segunda-feira, junho 1, 2020

    Resultados da pesquisa por 'política brasileira'

    Egberto Nogueira/VEJA

    Anitta e a deseducação política brasileira

    Acantora Anitta respondeu publicamente, em suas redes sociais, às críticas que vem recebendo, nessas mesmas redes, por ter assumido seu relativo desconhecimento no campo da Ciência Política. O raciocínio da artista não poderia ter sido mais preciso, e uma síntese honesta dele é: “não sei hoje sobre política porque antes não me ensinaram; agora pergunto porque quero aprender para depois decidir melhor meu voto; zombar desse desejo de aprender atrapalha o processo de amadurecimento político pelo qual o Brasil precisa passar”. Sem dúvida nenhuma todo o episódio diz muito sobre a “briga de foice no escuro” que é a política nacional em 2020, briga atiçada de maneira irresponsável, por vários atores, ao longo dos últimos dez anos, pelo menos. Diz muito também, infelizmente, sobre a misoginia, o elitismo e o racismo “nossos” de cada dia.  Contudo, intrincado nesse episódio das agressões a Anitta, há um aspecto basal – primeiro, portanto – ...

    Leia mais

    O efeito Marielle na política brasileira

    Comoção gerada por assassinato da vereadora carioca encoraja mulheres a se candidatarem ao Legislativo e lutarem por direitos humanos. Mas será que a morte da parlamentar surtirá efeito nas urnas já em 2018? Do DW A morte de Marielle Franco, conhecida por defender direitos das mulheres e inclusão social, gerou uma série de protestos (Picturs Alliance/dpa/Agencia Brazil/M.Camargo) A policial civil Joelma Santos, de 36 anos, tenta segurar o choro quando conversa com a DW Brasil por telefone. Do Amapá, ela, que se autodeclara indígena, se candidatará a uma vaga de deputada federal pelo PDT. "Minha mãe sempre me pergunta aonde isso vai me levar. No dia em que Marielle morreu, minha mãe me ligou falando que não havia por que eu arriscar a minha vida nesse caminho, como ela fez", conta. Apesar de esta ser a segunda eleição da qual Santos participará – a primeira foi ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    Será que conseguimos expurgar o jaguncismo da política brasileira?

    A resposta não é fácil, embora tenha sido cassado, recentemente, em 12.9.2016, o mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que presidiu a Câmara dos Deputados de 1º de fevereiro de 2015 até renunciar ao cargo, em 7 de julho de 2016. Ele é a figura mais escancarada do jaguncismo da política brasileira: lobista e evangélico fundamentalista, aspirava tornar o Brasil uma teocracia neopentecostal. Por Fátima Oliveira enviado para o Portal Geledés Desde a eleição do atual Congresso Nacional, o diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto, cantou a pedra: “São sérios os riscos de retrocessos em relação aos direitos civis e à legislação trabalhista”, pois o Congresso eleito em 2014 era o mais conservador desde o fim da ditadura de 1964 – mais do que suficiente para dar o ar de trevas que nada tem a dever à jagunçagem! Vivenciamos até agora uma explosão de ódio fascista ao povo e ...

    Leia mais
    “A política brasileira continua sendo masculina, branca e urbana”

    “A política brasileira continua sendo masculina, branca e urbana”

      Em entrevista ao blog do Walter Sorrentino, secretário nacional de Organização do PCdoB, a professora Emília Fernandes fala sobre sua trajetória política, a necessidade de empoderamento da mulher nos espaços públicos e privados e sua possível candidatura ao Senado. Destaca o fato de ainda ver a política brasileira como "masculina, branca e urbana".  Emília Fernandes é membro do Comitê Central e do Estadual RS do PCdoB, presidena do Fórum de Mulheres do Mecosul – Brasil e esteve à frente do Codesul no Rio Grande do Sul nos últimos três anos. Deixou o cargo recentemente tendo em vista sua pré-candidatura ao Senado Federal. Pioneira sempre, Emília foi a primeira senadora do Rio Grande do Sul, primeira ministra do governo Lula, deputada federal pelo Rio Grande do Sul e vereadora de Sant'Ana do Livramento. Acompanhe a entrevista na íntegra: Emilia, é uma honra para o Blog ter você aqui, conversando conosco. Uma de ...

    Leia mais
    luiz_inacio_lula_da_silva

    Blogueiros com Lula: uma entrevista para história política brasileira

    Por Renato Rovai   Alguns bastidores da entrevista com Lula. Ao final da entrevista o presidente, Lula, com as câmeras e microfones já desligados, disse que queria se comprometer a já agendar uma próxima entrevista com aquele grupo para logo depois que deixasse a presidência. “Porque eu quero tratar com vocês do mensalão, quero falar longamente dessa história e mostrar a quantidade de equívocos que ela tem. Porque o Zé Dirceu pode ter todos os defeitos do mundo, mas…” Quando o presidente ia completar a frase um dos fotógrafos pediu para que ele se ajeitasse para a foto e o pensamento ficou sem conclusão. Ficou claro que o presidente considera esse caso mal resolvido e que vai entrar em campo assim que sua residência oficial passar a ser em São Bernardo do Campo. Em muitos momentos da entrevista Lula demonstrou que considera que o comportamento da imprensa brasileira foi mais do que ...

    Leia mais
    040enegro

    A representação do negro na política brasileira

    Por Antonio Ozaí da Silva “A sociedade brasileira largou o negro ao seu próprio destino, deitando sobre seus ombros a responsabilidade de reeducar-se e de transformar-se para corresponder aos novos padrões e ideais de homem, criados pelo advento do trabalho livre, do regime republicano e do capitalismo”. (Florestan Fernandes, 1978: 20) Resumo: Os negros escravos foram comparados a instrumentos de trabalho e animais: era-lhes negado o status de humanos. Com a abolição, o negro foi relegado ao status de cidadão de segunda classe, excluído dos direitos sociais e de cidadania e desconsiderado por uma concepção de história branca e européia que enfatizava o movimento operário na perspectiva do branco imigrante europeu. Mesmo em condições adversas os negros atuaram politicamente. Para compreender sua política é preciso considerar a política para além das instituições estatais. O artigo analisa as práticas políticas dos negros brasileiros através das suas organizações e a inserção na política ...

    Leia mais
    Imagem: Pixabay

    O racismo na realidade brasileira e a inscrição da necropolítica

    Ao invés de um país que favoreceria a participação política e o protagonismo juvenil nos contextos de alta vulnerabilidade, na realidade brasileira podemos notar que historicamente a violência estatal faz parte de sua dinâmica social. Por isso, precisamos refletir sobre o papel estatal e as interfaces que são produzidas no campo das práticas de segurança pública. Por Maciana de Freitas e Souza, no Empório do Direito Imagem: Pixabay Nas palavras de Agamben, podemos perceber que há em curso na política ocidental: “(...) a instauração, por meio do estado de exceção, de uma guerra civil legal que permite a eliminação física não só dos adversários políticos, mas também de categorias inteiras de cidadãos que, por qualquer razão, pareçam não integrar o sistema político. Desde então, a criação voluntária de um estado de exceção permanente (ainda que eventualmente não declarado no sentido técnico) tornou-se uma das práticas essenciais ...

    Leia mais

    ‘Racismo é construção política’, diz historiador sobre cultura brasileira

    Luiz Claudio Dias e Tâmis Parron protagonizaram segundo debate da Flica. 'Etnias, resistências e mitos' foi o tema da mesa na manhã desta quinta (15). Por Juliana Almirante, do G1 Os historiadores Luiz Claudio Dias Nascimento, de Cachoeira, e Tâmis Parron, de São Paulo, protagonizaram uma discussão sobre racismo e escravidão no Brasil no segundo debate da Festa Literária de Cachoeira, nesta quinta-feira (15). A mesa "Etnias, resistências e mitos" foi mediada pelo curador do evento, Aurélio Schommer, no segundo dia da festa, que ocorre na cidade do Recôncavo Baiano até o domingo (18). "Existem estados que não são nações e a gente tem problemas sérios de identidade no Brasil. Hoje a gente aceita de forma ostensiva a existência do racismo no Brasil. (...) Racismo é uma construção política. Ninguém nasce racista, racismo se constrói politicamente", defendeu Luiz Cláudio, que é estudioso das áreas de etnicidade e cultura afro-brasileira. Tâmis ...

    Leia mais

    Políticas brasileiras de combate ao racismo são exemplos mundiais, diz Pnud

     A experiência brasileira na implementação de políticas públicas que visam ao combate ao racismo e à promoção da igualdade racial são exemplos mundiais e devem ser compartilhadas com outros países. A avaliação é do representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Jorge Chedieck. Do Monica Aguiar Souza Ao discursar no dia (21) dia "Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial",  ele citou como iniciativas bem-sucedidas a adoção das cotas e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que prevê punição a quem cometer discriminação baseada na raça. “O Brasil assumiu que tinha uma série de problemas nessa área e está implementando ações . O progresso dos últimos anos, como a adoção das cotas e de novos parâmetros na legislação, mostra que é possível reduzir e até eliminar o passivo em pouco tempo”, disse. Para ressaltar os desafios que o país ...

    Leia mais

    Políticas de igualdade e intolerância: testando a democracia racial e a cordialidade brasileiras

    Por João Angelo Fantini Conceitos como “cordialidade brasileira” e “democracia racial” estão sendo postos à prova no momento em que há um reconhecimento inédito, por parte do Estado brasileiro, notadamente depois de 1992, da importância de políticas públicas que tentam reduzir a desigualdade social. Por outro lado, o reconhecimento e enfrentamento de uma divisão racial interna explicitou uma das facetas atribuídas à identidade brasileira, qual seja, a manutenção de uma ambiguidade (Ferreira, 2000), do estigma como impulso de reversão (Munanga, 2004) e do cinismo em relação à lei (Safatle, 2008), que se estende às relações raciais em sua economia de transformação entre a esfera pública e a esfera privada, onde, por exemplo, uma empregada doméstica é retratada afetivamente como “parte da família”, mas não senta com essa mesma família à mesa para jantar. O caso brasileiro se torna mais relevante se atentamos para o cenário dos anos 2000-2010, com a ...

    Leia mais
    lula2

    Lula à juventude brasileira: não desista da política. Participe! Se não encontrar em outros o político que procura, você pode achá-lo em si mesmo.

    Os jovens, dedos rápidos em seus celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo. Parece mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para marcas assustadoras, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde atualmente gozamos das menores taxas de desemprego da nossa história e de uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais. Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente. Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde acho que as manifestações são em grande parte ...

    Leia mais
    13mulheresnegrasbrasileirasdedestaquenapoltica

    13 mulheres negras brasileiras de destaque na política

    Dados do IBGE apontam que existem, no Brasil, cerca de 97 milhões de pessoas negras. Segundo um estudo realizado pela União dos Negros pela Igualdade (Unegro) em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (MG) os negros tem baixa representatividade no Parlamento. O estudo revelou que apenas 0,0001% dos negros brasileiros exercem mandatos nas principais casas legislativas. A pesquisa foi realizada no Congresso Nacional, nas 27 assembleias legislativas do País (incluindo o Distrito Federal) além das câmaras municipais de todas as capitais. Atualmente, a Câmara dos deputados é composta por 9% de parlamentares negros, ou seja, 44 dos 513 deputados federais. Já nas Assembleias Legislativas de todo o Brasil, foram constatadas a presença de 46 deputados, alguns estados não possuem parlamentares afrodescendentes. A falta de representatividade também atinge as câmaras municipais, principalmente das capitais do país. No caso das mulheres negras a diferença é ainda mais acentuada, elas não ...

    Leia mais
    muniz sodre

    Colóquio Muniz Sodré debate política e cultura afro-brasileira

    Já estão agendadas as palestras do Colóquio Muniz Sodré para o último trimestre do ano que homenageia os 70 anos do jornalista, escritor e professor.   Na próxima quinta-feira, 25 de outubro, Muniz falará sobre Política e Cultura Afro-brasileira.  O encontro é aberto a estudantes de graduação, pós-graduação da UFRJ e de outras universidades, além de público em geral. Acontece no auditório da Central de Produção Multimídia (CPM), das 13h às 15 horas. O evento é promovido pelo Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC) da UFRJ, que tem a coordenação geral da professora Raquel Paiva. O Colóquio Muniz Sodré faz parte do Ano Muniz Sodré, iniciado em março e abril com uma semana depalestras e minicursos temáticos. Além da homenagem ao autor, os encontros são formas de compartilhar o acesso ao conhecimento de sua obra, envolvendo estudantes da pós-graduação e da graduação, da UFRJ de outras universidades e público em geral. A programação também reabre o LECCturas, grupo de leitura, que  este ...

    Leia mais
    sonia-fleury

    Entrevista com Sonia Fleury sobre as políticas brasileiras atuais e seus impactos na vida das crianças

    Sonia Fleury, Doutora em Ciência Política, Professora Titular da Fundação Getúlio Vargas e Especialista em Democracia e Direitos Sociais, aborda nesta entrevista algumas políticas brasileiras atuais e seus impactos na vida das crianças. Fleury destaca a importância das políticas dirigidas às populações mais vulneráveis, como modo de incluir a família e incentivar a relação da criança com a escola e com as políticas de saúde. Não obstante, reitera que as políticas focalizadas não são suficientes e só alcançarão o impacto desejado se conjuntamente forem garantidas melhorias no funcionamento das políticas universais, as quais são fundamentais para promover a inclusão social das crianças. Considera, ainda, que nas últimas décadas na América Latina, houve uma falsa polarização entre políticas universais e focalizadas, atualmente já superada. A discussão hoje deve concentrar-se em como incluir as populações mais pobres nos sistemas universais, de modo a assegurar a cidadania. O desafio da inclusão social consiste, ...

    Leia mais

    A Filha da Amazônia balança política nacional brasileira

    Filha da Amazônia balança política nacional brasileira   Para Marina Silva, a vida começou no coração da Amazônia. Dos 11 anos em diante, ela caminhou 15 quilômetros por dia para ajudar seu pai a extrair borracha das árvores. Atualmente, como ícone do movimento ambientalista, ela dedica sua vida a proteger aquela mesma floresta tropical.   Analfabeta e gravemente doente com hepatite, Marina deixou sua casa aos 16 anos e seguiu de ônibus até a cidade de Rio Branco em busca de atendimento médico e educação. Lá ela aprendeu a ler e escrever, se formou na faculdade e se tornou professora e política.   Ela trabalhou lado a lado com seu amigo seringueiro e ativista ambiental Chico Mendes antes dele ser assassinado, em 1988, por rancheiros que se opunham a seu ativismo.   Quando Luiz Inácio Lula da Silva goi eleito presidente do Brasil em 2002, ele escolheu Marina para ser ...

    Leia mais
    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Sobre editais do setor privado nas áreas cultural e artística e a vulnerabilidade de artistas brasileiros à ausência de políticas públicas

    Mecenato é uma atividade de apoio artístico e cultural antiga. O mecenas escolhia e escolhe a quem patrocinar de acordo com suas crenças, valores, escolhas políticas e estéticas. Políticas públicas, por sua vez, devem responder às necessidades do setor artístico-cultural e do público, da cultura de um país, das pessoas que merecem e desejam a fruição. Políticas públicas devem, portanto, ter critérios e orientação política nítida, planejamento no tempo, mecanismos de monitoramento e participação popular para alicerçar e alavancar as funções distributiva, redistributiva ou regulatória que as embasa. As políticas públicas são a concretização da ação governamental pelo bem de todos, conceitualmente. No Brasil de hoje, por exemplo, vivemos dois movimentos sincrônicos e contrários a essa máxima: o primeiro aniquila as políticas públicas existentes; o segundo, implementa projeto político orientado para a morte, para o extermínio dos indesejáveis, de todas as pessoas do país em situação de vulnerabilidade, a saber, ...

    Leia mais
    Photo by Lia Castro from Pexels

    Branquitude acadêmica, ações afirmativas e o “ethos” acadêmico nas universidades brasileiras

    É muito desolador as diversas formas que o racismo acadêmico encontra para controlar nossas mentes e nossos corpos. Pessoas negras que vivenciam esse espaço, seja por passagem ou com objetivos de ocupá-lo, assistem diariamente a falta de caráter explícita do pacto narcísico da branquitude (termo cunhado por Maria Aparecida Silva Bento, que trata de descrever os pactos que as pessoas brancas possuem entre si, em todos os espaços, fazendo com que seus privilégios se mantenham, mesmo que estes sejam diferentes entre eles). Tal pacto ocorre na medida em que pessoas brancas, que passam ou ocupam esse espaço, são beneficiadas constantemente e pouco são criticadas por não agirem da forma como a universidade espera que elas ajam, num primeiro momento (constituida nos moldes brancx-euro-ocidental). Não estou falando das pessoas brancas que não se encaixam na lógica da academia e também são vitimadas pelo modo como os seus iguais hegemônicos estruturam a ...

    Leia mais
    (Foto: Imagem retirada do site Os Constitucionalistas)

    Necropolítica por Oscar Vilhena

    João Pedro, 14, foi morto por forças policiais no quintal de sua casa, enquanto brincava com seus primos. Seu corpo ficou desaparecido por cerca de 16 horas, aumentando o desespero de seus familiares. Já o corpo de Valnir da Silva, 62, possível vítima do coronavírus, ficou exposto por mais de 30 horas numa rua de outro bairro pobre do Rio de Janeiro, sem causar maior consternação em quem jogava bola no terreno ao lado. São retratos cotidianos da barbárie e da negligência a que estão submetidas largas parcelas da sociedade brasileira. O racismo e as profundas desigualdades que estruturam a sociedade brasileira dificultam que nos vejamos como parte de uma mesma comunidade, ligada por laços de respeito e obrigações recíprocas. A vida de um morador de rua parece não ter nenhum significado. São seres moralmente invisíveis. Suas necessidades e sofrimentos não geram nenhuma dor; menos ainda gestos de solidariedade. A ...

    Leia mais
    Foto: CUFA

    A covid na favela e a emergência de uma outra agenda política. Entrevista especial com Preto Zezé

    Uma das marcas mais negativas do Brasil são as desigualdades, e diante da pandemia da covid-19 novas faces dessas desigualdades se manifestam. A doença entra no país pelas classes média e alta, mas é na periferia que morrem mais pessoas. Não obstante, a vida na favela definha diante do isolamento social que é necessário para frear o contágio. Sem nenhum apoio, o morador dessas zonas, que já vive com tão pouco, está entre os riscos da contaminação e a emergência de trazer comida para a mesa. “Estamos num mesmo mar, numa mesma tempestade, mas nem todo mundo está no mesmo barco. Alguns estão de jet ski, outros de lancha e muitos sequer com uma boia”, observa Preto Zezé, um dos articuladores da Central Única das Favelas, a Cufa. O grupo, que já vinha atuando nas periferias brasileiras, diante desse cenário de desespero teve de mudar o foco. “São situações emergenciais, ...

    Leia mais
    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo ...

    Leia mais
    Página 1 de 367 1 2 367

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist