quinta-feira, agosto 6, 2020

    Resultados da pesquisa por 'racismo'

    OAB/Divulgação

    Advogados negros divulgam manifesto contra racismo na OAB

    Um grupo de advogados negros encaminhou ao presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), José Carlos Rizk Filho, um manifesto pela "erradicação do racismo como prática genocida contra a população negra", praticado "dentro da própria Ordem". Eles exigem que a OAB/ES "tenha posturas concretas, permanentes e vigilantes de combate a todas as manifestações de racismo", sendo necessária uma "ação sistêmica e urgente de transformação das práticas realizadas pela Ordem dos Advogados do Brasil". Os advogados denunciam a ausência da população negra nos diversos espaços da OAB, como nos eventos organizados pelas comissões temáticas da instituição e na própria diretoria. "Registramos, ainda, que quando a população negra conquista determinados espaços, como por exemplo, na Comissão de Igualdade Racial da OAB/ES, a mesma encontra diversas dificuldades para concretizar ações que garantam de fato a conscientização, reconhecimento, promoção da igualdade, defesa dos direitos étnico-raciais e, consequentemente, os direitos da ...

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    Divulgação

    Racismo climático

    O que o antirracismo pode ensinar ao campo das mudanças climáticas? A pergunta é respondida em um produto/publicação do DESAFIO LAB, criado pelo Perifa Connection. O "LAB PerifaConnection: Clima e Periferias" é uma iniciativa em parceria com o iCS com o propósito de ser uma formação em questões climáticas, meio ambiente e sustentabilidade para 15 comunicadores e ativistas que vivem nas periferias do Rio de Janeiro, principalmente negros, mulheres e LGBTs. O recado inicial já deixa claro: “Impactos climáticos têm gênero, cor e lugar. O racismo é estrutural. As periferias e as populações tradicionais querem ser agentes em um mundo com menos emissões, e não apenas resultados de impactos ou metas”. Segundo o documento, que aborda intimamente o conceito de justiça climática, o enfrentamento do tema só acontecerá com propriedade quando houver a incorporação do pensamento antirracista como protagonista de políticas e modelos de um mundo de baixo ou zero ...

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    SILVIA IZQUIERDO / AP

    Brasil atrasa 12 anos e lista ações antirracismo à ONU sem gestão Bolsonaro

    Com um atraso de doze anos, o Brasil submeteu em julho à ONU (Organização das Nações Unidas) seu informe sobre o que tem feito para lidar com a discriminação racial no país. O documento, porém, não cita os acontecimentos, iniciativas e políticas do governo de Jair Bolsonaro e se limita a tratar da questão até o ano de 2017, destacando ações de administrações passadas. Pelas regras da ONU, o Brasil deveria ter entregado seu informe oficial ao Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial em 2008. Trata-se de uma das obrigações da convenção sob o mesmo assunto, assinada e ratificada pelo Brasil. Mas nem os governos Lula, Dilma ou Temer cumpriram o que estipula o tratado. Com o informe oficial, as autoridades na ONU avaliarão a situação da discriminação racial no Brasil, o que neste caso deve ocorrer em 2021. Veja o documento completo aqui. De acordo com o governo, ...

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    Logo da ONU em sede de Nova York
Imagem: Lucas Jackson

    ONU alerta para lacunas nos processos judiciais de racismo em Portugal

    O Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas está preocupado com o uso excessivo da força pela polícia portuguesa contra pessoas de minorias étnico-raciais, sobretudo de origem cigana e afrodescendente. E aconselha o uso de câmaras no corpo dos agentes durante as operações policiais. É motivo de preocupação da ONU o facto de estes crimes, praticados pela polícia ou cidadãos, não estarem a ser “adequadamente investigados”, bem como o baixo número de condenações reportadas. De 2009 a 2018 o Ministério da Justiça não registou condenações por racismo, como noticiou o PÚBLICO em Fevereiro. Na sua mais recente avaliação periódica, a quinta, concluída no final de Março, este órgão elenca também várias falhas nos mecanismos de punição da discriminação em Portugal: das disposições legais e queixas, da investigação à formação de pessoal e ao discurso de ódio. No documento, que foi produzido já depois de integradas as respostas de várias entidades ...

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    Getty Images

    O racismo destrói as entranhas do Brasil

    O racismo estrutural existe sim, e corrói as entranhas da vida brasileira há muito, muito tempo.Tempo demais. É inaceitável que continuemos assim. Nossa sociedade paga um alto preço pela normalização do racismo e isso é inadmissível; e fazemos quase nada para estancar esta ferida que sangra todos os dias: quando um menor é assassinado à queima-roupa, uma mãe perde seu filho para o tráfico, milhares de negros são demitidos, crianças negras são violentadas, povos quilombolas perdem suas terras, mães negras são insistentemente desrespeitadas em seus trabalhos como domésticas em casas de patroas brancas, e tantos outros fatos horrorosos que crescem exponencialmente. Todos os dados estatísticos apontam para números desfavoráveis e mais elevados quando consideradas as populações negras. Em que ponto estas questões não incomodam cada cidadão brasileiro, pode ser considerado um mistério desafiador, mas que não deve ser ignorado. Não deveríamos jamais voltar para nossas casas, sentar confortavelmente nos sofás, ...

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    Vettel e Hamilton (Foto:   Mark Thompson/Getty Images)

    Vettel e Hamilton lutam contra o racismo: “A FIA e a F1 nos abandonaram”

    Antes do Grande Prêmio da Inglaterra haverá outro momento para refletir sobre a luta contra o racismo. No entanto, isso não aconteceu por si só. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel se sentiram abandonados quando se manifestaram. “Aparentemente, algumas pessoas pensam que já fizemos o suficiente, mas esse é o problema. Temos que continuar a ter direitos iguais para todos”, diz o hexacampeão mundial, de acordo com o ‘Speedweek.com’. O britânico encontrou apoio de Sebastian Vettel e juntos expressaram sua insatisfação. “Sebastian e eu conversamos através do aplicativo e nós dois percebemos o quanto isso é importante. Temos que nos reunir com os líderes da Fórmula 1 porque eles precisam fazer um trabalho melhor”, disse Hamilton, apoiado por Vettel. “Os pilotos não deveriam organizar isso, mas a FIA e a Fórmula 1. Eles fazem o planejamento. Tentamos dar um sinal, mas depois da primeira corrida, a FIA e a Fórmula 1 ...

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    O saxofonista norte-americano John Coltrane CHUCK STEWART PHOTOGRAPHY

    Alabama de John Coltrane, o Jazz contra o racismo

    A clássica e triste canção “Alabama” de John Coltrane, um canto emocionante contra o racismo e um grito em favor dos excluídos ao som do saxofone mais conhecido da história do Jazz. A história dos Estados Unidos fez o negro viver o pesadelo americano de uma forma dura e cruel durante muitos anos (e ainda faz). Uma das contribuições mais importantes da cultura afroamerciana para o mundo foi o Jazz. Esse ritmo, criado por escravizados e ex-escravizados, à beira dos riachos, sempre transpareceu a tristeza e luta dos negros por liberdade e igualdade de direitos. Na primeira metade do Século XX era difícil para os negros até adorarem a Deus sendo segregados em igrejas de bairros pobres, sem energia elétrica e instrumentos de qualidade para o louvor. As vozes dos adoradores negros precisavam ser mais ressonantes e a sincronia e arranjos mais bem construídos, pois a música fazia seus corações ...

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    Luísa Semedo (Reprodução/Facebook)

    Negar o racismo é racismo

    Enquanto se continua a pôr em causa se há racismo, se há racismo estrutural ou se a sociedade portuguesa é racista anula-se o espaço para a responsabilização, para a reflexão e discussão sobre a mudança, e silenciam-se as vozes das pessoas vítimas de racismo, as suas vivências e as suas propostas para o progresso da Igualdade entre todas e todos os cidadãos em democracia. Negar o racismo é distração e sabotagem. Após a execução racista de Bruno Candé Marques começou desde logo a cantiga usual: “agora tudo é racismo”, “isto não é racismo”, “o idoso só estava mal disposto”, “acordou do lado errado da cama” ou “talvez se tenha enganado porque vê mal” (verdadeiro comentário). Excluindo o negacionismo deliberado e oportunista, utilizado como arma política e chamariz mediático de profissionais do racismo como André Ventura, este nível delirante de negação é perturbador e é também um sintoma do racismo estrutural ...

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    Rosane Borges (Reprodução/Twitter)

    O racismo e as mulheres negras

    Num contexto em que as reações antirracistas sacodem a boa consciência da comunidade planetária, deslocando episódios brutais do lugar monótono da trivialidade cotidiana para o campo do intolerável, pesquisa recente da consultoria IDados, divulgada nas últimas semanas, reafirma que o fosso social no Brasil tem um fundamento de exclusão invariável: o racismo. Mas, note-se: mesmo com os dados desfilando persistente e constrangedoramente à nossa frente, relutamos em juntar os pontos, procuramos atalhos para justificar a magnitude da desigualdade como forma de evitar o confronto com o racismo tal como ele é: profundo, estrutural, que perdura no tempo, se efetua a revelia das boas intenções, sobrevive com obstinação, o que demonstra como as camadas espessas da colonização e da escravidão até hoje cobrem o nosso tecido social, sobrevivendo com tenaz resistência aos humores dos tempos. Certamente, a pesquisa da IDados não traz nada de novo, mas serve de alerta, em contexto ...

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    O, The Oprah Magazine/Reprodução

    Oprah denuncia racismo e não estampa capa de sua revista pela primeira vez na história

    Pela primeira vez em 20 anos, Oprah Winfrey não estará na capa da O, The Oprah Magazine. Em vez disso, a capa é estampada por Breonna Taylor, a técnica de pronto-socorro de 26 anos que foi morta pelas mãos da polícia que atirou nela em um “mandado de segurança” em sua casa em 13 de março. Winfrey decidiu homenagear Breonna Taylor em grande parte, colocando-a na capa de O e dedicando a edição de setembro a lembrar sua vida, como um meio de manter o mundo falando sobre sua morte injusta. Desde a morte de Taylor em Kentucky, as autoridades de Louisville proibiram “mandados de segurança” e demitiram um dos policiais envolvidos no tiroteio, mas os outros dois policiais ainda não foram acusados ​​ou demitidos. Em um comunicado publicado no Twitter, Winfrey anunciou a capa, dizendo que “não podemos ficar em silêncio” sobre o assassinato de Taylor. “Breonna Taylor. Ela ...

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    Cantora Laís Raquel, 22 anos, sofreu o preconceito por meio de conversa em rede social (Reprodução/Instagram @laisraquelon)

    Racismo: noiva pede que cantora alise cabelo para “ficar melhor nas fotos”

    Uma cantora de Brasília viveu um episódio de racismo ao ser contatada por uma possível cliente. Por meio do Instagram, uma mulher disse que estava organizando a festa de casamento e tinha se interessado pelo trabalho de Lais Raquel. No entanto, estabeleceu uma condição para que o contrato fosse fechado: a cantora teria que alisar o cabelo. Lais Raquel tem 22 anos e canta desde os 7 anos. Atualmente, trabalha em uma escola com musicalização infantil e também canta em eventos, como casamentos, há três anos. A possível contratante pediu uma foto de Laís em algum casamento e, ao receber a imagem, perguntou: “Você costuma cantar com o cabelo assim mesmo?” Prontamente a cantora respondeu que sim. Foi quando recebeu a proposta: “Se você for cantar no meu casamento, poderia alisar o cabelo? Eu amei sua voz e queria muito que cantasse, mas só esse detalhe para ficar melhor nas ...

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    Foto: ONU Brasil

    Após quase três décadas, luta de mulheres negras da América Latina contra o racismo continua

    Rádio Sagres · Manhã Sagres #645: Entrevista com a professora de Filosofia e Ciências Humanas do IFGO, Janira Sodré Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo. Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que completou 28 anos no último sábado (25). Em entrevista ao Manhã Sagres desta segunda-feira (27), a professora da Coordenação de Filosofia e Ciências Humanas do Instituto Federal de Educação de Goiás, Coordenadora do Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Africanidades do IFG e Presidente da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Racismo e Diversidade Étnica do Conselho Estadual da Mulher, Janira Sodré, falou sobre a baixa representatividade das mulheres na política e ...

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    Companhia das Letras/Divulgação

    Companhia das Letras tenta combater racismo nomeando editor de diversidade

    A Companhia das Letras, maior grupo editorial brasileiro, anunciou que está tomando iniciativas para combater os efeitos do racismo nas suas publicações e ampliar a diversidade de seus autores. Os planos incluem a criação do cargo de editor de diversidade, ocupado pelo historiador Fernando Baldraia, com atuação transversal em todo o grupo, um censo interno dos funcionários e do catálogo da editora, um programa de treinamento com atenção à diversidade, assim como outros projetos editoriais. "Como o racismo estrutura todas as nossas relações, ele impacta também o ambiente editorial, em que não só a maior parte dos funcionários em postos de direção são brancos, como os catálogos são majoritariamente compostos por autores brancos e de origem europeia", afirma nota do grupo. "Por isso é preciso tomar medidas práticas e propositivas, na esteira de outros setores, como as universidades públicas." Carolina Maria de Jesus / Acervo IMS ...

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    Manifestantes do grupo negro NFAC caminharam pelas ruas de Louisville, no Kentucky, neste sábado (25) para cobrar justiça para a mulher negra Breonna Taylor — Foto: Timothy D. Easley/AP

    Manifestantes negros armados protestam nos EUA contra morte de Breonna Taylor e racismo

    Um grupo de manifestantes negros fortemente armados fez um ato neste sábado (25) em Lousiville, no estado americano do Kentucky, para cobrar justiça para Breonna Taylor, técnica de medicina negra de 26 anos morta em março por policiais que invadiram seu apartamento. Dezenas de pessoas vestidas com uniformes paramilitares, portando fuzis e espingardas semiautomáticas, caminharam até um cruzamento onde a polícia os separou de um grupo menor de manifestantes contrários. Segundo os policiais, três pessoas do movimento negro ficaram feridas depois que uma arma foi acidentalmente descarregada. A milícia negra se chama NFAC, iniciais de “Not fucking around coalition”. O líder do grupo, John “Grandmaster Jay” Johnson, exige que as autoridades acelerem o ritmo das investigações sobre a morte de Taylor e que sejam mais transparentes. "Se vocês não falam nada, pensamos que não estão fazendo nada", disse Johnson em um discurso, segundo o “Louisville Courier Journal”. Um policial envolvido ...

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    Reprodução/Instagram

    Djamila Ribeiro denunciará Twitter no Ministério Público por ‘explorar o racismo e a misoginia’

    A escritora e colunista da Folha Djamila Ribeiro vai ingressar com uma representação no Ministério Público contra o Twitter. Ela alega que a rede social “explora economicamente o racismo e a misoginia” e “lucra com ataques sem defesa a mulheres negras”. Djamila foi um dos assuntos mais comentados daquela plataforma no fim de semana, quando ela foi alvo de críticas por ter veiculado um conteúdo comercial pago pela empresa de táxis 99 em um momento em que entregadores de aplicativos fazem greves por melhores condições de trabalho. “A gente entende que essas pessoas são levianas, fazem ataques descabidos", afirma à coluna Djamila, que diz já ter manifestado apoio às paralisações dos entregadores. "Mas entendemos que o Twitter permite”, afirma. A escritora também registrou boletim de ocorrência por ameaças recebidas por ela e por sua filha devido à repercussão do fim de semana.   Ver essa foto no Instagram   Já faz tempo falo sobre ...

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    Polícia e manifestantes se reúnem em torno de um manifestante que foi baleado após vários disparos durante um protesto do Black Lives Matter em Austin. — Foto: Redes Sociais/ Hiram Gilberto - Reuters

    Protestos contra racismo deixam morto e dezenas de presos nos EUA

    Ao menos 45 manifestantes foram presos e policiais ficaram feridos em confrontos no maior protesto em semanas do movimento Black Lives Matter (“Vidas Negras Importam”, em inglês) em Seattle, no estado americano de Washington, neste sábado (26). A manifestação contra o racismo teve um gás novo após os episódios de violência entre ativistas e agentes federais nas proximidades de Portland, no Oregon. Em Austin, no Texas, uma pessoa foi morta quando vários tiros foram disparados em meio a um protesto. De acordo com o departamento de polícia de Austin, não houve outras mortes ou pessoas baleadas durante o tiroteio. Segundo a polícia, os agentes de segurança usaram armas não letais para tentar dispersar milhares de manifestantes no fim da tarde, depois que alguns participantes do protesto atearam fogo em um centro de detenção juvenil e um tribunal. A polícia de Seattle informou no Twitter que 21 policiais ficaram feridos depois ...

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    Foto: Gabriel Inácio do Santos

    O uso da palavra ‘genocídio’ no combate ao racismo estrutural

    Este texto foi escrito a quatro mãos. Duas negras, duas brancas. Escolha que se deu para que possamos praticar um dos nossos principais argumentos: de que o racismo, assim como a luta antirracista, não deve mobilizar apenas negros e negras, mas também brancos e brancas. Representatividade é fundamental, mas não é o suficiente. Se entendemos o racismo como um fenômeno estrutural, nos parece coerente remexer a própria estrutura na hora de escrever e pensar sobre ele. Então, vamos aos fatos. O fato de que pessoas negras são vítimas de um genocídio constante não deveria nem ser discutido. O debate, aliás, só revela a resistência que uma sociedade moldada pela discriminação contra corpos de negros tem de se assumir racista. Como não chamar de genocídio uma sucessão de violências que sempre estouram no seio de famílias pretas? Não há refresco. Nem em tempos de pandemia e de uma suposta onda de ...

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    (Foto: Adobe)

    O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu

    O Julho é das Pretas. Em julho, honramos o Dia de Tereza de Benguela, para a discussão das desigualdades de gênero e raça. Para a mulher negra, nunca houve um dia de festa, flores, cuidado e aconchego. Vivemos num mundo que não enxerga a mulher negra pela pessoa que é, mas pelos recursos que fornece, pelas ferramentas que oferece. A mulher negra ainda é a carne mais barata do mercado, o gadget mais útil da loja. Mas o Julho… É delas. Por ela, o mês é todo delas. A nós, a cidadania é sistematicamente negada. E por isso, é necessário que tenhamos um Julho das Pretas. É necessário refletir sobre tudo que somos, sobre os passos que demos - eles vêm de muito longe - e que ainda vamos dar. Precisamos falar de Tereza de Benguela para entender isso. Precisamos falar desta mulher negra, quilombola, estadista, empreendedora, líder. esposa, filha, ...

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    Reprodução/Facebook

    “O racismo faz parte da lógica capitalista, mas a humanidade está sentindo sua inviabilidade”

    A discussão sobre o racismo parece ter dado um salto de qualidade em todo o planeta, que para além da pandemia do coronavírus lida com o aprofundamento de diversas crises. No centro de tais discussões, aparece o capitalismo e seu modelo societário, ainda que boa parte da mídia de massa e das classes políticas globais tentem dissimular. Mas é neste contexto de crítica socioeconômica que surgiu a Coalizão Negra por Direitos, articulação criada por mais de 150 movimentos sociais e comunitários. E sobre isso o Correio publica entrevista com Maria José Menezes, bióloga e ativista da Coalizão. “O racismo, enquanto projeto de Estado, está em debate em todo o mundo. A brutalidade policial contra o povo negro não é mais vista como algo natural pelas sociedades modernas. O racismo faz parte da lógica capitalista, mas a humanidade está sentindo que é inviável sobrevivermos diante de tamanhas desigualdades e as organizações ...

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    Jô foi campeão paulista e brasileiro pelo Corinthians em 2017 — Foto: Marcos Ribolli

    Jô, do Corinthians, divide capa de revista com esposa e filhos e fala sobre racismo: “É triste”

    O atacante Jô, do Corinthians, foi capa da edição de julho da revista "Raça". Ele deu entrevista ao lado da mulher Claudia Silva e dos filhos Pedro e Miguel, de cinco e dois anos, respectivamente. Um dos temas da entrevista foi o racismo. O camisa 7 do Timão disse que presenciou situações que lhe causaram muita revolta, principalmente na Rússia. Ele atuou pelo CSKA de 2006 a 2008. – Na Rússia tende a ter preconceito racial. Eu joguei contra um time em que até hoje não é bem visto um negro no time. Agora tem o Malcom (no Zenit), que foi muito rejeitado pela torcida (...) Eu e Vagner Love éramos do mesmo time (CSKA) e quando a gente entrava para aquecer, jogavam casca de banana – lembrou. – Outro jogador, Welington, de outro time, nunca foi aceito. No último ano dele, a torcida colocou uma faixa no estádio, escrita ...

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