sexta-feira, março 5, 2021

Resultados da pesquisa por 'mulheres pretas '

Divulgação

‘Sementes: Mulheres Pretas no Poder’ abre estreia do primeiro cine coletivona no Museu da Maré

Construído na Maré há dois anos, a ação Coletivona lança dia 31 de janeiro às 17h o Cine Coletivona, seu novo braço artístico e social.  Como abertura da primeira fase do novo projeto, que tem como tema "Origens e Novos Caminhos", acontece a exibição do documentário “Sementes: Mulheres pretas no poder”, de Éthel Oliveira e Júlia Mariano. O filme acompanha o levante de Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone, mulheres negras da política, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. O longa-metragem será exibido gratuitamente através do canal de  YouTube do Museu da Maré - e seguido de debate com a curadora do evento, a jornalista e diretora Andrea Cals. “O evento propõe uma reflexão a partir de cineastas que já vem resgatando esse precioso olhar para nossa ancestralidade, a fim de construir novas trilhas. Por isso, estamos com o objetivo de realizar um festival que coloque o cinema feito por mulheres negras em ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Mulheres pretas acadêmicas

Seguindo os últimos textos, onde destaquei algumas mulheres que seguem inspirando outras mulheres, hoje vou utilizar esse espaço para falar de duas mulheres negras e acadêmicas, que são imbatíveis. O espaço acadêmico definitivamente não foi pensado para mulheres negras. Isso em um contexto de diáspora, porém nós resistimos e existimos nesse lugar. Pensar a existência de mulheres negras ocupando cadeiras em lugares de conhecimento, formulando conhecimento, propagando ideias e sendo visíveis, não é algo comum e entendido como natural. Atualmente tem ocorrido mais, porém não com facilidade. Conquistar esses espaços, como a academia é resultado de uma corrida desigual, árdua, e incansável de mulheres como eu e tantas outras irmãs para conquistar objetivos, obter glórias, ou até simplesmente, sobreviver com dignidade em meio às desigualdades. árbara Carine fundou a Escolinha Maria Felipa, em Salvador (BA)Imagem: Acervo Pessoal Nesse caminho de resistência e ocupação de mulheres negras, ...

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Foto: Divulgação / CP

A intencional perversidade que causa rivalidade entre mulheres pretas lightskin e mulheres retintas: a história de Annie Malone vs Madame C.J. Walker

Madame C.J Walker teve sua estréia no Netflix dia 20 de março e causou o maior barulho nas redes sociais, as criticas foram maravilhosas. Elaborada em quatro partes, a minissérie exaltou o legado de C.J. Walker, tão bem interpretada por Octávia Spencer. Por Sayuri Hope, do Notícia Preta Assim que assisti a série, já sai propagando, pois também fui encantada pela história; mas como boa curiosa que sou fui atrás da direção, da família que sobrou da protagonista e fui descascando as camadas da história, por pura vontade de saber mais sobre a primeira mulher preta milionária dos Estados Unidos e que inclusive está no Guinness Book of World Records. Imaginem a minha surpresa quando descobri que Addie Monroe, interpretada pela atriz Carmen Ejogo (uma mulher preta Lightskin), era inspirada em Annie Malone, uma empresária, inventora e filantropa afro-americana retinta… vamos conhecer agora sua história! Por que mostrar a rivalidade ...

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Djamilas, Silmaras, Marielles: mulheres pretas que movimentam as estruturas do mundo

Sistemas de opressão são alicerçados pelas intersecções de: raça, classe e gênero, capacidades físicas e mentais na sociedade por Márcio Anastácio no Jornalistas Livres imagem-Jornalistas Livres Se tem um movimento no Brasil que hoje tem inspirado mulheres ativistas no mundo inteiro , lançando curiosidade na imprensa internacional e organizações ativistas, ele denomina-se feminismo negro. Historicamente construído pelo movimento das Panteras Negras na década de 70 nos Estados Unidos, é também disseminado no meio acadêmico brasileiro como feminismo interseccional. O conceito de intersecção, cunhado pela professora norte americana Kimberlé Crenshaw em 1989 respalda-se na visão de que as mulheres experimentam a opressão em configurações variadas e em diferentes graus de intensidade. Deste modo,os sistemas de opressão são alicerçados pelas intersecções de: raça, classe e gênero, capacidades físicas e mentais na sociedade . Por isso, a mulher negra em atual contexto de avanço conservador nos últimos 3 anos ...

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Zona AGBARA exorciza esteriótipos impostos a mulheres pretas e gordas

Objetivo é promover a visibilidade e valorização da produção artística de mulheres pretas e gordas, tendo a Dança como ferramenta de transgressão e afirmação estética e social   por Anderson Hebreu, do  Noticiário Periférico   “AGBARA” no dialeto Yourubá significa potência e força. Um nome significativo e simbólico que batizou o novo projeto idealizado pela artista da dança Gal Martins. Ela juntou-se a Dandara Gomes, Luciene Barros e Fabiana Pimenta para criar a Zona AGBARA, um grupo de mulheres que expressam seus sentimentos pessoais e artísticos através da criação em dança como principal ferramenta de transgressão e afirmação estética e social. O propósito da Zona AGBARA é dar visibilidade e valorização a produção artística de mulheres pretas e gordas, para isso cria-se o Grupo de Pesquisas, Diálogos e Performances, onde serão discutidos diferentes temas relacionados o universo dessas mulheres.   O primeiro deles acontece no dia 11 de fevereiro, das ...

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Mulheres pretas que movimentam #11 – Katiúscia Ribeiro

Professora de Filosofia, poetisa, formadora, educadora. Katiúscia Ribeiro é mulher preta em essência. O sentido de comunidade que tento resgatar em vida foi ela que me ensinou. Essa foi uma das entrevistas mais aguardadas por mim e sabem a pergunta que estou fazendo sobre a mulher preta que todo mundo deveria conhecer? Ela é uma das minhas respostas. Não se sai de um a conversa/bate-papo/diálogo com a Katiúscia sem uma troca rica e engrandecedora. Poderia ficar rasgando muitos elogios para ela, mas paro por aqui pra vocês conhecerem melhor. Por  Karina Vieira, do Meninas Black Power  MBP - Quem é você?  Katiúscia Ribeiro - Mulher preta de Asè , de luta preta em luta preta! MBP - Como se deu a descoberta da sua negritude? KR - Venho de uma família de militância preta. Meu avô era da Frente Negra Pelotense, me levava em reuniões desde de criança; minha mãe, ativista ...

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Mulheres pretas que movimentam #10 – Silvana Bahia

Coordenadora de comunicação do Olabi, mestranda em Territorialidades na UFF, comunicadora do KBELA - filme mais babadeiro de 2015 - e AFROFLIX, o canal de produção audiovisual feito por pretas e pretos. Sil Bahia é a cara da comunicação (eu enquanto comunicadora me espelho nela ❤). Com uma sagacidade incrível e discutindo espaço e disputa de narrativa, ela nos mostra que lugar de preta é onde ela quiser. por Karina Vieira no Meninas Black Power MBP - Quem é você?  Sil Bahia - Eu sou a Silvana Helena Gomes Bahia, mulher, negra, sonhadora, filha da Edinair e do Léo, irmã do Leozinho. Comunicadora social, curiosa, trabalhadora e em constante transformAÇÃO. Apaixonada por histórias, narrativas e pelas pessoas que encontro no caminho. Leonina com ascendente em áries e lua em sagitário.   MBP - Como se deu a descoberta da sua negritude?    SB - Acho que a descoberta da minha negritude se deu desde que nasci. A minha relação ...

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Mulheres pretas que movimentam #5 – Luciane Dom

Luciane Dom impressiona quando começa a cantar. Com voz potente, ela é uma daquelas surpresas boas, que quando a gente escuta não quer mais parar. Acaba de lançar seu primeiro clipe, esse num plano sequência incrível e de rara beleza. Por Karina Vieira Do Meninas Black Power MBP - Quem é você? Luciane Dom - Sou Luciane Dom, uma mulher bastante questionadora e argumentativa. MBP - Como se deu a descoberta da sua negritude? LD - Descobri minha negritude desde criança. Meus pais sempre se preocuparam em conversar comigo sobre identidade, apesar de na época não entender nada disso. Eu tive bonecas pretas, sempre usei tranças, a música que ouvíamos era música gospel americana, então cresci ouvindo aqueles corais negros e me sentia representada. Eu estudei em um colégio particular na infância e a maioria dos alunos eram brancos; meu apelido era "apagão" e "peste negra"... Logo, toda semana eu denunciava ...

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Agência Brasil/EBC

Mulheres pretas

Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme "Xica da Silva', tece ventos que suavizam nossa face. Há coisas que marcam a existência, e sutilezas, como delicado palimpsesto, tatuado em camadas na nossa memória e nossa pele. Vai um caso. Em 2020, minha neta Alika, hoje com três anos, foi "pega" pela mãe batendo panelinha da janela da casa onde mora, no bairro do Méier, no auge dos protestos contra Bolsonaro (me recuso a chamar de presidente). A precocidade está no sangue das mulheres pretas. E não se aplica só a Alika, mas a todas as mulheres. Elas combateram à escravidão, de dentro da senzala e da casa-grande, onde já se perpetravam estupros coletivos, e, na resistência, o feminicídio. Na luta das letras, nada justifica o apagamento de Maria Firmina dos Reis e Carolina Maria ...

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Divulgação

Live terá como tema a Campanha Julho das Pretas – “A vida de meninas e mulheres negras importam”

A Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, lança na próxima quarta-feira (01.7) a Campanha Julho das Pretas - “A vida de meninas e mulheres negras importam”. O evento será realizado por meio de transmissão ao vivo, a partir das 15h, simultaneamente nas páginas oficiais do Governo do Estado no Facebook e Instagram. A campanha tem como objetivo colocar em evidência o debate sobre as políticas públicas de enfrentamento ao racismo, aos preconceitos e a todas as formas de violação de direitos, reafirmando o protagonismo e a participação das mulheres negras nos espaços políticos. Esse é o segundo ano que o Governo do Estado realiza uma campanha dedicada especialmente às mulheres negras, em alusão ao dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-Americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em Mato Grosso do Sul, a lei nº ...

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Chester Higgins

Hub das Pretas promove encontro de mulheres jovens negras em Brasília

Sankofa é um símbolo Adinkra em formato de pássaro de duas cabeças. Segundo a mitologia de Gana e região da África ocidental, simboliza uma volta ao passado para resignificar o presente. O pássaro tem uma cabeça voltada para o passado e outra cabeça voltada para o futuro. Uma inspiração perfeita para as atividades promovida pelo Hub das Pretas, que faz parte do projeto ‘Mulheres Jovens Negras Fortalecidas na Luta contra o Racismo e o Sexismo’. A ideia toda do projeto é justamente compreender as demandas de outrora para dialogar com o presente, como um espaço de articulação para aquilombar, ou seja, organizar mulheres negras de forma política. Sankofa! Do Inesc E vamos aquilombar em Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, alem do espaço virtual, com a criação de uma rede de cyberativistas negras. Neste fim de semana, é a vez das jovens mulheres negras de Brasília, com a ...

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‘Mulheres Pretas’ ocupam Itaquera com cultura e empoderamento

Evento conta com apresentação do grupo Batekoo e da rapper Lei di Dai Do Catraca Livre  Se tem uma coisa que mulher tem é poder! E é nesse clima que no sábado, dia 26, rola muito empoderamento negro e sonoridade com o "Mulheres Pretas: Arte, Cultura e Resistência na Quebrada". O evento ocorre das 10h às 22h, na Cohab José Bonifácio, em frente ao Espaço Cultural Reação Arte e Cultura, em Itaquera, zona leste. A entrada é Catraca Livre. Como parte das celebrações pelo mês da Consciência Negra, o "Mulheres Pretas" busca valorizar a arte produzida por mulheres negras, por meio de uma grande festa com atrações musicais e roda de conversa. E tem, para completar, feira com exposição de produtos, artesanato e livros produzidos por mulheres da região. Dentre as atrações, o evento apresenta o grupo de rap A’s Trinca e as batidas dançantes com letras conscientes  de Lei di Dai, todas moradoras da periferia ...

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Manifesto Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas

Nós, ADELINAS - Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas, da grande São Paulo, formado em julho de 2015, por mulheres pretas e por elas representadas nos seus fenótipos negros: tonalidades de pele, texturas de cabelos, diferentes corpos e experiências comuns de opressão histórica. Do Coletivo Adelinas Por unanimidade, aprovamos e tornamos público o presente MANIFESTO: Quem é Adelina Sabe-se que a “Adelina, a charuteira” foi uma escravizada e abolicionista maranhense. Seu pai e proprietário prometeu libertá-la, mas não cumpriu a promessa, garantindo apenas que Adelina fosse alfabetizada. Enquanto escrava de ganho, Adelina vendia charutos por toda a cidade, inclusive para estudantes, tendo a oportunidade de assistir a comícios abolicionistas no centro da cidade. Pela facilidade com que andava pelos espaços, Adelina teve grande importância nesse movimento abolicionista por ser informante das ações da policia contra os ativistas, além de também ajudava na fuga de escravizados. Quem somos Somos oriundas das trajetórias ...

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Julho das Pretas: Seminário debate a participação das mulheres negras na política

Nos dias 23 e 24 deste mês, o Julho das Pretas promove o seminário ‘A Participação das Mulheres Negras na Política: Estratégias e Desafios’, o evento será no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador. Além de debater a situação da mulher negra no ambiente político, serão abordados assuntos como o racismo, a violência e a posição no poder. As inscrições para o seminário podem ser realizadas através do email: [email protected] e [email protected] Participarão da mesa de discussões nomes expressivos do movimento de mulheres negras, como a primeira ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Mathilde Ribeiro; a coordenadora do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte, Benilda Brito; a Coordenadora Executiva do Odara – Instituto da Mulher Negra, Valdecir Nascimento; além de figuras importantes do cenário político baiano como, por exemplo, a Ouvidora da Defensoria Pública do Estado, Vilma Reis; a Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Olívia Santana e a ...

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marcha das pretas

Em São Vicente, mulheres participam da 1ª Marcha das Pretas

Um grupo de mulheres da Baixada Santista se reuniu na Praça Coronel Lopes, em São Vicente, para chamar a atenção das autoridades para o preconceito que sofre a mulher negra. Durante a manifestação, denominada a 1ª Marcha das Pretas, elas celebraram o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, lembrado nesta segunda-feira. "Ainda hoje, as mulheres negras sofrem com o machismo e o racismo. Elas têm dificuldade para entrar e se manter no mercado de trabalho. Não recebem os mesmo salários das mulheres brancas nem têm as mesmas condições de trabalho. Por isso, o nosso principal objetivo era fazer uma manifestação cultural que lembrasse essa data e conscientizasse as pessoas sobre o racismo e o machismo", afirma Andreia das Graças, do Educafro (projeto que tem como missão incluir a população negra e pobre nas universidades), e uma das organizadoras da manifestação. O nome Marcha das Pretas, escolhido a dedo pelas ...

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Carteira de trabalho Foto: Agência O Globo/Jornal Extra

Mulheres negras trabalham mais que os homens em funções não remuneradas em AL, diz IBGE

Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta quinta-feira (4), mostra que as mulheres negras alagoanas dedicam uma média de 21,7 horas semanais ao trabalho não remunerado, enquanto que os homens brancos e os negros dedicam quase metade desse tempo: 11,6 horas. O IBGE entende como trabalho não remunerado aquele representado no estudo pelos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos. O levantamento feito em 2019 faz parte da pesquisa “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e outros levantamentos. O resultado revela ainda que Alagoas segue a tendência observada para a média Brasil, segundo a qual as mulheres pretas ou pardas dedicavam 22 horas semanais contra as 10,9 horas semanais dos homens brancos. Na análise com os demais estados do país, os homens brancos alagoanos, ao lado dos fluminenses, eram os que mais ...

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Foto: AdobeStock

“Sua raça é resistente à dor”: mulheres relatam racismo em atendimentos médicos

“Agora eu uso a desculpa da pandemia, mas na verdade o buraco é bem mais embaixo”. É desse modo que a estudante universitária Jé Hámãgãy, 23 anos, justifica o fato de estar evitando ir a médicos desde que o seu filho nasceu, há pouco mais de seis meses. Uma “desculpa”, como ela mesma diz, já que foi durante a pandemia que ela fez todas as consultas e exames de pré-natal, em hospitais públicos da Região Metropolitana de BH. Mas foi justamente nessas ocasiões, que Jé vivenciou uma série de situações racistas, que reviveram novos e velhos traumas de toda uma vida em atendimentos médicos. “São vários episódios, mas durante a gravidez foi pior. A médica disse que era muito cedo para eu estar grávida, não fez nenhum exame para comprovar se eu estava ou não gestante, e me fez pagar uma endoscopia urgente para o enjoo e desconforto no estômago. ...

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Nadia Snopek/Adobe

Janeiro branco e as demandas pretas

A típica frase: “Ano novo, vida nova” nunca foi tão descontextualizada considerando as experiências pandêmicas começadas em 2020. Quiséssemos que ao final da contagem regressiva o vírus fosse exterminado automaticamente ou que uma vacina fosse a primeira dose “tomada” no lugar do gole de espumante.  Mas é a vida real e falamos de sobrevivência e, para os negros, a pandemia do Covid-19 veio como agravante às diversas lutas desiguais diárias. E por isso, é indispensável, no mês de janeiro ao pensar a saúde mental e emocional das pessoas, dar enfoque mais acentuado à população preta pela somatização aguda de sintomas oriundos das mais diversas carências e ausências de condições sociais e psicológicas negadas e não garantidas a essa população, além do racismo de cada dia. Fosse simples na prática(re)escrever uma história como propõe o cerne contextual de um novo ano que inicia, para os negros funciona diferente, pois sempre  falta ...

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Foto: Valdecir Galor/SMCS

Mulheres são as maiores vítimas da pandemia no mercado de trabalho

Em termos gerais, toda a população sofre com as consequências do isolamento social e da quarentena impostos pela pandemia, mas nem todos com a mesma intensidade. Números da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) revelam uma desigual distribuição dos danos causados pelo vírus. As mulheres representam quase a metade dos chefes de família no Brasil (49,5%) e dependem muitas vezes de diversos apoios para poderem exercer seus ofícios, seja na contratação de outra mulher, doméstica, seja na existência de creches e escolas onde possam deixar seus filhos. Toda a rede de apoio está comprometida pelo isolamento social e a mulher, mesmo que deseje ou necessite, não consegue voltar ao mercado de trabalho. Na desigualdade de gênero estrutural, ela ganha menos que o homem, disputa as vagas menos qualificadas no mercado e quando há crise são as primeiras a perder postos de trabalho. O que a PNAD de ...

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Dandara Manoela - Foto: Bolívar Alencastro

Dandara Manoela convoca todas as Orixás femininas em “Pretas Yabás”

A cantora e compositora catarinense Dandara Manoela convoca todas as Orixás femininas em seu novo single, “Preta Yabás”. A canção é uma grande exaltação à potência e ao protagonismo da mulher negra. De forma poética, exalta sua resistência e ancestralidade. Dandara Manoela - Foto: Bolívar Alencastro "A música ‘Pretas Yabás’ aborda o deslocamento simbólico das mulheres negras da base da pirâmide social, do lugar mais silenciado e negligenciado, para o centro, o foco. Faz menção ao espaço que elas vêm ocupando, com muito esforço e luta diária, para serem ouvidas, terem mais acessos e direitos garantidos", explica Dandara Manoela. "A música é um lembrete de que todas as mulheres negras são rainhas, eram em África e continuam sendo aqui”, complementa Renata Schlickmann, produtora executiva do projeto. Dandara Manoela - Foto: Bolívar Alencastro A produção musical é assinada por Érica Silva (Mulamba). "’Pretas ...

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