terça-feira, julho 7, 2020

    Resultados da pesquisa por 'movimento abolicionista'

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    DOS MOVIMENTOS ABOLICIONISTAS Á LEI ÁUREA, O FIM DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL

    A PRINCESA IMPERIAL Regente em Nome de Sua Majestade o Imperador o Senhor D. Pedro II, Faz saber a todos os súditos do IMPÉRIO que a Assembléia Geral Decretou e Ela sancionou a Lei seguinte: Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil. Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário. Manda, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário de Estado dos Negócios d'Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr. Dado no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1888 - 67º da Independência e do Império. Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial ...

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    Luiz Silveira/Agência CNJ
Brasil tem mais de 800 mil pessoas presas, a terceira maior população carcerária do mundo

    Pelo fim do sistema criminal: entenda o que defendem os abolicionistas penais

    O Brasil é o terceiro país com maior população carcerária no mundo. Segundo os últimos dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 800 mil pessoas estão presas nas penitenciárias brasileiras, número inferior apenas aos registrados nos Estados Unidos e na China. Apesar do índice alto - próximo ao da população de uma cidade como Nova Iguaçu (RJ) ou São Bernardo do Campo (SP) - as atuais políticas de segurança do governo de Jair Bolsonaro apontam para um crescimento de prisões. Na contramão dessa visão encarceradora estão os abolicionistas penais. Mas você sabe o que eles realmente defendem? por Felipe Barbosa no Último Segundo Luiz Silveira/Agência CNJBrasil tem mais de 800 mil pessoas presas, a terceira maior população carcerária do mundo O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Acácio Augusto, que é abolicionista e anarquista, explica que “o abolicionismo penal é um movimento ...

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    André Rebouças (Foto: Wikimedia Commons)

    Quem foi André Rebouças, abolicionista que batiza a Avenida Rebouças

    Formado em engenharia civil, André Rebouças serviu na Guerra do Paraguai e projetou a estrada de ferro que liga Curitiba ao Porto de Paranaguá, no Paraná. Abolicionista, ajudou a fundar a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, com Joaquim Nabuco e José do Patrocínio. Monarquista, teve de se exilar na Europa após a Proclamação da República, em 1889. Junto com o irmão Antônio, também engenheiro, batiza a Avenida Rebouças, que atravessa a Zona Oeste da capital. Morreu em 1898, aos 60 anos. André Pinto Rebouças nasceu em plena Sabinada, a insurreição baiana contra o governo regencial. Seu pai era Antônio Pereira Rebouças, um mulato autodidata que obteve o direito de advogar, representou a Bahia na Câmara dos Deputados em diversas legislaturas e foi conselheiro do Império. Sua mãe, Carolina Pinto Rebouças, era filha do comerciante André Pinto da Silveira. André tinha sete irmãos, sendo mais ligado a Antônio, que se tornou ...

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    Cais do Valongo: Um alerta á sociedade e ao movimento negro

    Por Giovanni Harvey* Do Mama Press [email protected] [email protected], como alguns devem ter percebido, estou ausente das redes sociais há algum tempo em função de compromissos profissionais que me exigem dedicação integral.   Esta postagem tem, neste contexto, dois propósitos: 1 – O primeiro propósito é externar a minha Gratidão aos que me citaram, sabedores do meu interesse e engajamento, em função do reconhecimento do Cais do Valongo como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Giovanni Harvey O “novo status” concedido ao Cais do Valongo, resultado da contribuição de vários atores sociais, nacionais e internacionais, tem um grande significado para a História do Brasil e para a História da Humanidade. O Cais do Valongo pertence a Humanidade mas cabe a nós brasileiros a responsabilidade de cuidar dele e de fazer com os demais locais que nos permitem compreender a extensão do seu significado tenham condições de receber pessoas de todas as partes ...

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    A luta abolicionista e o papel do negro na construção da própria história

    O movimento abolicionista é exemplo de nossa resistência aconteceu e ainda acontece durante todo o nosso período na diáspora. Por Tulio Custódio Do Huff post Brasil O 13 de Maio é sempre lembrado com muita suspeita por muitos de nós, pessoas engajadas na luta anti racista no Brasil. Por ser uma data que, apesar de marcar oficialmente o fim da escravatura no Brasil, em 1888, é também uma data que está aliada a um discurso ainda corrente da democracia racial. Uma data, portanto, que tem sido historicamente ligada ao protagonismo branco — no caso da Princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea — para o fim da escravidão. Acredito ser importante lembrarmos que a resistência negra também esteve presente de forma protagonista na luta pelo abolicionismo Os movimentos negros durante todo o século XX lutaram ferrenhamente para que houvesse um deslocamento semântico da importância que essa data teria para nós, negros, como memória de liberdade ...

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    José do Patrocínio. Foto: Wikimedia Commons

    Hoje na História: Há 110 anos, morria o abolicionista José do Patrocínio

    Nunca é demais lembrar e, apesar dos pesares, comemorar o 13 de maio de 1888, data em que foi sancionada a Lei Áurea, o prenúncio de uma LIBERDADE que ainda não aquinhoou inteiramente os afro-descendentes no Brasil - a última nação do Ocidente a abolir a escravidão...-, haja vista a segregação a que, em muitos campos do exercício e gozo da cidadania, ainda hoje, em pleno século XXI, são expostos e relegados os negros neste país. (JGSabino) José Carlos do Patrocinio (Campos dos Goytacazes, 9 de outubro de 1853 — Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1905) foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Destacou-se como uma das figuras mais importantes dos movimentos Abolicionista e Republicano no país. Foi também idealizador da Guarda Negra, que era formado por negros e ex-escravos para defender a monarquia e o regime imperial. Biografia Filho de João Carlos Monteiro, ...

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    Tese analisa a conexão entre literatos negros abolicionistas

    Estudo desenvolvido no IFCH recebeu menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2015 Por Manuel Alves Filho, do Unicamp Pensadores e literatos negros desempenharam, durante a segunda metade do século 19, por meio da sua atuação na imprensa das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, importante papel nos debates públicos acerca da defesa dos direitos dos brasileiros, notadamente de pessoas negras livres, libertas e escravizadas. Mais que revelar trajetórias isoladas, as experiências desses sujeitos desvelam uma conexão entre eles, evidenciada, entre outros aspectos, pelo uso de estratégias similares ou pelas influências que uns exerceram sobre outros. Os dados constam da tese de doutoramento da historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto, defendida no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, sob a orientação do professor Sidney Chalhoub. O trabalho recebeu menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2015. De acordo com Ana Flávia, seu interesse pelo tema nasceu ainda ...

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    Princesa Isabel e a ideologia do branqueamento – Zumbi dos Palmares e o Movimento Negro

    Uma das formas pelas quais a dominação é reproduzida, além do uso de meios coercitivos, é pela formulação de um consenso em que os subalternos são convencidos do acerto e mérito da superioridade, inclusive intelectual e moral, de seus dominadores. A construção ideológica dessa hegemonia seleciona e utiliza determinados mitos, personagens e versões de fatos, ao mesmo tempo em que oculta outros fatos menos convenientes. Talvez, apenas isso possa explicar o caso de grande parte da população negra no Brasil, que, de certo modo, tem aceitado a situação de inferioridade que lhe foi atribuída pela classe dominante branca. Um dos meios utilizados para o exercício dessa arquitetura mental foi na insistência da celebração de certas datas históricas. Por Jairo de Carvalho Do Urutagua O calendário cívico brasileiro ignora personagens e feitos de representantes da comunidade negra como mais um expediente com que se limitou nos afrodescendentes mais um aspecto de sua ...

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    Dennis de Oliveira

    Para além do oficialismo e do esquerdismo no movimento anti-racista – por Dennis Oliveira

    No sábado, dia 18 de maio, foi realizado na Universidade de São Paulo, o seminário "10 anos da Lei 10639/03 – Balanço e Perspectivas". Participaram do evento cerca de 120 pessoas, a esmagadora maioria profissionais de educação. O seminário compôs-se de mesas redondas e ateliês de práticas pedagógicas nas áreas de literatura, artes, história, gestão de conflitos, entre outros. Mas o que chamou a atenção nos debates de sábado foi a presença de uma questão de fundo que permeia os movimentos sociais no momento em que vivemos. Como se deve dar a relação entre movimentos sociais e governo, principalmente quando se trata de governos com um cunho mais progressista. Discussão semelhante ocorreu na sexta-feira, durante um outro seminário que participei como expositor sobre "movimentos sociais na contemporaneidade", organizado pelo IEA (Instituto de Estudos Avançados) e a EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) na USP campus zona Leste. Na questão ...

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    Zumbi dos Palmares

    Movimentos negros dão mais importância ao dia da Consciência Negra do que para o dia do fim da escravidão no Brasil

    Ativistas dos movimentos negros defendem que o dia 20 de novembro representa a luta do negro no País Duas datas são marcantes na história da luta contra a escravidão no Brasil, o 13 de maio, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, e o 20 de novembro, data que marca a morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares e que se transformou no dia da Consciência Negra. Mas nos últimos tempos, ativistas celebram e dão mais importância  ao dia 20 por representar a luta do negro.  Nesta segunda-feira (13), a assinatura que colocou, em termos legais, fim à escravidão no Brasil completa 125 anos. A professora de Filosofia e Ciências Sociais Lucilia Laura Pinheiro Lopes afirma que o 20 de novembro  é  o reconhecimento histórico dessa luta por um sistema livre. — Têm uma importância muito maior porque mostra toda a luta do povo negro pela liberdade. O dia ...

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    Dragão era relatado como um homem sempre bem vestido, com barba e cabelo impecáveis (Foto: Imagem retirada do site O Povo)

    Hoje na História, 1881, o Dragão do Mar”, lidera o movimento de jangadeiros no Ceará, impedindo o transporte de escravos nas jangadas

    Em 30 de agosto de 1881, há precisos 130 anos, era deflagrada a Greve dos Jangadeiros, liderada pelo pescador Francisco José do Nascimento, então conhecido como Chico da Matilde. O jangadeiro de Aracati, alcunhado de Dragão do Mar, foi um dos responsáveis pela mitificação em torno do pioneirismo do processo abolicionista cearense que, até hoje, divide opinião de pesquisadores. Desde então, muita literatura vem sendo produzida em torno de o movimento que fez do Ceará a primeira província da República Velha a abolir a escravidão. Para recordar esse momento histórico, o Caderno 3 conversou com o professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Gleudson Passos, doutor em História Social, e responsável pela pesquisa biográfica da vida do Dragão do Mar, para o Memorial da Cultura Cearense. "Em 25 de março de 1884, o Ceará se torna a primeira província a abolir seus escravos e Chico da Matilde será bastante atuante ...

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    Livres-do-Racismo

    Movimento Negro Unificado 1978-1988: 10 anos de luta contra o racismo São Paulo: Confraria do Livro, 1988

    Fonte: História no Magistério - por: Jônatas C. da Silva -   SILVA, Jônatas C. da "História de lutas negras: Memórias do surgimento do movimento negro na Bahia", pp. 7-19   "(...) Arani Santana diz que as mulheres se sentiam alijadas, à margem do movimento. Havia, dentro do movimento, uma divisão sexual do trabalho que refletia atitudes preconceituosas. Os homens achavam que trabalho mesmo era panfletagem nas ruas e nos ensaios de blocos. As mulheres, que até chegaram a fundar a Frente Negra Feminina, apresentaram, na época, uma proposta concreta de atuação na área de educação para alfabetizar adultos pelo método Paulo Freire (não devemos esquecer que havia muitas professoras no grupo) e a proposta não recebeu a devida atenção do coletivo predominantemente masculino" (p. 14 - sobre o movimento negro unificado na Bahia. Arani Santana era "professora e atriz, remanescente de fase inaugural do MNU")   Carta de princípios ...

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    zumbidospalmares

    Movimento Negro

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre Movimento Negro (ou MN) é o nome genérico dado ao conjunto dos diversos movimentos sociais afro-brasileiros, particularmente aqueles surgidos a partir da redemocratização pós-Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro e São Paulo.   Histórico   Movimentos sociais expressivos envolvendo grupos negros perpassam toda a História do Brasil. Contudo, até a Abolição da Escravatura em 1888, estes movimentos eram quase sempre clandestinos e de caráter radical, posto que seu principal objetivo era a libertação dos negros cativos. Visto que os escravos eram tratados como propriedade privada, fugas e insurreições, além de causarem prejuízos econômicos, ameaçavam a ordem vigente e tornavam-se objeto de violenta repressão não somente por parte dos classe senhorial, mas do próprio Estado e seus agentes.   Resistência negra pré-Abolição   Quilombos, quilombolas, quilombagem A principal forma de exteriorização dos movimentos negros rebeldes contra a escravização, nos cerca de quatro séculos em que ...

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    Reprodução/YouTube

    Bolsonaro carrega um cemitério nas costas, afirma historiador

    “Uma das razões porque estamos entrando nessa tragédia com esse grau de mortes resulta, em grande parte, não apenas, da atitude do presidente negando a epidemia, pressionando pelo retorno ao trabalho. Felizmente temos prefeitos e governadores que, independentemente de partidos, abraçaram uma atitude mais científica. Se não estaria muitíssimo pior.  Bolsonaro tem um cemitério carregado nas costas. Ele e o Trump. É uma cadeia de servidão. O Brasil é um espelho distorcido dos EUA. Só que lá as instituições são mais sólidas e ativas”. A avaliação é do historiador João José Reis ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo acima e se inscreva no TUTAMÉIA TV). Professor da Universidade Federal da Bahia, ele é dos principais pesquisadores da escravidão e das revoltas escravas no Brasil. Autor de “Rebelião Escrava no Brasil” (2003), sobre o levante dos malês em 1835, e do recente “Ganhadores” (2019), relatando a greve negra de 1857 na Bahia, ele ...

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    Reprodução/ Instagram

    Jornada em Defesa do Direito à História da Gente Negra

    A luta pela liberdade acompanhou toda a vigência da escravidão e se estendeu ao pós-abolição, período que alcança os dias atuais. As fugas, a formação dos quilombos e a rebeliões expressam algumas das múltiplas formas da resistência protagonizada pela gente negra escravizada. Ao mesmo tempo, muitos foram os caminhos que levaram à formação da maior população de homens e mulheres negras livres e libertas das Américas já no início do século XIX. No final dos anos 1860, o Brasil, junto com Cuba e Porto Rico, resistia em preservar o escravismo. A saída conservadora materializou-se na tentativa da abolição gradual por meio da Lei do Ventre Livre (1871) e da Lei dos Sexagenários (1885). . Com efeito, na década 1880, o movimento abolicionista ampliou sua força, recrutando diversos grupos sociais de tendências diversificadas. Afora a adesão de parcela do parlamento, as lutas abolicionistas ganharam corações e mentes por meio dos jornais, ...

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    (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913)

    Onde estão nossos médicos negros? A história de um filho e neto de escravizados que se tornou médico

    Quantos vezes você já se consultou com um médico negro? Uma visita as fotos de formatura nas paredes dos cursos de Medicina no Brasil é mais uma evidência do racismo estrutural, um dos legados da escravidão por aqui.  Por Alexandra Lima da Silva, enviado para o Portal Geledés  (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913) Num país em que a maioria da população se autodeclara negra, é violento e doloroso constatar que o direito a uma formação para salvar vidas é também um privilégio, assim como o direito de viver.  Neste país de maioria negra, a existência de médicos negros acaba se tornando uma exceção, quando deveria ser a regra. Por isso, é importante dar visibilidade a experiência de médicos negros no Brasil, e compreender as estratégias de enfrentamento do racismo empreendidas por tais sujeitos.  Israel Antônio Soares Junior tinha acabado de se formar médico, quando, faleceu aos ...

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    Reprodução/ Palmares.gov

    FNB: O percurso da voz da resistência negra brasileira (1933 A 1938)

    RESUMO: O presente estudo pretende fazer uma retrospectiva histórica dos percursos da FNB de 1930 a 1937, a partir da cobertura feita pelo jornal  A Voz da Raça para compreender a contribuição da mesma na História da Organização Política dos Negros no Brasil. A Frente Negra Brasileira (FNB) foi um movimento social e um partido político. Fundado em 16 de setembro de 1931 na capital paulista, objetivava a ascensão social para a comunidade negra e desenvolveu um trabalho significativo socioeducativo, cultural, de cursos de formação política além de ter sido responsável pela publicação do periódico A voz da Raça (1933-1937). Para compreendermos a dinâmica social nesse movimento, a base teórica será História Política e História e Imprensa. PALAVRAS-CHAVE: Raça; Imprensa; Resistência; Movimento Negro; Era Vargas.   ABSTRACT: The present study intends to make a historical retrospective of the FNB's paths from 1930 to 1937, from the coverage made by the ...

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    Nome e sobrenome: a importância das intelectuais negras para a pesquisa acadêmica

    Na coluna de estreia, Midiã Noelle sugere que o leitor conheça melhor o trabalho de Ana Flávia Magalhães Pinto, Ana Luiza Flauzina e Carla Akotirene por Midiã Noelle no Correio 24h Olá carx leitxr. Me chamo Midiã Noelle Santana e estarei todas as quintas-feiras aqui contigo. De início, já explico: geralmente me apresento assim, com nome e sobrenome. Internalizei essa prática após orientação da socióloga Vilma Reis inspirada em citação da antropóloga Lélia Gonzales (in memorian), e compreendi que se a gente - população negra - não afirma nossa própria existência, o racismo chega sorrateiro e nos nomeia como lhe convir. Aproveito ainda para convidar pessoas não negras a lerem os conteúdos, tomarem um chá de empatia e se aliarem na luta antirracista. Não à toa iniciamos a coluna neste mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, e que ...

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    african american woman in pajamas staying up late at night eating pizza and watching tv

    Por uma representatividade que contemple a vida comum

    Ao receber o seu Emmy por Melhor Atriz em Série Dramática em 2015, Viola Davis ocupou o palco da premiação com uma postura e um discurso que trouxeram pontos muito pertinentes à discussão do peso da representatividade do povo negro dentro do entretenimento. Por  Letícia Castor Moura para o Portal Geledés Foto: Adobe Stock Além de ter sido a primeira mulher negra a receber a estatueta – e até o momento, a única -, Viola ressaltou a necessidade de papéis que consigam ir além dos nichos de debates raciais e que coloquem pessoas negras em situações mundanas, cotidianas como vemos qualquer ator branco facilmente ocupar. Como se não fosse suficiente abrir seu discurso com a citação da lendária ativista do movimento abolicionista dos Estados Unidos Harriet Tubman e suas missões de libertação de escravos pela Underground Railroad, com a frase “não tem como ganhar um Emmy ...

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    Arte- André Zanardo

    Ele Não Porque Eu Sou Negro

    Qualquer um que se preste a ler e estudar, com um mínimo de seriedade, a história da população negra no Brasil jamais afirmaria que não há racismo no Brasil e muito menos que os portugueses jamais pisaram no continente africano. Pensamentos estes expressados por aquele que não se deve dizer o nome, ou “o coiso” se preferirem. por Gabriel Alex Pinto de Oliveira no Justificando Arte- André Zanardo Pois é, em qualquer livro de história aceito no sistema de ensino brasileiro, a escravidão é posta, ainda que brevemente, como um fator importante na constituição do país. Assim, qualquer criança de esteja no oitavo ano saberá, ou pelo menos deveria saber, que pessoas da etnia negra já foram consideradas como mercadoria no Brasil hápouco mais de 130 anos. Agora, para fugir do lugar comum e mergulhar mais fundo naquilo em que não vemos nos livros rasos que ...

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