Resultados da pesquisa por 'preto escravo'

    O primeiro esqueleto completo, de ex- escravos, é no encontrado no Cemitério dos Pretos Novos, no Rio

    Após sete meses de escavações, foi encontrado o primeiro esqueleto inteiro no Cemitério dos Pretos Novos, sítio arqueológico descoberto em 1996 na região portuária do Rio de Janeiro. No local, onde hoje funciona o Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN), eram jogados os corpos dos africanos escravizados que morriam na travessia marítima para o Brasil. no Agência Brasil As escavações ocorreram em uma área de 2 metros quadrados (m2) de um dos poços de observação do cemitério. O trabalho foi coordenado pelo arqueólogo Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores identificaram que a ossada é de uma mulher que morreu com aproximadamente 20 anos, no início do século 19, portanto, há cerca de 200 anos. O esqueleto encontrado no Cemitério dos Pretos Novos recebeu o nome de Josefina Bakhita, em homenagem à primeira santa africana da Igreja Católica. Tavares explica ...

    Leia mais

    “Temos uma sociedade escravocrata”, afirma juíza que põe em evidência sua negritude

    Confira a entrevista que a juíza de direito Karen Luise Vilanova Batista de Souza concedeu ao BdF RS Por Fabiana Reinholz e Katia Marko, do Brasil de Fato "Se você só tem homens brancos na magistratura, você vai ter a visão e a vivência e a experiência do homem branco no mundo" (Foto: Katia Marko/Brasil de Fato) "Nós somos o resultado de nossas circunstâncias, de como nos constituímos, como vemos o mundo. Se você tem uma criação e uma vivência que se aproxima ou se afasta desse olhar feminino, se você não tem leitura sobre isso, se você não se interessa sobre essas questões, você vai reproduzir comportamentos da sociedade, e a nossa é machista”, analisa a juíza Karen Luise Vilanova Batista de Souza, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre. Karen, como ela mesmo pontua, não é a primeira juíza negra do Estado do ...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    “É Coisa de Preto”: Tom Maior aborda a contribuição do negro no Brasil

    Fundada em 1973, a Tom Maior ainda busca seu primeiro título no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. Neste ano, a agremiação da Zona Oeste terá como tema de enredo "É coisa de preto", para falar sobre a contribuição do negro no desenvolvimento do Brasil. Da UOL  Reprodução/Facebook No Carnaval 2020, Pâmella Gomes vai desfilar pelo sexto ano seguido à frente dos ritmistas. Bailarina do "Domingão do Faustão", Pâmella também é musa da Imperatriz Leopoldinense, no Rio. Ela tem um ligação antiga com a escola paulistana, pois frequenta a quadra da Tom Maior há nada menos que 25 anos. Aos 3, Pâmella começou na ala das crianças. Depois se tornou rainha mirim, madrinha mirim, destaque de chão, princesa de bateria e, finalmente, rainha de bateria da escola. De acordo com a programação do Carnaval de São Paulo, a Tom Maior será a segunda escola a ...

    Leia mais
    AdobeStock

    Coisa de preto e coisa de branco

    Tenho notado que alguns amigos brancos me fazem convites seletivos. Explico o que isso significa, me chamam, exclusivamente, quando querem transitar por espaços de pretos. por Lígia Santos Costa¹ enviado para o Portal Geledés AdobeStock Nessas horas me sinto um greencard de acesso ao território da negrada, como se comigo, ao serem interpelados sobre o que estão fazendo alí possam dizer: “Calma! Eis aqui minha amiga preta.” e assim teriam a circulação liberada. Essa coisa de coisa de preto e coisa de branco é muito interessante. Certa vez recebi o convite de uma amiga para ir a sua casa jantar e seguido ao convite, enfeitada por risos de brincadeira, veio a recomendação: “Se comporte, viu!”. (Não! Não pense que não aprendi boas maneiras com meus pais. Até já me disseram que sou bem educadinha). Mas acho que meu problema é minha língua, tenho um pouquinho de dificuldade ...

    Leia mais

    A história esquecida do 1º barão negro do Brasil Império, senhor de mil escravos

    Um próspero fazendeiro e banqueiro do Brasil nos tempos do Império, dono de imensas fazendas de café, centenas de escravos, empresas, palácios, estradas de ferro, usina hidrelétrica e, para completar a cereja do bolo, de um título de barão concedido pela própria Princesa Isabel. A biografia do empresário mineiro Francisco Paulo de Almeida, o Barão de Guaraciaba, não seria muito diferente de outros nobres da época não fosse um detalhe importante: ele era negro em um país de escravos. Por Marcus Lopes, da BBC  Almeida fazia parte de um pequeno grupo de mestiços de origem africana que conseguiram ascender financeira e socialmente (MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA) No ano em que a Lei Áurea completa 130 anos, vale a pena conhecer a trajetória do primeiro e mais bem-sucedido barão negro do Império, um personagem praticamente desconhecido na História do Brasil. Empreendedor de mão cheia e com ...

    Leia mais
    Ícaro Silva Imagem: Divulgação/Record TV

    “Falaram que sou muito bonito para fazer papel de escravo”, diz Ícaro Silva

    Ícaro Silva falou da escassez de papéis para negros na TV em entrevista ao "Programa do Porchat" de quinta-feira (12). O ator, que no teatro já interpretou Jair Rodrigues, Simonal e Gilberto Gil, contou que já foi recusado em papéis que costumeiramente são reservados aos negros. no TV Famosos Ícaro Silva Imagem: Divulgação/Record TV "Tenho dificuldade até hoje para conseguir papéis na TV. De produtor de elenco dizer: 'tenho um papel de escravo, mas você é muito bonito para fazer, tem uma cara de Zona Sul . Se não tiver escrito na sinopse que é negro, não escalam", desabafa. Vencedor da primeira edição do "Show dos Famosos", no ano passado, ele comenta suas participações no "Domingão do Faustão", onde já esteve em outros quadros de disputa, como "Maratoma" e "Dança no Gelo". "Eles precisam de gente versátil, que topa tudo por qualquer quantia ...

    Leia mais

    130 anos de abolição: Cultura escravocrata alimenta abismo racial

    Neste domingo (13) completam-se 130 anos da assinatura da Lei Áurea, que oficializou o fim da escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888. Quase um século e meio depois as estatísticas que relacionam o negro e o acesso à educação, saúde e renda confirmam que o desprezo e abandono impostos a essa população permanece. Segundo classificação do IBGE, mais da metade da população brasileira (54%) é de pretos ou pardos, sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras. Por Railídia Carvalho Do Vermelho Laura Barbosa e Jorge Ferreira/Midia Ninja Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE) realizada em 2016 comprova a desigualdade étnica no país que vê a pobreza se multiplicar nos últimos dois anos. A população negra é a mais penalizada no país que soma quase 13 milhões de desempregados. Desse total, pardos e negros representam 63,8%. Desigualdade no mercado de trabalho ...

    Leia mais
    Áudios foram encaminhados para a fotógrafa na terça-feira (1º) (Foto: Facebook/Reprodução)

    Fotógrafa é alvo de ataque racista e faz denúncia em Cuiabá: ‘Mucama, saco de lixo, preto não é gente, crioula maldita’

    Alvo de ataque racista, a fotógrafa Mirian Rosa, de 32 anos, registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (2) após receber áudios em que é chamada de 'mucama', 'saco de lixo', 'crioula maldita' entre outros xingamentos. Os áudios, segundo a fotógrafa, foram enviados pelo WhatsApp, na terça-feira (1º). O autor do racismo teria usado o telefone celular de uma antiga amiga dela para gravar os áudios. A partir da denúncia da vítima, o crime deve ser investigado pela Polícia Civil. Nas mensagens dirigidas à ela, o homem é agressivo e ofensivo. Entre os inúmeros xingamentos, a chama de crioula maldita. “Desde quando preto é gente? Vou falar uma melhor: quem é você na fila do açougue? Eu vou responder para você: pobre não come carne. Então, nem na fila do açougue você entra, crioula maldita”, diz o homem num dos áudios. Ao G1, Mirian afirmou que conheceu o autor das mensagens ...

    Leia mais

    Democracia, Liberdade e Igualdade é “Coisa de Preto”!

    A repercussão gigantesca causada pelas declarações racistas do jornalista William Waack da Rede Globo, nos bastidores de uma reportagem, divulgada na semana passada, deixou-me a pensar sobre o paradoxo e o enigma que o Brasil vive atualmente. De um lado a fala do jornalista representa em verdade o retrato mais bem acabado do racismo à brasileira. Na sua fala, bem como no seu riso irônico e prazeroso, refestelando-se do que havia afirmado, estavam presentes o desprezo, a arrogância e o ódio que os racistas brasileiros carregam no peito desde os tempos da Casa Grande e Senzala. Por Zulu Araujo, da Revista Raça  Na expressão usada por ele “É preto. Isto é coisa de preto”, via-se claramente  a elite brasileira se apresentando de forma desnuda, sem retoque ou maquiagem.. Na cena, não havia disfarce, nem conserto possível. Era a elite bem nascida, culta, rica, famosa, porém absolutamente racista A frase foi dita ...

    Leia mais

    Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente

    Está nas livrarias "Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil", de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje. no Folha Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres "todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil". Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra. Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, ...

    Leia mais
    Cesar, que trabalhou em multinacionais como Microsoft e Thompson, diz que já foi barrado em recepção de empresas

    ‘Não vou falar com preto’: executivo negro relata racismo no mundo corporativo brasileiro

    Cesar Nascimento pode vestir paletós caros, óculos de grife, sapatos italianos. Frequentar restaurantes sofisticados de São Paulo. Ter funcionários sob suas ordens, ir a reuniões com parceiros internacionais, falar inglês. Cesar Nascimento pode fazer tudo isso, mas diz que não será tratado como igual entre seus pares. Ele não pode mudar a cor de sua pele. É um executivo negro.   Cesar, que trabalhou em multinacionais como Microsoft e Thompson, diz que já foi barrado em recepção de empresas.(Foto: BBC Brasil) Como tal, Nascimento, 63 anos, muitos deles passados em multinacionais como Microsoft e a agência de publicidade J. Walter Thompson, sempre precisou provar a seus clientes que era, sim, o diretor financeiro - e não um assistente. À BBC Brasil, disse que o preconceito também o atingiu quando abriu sua consultoria, nos anos 1990. Mas aí descobriu como o racismo poderia ajudá-lo: aproveitava a estranheza causada ...

    Leia mais

    Arqueólogos apresentam esqueleto de mulher encontrado no Instituto dos Pretos Novos

    Equipe de Arqueólogos encontrou esqueleto de uma mulher em escavação em um dos poços de observação do Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN). Batizada carinhosamente como Josefina Bakhita em homenagem a primeira santa africana da Igreja Católica, a jovem de aproximadamente 20 anos morta há dois séculos é o primeiro esqueleto encontrado inteiro no sítio arqueológico. Por Bruno Bartholini Do Porto Maravilha Foram sete meses de escavações coordenadas por Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em dois metros quadrados no território conhecido como Cemitério dos Pretos Novos. Na atual Rua Pedro Ernesto, escravos recém chegados da África que não resistiam à viagem eram jogados. Isso mesmo, jogados. Dispostos em uma pilha de corpos, em seguida eram queimados para evitar a propagação do cheiro dos cadáveres. E depois enterrados um em cima do outro. É o que os restos mortais encontrados confirmaram. Esqueleto ...

    Leia mais

    Raízes da intolerância: Escravos de um racismo disfarçado e cruel

    Basicamente, o racismo no Brasil começou por volta de 1530, quando os primeiros navios trouxeram africanos para a terra recém-descoberta. Mas as raízes da intolerância contra os negros no mundo vão um pouco mais para trás, mais precisamente para o século 7, quando mercadores islâmicos no norte do deserto do Saara compravam mão de obra no sul do continente. Por isso, com a resistência dos índios nativos no Brasil, os portugueses e depois os grandes latifundiários brasileiros foram à África. Pesquisas apontam entre 3,5 e 5,5 milhões de negros trazidos de Gana, Angola, Congo e Moçambique em condições sub-humanas. Trazidos, vendidos e tratados como animais, a história da Pátria Mãe-Gentil nos mostra que aqueles povos desde que puseram os pés aqui foram torturados, mortos e estupradas (as mulheres). E, agora, mais de cem anos depois da Lei Áurea, ruas, escolas, empresas e campos de futebol, nos mostram ainda um longo ...

    Leia mais

    Organização denuncia post racista que define ‘preto raiz’ e ‘preto nutella’

    A organização Safernet, que monitora crimes e violações dos direitos humanos na internet, denunciou nesta quinta-feira, ao Ministério Público de São Paulo, uma publicação considerada racista, na qual são definidos o "preto raiz" e o "preto nutella". O post foi publicado no último dia 14 de fevereiro em um grupo fechado do Facebook e se espalhou na rede social, causando indignação entre os usuários. Imagem: Reprodução/Facebook Por Fabricio Provenzano Do O Globo A publicação faz referência à uma brincadeira feita por internautas que compara pessoas, objetos e situações à moda antiga, ou seja "de raiz", a uma versão moderninha, definida na brincadeira como "Nutella". O post indica que o "preto raiz" traz características como "usa corrente", é "analfabeto" e "obedece ordens do senhor de escravos", enquanto que o "preto nutella", por outro lado, "usa turbante", "questiona autoridade" e "tem cota para estudar". A publicação já foi apagada ...

    Leia mais

    Racismo: youtuber é chamado de “macaco” e “escravo” após postar vídeo em canal de rede social

    Luan Custódio faz comentários sobre universo adolescente há cerca de um ano Do Patrocinio Online Um jovem foi alvo de racismo na internet após criar um canal em uma rede social. Luan Marcos Custódio, de 20 anos, criou o canal Flopou há cerca de um ano e começou a gravar vídeos sobre assuntos do universo adolescente, como música, relacionamentos e internet. Em uma das gravações em que o youtuber falava sobre puberdade, um internauta com perfil anônimo xinga o jovem. Entre as ofensas, o usuário chama Luan de “macaco” e “preto escravo”. — No começo, eu me senti muito mal, me senti meio que um lixo. Chorei bastante, mas depois eu parei e respondi a ele também. Minha primeira intenção era xingar ele de tudo quanto era nome, mas eu decidi não ser igual a ele, não fazer o que ele fez comigo, mostrar que eu sou uma pessoa diferente ...

    Leia mais

    ‘Escravo reprodutor’ teve mais de 200 filhos e viveu 130 anos, afirma família

    'É uma história verdadeira, não é uma lenda', diz neta de São Carlos (SP). Para pesquisador, memória de Roque José Florêncio precisa ser resgatada. Por Stefhanie Piovezan Do G1 "É uma história verdadeira, não é uma lenda", diz Maria Madalena Florêncio Florentino enquanto segura a foto do avô. Nascido em Sorocaba na primeira metade do século XIX, Roque José Florêncio foi comprado por um fazendeiro de São Carlos (SP) e escolhido para ser "escravo reprodutor" no distrito de Santa Eudóxia. Familiares e um estudo afirmam que ele teve mais de 200 filhos e, segundo a certidão de óbito, morreu com 130 anos. O documento, lavrado em 17 de fevereiro de 1958, aponta que Roque morreu por insuficiência cardíaca, miocardite, esclerose e senilidade. A quantidade de filhos estaria contabilizada em um antigo livro da Fazenda Grande. Mas a família diz que não tem documentos que comprovem os nascimentos e procura os descendentes nas ...

    Leia mais

    Cemitério de escravos recém-chegados revela crueldade do Brasil colonial

    A saga dos Pretos Novos explora o cenário escravagista brasileiro Por Solon Neto Texto: João Victor Belline Do Alma Preta No bairro da Gamboa, Rio de Janeiro, o casal Guimarães teve a sua rotina alterada naquele dia. Há tempos Petrúcio e Ana Maria queriam reformar sua casa e naquele ano de 1996 eles finalmente conseguiram. Eles não imaginavam o tamanho da descoberta que aconteceria naquele espaço. Entre enxadas e pás, os pedreiros encontraram mais que o esperado ao preparar o solo para a concretagem. Algo mais do que o chão era quebrado, apareciam ossos humanos juntos à terra revolvida, cada vez que uma pá atingia o solo. Os Guimarães se assustaram e acionaram a Prefeitura do Rio. Foi um rebuliço quando as autoridades foram conferir o que estava acontecendo ali na Rua Pedro Ernesto, número 36. Após diversas análises de arqueólogos e historiadores já não restavam mais dúvidas: aquele era o Cemitério dos ...

    Leia mais
    Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania

    Douglas Belchior: Preto, preta, sorria. Você está sendo filmado. E morto, na cidade olímpica

    A reportagem acima diz muito sobre as prioridades da Globo e da “cidade olímpica” Globo e governos: o que fazer com os corpos negros na cidade olímpica? Como pedir calma, paciência e paz aos que sofrem historicamente com a violência, a tortura e a morte? Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania Por Douglas Belchior,  no Viomundo  O empresário branco denuncia. O telejornal de maior audiência do país noticia. O tenente-coronel, militar branco, comenta: “Nos últimos 3 meses, 69 menores foram apreendidos; 120 foram encaminhados a setores competentes“. O delegado da Policia Civil, branco, reafirma: “Em 2015, foram 80 operações em que 120 menores foram apreendidos”. O representante do governo, branco também, diz: “A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social faz ações junto com a polícia no Centro do Rio“. E, para fechar com chave de ouro, como endosso técnico para dar credibilidade à matéria, um especialista faz leitura labial ...

    Leia mais

    Ancestralidade: Agô meus Pretos Velhos

    Durante o período escravocrata da história brasileira, os escravos domésticos tinham um tratamento menos cruel em relação aos que trabalhavam fora da "Casa Grande". As amas- de- leite, ainda que na condição de escravas, criavam vínculos de afetividade, surgindo, assim, a forma peculiar e carinhosa com que a nossa literatura, embora de maneira romantizada, registra a presença da "Mãe Preta". Estas mulheres amamentaram e salvaram a vida de incontáveis "sinhozinhos". Enviado por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite via Guest Post para o Portal Geledés Zelando pelo o sono dos filhos do seu senhor, ao perceber a indesejável presença de alguma doença, utilizavam-se de benzeduras e rezas a seus orixás, principalmente, quando se esgotavam as possibilidades de cura pela Medicina tradicional. Estas práticas eram comuns, embora a Igreja considerasse a religiosidade do escravizado pura superstição e ligada a espirítos malignos. Atualmente, as pretas velhas prestam o seu trabalho fraterno, no campo espiritual, nos milhares de terreiros de matriz africana espalhados pelo ...

    Leia mais

    Êpa! Preto e Viado, Sim

    Relacionado aos diversos modos de ser que venho falar sobre quem sou e o que represento na sociedade que lutamos diariamente para ser menos racista, menos machista e menos LGBTfóbica. Antes de tudo, falo sobre meu lugar enquanto homossexual (extremamente pintoso), negro (em contínua construção do ser), candomblecista (com orgulho) e nordestino (sem pestanejar). Essas quatro identidades me empoderam de tal forma que consigo, com elas, dá sentido a minha existência: O meu modo diverso de ser é extremamente político, nasci para incomodar os opressores. por Vinícius Zacarias  via Guest Post para o Portal Geledés   Antes de definir categoricamente quem são eles (se posso, assim, definir), inicio com uma frase de guerra que levo tatuada no peito blindado com empoderamento: Além de Preto, é Viado! Uso todos os dias na batalha, pois cada dia, para quem diverge desse senso comum, do padrão opressor, é uma guerra. Certa feita, minha aluna me reclamou, dizendo ...

    Leia mais
    Página 1 de 35 1 2 35

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist