terça-feira, julho 7, 2020

    Resultados da pesquisa por 'racismo estrutural'

    Jamiel Law/NyTimes

    Racismo estrutural no Brasil

    No Brasil, desde o dia 25 de maio do corrente ano, nunca havíamos assistido tanto as grandes emissoras de televisão se reportarem com tanta frequência ao racismo, quanto temos presenciando desde então.  O que será que as emissoras de televisão querem dizer aos telespectadores/as com tantas reportagens sobre o racismo? Não existe racismo no Brasil? O racismo no Brasil estava silenciado? O debate sobre o racismo está pautado na sociedade brasileira? O racismo está na agenda da grande imprensa? A sociedade brasileira resolveu admitir a existência do racismo e enfrentá-lo, ou tudo não passa de um jogo de cena?  Em meio ao bombardeio das reportagens, à primeira vista, a impressão que o/a telespectador/a tem é a de que não existe racismo no Brasil e os primeiros casos surgiram recentemente. Para os/as desavisados/as, desinteressados/as e desinformados/as no assunto, racismo não é coisa de negros/as, é coisa de brasileiros/as; se trata de ...

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    Luciana Barreto, âncora da CNN
(Imagem: Reprodução/YouTube/Retirada do site UOL)

    Âncora da CNN critica produto da Bombril: ‘Pesquisem racismo estrutural’

    Depois de a Bombril ser acusada de racismo nas redes sociais por lançar uma esponja de aço inox com o nome Krespinha, uma associação ao cabelo de pessoas negras, a jornalista Luciana Barreto, âncora da CNN, usou seu espaço na bancada para comentar o caso e criticar o racismo estrutural existente no país. Luciana alertou para quantas garotas já ouviram comparações entre seus cabelos crespos e Bombril - como ficou conhecida a esponja de aço da empresa. E como isso sempre foi feito com conotações negativas, impactando na autoestima de pessoas negras. "Posso dizer que qualquer pessoa, branca ou negra, sabe que chamar o cabelo de meninas negras na escola de Bombril era muito comum como ofensa. Então, meninas negras ressignificaram a palavra; passou a ser cabelo crespo", relembrou Luciana. "Agora as pessoas voltam a ser ofendidas por ter seus próprios cabelos, que são da sua natureza, com uma forma ...

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    FOTO: MAURO PIMENTEL / AFP

    Manifesto político para um Judiciário contra o racismo estrutural

    Nós, brancos e brancas, somos os responsáveis pelas violências que culminaram com as mortes de João Pedro – no Brasil – e de George Floyd – nos EUA – e esses homicídios guardam intensa relação com todo o passado escravocrata dos dois países. Escravização de corpos negros produzida por nós, brancos e brancas. Violência estatal produzida por nós, brancos e brancas, que ocupamos a quase totalidade dos cargos de poder nas instituições públicas. Racismo estrutural produzido por nós que estamos à frente de todas instituições de saber e de poder, aqui ou lá. Racismo sistêmico, cotidiano, que mantêm segregados negros/as e nos concede, por isso mesmo, os privilégios materiais e imateriais decorrentes do simples fato de termos menos melanina no corpo. Não tenhamos memória seletiva! EUA e Brasil abrigam as maiores populações negras fora do continente africano e essa migração forçada foi causada por nós. Nossas terras foram e são ...

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    Jornalistas e colunistas do GLOBO: Cíntia Cruz, Marcello Corrêa, Camilla Pontes, Gilberto Porcidonio, Flávia Oliveira, Flávia Barbosa, Ana Paula Lisboa, Ana Carolina Diniz, Luana Génot (Foto: Agência O Globo / Arquivo)

    Preto no branco: 9 visões sobre onde está o racismo estrutural

    Não conseguimos respirar. Falta ar há muito tempo. Há séculos. Protestos antirracistas se espalham pelos EUA desde que o cidadão negro George Floyd morreu sob o joelho de um policial branco. Mas essa dor não é nova. É cotidiana principalmente no Brasil, que tem uma das maiores populações negras do mundo e reserva a ela a pior posição em sua estrutura deformada pela desigualdade. Estrutura é mesmo a palavra mais apropriada para descrever o que está no subtexto de absurdos similares no Brasil, como a perda das vidas de Miguel Otávio, aos 5 anos, João Pedro, aos 13, e Ágatha Vitória, aos 8. Apenas três vítimas recentes entre tantas outras num país em que a cor da pele determina quem é mais vulnerável e tem menos chances. Neste espaço, alguns dos jornalistas negros do GLOBO refletem sobre as diferentes dimensões em que essa situação de desvantagem e ameaça se desenha, ...

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    Edifício Pier Maurício de Nassau em Recife, de onde o menino Miguel caiu do 9º andar (Reprodução / TV Globo)

    Entre o direito a infância e negação de direitos as meninas e meninos pretos: racismo estrutural desde a estirpe da existência humana

    O Estatuto da Criança e do Adolescente, preconiza em seu terceiro artigo, que: "A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. “ Apesar da pandemia causada pela COVID 19, apesar das mais de 31 mil vidas ceifadas nos últimos meses, apesar da necessidade de isolamento social, Miguel, menino negro, de olhos vívidos e cheio de sonhos, traços peculiares de quem vive a primeira infância, estava em companhia de sua mãe, uma mulher negra, assalariada que servia a uma família branca de Recife.  Miguel de 5 anos estava lá em cima acompanhado por adultos, enquanto sua mãe passeava na rua com ...

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    Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus. Foto: Alex Pazuello/Semcom

    O racismo estrutural na crise do Coronavírus é visível quando ser negro(a) é o suficiente para estar dentro do grupo de risco

    Nossa defesa histórica da importância da construção de políticas públicas afirmativas (mulheres, negros e negras, indígenas, idosos, juventude, entre outros), a partir da compreensão de que as desigualdades sociais afetam distintamente cada grupo social, comprova-se, nesta conjuntura, ser fundamental. Isso porque, apesar do Coronavírus ser uma ameaça humanitária global, a possibilidade de sua propagação afeta mais suscetivelmente uns do que outros. Portanto, se “em tempos normais” as políticas públicas específicas são ferramentas necessárias contra as desigualdades sociais, em época de pandemia, é dever do Estado construir ações governamentais conforme as necessidades impostas por uma sociedade diversificada e plural pelas quais as nossas são formadas. A população negra é um dos grupos mais vulneráveis com a pandemia do coronavirus. Dados do jornal americano The New York Time, nos EUA, informam que as taxas de contaminações e mortes pelo COVID-19 são muito maiores em afro-americanos. Na Espanha, em Madri, coletivos de imigrantes ...

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    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo ...

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    (GETTY IMAGES)

    Racismo estrutural: a banalização da expressão nas redes sociais

    A ideia de liberdade é inspiradora. Mas o que isso significa? Se você é livre em um sentido político, mas não tem comida, o que é isso? A liberdade de morrer de fome?                                                                               − Angela Davis Os debates nas redes sociais sobre política, esportes, músicas, reality shows, entre outros assuntos, têm sido bastante calorosos e um campo abundante para o envolvimento das questões raciais. Em partes é muito interessante, já que nos deparamos com inúmeros pontos de vista que podem ajudar a formar nossas próprias opiniões.  Nesses últimos tempos, o racismo tem ganhado maior dimensão, escancarando a influência no modo de vida social. Por exemplo, a visibilidade das ocorrências de manifestações racistas nos estádios de futebol. Na música e no cinema observamos artistas negros sendo objetificados e hipersexualizados. Em programas de TV, estigmas e estereótipos continuam nos atingindo. Nos espaços de poder, a ausência de pessoas negras segue demonstrando a ...

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    Foto: Marcello Casal Jr/Arq/Ag Brasil/Ilust)

    Pandemia: racismo estrutural e o silêncio na imprensa

    Chega um momento em que o silêncio é traição. (Martin Luther King Jr.) Por Ricardo Alexandre Correa, do Carta Campinas Foto: Marcello Casal Jr/Arq/Ag Brasil/Ilust) Nestes tempos de pandemia, a preocupação com a propagação da Covid-19 tem feito com que vários especialistas, governantes e jornalistas discutam, diariamente, na imprensa, medidas para não colapsar o sistema de saúde brasileiro, visando à diminuição da propagação do vírus, e políticas para amparar as famílias atingidas com o isolamento social. No caso desta demanda, não me lembro de ter presenciado tamanha preocupação com a pobreza como está sendo agora. Isto é ótimo, contudo, tenho ressalvas com a maneira que estão conduzindo a discussão. Não há abordagem das questões raciais como elemento fundamental na pobreza da população, sendo que a premissa do debate deveria ser o reconhecimento de que os mais desfavorecidos, economicamente, têm a pele negra.1 O racismo estrutural atinge ...

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    Divulgação/OAB

    O necessário combate ao racismo estrutural é tema do Jornal da Advocacia

    A luta fundamental em prol da participação democrática na busca do reconhecimento, justiça social e desenvolvimento está na edição especial do Jornal da Advocacia. A publicação apresenta realizações e esforços empreendidos pela diretoria da gestão da Ordem paulista e de suas Comissões temáticas no combate ao racismo estrutural. No OAB Divulgação/OAB O cenário de desigualdades foi destaque de recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). De acordo com o panorama levantado, a população Negra, que corresponde a quase 60% dos brasileiros, tem níveis bem inferiores de conquistas quando se trata de distribuição de renda, ingresso no mercado de trabalho e educação. Na mesma linha, pretos e pardos são as principais vítimas da violência e ocupam apenas 24,4% da representação na atual formação da Câmara Federal. Na entrevista sobre o tema, a pesquisadora e especialista Ísis Aparecida Conceição aponta políticas necessárias para o combate ...

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    Silvio de Almeida / Divulgação

    Série sobre Marielle: professor Silvio Almeida dá aula de racismo estrutural para Antonia Pellegrino

    "Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das instituições aumenta e não diminui", aponta o autor do livro Racismo Estrutural Na Revista Fórum Silvio de Almeida / Divulgação O professor Silvio Almeida, doutor em direito pela USP e presidente do Instituto Luiz Gama, fez uma sequência de tuítes na noite deste domingo (8) apontando que a polêmica declaração da roteirista Antonia Pellegrino, autora de série sobre Marielle Franco, perpetua racismo estrutural. Pellegrino causou polêmica por escolher o diretor José Padilha para trabalhar na série e pela justificativa que apresentou: de que não escolheu um negro porque não existe um Spike Lee brasileiro devido ao racismo estrutural. Almeida, autor do livro Racismo Estrutural (Editora Polen) da coleção Feminismos Plurais de Djamila Ribeiro, rebateu a justificativa da roteirista. “Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das ...

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    As considerações aqui tecidas buscam estreitar as trocas com as forças negras da sociedade brasileira e abrir interlocuções com organizações pan-africanas - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Racismo Estrutural: Onde fica o Direito?

    A ausência negra na prática da advocacia diz muito sobre a institucionalidade branca Por Vera Lúcia Santana Araújo, do Brasil de Fato  As considerações aqui tecidas buscam estreitar as trocas com as forças negras da sociedade brasileira e abrir interlocuções com organizações pan-africanas - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil “Uma história de vozes torturadas, línguas rompidas, idiomas impostos, discursos impedidos e dos muitos lugares que não podíamos entrar, tampouco permanecer para falar com nossas vozes”. A provocação trazida é da Introdução de Grada Kilomba, psicanalista, escritora, artista interdisciplinar portuguesa, em sua obra Memórias da Plantação – episódios de racismo cotidiano, e, em curtíssima síntese, podemos asseverar que bem expressa a sólida base do racismo estrutural, processo sistêmico, construído e retroalimentado para conferir privilégios a certos e determinados estratos das gentes, promovendo artificial divisão humana. É histórica a construção de hierarquias sociais através da instituição de critérios que ...

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    Machado de Assis (Imagem: Campanha #MachadodeAssisReal/Faculdade Zumbis dos Palmares)

    Da estratégia de caramujo de Machado de Assis ao racismo estrutural: black money e a imprensa de resistência

    A técnica jornalística, a atitude e a escrita de Machado de Assis são reconhecidas por todos da área, mas poucos sabem de sua “estratégia de caramujo” enquanto homem negro em uma sociedade sem democracia racial. O trabalho de tipógrafo, revisor, crítico teatral e cronista nos jornais do século XIX deram a Joaquim Maria Machado de Assis segurança e tempo para exercer o que mais gostava: escrever com criticidade. No entanto, tudo isso não apaga sua origem negra (pai e avós paternos), sua negritude e sua luta antirracismo. Sendo o modo como escreve, o lugar de onde fotografa com palavras a realidade (realismo machadiano) e a escolha estratégica de vida as fontes de toda sua genialidade. Tal genialidade não é a que devemos cobrar dos nossos jornalistas atuais, porém não podemos tolerar deles, ainda mais de homens brancos, atitudes racistas como a do âncora do Bom Dia São Paulo, Rodrigo Bocardi, ...

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    Foto- Pablo Jacob : Agência O Globo

    Racismo estrutural: Desemprego entre negros é maior que a média nacional

    A taxa de desemprego entre os que se declararam brancos (10,2%) ficou abaixo da média nacional (12,7%) no primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, entre as taxas entre pretos (16%) e pardos (14,5%) – categorias usadas pelo IBGE que dizem respeito à população negra – ficaram acima. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua, divulgados nesta quinta (16). por Leonardo Sakamoto no Blog do Sakamoto Foto- Pablo Jacob : Agência O Globo }[po9ytrewa Isso lembra o óbvio, mas que deve ser recuperado sempre que possível: a crise econômica é especialmente dura contra a população negra por esse grupo ser o mais vulnerável, fruto de uma inclusão socioeconômica que nunca se concretizou desde a abolição. Por conta disso, negros contam com uma grande participação de trabalhadores em atividades com baixa qualificação profissional e sentiram especialmente o fechamento de vagas para operários da construção civil e em indústrias. De acordo com ...

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    Entenda o que é RACISMO ESTRUTURAL!

    O racismo no Brasil não é à toa. É estrutural. O Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão. Até 130 anos, os negros traficados eram mantidos em condições subumanas de trabalho, sem remuneração e debaixo de açoite. Do Canal Preto  Quando, no papel, a escravidão foi abolida, em 1888, nenhum direito foi garantido aos negros. Sem acesso à terra e a qualquer tipo de indenização ou reparo por tanto tempo de trabalho forçado, muitos permaneciam nas fazendas em que trabalhavam ou tinham como destino o trabalho pesado e informal. As condições subumanas não se extinguiram. Maria Sylvia, presidente do portal Geledés, e Helena Teodoro, voluntária Instituto de Filosofia e Ciência Sociais - IFCS, explicam como o racismo se estruturou no Brasil, durante e após a escravidão, e como a imagem do negro foi associada à vadiagem, ao subalterno, ao sujo. Não à toa, as tarefas ...

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    Silvio Almeida, advogado, professor e presidente do Instituto Luiz Gama. DIVULGAÇÃO

    “Comerciais como o da Perdigão evidenciam o racismo estrutural”

    Advogado aponta mensagem racista em campanha de Natal que associa família negra à pobreza. Empresa de alimentos lamenta repercussão negativa Por Breiller Pires, no El País   Silvio Almeida, advogado, professor e presidente do Instituto Luiz Gama. (Foto: DIVULGAÇÃO)   A cada Chester vendido, a Perdigão promete doar outro para “uma família que precisa”. Apesar da causa nobre, o comercial de divulgação da campanha cai no lugar comum de representar pessoas negras como a “família que precisa” na ceia de Natal e, por outro lado, atribuir a virtude da caridade a uma família branca. Para Silvio Almeida, advogado, professor de Direito e presidente do Instituto Luiz Gama, que promove direitos da população negra e minorias, a peça publicitária reflete as estruturas racistas da sociedade brasileira, em que os negros são automaticamente associados à condição da pobreza. Autor do livro O que é racismo estrutural (Editora Letramento), ...

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    conceicao evaristo - julia dolce/brasil de fato

    Conceição Evaristo garante que sua história é uma exceção a regra, em um país marcado pelo racismo estrutural

    “Ser escritora não rompe com o imaginário em relação às mulheres negras" por Pedro Nogueira Ribeiro e Mariana Pitasse no Brasil de Fato De fala firme e cuidadosa, a escritora Conceição Evaristo, 71 anos, hipnotiza olhares enquanto conta um pouco de sua trajetória à reportagem do Brasil de Fato, durante o 2° Festival Internacional da Utopia, em Maricá (RJ). Escritora desde menina, Conceição só teve as primeiras histórias publicadas aos 44 anos, recepcionadas pelos movimentos sociais, especialmente o negro. A notoriedade do grande público veio ainda mais tarde. Hoje com seis livros publicados, prêmios de literatura conquistados e sendo homenageada inúmeras vezes, a escritora explica que sua história é uma exceção à regra em um país marcado pelo racismo estrutural. “Eu represento uma minoria enquanto pessoa negra que está em um determinado espaço, que foi sempre de uma grande maioria branca. Se você pensa em uma autoria brasileira, você vai pensar em uma autoria ...

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    Will Smith e o racismo estrutural

    Ontem, o perfil Gina Indelicada no Instagram postou uma foto do ator Will Smith ao lado de seu filho, Jaden, na Copa do Mundo. Não demorou muito para que os internautas fizessem uma infinidade de comentários em tom de deboche a respeito da aparência do jovem. Dizendo considerá-lo magro e abatido, começaram a escrever que ele parecia "um cracudo", "um mendigo" ou "um dos vendedores de água que trabalham na porta do estádio". Por Mariana Motta Do Brasil247 Foto: Instagram A conduta de associar a imagem de um jovem negro à condição de usuário de drogas ou de alguém em situação de rua tem nome: racismo estrutural. As pessoas podem argumentar que não pensaram essas coisas por mal, mas pensaram. E pensaram porque a sociedade está acostumada a ver uma enorme quantidade de pessoas negras marginalizadas enquanto pouquíssimas delas ocupam espaços de poder. É evidente que não ...

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    arquivo pessoal

    “O racismo estrutural opera dentro da USP”

    A Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade pública da América Latina, é racista e elitista, segundo a Pesquisa Interações na USP, realizada pelo Escritório USP Mulheres e coordenada pelo professor Gustavo Venturi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O professor Gustavo Venturi, o entrevistado dessa semana da coluna GeledésnoDebate, vai além ao afirmar que os sentimentos declarados pelos alunos da USP demonstram que o racismo estrutural atua também no ambiente universitário. Marcos Santos A pesquisa, divulgada no dia 25 de junho, ocorreu com a participação da Rede Não Cala da USP, além dos coletivos feministas, negros, indígenas e LGBT e dentro do programa Impacto 10x10x10 do movimento #HeForShe da ONU Mulheres. Geledés - Como surgiu a ideia de fazer esse estudo e qual dinâmica adotada? Em 2013, fui procurado por alguns alunos que militavam em coletivos feministas e LGBT, ...

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    Aumento do encarceramento feminino revela racismo estrutural nas prisões

    Livro "O Que é Encarceramento em Massa" discute tema com base em intelectuais negras como Sueli Carneiro e Angela Davis Por Norma Odara, do Brasil de Fato Segundo Anuário Brasileiro de Segurança pública, em 2014 607.731 pessoas estavam presas no Brasil / Arquivo/Agência Brasil "O Que é Encarceramento em Massa" é o nome do livro da série Feminismos Plurais, que discute a fusão entre aprisionamento, seletividade penal e racial no Brasil e feminismo negro. A obra tem como base as teorias de inteletuais negras como Sueli Carneiro e a estadunidense Angela Davis. A pesquisadora em Antropologia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Juliana Borges, que também foi secretária-Adjunta da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo, em 2014  recebeu o convite da filósofa Djamila Ribeiro para abordar o tema sobre segurança pública no livro. Na obra, a autora alerta para o ...

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