quarta-feira, novembro 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'moradia'

    O dia em que Lula acabou com o auxílio-moradia dos juízes. Por Helena Chagas

    A emenda saiu pior que o soneto na resposta em que o juiz Sérgio Moro justificou o recebimento do auxílio-moradia por ele e por outros juízes com casa própria como um salário indireto para a categoria, sem reajuste nos últimos anos. Por Helena Chagas Do DCM O ex-presidente do STF Nelson Jobim O problema é que essa já deveria ser uma questão superada desde 2005, quando o então presidente do STF, Nélson Jobim, conseguiu convencer o então presidente Lula a enviar ao Congresso – e aprovar – um plano de reestruturação de carreira para os magistrados – justamente para acabar com o auxílio-moradia. Quando foi conversar com Lula no Planalto, naqueles idos de 2005, Jobim abriu o jogo: o auxílio-moradia, um “abacaxi”, era de fato uma gambiarra que servia como complementação salarial para os juízes, que na época ganhavam em torno de R$ 12 mil. O justo ...

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    Moradia: Governo acena à classe média e deixa os mais pobres ao relento

    Ninguém em sã consciência é contra ampliar crédito habitacional para a classe média poder adquirir sua casa própria. O problema é quando isso é feito em detrimento à execução de programas de habitação para os mais pobres, que são os que mais sofrem com a falta de moradias decentes. Por Leonardo Sakamoto Do Blog do Sakamoto Quando o Conselho Monetário Nacional decide aumentar, temporariamente até o final do ano, o teto do imóvel financiado com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 1,5 milhão e quando o Palácio do Planalto divulga que o financiamento do ''Minha Casa, Minha Vida'' passa a beneficiar quem ganha até R$ 9 mil mensais, não é apenas a construção civil que eles querem reativar, mas também conquistar a simpatia da classe média que anda enjoada com a quantidade de denúncias de corrupção de membros do governo federal. Hoje, o teto é entre ...

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    Raquel Rolnik: “Violência e moradia”

    Em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, a arquiteta, urbanista e professora da USP Raquel Rolnik analisa a invasão ocorrida nos conjuntos habitacionais do "Minha Casa, Minha Vida": "Construímos a ideia de que existe 'o lugar' da violência: esse lugar seria a favela", e conclui: "Ou compreendemos o fenômeno da violência de forma mais ampla, como elemento que está entranhado na nossa sociedade e na nossa cultura, dentro e fora do Estado, em todas as classes sociais, na favela e nos condomínios de luxo, ou não conseguiremos enfrentar a questão" A arquiteta, urbanista e professora da USP, Raquel Rolnik, analisou em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo como a imprensa noticiou a invasão por traficantes em conjunto habitacional do programa "Minha Casa, Minha Vida", em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio. Em pesquisas, a colunista relata que essa realidade se encontra presente em diversas unidades do programa por todo ...

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    Em decisão inédita, Justiça do Paraná reconhece direito à moradia por usucapião em imóvel de massa falida

    Cerca de 30 famílias de catadores de materiais recicláveis serão beneficiadas pela decisão. Os trabalhadores ocupam o terreno, localizado no bairro Boqueirão, desde 1999. O Tribunal de Justiça do Paraná publicou decisão inédita com relação à função social da propriedade urbana. Por dois votos a um, os desembargadores do TJ confirmaram a sentença de procedência do pedido de usucapião de cerca de 30 famílias de catadores de material reciclável, que ocupam terreno de uma massa falida no bairro Boqueirão, em Curitiba, desde 1999. A decisão diz respeito à ação de reintegração de posse proposta pela massa falida da empresa Tecnicom LTDA, em 2004, depois de avisada pela prefeitura sobre a ocupação da área. Desde o decreto de falência da empresa, em 1997, o imóvel estava inutilizado, não edificado e sem qualquer manutenção por parte da massa falida. A situação caracterizou-se como descumprimento da função social da propriedade do terreno. Com ...

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    Bolsa-enchente de Kassab não garante nova moradia

    Moradores do Jardim Pantanal dizem que não conseguem imóvel para alugar por R$ 300 Subprefeito afirma que valores do aluguel subiram na região após o anúncio do benefício; "o jeito é procurar mais longe", afirma ele Solange Ferreira Bispo, 38, é diarista. Mulher de Nelson, doente psiquiátrico, cabe a ela conseguir os R$ 200 mensais que sustentam a família de sete pessoas. A filha de 15 anos está grávida -em um mês serão 8 pessoas. Faz uma semana que Solange não vai ao trabalho. Em vez disso, bate pernas no Jardim Pantanal. O objetivo: encontrar uma casa para alugar por R$ 300. Não acha. "Família grande, crianças pequenas, sem renda, sem carteira assinada. Ninguém aceita", Solange admite. A casa atual da diarista tem quatro cômodos. Fica na viela Aimoré, no meio da qual corre um afluente do rio Tietê. As fortes chuvas que atingem a zona leste de São Paulo ...

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    RACISMO NA USP: Polícia apura denúncia de racismo em moradia estudantil

    Fonte: Anjos e Guerreiros - Aluna foi insultada em reunião que discutia furto de dinheiro de associação. Inquérito foi aberto na Delegacia de Crimes Raciais, em São Paulo.   A polícia abriu inquérito para apurar denúncia de racismo durante uma reunião entre as pessoas que vivem na residência estudantil da Universidade de São Paulo (USP). O encontro havia sido convocado no dia 11 deste mês por integrantes da associação de moradores do Conjunto Residencial da USP (Crusp), que fica na Cidade Universitária, para discutir o furto de dinheiro do caixa da entidade. A aluna do curso de história Luanda Dessana Ferreira dos Santos, 26 anos, que era a tesoureira na época do ocorrido, começou a ser acusada do crime. No calor da discussão, um rapaz que nem seria aluno da USP teria insultado a universitária com palavrões. Luanda conta que rebateu e disse que ele era racista, ao que o ...

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    (Foto: Alberto Henschel. Negra de Pernambuco, c. 1869. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira
Salles –Leibniz-Institut für Länderkunde)

    Vidas negras importam, vidas negras importadas e vidas negras expropriadas

    “Pela primeira vez na história humana, o nome Negro deixa de remeter unicamente para a condição atribuída aos genes de origem africana durante o primeiro capitalismo (predações de toda a espécie, desapossamento da autodeterminação e, sobretudo, das duas matrizes do possível, que são o futuro e o tempo). A este novo carácter descartável e solúvel, à sua institucionalização enquanto padrão de vida e à sua generalização ao mundo inteiro, chamamos o devir-negro do mundo.” (MBEMBE, 2014. p. 18) (grifo do autor) Assim o filósofo e cientista político Achille Mbembe (1957) introduz uma de suas principais obras, Crítica da Razão Negra (2013), em que tanto traça um panorama do Negro enquanto categoria ontológica² , trazida historicamente, primeiro em sentido negativo, do Negro como “aquele (ou ainda aquele) que vemos quando nada se vê, quando nada compreendemos e, sobretudo, quando nada queremos compreender” (p. 11), segundo em sentido positivo, em um dado ...

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    Arte: Romulo Arruda

    Dia da Consciência Negra e luta antirracista

    “O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida²”. Impera no Brasil uma normalidade na forma subalternizada como o negro ocupa lugar na sociedade. Assim, ver “pessoas de cor” em estratos sociais inferiores é percebido como algo dentro da ordem das coisas, seja pedindo esmola na rua, limpando espaços públicos e privados ou residindo em lugares sem o mínimo de infraestrutura e dignidade humana. Isto se deve a uma ideologia arraigada pelos séculos de escravidão que o país viveu a maior parte de sua História. Características de uma sociedade escravocrata são muito mais comuns em nosso cotidiano do que se supõe, elas se manifestam e se reproduzem no discurso dominante, na mídia, nos espaços de ...

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    A deputada-federal Luiza Erundina (PSOL-SP) (Foto: Arquivo pessoal )

    Candidata à vice-prefeita de SP, Erundina tem pressa: “A velhice não impede o sonho”

    Luiza Erundina viveu para a política. Ou melhor, "tem vivido", ela mesma corrige. Aos 85 anos, a então deputada federal por São Paulo pelo PSOL é pré-candidata na chapa do mesmo partido com o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos à prefeitura da maior cidade da América do Sul. Aceitou a empreitada primeiro porque era condição de Guilherme para se lançar à disputa, depois porque tem pressa em mudar as coisas. A atual situação do país, segundo ela, "sob uma ditadura fruto de uma eleição democrática", a empurra em seguir trabalhando no que nasceu para fazer, "política". São 50 anos como moradora de São Paulo e 64 a serviço da gestão pública – seu primeiro emprego na área foi aos 24 anos, como diretora de Educação e Cultura da Prefeitura de Campina Grande. Nascida em Uiraúna, sertão paraibano, perdeu as contas das madrugadas em que migrou ...

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    Foto: SILVIA IZQUIERDO / AP

    Eleger negros nas próximas eleições é o modo de fortalecer nossa democracia e demonstrar que vidas negras importam

    A luta contra o racismo é algo que tem a capacidade de começar a transformar a sociedade porque ele é a base de muitas de nossas relações, fazendo com que o racismo não se trate apenas de um ato ou comportamento degradante de um branco contra um negro, mas de toda uma metodologia que mantém privilégios raciais. Quando nos colocamos a combater o racismo, estamos lutando contra todos os tipos de privilégios, porque a população negra foi a que menos os conquistou ao longo da história do Brasil, pelo contrário, sempre desfavorecida e prejudicada por um conjunto de práticas que privilegiariam os brancos. Mesmos os negros sendo maioria da população, são os menos ricos, os que menos estão em posições de poder e os que menos tem acesso a políticas públicas e equipamentos de saúde e educação, sendo maioria nos presídios. Esses dados revelam a enorme exclusão racial e como o ...

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    Bianca Santana (Foto: Natália Sena)

    Consciência negra e a urgência por terra

    Com três crianças em um apartamento, o isolamento social de 2020 tornou prioridade o desejo antigo de estar mais perto da terra. Em julho visitamos a zona rural de uma cidadezinha no sul de Minas e nos apaixonamos. Neste novembro, começamos a experimentar cumprir nossa rotina de trabalho remota metade aqui, metade em São Paulo. As reuniões, lives e escrita diante da tela parecem menos cansativas do gramado, ao som das galinhas e da infinidade de pássaros. Dormir na escuridão completa, com os ruídos da natureza e sem tantos sons de motor, tem sido um alento aos corpos exaustos Privilégio que poderia ser direito. Uma surpresa da roça foi a reconexão com meu pai, que morreu há 24 anos. Não costumava lembrar dele como o homem que amava cavalos e só vestiu sapatos para ir à capital aos 17 anos de idade. Ele e os quatro irmãos mais novos nasceram ...

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    Kelly Cristina Dias Psicóloga (Arquivo Pessoal)

    Do “Cárcere” ao cárcere os condicionadores do estado e as “prisões” da mulher negra

    Conceber os dados e os fatos sobre a realidade da mulher negra em nosso país é de impactar a qualquer um, mas a fragmentação e até mesmo a ocultação desta realidade parecem permitir que tal indignação aconteça apenas a partir de muita procura, estudo e persistência individual ou por fontes engajadas. Pois bem! A mulher preta é maioria em casos de violência doméstica, feminicídio, cárcere, também se apresenta como maioria em casos de destituição de guarda dos filhos, a maioria com baixa escolaridade, como também baixos salários. Quando se pergunta onde entra estado nisso, se descobre que olhando bem a fundo, que está sempre ali em uma vigília “cega”. Se apoiando cegamente em uma reprodução sistêmica e multifacetada, que permite e até mesmo expõe a mulher negra a vivenciar ambientalmente a vários extremos de vulnerabilidade, desespero e desamparo podendo contar apenas com o auxílio do mesmo que a culpabiliza. Segundo ...

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    Divulgação

    1° Novembro Negro da OAB SP: Identidade, Memória e Resistência

    O primeiro Novembro Negro da OAB-SP se inicia em 03/11/2020, às 19:00, discutindo as epistemologias negras e pautando conhecimento e identidade negra na Advocacia e na Academia em geral, tratando o pensamento crítico nas perspectivas de racialidades, e mergulhando nas origens institucionais da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP. Não perca! DESCRIÇÃO DO EVENTO Programação: Eixo 1 - Conhecimento e Identidade Painel 1 - Epistemologias Negras: Intelectualidade e Pensamento Crítico Data: 03/11 - horário: 19:00 às 21:00 Abertura: Dr. Caio Augusto Silva dos Santos Presidente da OAB SP Expositoras: Dra. Amarílis Costa Advogada. Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP. Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Presidente da Comissão de Igualdade Racial da Subseção do Tatuapé da OAB-SP. Integrante do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo. Membra da Rede Feminista de Juristas. Membra da Secretaria Executiva das Comissões ...

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    A arquiteta urbanista Joice Berth
Imagem: Priscila Caetano

    Entre clube da luta e minimalismo: Onde fica o afrominimalismo?

    Clube da Luta (Fight Club, 1999), do diretor David Fincher, completa em 2020 exatos 21 anos. Esse "jovem adulto" filme, na época de sua estreia, não despertou grande interesse do público, mas, ao longo dessas duas décadas, acabou se transformando em cult movie, aclamado e reverenciado, com direito a diversas análises e resenhas, principalmente sob a ótica psicológica trazida pelo filme. A história do protagonista sem nome, vivido pelo espetacular Edward Norton, que ao encontrar o enigmático e descompromissado Tyler Durden, brilhantemente interpretado por Brad Pitt, passa a confrontar o real significado de sua vida vazia e de seus hábitos viciados em consumo compulsório. Clube da Luta foi adaptado do livro homônimo escrito por Chuck Palahniuk em 1996, que apresenta, entre um soco e outro, duras críticas à sociedade de consumo e à condição do homem branco de classe média dos anos 90. "As coisas que você possui acabam possuindo ...

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    Retratos de uma Pandemia - Amanda

    Uma negra na contramão das estatísticas

    A reportagem abaixo inicia a série Geledés- Retratos da Pandemia, que traz histórias de como os moradores das periferias estão enfrentando a batalha contra a covid-19. São relatos que capturam a humanização do cuidado, a solidariedade e a organização nas comunidades em prol dos mais afetados pela doença infecciosa.  *************   A história de Micheli Alexandra Nogueira, de 37 anos, ou Micheli do MTV como é conhecida entre amigos e companheiros de militância antirracista, mostra que é possível se reinventar seja por amor ou por necessidade. A reportagem de Geledés visitou Michile em seu apartamento, no bairro de Morro Grande, localizado no município de Caieiras, a 35 km da capital paulista e com 102 775 habitantes. Na capital paulista, a moradia seria conhecida como CDHU, um projeto habitacional e de desenvolvimento urbano que beneficiou muitas pessoas nas periferias da metrópole. O bairro está em desenvolvimento e conta com muitos loteamentos, ...

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    Elaine Mineiro, candidata a vereadora pelo Quilombo Periférico, pelo PSOL (Foto: Imagem retirada do site Universa)

    Por que eu, mulher negra da quebrada, quero ser vereadora

    Colaborou Juliana Martins, especial para o blog MULHERIAS. Dados da plataforma do movimento Mulheres Negras Decidem apontam: apesar de mulheres negras serem 27,8% da população brasileira, elas atualmente representam apenas 5% das vereadoras no país. Nessas eleições, porém, algo pode mudar. Pela primeira vez na história, uma onda negra feminina chegou às eleições para disputar vagas em câmaras de vereadores de milhares de cidades. Em São Paulo, em campanhas coletivas ou individuais, elas se organizam para enfrentar a falta de representatividade e levar pautas específicas das periferias, como a necessidade de enfrentamento do racismo policial, a criação de uma lei de fomento aos cursinhos populares ou a efetivação das leis que garantem direitos às mulheres vítimas de violência. Na disputa entre as 55 vagas, pretendem mudar o cenário atual, que conta com apenas oito cadeiras ocupadas por mulheres, sendo que NENHUMA é negra. A boa notícia é que este ano ...

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    Adobe

    A legalidade das ações afirmativas

    Após a divulgação do processo seletivo para a contratação de trainee da empresa Magazine Luiza, alguns questionamentos e posicionamentos bastante polarizados acerca da legalidade das políticas afirmativas que visam a contratação e inserção da população negra no mercado de trabalho. Muitos foram os argumentos, alguns com embasamentos, outros fundamentados somente no inconformismo pessoal de grupos privilegiados, mas, dentre os principais argumentos está a afirmação ou a infirmação do racismo. Entretanto, a fim de entender o racismo, faz-se necessário compreender primeiro o que é hegemonia. Em síntese, o conceito de hegemonia foi lapidado primeiramente por Antonio Gramsci, hoje pode ser entendida como uma estratégia de classe, pois significa o exercício do poder por um conjunto de indivíduos de uma determinada classe ou de determinadas classes (entendida como conjunto de valores, ideias, crenças, raças) que acaba por propagar a ideologia do grupo dominante de forma que sejam aceitas e assimiladas como verdades ...

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    São Mateus, Zona Leste de São Paulo. (Crédito: Allan Cunha/2020)

    Ser periférico: trajetórias materiais, perspectivas simbólicas

    Sujeitos que promovem iniciativas culturais e de comunicação nas periferias como forma de fazer política vêm discutindo o que é ser periférico. Essa denominação utilizada por moradores desses territórios faz referência ao modo como as suas trajetórias são afetadas por determinadas vivências em cotidianos periféricos e à maneira como afetam a vida social a partir dessas experiências. Entretanto, o acesso a novos espaços sociais e a fomentos públicos e privados por esses sujeitos, acompanhado da permanência do desigual e segregado padrão na produção do espaço urbano, contribuiu para ampliar as discussões sobre quem pode declarar-se periférico e sobre como atuar a partir dessa categoria. Esses são alguns dos resultados da pesquisa que realizei no âmbito do projeto “Periferias de São Paulo: Heterogeneidade e Novas Formas de Vida Coletiva”, desenvolvido em 2018 por uma equipe de seis pesquisadores, em sua maioria oriundos das periferias da cidade. Durante a realização do estudo ...

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    População infantil deve ser prioridade na luta por justiça climática

    É comum ouvirmos que o debate sobre justiça climática é – e está – intrinsicamente delineado por uma perspectiva de futuro. É sobre gerações vindouras, sim, mas também do presente. Não podemos, em hipótese alguma, reduzir o tema a uma prioridade do amanhã. Como o tempo urge, não há mais como reparar os prejuízos decorrentes do modelo industrial, capitalista e de consumo que nos trouxeram até aqui, afetando diretamente nossa saúde, nosso estilo de vida, nossas crianças, etc. E, considerando o recorte da intergeracionalidade, quero dedicar este texto em homenagem ao Dia Internacional da Menina, celebrado no dia 11 de outubro, e ao Dia das Crianças. Existe a possibilidade de tratar mudanças climáticas sem o viés da infância? A Dia Internacional da Menina é um marco ainda desconhecido e questionado. A data “comemorativa” foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012. Na verdade, não há muito o que ...

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