quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Resultados da pesquisa por 'parteira'

Abaixo de Deus, só as parteiras de Santana do Riachão

“Em um momento em que o Sistema Único de Saúde (SUS), a maior política pública de saúde do Brasil e do mundo, está sendo esquartejado, contar num romance a história de como conquistamos na Constituição Federal de 1988 o ‘saúde é direito de todos e dever do Estado’ não há o que pague! E narrada por quem viveu aqueles momentos. A universalidade do SUS resulta de muita luta popular. Por Fátima Oliveira enviado para o Portal Geledés “Que o ‘Vidas Trocadas: Memórias de Médicas’ chegue logo às livrarias. Até o livro sair, conte de vez em quando em sua coluna alguns episódios pra gente usar na luta em defesa do SUS, que, pelo andar da carruagem, será grande, ferrenha e difícil, como declarou a protagonista do seu livro, a drª. Dália: ‘Nunca foi fácil fazer chegar medicina aos pobres’”. Palavras de Rina, leitora mineira que há anos acompanha minha coluna semanal em O ...

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A arte de partejar: o legado das parteiras tradicionais como herança ancestral e os impactos para a saúde das mulheres

 “No parto abençoou à minha mãe... e me curvo à minha mãe” (Tiganá Santana) Ao iniciar a escrita desse texto me vêm à memória algumas lembranças da infância no interior de Feira de Santana, onde nasci e me criei. Nas vivências dos dias em que ia para a roça (zona rural) com minha mãe, mais precisamente em Matinha dos Pretos, comunidade quilombola de onde se origina minha família materna, me recordo com carinho de “Mãe Piu”, parteira tradicional da comunidade, chamada de Mãe por todos naquela região em sinal de honra e respeito àquela que amparava as crianças que ali nasciam por suas mãos. Uma mulher negra, de baixa estatura, idosa, de andar ligeiro, fala mansa, riso fácil, e muita sabedoria; “a mãe de umbigo”. Por Cristiane dos Santos, do População Negra e Saúde Em seguida algumas cenas vêm como flashs. Estrada de chão... Um candeeiro aceso... Uma bacia de alumínio, um ...

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Tradição de parteiras deixa o Amapá entre os estados com menos cesáreas

Método secular de procedimento incentiva o parto normal. Amapá tem taxa de 66% de partos normais; índice nacional é de 45%. Do G1  A tradição secular das parteiras tradicionais no Amapá deixa o estado, ao lado de Roraima, entre os que mais realizam partos normais no país com cerca de 66% dos procedimentos, de acordo com o Ministério da Saúde. O método é o mais recomendado por passar mais segurança no procedimento para mães e bebês. A realização do processo e a atuação das parteiras no estado foram destaque na edição do Jornal Hoje de quinta-feira (22). O telejornal apresentou as parteiras tradicionais do distrito de Mazagão Velho, a 70 quilômetros de Macapá, exaltando a relação com a grávida em uma região de difícil acesso aos atendimentos regulares de saúde. Tradição de parteiras deixa o Amapá entre os estados com menos cesáreas A parteira Maria Pereira, ...

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Sobre parteiras, bruxas e hereges

Mariana queria fugir do destino de quase todas as suas contemporâneas. Não queria uma cesárea marcada para receber sua filha. Sabia da importância do trabalho de parto e do parto para a mãe e o bebê. Sabia dos riscos das cirurgias e queria evitar a cesariana se fosse possível. Era enfermeira obstetra, professora universitária e uma grande defensora da humanização do nascimento. Gozava de saúde perfeita e sonhava com um parto natural e tranquilo em sua casa, acompanhada das amigas enfermeiras com quem trabalhava e atuava. por Ana Cristina Duarte Do Lugar de Mulher Começou a sentir algumas contrações leves e estava feliz e excitada com a chegada do grande momento. Ao longo de dois dias as contrações começaram a ganhar algum ritmo, foram ficando aos poucos mais intensas e demandavam mais atenção, tal qual ela sempre ensinara às suas gestantes. Como viu acontecer inúmeras vezes em sua função de ...

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Tradição de parteiras está no centro de incentivo ao parto normal na Grã-Bretanha

Até 2011,o índice de cesarianas realizadas no Reino Unido era de 25% do total de partos. Era possível argumentar que isso ocorria não por uma preferência das mulheres britânicas por partos normais, mas porque não era dada a elas o direito de fazer uma cesariana planejada e por opção própria. Elas só podiam passar pelo procedimento se houvesse razões médicas. Por: Alexandra Nunes Mas, a partir daquele ano, a regra mudou. Gestantes passaram a ter direito de escolher a cesárea, segundo novas diretrizes do Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (NICE, na sigla em inglês). O que não mudou deste então foi a taxa de cesáreas, que permaneceu no mesmo patamar. Segundo os dados mais recentes do Health and Social Care Information Centre, órgão do governo britânico que compila informações de saúde pública, 25,5% dos partos registrados entre 2012 e 2013 foram cesáreas. Hoje, as mulheres são informadas dos ...

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Parteira de mentes brilhantes

Por: Jorge Portugal Quando ainda ensinava no pré—vestibular baiano (que saudades sinto!), ao terminar uma explicação sobre algum aspecto técnico de Redação, voltava-me para os alunos e lhes pedia quase suplicando: " agora que vocês já sabem a técnica, por favor, soltem o João Ubaldo que dorme dentro de vocês! Soltem Cecília, Clarisse, Miriam Fraga,Drummond que estão aí, loucos para sair e escrever o mais belo dos textos.Era uma risada geral, mas, num porcentual modesto, terminava acontecendo. Conto esse episódio só para lembrar que o professor não é apenas um transmissor de regras e datas mas, sobretudo, um garimpador de talentos, um parteiro de mentes brilhantes que, muitas vezes, a escola da pedagogia castradora e complicada mata no nascedouro.Para tanto, além da competência do saber e da explicação, precisa de uma bela dose de sensibilidade senão, não é educador mas,tão somente, um " vendedor de peixe". Mabel Velloso é uma ...

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Apresentação de grupo de marabaixo empolga público do II Encontro das Parteiras

Durante o intervalo das palestras do II Encontro Internacional das Parteiras, nesta sexta-feira, 25, no Cetal Ecotel, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) trouxe o grupo "Ancestral", que fez uma apresentação da cultura do marabaixo e batuque. Na ocasião, 10 integrantes tocaram e cantaram músicas tradicionais de marabaixo, como "Negro" e "Rosa Branca Açucena". Os presentes foram contagiados pela alegria dos artistas, que fizeram questão de participar da dança e brincaram com as cantigas que foram rimadas com o tema do dia (as parteiras). A secretária da Seafro, Marilda Leite, disse que a intenção da vinda do grupo foi mostrar para os presentes um pouco da cultura do povo amapaense. "Estamos com um público que veio de longe, como mulheres ribeirinhas, a imprensa nacional e turistas. Alguns apenas tinham ouvido falar da nossa cultura, e não assistiram a uma apresentação de marabaixo", explicou a secretária.     Fonte: ...

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Bebês do campo contam com ajuda de pelo menos 6 mil parteiras

Em PE, 900 nascimentos ocorrem por ano pelas mãos dessas mulheres. 98% dos partos no Brasil são feitos em hospitais.     Embora 98% dos partos no Brasil ocorram em hospitais, a figura das parteiras ainda é muito respeitada e está presente em muitas regiões. Só no estado de Pernambuco, por exemplo, todos os anos nascem por volta de 900 bebês no campo com a ajuda dessas mulheres. Embora o trabalho delas esteja presente em todos os estados, o Ministério da Saúde não tem informações sobre quantas parteiras atuam no país. Já a organização não-governamental Cais do Parto, com sede em Olinda, possui o cadastro de seis mil, espalhadas pelo Espírito Santo, norte de Minas Gerais e nos estados das regiões Norte e Nordeste. Por reconhecer que ainda existe espaço para o trabalho das parteiras, desde 1991 o Ministério da Saúde desenvolve um programa de qualificação dessas mulheres.   Apenas ...

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Parteira quilombola luta por melhor condição de acesso à saúde

Fonte: Blog do Planalto - Josefa Maria da Silva é parteira há 55 anos e ama o que faz. Jamais ganhou um centavo pelo seu trabalho mas isso nunca foi motivo para desistir. Sem saber ler ou escrever, a sergipana Zefa da Guia, como é conhecida, já ajudou no parto de mais de 5 mil brasileiros. Com os conhecimentos dos seus ancestrais quilombolas, faz partos de mulheres que vivem em locais isolados ou em pequenas comunidades, onde os médicos não vão.   Vive em Serra da Guia, um quilombo de cerca de 200 famílias do município de Posto Redondo de onde tirou o sobrenome que gosta de usar.   Pela relevância do seu trabalho, foi escolhida para representar os movimentos sociais da saúde no palco do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Olinda (PE), ontem (3/11) ao lado do presidente Lula. Josefa participou do Congresso como integrante da Tenda Paulo ...

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Ato Contra a Discriminação Racial convocado pela vereadora Sonia Cruz (com microfone) na Câmara Municipal de Osasco e com presenças de Tereza Santos e Sueli Carneiro (ARQUIVO PESSOAL)

‘Mãe preta, casa comum’

A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus, localizada no Pau Miúdo, bairro periférico soteropolitano, no ano de 2020, ainda existe. A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus foi erguida sobre um naco de terra cedido aos novos proprietários pela Igreja Católica, dois quartos, sala, cozinha e o cercado destelhado na parte externa era o único banheiro. A casa construída no debaixo da rua compartilha uma das suas paredes com a comunidade tradicional de terreiro, chamada Ilê Axé Adjemim, fundada pelo pai de santo Apolinário e conduzida por sua filha Aureliana, mais tarde conhecida como “mãe Lelu”. A casa construída no debaixo é apenas acessível desde uma escada bastante íngreme e, no dentro da casa, concluída a ribanceira de degraus mal-acabados, uma família absolutamente negra. São absolutamente negros porque a mãe é a mulher responsável pela casa, pela comida, pelas roupas, pela limpeza e pelas seis crianças ...

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Memórias e Reexistências em Vozes Negras do Recôncavo Baiano

“Eu conheci dois escravos. Eu conheci minha madrinha Tereza, que foi escrava e foi minha madrinha. Mamãe morou no terreno de compadre Joaquim Inácio e esse Paulo morava tudo perto... Era tudo vizinho. Na fonte que nós panhava água elas também panhava, na fonte que nós lavava, elas também lavava”. Essas são palavras de Dona Verônica Francisca de Jesus, uma mulher negra que, com a narrativa de suas experiências marcadas pelo convívio com o “povo do cativeiro”, despertou o meu olhar para as memórias das trabalhadoras e dos trabalhadores rurais do Recôncavo sul da Bahia, a partir do contexto do pós-escravidão.  Segundo ela, “Paulo andava todo pateando, chamava Paulo Sapo. O Romão chamava Romão Lagartixa. Feliciano chamava Feliciano Pato. Andava tudo pateando de andar esbagaçado trabalhando na escravidão”. Essa fala de Dona Verônica foi captada em entrevistas realizadas em 1997 e 1998, durante um trabalho de campo que traria importantes ...

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Reprodução/ Facebook

A eterna resenha entre o griot, o professor e a cineasta

Um professor e uma cineasta sentam em um bar num final de tarde de sexta ao término de seus respectivos expedientes. Conversa vai e conversa vem, cada um dos trabalhadores começa a desabafar as suas frustrações com suas profissões: o professor – um homem negro educador infantil – começa a reclamar da falta de respeito da sociedade com a educação das crianças, falando que tudo era um projeto do sistema para manter a sociedade alienada atendendo aos seus desmandos; a cineasta – uma mulher negra – concordava dizendo que enquanto não se entender a importância da cultura, principalmente do audiovisual, as pessoas não iam criar uma sensibilidade com a vida e continuariam a aceitar qualquer coisa das elites.  Enquanto os dois jovens conversavam calorosamente um senhorzinho negro e grisalho vestido como um ancião, que parecia estar ouvindo toda a discussão, interpela os dois:” enquanto vocês não saberem de onde vieram, ...

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Maria Isabel Gonçalves é professora de um colégio público no município de Boninal, na Chapada Diamantina (Foto: Acervo Pessoal)

Professora baiana vence prêmio mais importante da educação brasileira

Uma ideia pode mudar o mundo. E foi assim que a professora Maria Isabel dos Santos Gonçalves levou o nome da pequena cidade de Boninal, na Chapada Diamantina, para todo o Brasil. Isso porque ela foi uma das vencedoras do Prêmio Educador Nota 10 - maior e mais importante prêmio da Educação Básica Brasileira e que desde 1998 premia iniciativas feitas por profissionais da educação dentro de sala de aula. Aos 33 anos, Maria Isabel é nascida no povoado de Duas Passagens, a 60km de Boninal, e por lá foi criada. Sem energia elétrica, subindo em árvore e tomando banho de rio. As novelas das 21h eram os causos contados por sua mãe e sua bisavó Iaiá Lia: rezadeira, parteira e líder da região de Umburana que foi a inspiração para o seu projeto vitorioso chamado ‘As filosofias de minha avó: poetizando memórias para afirmar direitos’. "Com 30 anos minha ...

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Arquivos Pessoal

O colar de búzios: religião, gênero, preconceito e ancestralidade na vida de uma quilombola

Prezadas e prezados leitoras/es do Geledés, mais uma vez venho compartilhar um texto que acredito e espero sinceramente que seja apreciado por vocês, pois é compartilhando experiências que nos fortalecemos. Pois bem! Nasci e fui criada no que chamamos de “um lar evangélico”. Aprendi, desde cedo, com meu pai e mãe, tia e tios e avós o hábito de ir à igreja, agradecer a Deus antes das refeições, orar antes de dormir e outros ritos religiosos. Nós íamos a todos os cultos: domingo, segunda, quarta e nas consagrações¹ de sábado de manhã. Enfim, um exemplo de família cristã evangélica. Mas, nem tudo eram flores. Tivemos uma doutrinação que considero severa e irracional: “tudo era pecado!” Ouvir músicas que não fossem evangélicas era pecado, pintar as unhas (especialmente de vermelho) era pecado (lembro-me de minha tia dizendo que pintar as unhas de vermelho era “coisa de pombagira”, segundo ela “um tipo ...

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Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago/ Artista: Ailén Possamay

Pandemia COVID-19 e as mulheres

Todos sabemos apontar e compreender, mesmo com as muitas mudanças ocorridas, os já estabelecidos papéis de gênero, onde às mulheres caberia o lugar de “cuidadoras”, de “donas de casa”, de principais responsáveis pelos domicílios e pelas famílias. Por Marlise Matos. no Anpocs Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago (Artista: Ailén Possamay) Em tempos de pandemia da COVID-19, infelizmente, esses papéis podem mais uma vez atuar contra as próprias mulheres, colocando-as ainda mais em risco e vulnerabilidade. Basta olhar para qualquer hospital, Unidade de Pronto Atendimento ou Posto de Saúde para perceber que as mulheres são a imensa maioria da força de trabalho na área da saúde. Wermelinger et al (2010) identificaram, a partir dos dados censitários do Brasil sobre a nossa força de trabalho em saúde, o fenômeno da feminização da força de trabalho na saúde. Dos trabalhadores de nível superior nessa ...

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Análise se deu pela trajetória de Vó Mera, símbolo da cultura de matriz africana na Paraíba. (Foto: Divulgação UFPB)

Pesquisadora defende educação sobre cultura afro-brasileira

Invisibilidade de manifestações culturais, sobretudo de mulheres negras, foi constatada durante estudo de pesquisadora da UFPB No Portal Correio Análise se deu pela trajetória de Vó Mera, símbolo da cultura de matriz africana na Paraíba. (Foto: Divulgação UFPB) A pesquisadora Ana Tavares, destaca, na dissertação “Cultura de matriz afro-brasileira: um estudo à luz da história de vida de Vó Mera”, a necessidade de incentivo e disseminação de múltiplas práticas culturais, especialmente a de mulheres afro-brasileiras, no estado da Paraíba. Com a análise da trajetória da cirandeira Vó Mera, a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) afirma que, em seu trabalho, buscou disseminar manifestações culturais paraibanas de mulheres e qualifica a artista popular como um símbolo da cultura de matriz africana. “Essas manifestações estão inseridas em diversos espaços da sociedade e fazem parte da memória e identidade ...

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23ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES - Abertura Oficial, Os homenageados; Camila Pitanga e Antonio Pitanga - Foto Leo Lara/Universo Produção

Benedita da Silva: Com a Bíblia numa mão e Cinema na Outra

É impossível Benedita da Silva passar despercebida por onde quer que esteja, ainda que ela persiga a discrição no cumprimento de sua incansável agenda. Na 23a. Mostra de Tiradentes não foi diferente. Ela esteve no evento para acompanhar a homenagem a Camila Pitanga e ao ator Antônio Pitanga, com que é casada há quase 3 décadas.  O Portal Geledés teve fortuna de ser escolhido para uma rara entrevista. As considerações abaixo decorrem desse encontro, que suscitou rápidas considerações sobre de uma trajetória de fé e atuação onde luta e personagem se confluem para sua histórica movimentação na cena política. Uma biografia que merece e deve ser conhecida por nosso audiovisual, sobretudo pelas gerações mais novas. 23ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES - Abertura Oficial, Os homenageados; Camila Pitanga e Antonio Pitanga - Foto Leo Lara/Universo Produção Benedita da Silva, que nunca deixou de fazer trabalho de ...

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Joacine Katar Moreira comemora a sua entrada no Parlamento, pelo Livre. © Sara Matos / Global Imagens

A eleição de deputadas negras em Portugal e as cicatrizes coloniais

O ódio à Joacine Katar Moreira e o pensamento colonialista português Por Bruno Falci, do Jornalistas Livres Joacine Katar Moreira comemora a sua entrada no Parlamento, pelo Livre. (Foto: Sara Matos / Global Imagens) O país socialista que víamos como uma espécie de respiro da Europa, em relação ao crescimento da extrema direita, está sofrendo uma tensão entre as três deputadas negras que foram eleitas – sendo uma delas “cabeça de lista” do partido Livre, Joacine Katar Moreira – e o primeiro representante da extrema direita a ser eleito em Portugal (não reproduzo aqui o seu nome porque já vimos como a publicidade e exploração midiática pode contribuir para a volta e consolidação de ideias fascistas). Joacine está sofrendo ataques de ódio. Após tantos e tantas terem menosprezado suas convicções e sua capacidade, ao mencionarem como fator preponderante a sua gagueira, ela agora está sendo acusada ...

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Baianas, o padre Brien MacCarthy e o pai de santo Pai Pote na Igreja da Madaleine, em Paris, em 8 de setembro de 2019. Paloma Varón/ RFI

Paris: Lavagem da Madeleine atinge a maioridade e cria a ala Mulheres da Resistência

A já tradicional festa baiana em Paris, a Lavagem da Madeleine, chegou à sua 18ª edição neste domingo (8) com uma novidade: a ala Mulheres da Resistência, com homenagem a Marielle Franco, entre outras. O evento, inspirado na Lavagem do Bonfim, que acontece em Salvador, na Bahia, foi criado por Roberto Chaves, e traz a cada setembro o sincretismo e a música baiana para as ruas da capital francesa. Por Paloma Varón, do RFI Baianas, o padre Brien MacCarthy e o pai de santo Pai Pote na Igreja da Madaleine, em Paris, em 8 de setembro de 2019. (Foto: Paloma Varón/ RFI) O cortejo, que este ano contou com cerca de 500 pessoas, saiu por volta das 13h da Praça da República, no 10º distrito, e percorreu a pé os 3,5km que separam a praça da Igreja da Madeleine, no 8º distrito. Além da tradicional Ala ...

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Mulheres do Xingú - Meninas Kaiabi reunidas para dançar (Foto- Sitah)

As histórias das mulheres líderes do território Xingu

Se por um lado elas quebraram regras indígenas que as impediam de se posicionar dentro e fora das aldeias, por outro são as responsáveis por manter as tradições, língua, rituais e saberes ancestrais vivos. A fotógrafa Sitah esteve no primeiro encontro de mulheres do Xingu e à Marie Claire conta as histórias das líderes do território por Sitah para o Marie Claire Mulheres do Xingú - Meninas Kaiabi reunidas para dançar (Foto- Sitah) Depois de um vôo São Paulo –Goiânia, 12 horas no ônibus até Canarana, percorri mais seis horas de carro e oito de barco até a aldeia Kaiabi, na Ilha Grande, Médio Xingu. Junto a mim, chegavam as representantes do Primeiro Encontro de Mulheres do Xingu, de dez das 16 aldeias que compõem o território – cada um com hábitos e língua diferentes. Durante cinco dias, elas discutiram estratégias para proteger a floresta e ...

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