Resultados da pesquisa por 'indígenas'

Imagem da série 'Buddha', de 2002, da artista sul-coreana Jungjin Lee (Foto:  Jungjin Lee)

Bienal de São Paulo terá 30% de artistas da década de 1970 e indígenas em sua exposição

Diante do anúncio dos 91 participantes da próxima Bienal de São Paulo, feito nesta quinta, a mostra começa a ficar mais clara. A exposição dará ênfase a profissionais de meia-idade —30% dos participantes nasceram na década de 1970— e a “artistas históricos”, expressão que o curador-geral, o italiano Jacopo Crivelli Visconti, usa para se referir a artistas nascidos nas primeiras décadas do século 20, como é o caso do fotógrafo Pierre Verger e do produtor musical jamaicano Lee "Scratch" Perry, dois dos 35 nomes anunciados. “Pode ser que a geração dos anos 1970 tenha uma presença um pouco maior porque é a geração de vários de nós do núcleo curatorial. Talvez tenha mais uma afinidade ou um conhecimento da produção dos artistas desse momento”, afirma Visconti. Tanto ele quanto os curadores convidados, Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez, nasceram nessa década. O curador adjunto, Paulo Miyada, é de 1985 ...

Leia mais
Mulheres indígenas do Movimento das Mulheres Guarani Kaiowá kunhangue Aty em manifestação contra a violência (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

‘Na pandemia, esqueceram de proteger as mulheres indígenas’, diz professora sobre violência doméstica nas aldeias

A falta de dados estatísticos e de políticas públicas efetivas dentro da Lei Maria da Penha são fatores que favorecem a invisibilização dos casos de violência doméstica contra mulheres indígenas. Sem a atuação expressiva das autoridades governamentais, movimentos independentes lutam contra o feminicídio e pelos direitos básicos das indígenas. A professora e ativista Kunha Poty Rendy, que atua no movimento das mulheres Guarani Kaiowá kunhangue Aty, do Mato Grosso do Sul, é uma das responsáveis por mapear e promover rodas de conversas sobre o assunto em 15 aldeias do estado. Integrante do movimento desde 2006, ela não imaginava que o aprendizado sobre como buscar ajuda em casos de violência poderia, um dia, valer tanto para si. Há exatos oito anos, Kunha Poty Rendy sofreu as primeiras agressões físicas e psicológicas, que culminaram na tentativa de feminicídio pelo seu ex-companheiro, com quem tem um filho de 9 anos. Hoje, ainda sob constantes ...

Leia mais
(Foto: Jordana Seneb)

Jornada de Saúde Africana faz um ano e promove bolsas à pessoas pretas e indígenas

Salvador, Abril de 2021 - O casal Candace Makini e Amani Kush, gestores da plataforma Kiumbe Ixi, desenvolveram a ‘Jornada Seneb Nbw’ (se lê ‘nebú) que completa um ano de atividades em abril de 2021. A ideia foi desenvolvida como uma adaptação aos eventos de promoção da saúde holística africana realizados presencialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Rio Grande do Sul, Brasília e Santa Catarina. Nesta edição especial de um ano, serão selecionadas cinco pessoas pretas ou indígenas que estejam passando por questões emocionais e/ou psicólogicas decorrentes da pandemia e do isolamento social. Os interessados devem demonstrar interesse via mensagem no instagram da plataforma. O evento contempla seis encontros online, entre os dias 10 e 18 de abril, que ocorrerão via plataforma Zoom, além de trocas de informações e materiais de estudo pelo Whatsapp. Durante a pandemia, o álcool e a cafeína têm sido as drogas psicoativas mais ...

Leia mais
Em carta, indígenas brasileiros dizem querer ser incluídos em qualquer debate promovido pelos EUA para negociação sobre o meio ambiente do Brasil, sem a intermediação da administração de Jair Bolsonaro (Foto: BRUNO KELLY/AMAZÔNIA REAL)

Indígenas pedem linha direta com governo Biden em conversas sobre Amazônia

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) enviou há duas semanas uma carta ao presidente americano Joe Biden e ao seu Enviado Especial Climático, John Kerry, na qual pede um "canal direto" de comunicação com o governo dos EUA sobre assuntos ligados à Amazônia brasileira. Os indígenas querem ser incluídos em qualquer debate promovido pelos EUA para negociação sobre o meio ambiente do Brasil, sem a intermediação da administração de Jair Bolsonaro, como seria praxe na relação diplomática entre os dois países. Eleito com a proposta de enfrentar o desafio das mudanças climáticas, Biden chegou a citar o desmatamento da floresta Amazônica brasileira como um dos seus focos de atenção durante debate ainda na campanha presidencial. Atualmente, Kerry e sua equipe organizam uma Cúpula do Clima, em 22 de abril, na qual Biden pretende selar seu protagonismo global no assunto e arrancar compromissos no tema de países como o ...

Leia mais
Divulgação

II Festejo Raízes do Riso exalta comicidades negras em confluência aos saberes indígenas e bendiz a alegria como fundamento-ético

O espaço formativo Terreiros do Riso anuncia o festival “II FESTEJO: RAÍZES DO RISO”, entre os dias 5 e 11 de abril, que tem como fundamento a alegria das mais diversas produções culturais negras em confluência aos saberes indígenas. Reúne mais de 70 pessoas, entre artistas do riso, grupos tradicionais, palhaçes, mestris, professoris, pensadoris, pesquisadoris, músices, dançarines, referências e vozes que atuam na contramão da visão euroreferenciada sobre riso, alegria e comicidade e enaltecem expressões diaspóricas, originárias e contemporâneas, pouco reconhecidas nas academias, nos espaços formativos e mercado cultural.  Esses sete dias serão suleados pela oralidade, ferramenta de expressão e conexão de uma geração a outra, e pela estética criativa da comicidade ancestral. A memória e a força dos saberes tradicionais serão acionados para fortalecimento do riso e da alegria como orientadores da luta, resistência, denúncia e celebração negra no Brasil. Exu, o senhor das encruzilhadas, responsável por transportar o ...

Leia mais
Conselho Indigenista Missionário

Nota pública: nova normativa da Funai retoma política de arrendamento e esbulho dos territórios indígenas

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi vem a público denunciar mais uma atitude nociva do governo federal contra os povos indígenas no Brasil. A Fundação Nacional do Índio – Funai, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, expediu hoje, 24 de fevereiro de 2021, a Instrução Normativa 01/2021, em que autoriza a “parceria” entre indígenas e não indígenas para a exploração econômica dos territórios, sem nenhuma consulta aos afetados, no caso os povos indígenas. Esta Instrução Normativa soma-se a outras já expedidas, como a Instrução Normativa 09, de 16 de abril de 2020, em que concede a certificação de imóveis rurais em terras indígenas não homologadas, e também a Resolução 04, de 22 de janeiro de 2021, que estabelece novos critérios para a “heteroidentificação” de indígenas no Brasil. Este conjunto de ações normativas do atual governo estabelece insegurança jurídica e social no ...

Leia mais
Dionísio Crixi (ao fundo está Geizy, funcionária da faculdade em que ele estuda), Maria da Penha e Ertiel: alunos do ensino superior tiveram de estudar em suas aldeias durante a pandemia (Arquivo Pessoal)

A luta dos universitários indígenas para não desistir das aulas em ensino remoto nas aldeias durante a pandemia

A estudante indígena, que faz parte do povo Atikum, morava em Brasília desde que ingressou no ensino superior em 2019. No início da pandemia, em março passado, a jovem precisou deixar a capital federal e retornar para a sua aldeia no município de Carnaubeira da Penha, no sertão de Pernambuco. Em agosto de 2020, quando as aulas remotas da UnB começaram, surgiram também as dificuldades, como a falta de um computador e uma conexão de internet precária. "Já fiquei dias sem conseguir assistir a uma aula", diz Penha à BBC News Brasil. Os problemas de conexão, que costumam afetar até mesmo estudantes que moram nos centros urbanos, são ainda maiores para quem mora em áreas rurais ou terras indígenas. Em meio às dificuldades, a universitária também convive com o temor da covid-19, que tem afetado duramente os povos indígenas do país. "Dois tios idosos faleceram por causa do coronavírus. Isso ...

Leia mais
Funeral de Jesse Taken Alive, membro da tribo lakota morto por causa do coronavírus, é realizado na cidade de Mobridge, na Dakota do Sul - Victor J. Blue/The New York Times

Pandemia mata anciões tribais e cria crise cultural para indígenas americanos

O vírus levou embora primeiro a avó Delores, silenciando uma voz de 86 anos que cantava canções e contava histórias dos lakota. Então foi a vez do tio Ralph, estoico veterano da Guerra do Vietnã. E, logo após o Natal, mais dois anciões da família Taken Alive foram sepultados na pradaria congelada do Dakota do Norte: Jesse e Cheryl, marido e mulher que morreram com um mês de diferença um do outro. “É uma coisa assombrosa”, comentou o filho mais velho do casal, Ira Taken Alive. “A quantidade de conhecimento que eles tinham, as conexões com nosso passado.” Essas conexões estão sendo cortadas uma a uma à medida que o coronavírus dizima os anciões indígenas americanos, cobrando um preço incalculável dos laços linguísticos e tradicionais que se estendem das gerações mais velhas às mais jovens. “É como se estivéssemos sofrendo uma queima de livros cultural”, explicou Jason Salsman, porta-voz da nação ...

Leia mais

Branqueamento, indígenas e o tráfico de escravos

Em sua tese de livre docência, John Monteiro afirmou que “não se pode menosprezar a importância da abolição, em 1850, do tráfico negreiro e a lenta extinção da escravidão no Brasil para o debate indigenista”. Poderíamos, na verdade, afirmar que já na década de 1820 o debate acerca do fim do trato negreiro teve grande relevância na formulação de projetos de políticas indigenistas.  Logo após a declaração da independência do Brasil, D. Pedro I iniciou negociações com países europeus em busca de reconhecimento diplomático. A Inglaterra, a nação mais poderosa à época, exigiu a abolição do trato negreiro “dentre em mui curto período” como condição indispensável para reconhecer o novo país. Após aproximadamente quatro anos de negociação, um acordo foi selado entre os dois países: o tráfico de escravos seria abolido três anos após a sua ratificação no Parlamento brasileiro, o que ocorreu em março de 1827.  Todavia, como afirmou ...

Leia mais
Foto: Alexandre de Moraes

Programa de Pós-Graduação em Direito disponibiliza vagas voltadas a indígenas e a quilombolas

O Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Pará (PPGD/UFPA) vai disponibilizar 12 vagas específicas para indígenas e quilombolas para o curso de Mestrado, por meio de Processo Seletivo Especial (PSE), com ingresso em 2021. Para participar da seleção, o interessado deve se inscrever até o dia 8 de janeiro de 2021, na plataforma Sigaa UFPA e anexar a documentação exigida pelo Edital. Para a inscrição no PSE, o candidato deverá comprovar seu pertencimento étnico na condição de indígena ou de quilombola, sendo residente ou não em comunidade indígena (aldeia) ou em comunidade quilombola (quilombo). As linhas de pesquisa do PPGD são: Constitucionalismo, Políticas Públicas e Direitos Humanos; Direitos Fundamentais - concretização e garantias; Direitos Fundamentais e Meio Ambiente; Estudos Críticos do Direito e Sistema Penal e Direitos Humanos. “A importância das ofertas no mestrado específicas para indígenas e quilombolas traz uma questão muito importante. Traz a continuação do processo de ...

Leia mais
Imagem retirada do site DASartes

Monumentos de São Paulo apagam a história de negros e indígenas, mostra estudo

Dos mais de 360 monumentos que homenageiam personalidades e fatos históricos da cidade de São Paulo, menos de 3% representam pessoas negras e indígenas. É o que mostra novo levantamento realizado pelo Instituto Pólis, que avaliou obras presentes no município, a fim de identificar como essa população é representada na história visual da cidade e contribuir com informações para o debate público sobre os monumentos oficiais registrados pela Prefeitura de São Paulo. O Instituto Pólis avaliou 367 monumentos expostos pela capital paulista. Desses, 200 retratam figuras humanas, apenas 5 são de pessoas negras, sendo 4 figuras masculinas e uma feminina. Em relação a representações de indígenas, 4 estátuas trazem a temática, todas de figuras masculinas. Monumentos em homenagens a homens brancos somam 137 obras. O estudo foi feito a partir de dados da plataforma GeoSampa e está disponível na íntegra em https://polis.org.br/estudos/presencanegra/. De acordo pesquisadores do Pólis Cássia Caneco e ...

Leia mais
Pintura: A criação de Deus/ Harmonia Rosales

A importância da cultura afro-brasileira e indígenas nas escolas

Inicialmente, é importante contextualizarmos factualmente a relevância do tema afro-brasileiro e indígena no currículo escolar e como essa temática se tornou lei amparada oficialmente pela educação na BNCC. No dia 10 de março de 2008 o ex-presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad, na época, Ministro da Educação, assinaram a Lei Nº 11.645 alterando a Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo assim, a obrigatoriedade de incluir oficialmente no currículo de ensino a temática “História e Cultura Afro brasileira e Indígena”, certificando assim, a melhoria dos direitos sociais e demonstrando a necessidade da implantação e consequentemente a busca de novas estratégias para novas políticas educacionais, que propõem e reconhecem uma sociedade diversificada. Elizabeth Maria² (2010) em seu artigo, fomenta que: A lei enfatiza o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a ...

Leia mais
O cacique Raoni, ao centro, entre líderes indígenas de 47 povos, que estiveram reunidos por quatro dias no Mato Grosso para relançar a "aliança dos povos da floresta". (Foto: RICARDO MORAES / REUTERS (REUTERS))

O olhar dos povos indígenas atentos a contínua propaganda enganosa da Europa ao mundo: O Amanhã

Ailton Krenak é um segundo sol vivo que ilumina a cultura indígena, e que ainda resiste contra a racionalidade do ocidente (Compreendendo a força da consciência coletiva produzida pelo poder da linguística, neste artigo opto pela força da consciência descolonizada, portanto, a ausência da letra maiúscula neste substantivo próprio não reconhece o poder simbólico da arma cultural dominante) em matar, roubar e destruir. Krenak nasceu em 1953, na área verde do vale do rio Doce, mas a vida dos seres vivos e da vegetação do local vem sendo mortos pelas mãos do homem branKKKo (Branco com três K refere-se a Klu Klux Klan, organização da supremacia branca. Assata Shakur, ex membra do Partido Pantera Negra, apresentou AmeriKKKa com três k. A partir daí estendemos para outras palavras). Ativista dos direitos dos povos originários, luta pela existência do planeta Terra, ainda que os branKKKos não queiram imaginar o fim do capitalismo, ...

Leia mais
País tem mais de duas mil candidaturas indígenas, RS está entre os que mais tem (Foto: Wilson Dias)

Candidaturas indígenas crescem 88% em 2020: “Não queremos ninguém falando por nós”

“Temos voz sim, mas como sempre querem nos silenciar, precisamos voltar a esta atuação e ação de combate. Não queremos mais ninguém falando por nós”, ressalta Bigaira Veloso, uma das 124 candidaturas indígenas no Rio Grande do Sul. As eleições municipais de 2020 têm revelado um aumento na participação das ditas “minorias”. Incremento refletido também nas candidaturas de pessoas autodeclaradas indígenas. Em todo o país, nas eleições deste ano, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 2.111 candidatos indígenas (0,39% do total das candidaturas), um aumento de 88,51% em relação às eleições de 2016, em que foram registradas 1.175 candidaturas. Nacionalmente, os candidatos indígenas estão distribuídos em 32 partidos, sendo o PT a sigla com maior número: 263. Em seguida vêm o MDB e o PP, com 152 cada. De acordo com dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil cerca de ...

Leia mais
Getty Images

Brasil é nação construída em estupro de mulheres negras e indigenas por brancos europeus, aponta estudo

A maior pesquisa de genoma está sendo realizada no Brasil a fim de desenvolver a base de dados genéticos mais abrangente disponível sobre a população. O projeto “DNA do Brasil” anunciou a iniciativa há nove meses e já está entregando seus primeiros resultados, que espantou muitas pessoas pela herança desigual que eles simbolizam. Este gráfico me deixou absolutamente chocado pic.twitter.com/MkLn1h1wCN — Cientista no jardim (@carloshotta) October 1, 2020 Da meta de analisar 40 mil brasileiros, os pesquisadores já completaram o sequenciamento do genoma de 1.247. Os voluntários são de todas as partes do país, o que inclui desde comunidades ribeirinhas na Amazônia até moradores da cidade de São Paulo. De acordo com os dados, 75% dos cromossomos Y na população são herança de homens europeus. 14,5% são de africanos, e apenas 0,5% são de indígenas. Os outros 10% são metade do leste e do sul asiáticos, e metade de outros locais da ásia. Com o ...

Leia mais
O escritor Daniel Munduruku (Foto: Imagem retirada do site G1)

Daniel Munduruku: “Únicos comunistas no Brasil chamam-se povos indígenas”

"Quando eu vi que a primeira ação do governo foi dividir a FUNAI em dois ministérios (o ministério da família com a doida da goiabeira e o ministério da agricultura com a louca da motosserra), eu entendi que se tratava da caçada aos últimos socialistas. No Brasil nunca teve socialismo, nunca teve comunismo, nunca teve uma experiência de fato disso para você dizer 'vou caçar comunistas'. Os únicos comunistas no Brasil chamam-se povos indígenas. São esses que não mantém propriedade privada, que são pelo coletivo, que têm um modo de vida simples, que dividem tudo entre si. Aí eu entendi quais eram os socialistas que estavam sendo perseguidos . São aqueles que ainda seguram a fronteira do capitalismo, que se chocam frontalmente com isso. É a última fronteira a ser conquistada. É aquilo que os militares tentaram fazer, nos anos 70, e não conseguiram.Nesse sentido os últimos socialistas ...

Leia mais
Roger Machado durante entrevista no novo CT do Bahia, em Salvador
Imagem: Darío Guimarães Neto/UOL

Roger lança projeto para publicar 50 livros de autores negros e indígenas

Uma das principais voz do movimento negro no futebol brasileiro, o técnico do Bahia, Roger Machado, quer promover a negritude e a luta antirracista para muito além do esporte. O treinador é o mecenas de um projeto que pretende lançar 50 livros de autores negros e indígenas nos próximos cinco anos e, quem sabe, se tornar uma editora no futuro. Já em 2020 serão publicados 10 livros da coleção Diálogos da Diáspora que, graças ao financiamento do Projeto Canela Preta, de Roger, chegarão ao mercado com preço acessível para a parcela mais carente da população, formada em sua maioria por negros. "Quando minhas filhas eram pequenas, eu procurava livros para elas, de literatura infanto-juvenil, com autores e personagens negros, e tinha dificuldade e encontrar. Essa inquietação cresceu quando li o livro da Chimamanda Adichie que fala do perigo da história única, como é prejudicial o país quando a história é ...

Leia mais
GUI PRÍMOLA / METRÓPOLES

Em 16 anos de cotas raciais, UnB formou 4.791 pretos, pardos e indígenas

Pioneira na adoção de política de cotas raciais para acesso ao ensino superior, a Universidade de Brasília (UnB) formou 4.791 jovens pretos, pardos e indígenas desde a implantação do sistema, em 2004. Atualmente, 10.524 cotistas raciais estudam na instituição. Neste ano, denúncias de fraudes levaram a universidade a punir 25 estudantes e ex-alunos, acusados de burlar a política pública. Dezessete acusados recorrem da decisão, inédita na história da UnB, e a instituição ainda apura outras 137 denúncias de supostas irregularidades nas cotas. Ainda assim, a Universidade de Brasília ocupa as primeiras posições no ranking de inclusão racial à graduação no país. A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, ainda não formou cotistas. Desde 2006, a USP adota ações de inclusão social, mas o sistema de cotas só entrou em marcha em 2018, razão pela qual não há graduados nesta modalidade pela instituição. Segundo a assessoria da universidade, aproximadamente 8 mil cotistas estão matriculados ...

Leia mais
(Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

Negros e indígenas são os mais afetados pela mudança do ensino presencial para o EaD

Com a pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19, muitas instituições de ensino trocaram o modelo presencial pelo EaD, à distância. Nessa mudança, negros e indígenas são os que foram mais prejudicados no processo. É isso que aponta um levantamento feito pelo Quero Bolsa, plataforma de bolsas de estudo e vagas no ensino superior, que utilizou os microdados do Enem 2019. Segundo ele, entre os que compareceram nas provas, 21% não tinha a estrutura mínima em casa para realização de aulas EaD. Por estrutura mínima se entende acesso a internet e um aparelho para assistir as aulas (nesse caso, celular ou computador). Quando se olha apenas os candidatos negros (pretos ou pardos) essa proporção sobe para 27,72%. Para indígenas, esse número é de 39,58%. No caso de brancos, entretanto, esse número cai para 11,29%. Enquanto os negros correspondem a 58% do total dos estudantes que realizaram o exame, na ...

Leia mais
Reprodução/Facebook

Nem cárcere, nem tiro, nem Covid: corpos negros vivos! Mulheres negras e indígenas! Por nós, por todas nós, pelo bem viver! 

Nós, mulheres negras, indígenas e imigrantes, reunidas neste 25 de julho de 2020, viemos, mais uma vez, denunciar o racismo do Estado brasileiro contra nossos corpos. A data marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e o Dia Nacional da Mulher Negra, criado no Brasil em homenagem à quilombola Teresa de Benguela. Estamos juntas e unidas lutando por nós, por todas nós, pelo Bem Viver e contra o genocídio do povo preto, dos povos indígenas, de LGBTQIA+ e contra todas as formas de opressão. Em 2015, tomamos as ruas no dia 18 de novembro para realizar, em Brasília, a Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver, que reuniu cerca de 50 mil mulheres negras de todos os recantos do Brasil. Hoje celebramos os 5 anos da Marcha, um marco político e organizativo da luta das mulheres negras. Em São Paulo, também temos ...

Leia mais
Página 1 de 162 1 2 162

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist