Resultados da pesquisa por 'ideológico'

Cena do filme brasileiro “Todos os mortos”- Foto: Hélène Louvart/Divulgação

Decolonialismo cultural, religioso e ideológico, por Filippo Pitanga

As ancestralidades não eurocêntricas, outrora subalternizadas no mundo, estão dando a volta por cima através do protagonismo de novas narrativas com a ajuda do cinema Por Filippo Pitanga, da Revista Fórum Cena do filme brasileiro “Todos os mortos”- Foto: Hélène Louvart/Divulgação Coincidência, destino ou convergência cósmica, justo na edição do 70° aniversário da Berlinale e de 30 anos da queda do Muro de Berlim, alguns fantasmas do passado apareceram para tentar soprar as velinhas da revolução. Uma nova faceta nada lisonjeira foi revelada do ex-diretor do Festival de Cinema de Berlim, Alfred Bauer, cujo nome, inclusive, batiza um dos prêmios da competição. Seu envolvimento pregresso com o nazismo veio à tona apenas este ano de 2020, culminando na expiação pública de mea culpa por parte da produção e curadoria, que cancelaram o prêmio. Afinal, tais representantes simbolizam a escolha de filmes vindos do mundo inteiro no ...

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Notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco que circularam em redes sociais pode indicar caminho do fenômeno nas eleições (Foto: GETTY IMAGES)

Como combate a mentiras sobre Marielle superou racha ideológico e pode antecipar guerra eleitoral nas redes

A difusão de notícias falsas nas redes sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no Rio de Janeiro na noite de 14 de março, é vista por pesquisadores como uma prévia de como poderá ser o ambiente digital durante a campanha eleitoral no Brasil em 2018. "Se alguém ainda tinha dúvidas de que as redes sociais vão ser um território de disputa fortíssima de narrativas durante as eleições, o caso dos boatos sobre Marielle mostrou que as redes serão, sim, um tremendo campo de batalha", diz Marco Ruediger, diretor de um grupo da FGV que analisa as redes sociais, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV DAPP). Segundo a instituição, Marielle foi tema de 2,14 milhões de tuítes entre a noite de 14, quando ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados, e a meia-noite de domingo, 18 de março. Para efeito de comparação, ainda ...

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Nada mais ideológico do que uma escola sem partido

O que seria a tão falada, e pouco explicada, ‘escola sem partido’? Basicamente, trata-se de uma falsa dicotomia, pois não diz respeito a não partidarização das escolas, mas sim à retirada do pensamento crítico, da problematização e da possibilidade de se democratizar a escola, esse espaço de partilhas e aprendizados ainda tão fechado, que precisa de abertura e diálogo. Por Cleo Manhas Do A pauta que precisamos debater é a da qualidade da educação, e não falácias ideológicas sobre a “não ideologização da escola”, algo que se vê até mesmo em alguns diálogos sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O Plano Nacional de Educação foi aprovado há dois anos e, durante sua tramitação, uma das polêmicas suscitadas foi acerca da promoção das equidades de gênero, raça/etnia, regional, orientação sexual, que acabou excluída do texto do projeto. Por consequência, isso influenciou a tramitação dos planos estaduais e municipais, que também sucumbiram ...

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Lula se define como “multi-ideológico”

Por: CLÓVIS ROSSI Explicação do presidente para seu novo rótulo, em entrevista-reportagem no jornal espanhol "El País", não fica clara Petista afirma que chefe de Estado "não tem vontade própria todo santo dia, mas tem que levar a cabo os acordos que sejam possíveis"     Depois do "Lulinha, paz e amor", depois da "metamorfose ambulante", Luiz Inácio Lula da Silva achou uma nova e inédita maneira de auto-definir-se: "multi-ideológico". O novo rótulo apareceu em uma entrevista-reportagem feita por Juan Luis Cebrián, o principal executivo do grupo espanhol Prisa, cuja nau-capitânia é o jornal "El País". A conversa foi capa do caderno "Domingo". Nela, em vez de "multi-ideológico", Lula aparece pouco ou nada ideológico, como se vê na frase completa: "Um chefe de Estado não é uma pessoa, é uma instituição, não tem vontade própria todo santo dia, mas tem que levar a cabo os acordos que sejam possíveis. Aprendi ...

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jesus_chucho_garcia

Bicentenario, racismo ideológico y modernidad

por: Jesùs Chucho Garcìa A lo largo de la historia, famosos intelectuales se han expresado en detrimento de los Africanos y sus descendientes, menospreciando sus aportes para lograr la independencia del país. Hoy día apremia repensar el rol que han jugado los afrodescendientes, para darles su justo valor REPRODUCCION IDEOLOGICA COLONIAL Si el siglo XIX fue el siglo de la esperanza y la decepción de miles de esclavizados y esclavizadas en nuestro país y América Latina, que participaron en las Guerras de Independencias, aspirando ser liberados, pero al culminar éstas nada de eso fue posible, y más bien fueron reclamados por sus antiguos amos, blancos criollos para reesclavizarlos, diríamos que también fue ese siglo XIX el tiempo del gran negocio con la manumisión y posterior abolición de la esclavitud, para luego continuar en una terrible situación de neoesclavitud. Como prosecución de ese planteamiento ideológico, en las primeras décadas del siglo ...

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Crédito: Getty Images/iStockphoto

Educação antirracista em narrativa confessional, decolonial e insurgente: ser corpo- território negro e docente na rede pública. ¹

Se alguém imagina um texto carregado de formalidades acadêmicas e de discussões metodológicas de planos de aula com receitas pedagógicas, sugiro que não o leia, pois a frustração será companheira da primeira à última linha. Aqui me permito a liberdade de escrever em primeira pessoa com toda a carga de subjetividade não sonegada, afinal não cruzei com intelectuais do nível (altíssimo) de minha avó, Conceição, xará de outra, a Evaristo, minha mãe Alice, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento entre tantas referências que me ensinaram a não ter receio de me implicar e bordar com linhas autobiográficas a escrita que busco validar dentro das regras científicas. Sou grata ao feminismo negro e a epistemologia decolonial por me fazerem enxergar em todas elas intelectuais, agentes do conhecimento, portadoras de talento e criatividade ancestrais. Dessa fonte beberei independente das credenciais acadêmicas que venha a colecionar. Dispostes? O ano era 2001.Especial ...

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Isadora Brandão (Reprodução/Facebook/Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher)

General Mourão e o racismo de denegação

Em entrevista concedida no último dia 20 de novembro, o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, afirmou categoricamente “e com toda a tranquilidade” que não existe racismo no Brasil. Para comprovar o seu argumento, o militar recorreu à corriqueira comparação com os Estados Unidos, onde morou por 2 anos, durante o final da década de 60. Segundo ele, na escola que frequentava, “o pessoal de cor” andava separado. Ele também declarou ter ficado impressionado ao constatar que as pessoas negras eram obrigadas a ocupar os assentos traseiros dos ônibus. A declaração despertou curiosidade: como o general terá sido racialmente classificado na sociedade estadunidense? Teria sido ele destinatário da hostilidade racial que descreveu? Como tal experiência impactou na sua auto-identificação racial e na sua leitura a respeito da pertinência da luta antirracista na diáspora? Na sociedade estadunidense vige a regra da hipodescendência, segundo a qual uma pessoa que tenha “uma gota ...

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Adobe

Resistência e Memória: Dia Nacional da Consciência Negra

O “Dia Nacional da Consciência Negra” 20 de novembro, foi instituído em homenagem a Zumbi dos Palmares, preto escravizado, que liderou a resistência no Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga-AL, assassinado 1695. Lutou até a morte contra a opressão dos escravocratas e as mãos sujas de sangue de carne preta em nome do poderio econômico, da soberba e do racismo estrutural! A Serra da Barriga, hoje, Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço de memória coletiva, dolorosas e sensíveis. O Dia, infelizmente, ainda não é festivo, não há muito o que comemorar, os confetes e aplausos para as migalhas gotejadas em nome da igualdade, no país da necropolítica e do mito da democracia racial. Não será mais um “feriado” paradoxal, para celebrações e cortejar autoridades religiosas ou bajular figurões políticos caricatos com status de estadistas, não passando de figuras patéticas, negacionistas e racistas. A histórica e árdua trajetória de um ...

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Chimamanda Adichie (Foto: Mamadi Doumbouya/Vulture)

Aspectos de uma obra: O feminismo negro africano de Chimamanda Adiche

Chimamanda Ngozi Adiche é uma das maiores referências da literatura mundial contemporânea(1), escritora nigeriana que pode ser inserida na tradição literária de seu país(2) em desenvolver narrativas que para além de uma estilística puramente artística, que acabam por refletir e problematizar as tensões, os conflitos, as interações, as complexidades e potencialidades da Nigéria. Tradição esta que perpassa as obras de autorias tão díspares, mas que mesmo por isso acabam por nos fornecer um cenário amplo, diverso e pulsante da sociedade nigeriana ao longo das últimas décadas, desde – pelo menos – seu processo de resistência e libertação anticolonial, até as divergências políticas internas, baseadas numa dicotomia entre um fervor revolucionário radical e uma sociedade militarizada de castas, mediadas por um – distópico? – nacionalismo africano, visando a construção de uma Nigéria moderna e contemporânea, inserida ao cenário político e econômico mundial. Em outras palavras, literatura na Nigéria não é “apenas” ...

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A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

Aviso da doutora Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus (1914-1977) dizia que o Brasil deveria ser governado por alguém que já passou fome. Quando essa mulher negra, escritora, catadora, favelada e - em breve - doutora (honoris causa, em homenagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro) articula a ideia acima, os temas da representação, da desigualdade racial e de classe, do acesso a direitos fundamentais, se apresentam de modo retumbante. O Brasil de hoje é o fruto de um processo de violência e exploração. E o fruto gerou sementes. As práticas de espoliação da terra, de abuso sobre os corpos, de violência, da limitação no acesso aos bens públicos podem ser vislumbradas como a tônica do desenvolvimento das nossas instituições. E sabemos que este debate se sustenta no Brasil e no mundo por meio de estruturas coloniais e capitalistas. E assim, em sua arguta afirmação, a doutora Carolina Maria de Jesus insere mais uma ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

Que Brasil teríamos, com mais mulheres negras no poder?

Por CFEMEA, para a coluna Baderna Feminista O Brasil já está às voltas com as eleições municipais. Mergulhadas numa crise profunda, ainda mais trágica pela crise sanitária que já matou quase 150 mil pessoas em nosso País, nos perguntamos sobre o que significa a realização de um processo como este em um contexto político marcado por um golpe e pelo fascismo crescente na sociedade brasileira. O que significa termos um processo eleitoral já com quase dois anos do governo Bolsonaro? Os movimentos feministas têm uma trajetória de monitoramento de políticas públicas e de ação junto ao Parlamento. Desde a Constituinte, organizações e movimentos incidem para aprovar legislações igualitárias e pressionar para que os marcos normativos se traduzam em políticas e serviços que alterem concretamente a vida das mulheres. Nós, do CFEMEA, atuamos nesse front e temos alertado para a presença cada vez maior de partidos políticos criados a partir de fés religiosas e para ...

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Divulgação

Por que é errado dizer que “os negros escravizaram os negros”?

Quem nunca ouviu alguém falar que os negros escravizaram os próprios negros? Esse é um dos principais argumentos utilizados por pessoas racistas para deslegitimar os movimentos negros, para desqualificar as lutas das populações negras ao longo do tempo e para até mesmo destituir Zumbi dos Palmares da condição de herói nacional. As frases proferidas pelo senso comum mais utilizadas nessas situações vão na seguinte direção: “O racismo não é culpa dos brancos, pois os negros escravizaram os próprios negros”. Ou ainda: “Cotas étnico-raciais não são dívida histórica, pois foram os negros que venderam e escravizaram os próprios negros. Então, a culpa da escravidão é da própria população negra”.  Em 2018, meses antes das eleições presidenciais, o então candidato à presidência Jair Bolsonaro, ao discutir cotas étnico-raciais no programa Roda Viva, disse que era contra a política de cotas, pois “ele nunca escravizou ninguém na vida” e que “o português nem ...

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Marri Nogueira/Agência Senado

Por 10 a 1, STF aprova divisão igual de tempo e verba em 2020 para negros

Por 10 votos a um, o STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou o julgamento sobre critério racial para divisão de tempo de propaganda no rádio e na televisão, e do fundo eleitoral já no pleito deste ano, que acontece em 15 de novembro. Com isso, partidos precisam dividir dinheiro e tempo respeitando a proporção de candidatos negros e brancos. A quantia e o tempo destinado a brancos devem ser as mesmas para negros. Apenas o ministro Maurco Aurélio Mello divergiu do relator da ação, o ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento virtual, encerrado ontem, confirmou a liminar que foi concedida por Lewandowski. A lei eleitoral não obriga os partidos a lançar um número mínimo de candidatos negros, e os partidos tradicionalmente privilegiam candidatos homens e brancos na repartição do dinheiro. Segundo o estudo "Desigualdades Sociais por Cor ou Raça", do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado no ano passado, enquanto ...

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Foto Observatório do 3o. Setor

Será que é castigo?

Quando a pandemia do novo coronavírus começou a ameaçar a sociedade brasileira surgiram vários discursos, provenientes de igrejas cristãs, atribuindo o pavor que a humanidade experimenta no momento a um castigo divino. Vários religiosos que seguem a mesma orientação teológica desse que vos escreve se empenharam a desconstruir essa narrativa tentando esclarecer que não é vontade de Deus castigar a humanidade de forma tão cruel. Primeiramente porque nos identificamos com a face de Deus apresentada no Salmo 102: “o Senhor é bondoso, paciente, compassivo e carinhoso”. Portanto um Deus com essas características é muito ágil pra perdoar e lento para castigar. Além disso, aprendemos do Novo Testamento que a vida de seres humanos jamais deverá ser dada como sacrifício depois de Jesus ter derramado seu sangue na cruz. Isso não implica eliminar o castigo do horizonte da aventura humana, mas tão somente reconhecer que os castigos mais cruéis que a ...

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Cúpulas do TSE vistas do alto do edifício sede. Brasília-DF 03/02/2014 (Foto:Nelson Jr./ASICS/TSE)

Democracia sem racismo e o monopólio do financiamento de candidaturas brancas

Enfrentar o racismo sistêmico brasileiro não é tarefa fácil. Boas medidas – as vezes as medidas mais evidentes e necessárias – podem produzir efeitos adversos não antecipados, ou exigir de quem as propõe que considere a existência de múltiplas resistências institucionais, coletivas e individuais contra a pauta antirracista. Isso não significa que tais medidas devem ser abandonadas – significa, pelo contrário, que devem ser aprimoradas constantemente. Um caso recente ilustra essa questão. No último dia 25 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a distribuição proporcional de recursos de campanha entre candidaturas negras e brancas. A decisão tenta solucionar o problema do subfinanciamento das candidaturas negras, agravado pelos efeitos adversos causados por decisão anterior do próprio TSE que determinara a distribuição proporcional de recursos para candidaturas femininas. A despeito da posição dos ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, prevaleceu no tribunal o entendimento de que a ...

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(Crédito:Antonio Molina )

Democracia vive, com a sociedade civil unida

Movimentos, organizações e entidades da sociedade civil brasileira se unem para defender, fortalecer e promover avanços na democracia no Brasil, para proteger a vida diante da crise sanitária e para enfrentar as iniquidades que maculam o nosso desenvolvimento econômico, social e ambiental. Há os ataques desferidos pelo presidente da República e por forças sociais contra as instituições, contra a liberdade e contra a vida, com o propósito de destruir duras e complexas conquistas civilizatórias. Há um claro e contínuo esforço regressivo com múltiplos impactos sobre o contrato social que nos reúne como sociedade referenciada na Carta Magna de 1988. Concebemos que uma sociedade organizada ativa, cooperativa e pulsante é um ativo essencial para tratar e enfrentar os inúmeros problemas que afligem a nação brasileira. As democracias fortes do mundo são a prova disso por serem detentoras de um alto capital político, cultural e social que lhes confere resiliência. A sociedade ...

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Foto Midia Ninja/Reprodução/Facebook

Aborto legal e seguro: cada vez mais difícil no Brasil

Recentemente, o Governo Federal, por meio da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirmou que iria “ajudar” uma criança capixaba de 10 anos que sofreu violência sexual durante anos, supostamente de seu tio, e ficou gravida. A mensagem da ministra, por meio de redes sociais, despertou a atenção do país ao caso, especialmente de grupos religiosos contrários ao aborto.  A avó da criança, sua representante legal, decidiu exercer o direito de realizar um aborto legal e seguro, já que este caso se enquadra em uma das circunstancias em que o aborto está permitido. Além de ser o resultado de violência sexual, a gravidez de uma criança de 10 anos, cujos órgãos reprodutivos não estão completamente desenvolvimentos, é considerada de risco. Foi notícia que durante dias a família da criança sofreu de forma reiterada acosso e pressões de grupos conservadores contrários ao aborto. Desde contatos com a avó ...

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Foto: Ignácio Ferreira/ Agência O Globo

Para que não se deixe de cantar: Jovelina Pérola Negra e o seu samba de sorriso aberto

Ahhhhh, o samba! Manifestação popular em forma de oração que veio dar no Brasil enquanto expressão de canto e dança para se louvar a esperança de um novo viver, de novos cotidianos livres de toda dor, sofrimento e preconceito. Expressão cultural de resistências e sobrevivências afro-brasileiras ante ao nosso racismo secular, além de memorial vivo de ancestralidades e saberes afro em uma sociedade historicamente estruturada para negar e, em último caso, destruir – física e psicologicamente – toda importância e qualquer virtude de sociabilidades negras.  Muito mais do que uma “simples” forma de canção, é uma oração que portanto visa o reconectar dos seus a algo maior do que as agruras do mundo material, possibilitando-lhes o ato de religar com as suas origens e com a sua potencialidade de sujeito transformador do mundo que o cerca, sendo Jovelina Pérola Negra, nesse sentido, uma de suas maiores vozes e intérpretes, uma ...

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Abdias Nascimento (Foto: Luiz Paulo Lima)

Wikipedia apoia o apagamento da memória de um dos maiores brasileiros do século XX

Abdias Nascimento foi um dos grandes brasileiros do século XX. Com ele iniciou-se o movimento negro organizado, uma luta pela consciência racial, inaugurou-se o Teatro do Negro, o primeiro jornal voltado para as causas de valorização do negro,  e uma trajetória de vida inteira, de um homem que chegou a ser quase centenário, com progressos em todos os campos, pois Abdias foi “ator, poeta, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor universitário, político e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras brasileiro”, conforme nos informa a Wikipedia. E é justamente aí que eu quero chegar. A Wikipedia, enciclopédia virtual, hoje o veículo mais procurado para consultas imediatas, e superficiais, não pode ser usada como instrumento de proselitismo político e ideológico. Nem pode nem deve ser usada para reescrever a História do Brasil através da redução biográfica de seus personagens. Elisa Larkin do Nascimento, viúva de Abdias e sua companheira de ...

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(The Burtons/Getty Images)

Representantes de negros e de quilombolas criticam resposta do governo à Covid-19

Representantes de entidades ligadas ao movimento negro e às comunidades quilombolas criticaram, nesta quarta-feira (20), o atendimento prestado pelo governo federal a esses segmentos da população durante a pandemia de Covid-19. Eles participaram de reunião virtual da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha o enfrentamento à doença. Assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Carmela Zigoni acusou o governo de promover um desmonte na política de igualdade racial do País e lamentou a baixa execução do orçamento colocado à disposição do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH). Segundo ela, o governo gastou efetivamente neste ano apenas 13% (R$ 77 milhões) dos R$ 575 milhões disponíveis. Como exemplo do desmonte, ela citou a decisão do governo de excluir, do Plano Plurianual 2020-2023, o Programa 2034, que prevê ações de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial. Zigoni criticou ainda, em relação aos ...

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