sexta-feira, outubro 30, 2020

    Resultados da pesquisa por 'racismo'

    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Racismo na universidade: “Preto é feio. Quem gosta é polícia e ponto final”

    — Nossa, que gatinho! — Eu prefiro meu pretinho. — Amiga, quem gosta de preto é a polícia. Gabriela Nunes estava com 24 anos de idade, no intervalo entre aulas da universidade, comprando um milho cozido, quando uma colega começou o diálogo. Algumas frases depois, tinha voltado aos 7 anos de idade, quando o padrinho jogava sinuca em um bar na esquina de casa, em Embu das Artes, e foi assassinado por policiais. O mesmo tipo de terror que sentira aos 4 anos de idade, quando um amigo da mãe foi alvejado na porta de sua casa. — Amiga, não fala assim, por favor. Meu padrinho era um homem preto e foi assassinado pela polícia quando tinha 25 anos de idade. Enquanto argumentava, esperando uma retratação da colega, Gabriela via o corpo do padrinho durante o velório, repleto de algodões. A atualização de um trauma, característica do racismo cotidiano, que ...

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    Reconhecimento facial em negros (Imagem: iStock)

    Alegando racismo, matemáticos pedem boicote a tecnologias policiais

    Mais de dois mil matemáticos assinaram uma carta concordando em boicotar toda a colaboração com órgãos policiais e aconselhando seus colegas a fazerem o mesmo. O objetivo é eliminar as tecnologias policiais em sua origem. Os autores do documento citam "profundas preocupações sobre o uso de aprendizado de máquina, IA e tecnologias de reconhecimento facial para justificar e perpetuar a opressão"., O policiamento preditivo é uma área chave onde alguns matemáticos habilitaram algoritmos racistas, que agora dizem aos policiais para tratar locais específicos como "pontos críticos" para potenciais crimes. Ativistas criticam o preconceito inerente a essas práticas há muito tempo. Algoritmos treinados em dados produzidos por um policiamento racista tendem a reproduzir esse preconceito. "Os dados não falam por si, não são neutros", diz Brendan McQuade, autor de um livro sobre o assunto. Dados policiais são dados "sujos", porque não representam um crime, e sim policiamento e prisões, segundo McQuade. ...

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    Foto: CHRISTIAN BRAGA/JORNALISTAS LIVRES

    Judiciário precisa frear racismo nas abordagens policiais

    Uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) pode mudar regras sobre abordagens policiais, que passam a ser consideradas arbitrárias caso não encontrem motivação em elementos objetivos e verificáveis aos olhos da Justiça. A sentença contra o Estado argentino por duas diferentes detenções ilegais ocorridas em 1992 e 1998, em Buenos Aires, vale para todos os países sob a jurisdição do tribunal, incluindo o Brasil. O caso Fernández Prieto & Tumbeiro vs. Argentina, julgado no dia 1º de setembro, trata de abordagens policiais justificadas apenas por “atitude suspeita” (a “fundada suspeita” no Brasil). Embora tenham sido encontradas drogas com ambos os acusados, suas detenções foram consideradas ilegais pela corte, o que se desdobra em nulidades processuais. O Estado argentino terá ainda de pagar a Carlos Alberto Fernández Prieto e a Carlos Alejandro Tumbeiro indenizações que equivalem a R$ 220 mil e R$ 168 mil, respectivamente. Em junho, o ...

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    O escritor Jeferson Tenório, autor de 'O Avesso da Pele'. Foto: Carlos Macedo

    Romance coloca em pauta temas como racismo e violência policial

    “... Quero dizer também que o professor Henrique Nunes não morreu por mera circunstância da vida, morreu porque era alvo de uma política de Estado. Uma política que persegue e mata homens negros e mulheres negras há séculos”.  Essa frase acima resume muito bem o que é ser um corpo preto no Brasil. E não apenas aqui, claro. O racismo está enraizado no país há milhares de anos, é parte da natureza de nossa sociedade, uma nação que construiu o seu ideal de identidade negando suas origens negras e indígenas. E com isso viu na violência o modus operandi para segregar e matar pessoas não brancas.  Falar sobre racismo não é tarefa fácil, mexe com a gente, machuca e nos faz reviver episódios de discriminação velada e não velada. Só quem já sofreu – e sofre – esse tipo de preconceito sabe a dor e as marcas que ficam, que ...

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    Manifestação contra o racismo na porta do Fórum de Niterói, no Centro. Foto: Gabriel de Paiva 28-09-2020 / Agência O Globo

    Luta contra o racismo avança devagar na América Latina

    Uma mexicana que, mesmo com certidão de nascimento e título de eleitora, não conseguia renovar o passaporte porque, por ser negra, teve a nacionalidade contestada. A porto-riquenha que, ao conhecer a futura sogra, branca, foi chamada de “negra suja”. A argentina apontada como a “negra da cidade”, ou o brasileiro negro que é sempre revistado pela polícia. Todos latino-americanos atingidos pelo preconceito. Neste 12 de outubro, em que os países da América Espanhola já celebraram a chegada de Colombo e hoje comemoram o Dia da Raça, o Grupo de Diários América (GDA) — aliança de 11 jornais da América Latina da qual O GLOBO faz parte — mostra como o combate ao racismo caminha de forma diversa no subcontinente. Enquanto na Costa Rica o racismo ainda é, legalmente, apenas uma contravenção, países como Uruguai, Venezuela e México debatem o reconhecimento da discriminação e o Chile, o aumento da inclusão. No ...

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    Imagem: Antonio Cicero/Photo Press/Folhapress

    A relação colonial entre saneamento básico e população negra brasileira: notas sobre racismo ambiental, genocídio eugenista e estigmas raciais

    Atualmente tem havido um debate acerca das desigualdades sanitárias brasileiras que envolvem a inadequação em saneamento básico. Apesar de somente agora este debate estar sendo racializado, saneamento e raça/racismo possuem uma relação tão antiga quanto a colonização e remetem ao que Carolina Maria de Jesus denominou de Quarto de Despejo ou ao que mais tarde foi denominado pelo movimento negro estadunidense de racismo ambiental. Antes de prosseguirmos é necessário nos ater a dois conceitos importantes, o primeiro trata-se de saneamento básico. Em virtude das empresas concessionárias de saneamento, que historicamente realizam os serviços, obras e infraestruturas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, comumente associamos saneamento básico à água e ao esgoto. No entanto, segundo a lei de saneamento, saneamento básico abrange também a coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos (lixo) e da drenagem pluvial (água da chuva). Portanto, saneamento básico envolve água, esgoto, lixo e água da chuva. ...

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    Com uma carreira impressionante, Alexandra Wilson é advogada aos 25 anos (Foto: LAURIE LEWIS)

    ‘Não sou a ré, sou a advogada’: a mulher que combate o racismo e a ignorância na Justiça

    "Não espero ter que justificar constantemente minha existência no trabalho", diz Alexandra Wilson à BBC. No entanto, como uma advogada negra de 25 anos trabalhando no sistema jurídico britânico, é exatamente isso que ela tem que fazer — às vezes até quatro vezes por dia. Quando ela vai a um julgamento, se ela não está usando peruca e toga — como é tradição em alguns tribunais britânicos — ela frequentemente é confundida com os supostos criminosos que ela defende — tudo por causa de sua cor. O direito inglês pode ser famoso em todo o mundo e ter influenciado sistemas jurídicos de dezenas de países — de Bangladesh às Bahamas — mas a experiência de Alexandra Wilson expõe os problemas que ainda tem em relação ao racismo. "Já chegaram a gritar para eu sair do tribunal", conta Alexandra. "Isso já aconteceu várias vezes e indica um problema muito maior na ...

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    Webinar: Racismo no Esporte

    Programação: Moderador: Caio Medauar Advogado especializado em Direito Desportivo e Membro da Comissão de Direito Desportivo da OAB SP. Palestrantes: Rodnei Jericó da Silva - Advogado especializado em questões raciais, Conselheiro Seccional da OAB SP e Vice-Presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB SP. Mauro Silva Vice-Presidente da Federação Paulista de Futebol e Ex-atleta Profissional de Futebol. Eduardo Dias Procurador de Justiça Cível, Professor de Direito da Criança e do Adolescente e Direitos Humanos da PUC-SP e Membro do Coletivo Transforma do Ministério Público Maria Sylvia Aparecida de Oliveira Advogada, Conselheira Seccional da OAB SP e Presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB SP. Promoção: Comissão Especial de Direito Desportivo da OAB SP Apoio: Comissão de Cultura e Eventos da OAB SP Clique aqui para conseguir o ingresso CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO: Será conferido certificado para o participante que estiver com nome completo na plataforma Zoom. Fica sob total ...

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    Mulheres, racismo e pandemia: Perspectivas sobre direitos humanos em um contexto de crise

    Este é um trabalho que mantém um compromisso em apresentar uma perspectiva dos direitos humanos sobre ser garantidor último ou não dos direitos e garantias mínimas de existência às mulheres vítimas de violência de gênero no Brasil, e as perspectivas adotadas neste artigo tem fundamento na teoria Marxista do Direito, e principalmente no contributo epistemológico anticolonial que delineia a formação sócio-histórica do nosso País. Este artigo tem teve como objetivo apresentar no primeiro o que são direitos humanos do ponto de vista universalizante e eurocêntrico, e contextualizá-lo a nossa realidade, trazendo que a ideia de que os Direitos Humanos não foram destinados a todos, se valendo da contribuição teórica de Marx, e seus desdobramentos, para assim, demonstrar uma perspectiva de Direitos Humanos fora dessa ideia universal. Como um Direito Humano que não foi criado para nos proteger e garantir existência mínima, seria capaz de fazê-lo? E com isso, será apresentada ...

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    Flávia Oliveira  (Foto: Arquivo/ O Globo)

    Antirracismo é atitude

    Em fins de maio, quando o Brasil voltou os olhos para manifestações nos EUA contra o assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco, fazia dez dias que uma operação das polícias Civil e Federal em São Gonçalo (RJ) abreviara a vida de João Pedro Matos Pinto. O estudante de 14 anos estava na casa da família, no Complexo do Salgueiro, e seu corpo ferido foi levado de helicóptero pelos agentes que o fuzilaram, no dia 18 daquele mês. Mas foi a comoção pela vítima americana que respingou no Brasil, não o contrário, embora aqui a letalidade pelo Estado seja mais assombrosa. Em 2019, o Rio de Janeiro contabilizou mais mortes decorrentes de intervenção policial do que os Estados Unidos inteiros. Por causa de Floyd, porções da sociedade brasileira se deram conta do racismo que, desde sempre, se materializa em homicídios de pessoas negras, escassez de oportunidades ...

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    Reprodução/Instagram/@thelminha

    Thelma Assis conta sobre episódio de racismo em teste de residência: ‘Enfermeira foi mais cedo’

    Quase seis meses após o fim da mais recente edição do Big Brother Brasil, considerada uma das melhores da história do programa, a campeã Thelma Assis alcançou um patamar além da fama que todo ex-brother leva. Carrega uma voz forte, que tem sido procurada a opinar sobre diferentes temas da atualidade, como medicina, desinformação, racismo estrutural, machismo, entre outros, seja em seu quadro aos sábados, no É de casa, da TV Globo, ou nas lives e entrevistas quase diárias de que participa. Em conversa com a coluna, a médica conta que tenta usar sua visibilidade para conseguir dar espaço a pautas sociais, o que não a impede de também ser vítima de racismo, como tem ocorrido em suas transmissões ao vivo nas redes sociais — e de que já foi alvo em outras ocasiões, como num programa de seleção de residência médica, anos atrás. E não se inibe: “Eu sigo fazendo a minha live, dando minha mensagem, senão vou adoecer”, diz ...

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    Daiane dos Santos em visita ao projeto Brasileirinhos, em São Paulo Foto: Luan Flávio/Divulgação

    ‘O racismo vem nos momentos em que a gente está mais vulnerável’, diz Daiane dos Santos, que almeja ser dirigente

    Muito antes do noticiário esportivo mostrar interesse na luta antirracista entre os atletas, como ocorre atualmente, Daiane dos Santos já usava sua voz para expor a discriminação. No começo da carreira, ela teve que lidar com mães que não permitiam que suas filhas se aproximassem dela — o que incluía não poder sequer frequentarem o vestiário ao mesmo tempo. Agora, a primeira brasileira, entre homens e mulheres, a conquistar uma medalha de ouro no Mundial de Ginástica busca mais do que denunciar o preconceito: quer mudar as bases nas quais ele está estabelecido. A confiança no sucesso em uma luta tão árdua é a mesma de quem, há mais de duas décadas, não se intimidou por ser uma das únicas negras na seleção brasileira. Hoje, ao ver que este cenário se inverteu, a nove vezes medalhista de ouro em etapas de Copa do Mundo se enche de orgulho e, claro, ...

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    Divulgação

    Curso de Combate ao Racismo será oferecido a alunos da UFSM

    Já estão abertas as inscrições para o Curso Combate ao Racismo. Já ofertado anteriormente em três edições para servidores da UFSM, o curso, agora, será disponibilizado aos estudantes da Instituição. Visando sensibilizar a comunidade acadêmica sobre os debates em torno do racismo e suas várias formas de manifestação, gerando, assim, ferramentas que facilitem seu enfrentamento, o curso irá trabalhar assuntos como a definição de racismo, dados sobre o tema no Brasil, ações afirmativas, movimento negro e feminismo negro. O curso, além de buscar fazer com que os estudantes entendam a estruturação do racismo e da desigualdade racial no Brasil, proporciona que conheçam as principais referências, personalidades e teóricos do movimento negro nacional. Realizado em parceria com o Departamento de Comunicação da UFSM de Frederico Westphalen, com o Programa Mão na Mídia e com o Observatório de Direitos Humanos da UFSM, o projeto incentiva a difusão de discussões e iniciativas antirracistas ...

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    foto de Luis Alvarez / Digital Vision / Getty Images

    Especificidade do racismo brasileiro

    Sempre perguntam o porquê de algumas pessoas não se identificarem como integrantes da população negra no Brasil, mesmo se essas mesmas pessoas, em vários outros países, como nos Estados Unidos da América, são nitidamente negras, tanto pelo conjunto de fenótipos que apresentam, quanto pela ascendência.  Oracy Nogueira afirmou que existem distinções na definição de algum grupo como branco ou negro, de modo que nos Estados Unidos importa a ascendência, a “gota de sangue”, enquanto que, no Brasil, a discriminação se apresenta em razão da cor da pele. “Quando o preconceito de raça se exerce em relação à aparência, isto é, quando toma por pretexto para as suas manifestações os traços físicos do indivíduo, a fisionomia, os gestos, o sotaque, diz-se que é de marca; quando basta a suposição de que o indivíduo descende de certo grupo étnico para que sofra as consequências do preconceito, diz-se que é de origem” (NOGUEIRA, ...

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    Mirtes Souza, mãe de Miguel Otávio, que morreu ao cair do 9º andar de um prédio em Recife
Imagem: Pedro De Paula/Código 19/Folhapress

    ONU cita caso de Miguel como exemplo de “racismo sistêmico” na pandemia

    O acidente que resultou a morte do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos no Recife, é um exemplo de como o "racismo sistêmico" cobra seu preço durante a pandemia. O alerta faz parte de um documento produzido pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre Pessoas de Descendência Africana. O caso brasileiro é mencionado como uma demonstração de que certas populações são vulneráveis durante a pandemia e que a situação das empregadas domésticas no país é exemplo disso. O governo poderá dar uma resposta nesta quarta-feira, durante o debate no Conselho de Direitos Humanos da ONU que irá tratar do tema. De acordo com o texto, em todo o mundo, "falhas em avaliar e mitigar riscos associados à pandemia e ao racismo sistêmico levaram a fatalidades". "No Brasil, a trágica morte de Miguel Otávio Santana da Silva, uma criança afro-brasileira de 5 anos de idade, foi um desses ...

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    Minutos depois, conforme o advogado, a entrada foi autorizada. No entanto, ele afirma que alguém acionou a polícia e que só foi autorizado a entrar quando isso aconteceu .  "Ao entrar, eu questiono a gerente porque eles não autorizaram minha entrada. A gerente fala para mim que é por conta da Covid, porque a agência estava cheia. Só que a agência não estava cheia e várias pessoas entraram antes de mim, e eu não entrei", destaca.  Ocorrência
Dois dias depois, Jonas foi até a delegacia e registrou uma ocorrência com base na Lei 7.716/1989, que define crimes resultantes de preconceito, no artigo que versa sobre impedir alguém de adentrar um estabelecimento por causa da cor da pele.  Ele narrou toda a história e voltou a reafirmar que acredita ter sido barrado "simplesmente por sua cor da pele, pois é negro, que acha que foi vítima de racismo".  Jonas disse que já passou por episódios de racismo em outras circunstâncias e que sabe "as características" de quando essa situação acontece.  "É muito dolorido. É um sentimento de impotência, de incapacidade, de injustiça", afirma.
Nota do Banco do Brasil:
O Banco do Brasil informa que suas agências em todo país estão com atendimento contingenciado e horário reduzido desde o mês de março, quando foi decretada a pandemia do coronavírus. Enquanto durar o período de contingência, o atendimento presencial e acesso às agências é limitado, de forma a garantir o distanciamento mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde e, no caso de Anicuns, por decretos locais que tratam da situação de emergência em saúde pública (Decretos municipal 2.627/2020 e estadual 9638/2020).  Sobre a ocorrência, o BB esclarece que o usuário não foi impedido de entrar, mas apenas informado de que o mesmo seria autorizado a acessar o espaço interno da unidade assim que tivesse início o atendimento à sua cliente, o que de fato ocorreu quando a cliente foi chamada ao atendimento, e ele foi autorizado a acessar o espaço do interior da agência. Esse foi um protocolo adotado pela agência com a finalidade de diminuir o fluxo de pessoas no interior da unidade e atender aos decretos que tratam da situação de emergência em saúde pública.  A mulher que ele faz referência, informando que teve a entrada autorizada, é da Empresa de Assistência Técnica conveniada ao BB, que fornece laudos ao Banco, e que, portanto, desempenha um trabalho que exige livre acesso à agência.  Nota da OAB-GO:
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) repudia, com veemência, qualquer contexto de discriminação envolvendo seus inscritos ou a qualquer outro cidadão. A Ordem está de prontidão para preservar a prerrogativa profissional do advogado de acompanhar seu cliente e para defender o direito do cidadão ante qualquer ato de criminosa intolerância.  A OAB-GO informa que já entrou em contato com o advogado oferecendo apoio e o caso se encontra sob acompanhamento das comissões de Direito Bancário e de Direitos e Prerrogativas da Seccional.

    Advogado negro alega racismo ao ser impedido de entrar em agência bancária de Anicuns: ‘Houve preconceito’

    Um advogado negro alega que foi vítima de racismo ao buscar atendimento em uma agência do Banco do Brasil situada em Anicuns, região central de Goiás. Segundo Jonas Batista Araújo Silva, de 32 anos, ao acompanhar uma cliente, sua passagem pela porta giratória foi vetada pelo guarda da unidade "sem motivo", enquanto outras pessoas eram autorizadas a acessar o local - entre elas, uma mulher loira. Posteriormente, conta, o informaram que a agência estava cheia, o que ele nega. O homem registrou um boletim de ocorrência. O Banco do Brasil negou que ele foi impedido de entrar, disse que as agências estão com acesso limitado por causa da pandemia e que ele entrou posteriormente seguindo o novo regramento. Alega ainda que a pessoa que entrou logo após ele é uma prestadora de serviço do banco, que tem livre acesso à agência (veja a íntegra ao final do texto). A Ordem ...

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    Fotos de Dalligton de Souza foram publicadas no perfil do RioMar e, nos comentários, foram alvo de ataques racistas — Foto: Reprodução/Instagram

    Modelo negro é alvo de racismo após publicação de fotos em campanha de shopping na internet

    Um modelo negro foi alvo de racismo nas redes sociais, depois de ter fotos publicadas no perfil do Shopping RioMar, na Zona Sul do Recife. Aluno de licenciatura em teatro na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dalligton Person, de 28 anos, sofreu os ataques nos comentários das imagens postadas pelo centro de compras. O shopping afirmou, em rede social, que "não compactua com qualquer ato de racismo".   Ver essa foto no Instagram   No armário do Verão não pode faltar um look confortável e despojado para os dias de sol ☀🌷! E sabe o que promete bombar na estação? As camisas estampadas para eles! Se você curtiu a produção, vem conferir mais algumas opções das lojas aqui do RioMar! ⠀ #PassarelaRioMar #RioMarRecife Uma publicação compartilhada por RioMar Recife (@riomar_recife) em 14 de Set, 2020 às 2:11 PDT Nas imagens publicadas na rede social, na terça (22), Dalligton usava roupas ...

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    Iniciativa de promover programa de trainees exclusivo para negros gerou atritos entre magistrados da Justiça do Trabalho (Foto: Divulgação/ Magazine Luiza)

    Trainee para negros é constitucional e não é enquadrado em lei contra o racismo

    A iniciativa da rede de lojas Magazine Luiza de promover o seu primeiro programa de trainee voltado exclusivamente para o recrutamento de pessoas negras provocou intenso debate público e acabou respingando no Poder Judiciário, mas especificamente na Justiça do Trabalho. Segundo a maioria dos especialistas ouvidos pela ConJur, a ação é constitucional e não pode ser enquadrada na Lei contra o Racismo. Ao comentar a notícia divulgada pela rede varejista, a juíza Ana Luiza Fischer Teixeira de Souza Mendonça, do TRT-3, em Minas Gerais, afirmou que o processo é inadmissível. "Discriminação na contratação em razão da cor da pele: inadmissível", escreveu nas redes sociais. Depois questionou a constitucionalidade programa de trainees da companhia. "Na minha Constituição, isso ainda é proibido", completou ao responder um comentário feito na publicação original. As declarações da juíza provocaram uma onda de reações contrárias. Em entrevista à rádio CBN, a presidente da Associação Nacional dos ...

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    Regina Marques de Souza/ Arquivo Pessoal

    Desafetos ou racismo institucional na ciência psicológica?

    O artigo Paradoxo na ciência: negros e mulheres inovam, mas são raros na academia , relata boas observações do cenário brasileiro. No entanto, na Bahia, nas universidades, o cenário aparentemente é diferente em função da prevalência de mais de 70% de população negra (pretos e pardos, IBGE, 2010), os alunos podem conviver com professores pesquisadores negros – acredito que é fundamental organizar uma pesquisa sobre quantas cientistas negras e negros atuam na Bahia. Quais cargos são ocupados por mulheres e homens pesquisadores negros nas universidades, quantos são participantes nos Núcleos Docentes Estruturantes. Órgãos que determinam e pensam os currículos nas universidades e o quê, mulheres negras e cientistas, estão fazendo. O texto aborda a reflexão sobre a ausência da diversidade na ciência e em especial nos provocou a pensar a ciência psicológica da saúde mental da população brasileira e os comportamentos humanos e institucionais na academia científica.    Pensemos sobre alguns ...

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    Maternidade Preta X Paternidade Branca: breves observações sobre racismo nas disputas de guarda nas Varas de Famílias

    Há muitos anos observo criticamente a dinâmica das disputas de guarda enquanto advogada, atuando não somente em cenários de litígio, mas também nas mediações. É impossível, para mim, não perceber de que forma homens/pais brancos(ou não pretos) tratam mulheres pretas ou pobres. (Falar em vulnerabilidade financeira no Brasil é falar de negritude, naturalmente).  A desqualificação da maternidade negra ocorre sempre de maneira mais grave. Quando a disputa pela guarda se dá no campo judicial, reforçam-se estereótipos discriminatórios que afetam a parcialidade de julgadores e prejudicam o acesso à Justiça por parte destas mães. Incapaz de cuidar do filho, desequilibrada, sexualmente promíscua, são atributos comuns. Sua afetividade (ou vida sexual) será ainda mais posta em cheque e poderá ser utilizada como forma de desqualificar o exercício da maternidade.  Por que estou falando sobre isso?  Mulheres brancas não experienciam estas violências, afinal? Vejamos. Nas disputas de guarda, os tribunais levam em conta ...

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