quinta-feira, janeiro 21, 2021

Resultados da pesquisa por 'mulheres negras'

Arquivo Pessoal

Mulheres negras, política e cultura do cancelamento no Brasil republicano

Em 23 de agosto de 1946, o jornal baiano O Momento, vinculado ao então Partido Comunista do Brasil (PCB), estampava em sua segunda página uma matéria sobre o protagonismo da líder sindical Luiza Matos na região do Recôncavo Baiano. De acordo com a reportagem, ela liderou a criação do sindicado dos trabalhadores na Indústria do Fumo em São Félix, fundado em 19 de novembro de 1935. Entre 1937 e 1942, a sindicalista assumiu a presidência do sindicado e enfrentou muitas perseguições da classe patronal. Na época, ela trabalhava na fábrica Dannemann. Em decorrência de suas atividades políticas, foi demitida. Forjaram uma arapuca e acusaram-na de roubo para justificar a demissão. Ela buscou a justiça, provou sua inocência e foi reintegrada, mas não voltou à mesma indústria. Foi trabalhar na fábrica Suerdiek, de onde também foi demitida e readmitida após contendas envolvendo perseguições dos patrões e inquéritos policiais.  [caption id="attachment_158721" align="aligncenter" ...

Leia mais
Imagem retirada do site  Mijente.net

Mulheres negras e o direito ao amor: entre escolher e ser escolhida

Conversava com um amigo italiano esses dias e ele disse o seguinte: “Anos atrás eu estava perdido no trabalho. A empresa começou a demitir muita gente e ofereceu uma boa proposta para aqueles que pediam demissão de forma voluntária. Então pensei em ir para o sul da Itália, aonde chegam os barcos com os refugiados e pegar uma somaliana e me casar com ela”.  Essa sua fala me incomodou profundamente. Pensei: ele estava no pior momento da sua vida, perdido e desempregado e não pensou sequer na possibilidade de “pegar” uma italiana, uma sua igual, ou mesmo de ir para a Alemanha, pegar uma mulher por lá, mas a da Somália, essa sim, na sua cabeça, o aceitaria sem pestanejar e em quaisquer condições.  Porque uma somaliana? Para o meu amigo italiano, a mulher africana estaria ganhando ao ser “pega” por ele, logo, não ofereceria oposição.  A construção da mulher ...

Leia mais
Winnie Bueno  (Foto: Marilia Dias / Divulgação)

Winnie Bueno assina com editora para lançar livro sobre a trajetória de mulheres negras

A escritora e pesquisadora Winnie Bueno é a nova autora da editora HarperCollins e vai lançar um livro inédito em 2021. A obra contará tanto suas vivências e trajetória quanto histórias de outras mulheres negras. Será sua primeira obra não acadêmica e terá como base sua pesquisa sobre imagens de controle, conceito articulado por Patricia Hill Collins para descrever como mulheres negras são atravessadas por ideias construídas sobre seus corpos e comportamentos. Winnie Bueno é idealizadora do projeto WinnieTeca, que tem como objetivo conectar pessoas negras que precisam de um livro a pessoas que estão dispostas a fazer doações.   Fonte: Por Ana Cláudia Guimarães, do ANCELMO.COM

Leia mais
Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Calar sobre ataques a Manuela, Marília e mulheres negras é ser conivente

Não é um acaso que os ataques de ódio e fake news recaíram sobretudo contra Manuela D'Ávila (PCdoB) nas eleições municipais de 2020. Ela disputou pela terceira vez a Prefeitura de Porto Alegre em uma campanha acirrada. Perdeu o segundo turno para o emedebista Sebastião Melo, eleito com nove pontos percentuais de diferença. Duas condições fizeram de Manuela o principal alvo dessa ofensiva: a rejeição à esquerda e o fato de ser mulher, com muito mais peso no fator gênero. O machismo é um forte componente nas práticas de disseminação de ódio e de desinformação. Essas estratégias, com recorrência, apelam para a condição de mulher, como se fosse uma fraqueza ser mulher e, portanto, um alvo mais fácil de constranger e desmobilizar. Isso só ganha força em uma sociedade que se escora no machismo e na misoginia, no racismo e na homofobia. Foi assim com Manuela, com Marília Arraes (PT) ...

Leia mais
A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto: Marcus Steinmayer)

Mulheres negras e poder: um novo ensaio sobre as vitórias

Em respeito às mais velhas, peço licença, agradeço e me pergunto: por onde andavam todos vocês, que não estavam lendo e ouvindo Sueli Carneiro? Em 2009, Sueli Carneiro (filósofa, escritora e ativista) escreveu um ensaio intitulado “Mulheres negras e poder: Um ensaio sobre a ausência”, afirmando que, infelizmente, a relação entre as mulheres negras e o poder era inexistente. Sueli não tratava apenas da ausência pela baixa representação, falava sobre aquelas mulheres negras que, mesmo presentes na institucionalidade, foram interrompidas por questões advindas da das discriminações de raça e de gênero. As políticas Matilde Ribeiro (Ex-ministra da SEPPIR) e Benedita da Silva (Ex-governadora, atual deputada federal, que também disputou a prefeitura do Rio, ficando em quarto lugar), estavam entre elas. Na descrição cirúrgica dos episódios, Sueli Carneiro tratou em seu texto sobre a violência política de gênero e raça sofrida por essas mulheres e como, ontologicamente, se vinculam as mulheres ...

Leia mais
Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Há esperança em um futuro com mulheres negras eleitas

A população brasileira se mobilizou ontem (15) para exercer sua cidadania, nessa que por si só já é uma eleição histórica para o país. Pandemia global, aumento das desigualdades e resistência cotidiana para reforçar a importância da participação política de mulheres na definição dos caminhos possíveis de transformação do Brasil. Durante os últimos meses aproveitei este espaço para apresentar as mais diversas ferramentas e ações que construímos dentro do Instituto Marielle Franco para visibilizar, fortalecer e impulsionar candidaturas de mulheres negras nestas eleições, hoje, pretendo exercitar meu imaginário sobre este futuro liderado por estes corpos que - assim como a minha irmã - movimentam as estruturas cotidianas de poder. Primeiro, é importante dizer que o trabalho para fortalecer mulheres negras começa muito antes do período eleitoral. É comum utilizarmos estes períodos de 2 a 2 anos para debatermos sobre as questões que rondam o espectro político, inclusive as noções de ...

Leia mais
Arquivo Pessoal

Uma carta de amor às mulheres negras

Em 30 de outubro de 1970 uma jovem negra, de 21 anos, dava luz a terceira de sete filhos em Ibotirama, uma pequena cidade do interior do estado da Bahia. Mariazinha, como era chamada por todas pessoas que a conheciam, tem uma história que se repete a cada menina negra que nasce no meio da roça, que não tem acesso à educação e a saúde de qualidade e vida, e o lazer quase que como um pecado, mas que nunca abriu mão de brigar por nenhum dos seus. Fosse filho, fosse neto, fosse o que fosse, se ela amasse ela defendia contra qualquer coisa. Dona Mariazinha era mãe de 7, avó de 19 e bisavó de 12. Dona de histórias de amores, de dores, de alegrias e de tristezas, como qualquer outra mulher. Há um ano, quando minha avó morreu, pensei quem contaria suas histórias e com quem eu aprenderia ...

Leia mais
Simony dos Anjos, de 34 anos, é candidata à Prefeitura de Osasco (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

Pesquisa mostra violência política sofrida por mulheres negras durante campanha

Simony dos Anjos, de 34 anos, é uma mulher negra e candidata à Prefeitura de Osasco, em São Paulo, pelo PSOL. Dos seis candidatos homens, Simony é a única postulante feminina e negra no município. Ela relata que, durante a campanha, sofreu ataques virtuais com mensagens LGBTfóbicas, sexistas e racistas em um grupo de Whatsapp exclusivo para trocar informações sobre a candidata. O ataque a Simony não é um caso isolado. Um levantamento feito pelo Instituto Marielle Franco com apoio da Terra de Direitos e Justiça Global contabilizou que 78% das candidatas negras relataram ter sofrido ataques virtuais no período eleitoral. De 21 a 28 de outubro, 142 mulheres negras candidatas pertencentes a 93 municípios (em 21 estados) e 16 partidos responderam a um questionário para analisar o cenário da violência política eleitoral neste ano. De acordo com o relatório, os principais autores dos ataques virtuais são grupos não identificados ...

Leia mais
Ilustração: Stephanie Pollo

Que Brasil teríamos, com mais mulheres negras no poder?

Por CFEMEA, para a coluna Baderna Feminista O Brasil já está às voltas com as eleições municipais. Mergulhadas numa crise profunda, ainda mais trágica pela crise sanitária que já matou quase 150 mil pessoas em nosso País, nos perguntamos sobre o que significa a realização de um processo como este em um contexto político marcado por um golpe e pelo fascismo crescente na sociedade brasileira. O que significa termos um processo eleitoral já com quase dois anos do governo Bolsonaro? Os movimentos feministas têm uma trajetória de monitoramento de políticas públicas e de ação junto ao Parlamento. Desde a Constituinte, organizações e movimentos incidem para aprovar legislações igualitárias e pressionar para que os marcos normativos se traduzam em políticas e serviços que alterem concretamente a vida das mulheres. Nós, do CFEMEA, atuamos nesse front e temos alertado para a presença cada vez maior de partidos políticos criados a partir de fés religiosas e para ...

Leia mais
Arquivo Pessoal

Um livro independente, escrito por uma mulher negra, sobre o sucesso de mulheres negras, entre os finalistas do principal prêmio literário do país

O título que abre este artigo já deixa evidente o que vamos falar aqui. Este texto é sobre nós, mulheres negras, sobre nossos sucessos e conquistas. Mas, antes de dar sequência, permitam que eu me apresente. Eu sou Jaqueline Fraga, pernambucana, jornalista, administradora e escritora. No ano passado, durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o principal evento literário do estado, lancei meu primeiro livro. O nome da obra, aliás, já diz sobre o que gosto de falar. E escrever. “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”. Este é o título do meu livro-reportagem. É nele que conto as histórias e sonhos e carreiras de mulheres negras que estão movendo o país. Como bem nos ensinou Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. É uma frase que, sem dúvidas, virou símbolo. Mas, mais ainda, virou ...

Leia mais
GETTY

Maioria das mulheres negras não exerce trabalho remunerado, aponta estudo

Menos da metade das mulheres negras brasileiras exerce trabalho remunerado e apenas 8% das que trabalham no mercado formal ocupam cargos de gerente, diretora ou sócia proprietária de empresas, aponta pesquisa realizada pela consultoria Indique Uma Preta e pela empresa Box1824. Segundo as responsáveis pelo levantamento, os dados mostram a importância de as empresas estarem atentas à diversidade, não apenas nos processos de seleção, mas também na evolução da carreira das profissionais negras dentro das corporações. Prevista para ser lançada nesta quarta-feira (28), a pesquisa "Potências (in)visíveis: a realidade da mulher negra no mercado de trabalho" ouviu 1 mil mulheres negras, com idades entre 18 e 65 anos, entre março e setembro deste ano. Das entrevistadas, 54% não exerciam trabalho remunerado e, destas, 39% estavam em busca por emprego. "Apesar de a população negra ser a maioria da população, ela é ao mesmo tempo a mais subutilizada e mais desocupada. ...

Leia mais
Foto: Mídia Ninja/CC

Precisamos de mais mulheres negras na politica!

Estamos diante de mais uma eleição só que agora a nível municipal, e ainda que os tempos difíceis que viemos passando parecem não ter mais fim, é preciso termos um pouco de esperança neste momento. Esperançar no sentido freiriano da palavra, o quer dizer ir à luta, construir coletivamente possibilidades de um futuro melhor, e será no campo das disputas políticas que juntos iremos pavimentar o caminho em direção a esta realidade. Apesar dos efeitos trágicos que uma pandemia tem nos submetido, os últimos anos no país tem sido de grandes ataques a democracia e aos direitos sociais, tão importantes para o desenvolvimento digno da sociedade civil, além das constantes violências contra minorias e do genocídio da população negra. Os ataques a estes direitos que foram conquistados por meio de muitas lutas, fazem parte da agenda neoliberal implantada por governos de direita que tem ocupado o poder. E o que ...

Leia mais
Getty Images/Brittany Theophilus

Pelo direto a desaguar: uma carta para as meninas-mulheres negras

Queridas irmãs, Como vocês, aprendi, ainda menina, que a fragilidade não era algo reservado às mulheres negras. Como vocês, entendi que o adjetivo “frágil”, que a sociedade racista e patriarcal atribuiu às mulheres, nunca nos representou. Sojouner Thuth, nossa ancestral, em seu discurso mais conhecido “E eu não sou mulher?” (1851) questionou: “ Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim? Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer ...

Leia mais
Cineasta e professora Edileuza Penha de Souza — Foto: Lauro Vasconcelos/Seduc-MA

Filme brasiliense que conta histórias de mulheres negras é premiado em festival internacional

O filme brasiliense "Filhas de Lavadeiras" conquistou o júri da 25ª edição do Festival É Tudo Verdade – um dos eventos mais importantes para o cinema documental da América Latina. A produção deu à professora do Instituto Federal de Brasília (IFB) e cineasta, Edileuza Penha de Souza, o prêmio de melhor curta-documentário., O filme conta a história de mulheres negras que, graças ao trabalho árduo de suas mães, puderam ir para a escola. Ele é inspirado na obra de Maria Helena Vargas, mulher negra que foi escritora, pedagoga e professora, e que viveu em Brasília. O resultado do festival saiu no domingo (4). A professora de audiovisual do IFB do Recanto das Emas foi a única mulher negra, em sua posição, premiada neste ano. "Não sei se sou a primeira mulher negra premiada no Festival É Tudo Verdade em 25 anos. Nesse, eu sei que sou a única mulher negra”, ...

Leia mais
Getty Images

Brasil é nação construída em estupro de mulheres negras e indigenas por brancos europeus, aponta estudo

A maior pesquisa de genoma está sendo realizada no Brasil a fim de desenvolver a base de dados genéticos mais abrangente disponível sobre a população. O projeto “DNA do Brasil” anunciou a iniciativa há nove meses e já está entregando seus primeiros resultados, que espantou muitas pessoas pela herança desigual que eles simbolizam. Este gráfico me deixou absolutamente chocado pic.twitter.com/MkLn1h1wCN — Cientista no jardim (@carloshotta) October 1, 2020 Da meta de analisar 40 mil brasileiros, os pesquisadores já completaram o sequenciamento do genoma de 1.247. Os voluntários são de todas as partes do país, o que inclui desde comunidades ribeirinhas na Amazônia até moradores da cidade de São Paulo. De acordo com os dados, 75% dos cromossomos Y na população são herança de homens europeus. 14,5% são de africanos, e apenas 0,5% são de indígenas. Os outros 10% são metade do leste e do sul asiáticos, e metade de outros locais da ásia. Com o ...

Leia mais
Cidinha Raiz, pré-candidata a vereadora pelo Podemos em SP: primeira negra a disputar uma vaga no Senado pelo estado em 2018
(Foto: Imagem retirada do site Universa)

Mulheres negras na política: “Verba vai primeiro para loiras de olho azul”

Desde que a primeira mulher negra foi eleita para um cargo político no Brasil (Antonieta de Barros se elegeu deputada estadual em Santa Catarina, em 1935), o país caminhou pouco. Passados 85 anos, mulheres negras não chegam a 1% das assembleias legislativas e a 5% das câmaras de vereadores. Nas prefeituras do país, também são subrepresentadas: 3% ocupam o cargo máximo dos executivos municipais. Não há uma sequer comandando uma capital. Os números escancaram a falta de representatividade, uma vez que elas compõem 25% da população brasileira. Em 2020, nas eleições para câmaras de vereadores e prefeituras, há maior mobilização por parte de possíveis candidatas, de coletivos para ajudá-las nas campanhas e de partidos para aumentar o quadro de candidaturas. Mas por que há tão poucas mulheres negras na política brasileira? E por que é importante que esses números aumentem? Universa conversou com pré-candidatas e nomes experientes para responder a ...

Leia mais
Foto: Heloise Hamada/G1

Mulheres negras enfrentam barreiras para sustentar candidaturas

Apesar dos registros existentes de eleições no Brasil ocorrerem desde o período colonial, as eleições diretas e democrática tem história recente. A primeira eleição em território brasileiro aconteceu em 1532, de forma indireta, com regras compiladas de Portugal. Determinavam a escolha das pessoas que ocupariam os cargos da Câmara Municipal e que seriam responsáveis pela administração das vilas coloniais. Somente os denominados homens bons podiam votar e, ser votados. (Grupo de homens que possuíam alguma linhagem nobre ou que possuíam algum negócio de importância). Em 1824 no período monárquico, além do voto não ser secreto, somente os homens livres, maiores de 25 anos e ricos poderiam votar. Por que faço esta abertura? As eleições no Brasil, é marcada por um passado com profundas exclusões e alterações de ordem conjuntural, mas trazem sequelas do sistema escravagista, apontadas de forma direta nas regras e resoluções tomadas internamente por vários partidos políticos que ...

Leia mais
Ilustração: Caio Baldi

Oportunidades para mulheres negras cis e trans!

Mulheres negras cis e trans: queremos vocês no nosso projeto! O Museu da Vida torna público o processo seletivo de duas profissionais de nível superior e uma bolsista graduanda para atuar no projeto “Meninas negras na ciência: a divulgação científica como estratégia de promoção da saúde, cidadania e empoderamento”. A proposta é potencializar o trabalho educativo-cultural do Museu com escolas e organizar atividades para 25 meninas negras, estudantes de escolas públicas dos territórios de Manguinhos, Maré, Jacarezinho e Complexo do Alemão, cursando o ensino médio. Para atingir os objetivos do projeto, serão utilizadas diferentes estratégias, como rodas de conversa, cine-debates, palestras, dinâmicas e apresentações artísticas. Queremos montar uma rede colaborativa de trabalho, que será construída com a participação de cientistas e movimentos sociais. As atividades serão realizadas de modo remoto e/ou presencial, conforme as diretrizes do Plano de Contingência da Casa de Oswaldo Cruz, em linha com as determinações das autoridades sanitárias do país e da própria Fiocruz para ...

Leia mais
Elsimar Coutinho (Foto: Adilton Venegeroles/Ag. A Tarde)

Elsimar Coutinho e o domínio sobre o corpo de mulheres negras e seus filhos

No turbilhão de conteúdos que lotaram as redes sociais no último final de semana sobre a sucessão de violências sofridas pela criança, uma menina de 10 anos, do Espírito Santo, vítima da monstruosidade criminosa do tio, da burocracia machista do Estado e do fanatismo religioso, que tentou impedir a esperança dela ainda viver um pouco da infância, como criança que é, dois conteúdos chamaram muito atenção. Primeiro uma charge que expressa a hipocrisia e a seletividade de quem se diz lutar pela vida. Outro, mais espantoso, foi um tuíte que recomendava como forma de convencimento àquelas pessoas que se encontravam na porta do hospital, acusando médico e criança de assassinos: digam que esse ser gerado do estupro poderá crescer e se tornar um marginal. Pronto, será suficiente para que eles preguem a morte. O tuíte, em outras palavras, expressava essa ideia, relacionada diretamente ao exercício que a sociedade vem fazendo ...

Leia mais
FOTO: tumblr.com

A distopia do cuidado no brasil opera no corpo das mulheres negras

O corpo negro é um corpo encruzilhada. Sua existência é plena realização dinâmica entre a decisão e o sacrifício. Douglas Malûngu   Cuidado com conceito A abordagem deste ensaio reconhece as múltiplas possibilidades de conceitos e definições que versam sobre cuidado. No entanto, aqui nos interessa lançar mão de algumas lentes com capacidades multidisciplinares para destacar lugares específicos de interação das mulheres negras e suas relações com a organização social do cuidado bem como a própria economia do cuidado. Tal abordagem se impõe com urgência, já que se dá em contexto da pandemia do novo coronavírus no Brasil e se soma aos resultados da combinação entre divisão racial e divisão sexual do trabalho, que, conformada a partir do momento colonial e de duração perene, apresenta como naturalmente associados raça, trabalho e sexo. Dou início a esse texto ao analisar, primeiramente, a categoria care e localizá-la no tempo e espaço. Afinal, dissecar os termos ...

Leia mais
Página 1 de 318 1 2 318

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist