quarta-feira, novembro 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'quilombos'

    Olinda de Souza Oliveira durante a coleta de água em um dos manaciais do Quilombo Rio dos Macacos  (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

    (Re)exisência dos griôs nos quilombos em meio à pandemia

    A cada dia é noticiado que milhares de vidas foram ceifadas pela Covid-19 e outras milhares foram internadas em estado grave. O vírus começou pelas grandes metrópoles, e seus principais alvos são os idosos e portadores de doenças crônicas —grupos que tendem a ser mais suscetíveis aos sintomas graves da Covid-19 e, consequentemente, ao óbito. Nós, enquanto juventude quilombola, temos nos preocupado e tido todo o cuidado com nossos(as) mais velhos(as), eles que são nossas bases e carregam nossa ancestralidade. Quando perdemos nossos mais velhos de causas naturais, é uma dilaceração para nossas comunidades, é um pedacinho nosso indo embora de forma física, é um corpo histórico, um livro vivo que se vai. Com uma pandemia na qual eles se encontram mais vulneráveis ainda, não podemos ter mais nossas conversas e aprendizados, uma prática comum para nós —nos reunirmos com os nossos mais velhos com frequência—, e agora nos encontramos em uma ...

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    Missa para homenagear quilombos é alvo de ofensas em São Luís

    Comentários até em tom de ameaça foram classificados pela polícia como criminosos. Do G1 A missa do quilombo realizada em São Luís na última terça (20), dia da Consciência Negra, foi alvo de várias ofensas nas redes sociais e já virou caso de polícia. A missa é realizada há oito anos no mês de novembro e é uma forma de reforçar o combate ao racismo, à intolerância e ao preconceito. Os ataques começaram depois que um vídeo da missa foi divulgado pela Catedral da Sé nas redes sociais e mostrou dança e a manifestação cultural dos negros durante a celebração dentro da igreja. Assim que o vídeo foi publicado vieram comentários como "Nojo", "Malditos". Um homem diz "Deixem a santa igreja em paz, saiam e levem consigo os seus demônios" Internauta insulta celebração aos negros em igreja de São Luís e pede que eles levem os ...

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    Arte: Romulo Arruda

    Paraíba terá audiência e lançamento de pesquisa sobre racismo e violência contra quilombos

    Eventos buscam fortalecimento de direitos de comunidades tradicionais Do MPF Arte: Romulo Arruda Dentro das ações relacionadas ao #NovembroQuilombola, o Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba sediará audiência e lançamento do relatório da pesquisa ‘Racismo e Violência contra Quilombos no Brasil (2018)”, produzido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e pela ONG Terra de Direitos. O evento será realizado em 6 de dezembro de 2018, no auditório do MPF, em João Pessoa, e terá a presença de integrantes das 42 comunidades quilombolas espalhadas por 26 municípios em todo estado, além de autoridades que atuam na temática. A pesquisa revela que, entre 2008 e 2017, 29 quilombolas foram assassinados na região Nordeste. Os dados do estudo foram obtidos por meio de técnicas específicas de amostragem e pesquisa documental no acervo da Conaq, em jornais, redes sociais e outras publicações. O trabalho realizado pelo ...

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    Convite para o lançamento da publicação “Racismo e violência contra quilombos no Brasil”

    A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e a Terra de Direitos convidam para o lançamento da publicação Racismo e violência contra quilombos no Brasil, que acontece no próximo dia 25/9, em Brasília. enviado por Maria Mello para o Portal Geledés O documento, realizado em parceria com  o Coletivo de Assessoria Jurídica Joãozinho de Mangal e a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR),  sistematiza violações decorrentes de criminalizações, ataques, ameaças e violências (incluindo assassinatos) entre 2008 e 2017 e suas relações com os quilombos e territórios quilombolas – possibilitando a identificação de estados e regiões atingidos, dos tipos de conflito, dos agentes violadores e das fases do processo de regularização fundiária do território tradicional. Além da sistematização e da interpretação dos dados, a publicação apresenta artigos que debatem a situação específica das mulheres quilombolas em suas lutas contra o racismo e a violência, os avanços ...

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    “Todo dia há comunidades que saem do silêncio”, diz tradutor de livro sobre quilombos no Brasil

    Ele é tradutor para o francês do livro Mocambos e Quilombos, de Flávio dos Santos Gomes, que na França se tornou "Quilombos, communautés d'esclaves insoumis au Brésil", lançado em fevereiro de 2018. O RFI Convida hoje Georges da Costa. Por Márcia Bechara, do RFI  Georges da Costa, tradutor do livro "Mocambos e Quilombos", de Fláavio dos Santos Gomes. (Foto: RFI) A tradução do livro sobre a história das comunidades quilombolas no Brasil, a partir do século 16, é a primeira grande tradução de Georges da Costa. "Há palavras que não possuem correspondência. (...) Mas, em relação ao 'marronage' , por exemplo , isso já existia pois a França era e ainda é, segundo algumas pessoas, uma grande potência colonizadora", relata. "Também houve quilombos nas colônias francesas, e havia escravos fugitivos, chamados ...

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    Prefeitura discute geomapeamento dos terreiros e criação do Projeto Quilombos Urbanos de Alagoinhas

    Na manhã desta quarta-feira (28) foi realizada primeira reunião entre representantes das religiões de matrizes africanas, representantes da Associação da União de Terreiros Religiosa de Matriz Africana (Auterma), diretoria de reparação da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), procuradores do município e defensoria pública, para discutir a respeito do Projeto Quilombos Urbanos de Alagoinhas, que pretende dar legalidade jurídica às instituições religiosas. Por Davi Ribeiro, do Se Liga Alagoinhas  Reprodução/  Se Liga Alagoinhas  A iniciativa da Prefeitura de Alagoinhas vai além da legalidade jurídica que garante isenções fiscais para os terreiros da cidade, é um projeto de valorização histórico-cultural que pretende georeferenciar os terreiros no perímetro urbano e rural, conhecer a população ligada às religiões de matrizes africanas em seu quantitativo e principalmente realizar pesquisas voltadas para o histórico de cada terreiro e do seu povo, as condições de documentação jurídica e fundiária, infraestrutura, entre outros aspectos socioculturais e demográficos. O ...

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    Ação Direta de Inconstitucionalidade Quilombola está para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal desde 2012 (foto: Nelson Junior/SCO/STF)

    Quilombos na mira da justiça – Reminiscências da abolição interrompida

    Esta edição do jornal da TVTcontou com a nossa participação comentando sobre os avanços e retrocessos do julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 3.239/2003. Por Haydée Paixão Fiorino* para o Portal Geledés  Ação Direta de Inconstitucionalidade Quilombola está para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal desde 2012 (foto: Nelson Junior/SCO/STF) A Ação questionava o Decreto presidencial nº 4.887/2003, que regulamenta o artigo 68 da ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), estabelecendo um processo administrativo perante o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para a titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas.   O Decreto nº 4.887/2003 criado pelo governo Lula, revogou o Decreto anterior nº 3912/2001 do governo do FHC. Transferiu-se, assim, a competência do Ministério da Cultura – sem qualquer qualificação técnica sobre a temática - para um órgão federal autônomo – o INCRA –  visando validar de forma mais ...

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    Consciência Negra e a luta de Quilombos pelo reconhecimento

    Jornal GGN - Desde o reconhecimento do governo de comunidades quilombolas até a luta interna dos afrodescendentes de se assumirem como negros são reflexos presentes até hoje dos três séculos de escravidão do Brasil. A violência material e simbólica, seja ela individual ou coletiva, traz marcas ainda não superadas e pouco debatidas. No GGN  No Ceará, 49 grupos remanescentes possuem certificação emitida pela Fundação Palmares Até onde você iria pela sua liberdade? Na história da comunidade quilombola do Alto Alegre, em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), os mais antigos contam que, por volta de 1890, seu fundador, Negro Cazuza, teria chegado como escravo à Barra do Ceará, na orla da Capital e, de lá, fugido para a região entre aquele município e Pacajus - um trajeto de quase 55Km a pé, sem conhecer um palmo à frente. Na cabeça, apenas um desejo: sobreviver. Ao chegar ao local, porém, foi capturado ...

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    Encontro no Sesc Sorocaba debate questões fundiárias e culturais dos quilombos

    O Sesc Sorocaba realiza o debate “Quilombo: Cultura, Território e Resistência”, no dia 22, quarta, às 19h, na Área da Convivência, de graça e livre para todos os públicos. Parte do projeto “Iorubrá – Quilombo: Cultura, Território e Resistência”, realizado em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a mesa pretende discutir e apresentar as questões fundiária, histórica e cultural das Comunidades Quilombolas do Estado de São Paulo. Do O Democrata Participam da conversa Benedito Alves (Ditão) do Quilombo Ivaporunduva (Eldorado/SP), Valdir Leite do Quilombo do Carmo (São Roque/SP), Carlos Henrique Gomes, Chefe de Gabinete da Fundação Itesp e Paula Elaine Covo, antropóloga. Desde 1998, 33 comunidades foram reconhecidas pelo Governo do Estado como remanescentes de quilombos, sendo que apenas seis delas foram tituladas em terras públicas. Iorubrá Em novembro, o Sesc Sorocaba apresenta o projeto “Iorubrá – Quilombo: Cultura, Território e Resistência”. O objetivo é contextualizar a diversidade como identidade, ...

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    Revelações da genética sobre quilombos brasileiros

    Em SP, análise de cromossomos mostra forte papel de homens mestiços, na instalação dos redutos de resistência ao escravismo. Entre as mulheres, há presença minoritária de índias Por Peter Moon No Outras Palavras A maior concentração de remanescentes de quilombos no Estado de São Paulo fica no Vale do Ribeira. São dezenas de comunidades que, estima-se, foram criadas na primeira metade do século 19. Antigos quilombos são hoje bairros das cidades de Eldorado e Iporanga, cerca de 220 quilômetros a sudoeste da capital paulista. Nessas comunidades, teve início em 2000 uma das mais aprofundadas pesquisas de genética de populações em desenvolvimento no Brasil. “As comunidades que estudamos são verdadeiras relíquias do processo de miscigenação da população brasileira. Conseguimos resgatar a história genética de quatro a cinco gerações de membros daqueles remanescentes de quilombos”, disse a geneticista Lilian Kimura. O trabalho resultou na publicação de artigos científicos, dos quais o mais recente ...

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    Exposição “Quilombos do Rio de Janeiro” na Sala Leila Diniz

    Encerrando o ano de exposições na Sala de Cultura Leila Diniz, o Instituto Dagaz apresenta a exposição “Quilombos do Rio de Janeiro” a partir do dia 22 de dezembro. Reunindo o trabalho dos fotógrafos Davy Alexandrisky, Fred Borba, Wallace Feitosa e Lidiane Camilo, o objetivo da mostra é o de compartilhar a cultura do povo quilombola através de sua culinária. Fonte: O São Gonçalo Catriel Barros Os quatro artistas conheceram e fotografaram ao todo 29 comunidades que, juntas, originaram o livro “Cozinha dos Quilombos: Sabores, Territórios e Memórias”. Para Lidiane Camilo, uma das fotógrafas presentes na exposição, “a fotografia não é apenas apertar um botão. É conseguir retratar não só, mas principalmente, a emoção. Cada sessão é única e procuro fazer de uma forma personalizada com o estilo e jeitinho de cada personagem fotografado”, declarou Lidiane. Para a presidente do Instituto Dagaz, Marinez Fernandes, os retratos se tornaram tão importantes ...

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    A economia dos quilombos

    Trocas de excedentes agrícolas com o entorno ainda sobrevivem nas comunidades rurais negras da atualidade Por Marcio Ferrari Perfis Do Revista Pesquisa Há no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Flávio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais remanescentes de antigos quilombos de escravos fugidos. Ao tentar estudar o fio de continuidade entre a atualidade e o passado escravista, Gomes encontrou um hiato desde a abolição da escravidão (1888) até pouco menos de 100 anos depois, quando as comunidades quilombolas vieram a ganhar visibilidade com a oficialização do termo “remanescente de quilombos” na Constituição de 1988. Historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador estuda a escravidão desde o início dos anos 1990. As fontes habituais sobre o assunto, como processos-crimes, registros policiais e relatos de jornais, “falavam dos quilombos e das tentativas de destruí-los e capturar seus habitantes”, de acordo com o ...

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    Quilombos contemporâneos: Coletivo Malungo fortalece resistência negra nas quebradas

    No velho continente, um passado de grandes impérios, dinastias e mitos, conquistas territoriais e expansão de uma religião de um deus só. Não, não estamos falando da Europa, e sim da África. Por Thiago Borges, do Periferia em Movimento Porém, essa importante parcela de nossa história ainda não é contada nas escolas nem em outros espaços de ensino. No máximo, ouvimos uma mal contextualizada versão sobre a tragédia da escravidão, com pouco espaço para falar dos movimentos de resistência que eclodiram nesse período. No dia em que se completam 127 anos da Abolição da Escravatura, com a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, os descendentes de quem foi escravizado por quase 400 anos ainda lutam por liberdade plena. “A questão da identidade ainda é uma ferida. As famílias dominadoras têm todo seu contexto histórico narrado, mas a gente não. Então, quando você não sabe nem quem você é, ...

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    São Paulo reconhece 4 áreas de quilombos

    São Paulo reconhece 4 áreas de quilombos

    As comunidades ficam em Eldorado, Iguape e Iporanga e, com o reconhecimento, passarão a ser beneficiadas com os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural Por Redação  O governo do estado de São Paulo reconhecerá 4 comunidades remanescentes do quilombo: a de Engenho e Abobral Margem Esquerda, ambas em Eldorado, Aldeia, em Iguape, e Bombas, em Iporanga. Juntas, as áreas concentram 86 famílias. O reconhecimento será formalizado neste domingo (16)  durante a  Feira Paulista de Assentamentos e Quilombos (Fepap), que acontece no Parque da Água Branca, zona oeste da capital. A notícia vem no mês em que é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra. “O Governo de São Paulo tem se empenhado para reconhecer mais comunidades quilombolas no Estado. Um trabalho que representa o resgate da cultura tradicional”, explicou o diretor executivo da Fundação Instituto de Terras do Estado de S. Paulo (Itesp), Marco Pilla. Com o reconhecimento, as comunidades passam a contar ...

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    As resistências dos Quilombos no Brasil

    Ultrapassando a ideia de que quilombo se configura meramente como uma área delimitada e habitada por descendentes de escravos, a Associação Brasileira de Antropologia propõe pensar quilombo a partir de práticas de resistência e experiências que constroem uma trajetória comum, sem a necessidade da construção de um espaço propriamente demarcado Fernando Bueno Oliveira Especial para o Jornal Opção No Brasil, diversas pesquisas direcionadas aos quilombos brasileiros já foram concluídas e várias outras estão em fase de execução. Mesmo diante de tão volumoso número de produções, o que se percebe, ainda, mesmo na universidade, é que, em alguns casos, persistem referências simplistas sobre quilombos. No imaginário social prossegue a definição de que os quilombos contemporâneos se configuram meramente como um agrupamento de negros formado por descendentes de escravizados fugitivos, em geral, das zonas canavieiras, mineradoras e cafeeiras que no Brasil existiram do século 16 ao início do século 20. Geralmente, Palmares ...

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    Fundação Palmares certifica 27 comunidades como remanescentes de quilombos

    Autarquia vinculada ao Ministério da Cultura responsável por promover e preservar a arte e a cultura afro-brasileira, a Fundação Cultural Palmares certificou 27 comunidades como remanescentes de quilombos. Vinte e quatro das comunidades quilombolas ficam no Maranhão; duas na Bahia e uma em Minas Gerais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira. A certificação das comunidades que definem a si próprias como remanescentes de quilombos é a primeira etapa do processo de titulação que culmina com a posse definitiva do território, após o reconhecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A certificação da Fundação, no entanto, já assegura às comunidades contempladas benefícios como o direito à moradia, saneamento básico e à participação em programas sociais do governo federal, como o Bolsa-Família. Até o momento a fundação já certificou ao menos 2.394 comunidades de 2.007. Um novo balanço com os dados atualis deve ser divulgado ainda hoje. As ...

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    As resistências dos Quilombos no Brasil

    Ultrapassando a ideia de que quilombo se configura meramente como uma área delimitada e habitada por descendentes de escravos, a Associação Brasileira de Antropologia propõe pensar quilombo a partir de práticas de resistência e experiências que constroem uma trajetória comum, sem a necessidade da construção de um espaço propriamente demarcado por Fernando Bueno Oliveira  para o Jornal Opção No Brasil, diversas pesquisas direcionadas aos quilombos brasileiros já foram concluídas e várias outras estão em fase de execução. Mesmo diante de tão volumoso número de produções, o que se percebe, ainda, mesmo na universidade, é que, em alguns casos, persistem referências simplistas sobre quilombos. No imaginário social prossegue a definição de que os quilombos contemporâneos se configuram meramente como um agrupamento de negros formado por descendentes de escravizados fugitivos, em geral, das zonas canavieiras, mineradoras e cafeeiras que no Brasil existiram do século 16 ao início do século 20. Geralmente, Palmares constitui o ...

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    Quilombos e Quilombas

    Ao percorrer o Brasil, o leitor encontrará localidades chamadas Quilombo, Quilombinho ou Quilombola. Trata-se de comunidades originalmente constituídas por negros fugidos, instaladas, hoje, nas áreas onde houve luta e resistência contra a escravidão. No Nordeste, desde os fins do século XVI, foram registradas fugas de escravos. Sabia-se, então, que os fugitivos se concentravam na área que se estendia entre o norte do curso inferior do rio São Francisco, em Alagoas, às vizinhanças do cabo São Agostinho, em Pernambuco. Tratava-se de uma região acidentada, coberta de mata tropical onde abundava a palmeira pindoba, daí o nome: Palmares (que foi o maior quilombo colonial). Gaspar Barléu, cronista e amigo de Nassau, deixou uma detalhada descrição da sociedade palmariana: “Há dois desses quilombos, o Palmares Grande e o Palmares Pequeno. Este (Palmares Pequeno) é escondido no meio das matas, às margens do rio Gungouí, afluente do célebre Paraíba. (…) Contam 6 mil habitantes, vivendo em choças numerosas, mas de construção ligeira, ...

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    Quilombos Sustentáveis

    Parceria entre PNUD e SEPPIR faz avançar o acesso das comunidades quilombolas às políticas públicas, buscando soluções para seus desafios sociais, econômicos e ambientais. “A parceira do PNUD com a SEPPIR abre possibilidades para que o Brasil crie o que chamo de uma segunda geração de políticas de inclusão.” A afirmação de Luiza Bairros,a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), resume em poucas linhas os objetivos do projeto Quilombos Sustentáveis, cujos primeiros passos foram dados em 2013, na busca de soluções para desafios sociais, econômicos e ambientais das comunidades quilombolas. Fruto de uma parceria entre PNUD, Fundação Ford e a SEPPIR, em apoio ao Programa Brasil Quilombola (PBQ), a iniciativa tem a regularização fundiária dos territórios quilombolas como base. Graças a este mecanismo, as comunidades passarão a ter acesso aos direitos de cidadania, beneficiando-se de políticas públicas e realizando projetos com o governo e a sociedade ...

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    A vida familiar nos quilombos

    Enquanto durou a escravidão no Brasil, os escravos resistiram. E de várias formas: pequenos furtos, envenenamentos, feitiços, suicídios, fugas, revoltas e quilombos. Vários quilombos, além de Palmares, o mais famoso, floresceram, em todas as regiões da Colônia. Para eles, corriam homens, mulheres. Neles nasciam e eram batizadas as crianças, filhas dos fugitivos. Neles, também, se constituíam famílias. Romances publicados no final do século XIX, como o História de Quilombolas do  escritor Bernardo Guimarães, permitem-nos conhecer um pouco do que seria a vida das famílias de negros fugidos. Sua estória passa-se num quilombo localizado no interior de Minas, próximo à serra de Itatiaia. Embora estivesse apenas à quatro léguas de Ouro Preto, o quilombo escondia-se do olhar de curiosos, graças à floresta. Ai desenrola-se a paixão de Mateus Cabra, um escravo que se tornou quilombola e resolveu raptar sua amada, a escrava “mulatinha Florinda.  O rapto da heroína despertou ciúme no mulato Anselmo que ...

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