segunda-feira, maio 10, 2021

Resultados da pesquisa por 'saúde'

Maju Coutinho fala sobre 50 anos do JH, saúde mental, fake news e maternidade (Foto: Globo/ Fabio Rocha)

Maju Coutinho fala sobre saúde mental, fake news e maternidade: “Estamos enfrentando a pandemia da desinformação”

Maju Coutinho entra no ar da bancada do Jornal Hoje (JH), às 13h25 da tarde, mas sua jornada de trabalho começa bem antes: às 8h15 ela se divide entre maquiagem e reunião de pauta por videoconferência, depois faz os exercícios de fono para garantir a potência na voz durante os 85 minutos que passa ao vivo, checa as chamadas da programação e ainda grava sonoras no estúdio. "É muita ralação, não tem glamour. Não acho bom alimentar essa fantasia de que é tudo fácil, luxuoso e lindo quando na verdade é muito pé no chão e trabalho", conta em entrevista à Vogue, sobre sua rotina. Meditar duas vezes ao dia e deixar o celular em modo avião pós expediente estão entre os rituais de autocuidado que Maju incluiu em 2021 para manter a saúde mental após reportar notícias difíceis, como as de famílias que perderam mais de um parente em questão de dias para a Covid-19. "Não dá para ter ...

Leia mais
Getty Images

A saúde mental de trabalhadoras após um ano de pandemia

Regina Candido, 47, sempre sonhou em ser enfermeira. Após anos trabalhando como atendente em supermercados, profissionalizou-se por meio de cursos técnicos e, aos 40 anos, realizou o sonho da graduação em enfermagem. Hoje, é pós-graduada em urgência de UTI e trauma. O primeiro cargo na profissão, no entanto, veio em meio à pandemia, para trabalhar diretamente com pacientes infectados pela COVID-19. “Apesar de toda a tristeza gerada pela doença, algumas portas foram abertas, porque a demanda é grande diante do número de pessoas com COVID-19 e superlotamento de hospitais”, diz. Linha de frente do combate à doença no país, ao lado de mais de 2 milhões de enfermeiros, sendo 85% composto por mulheres,  segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Regina mora em Perus, extremo noroeste da capital paulista, e todos os dias gasta ao menos 3h atravessando a cidade de trem e metrô para cuidar de outras pessoas. “Minha maior ...

Leia mais
Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Educação e saúde: Será que é a hora de reabrir nossas escolas?

Esta semana, no Rio de Janeiro, fomos surpreendidas com a notícia que as escolas serão reabertas neste que é o pior momento da pandemia no Brasil. Após uma forte disputa, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que mesmo o Rio de Janeiro registrando pessoas morrendo à espera de leitos de UTI, nós, professores e alunos, devemos retornar à sala de aula. O cenário onde a justiça toma tal decisão não poderia ser pior. A determinação aconteceu na mesma semana em que pela primeira vez na história do país, o número de mortes ultrapassou o número de nascimentos na região sudeste, foram 13.998 nascimentos contra 15.967 óbitos no mesmo período. Nessa mesma semana, batemos mais um recorde de mortes, com mais de 4 mil óbitos por covid-19 em 24 horas e com a vacinação só agora chegando a 10% da população tendo tomado a primeira dose, e menos ...

Leia mais
(Foto: Jordana Seneb)

Jornada de Saúde Africana faz um ano e promove bolsas à pessoas pretas e indígenas

Salvador, Abril de 2021 - O casal Candace Makini e Amani Kush, gestores da plataforma Kiumbe Ixi, desenvolveram a ‘Jornada Seneb Nbw’ (se lê ‘nebú) que completa um ano de atividades em abril de 2021. A ideia foi desenvolvida como uma adaptação aos eventos de promoção da saúde holística africana realizados presencialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Rio Grande do Sul, Brasília e Santa Catarina. Nesta edição especial de um ano, serão selecionadas cinco pessoas pretas ou indígenas que estejam passando por questões emocionais e/ou psicólogicas decorrentes da pandemia e do isolamento social. Os interessados devem demonstrar interesse via mensagem no instagram da plataforma. O evento contempla seis encontros online, entre os dias 10 e 18 de abril, que ocorrerão via plataforma Zoom, além de trocas de informações e materiais de estudo pelo Whatsapp. Durante a pandemia, o álcool e a cafeína têm sido as drogas psicoativas mais ...

Leia mais
A jornalista Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Em defesa da democracia e de saúde para todos

Na última semana, escrevi nesta coluna sobre a campanha #TemGenteComFome e hoje, mais uma vez, abro espaço para falar sobre os últimos acontecimentos do Brasil. Por mais que quisesse falar sobre outros temas como as conquistas e encontros do mês de março no Instituto Marielle Franco ou mesmo, sobre a minha qualificação no mestrado de Relações Étnico-Raciais do CEFET, que contou com a presença de mulheres incríveis em minha banca, como Sueli Carneiro e Bianca Santana. Mas, a coluna de hoje não será sobre minhas vitórias, mas, sim, sobre minhas preocupações, uma vez que obviamente eu não poderia me abster dos últimos acontecimentos do nosso país. Antes de mais nada, nos últimos dias tivemos momentos de risco para democracia, como por exemplo o malabarismo feito pelo presidente da república Jair Bolsonaro com trocas ministeriais e uma tentativa frustrada de escalada autoritária. Já na pandemia de covid-19, tivemos novos recordes batidos, ...

Leia mais
Fátima Oliveira (Foto: João Godinho)

Médica Fátima Oliveira deixou legado de uma saúde pública antirracista

É com muito orgulho, que escrevo sobre Dra. Fátima Oliveira, mulher negra, feminista, médica, defensora incansável dos direitos sexuais e reprodutivos, onde deixou grande legado nas suas pesquisas, articulando as questões de gênero raça e classe social. Fátima Oliveira, 63 anos, médica, feminista emancipacionista, escritora, avó de Maria Clara, Luana e Lucas e mãe de Maria, Débora, Lívia, Gabriel e Arthur, faleceu no dia 05 de novembro de 2017. Dra. Fátima Oliveira veio de uma família de origem pobre mas sempre teve o sonho de ser médica e lutar pelo seu povo. Foi autora de vários livros e pesquisas publicadas pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), onde contribuiu com textos sobre as doenças prevalentes na população negra. Sempre preocupada com as mulheres negras brasileiras quando foi uma grande ativista na questão da legalização do aborto enaltecendo a linha de uma sociedade igualitária, sem machismo e sem homofobia ou ódio religioso. ...

Leia mais
Foto: Getty Images

Durante XX Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo ativista pedem vacina para todos o quanto antes

Aconteceu nessa quarta-feira (3) o XX Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo com objetivo de dicutir a pandemia e a vacinação para Covid-19 no contexto da população negra. Segundo os idealizadores do evento, “algumas pessoas já tiveram acesso à vacina em todo o país, gerando fotos importantes do atual momento político, enquanto a vacinação já foi interrompida em determinados lugares. A população negra e particularmente os quilombolas também compõem esse cenário, em que é preciso equidade nas ações de saúde, mas que a gente não tem visto, muito embora a pandemia tenha afetado esses grupos de forma diferenciada quando comparada à população não negra.” A discussão foi mediada pelo ativista Flip Couto e contou com a participação de Mônica Calazans, enfermeira e 1ª pessoa a ser imunizada no país, o Radialista Arnaldo Marcolino, membro da Aliança e Geralda Marfisa, que compõe o Conselho Gestor da ...

Leia mais
Imagem aérea do Cemitério Parque Tarumã, em Manaus, Amazonas. Foto: Bruno Kelly / REUTERS

Ministério da Saúde prevê que Brasil tenha 3 mil mortes por dia de Covid-19, diz Valor

Integrantes da cúpula do Ministério da Saúde avaliam que o Brasil vai viver nas próximas duas semanas o pior momento da pandemia de Covid-19, com os registros de mortes por dia passando de 3 mil, de acordo com reportagem do jornal "Valor Econômico" publicada nesta sexta-feira. Nos últimos sete dias, a média de mortes ficou em 1.361, com um pico de 1.840 óbitos registrados na quarta-feira. Segundo o jornal, o governo federal cogita construir hospitais de campanha nos próximos dias e vai estimular que estados reabram estruturas do tipo que foram fechadas. Tirando isso, de acordo com a reportagem, o Ministério da Saúde avalia que não há muito o que fazer. A decretação de um lockdown nacional está descartada. As preocupações da pasta estão direcionadas para a região Sul, onde os três estados estão à beira do colapso. Também há preocupação com a falta de leitos na região Norte, apesar ...

Leia mais
Foto: FABIO MOTTA / Agência O Globo

Carta dos secretários estaduais de saúde à nação brasileira

O Brasil vivencia, perplexo, o pior momento da crise sanitária provocada pela COVID-19. Os índices de novos casos da doença alcançam patamares muito elevados em todas as regiões, estados e municípios. Até o presente momento, mais de 254 mil vidas foram perdidas e o sofrimento e o medo afetam o conjunto da sociedade. A ausência de uma condução nacional unificada e coerente dificultou a adoção e implementação de medidas qualificadas para reduzir as interações sociais que se intensificaram no período eleitoral, nos encontros e festividades de final de ano, do veraneio e do carnaval. O relaxamento das medidas de proteção e a circulação de novas cepas do vírus propiciaram o agravamento da crise sanitária e social, esta última intensificada pela suspensão do auxílio emergencial. O recrudescimento da epidemia em diversos estados leva ao colapso de suas redes assistenciais públicas e privadas e ao risco iminente de se propagar a todas ...

Leia mais
Neca Setubal
Imagem: Sergio Lima/Folhapress

A inaceitável desvinculação do investimento em educação e saúde

O trecho da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) Emergencial (186/2019) que desvincula do orçamento a educação e a saúde, deixando municípios e estados desobrigados do investimento mínimo nessas duas áreas, causa enorme preocupação e requer alerta da sociedade porque está sendo proposto justamente em um momento muito agudo em que, ao contrário, é preciso fortalecer mais o SUS (Sistema Único de Saúde) e a educação do país. Hoje, pela Constituição, o piso de gastos do governo federal nas duas áreas não pode ser reduzido e precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior. Já os estados precisam investir 25% na da sua receita em educação e 12% na saúde, ao passo que os municípios devem destinar 25% em educação e 15% em saúde. Esses patamares foram construídos de forma democrática e técnica, com a participação da sociedade civil, e são essenciais porque têm assegurado continuamente o desenvolvimento das duas áreas, ...

Leia mais
Getty Images

Impacto do racismo na saúde mental

“Ninguém pode ser autenticamente humano enquanto impede que os outros o sejam.” Paulo Freire Há uma prolífica discussão nos meios acadêmicos que os conceitos de raça e etnia são construções sociais dependentes das complexas relações vigentes dentro dos grupos sociais. De acordo com muitos autores o conceito de raça serve para garantir o funcionamento de normas sociais, em sociedades marcadas por uma grande desigualdade. Silvio Luiz de Almeida, autor do livro “O que é racismo estrutural?” argumenta que o racismo pode ser definido a partir de três concepções: 1) individualista, pela qual se apresenta como uma deficiência patológica, decorrente de preconceitos; 2) institucional, pela qual se conferem privilégios e desvantagens a determinados grupos em razão da raça, normalizando estes atos, por meio do poder e da dominação; e 3) estrutural que, diante do modo “normal” com que o racismo está presente nas relações sociais, políticas, jurídicas e econômicas, a responsabilização ...

Leia mais
A pesquisa foi realizada com mulheres em remissão de câncer de mama que praticam remo na Raia Olímpica da USP pelo Projeto Remama, que busca oferecer qualidade de vida às pacientes que passaram pelo tratamento da doença no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) – Foto: Arquivo Programa Remama

Pandemia piorou condições de saúde de mulheres em remissão do câncer de mama

Apandemia levou um grupo de mulheres em remissão de câncer de mama a piorar suas condições de saúde. Antes atuantes na prática de atividade física, durante o isolamento social, período em que tiveram de ser afastadas da canoagem da Raia Olímpica da USP, elas apresentaram ganho de peso corporal (de 1 a 15 quilos), 90% pararam ou reduziram a prática de atividade física e a maioria (58%) apresentou sintomas relacionados à covid-19. O detalhamento dessa pesquisa, feita com remadoras que praticam canoagem na Raia Olímpica da USP, está descrito no artigo “Determinants of health and physical activity levels among breast cancer survivors during the Covid-19 Pandemic”, que será publicado em breve no Journal Frontiers in Physiology. “Compreender correlações dessa dinâmica é fundamental, uma vez que a obesidade é um fator de risco para reincidência de vários tipos de cânceres, inclusive o de mama, além de contribuir para o agravamento da covid-19”, ...

Leia mais
Júlia Rocha (Imagem retirada do site ECOA)

O que será dos profissionais de saúde que distorcem a ciência?

A semana de sofrimento e morte promovida em Manaus pela incompetência logística e pelo desdém das lideranças políticas que tinham a obrigação de proteger as pessoas da morte por desassistência mas que, deliberadamente, escolheram nada fazer foi, sem dúvida, das coisas mais tristes que muitos de nós viu e vai ver na vida. Tão incômodo e doloroso quanto ver as cenas das pessoas morrendo sufocadas por falta de oxigênio dentro de unidades de saúde foi ver o desespero dos colegas profissionais da saúde chorando, implorando por ajuda, pedindo recursos ao telefone, nas redes sociais e na televisão. Contudo, não estávamos todos desesperados e chorosos em meio ao caos. Uma parte dos profissionais de saúde brasileiros estava usando suas redes sociais para incentivar seus milhares de seguidores a desafiar as autoridades e o vírus. Faziam em seus stories verdadeiras convocações para que as pessoas saíssem às ruas sem máscara, sem evitar aglomerações, ...

Leia mais
Reprodução/Facebook

O que será dos profissionais de saúde que distorcem a ciência?

A semana de sofrimento e morte promovida em Manaus pela incompetência logística e pelo desdém das lideranças políticas que tinham a obrigação de proteger as pessoas da morte por desassistência mas que, deliberadamente, escolheram nada fazer foi, sem dúvida, das coisas mais tristes que muitos de nós viu e vai ver na vida. Tão incômodo e doloroso quanto ver as cenas das pessoas morrendo sufocadas por falta de oxigênio dentro de unidades de saúde foi ver o desespero dos colegas profissionais da saúde chorando, implorando por ajuda, pedindo recursos ao telefone, nas redes sociais e na televisão. Contudo, não estávamos todos desesperados e chorosos em meio ao caos. Uma parte dos profissionais de saúde brasileiros estava usando suas redes sociais para incentivar seus milhares de seguidores a desafiar as autoridades e o vírus. Faziam em seus stories verdadeiras convocações para que as pessoas saíssem às ruas sem máscara, sem evitar aglomerações, sem ...

Leia mais
(Foto: Danilo Verpa/ Folhapress)

É falso que Ministério da Saúde pré-cadastre para vacinação contra Covid-19 por telefone ou SMS

Golpistas se aproveitam da expectativa pela vacinação contra Covid-19 para enganar cidadãos e obter acesso a aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Telegram, segundo informou o Ministério da Saúde no dia 14 de janeiro. De acordo com publicação da pasta nas redes sociais, os golpistas ligam para os celulares das vítimas e fazem um falso questionário para levar o cidadão a acreditar no golpe e compartilhar com o criminoso um código que dá acesso aos aplicativos de mensagens. A isca usada pelos golpistas é a possibilidade de pré-agendar uma data para a vacinação. A pasta, no entanto, não está agendando datas para a vacinação contra a Covid-19 e não faz ligações para cidadãos. "O Ministério da Saúde esclarece que não realiza agendamento para aplicação de nenhum tipo de vacina, e nem envia códigos para celular dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Caso receba solicitação de cadastro, ...

Leia mais
Ilustração: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes/Agência Pública

A saúde das crianças negras

Quando se fala sobre saúde de crianças negras com profissionais da medicina, é comum que pensem logo em anemia falciforme, por se tratar de uma doença que acomete a população afrodescendente. No entanto, a vulnerabilidade das crianças negras vai muito além. Como fazem parte da população mais pobre do Brasil, estão sujeitas inúmeras doenças ligadas à pobreza. Uma criança negra tem, por exemplo, 70% mais risco de ser pobre e 30% a mais de chance de estar fora da escola do que uma criança branca, segundo o Unicef. A pobreza retira crianças e jovens da escola e os empurra cada vez mais precocemente para o mercado de trabalho, onde acabam desenvolvendo funções insalubres. Dados do Unicef indicam que 64,78% das crianças e adolescente que trabalham no Brasil são negros. Meninas negras representam entre 87% e 93% das crianças e dos adolescentes envolvidos em trabalho doméstico no país. Vejam outros números: ...

Leia mais
Imagem: Marcelo Casal Jr / ABR

SUS não é só “plano de saúde” para pobre; saiba qual é o papel dele no país

Um dos maiores patrimônios do povo brasileiro completou 30 anos no último dia 19 de setembro. Estamos falando do SUS (Sistema Único de Saúde). Muita gente não sabe, mas ele é bem mais que um "plano de saúde" para pobres: ele é fundamental para ações, serviços e políticas públicas na área sanitária. O debate sobre a importância do SUS foi impulsionado na quarta-feira após um decreto federal (que fora revogado no mesmo dia) autorizar estudos para privatização em UBS (Unidades Básicas de Saúde). Ecoa falou com especialistas em saúde e políticas públicas para explicar o que está em jogo quando se fala de SUS. O SUS só atende pessoas pobres? Além do atendimento médico e hospitalar à população (que pode ou não pagar por serviços), muitos outros pontos compõem o SUS — e eles fazem parte da sua vida. Um bom exemplo são transplantes, que só são feitos por meio ...

Leia mais
Nadia Snopek/Adobe

A Saúde Mental e a Mulher Negra

Compreender essa questão como uma aproximação e não algo intrínseco em si nos leva a enxergar esta relação como um processo. Logo contribuir para a evolução e reflexão deste, nos remete e nos coloca em contato com algumas indagações e percepções a cerca dessa relação, sim relação, entre a mulher negra e a saúde mental. Além de historicamente a psicologia ter se posicionado de uma forma extremamente elitista e se tornando inacessível a camada mais pobre da sociedade, lugar este onde a mulher preta se encontrava e ainda se encontra majoritariamente diga-se de passagem, compreendemos que na atualidade, o movimento de compreensão, estudos e pesquisas assim como a superação desse distanciamento da psicologia em relação às questões raciais nos abre uma porta de interação segurada as várias mãos para que não se feche. Compreender as demandas da população negra, e seguindo um recorte para a mulher preta, vai para além ...

Leia mais
NADIA_BORMOTOVA VIA GETTY IMAGES

A saúde mental da população negra importa! Por que ainda precisamos afirmar?

*Este artigo é uma produção do GT Racismo e Saúde da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) Aproximadamente 1 bilhão de pessoas foram diagnosticadas e convivem com algum transtorno mental no mundo. Três milhões de pessoas têm como causa morte o uso abusivo de álcool e a cada 40 segundos alguma pessoa é vítima de suicídio. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), no Brasil o campo da saúde mental é o mais desinvestido no âmbito da saúde pública. Essa realidade, quando analisada à luz do marcador social raça/cor, revela que a saúde mental da população negra é pauta de primeira ordem. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2012, na comparação das taxas de mortalidade (por 100.000 habitantes) devido ao uso de álcool, o percentual de pretos é de 5,93 e o de pardos 3,89, enquanto, o percentual ...

Leia mais
Reprodução/Tide Setubal

Projeto Saúde Emocional de A a Z inova no acolhimento a professores

Com a implementação do ensino remoto às pressas após o início da pandemia Covid-19, os desafios em lidar com as tecnologias e todas as dificuldades trazidas pelo isolamento social, houve um aumento significativo do estresse e uma ampliação das questões de saúde mental dos professores. A questão não é de agora. Em 2018, uma pesquisa realizada pela Associação Nova Escola com 4,8 mil educadores e educadoras detectou que 66% das docentes já se afastaram do trabalho por saúde e 87% delas acreditam que o trabalho lhes causa problemas físicos e emocionais. Chamado A Saúde Mental do Educador Brasileiro, o estudo serviu de partida para o projeto. Porém, essa situação agravou-se com as consequências da pandemia de Covid-19 na educação e, por isso, ganhou novos contornos. Realizada pela Associação Nova Escola em parceria com a Fundação Tide Setubal e apoio da Fundação Lemann, o movimento Saúde Emocional de A a Z pretende ser um espaço para ...

Leia mais
Página 1 de 397 1 2 397

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist