sexta-feira, abril 16, 2021

Resultados da pesquisa por 'hiperssexualização '

© Getty Images

O corpo negro masculino: uma reflexão sobre hiperssexualização e racismo dentro da comunidade LGBTQIA+

Nem tudo é óbvio e perceptivo quando se entra em um site pornográfico, nas redes sociais ou em grupos de mensagens e tenta estabelecer uma conexão com o que está sendo visto e consumido na sua mente e categorizados pela plataforma ou pelo seu clique. No entanto, faz-se necessário um olhar mais observador a fim de refletir os significados e significantes desse consumismo. O presente artigo tem como objetivo refletir o negro na comunidade LGBTQIA+, explorado especificamente em torno de sua sexualidade. O gênero masculino, sempre esteve em uma posição de poderio patriarcal em nossa sociedade. Tentar compreendê-lo, faz-se necessário enquanto ser social no contexto histórico-cultural, onde é possível também visualizar a construção do indivíduo e de sua identidade. Principalmente quando esta identidade se torna frágil na visão do outro, afinal sua construção social não pode se adequar ao adjetivo; nem permitindo que um igual haja da mesma forma, até ...

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Hiperssexualização do corpo negro masculino

Enviado para o Portal Geledes por Caio Cesar dos Santos Minha irmã me questionou esses dias sobre o fato deu ter escrito sobre hiperssexualização do homem negro e dias depois postar uma foto de sunga nas redes sociais. Eu achei o questionamento interessante porque me parece uma confusão na cabeça das pessoas mesmo. Exercer a sexualidade é um direito de todos nós, seja qual for a sua cor, gênero ou orientação sexual. Quando falo sobre hiperssexualização de homens negros, não quero dizer que você está proibida (o) de achar o corpo daquele homem bonito, atraente etc., isso é normal e faz parte das relações humanas. O desejo, o interesse, tudo isso é realmente normal. Hiperssexualizar um homem negro é tirar dele a condição de homem. É vê-lo somente como um corpo, um fetiche, pronto para ser usado e abusado pelos seus desejos sexuais. É caracterizá-lo sexualmente como selvagem, viril e violento. ...

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Foto: Edson Jonathan/Divulgação

Hiperssexualização e autoestima do homem negro

O livro “Pele negra, Máscaras brancas” do Frantz Fanon foi um divisor de águas na minha vida. É incrível como, mesmo sendo escrito em outro país e em outra época, reflete bastante a forma como as pessoas negras lidam em relação as questões raciais na sociedade. O capítulo 2, intitulado “O homem de cor e a mulher branca”, trouxe nos dois primeiros parágrafos palavras que caíram sobre mim como uma bomba (trecho aqui nesse texto). Foi o trecho que me fez entender o motivo dos homens negros preferirem, de forma geral, mulheres brancas, mas também me trouxe inúmeros questionamentos posteriores. Por Caio César, do Do Fala Pretinho  Eu lembro que há uns anos, eu considerava a minha vida amorosa parte da minha militância. O fato deu me relacionar e namorar com mulheres brancas fazia com que eu me sentisse igual aos homens brancos, como se eu fosse igualmente capaz, igualmente homem. ...

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“Você pode ser um homem na cama, mas fora dela…”: a tragédia da hiperssexualização do homem negro na novela babilônia

Conheci o trabalho de Val Perré enquanto ator através do grande espetáculo Ogum: Deus e Homem, da Companhia NATA de Teatro. Desde então, Val Perré mostrou para o público baiano que interpretar o Senhor das guerras e do ferro, Aquele que abre caminhos, degola cabeças e navega em rios de sangue dos inimigos, não é para qualquer um. Apesar de toda crítica da imprensa na época, sempre acreditei no trabalho e talento de Val e comecei a acompanhá-lo em sua trajetória, que atualmente se encontra situada na Rede Globo. Porém, sempre me peguei em uma espécie de jogo de percepções quando Val Perré aparecia de maneira muito insuficiente em alguma novela, série ou filme, como a maioria das atrizes e atores negras (os) que conseguem dificilmente se inserir na televisão brasileira. Era o capanga Firmino em Saramandaia. Era o chofer José Maria em O Rebu. Era o segurança em Tim ...

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A “mulata trágica”: repensando a categoria mulata no Brasil

O século XXI tem sido o século das imagens. Disputas de narrativas tem se dado no contexto das redes sociais, em que imagens viralizam em curto espaço de tempo, alimentando o imaginário social e definindo o lugar das pessoas no mundo. Neste contexto, a socióloga estadunidense Patrícia Hill Collins, em Pensamento Feminista Negro, apresenta-nos as imagens que são internalizadas como “imagens de controle”. Diferentemente dos estereótipos — que partem da elaboração de imagens negativas —, as imagens de controle podem produzir lugares de poder e privilégio para determinados grupos, bem como naturalizar lugares de sujeição, hiperssexualização e violência para outros.  O lugar do nosso corpo no mundo, sua inscrição social, passa por uma tomada de consciência que, como aponta Frantz Fanon, na obra clássica Pele negra, máscaras brancas, muitas vezes é desenvolvida por um estímulo externo, um olhar do outro, que nos fixa e constrói as representações. Fanon narra que ...

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Photo by Sharon McCutcheon from Pexels

Afetividades na margem e preterimento da bicha preta

A homossexualidade em sociedades conservadoras e violentas quanto a nossa, é definida e catalogada como algo que foge a normatividade e isto por si só implica numa série de barreiras aos indivíduos que não se submetem aos padrões sociais e vivem suas vidas em desacordo com o que nos é constantemente imposto. Estar a margem da sociedade é algo com que nos habituamos desde muito cedo, e entre nós a ideia de universalidade é também colocada à prova quando nos deparamos com diferentes atravessamentos que compõe a nossa totalidade. Pensemos o gay negro! Este por sua vez, tem suas experiências sobrecarregadas pelo fator racial. Sexualidade e raça se somam reconfigurando as formas com que iremos participar das dinâmicas sociais, aos sermos imediatamente (re)colocados em uma margem dentro da própria margem da qual já nos encontramos. Violência, rejeição, isolamento, etc., fazem parte dessa normalidade, somos dupla ou triplamente marginalizados, é como ...

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A astuta reprodução do discurso patriarcal nos meios feministas

É assustador como o feminismo midiático se conforma com migalhas. Como, de alguma forma, a exaltação de corpos negros em situações exclusivamente de hiperssexualização, por exemplo, tem sido vista como uma vitória e que pronto, não precisamos mais de debate. Isso é uma ofensa ao real intento do movimento, para dizer pouco. É mais do que isso, é um desserviço, pois só reforça a ideia de que "tá no sangue", de que ser uma mulher devassa e animalesca sexualmente é algo intrínseco à mulher negra. Isso é tudo menos um elogio. Por Letícia Castor Moura, enviado para o Portal Geledés  Mulheres se comparando umas às outras, buscando superioridade e notoriedade sobre suas irmãs, o que já é ruim o suficiente, baseadas no critério do quanto elas estão agradando o “seu” homem sexualmente. Precisamos redirecionar o nosso foco às pautas que realmente importam. Coisas como “quem está comendo não está reclamando”, ...

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Foto: Cena do filme "Cara Gente Branca"

Por um Carnaval livre de racismo; veja como denunciar

Sexualização da mulher negra e piadas racistas são alguns exemplos de casos de discriminação que ocorrem durante a folia Por Rede Feminista de Juristas, do CatracaLivre  Foto: Cena do filme "Cara Gente Branca"   Por: Amanda Vitorino, Beatriz Rodrigues Yagui, Fernanda Cseh, Gabriela Biasi, Luana Pereira da Costa, Pamela Michelena e Talita Monteiro Maia, membras da Rede Feminista de Juristas O que é racismo? Racismo é o preconceito ou discriminação com base em raça, etnia e características físicas. É um comportamento social historicamente construído, motivo pelo qual não é possível falar em “racismo reverso” de negros contra brancos, por exemplo. Como é um comportamento e uma crença desenvolvido ao longo de séculos, reforçado por leis e Estados durante anos, o racismo é uma estrutura maior do que simplesmente uma discriminação pontual. O período escravocrata foi marcado por desigualdades e opressões cujas consequências perduram até hoje. Juridicamente, as pessoas ...

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Candidatura de Conceição Evaristo à ABL é afirmação da intelectualidade negra

A Academia Brasileira de Letras é uma instituição literária fundada no Rio de Janeiro em 1897 por nomes como Machado de Assis, Olavo Bilac, Afonso Celso e Joaquim Nabuco.  Desde então, é composta por 40 membros efetivos e outros tantos perpétuos, os chamados imortais, mais vinte sócios estrangeiros. Uma das mais respeitadas e longevas concentrações Do Meuestilo A Academia Brasileira de Letras é uma instituição literária fundada no Rio de Janeiro em 1897 por nomes como Machado de Assis, Olavo Bilac, Afonso Celso e Joaquim Nabuco.  Desde então, é composta por 40 membros efetivos e outros tantos perpétuos, os chamados imortais, mais vinte sócios estrangeiros. Uma das mais respeitadas e longevas concentrações de intelectuais, a ABL ganhou vida apenas um ano antes da abolição da escravidão no Brasil em maio 1888. Apesar de ter sido fundada e presidida pelo negro Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras sempre foi ...

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Negros denunciam preconceito, sobretudo na periferia, com hashtag #NaFortalezaRacista

Campanha reúne relatos de quem vivenciou o racismo na pele, inclusive em abordagens policiais, e busca conscientizar a população e mostrar que o preconceito é cotidiano Do O Povo   Com o objetivo de denunciar o racismo no cotidiano de Fortaleza, jovens negros da periferia da Capital usam a hashtag #NaFortalezaRacista para compartilhar relatos que inclui racismo cotidiano, institucional, violência policial e assédio. As postagens tiveram início no começo desta semana, mas são planejadas há pelo menos 15 dias por grupos que integram o movimento negro. San Souza, 29, morador do Bom Jardim, fotógrafo e integrante do Coletivo Motim, particiou do planejamento da implantação da iniciativa. "Nosso objetivo é mostrar o que acontece com pessoas negras na Cidade. Aqui a gente percebe o racismo muito instaurado nas instituições, a exemplo da Guarda Municipal e da Polícia Militar. É muito visível e eles não fazem questão de esconder", aponta. Souza indica ...

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Vestir a “Globeleza” deixa Nu o mito da democracia racial

Quando os carros alegóricos entraram na avenida os confetes, sprays, brilhos e ritmos das marchinhas do carnaval se harmonizaram com os passos da “mulata” global que sambava ao som da marchinha que a homenageia: "Na tela da TV, no meio desse povo, a gente vai se ver na Globo". por Dina Alves no Facebook A vinheta da “Mulata Globeleza” foi criada na década de 1990, por Hans Donner, designer alemão e funcionário da emissora. A modelo, dançarina e cantora, Valeria Valenssa foi símbolo carnavalesco até 2004, seguida pelas outras dançarinas e passistas Giane Carvalho, Aline Prado, Nayara Justino e a atual Erika Moura. Diferente das vinhetas anteriores, a organização Globo modificou a vinheta e a personagem símbolo do carnaval, no ano passado (2017). A justificativa para a mudança foi a de que “o Brasil é um país rico em muitas culturas e, portanto, a vinheta vai representar todas as culturas e ...

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Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Como palmiteiros nascem? Uma reflexão de quem sempre palmitou

A palmitagem existe. Eu sei que existe porque eu palmito. É doloroso e incômodo assumir isso, mas é preciso falar: eu sempre palmitei. Por Leonardo Custódio em seu blog  Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles Também é urgente. A palmitagem – regra de homens negros privilegiados se relacionarem com mulheres brancas – me parece como uma das faces mais cruéis do racismo estrutural em que vivemos. *Este texto foi escrito originalmente em 30 de setembro de 2016. Edições e links foram adicionados em 5 de novembro de 2017. A palmitagem é um ato racista cruel por sua sutileza. À primeira vista, parece só uma questão de afeto (logo incontrolável e irracional como a paixão e o amor) combinada com escolha individual por aquela com quem se vai viver um relacionamento. Mas não é só isso. É complexo. É uma combinação de afeto com questões estruturais (desigualdade, machismo e racismo) que vivemos desde criança e com relações e disputas ...

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Homem negro sente dor? — Masculinidade negra, emoções e o cuidado de si.

Sim. Homem negro sente dor. Homem negro sente medo. Homem negro sente apreensão. Homem negro sente dúvida. Homem negro sente insegurança. Homem negro sente incerteza. Homem negro sente tristeza. Homem negro sente saudade. Homem negro sente desesperança. Homem negro sente falta de autoestima. Homem negro sente solidão. Homem negro sente vergonha. Homem negro sente dificuldade. Homem negro sente isso tudo porque homem negro é uma pessoa humana em primeiro lugar. Por João Víctor Martins Saraiva Enviado para o Portal Geledés  Só que o mundo quis que você esquecesse disso. O mundo quis que o próprio homem negro esquecesse disso. O mundo quis que não se refletisse sobre isso. O mundo quis que a própria militância negra por vezes se esquecesse: o homem negro sente dor. Esse texto tem a intenção de tencionar nossas pré-concepções para que a gente consiga repensar nosso cotidiano e, inclusive, nossa militância. Mas a intenção primeira é que essa discussão ...

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Di Jejê lança curso inédito sobre a mulher negra e a homossexualidade

Di Jejê lança curso inédito sobre a mulher negra e a homossexualidade. Curso têm inscrições abertas até dia 08 de Julho, e conta com a curadoria de conhecimento da professora, pesquisadora da UNIFESP e ativista Ryane Leão. Enviado para o Portal Geledés O curso tem por objetivo apresentar as múltiplas vivências da mulher negra e lésbica, trazendo informações essenciais para a construção e consolidação da nossa história de luta, para o resgate de nossa identidade e para a importância das referências novas e antigas na edificação da nossa resistência. Abordarei assuntos como identidade de gênero e orientação sexual, racismo e preconceito, invisibilidade, representação, relacionamentos, afetividade e violência, hiperssexualização, entre outros. Cada aula irá propor um tema de debate em relação à homoafetividade da mulher negra, trazendo extenso material bibliográfico para um assunto tantas vezes silenciado e ignorado. Mulheres negras lésbicas existem e resistem! Será um curso totalmente on line, voltado ...

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Corporeidade negra masculina e a crise do afeto

“Ser negro é ser o corpo negro” (Osmundo Pinho) Quatro mulheres negras se apresentam em discursos encharcados de dor, desespero e revolta. Histórias de vida que denunciam o racismo praticado por brancos em posições de poder. Mulheres marcadas por estereótipos que recaem sobre os diferentes tons da pele negra que logo rememoram a escravidão e o passado, nem tão distante, de privações. Assim, a cantora Nina Simone apresenta sua canção Four Women. Áspera e enternecedora, a música não conta explicitamente a história de uma mulher solitária, mas sim traz a própria solidão como pano de fundo. Esse abandono, sem dúvidas, tem uma carga social e afetiva sendo muitas vezes protagonizado por um homem negro. Fonte: CEERT por, Juliana Gonçalves Entender esse homem negro e como ele também padece dos efeitos do racismo e do machismo parece ser necessário para aprofundar essa questão. No Brasil o racismo se dá, dentre outros, ...

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‘Loving’: o amor entre um branco e uma negra volta à cena nos EUA

Um homem branco se apaixona por uma mulher negra, é correspondido, e eles querem se casar. A história parece simples, mas nem tanto: a trama se passa há 60 anos, na Virgínia, e se ainda se fala dela é por uma boa razão. Do DC O filme "Loving", que estreou nos cinemas dos Estados Unidos nesta quinta-feira, feriado do Dia de Ação de Graças, é um lembrete aos americanos da importância da luta travada entre Richard e Mildred Loving em pleno movimento pelos direitos civis. Na época, muitos estados do país proibiam os casamentos inter-raciais em nome da pureza e da supremacia branca. Era o caso da Virgínia, que fez parte do bloco confederado durante a Guerra de Secessão. Richard era pedreiro e aprendiz de mecânica. Mildred sonhava constituir família na cidade natal de Central Point. Os dois namorados, que se conheciam desde a infância, só queriam viver em paz ...

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Marcha das Mulheres Negras aconteceu em Brasília (DF), em 2015 / Foto: Thais Mallon

Racismo e objetificação são batalhas cotidianas das mulheres negras

Elas falam sobre a vivência de ser mulher e negra Por Daiane Libero, do Mídia Max Se a luta das mulheres é árdua e esbarra em várias camadas de machismo, abuso, assédio e falta de direitos apenas por seu gênero, imagine incluir nesse cenário a cor da pele, o formato dos cabelos, a história de escravidão no passado e muitos outros problemas históricos. Nessa conta, coloque também a exploração de um estereótipo sexual. A soma de tudo isso é ser mulher negra na sociedade hoje, ontem e sempre. Para muitas mulheres negras, o 8 de março tem o gosto amargo do racismo e machismo. Esta é segunda matéria de uma série especial realizada pelo Jornal Midiamax, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (8). Produzidas, em sua maioria, por mulheres da redação do jornal, este projeto especial da editoria MidiaMAIS quer dar visibilidade a histórias como as das mulheres negras, que ...

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Enegrecendo o YouTube: fazendo o que a TV nunca fez

A televisão está perdendo cada vez mais espaço para Internet e para nós negros isso pode ser uma grande oportunidade de reverter a ausência da diversidade em veículos de comunicação que ainda persiste em pleno século XXI. Vivemos num pais negro, e apesar dos desinformados de plantão insistirem, não somos a minoria. A mídia nacional – e tradicional – está concentrada nas mãos (alvas) de pessoas que construíram a imagem do Brasil como o que eles gostariam que fossem, se inspirando em países de maioria branca, por racismo ou complexo de inferioridade ou os dois. Com 65 anos, a TV brasileira ainda não reflete a sua população e seus maiores consumidores. Por Silvia Nascimento no Mundo Negro Globo ironizando as críticas à sua programação excessivamente branca A preguiça intelectual e limitação cultural (daqueles grupo que acha que somos minorias), não vê o enegrecimento da mídia, como bonito. Associa a negritude à pobreza, ...

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Mulheres Negras: O que a Mulata Globeleza tem a nos ensinar?

"Não deixe que te façam pensar que o nosso papel na pátria É atrair gringo turista interpretando mulata" (Yzalú) Por  Lorena Monique, do Brasil Post  Foi dada a largada nas vinhetas promocionais que hiperssexualizam o corpo das mulheres negras. E nessa hora, o que eu me pergunto é quando chegará o dia em que, ao falarmos de representação midiática ou referências de mulheres negras, a resposta dada não será:a Mulata Globeleza? Pois é, essa é a resposta que obtemos desde 1993, ano do lançamento da personagem promovida pela Rede Globo durante o Carnaval. Não é preciso fazer muito esforço para percebermos que a imagem dessa personagem contribui muito para a hiperssexualização do corpo das mulheres negras e intensifica os estereótipos que esse grupo carrega. Isso qualquer pessoa que tenha o mínimo de senso crítico já deve saber. A mulata rebolativa global que te convida pra sambar, que posteriormente viraria hit e ...

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A artista plástica e arte educadora, Jennifer Borges, posa para foto em Irajá, no Rio de Janeiro

‘Preta, pobre e periférica, não imaginei estar numa galeria de arte’, diz artista

Jennifer Borges, 28, ou simplesmente J. Lo, nasceu e cresceu em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro, querendo ser "artista de galeria", mas achava que essa realidade estava longe de ser a sua. (...) Depoimento a ELIANE TRINDADE EDITORA DO PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL OLÍVIA FREITAS ENVIADA ESPECIAL AO RIO Na Folha de S.Paulo Inspirada pela mãe, psicopedagoga, que abriu caminhos e foi a primeira da família a ter ensino superior, Jennifer seguiu caminhos paralelos à arte até os 27 anos: se graduou em história pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), onde hoje cursa letras. A jovem resolveu se aventurar no grafite há um ano, após um empurrão de uma amiga. Acabou virando professora, mas de grafite em escolas municipais cariocas. Foi quando Jennifer conheceu a Rede Nami, associação feminista que reúne grafiteiras e militantes que usam artes urbanas para promover os direitos das mulheres, fundada pela artista ...

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