sexta-feira, setembro 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'origens'

    Mais de 12 milhões de africanos foram transportados à força de um lado ao outro do Atlântico para trabalhar como escravos nas Américas (Imagem: Reuters)

    Mapeamento genético revela novas origens de escravizados no Brasil

    Com base em amostras de DNA de 50,2 mil pessoas nas Américas e na África, coletadas de um banco de dados de milhões de amostras de empresas e projetos genômicos, pesquisadores da companhia 23andMe e da Universidade de Leicester (Reino Unido) traçaram um paralelo entre o perfil genético de descendentes de escravizados e os documentos históricos disponíveis sobre a escravidão. Os resultados foram publicados no periódico American Journal of Human Genetics. Muitas das conclusões dos pesquisadores se aplicam à população afrodescendente do Brasil. A maioria das conclusões é consistente com o que historiadores já sabiam a partir dos registros históricos dos navios que transportavam os escravizados, mas a análise genética traz novidades. Ubuntu: o que significa filosofia africana e como pode nos ajudar nos desafios do hoje "O deslocamento forçado de mais de 12,5 milhões de homens, mulheres e crianças da África para as Américas entre 1515 e 1865 teve ...

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    © REUTERS / Amanda Perobelli

    As origens e lógicas ignoradas do racismo policial

    O Brasil não teria negros em 2012. A previsão foi apresentada no 1º Congresso Mundial das Raças, realizado em Londres no ano de 1911. “No espaço de um século, os mestiços desaparecerão do Brasil, fato que coincidirá com a extinção paralela da raça negra entre nós”, argumentou o antropólogo João Batista Lacerda. O então diretor do Museu Nacional representava o país no evento, a convite do então presidente Hermes da Fonseca (1910-1914), 23 anos após a assinatura da Lei Áurea. Sua tese pressupunha que a força do “sangue branco” diluiria o “sangue negro”. Sem a chegada de novos africanos, portanto, o embranquecimento em curso como política de Estado levaria ao resultado calculado. O antropólogo levou uma pintura para ilustrar esse processo. “Redenção de Cam”, do espanhol Modesto Brocos, retrata a alegria de uma avó negra pelo neto recém-nascido, de pele clara, no colo da mãe mestiça. Ao lado aparece o ...

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    Ilustração Victor Amirabile

    De onde viemos? Exames de ancestralidade genética ajudam a revelar as origens étnicas do Brasil

    Teste ajuda a trilhar os caminhos de um país miscigenado e recheado de conflitos raciais – e desvendar o seu passado familiar (através da saliva) no GQ Ilustração Victor Amirabile Cresci escutando histórias de família através dos relatos de meus avós e minha tia Izabela, irmã de minha mãe. Ela possui um arquivo precioso de fotos que remetem ao início do século 20 e uma memória de fazer inveja. Esses relatos, que fazem parte da cultura oral dos povos africanos, eram minhas fontes para tentar encontrar as origens de uma família predominantemente negra. Conseguia formar, com esforço, uma árvore genealógica até meus bisavós maternos e paternos. De onde vieram? Qual teria sido o porto na costa africana que foi o último ponto da Terra-Mãe visto por um parente consanguíneo? Teriam eles dado sete voltas em torno da árvore do esquecimento (gesto religioso que os fazia “esquecer” ...

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    Taís Araújo
Imagem: Fábio Rocha /TV Globo

    Taís Araújo sobre os cabelos crespos: “Me apropriei das minhas origens”

    Taís Araújo falou sobre assumir os seus cabelos crespos em entrevista ao jornal O Globo, realçando como a sua transição capilar ocorreu por acidente, e como o costume de esconder este tipo de cabelo veio desde a infância. No Universa Taís Araújo (Imagem: Fábio Rocha TV Globo) "A minha mãe passou henê no cabelo da minha irmã quando ela tinha 3 anos. Ela só soube como era o cabelo dela de verdade aos 47!", comentou. "Como meu cabelo era menos crespo, passei depois pela fase do alisante e só comecei a transição capilar por acidente". "Eu usava um aplique em uma novela, caiu uma mecha, fiquei com medo e me assumi. Mas hoje entendo que assumir o cabelo do jeito que ele é, apropriar-se das suas origens, é honrar sua ancestralidade", continuou. "Porque a história do Brasil é o tempo todo a negação de ser brasileiro. ...

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    Preconceitos e notícias falsas marcam origens do antissemitismo na Alemanha já no século 19

    Estudo mostra situação dos judeus no país e como eles lutaram contra o antissemitismo já predominante naquele período Por Antonio Carlos Quinto e Beatriz Abdalla, Do Jornal da USP Cidadãos lendo o jornal antissemita Der Stürmer na cidade de Worms, Alemanha em 1935. Foto: Wikipedia/CC-BY-SA 3.0 A ruptura familiar causada pela imigração de judeus fugitivos do nazismo, no século 20, atingiu a família da historiadora Miriam Bettina Paulina Bergel Oelsner. Nos anos iniciais do regime nazista seus pais abandonaram a Alemanha e chegaram ao Brasil em 1935, anos antes da eliminação em massa de judeus. “Não conheci meus avós e o restante da família se dispersou!”, conta a historiadora, que teve a avó materna e demais familiares mortos nas câmaras de gás em Auschwitz, em 1942. A situação vivida por Miriam, que é filha única, foi uma das principais motivações para ela empreender um estudo na Faculdade de ...

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    As origens ideológicas do nazismo

    Cinco especialistas alemães explicam as bases ideológicas da ditadura nazista, que era centrada no racismo, no antissemitismo e no nacionalismo e contrária ao comunismo e aos sindicatos. Basta uma rápida olhada nas origens do movimento nazista para descartar completamente a ideia de que o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) fosse de esquerda, afirma o historiador Jürgen Zarusky, do Instituto para História Contemporânea Munique-Berlim. " era profundamente enraizado em tendências extremistas de direita que já existiam ao fim da Primeira Guerra Mundial", explica. Do Terra Nazistas ocupam um sindicato em Berlim, em 2 de maio de 1933 (Foto: DW / Deutsche Welle) E essa é uma posição há muito consolidada entre especialistas. "Nenhum historiador profissional classificaria a ditadura nazista como de esquerda. O Nacional-Socialismo e o conceito de volksgemeinschaft (comunidade nacional) eram antiliberais, racistas e nacionalistas", diz o historiador André Postert, do Instituto Hannah Arendt, ...

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    Tela do artista plástico Biuê exaltam a cultura africana (Foto: LAÍS MONTEIRO/  Comércio do Jaú)

    Museu traz mostra sobre origens do povo negro

    Exposição começa no dia 3 de janeiro e segue durante todo o mês; professoras ministram oficina no dia 25 Do  Comércio do Jaú Tela do artista plástico Biuê exaltam a cultura africana (Foto: LAÍS MONTEIRO/ Comércio do Jaú)   A exposição “Regando a Raiz” fica disponível a partir do dia 3 de janeiro de 2019 no Museu Municipal José Raphael Toscano de Jaú. A mostra tem o intuito de discutir a origem do negro e está organizada em três partes. A entrada é gratuita. De acordo com o diretor do museu, Fábio Grossi, a data, fora do mês de novembro, quando se discute a consciência negra, foi pensada propositalmente. “A ideia é mostrar que não é para se falar disso somente no mês de novembro, mas sempre”, comenta. A primeira parte da exposição traz obras do artista plástico Elias Gonzales, conhecido como Biuê. Em telas e estatuetas, ...

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    A estilista que olhou para suas origens e se encontrou na costura e na alfaiataria

    Shirley Sampaio abriu seu ateliê e, atualmente, vive do que mais gosta: fazer moda. “Era muito natural e eu demorei para ter esse 'start' de trabalhar com isso”, conta ao HuffPost Brasil. Do HuffPost Brasil. (Foto: CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL)Shirley Sampaio é a 69ª entrevistada do projeto "Todo Dia Delas", que celebra 365 Mulheres no HuffPost Brasil. Ficava tudo em uma caixa de sapato de papelão. Fileiras de vestidos e roupas de boneca feitas com retalhos que a mãe dava após costurar peças em casa. Aos 8 anos aprendeu a tirar medidas, fazer pequenos moldes e já criava sua própria coleção de roupas de Barbie. Levava para a escola. Era um sucesso, todas as meninas queriam saber onde ela tinha comprado. E a resposta era outra: era dela, ela mesma tinha feito e na hora do recreio começou a vender as peças exclusivas. "Causava alvoroço, era uma muvuca. Eu ...

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    Hannah Arendt explica como a propaganda se utiliza da mentira para desgastar a moralidade: percepções das origens do totalitarismo

    Pelo menos quando eu estava na escola, aprendemos o básico de como o Terceiro Reich chegou ao poder no início dos anos 1930. Gangues paramilitares aterrorizando a oposição, a incompetência e o oportunismo dos conservadores alemães, o Fogo do Reichstag . Por Josh Jones Do Pensar Contemporâneo Hannah Arendt, photographed on New Year’s Day, 1944. E aprendemos sobre a importância crítica da propaganda, a deliberada desinformação do público a fim de influenciar opiniões em massa e obter apoio popular (ou pelo menos a aparência dele). Enquanto o Ministro da Propaganda Joseph Goebbels expurgou artistas e escritores judeus e de esquerda, ele construiu uma enorme infra-estrutura de mídia que jogava, escreve PBS“Provavelmente o papel mais importante na criação de uma atmosfera na Alemanha que tornou possível aos nazistas cometer atrocidades terríveis contra judeus, homossexuais e outras minorias”. Como a minoria partidária de Hitler e Goebbels assumiu e quebrou a ...

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    Primeira Marcha das Mulheres Negras em 2015, em Brasília (Thaís Mallon/Divulgação)

    As origens do Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha

    A população negra corresponde a mais da metade dos brasileiros: 54%, segundo o IBGE. Na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas se identificam como afrodescendentes, de acordo com a Associação Mujeres Afro. Tanto no Brasil quanto fora dele, porém, essa população também é a que mais sofre com a pobreza: por aqui, entre os mais pobres, três em cada quatro são pessoas negras, segundo o IBGE. Quando se trata nas mulheres negras da região, a situação é ainda mais alarmante. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), dos 25 países com os maiores índices de feminicídio do mundo, 15 ficam na América Latina e no Caribe. Em um contexto de tanta violência, mulheres negras negras são mais vítimas de violência obstétrica, abuso sexual e homicídio – de acordo com o Mapa da Violência 2016, os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos no ...

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    9 expressões populares com origens ligadas à escravidão; e você nem imaginava

    Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo. Por Vitor Paiva Do Hypeness Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras possuem uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, possuem uma origem, ora curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro. Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia, e que hoje comunicam somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são originarias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão. Ainda que os sentidos ...

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    carlosalberto

    As origens elitistas e racistas do futebol, por Mário Rodrigues (o irmão de Nelson)

    Umas das razões pelas quais não concordo com o epíteto de “reacionário” que a direitosa adotou como verdade absoluta para se referir a Nelson Rodrigues (1912-1980), sem nunca tê-lo lido, é seu pioneirismo na denúncia ao racismo velado brasileiro. Amigo de Abdias do Nascimento (1914-2011), autor de Anjo Negro, uma tragédia sobre o racismo, Nelson questionava o mito da “democracia racial” e se indignava com o preconceito contra os negros em nosso País. “Nos Estados Unidos o negro é caçado a pauladas e incendiado com gasolina. Mas no Brasil é pior: ele é humilhado até as últimas consequências”, dizia. Vamos combinar que não tem absolutamente nada a ver com gente que defende que “não existe racismo no Brasil”. O irmão de Nelson, Mário Rodrigues Filho (1908-1966), considerado um dos maiores jornalistas esportivos de todos os tempos (o Maracanã leva seu nome), também denunciou o racismo em um grande clássico, O Negro no Futebol Brasileiro. No livro, reeditado ...

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    signnoNegros

    Origens, conceitos e sistemas racistas – por Martiniano J. Silva

      Placa da Lei Jim Crow Convidaram-me Carlos Augusto, doutorando na PUC-São Paulo e coordenador do curso de Direito da Faculdade Fama, em Mineiros; Clementina, cognome “Tina”, professora de Direito Civil e coordenadora de Prática Jurídica da mesma Instituição, para proferir aula, espécie “Inaugural”, no dia 29 de janeiro findo, para professores, alunos recém-aprovados no vestibular e veteranos, tendo como foco: “Origens, Conceito e Sistemas Racistas”. O animado evento cultural ocorreu às 19h30min, num bonito Auditório da Faculdade, na Praça José Alves de Assis, Urbe Mineirense, onde fui surpreendido com a agradável notícia de que meu livro“Racismo à brasileira: raízes históricas”, em sua 4ª edição nacional, tinha sido escolhido como leitura obrigatória da Faculdade. Emoções à parte. Auditório repleto de alegre mocidade local e brasileira, comovendo-me, com a cara-metade, Chica, a expor o assunto.   Valendo-me de algumas fontes, disse-lhes que a origem do racismo é tema polêmico e complexo, ...

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    gilbertogil

    Gilberto Gil busca por origens musicais em ‘Viramundo’

    Gilberto Gil, que afirma que a luta tem sido um contraponto à sua carreira musical de sucesso, embarca em uma viagem no filme Viramundo para buscar suas origens musicais no Brasil, na África e Austrália. O documentário do cineasta suíço Pierre-Yves Borgeaud, que usa a lente das comunidades indígenas que lutam para preservar a sua identidade cultural após o domínio colonial, estreou na noite de sábado no "Visions du Reel", um festival internacional de documentário, em Nyon, na Suíça. - Por meio de encontros musicais, nós estávamos avaliando as ligações entre os países e seus povos submetidos à dominação e colonização, que foi o caso do Brasil, Austrália e África do Sul – disse Gil a um grupo de jornalistas antes de uma sessão lotada no festival. No filme, o produtor Emmanuel Getaz acompanha Gil e seu fiel percussionista Gustavo Di Dalva em todo o hemisfério sul, da Bahia aos ...

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    Camila Pitanga (Foto: Zanone Fraissat)

    Camila Pitanga vai atrás de suas origens para viver filha de ex-escravos

    Se você é fã de Camila Pitanga, já pode começar a comemorar. A bela volta às telinhas para protagonizar Lado a Lado, a nova novela das 18h, e dar vida a Isabel, uma mulher à frente de seu tempo. Filha de um ex-escravo, Isabel vai lutar muito para conseguir sua independência, além de enfrentar duros golpes do destino ao tentar viver um grande amor com o barbeiro Zé Maria, vivido por Lázaro Ramos. "Ela é uma batalhadora, uma mulher de fibra que vai amadurecer com a sua história. Realmente não é bolinho o que ela enfrenta, ela vai se ver muitas vezes sozinha. É admirável a coragem que essa moça tem", observa Camila. Já nas primeiras cenas da novela, o público vai se encantar com a alegria e a beleza de Isabel dançando os sambas da época. Para isso, Camila Pitanga está estudando a tradição africana, como a dança dos ...

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    slavery2

    Seminário Internacional “O Percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o Regresso às Origens”

      Realiza-se a 7 de março de 2012, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, o Seminário Internacional "O Percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o Regresso às Origens". Trata-se de uma iniciativa do Instituto Marquês de Valle Flôr, no âmbito do projeto homónimo, cofinanciado pela Comissão Europeia e pelo IPAD. O projeto tem como principais objetivos apoiar a capacitação das Associações Culturais Quilombolas, promover o legado cultural Quilombola através da relação das comunidades no Brasil com as suas raízes africanas em Cabo Verde e na Guiné-Bissau. A iniciativa tem os seguinte parceiros locais: no Brasil, a Fundação Universitária de Brasília (FUBRA); em Cabo Verde, a Plataforma das ONG de Cabo Verde; na Guiné-Bissau, a Ação para o Desenvolvimento (AD). "De África para o Brasil, os escravos levaram consigo traços de uma identidade própria. Passados mais de cem anos após a abolição da escravatura negra no Brasil, ...

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    Raca Humana

    Origens e significados do termo raça

    Maria Clareth Gonçalves Reis Doutora em Educação pela UFF Pesquisadora Associada do NEAB/UFJF Capacitadora do projeto A Cor da Cultura   1. Introdução Este artigo baseia-se nas necessidades observadas durante os cursos de formação de professores para trabalhar com a Lei 10.639/03. Lei que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileiras, História da África e dos africanos nos estabelecimentos de ensino públicos e privados. Tive a oportunidade de conhecer um pouco o perfil de professores/as de alguns estados brasileiros, dentre eles: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, etc. Nessas ocasiões, percebi que parte significativa dos participantes desconhece a base do pensamento racista que, consequentemente, originou o racismo. A ideologia de superioridade e inferioridade entre os grupos humanos ainda permanece ativa em muitos pensamentos. Diante disso, surgiram algumas indagações: por que essa ideologia ainda está presente no pensamento ...

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    politicamente correto

    As origens da expressão “politicamente correto”

    Se pudéssemos resumir de forma simplificada a grande descoberta dos estudos da linguagem no século XX, o resumo seria: a língua não é um instrumento neutro. Dito assim, parece à toa. Mas quando desempacotamos as premissas e conclusões que se desprendem desse enunciado, algumas consequências se impõem para a prática política de esquerda. Não se trata só de que os sujeitos que se utilizam da linguagem não são neutros, mas que os próprios vocábulos, estruturas e entonações da língua trazem consigo uma história carregada de sentidos culturais e políticos. Não é do interesse dos que lutam ao lado dos mais fracos ignorar ou minimizar essa história. A expressão "politicamente correto" se firmou na língua inglesa como parte de uma ofensiva da direita estadunidense nas chamadas guerras culturais dos anos 1980 e 1990. Embora haja ocorrências da expressão em textos da New Left (a Nova Esquerda), foi naquelas batalhas que o ...

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    lavagem_do_bomfin

    Cineasta brasileiro busca origens da “Lavagem do Bonfim” na África

    Radicado nos Estados Unidos, o cineasta brasileiro Ivy Goulart, residente no Brooklyn (NY), viajou ao continente africano para registrar as origens de um dos principais exemplos do sincretismo religioso no Brasil: A Lavagem das Escadarias da Igreja do Bonfim, em Salvador (BA). O trabalho é continuação do documentário independente produzido por Ivy da "Lavagem da Rua 46", em Manhattan (NY), cerimônia anual que já faz parte do calendário oficial de eventos da Big Apple. "Estou gravando o documentário sobre a origem do Candomblé e da Lavagem do Bonfim. Vim para a Festa Mundial do Vodu, que acontece aqui no Benim anualmente. É do Benim a origem da religião Vodu que no Brasil se transformou no Candomblé. Muito interessante o quanto essa religião é rica em detalhes das energias da natureza humana e sua origem mais profunda da espiritualidade. As religiões: Vodu, Católica, Evangélica e Muçulmana convivem em plena harmonia na cidade de Uidá (Capital mundial do Vodu), um exemplo de tolerância ...

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    quilombolas_africa

    Descendentes de escravos africanos do Brasil regressam às origens 500 anos depois

      Bissau -  Um grupo de quilombolas do Maranhão, Brasil, descendentes de escravos africanos, chegam hoje à Guiné-Bissau para conhecerem e sentirem de perto as suas origens culturais e sociais. A visita está inserida no festival "O percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o regresso às origens", organizado pelo Instituto Marquês de Valle Flor em conjunto com três parceiros internacionais do Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau. O festival começa hoje (quinta-feira) e decorre até dia 25 e os quilombolas vão poder participar numa série de iniciativas culturais na cidade guineense de Cacheu, de onde saíram a maior parte dos africanos que foram servir de mão-de-obra escrava no Brasil. "Esta acção visa apoiar a capacitação das Associações Culturais Quilombolas, promover o legado cultural Quilombola e sensibilizar para a contribuição da cultura Quilombola para a diversidade cultural mundial", refere o Instituto Marquês de Valle Flor, em comunicado enviado à ...

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