros, o racismo entre as feministas e os estereótipos dos quais as mulheres negras são vítimas ainda hoje. (Foto: Imagem retirada do site Correio) ...

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27.03.15 - CPFL Cultura - Cafe Filosofico - Yara Frateschi
Tatiana Ferro Fotografia

Disciplina da Filosofia sobre “Feminismo negro” aborda exclusivamente autoras negras

Para a professora Yara Frateschi não basta mudar as formas de ingresso, é preciso democratizar também as bibliografias de curso e o ambiente da sala de aula Por Nádia Junqueira Ribeiro, especial para o Jornal da Unicamp Yara Frateschi  (Foto: Tatiana Ferro Fotografia) Professora da Unicamp há 15 anos, a livre-docente Yara Frateschi lecionou, pela primeira vez no departamento de Filosofia da Universidade, uma disciplina com bibliografias compostas exclusivamente por autoras negras, filósofas e sociólogas. “Feminismo Negro” foi lecionada no primeiro semestre deste ano para pós-graduação e, no segundo, para graduação. Segundo Yara, foi um genuíno exercício de alargamento da mentalidade: “a melhor experiência que eu tive até hoje em sala de aula”, confessa a professora. No ano passado, a professora Monique Houlshof abriu caminho ao ministrar uma disciplina na graduação do mesmo departamento sobre perspectivas feministas sobre a democracia e incorporado em sua bibliografia textos ...

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Feminismo negro e votar em negros é mais urgente para pobres do que ricos, diz pesquisa

No topo da lista de prioridade para pretos e pardos está a inclusão no mercado de trabalho Por Thaiza Pauluze, da Folha de São Paulo Arte: @designativista Em uma hipotética lista de prioridades, votar em candidatos negros, discutir o feminismo negro e exaltar o dia da Consciência Negra, neste 20 de novembro, têm mais força entre as classes pobres do que entre os abastados e escolarizados. É o que mostra uma pesquisa do Google, realizada pela consultoria Mindset e pelo Instituto Datafolha, que ouviu 1.200 pessoas negras ao longo do último mês de outubro —uma amostra representativa de 58% da população que se autodeclarada preta ou parda. No caso da representatividade na eleição, 26 pontos percentuais separam os que têm menos e mais renda. Votar em candidatos negros foi considerado importante por 73% das pessoas das classes D e E, e por 47% das classes A ...

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Feminismo precisa ser cuidadoso para não ‘perder sentido’, diz Patricia Hill Collins

Socióloga e influente autora feminista está no Brasil para o lançamento de "Pensamento Feminista Negro", sua primeira obra, lançada originalmente em 1990. Por Andréa Martinelli, do Huffpost Brasil Patricia Hill Collins (Foto: Julia Dolce) Durante boa parte do século 20, o movimento feminista não abraçou questões enfrentadas por grande parte das mulheres no mundo. “O feminismo tem sido muito sobre ‘feminismo branco’ e hoje existe uma luta para que ele não seja só isso”, afirma Patricia Hill Collins, 71, socióloga e professora da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, em entrevista ao HuffPost Brasil. Collins está no Brasil para lançar o livro Pensamento Feminista Negro - conhecimento, consciência e a política do empoderamento — que só em 2019, três décadas depois de sua primeira publicação, em 1990, ganhou tradução para o português, pela editora Boitempo. Ela recebeu a reportagem na semana passada, em São Paulo, durante ...

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Getty Images... - Veja mais em https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2018/02/19/manual-para-negros-se-protegerem-de-abusos-policiais-viraliza-no-brasil.htm?cmpid=copiaecola

Jamais os brancos pensariam situações que emergem das percepções dos negros

Não terceirizamos as vozes negras!   “Ninguém pode me ensinar quem eu sou.” Chinua Achebe Os brancos antirracistas que me perdoem, mas eles não podem achar que a solidarização em favor dos negros autoriza a compreensão do racismo em todas as nuances. Existem questões tão profundas que somente a gente consegue explicar, e ainda assim calham situações que ficamos até confusos. Por Ricardo Alexandre Corrêa, do  Carta Campinas  Foto: Getty Images No entanto, este texto não tem a pretensão de desmerecer a importância dos brancos que seguem lutando contra a discriminação e o preconceito racial, a intenção é somente alertar sobre os limites do discurso que eles lançam mão. Mesmo que reconheçam o privilégio branco não tem como se despirem, pois o racismo está enraizado nas estruturas da sociedade, engendrando, segundo a escritora Reni Eddo-Lodge, na “ausência das consequências do racismo. Ausência de discriminação estrutural, ausência ...

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Foto: Gabo Morales/TRËMA

O pacto branco e a maldição da mediocridade por Djamila Ribeiro

Não é real que só um grupo produza mentes e talentos por Dijamila Ribeiro na Folha de São Paulo Foto: Gabo Morales/TRËMA Cada pessoa negra consciente deste país consegue listar inúmeros exemplos de como o Brasil está sequestrado por um grupo de pessoas brancas que se protegem em nome das estratificações postas desde Álvares Cabral. A reforma da Previdência é mais uma medida que precariza e realimenta a estrutura casa grande-senzala, uma vez que atinge justamente a camada que mais sofre com trabalho extenuante, com a carga tributária sobre consumo que onera desproporcionalmente pessoas pobres e negras, como afirma Silvio Almeida, forçando-as que trabalhem até que morram para que a elite e a pretensa elite possam desfrutar do servilismo “ad eternum”. Uma espécie piorada da Lei do Sexagenários, dos tempos da escravidão, em vias de ser aprovada a toque de caixa para benefício de um grupo ...

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