quinta-feira, janeiro 28, 2021

Resultados da pesquisa por 'mulheres'

Arquivo Pessoal

Mulheres negras, política e cultura do cancelamento no Brasil republicano

Em 23 de agosto de 1946, o jornal baiano O Momento, vinculado ao então Partido Comunista do Brasil (PCB), estampava em sua segunda página uma matéria sobre o protagonismo da líder sindical Luiza Matos na região do Recôncavo Baiano. De acordo com a reportagem, ela liderou a criação do sindicado dos trabalhadores na Indústria do Fumo em São Félix, fundado em 19 de novembro de 1935. Entre 1937 e 1942, a sindicalista assumiu a presidência do sindicado e enfrentou muitas perseguições da classe patronal. Na época, ela trabalhava na fábrica Dannemann. Em decorrência de suas atividades políticas, foi demitida. Forjaram uma arapuca e acusaram-na de roubo para justificar a demissão. Ela buscou a justiça, provou sua inocência e foi reintegrada, mas não voltou à mesma indústria. Foi trabalhar na fábrica Suerdiek, de onde também foi demitida e readmitida após contendas envolvendo perseguições dos patrões e inquéritos policiais.  [caption id="attachment_158721" align="aligncenter" ...

Leia mais
Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Mulheres pretas acadêmicas

Seguindo os últimos textos, onde destaquei algumas mulheres que seguem inspirando outras mulheres, hoje vou utilizar esse espaço para falar de duas mulheres negras e acadêmicas, que são imbatíveis. O espaço acadêmico definitivamente não foi pensado para mulheres negras. Isso em um contexto de diáspora, porém nós resistimos e existimos nesse lugar. Pensar a existência de mulheres negras ocupando cadeiras em lugares de conhecimento, formulando conhecimento, propagando ideias e sendo visíveis, não é algo comum e entendido como natural. Atualmente tem ocorrido mais, porém não com facilidade. Conquistar esses espaços, como a academia é resultado de uma corrida desigual, árdua, e incansável de mulheres como eu e tantas outras irmãs para conquistar objetivos, obter glórias, ou até simplesmente, sobreviver com dignidade em meio às desigualdades. árbara Carine fundou a Escolinha Maria Felipa, em Salvador (BA)Imagem: Acervo Pessoal Nesse caminho de resistência e ocupação de mulheres negras, ...

Leia mais
Agência Brasil/EBC

Mulheres pretas

Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme "Xica da Silva', tece ventos que suavizam nossa face. Há coisas que marcam a existência, e sutilezas, como delicado palimpsesto, tatuado em camadas na nossa memória e nossa pele. Vai um caso. Em 2020, minha neta Alika, hoje com três anos, foi "pega" pela mãe batendo panelinha da janela da casa onde mora, no bairro do Méier, no auge dos protestos contra Bolsonaro (me recuso a chamar de presidente). A precocidade está no sangue das mulheres pretas. E não se aplica só a Alika, mas a todas as mulheres. Elas combateram à escravidão, de dentro da senzala e da casa-grande, onde já se perpetravam estupros coletivos, e, na resistência, o feminicídio. Na luta das letras, nada justifica o apagamento de Maria Firmina dos Reis e Carolina Maria ...

Leia mais
Imagem retirada do site  Mijente.net

Mulheres negras e o direito ao amor: entre escolher e ser escolhida

Conversava com um amigo italiano esses dias e ele disse o seguinte: “Anos atrás eu estava perdido no trabalho. A empresa começou a demitir muita gente e ofereceu uma boa proposta para aqueles que pediam demissão de forma voluntária. Então pensei em ir para o sul da Itália, aonde chegam os barcos com os refugiados e pegar uma somaliana e me casar com ela”.  Essa sua fala me incomodou profundamente. Pensei: ele estava no pior momento da sua vida, perdido e desempregado e não pensou sequer na possibilidade de “pegar” uma italiana, uma sua igual, ou mesmo de ir para a Alemanha, pegar uma mulher por lá, mas a da Somália, essa sim, na sua cabeça, o aceitaria sem pestanejar e em quaisquer condições.  Porque uma somaliana? Para o meu amigo italiano, a mulher africana estaria ganhando ao ser “pega” por ele, logo, não ofereceria oposição.  A construção da mulher ...

Leia mais

Ataques de Bolsonaro a Dilma: nós, mulheres, sabemos bem o que é esse ódio

No meio da semana entre o Natal e o Ano Novo, com mais de 190 mil mortos por coronavírus e o país sem plano de vacinação, o presidente Jair Bolsonaroresolveu atacar a ex-presidente Dilma Rousseff. O ataque veio do nada. Que obsessão é essa? Dilma estava lá, vivendo sua vida. Ela é uma oponente do governo, mas não havia polêmica entre eles no momento. Até que o presidente, durante um encontro com apoiadores, disse o seguinte: "Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio-X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X". Em seguida, ele passou um bom tempo falando sobre os ex-maridos da ex-presidente. A frase, de extremo mau gosto para dizer o mínimo, era uma piada referente às torturas sofridas por Dilma, que lutou contra a ditadura, ficou presa ...

Leia mais
Foto: Valdecir Galor/SMCS

Mulheres são as maiores vítimas da pandemia no mercado de trabalho

Em termos gerais, toda a população sofre com as consequências do isolamento social e da quarentena impostos pela pandemia, mas nem todos com a mesma intensidade. Números da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) revelam uma desigual distribuição dos danos causados pelo vírus. As mulheres representam quase a metade dos chefes de família no Brasil (49,5%) e dependem muitas vezes de diversos apoios para poderem exercer seus ofícios, seja na contratação de outra mulher, doméstica, seja na existência de creches e escolas onde possam deixar seus filhos. Toda a rede de apoio está comprometida pelo isolamento social e a mulher, mesmo que deseje ou necessite, não consegue voltar ao mercado de trabalho. Na desigualdade de gênero estrutural, ela ganha menos que o homem, disputa as vagas menos qualificadas no mercado e quando há crise são as primeiras a perder postos de trabalho. O que a PNAD de ...

Leia mais
(Foto: @EZEKIXL/ Nappy)

Representatividade na propaganda ainda está longe do ideal, diz pesquisa da ONU Mulheres e Heads Propagands

O cenário de polarização e a legitimação de discursos que diminuem, desvalorizam e esvaziam pautas identitárias, de raça e de gênero se refletem na publicidade. É o que mostra a 9ª onda da pesquisa TODXS, um estudo desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Heads Propaganda, viabilizado pela Aliança Sem Estereótipos, movimento que visa conscientizar anunciantes, agências e a indústria da propaganda em geral sobre a importância de eliminar os estereótipos nas campanhas publicitárias. Desde a primeira edição do estudo em 2015 até agora, já foram avaliadas 22.253 inserções de comerciais de televisão e 5.769 posts no Facebook. Se havia um movimento para que essa comunicação das marcas pudesse desconstruir imagens e padrões que estimulam violências físicas, simbólicas ou morais, o momento atual é de retrocesso e estagnação. O levantamento tradicionalmente mapeia como gênero e raça são representados pela publicidade brasileira e este ano traz dados inéditos sobre a representação de ...

Leia mais
(Credit: PAUL J. RICHARDS/AFP via Getty Images)

Número de mulheres jornalistas presas cresce 35% no mundo, aponta relatório

O relatório anual produzido pela ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), divulgado nesta segunda (14), aponta que 387 jornalistas foram detidos em 2020, dado que praticamente não mudou em relação ao ano passado, apesar do aumento das prisões arbitrárias relacionadas à crise do coronavírus e da disparada de detenções entre mulheres. "O número de jornalistas detidos em todo o mundo permanece historicamente em um nível alto", diz o documento. No ano passado, foram 389 detidos em decorrência do exercício de sua profissão. Cinco países respondem por mais da metade (61%) das detenções deste ano: a China continua liderando, com 117 jornalistas (profissionais ou não) presos, à frente de Egito (30), Arábia Saudita (34), Vietnã (28) e Síria (27). A detenção de mulheres jornalistas subiu 35% na comparação entre os dois anos. Atualmente, há ao menos 42 delas privadas de sua liberdade, número que representa 11% do total de profissionais. Segundo a ...

Leia mais
Getty Images

Saiba o que é SUA, condição que afeta uma em cada três mulheres e pode ser sintoma de problemas no útero ou nos ovários

Dúvidas sobre sangramentos vaginais são bastante comuns entre as mulheres, tanto que a pesquisa no Google para saber “quando a menstruação é normal” cresceu 58% de janeiro a outubro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. Segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), o Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição que atinge uma a cada três mulheres (33%) em algum momento da vida. Pode ser considerado anormal qualquer sangramento que fuja do padrão daquela mulher. Em média, são usados de três a cinco absorventes diariamente no ciclo menstrual, que normalmente dura por volta de cinco dias. Quando houver sangramentos além destes limites, consulte um ginecologista. É normal que mulheres que estejam beirando os 50 anos tenham ciclos menstruais irregulares por estarem se aproximando da menopausa. Mas sangramentos naquelas que já entraram nesta fase são sinais de que há algo de errado. O SUA tem ...

Leia mais
Ilustrações de Marcelo Jean Machado

Cientistas negras brasileiras são homenageadas em novo livro de passatempos do “Meninas e Mulheres nas Ciências”; baixe

No dia nacional da Consciência Negra, professoras e estudantes da UFPR que integram a equipe do Projeto de Extensão “Meninas e Mulheres nas Ciências” lançam o livro de passatempos “Cientistas Negras: Brasileiras – Volume 1”, disponível gratuitamente aqui. O objetivo da obra é divulgar o protagonismo das cientistas negras brasileiras, impulsionando a educação e divulgação científica em uma perspectiva descolonizadora e humanizadora.  O material aborda os assuntos por meio de atividades lúdicas, tais como caça-palavras, palavras cruzadas e desenhos para colorir. No primeiro volume, são contadas as trajetórias de 14 cientistas negras brasileiras de diferentes campos de conhecimento. Na capa, as nove cientistas ilustradas simbolizam as grandes áreas de conhecimento. Uma delas, a professora Rita de Cássia dos Anjos, das Ciências Exatas e da Terra, é professora e pesquisadora de destaque na Universidade Federal do Paraná (saiba mais sobre ela abaixo).  A coordenadora do projeto, professora Camila Silveira, do departamento de Química, enfatiza a importância da obra para o fortalecimento e reconhecimento de referências intelectuais negras no ...

Leia mais
Reprodução/Youtube

Em vídeo, mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas manifestam apoio às decisões do STF por igualdade de gênero nas escolas

Enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (02) e lançado publicamente nesta quinta (03), um vídeo com a participação de mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas manifesta apoio à Corte em suas decisões pela abordagem de gênero nas escolas e pela a inconstitucionalidade das leis inspiradas no movimento Escola Sem Partido.  "Nós, mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas, apoiamos o STF em suas decisões por uma escola de qualidade, que garanta o direito a todos ao conhecimento libertador: sem preconceito, sem intolerância e sem ódio", afirma a pastora luterana e secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Romi Márcia Bencke, na abertura do vídeo. "Defendemos a laicidade do Estado. Isso significa que o Estado deve respeitar todas as tradições religiosas e não deve se orientar por doutrinas, dogmas e verdades religiosas", completa Eliad Dias dos Santos, pastora da Igreja Metodista da Luz. O ...

Leia mais
Winnie Bueno  (Foto: Marilia Dias / Divulgação)

Winnie Bueno assina com editora para lançar livro sobre a trajetória de mulheres negras

A escritora e pesquisadora Winnie Bueno é a nova autora da editora HarperCollins e vai lançar um livro inédito em 2021. A obra contará tanto suas vivências e trajetória quanto histórias de outras mulheres negras. Será sua primeira obra não acadêmica e terá como base sua pesquisa sobre imagens de controle, conceito articulado por Patricia Hill Collins para descrever como mulheres negras são atravessadas por ideias construídas sobre seus corpos e comportamentos. Winnie Bueno é idealizadora do projeto WinnieTeca, que tem como objetivo conectar pessoas negras que precisam de um livro a pessoas que estão dispostas a fazer doações.   Fonte: Por Ana Cláudia Guimarães, do ANCELMO.COM

Leia mais
Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Calar sobre ataques a Manuela, Marília e mulheres negras é ser conivente

Não é um acaso que os ataques de ódio e fake news recaíram sobretudo contra Manuela D'Ávila (PCdoB) nas eleições municipais de 2020. Ela disputou pela terceira vez a Prefeitura de Porto Alegre em uma campanha acirrada. Perdeu o segundo turno para o emedebista Sebastião Melo, eleito com nove pontos percentuais de diferença. Duas condições fizeram de Manuela o principal alvo dessa ofensiva: a rejeição à esquerda e o fato de ser mulher, com muito mais peso no fator gênero. O machismo é um forte componente nas práticas de disseminação de ódio e de desinformação. Essas estratégias, com recorrência, apelam para a condição de mulher, como se fosse uma fraqueza ser mulher e, portanto, um alvo mais fácil de constranger e desmobilizar. Isso só ganha força em uma sociedade que se escora no machismo e na misoginia, no racismo e na homofobia. Foi assim com Manuela, com Marília Arraes (PT) ...

Leia mais
"Nos levantamos para lutar contra o empobrecimento do capitalismo, contra a colonização do sionismo e contra a violência à qual os mais humildes estão condenados" (Foto: Helena Zelic/Marcha das Margaridas)

Mulheres da Assembleia Internacional dos Povos ratificam sua luta contra a violência

"Saudamos a luta feminista que as mulheres e as diversidades estão realizando nos cinco continentes contra o patriarcado, o capitalismo, o imperialismo, o sionismo e o racismo". Assim as mulheres integrantes da Assembleia Internacional dos Povos, uma articulação internacional de movimentos populares, partidos de esquerda e sindicatos, ratificam seu compromisso com o feminismo no marco do Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher, celebrado nesta quarta-feira, 25 de novembro. Em uma nota divulgada hoje, as militantes recuperam a história da data, criada em memória de Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, as três irmãs perseguidas e assassinadas em 1960 por ordem do ditador da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo. "Esta é a mesma história de muitas mulheres em todo o mundo que, apesar da violência típica do sistema patriarcal na nossa vida cotidiana, também confrontamos a violência política e social que os Estados cometem contra nós e nossos ...

Leia mais
A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto: Marcus Steinmayer)

Mulheres negras e poder: um novo ensaio sobre as vitórias

Em respeito às mais velhas, peço licença, agradeço e me pergunto: por onde andavam todos vocês, que não estavam lendo e ouvindo Sueli Carneiro? Em 2009, Sueli Carneiro (filósofa, escritora e ativista) escreveu um ensaio intitulado “Mulheres negras e poder: Um ensaio sobre a ausência”, afirmando que, infelizmente, a relação entre as mulheres negras e o poder era inexistente. Sueli não tratava apenas da ausência pela baixa representação, falava sobre aquelas mulheres negras que, mesmo presentes na institucionalidade, foram interrompidas por questões advindas da das discriminações de raça e de gênero. As políticas Matilde Ribeiro (Ex-ministra da SEPPIR) e Benedita da Silva (Ex-governadora, atual deputada federal, que também disputou a prefeitura do Rio, ficando em quarto lugar), estavam entre elas. Na descrição cirúrgica dos episódios, Sueli Carneiro tratou em seu texto sobre a violência política de gênero e raça sofrida por essas mulheres e como, ontologicamente, se vinculam as mulheres ...

Leia mais
Caroline Dartora será a primeira negra a ocupar uma cadeira de vereadora em Curitiba (Foto:  Joka Madruga/Divulgação)

Celebrando avanços, ONG lança plataforma sobre mulheres na política

As eleições municipais deste ano foram marcadas sobretudo pela pluralidade de mulheres que conseguiram alcançar cargos políticos. De acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 25 mulheres transexuais foram eleitas no Brasil nesse pleito. O número representa um aumento de 212% em relação às candidaturas eleitas em 2016. As mulheres negras também estão em destaque nestas eleições. Em Porto Alegre, Karen Santos (PSOL) foi a vereadora mais votada da capital gaúcha, e no Recife, Dani Portela (PSOL) também ficou em primeiro lugar entre os candidatos à Câmara Municipal. Entre as capitais, Curitiba se destacou por ter eleito sua primeira vereadora negra, Carol Dartora (PT). Para a mestre em ciências sociais e uma das quatro diretoras do Instituto Alziras, Michelle Ferreti, "essas candidaturas abrem espaço para que outras mulheres negras e transexuais cheguem a cargos políticos. Temos muito a comemorar, mesmo que em termos de paridade esses números ...

Leia mais
FOTO: ARQUIVO/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL). Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11. O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal. A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será ...

Leia mais
urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Negros e mulheres avançam nas urnas e aumentam presença no 2º turno das eleições

No ano de estreia da regra que obriga os partidos políticos a distribuir de forma proporcional a verba pública de campanha entre os candidatos brancos e negros, os pretos e pardos tiveram um avanço na eleição para prefeitos, mas o desempenho ainda está longe de refletir o retrato da população brasileira. O resultado das urnas mostra que 32% dos prefeitos eleitos no primeiro turno, em todo o país, se declararam negros (pretos ou pardos). Os brancos somaram 67%. Os números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), compilados pelo DeltaFolha, mostram um avanço em relação a 2016, quando os prefeitos eleitos brancos, no primeiro turno, somavam 70,4%, contra 29% de negros. Apesar do crescimento, o resultado ainda está bem distante de refletir a divisão entre negros e brancos na população brasileira —56% são pretos e pardos— e entre os próprios candidatos lançados —50% foram negros, 48%, brancos. Já em relação às mulheres, ...

Leia mais
Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Há esperança em um futuro com mulheres negras eleitas

A população brasileira se mobilizou ontem (15) para exercer sua cidadania, nessa que por si só já é uma eleição histórica para o país. Pandemia global, aumento das desigualdades e resistência cotidiana para reforçar a importância da participação política de mulheres na definição dos caminhos possíveis de transformação do Brasil. Durante os últimos meses aproveitei este espaço para apresentar as mais diversas ferramentas e ações que construímos dentro do Instituto Marielle Franco para visibilizar, fortalecer e impulsionar candidaturas de mulheres negras nestas eleições, hoje, pretendo exercitar meu imaginário sobre este futuro liderado por estes corpos que - assim como a minha irmã - movimentam as estruturas cotidianas de poder. Primeiro, é importante dizer que o trabalho para fortalecer mulheres negras começa muito antes do período eleitoral. É comum utilizarmos estes períodos de 2 a 2 anos para debatermos sobre as questões que rondam o espectro político, inclusive as noções de ...

Leia mais
Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes pedia que fosse garantido à mulher o “direito de conhecer e decidir sobre seu próprio corpo”. (Foto: ARQUIVO/SENADO FEDERALA)

Como o movimento de mulheres no Brasil contribuiu para construção do SUS

Criado pela Constituição de 1988 após anos de luta do movimento sanitário na década de 1970 e 1980, o SUS (Sistema Único de Saúde) contou com contribuição substancial do movimento de mulheres para se concretizar. A criação de um modelo de “serviços públicos de saúde coletiva e assistência médica integrados” era um dos pleitos da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, entregue em 1987. Mas já no início daquela década a articulação feminina para garantir um acesso amplo à saúde no Brasil ganhava força. Em 1983, no governo de João Batista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - foi criado dentro do Ministério da Saúde o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). “A demanda por saúde era muito forte no movimento de mulheres no Brasil. Os grandes grupos feministas tinham como centro questões associadas à saúde, à contracepção, planejamento familiar”, conta a médica Ana Maria Costa, ...

Leia mais
Página 1 de 777 1 2 777

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist