Resultados da pesquisa por 'racismo'

Foto: Scott Olson/Getty Images

A invisibilidade do racismo nos dados da Covid-19

As respostas às desigualdades em saúde só podem ser adequadas quando a produção de dados é completa e dialoga com a realidade que visam transformar. Nesse sentido, não é possível planejar intervenções visando diminuir as iniquidades raciais sem conhecer sua verdadeira extensão. Para isso, é fundamental organizar informações oficiais desagregadas por raça/cor da pele. É de interesse público, portanto, conhecer e reivindicar a qualidade dos dados sobre saúde quanto ao preenchimento do campo “raça/cor da pele” nos sistemas de informação oficiais. Com o intuito de elaborar um diagnóstico sobre o impacto da pandemia de Covid-19 nas populações em situação de vulnerabilidade, sobretudo na população negra, o GT Racismo e Saúde da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e o Instituto Pólis vêm investigando a qualidade dessas informações nesses sistemas. Dados do DataSUS relacionados à Covid registrados no SIVEP Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica), no SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade), no SI-PNI (Sistema de ...

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Boris Streubel/Getty Images

Seleção olímpica alemã abandona jogo após denúncia de racismo contra zagueiro

A seleção olímpica alemã de futebol deixou uma partida amistosa contra Honduras antes do fim neste sábado (17/07), após denúncias de ataques racistas contra o zagueiro Jordan Torunarigha. Os jogadores deixaram o campo aos 85 minutos da partida em preparação aos Jogos Olímpicos de Tóquio. O jogo era disputado em Wakayama, no Japão, a portas fechadas em três períodos de 30 minutos e não foi retomado. "O jogo terminou cinco minutos antes do final, com um placar de 1 a 1. Os jogadores alemães deixaram o campo depois que Jordan Torunarigha foi vítima de insultos racistas", escreveu no Twitter a Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão). "Quando um dos nossos jogadores é vítima de racismo, jogar não é uma opção", disse o treinador da seleção alemã, Stefan Kuntz. " mal conseguiu se conter e ficou terrivelmente chateado porque disse que tinha sido repetidamente insultado racialmente. Ficou claro para nós que isso viola nossos ...

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Luanda Moraes, da Uezo, uma das poucas reitoras negras de universidades públicas no país - Zo Guimarães/Folhapress

Se você não se ligar, o racismo te envolve na universidade, diz reitora negra

Integrante de um grupo pequeno, mas agora organizado, de reitores negros, Luanda de Moraes celebra a redução da desigualdade racial no ensino superior, mas denuncia a persistência do racismo na sociedade brasileira e, em especial, nas universidades, onde ele é mais sutil. À frente da Uezo (Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste), que recebe alunos vindos de áreas pobres do Rio de Janeiro, ela acaba de formar com mais seis colegas um grupo de reitores negros que levará à frente posicionamentos conjuntos sobre temas como a Lei de Cotas. A norma, que reserva vagas nas universidades, deve ser revista no ano que vem, e Luanda avalia que há risco político de retrocesso. Isso ocorre no momento em que a crise econômica e o enxugamento de políticas públicas trazem risco de interromper a trajetória do ensino superior rumo à equidade racial, como mostrou o Ifer (Índice Folha de Equilíbrio Racial). À Folha ela falou ...

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Painel em homenagem ao jogador Marcus Rashford, da seleção inglesa. (Foto: Reprodução/Twitter)

Facebook e Twitter cedem e entregam perfis ligados a racismo contra atletas da seleção da Inglaterra

O movimento contra o anonimato nas redes sociais ganhou força no Reino Unido desde os ataques racistas contra jogadores negros da Inglaterra que perderam pênaltis na final da Eurocopa, no último domingo.  Diante da pressão da sociedade, do mundo esportivo e do Governo, as principais empresas de mídia social, Facebook e Twitter, cederam e entregaram à polícia britânica dados das contas de onde partiram os ataques, o que raramente fazem voluntariamente.  Outra mudança de atitude veio do Instagram, que depois de quatro dias admitiu que errou ao não remover posts com emojis de macacos e bananas apontados na última segunda-feira pela BBC. Eles tinham sido classificados como aceitáveis de acordo com as regras da comunidade, mas o diretor geral da plataforma, Adam Mosseri, voltou atrás e pediu desculpas  pela falha.   As medidas não estão sendo suficiente para aplacar as críticas. Nesta quinta-feira (15/7), mais um jogador atacado, Bukaya Saka, acusou as empresas de ...

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Imagem retirada do site C7nema

Visões do Império: racismo e colonialismo em português

O aparecimento da fotografia em pleno colonialismo, quando já parte do projecto científico tinha sido cooptado (para não dizer criado) pelo mesmo, criou novas formas de produção de conhecimento que não só enchem os arquivos, mas também as culturas populares dos países europeus. Objectos e imagens enchem paredes, estantes e gavetas nas casas de várias famílias, cuja ligação com os seus países de origem é muito ténue (e estritamente colonial), e criam uma normalidade que raras vezes é questionada. É a partir destas colecções de objectos que vão surgindo em feiras que Joana Pontes vai traçar, com ajuda de alguns investigadores, uma história do uso da fotografia na construção de uma imagem do império colonial português. Não sendo original na sua aproximação formal do formato documental, é nas fotografias mostradas e, principalmente, nas intervenções dos investigadores que o filme consegue brilhar. Se parte do familiar e do quotidiano, o âmbito ...

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Arte:@gabrielatornai_ / Foto: Ichiro Guerra

Racismo, negligência e extermínio: o tripé básico do governo Bolsonaro

No Brasil, cor e classe social são fatores de risco na pandemia de coronavírus. Essa é a constatação apresentada nos estudos recentemente publicados pelo Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde Pública da PUC-Rio e o Instituto Polis. Dos contaminados, quase 55% dos pretos e pardos vão a óbito, entre os brancos a taxa ficou em 38%.  Os dados refletem a histórica ineficiência das instituições brasileiras de construir políticas públicas de reparação histórica e de combate ao racismo.   Mesmo as poucas iniciativas existentes, como é o caso das cotas raciais, ainda não foram suficientes para produzir um impacto em largas proporções ao ponto de igualar a pirâmide social brasileira. Em média, um trabalhador negro tem salário 17% menor que um branco de mesma origem social. Essa realidade se agravou ainda mais na atual crise econômica. Com o desemprego e a queda brutal da massa salarial, os trabalhadores negros e ...

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Amanda Costa, ativista ambiental (Foto: Reprodução/Instagram @souamandacosta)

‘Racismo ambiental também é uma forma de genocídio’, diz Amanda Costa, 24 anos, ativista e embaixadora da juventude na ONU

Pensando em deslizamentos, queimadas, chuvas fortes e alagamentos, é natural vir à memória os noticiários que mostram as partes mais pobres das cidades destelhadas com os fortes ventos, destruídas pela terra que desliza ou alagadas pela chuva. É que os desastres naturais costumam afetar a população mais pobre de forma muito mais arrasadora. Um exemplo é o furacão Katrina, que, em 2005, fez mais de 1,3 milhão de pessoas deixarem o estado da Louisiana, 400 mil delas só de Nova Orleans, tornando esta a maior evacuação na história dos Estados Unidos. Mas ainda assim, centenas de milhares de pessoas não conseguiram sair, principalmente nas áreas mais carentes. Muitos dos cidadãos não tinham carros ou dinheiro o suficiente para conseguir pagar o ônibus, e o governo fez muito pouco para tentar tirá-los do caminho do Katrina. O resultado: mais de 1.800 vidas perdidas. Esse cenário configura o racismo ambiental, um termo ...

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Saka é abraçado por companheiros após perder o pênalti na final da Eurocopa - Carl Recine/Reuters

Federação inglesa condena racismo contra jogadores após a derrota da Inglaterra

A Federação Inglesa de Futebol divulgou um comunicado, na madrugada da segunda-feira (12), condenando o abuso racista online contra jogadores após a derrota do time na disputa de pênaltis para a Itália na final do Euro 2020 no domingo. As seleções empataram com um gol após a prorrogação e a Itália venceu a disputa de pênaltis por 3 a 2, com os jogadores da Inglaterra Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka, todos negros, perdendo a cobrança de pênaltis. "A FA condena veementemente todas as formas de discriminação e está chocada com o racismo online que tem sido dirigido a alguns de nossos jogadores da Inglaterra nas redes sociais", disse o comunicado. "Não poderíamos deixar mais claro que alguém por trás de um comportamento tão repulsivo não é bem-vindo ao seguir a equipe. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar os jogadores afetados, ao mesmo tempo em ...

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Foto: Reprodução/ Instagram @
semioticantirracista)

Plataforma de semiótica abre inscrições para curso sobre racismo e Mídia no Brasil

Com forte adesão de profissionais, estudantes e pesquisadorxs de Comunicação em todo o Brasil, o curso 'Racismo e Mídia no Brasil: uma abordagem semiótica' está com inscrições abertas para sua oitava edição. As aulas acontecerão nos dias 24 e 25 de julho, das 16h às 18h, em uma plataforma de reunião on-line. A inscrição compreende dois dias de atividade, com emissão de certificado de 4h. A discussão sobre o racismo ganhou um novo fôlego no Brasil e no mundo, a partir da circulação discursiva nas redes sociais. Pauta historicamente reinvidicada pelo movimento negro, vem ganhando espaço nas preocupações institucionais de empresas, veículos de comunicação e nas disputas narrativas da contemporaneidade.  O curso 'Racismo e Mídia no Brasil: uma abordagem semiótica' busca contribuir para o aprofundamento de uma visão crítica e coletiva sobre a relação entre violência racial e o sistema de produção simbólico. O objetivo é tensionar as práticas de ...

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Imagem: Geledes

Motorista por aplicativo denuncia ter sofrido racismo após negar manobra indevida de cliente na BA: ‘Chamou de desgraçado preto’

Um motorista por aplicativo denunciou ter sido vítima de racismo após negar pedido de manobra indevida feito por uma cliente, durante uma corrida realizada no fim da manhã desta terça-feira (6), em Salvador. O momento foi registrado por uma câmera de celular.  No vídeo, é possível ver que a mulher, acompanhada de uma criança, desce do carro enquanto chama a vítima de "desgraçado" e "preto". "Ela começou a me ofender de preto desgraçado, disse que eu estava na merda, por isso estava rodando Uber. Disse que eu peguei o dinheiro dela sem levá-la ao destino", relatou Noelson Morais. O motorista de 33 anos conta que pegou a passageira em frente ao Shopping da Bahia, com destino ao Salvador Shopping. Segundo ele, a cliente pediu que desse "roubadinha" no trânsito, ato infracional, para chegar ao local mais rápido. No entanto, ele recusou a solicitação. "Falei para ela que não tinha como e ...

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Albari Rosa/Gazeta do Povo/Arquivo

Racismo e Equalização: o Novo Fundeb e o Direito à Educação Escolar Indígena e Quilombola e em Territórios de Vulnerabilidade Social

Resumo O artigo aborda os desafios colocados às políticas de financiamento para que atuem efetivamente em prol da equalização na garantia do direito à educação, com base no necessário reconhecimento da relação entre igualdade e diferenças, condição para o pleno enfrentamento das desigualdades nas políticas educacionais. Resgata a luta por direitos dos povos indígenas e populações negras e quilombolas, suas conquistas legais e as inovações institucionais das últimas décadas, visando superar a insuficiência das políticas universais e o racismo estrutural que invisibiliza e nega a condição de sujeitos de direitos a tais populações, majoritariamente predominantes em territórios considerados de alta vulnerabilidade social. À luz desses acúmulos e da proposta de Custo Aluno Qualidade Adicional, defende-se que o novo Fundeb e o Sistema Nacional de Educação estabeleçam mecanismos que aprofundem o processo de superação das desigualdades educacionais brasileiras em uma perspectiva de política de ação afirmativa. Ao final, apresentam-se quatro propostas para ...

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Com lei de 1951, Estado brasileiro reconheceu existência da discriminação contra negros

Há 70 anos, Brasil ganhava primeira lei contra racismo

Em 3 de julho de 1951, o então presidente Getúlio Vargas (1882-1954) promulgou a primeira norma brasileira de combate ao racismo, a Lei 1390, mais conhecida como Lei Afonso Arinos — em referência ao autor do texto, o então deputado federal Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990), jurista e historiador. Não foi por acaso que a discussão foi levantada e chegou ao ponto de se tornar lei. Um ano antes, a dançarina e coreógrafa americana Katherine Dunham (1909-2006) havia feito uma denúncia a repórteres que cobriam sua estreia no Teatro Municipal de São Paulo: o gerente do Hotel Esplanada, cinco-estrelas luxuoso que funcionava próximo à casa de espetáculos paulistana, havia se negado a hospedá-la depois de constatar que ela era "uma mulher de cor". A repercussão não se restringiu à imprensa brasileira, mas repercutiu também em outros países. No dia 17 de julho de 1950, o deputado Arinos apresentou seu projeto ...

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Geledés

Racismo de aluno contra africano é denunciado por estudantes de universidade no RS

Durante uma aula à distância da matéria ‘Estágio Supervisionado I’, uma aluna relatava sua experiência em uma Unidade Básica de Saúde com uma comunidade de haitianos em Canoas, cidade na região metropolitana de Porto Alegre. Então, um dos estudantes provou todo seu racismo e sua ignorância afirmando que “africanos fedem até com banho”. Primeiramente, haitianos não são africanos, né? O Haiti fica no Caribe. Em segundo lugar, essa frase é absolutamente racista e enojante. Segundo um estudante presente na aula, os alunos repreenderam rapidamente a fala. “A professora se pronunciou, repreendeu a aluna no mesmo momento. Inclusive, gostaria de elogiar a postura dela e dos outros professores”, afirmou o anônimo ao Brasil de Fato. A estudante responsável pela fala afirmou que não quis ofender ninguém e nem cometer um ato de racismo em uma nota. É claro que cometeu. A UniRitter afirmou que não compactua o racismo, mas não confirmou se irá ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Carrefour quer censurar livro que analisa casos de racismo na rede

O livro “Caso Carrefour, Segurança Privada e Racismo: Lições e Aprendizados” corre o risco de ser censurado antes mesmo de ser lançado, o que acontece nesta terça-feira (29), pois, o grupo Carrefour ameaça processar os autores da obra. A obra, que foi escrita pelos pesquisadores Susana Durão e Josué Correira, usa o assassinato de João Alberto Silveira Freitas em novembro de 2020 por seguranças de uma loja da rede em Porto Alegre. Cabe lembrar, que o crime ocorreu um dia antes do Dia Nacional da Consciência Negra. Danilo Bonadio Bonfim, gerente jurídico do Carrefour, enviou e-mail à reitoria da universidade e afirmou que a pesquisa “contém graves imprecisões e equívocos”. Entre os equívocos, o representante jurídico do Carrefour afirma que o título da obra associa o nome da rede ao racismo e que o livro se utiliza da dados internos que foram disponibilizados “apenas à Fenavist (Federaçãço Nacional das Empresas ...

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Mauro Pimentel/Expresso

Inquérito da ONU por Floyd denuncia racismo sistêmico na polícia no Brasil

O Brasil é arrastado para o centro do debate sobre a violência policial. Num informe apresentado nesta segunda-feira pela ONU e realizado a partir da morte de George Floyd, nos EUA, a violência da polícia brasileira é citada como um dos casos no qual existe racismo sistêmico nas forças de ordem diante das ações e morte de afrodescendentes. A ONU fez um apelo para que governos não deixem os responsáveis pelos crimes sem punição e alertou que a atual situação, no Brasil e no mundo, é insustentável. Nas semanas que seguiram ao caso do assassinato do americano, em 2020, uma resolução foi aprovada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dando um mandato para que a entidade realizasse uma investigação sobre a violência policial e racismo. Ainda que o trabalho se concentre principalmente nos EUA, a opção da ONU foi a de ampliar as investigações e avaliar o comportamento ...

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Imagem: Geledes

Mulher é indiciada por racismo em concurso de beleza

Uma mulher foi indiciada pela polícia de Santo Antônio do Amparo, no Centro-Oeste de Minas Gerais, por crime de racismo. As ofensas racistas teriam acontecido durante a realização de um concurso de beleza, em 12 de junho, naquela cidade.  Segundo relatório da Polícia Civil, a acusada enviou uma mensagem, por meio de áudio, com comentários preconceituosos sobre uma das participantes para outra mulher. Usando a gravação, a vítima e a mãe dela procuraram a polícia e registraram queixa. No dia em que fizeram a denúncia, elas foram ouvidas na delegacia. A acusada compareceu depois de intimada e também prestou depoimento. Ela negou o intuito de ofender ou magoar terceiros. Segundo a mulher, a intenção era discutir a 'política de cotas' em um grupo familiar na rede de mensagens. Depois de ouvidas as duas partes, o inquérito policial foi encaminhado, pelo delegado Josias Monteiro Giffoni, ao Ministério Público, com o indiciamento ...

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Manuela Hermes de Lima é Juíza do Trabalho no Estado da Bahia  (Arquivo Pessoal)

Manuela Hermes de Lima: Infâncias Negras, Racismo e Trabalho Infantil

“Trabalho infantil é um crimeE tem cor e endereço (…)Prioridade nossaÉ assegurar que cresçam e floresçam (…)Merecem o mundo como um jardimE não como uma cela”Emicida & Drik Barbosa – Sementes O trabalho infantil marca a pessoa adulta. Em nossa casa, recordo dos relatos de meus pais sobre o trabalho a que foram submetidos ainda na infância, e da experiência de meu pai, homem preto, que, na infância pobre em Salvador, foi compelido ao trabalho precoce, encontrando na Educação a possibilidade de mobilidade num contexto adverso, graduando-se em Direito na UFBA em 1972 e, posteriormente, ingressando na Magistratura Trabalhista em 1991, rompendo o ciclo de trabalho prematuro às gerações posteriores de filhos(as) e netos(as). Em 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil instituído pela OIT, o mundo se mobilizou contra o trabalho precoce na infância e adolescência. Em razão do contingente de crianças negras nessa condição no país, traçamos ...

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Fotomontagem sobre imagens Clay Banks/Unsplash e Freepik

Pesquisa expõe o racismo estrutural nas instituições de saúde

O racismo está bastante enraizado na cultura brasileira, tanto que as medidas para combater a discriminação racial, adotadas pelo governo federal, utilizaram pela primeira vez, em 2005, a expressão “racismo institucional” para explicar que ele se manifesta nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições, o que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita em 2015, 23,3% das pessoas negras e pardas já se sentiram discriminadas em serviços de saúde. A pesquisa de mestrado Análise do racismo institucional na assistência em saúde sexual e reprodutiva no município de Ribeirão Preto-SP, do enfermeiro Marcelo Vinicius Domingos Rodrigues dos Santos, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, revela que esse problema é tão “comum” a ponto de poucas pessoas identificarem que sofreram discriminação racial. O intuito do estudo era identificar com que ...

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Matheus Ribeiro da Cruz, 22 anos foi interpelado por um casal no último sábado, no Leblon, e precisou provar que era o dono de sua própria bicicleta Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Jovem negro denuncia casal branco por racismo, no Leblon, após precisar provar ser o dono de bicicleta elétrica

O que era para ser apenas um passeio no meio do dia dos namorados se transformou num ataque racista contra Matheus Ribeiro da Cruz, de 22 anos, instrutor de surfe e morador da Maré. Enquanto aguardava a namorada, na porta do Shopping Leblon, o jovem foi abordado por um casal, de brancos, que desconfiava de sua bicicleta elétrica, pois a moça teria tido uma bicicleta semelhante furtada nas proximidades. Em um vídeo, Ribeiro filmou o final da discussão, em que o rapaz pede "desculpas" pela acusação. No seu instagram, o instrutor narrou o acontecido "E pra você, que é pretin igual eu, seja cuidadoso ao andar em lugares assim. Eles vão te culpar, pra depois verem o que aconteceu", concluiu, no texto.  Assista o vídeo clicando aqui O vídeo mostra apenas a parte final da discussão, mas as imagens vêm gerando muita repercussão e revolta nas redes sociais, com diversas ...

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Foto: @ ARTSY SOLOMON

Adversidade na primeira infância e os impactos do racismo na saúde

Desigualdades nos resultados de saúde pública impõem custos humanos e econômicos substanciais em todas as sociedades, e isso é dramático quando a desigualdade é enorme como no Brasil. A relação entre adversidade precoce na infância e bem-estar ao longo da vida apresenta uma rica estrutura científica para um pensamento novo sobre a promoção da saúde e prevenção de doenças em geral, ampliado por um enfoque mais profundo em como o racismo influencia disparidades mais especificamente. Numa revisão realizada pelo professor e amigo Jack Shonkoff, encontra-se uma visão geral dos avanços na biologia da adversidade e resiliência através das lentes da primeira infância, seguida por uma visão geral dos efeitos únicos do racismo na saúde e uma revisão seletiva dos resultados da pesquisa de intervenção relacionada. A saúde e o desenvolvimento de crianças pequenas são moldados por um processo de adaptação contínua e interativa (nos níveis molecular, celular, de sistema orgânico ...

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