quinta-feira, abril 15, 2021

Resultados da pesquisa por 'gênero'

Musas Negras: raça, gênero e classe na vida de Gilka da Costa Machado

Em 2018 assistimos ao florescer da maior campanha popular para eleição da primeira mulher negra como imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL): Conceição Evaristo. Porém, os imortais desprezaram quase que completamente tal campanha, pois a premiada e consagrada escritora recebeu apenas um voto. Essa suposta indiferença tem explicação histórica: é um comportamento característico da tradição racista, patriarcal e aristocrática dos cânones literários moderno-coloniais. As regras que legitimam a produção de conhecimento são, até hoje, eurocentradas, excluindo os saberes que não se encaixam neste padrão. Isto faz com que um país de maioria negra como o Brasil mantenha esta ausência de escritoras negras na ABL e, com isso, o reconhecimento de seus saberes, de suas escrevivências. Não que nós, escritoras afro-diaspóricas, deixemos nos silenciar. Mulheres negras, ameaçadoramente brilhantes, perturbaram e perturbam a (des)ordem do patriarcado colonizador que institui também as regras de produção do conhecimento considerado legítimo. Este é o ...

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VLT – Foto: Site “Mobilidade Urbana Salvador”

Reflexões sobre interseccionalidade de gênero, raça e classe nas políticas públicas em Salvador

14 de Maio No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou ...

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A ministra do Interior do México, Olga Sanchez Cordero, à esq., e a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, cumprimentam-se na abertura do fórum Generation Equality, na Cidade do México (Foto: Alfredo Estrella - 29.mar.21/AFP)

Sem Brasil, governos e organizações lançam agenda de combate à desigualdade de gênero

A ONU Mulheres e um grupo liderado por 92 organizações e 24 países apresentaram nesta quarta (31) uma série de ações e diretrizes para guiar o combate à desigualdade de gênero nos próximos cinco anos. A agenda foi debatida durante o fórum Generation Equality, que reuniu grupos da sociedade civil, organismos internacionais, empresas e governos para discutir seis eixos, chamados de “coalizões de ação”: violência de gênero, justiça econômica, saúde reprodutiva, gênero e mudança climática, tecnologia e inovação e fomento a movimentos e lideranças femininas. Durante três dias, foram analisadas propostas em cada uma das áreas. Agora, elas serão transformadas em um documento a ser apresentado aos governos na segunda parte do fórum, que ocorrerá em Paris —ou, o que é mais provável, de forma virtual— entre os dias 30 de junho e 2 de julho. Entre os pontos que devem aparecer no relatório estão, por exemplo, a meta de ...

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Manifestação feminista em 8 de março deste ano, em Barcelona. (Foto: ALEJANDRO GARCÍA / EFE)

Pandemia adia igualdade de gênero por mais uma geração

A ansiada paridade entre os gêneros vai demorar uma geração a mais. Ao longo do último ano, a pandemia acrescentou 36 anos ao tempo necessário para reduzir a disparidade entre homens e mulheres, que passou que 99,5 para 135,6 anos. É o que conclui o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) no seu relatório anual sobre a disparidade de gênero, atribuindo essa deterioração à menor representação política das mulheres nas grandes economias e ao estancamento dos avanços econômicos, por causa da necessidade de oferecer cuidados familiares e porque as mulheres trabalham nos setores mais afetados pelo confinamento. Os avanços em direção à paridade estancaram em muitas grandes economias e setores, e isso pesou no cômputo global do progresso. Embora haja cada vez mais mulheres em trabalhos qualificados, as disparidades de renda persistem e ainda há pouquíssimas mulheres em cargos de direção. Tanto é que a paridade econômica, neste ...

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Reprodução/Facebook

A importância de comunicar ações públicas de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça

"A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato" Em seu poema "Vozes-mulheres", Conceição Evaristo já apontava a importância das narrativas como propulsoras da ação. Como estudantes do campo de públicas, que histórias estamos contando sobre as ações públicas de enfrentamento às desigualdades de raça e gênero? Como fazer experiências bem-sucedidas ecoarem e alcançarem novos públicos, inspirando acadêmicos e gestores na sua prática? É com essas questões em mente que ANEPCP, Fundação Tide Setubal, UFRN (Observatório das Desigualdades), Fundação João Pinheiro (Observatório das Desigualdades) e Ação Brasileira de Combate às Desigualdades (ABCD) promovem o debate: "A importância de comunicar ações públicas de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça" como lançamento do 1o. Concurso de podcasts para alunos do Campo de Públicas. O evento ocorrerá no dia 25/03, às 19 hrs, no canal do Youtube da ANEPCP (https://www.youtube.com/watch?v=Gfl5GW4mtCU).   DESCRIÇÃO DA IMAGEM: card de divulgação do debate ...

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(crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

Dia da Mulher: educação social auxilia no combate à violência de gênero

No Dia da Mulher, os números mostram a realidade cruel de relacionamentos amorosos que, com o tempo, caminharam para a violência. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), de janeiro a fevereiro deste ano, 2.534 vítimas de violência doméstica procuraram a polícia para denunciar os agressores. Embora os casos apresentem redução superior a 10% em relação a igual período de 2020, especialistas analisam a necessidade de uma educação social para mudar essa realidade. “O que eu passei não desejo para ninguém. Enquanto era espancada e chutada naquele chão, pensei que ia morrer.” Esse é o desabafo de Simone*, 29 anos, uma das 11 vítimas de tentativa de feminicídio deste ano. Depois do crime, o homem, 30 anos, fugiu e, até o fechamento desta edição, não havia sido preso. Simone iniciou um relacionamento com Sérgio*, em 2016, marcado por momentos de carinho. Apaixonada, a jovem casou-se, mas, debaixo ...

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Getty Images

Motoristas argentinos terão de fazer curso sobre igualdade de gênero para ter habilitação

A Agência Nacional de Segurança Viária da Argentina (ANSV) determinou que quem quiser uma carteira de habilitação deverá fazer um curso sobre gênero e estudar temas como masculinidades, patriacardo, feminicídios, travesticídios e acesso de mulheres ao setor de transporte. "As grandes mudanças socioculturais e tecnológicas produzidas através dos anos trouxeram consigo a necessidade de adaptar os conteúdos dos cursos de formação, como assim também do exame teórico, motivo pelo qual faz-se necessário a reformulação de tais conteúdos, a fim de garantir a inserção na via pública de condutores idôneos e responsáveis, com conhecimentos atualizados em relação às novas tecnologias automotivas e principais regras para uma condução segura e eficiente", diz a resolução publicada no Diário Oficial da Argentina. "Com a convicção de que o recurso cultural é um aspecto de vital influência no que se refere à incorporação de normas de gênero relativamente cristalizadas, faz-se necessário incorporar no curso obrigatório para a concessão da ...

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Edneia Limeira dos Santos - Foto: Nego Júnior

Samba Rock na Cidade de São Paulo: Uma Análise da Evolução do Gênero Desde os Anos 1970 nos Bailes Blacks, até o Registro Como Patrimônio Cultural Imaterial

A proposta do artigo é analisar o gênero samba rock, com foco na sua evolução desde os anos 1970 até o ano de 2016, quando o gênero foi registrado como patrimônio cultural imaterial na cidade de São Paulo. Propõe-se mostrar, nesta evolução, a integração entre o samba rock e os bailes blacks, que em décadas passadas foram fundamentais para o crescimento de uma geração, visto que, além de entretenimento, os bailes eram fonte de conhecimento, resistência e troca de saberes culturais. Foto: Osvaldo Pereira, considerado o primeiro Dj do Brasil Introdução O artigo inicia-se a partir do conceito de cultura no sentido geral, antropológico. Entre os tantos termos que são utilizados para definição de cultura. Neste artigo, cultura será analisada por meio dos próprios atores que a promovem, nas esferas sociais e políticas. Além disso, por ser o samba rock uma manifestação cultural contemporânea e em ...

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A escritora Alice Walker (Foto: Imagem rei=tirada do site Folha de S. Paulo)

Alice Walker explora as tensões entre o racismo e a violência de gênero

“Mas onde estava o homem em mim que me deixou ir embora escondido?”, pergunta Grange Copeland, protagonista do romance de estreia de Alice Walker, publicado 12 anos antes do seu mais aclamado livro, “A Cor Púrpura”. Reconhecida por retratar com sensibilidade e coragem a vida das mulheres negras no sul dos Estados Unidos, sua primeira obra se destaca por oferecer o mesmo tratamento sensível a dois trabalhadores negros rurais, Grange e Brownfield, pai e filho. Explorando as tensões entre uma realidade atravessada pela segregação racial e pela pobreza e a responsabilidade dos homens negros quanto às próprias ações e erros, acompanhamos as diferentes fases da vida de Grange. Ele é um trabalhador rural casado, que passa a beber, a humilhar a mulher e a negligenciar o filho conforme encolhe cada vez mais os ombros —sua forma mais expressiva de linguagem— diante da precariedade da vida. Numa família em que “a ...

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OAB/Divulgação

Propostas de paridade de gênero e cotas raciais nas eleições da OAB são aprovadas pelo Colégio de Presidentes de Seccionais

A OAB ficou mais perto de garantir a paridade de gênero e o estabelecimento de cotas raciais na composição das chapas de suas eleições, o que representaria uma guinada histórica na forma como a entidade compõe seus quadros. Na noite de terça-feira, dia 1º, os 27 presidentes das seccionais e a Diretoria do Conselho Federal, reunidos de forma híbrida no Colégio de Presidentes da OAB, aprovaram as propostas, que contam com o apoio de primeira hora da OABRJ. Agora, o projeto segue para o Conselho Pleno da OAB, que agendou sessão para 14 de dezembro. A proposição estabelece que as chapas, para obterem o registro, deverão atender ao percentual de 50% para candidaturas de cada gênero, tanto para titulares como para suplentes. A indicação do Colégio de Presidentes é pela aplicação imediata da nova regra. Os presidentes das seccionais também aprovaram a proposta que estabelece a política de cotas para ...

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Divulgação

Nota de Juristas Negras e Negros em defesa intransigente da paridade de gênero e da reserva de cotas raciais de 30%

“Enquanto houver racismo não haverá democracia - Convocamos os setores democráticos da sociedade brasileira, as instituições e pessoas que hoje demonstram comoção com as mazelas do racismo e se afirmam antirracistas: sejam coerentes. Pratiquem o que discursam. Porque a prática é o critério da verdade.” Em 01/12/2020, reuniu-se o Colégio de Presidentes das seccionais da OAB de todo o Brasil deliberando, essencialmente, pela paridade de gênero, garantindo, assim, uma ampliação substancial da participação de mulheres no sistema OAB. Na mesma ocasião foi aprovada proposta de ação afirmativa para negras e negros, traduzida em cotas raciais, estas fixadas no percentual de 15%, respeitada a paridade de gênero, embora a proposta originária tenha sido no importe de 30% de reserva. A recomendação para o implemento de ambas as políticas é de que produzissem efeito imediato, contemplando, portanto, as eleições de 2021. Apesar dos temas serem de profundo interesse de toda a categoria ...

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Reprodução/Youtube

Em vídeo, mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas manifestam apoio às decisões do STF por igualdade de gênero nas escolas

Enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (02) e lançado publicamente nesta quinta (03), um vídeo com a participação de mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas manifesta apoio à Corte em suas decisões pela abordagem de gênero nas escolas e pela a inconstitucionalidade das leis inspiradas no movimento Escola Sem Partido.  "Nós, mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas, apoiamos o STF em suas decisões por uma escola de qualidade, que garanta o direito a todos ao conhecimento libertador: sem preconceito, sem intolerância e sem ódio", afirma a pastora luterana e secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Romi Márcia Bencke, na abertura do vídeo. "Defendemos a laicidade do Estado. Isso significa que o Estado deve respeitar todas as tradições religiosas e não deve se orientar por doutrinas, dogmas e verdades religiosas", completa Eliad Dias dos Santos, pastora da Igreja Metodista da Luz. O ...

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Divulgação

Igualdade de Gênero na Educação Básica: mais de cinquenta entidades lançam edital público

Até o dia 29 de novembro estarão abertas as inscrições para o Edital Público Igualdade de Gênero na Educação Básica: prevenindo violências, enfrentando desigualdades e promovendo direitos. Escolas, universidades, organizações da sociedade civil, coletivos juvenis, movimentos sociais e profissionais de educação estão convidadas/os a apresentarem propostas de planos de aula, projetos interdisciplinares e sequências didáticas. Serão valorizadas propostas que articulem gênero, raça e diversidade sexual em uma perspectiva interseccional. As propostas aprovadas serão reconhecidas publicamente em evento virtual e vão compor um banco de aulas público, disponível para todas as escolas do Brasil. As dez mais criativas e engajadoras receberão um leitor digital e uma bolsa de estudos para um curso à escolha no Centro de Formação Educação Popular, Cultura e Direitos Humanos da Ação Educativa. Acesse o edital completo: link do edital Promovido por diversas instituições e redes comprometidas com a luta pelo direito humano à educação de qualidade, pela democracia e ...

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(stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

ONU Mulheres lança documento com Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19

Nesta sexta-feira, 7 de agosto, a partir das 16h, em seu canal do YouTube, a ONU Mulheres Brasil lançará as Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19, com o objetivo de fortalecer a resposta para o enfrentamento à violência sofrida por meninas e mulheres neste período. O documento apresenta recomendações para atendimento remoto e reorganização do atendimento presencial, considerando rede de atendimento a mulheres em situação de violência e as especificidades de resposta no acolhimento às vítimas nos serviços policiais, de saúde, de abrigamento, entre outros. O evento de lançamento é realizado em parceria com a União Europeia e ocorre em celebração dos 14 anos da Lei Maria da Penha. A transmissão ao vivo no Youtube da ONU Mulheres Brasil será aberta para perguntas do público com propósito de ampliar a fortalecer as discussões acerca das políticas públicas voltadas ...

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Raca, genêro, democracia e participação política no Brasil

“O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil” é o tema da aula de hoje do curso Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil

O curso iniciou no dia 22/09, com a conferência “A questão racial e a democracia no Brasil”, realizada pela militante antirracista e feminista e doutora em educação Sueli Carneiro (acesse a primeira aula neste link). A segunda aula abordou “Raça, Racismo e Dominação na Democracia Liberal” a partir das reflexões de Hélio Santos – ativista do movimento social negro e doutor em administração, e de Gabriel Sampaio – advogado e mestre em Direito das Relações Sociais. (acesse a segunda aula neste link) O curso está com suas 800 vagas preenchidas e todas as pessoas interessadas podem assistir as aulas na página do Facebook da Escola do Parlamento – https://www.facebook.com/eparlamento/  e de Geledés Instituto da Mulher Negra- https://www.facebook.com/geledes/ Veja a programação de próximas aulas dos cursos abaixo:   ▪ Aula 06/10 – O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil Luciana Brito – Doutora em História Social pela USP. Foi pesquisadora visitante no ...

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escola do parlamento Raça, gênero, democracia e participação politica no brasil

“Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil”

Hoje, 29/09/2020, acontecerá a primeira aula do curso “Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil”. Na última terça-feira, 22/09, este percurso formativo foi aberto com uma conferência “O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil”, realizada pela militante antirracista e feminista e doutora em educação Sueli Carneiro. Já no primeiro encontro, a videoconferência alcançou mais de 15 mil pessoas, teve 8,1 mil visualizações, 128 compartilhamentos e 920 comentários.  Inicialmente foram abertas 500 vagas, estas preenchidas em menos de 3 horas. Devido à demanda, foram abertas mais 300 vagas que se esgotaram em 8 minutos. Tanto o sucesso de inscrições como o alcance da Conferência de Abertura demonstram a urgência desse tema, ou seja, o desejo da sociedade em buscar formação sobre as desigualdades de raça e gênero como elementos estruturantes da história do Brasil. Neste sentido, este é um primeiro ciclo formativo que está apenas abrindo as ...

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“Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil” é tema do próximo curso gratuito da Escola do Parlamento

Já estão abertas as inscrições para o curso de extensão universitária “Raça, Gênero, Democracia e Participação Política”, que será realizado pela Escola do Parlamento em parceria com o Geledés Instituto da Mulher Negra. Com duração de 30 horas, o curso é voltado ao público em geral, estudantes, ativistas, militantes, pesquisadores e profissionais que atuam com políticas públicas. As aulas serão às terças-feiras, entre 19h e 21h. O conteúdo será transmitido, ao vivo, pelo canal do Instituto do Legislativo Paulista no YouTube. A aula inaugural, dia 22/9, será ministrada pela filósofa Sueli Carneiro. Entre os objetivos da proposta está a construção de alternativas para ampliar a participação de pessoas negras e de mulheres na democracia e nos espaços de decisão política. Serão debatidos temas, como: *Patriarcalismo e as mulheres na arena democrática brasileira; *Qualidade da democracia, racismo estrutural e estrutura patriarcal; *Partidos políticos e (sub) representação racial e de gênero; *Instituições e (sub) representação racial e ...

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A estudante Nina da Hora (Foto: Lucas Borba)

Conheça Nina da Hora, nome quente na luta pela equidade de gênero e raça na tecnologia

Erê vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, num lar com sete cachorros, seis “salsichas” e um poodle. Em junho, estava aprendendo a andar: se locomovia bem em terrenos planos e desviava de obstáculos com precisão. Mas em chão acidentado, como o do quintal da casa, se atrapalhava um pouco mais. Erê, ao contrário do que possa parecer, não tem pernas, pois não é gente. Ele tem rodinhas, afinal é um robô — e ainda possui uma placa Julieta, plataforma Falcon e sensores ultrassônicos e de refletância analógica (apetrechos que estas páginas não dariam conta de explicar). É obra criada por umas das jovens mentes mais promissoras da ciência da computação no Brasil: Ana Carolina da Hora, de 25 anos, mais conhecida como Nina da Hora. Moradora de Caxias e estudante da PUC-Rio, a dona dos pets e do Erê têm feito sucesso com sua proposta de descomplicar e ...

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Homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, é vandalizada com tinta vermelha no centro de São Paulo (Foto: Fabio Vieira / Foto Budap / NurPhoto via Getty Images)

O que é violência política de gênero e por que devemos falar sem descanso sobre ela?

O mundo da política não está acostumado às mulheres. Sequer o mundo está acostumado com as mulheres nos espaços de poder e decisão. Com a nossa ascensão, que se dá a cada dia de forma mais arrojada nesses redutos antes ocupados predominantemente pelos mesmos homens, vêm junto os entraves – e eles não são tímidos. Para as que ousam adentrar o ambiente político institucional, esses entraves aparecem embalados por violências de todo tom. Não à toa, estudiosas da vida das mulheres participantes do sistema criaram uma expressão para dar nome ao problema: violência política de gênero. O fenômeno tem tipologia própria, classificada em cinco categorias: física, sexual, psicológica, simbólica e patrimonial. A última pode se dar, por exemplo, na medida em que não se cumpre a legislação eleitoral e há recusa em direcionar às mulheres os recursos que seriam para suas candidaturas. A simbólica é comum aparecer nas redes sociais, ...

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(Foto: Divulgação/ Disney+)

Como Beyoncé permeou gêneros e revolucionou o mercado musical

Com 12 álbuns, entre estúdio, apresentações ao vivo e versões de luxo, Beyoncé tem uma carreira muito vasta e diversa na música. A artista começou no pop e, com o poder do rádio, amadureceu o som, entrou para o movimento hip-hop e chegou a referências africanas. A cantora não só atingiu multidões, como se consolidou como um dos principais nomes da história da música sendo hegemônica nas listas de maiores sucessos dos anos 2000 e 2010. A carreira de Beyoncé, no entanto, não se atém ao sucesso que músicas e álbuns fizeram nesses quase 20 anos em que ela domina o mercado. A figura da artista é importante para a movimentação da indústria fonográfica de forma muito mais complexa. Ela possui a própria produtora, Parkwood Entertainment, tem direções nas distribuidoras HBO, Netflix e Disney + e tem a voz ouvida para muito além das mensagens que ela passa pela arte. ...

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