segunda-feira, abril 12, 2021

Resultados da pesquisa por 'trans'

Erika Hilton, eleita vereadora em São Paulo (Foto: Karime Xavier - 3.dez.19/Folhapress)

Erika Hilton faz história e é 1ª mulher negra e trans à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

A vereadora mulher com mais votos na última eleição municipal, Erika Hilton (Psol) acaba de ser novamente eleita. Desta vez, por unanimidade, ela se torna presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de São Paulo. Assim, Erika se torna a primeira mulher negra a ocupar cargo de presidência de Comissão no parlamento paulista, bem como primeira pessoa trans a ocupar a presidência de uma Comissão. Com ninguém menos que Eduardo Suplicy (PT) na vice-presidência do grupo, a comissão também é composta pelos vereadores Paulo Frange (PTB), Sidney Cruz (SOLIDARIEDADE) e Xexéu Tripoli (PSDB). “Trabalharemos em projetos para minimizar o racismo em São Paulo. Para construir caminhos sólidos na luta antirracista a partir das instituições. A comissão pretende valorizar e aproximar os grupos que já atuam nessas frentes”, disse a vereadora à revista CartaCapital. Na última semana, durante a primeira reunião da Comissão, Erika aprovou dois requerimentos de ...

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Reprodução/Twitter

Parlamentares negras e trans e organizações da sociedade civil denunciam a violência política no Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

No próximo dia 23 de março, às 12h, vereadoras negras e transexuais, vítimas da violência  política e eleitoral no Brasil, junto a organizações de direitos humanos, de mulheres negras e  LGBTI+, vão participar da audiência temática da Comissão Interamericana de Direitos  Humanos (CIDH), através da plataforma Zoom, para denunciar os constantes casos de  violência política refletidos em atentados à vida e ataques de ódio, sejam virtuais e/ou físicos.   A audiência, exclusivamente direcionada às denúncias dos casos brasileiros, é o resultado da  articulação das organizações Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA);  Criola; Terra de Direitos; Instituto Marielle Franco; Justiça Global; Rede Nacional de Negras  e Negros LBGT e o Instituto Raça e Igualdade, que protocolaram o pedido de audiência para  visibilizar e reivindicar do governo brasileiro uma atuação coordenada para proteger a vida e  os direitos políticos das candidatas eleitas, diante do fenômeno da violência política e eleitoral.  O caso ...

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Secretaria de Transportes promete melhores fiscalizações contra assédios - Imagem: PETER ILICCIEV/ESTADÃO CONTEÚDO

Prefeitura do Rio lança programa contra assédio em transportes públicos

A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou hoje o Programa Permanente de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio no Transporte Público. A partir de agora, denúncias poderão ser feitas em diferentes canais. Com este serviço, vítimas de assédio em transportes públicos poderão notificar a Prefeitura sobre o ocorrido, e a denúncia será encaminhada à Secretaria de Políticas e Promoção da Mulher. Esse serviço estará disponível por telefone, portal, whatsApp e facebook Messenger. Veja os canais de atendimento: Telefone: 1746 Portal: https://www.1746.rio/ WhatsApp: chatbot pelo telefone (21) 3460-1746. Basta salvar este número e enviar uma mensagem. Facebook Messenger: chatbot pelo Facebook.com/Central1746. É necessário acessar a página do 1746 na rede social e clicar no botão "Enviar mensagem". A identificação não é obrigatória, mas para abrir o chamado é necessário informar os seguintes dados: dia e horário do assédio sexual, local, meio de transporte, idade, raça, gênero, orientação sexual e se possui alguma deficiência. O Programa disponibilizará informações ...

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Divulgação

Camila Pitanga estreia “Matriarquia em Processo” com primeira apresentação transmitida online direto de sua casa

No próximo dia 07 de março, às 19h, Camila Pitanga estreia “Matriarquia em Processo”, espetáculo solocom transmissão online dentro da plataforma“ #emcasacomosesc”, do Sesc São Paulo. Criado por Camila, pela preparadora vocal Lucia Gayotto, pela dramaturga e roteirista Dione Carlose pela diretora Cristina Moura, Matriarquia é um encontro de mulheres e é deste encontro – ou “sistema social liderado por mulheres” – que o trabalho surge. “Matriarquia é sobre o encontro dessas mulheres, é sobre o meu encontro com minhas vivências e percepções, bem como minha experiência neste mundo que atravessa uma pandemia”, explica Camila. Pensada como “poema cênico musical performático”, a atriz, acompanhada do musicista Luiz Gayotto, interpreta a agente de saúde Stela, uma mulher que, submetida a um constante estado de vigília, passa a ter delírios auditivos, reencontrando a própria mãe no fundo de suas memórias e dialogando com a filha, momento em que a narrativa da personagem atravessa e conecta-se às memórias da própria atriz. “Quem ...

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Emanuelle da Silva, 44, é efetiva da guarda patrimonial (Foto: RONALDO SILVEIRA)

Mercado de trabalho ainda é desafio para as transexuais

O dia 9 de setembro de 2020 foi um marco na vida de Jhenny Silva, 28. Mesmo tendo assumido sua identidade de gênero aos 12 anos, ela enfrentou por anos na pele a dor do preconceito social e, como não conseguia se inserir no mercado de trabalho, passou a atuar como faxineira e cuidadora de idosos para sobreviver, mas de forma informal. A primeira oportunidade de um emprego com carteira assinada veio somente há quatro meses, quando ela foi contratada como agente de limpeza em uma empresa terceirizada no Hospital Regional de Betim. “Já passei por algumas situações, como olhares constrangedores. Mas nunca fui humilhada ou desrespeitada no meu trabalho. Ainda não fiz qualquer tipo de transformação no meu corpo e apenas tenho características femininas, o que acho que me ajudou ter uma aceitação mais fácil na sociedade. Mas vejo que as trans que têm o corpo transformado sofrem muita ...

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O trânsito para a liberdade e a precarização do trabalho livre no final do século XIX

O Brasil foi o último país a abolir a escravidão. Apesar da resistência de mulheres e homens escravizados e de movimentos antiescravistas nacionais e internacionais, aqui ela sobreviveu à conjuntura global antiescravista surgida com a crise dos sistemas coloniais. A abolição vai acontecer apenas no final do século XIX, respaldada por legisladores, depois de um conjunto de normas jurídicas que pretendiam uma “transição” para o trabalho livre mediante a indenização das elites escravistas, do controle e da disciplina dessas trabalhadoras e trabalhadores que passariam a ter liberdade para negociar a força de trabalho. A resistência à abolição da escravidão foi justificada pela dependência do trabalho cativo e pela racialização do comportamento em liberdade dessas mulheres e desses homens, que seria marcada por insubordinação, desordens e perversão moral, como argumenta a historiadora Wlamyra Albuquerque. Aliás, esses argumentos foram usados em todas as sociedades que passaram por processos emancipacionistas, desde os Estados ...

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Imagem retirada do site NÓS MULHERES DA PERIFERIA

Mostra ‘Afetividades Ordinárias’ revela a vida de pessoas trans

No Mês da Visibilidade Trans, o fotógrafo João Bertholini expõe uma mostra de fotos com temática LGBTQIA+ que inaugurou no dia 20 de janeiro, em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade e curadoria de Neon Cunha mulher trans, que faz parte da Marcha das Mulheres Negras. Adaptada para o modo virtual, “Afetividades Ordinárias” pode ser vista em seu site-galeria um acervo de fotografias de diversas mulheres trans em cenas comuns do cotidiano e também com retratos agendados ou tirados de forma inesperada. Há também textos autobiográficos e poéticos de Neon Cunha e da atriz e escritora Ave Terrena, e ainda uma música-poema da dançarina e cantora Danna Lisboa, cedida especialmente para integrar o projeto. A ideia é distribuir mil exemplares da publicação quando a exposição física tiver lugar em momento oportuno. A curadoria é de Neon Cunha, que trás consigo uma história pessoal de descobrimento e resistência sobre ...

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O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava sem lugar para morar, foi expulsa de casa por ser travesti e foi morar num abrigo, em São Paulo. Arte Claudio Duarte

Caso Ygona: Estado deve garantir o direito à vida da população trans e negra

Ygona Moura, 22 anos, influenciadora digital, travesti, negra entrou para as estatísticas da população trans e negra. À covid-19, ela não resistiu e morreu na noite de quarta-feira, 27 de janeiro. Internada há 10 dias, o agravamento do seu quadro clínico confirma dados do Ministério da Saúde: 55% dos pretos e pardos internados pelo coronavírus morrem. A notícia da partida de Ygona ocorre na semana do Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro) e escancara um fator que ainda está longe de ser resolvido: bem-estar e saúde dessas pessoas A história de Ygona é muito mais do que seu vídeo dizendo que “iria aglomerar mesmo”, contrariando os protocolos de segurança durante a pandemia da covid-19. Sua fala viralizou nas redes sociais e promoveu uma enxurrada de posts com mensagens de ódio contra a influenciadora. O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava ...

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Raquel Virgínia (Foto: Saullo Moreira / Divulgação)

“Sou uma mulher trans negra brasileira”

E gritaram-me negra! Eu já fui homem negro. Um homem negro brasileiro com gestos afeminados. Minha transição aconteceu por volta dos meus 22 anos, então posso dizer que sei o que é ser um jovem homem negro afeminado no Brasil. E minha conclusão: é muito difícil. Perseguições em supermercados e todo tipo de loja que vende produtos à disposição nas prateleiras. Mal atendimento. Grosserias e a tendência a ser subestimado quase que tempo integral em diversos ambientes. Da escola ao banco, do curso ao esporte. No meu caso, enquanto eu não abria as asas para minha transição, fui um homem muito afeminado. Me lembro do número de vezes em que fui submetida como homem a momentos de ridicularização. E gritaram-me negra! Minha transição foi caótica. Primeiro que eu não sabia que estava vivendo uma transição de gênero. Hoje, a percepção que eu tenho daquele momento, é que uma enxurrada de ...

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Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Brasil segue no topo de ranking de assassinatos de pessoas trans no mundo

O Brasil registrou 184 assassinatos de pessoas transgênero em 2020, segundo dossiê divulgado pela Associação Nacional das Travestis e Transexuais (Antra) nesta sexta-feira, 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans. O número mantém o país no topo do ranking dos relatórios de homicídios de transgêneros em todo o mundo, à frente do México e dos Estados Unidos. O mapa da violência traçado pela associação revela que São Paulo foi o estado com maior número de assassinatos, seguido por Ceará, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro – onde o aumento dos casos foi de 43% em relação a 2019. Para a secretária de articulação política da Antra, Bruna Benevides, esse cenário é reflexo da omissão do governo. “Até o momento, não houve ações específicas para enfrentar essa violência, o que nos faz acreditar que seria uma falsa simetria afirmar uma diminuição de violência de forma “espontânea” e sem investimento material, ...

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Primeira vereadora negra eleita na Câmara de Curitiba, Carol Dartora recebeu ameaças de morte por e-mail (DIVULGAÇÃO/Imagem retirada do site El País)

Ameaças de neonazistas a vereadoras negras e trans alarmam e expõem avanço do extremismo no Brasil

Injúrias raciais, infelizmente, não são uma novidade para a professora Ana Carolina Dartora, 37 anos. Primeira vereadora negra eleita nos 327 anos da Câmara Municipal de Curitiba, e a terceira mais votada na capital paranaense nas eleições 2020, sua campanha foi permeada por ataques, sobretudo nas redes sociais. Até então, Carol Dartora ―como é conhecida a vereadora filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT)― considerava as mensagens inofensivas. Mas no início de dezembro ―logo após uma entrevista do prefeito Rafael Greca (DEM) na qual o mandatário disse discordar da existência de racismo estrutural na cidade― ela recebeu por e-mail uma mensagem a ameaçando de morte, inclusive com menção ao seu endereço residencial. No texto, o remetente chama a vereadora de “aberração”, “cabelo ninho de mafagafos”, e diz estar desempregado e com a esposa com câncer. “Eu juro que vou comprar uma pistola 9mm no Morro do Engenho e uma passagem só ...

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FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES

Após ser alvo de ataques transfóbicos e racistas, Érika Hilton irá processar 50 pessoas

Érika Hilton (PSOL-SP), vereadora mulher mais votada em todo o Brasil, irá protocolar uma ação nesta quarta-feira (6) contra 50 pessoas que teriam proferido ameaças racistas, machistas e transfóbicas contra ela nas redes sociais. De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a parlamentar irá requerer que as plataformas Facebook, Twitter e Instagram entreguem os dados dos perfis para que os agressores paguem uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Na ação, os advogados reuniram postagens onde os agressores xingam a parlamentar de “raça imunda, “traveco”, “ser desprezível”, “vagabunda”, “jumenta”, além de ofensas raciais como “cabelo desse serve pra tirar ferrugem de ferro”. “Quando uma mulher negra e travesti passa a ocupar uma função pública de prestígio, ataques em redes sociais são utilizados como tática de intimidação”, destaca um trecho da ação. Érika é a primeira mulher transgênero eleita para a Câmara ...

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Homenagem feita pelo Google a Juliano Moreira no dia em que ele completaria 149 anos (Google)

Juliano Moreira: o psiquiatra negro que revolucionou o tratamento de transtornos mentais no Brasil

No início do século 20, ele "revolucionou o tratamento de pessoas com transtornos mentais no Brasil e lutou incansavelmente para combater o racismo científico e a falsa ligação de doença mental à cor da pele". É assim que o Google apresenta o trabalho do psiquiatra brasileiro Juliano Moreira, ao homenagear o trabalho do cientista e professor baiano neste dia 6 de janeiro, quando o nascimento dele completa 149 anos. Moreira nasceu em Salvador, em 1872, filho de uma mulher negra que trabalhava em uma casa de aristocratas na Bahia — algumas biografias apontam que ela mesma era escrava e outros relatos mencionam que ela era descendente de escravos. Só em 1888 o Brasil aprovaria a Lei Áurea, que determinava o fim da escravidão. Os relatos sobre a vida de Moreira destacam a condição de pobreza na origem dele e o fato de que teve que vencer fortes obstáculos para entrar na Faculdade ...

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A deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL), em retrato feito na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) Imagem: Bruno Santos/Folhapress

Érica Malunguinho: “Trans têm mais a oferecer do que apenas pautas LGBTs”

Dois anos depois de dar a Érica Malunguinho (PSOL) o título de primeira deputada transexual do país, São Paulo terá parlamentares trans também na Câmara dos Vereadores — e não uma, mas quatro de uma só vez: Érika Hilton (PSOL), Thammy Miranda (PL), Carolina Iara (parte da candidatura coletiva Bancada Feminista, do PSOL) e Samara Sosthenes (parte da candidatura coletiva Quilombo Periférico, também do PSOL). "É a continuidade de uma luta histórica antiga e nada mais justo que a gente alcance esses espaços", comemora Malunguinho, em sua condição de pioneira. Em entrevista à Universa, a deputada reconhece a importância de sua eleição, acredita que um dia a política institucional tenha "a cara da população brasileira", lembra os maiores desafios e dá um conselho para os transexuais que vão assumir o primeiro mandato em janeiro: "Continuem, sigam em frente". UNIVERSA: Como você vê o resultado dessa eleição em termos de representatividade? ...

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Timnit Gebru, pesquisadora de inteligência artificial ética demitida pelo Google. (Foto: MEDIUM)

Por que a demissão de pesquisadora negra do Google se transformou em escândalo global

A pesquisadora do Google Timnit Gebru recebeu um email no início de dezembro, enquanto estava de férias. “Aceitamos sua demissão imediatamente, a partir de hoje”, escreveu-lhe uma vice-presidenta da empresa. O problema é que Gebru não havia pedido demissão, só tinha dito que faria isso no futuro se não fossem cumpridas certas condições. A decisão tinha sido provocada aparentemente por uma mensagem interna no qual criticou a censura a um artigo acadêmico. Ela foi imediatamente ao Twitter para contar: “Meu acesso à conta corporativa foi cortado. Fui demitida imediatamente”. “Eu me sinto mal por meus colegas, mas para mim é melhor conhecer a besta do que fingir”, acrescentou em outro tuíte. I was fired by @JeffDean for my email to Brain women and Allies. My corp account has been cutoff. So I've been immediately fired :-) — Timnit Gebru (@timnitGebru) December 3, 2020 Desde aquele dia, e até sexta-feira passada, ...

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Divulgação

Nota de Juristas Negras e Negros em defesa intransigente da paridade de gênero e da reserva de cotas raciais de 30%

“Enquanto houver racismo não haverá democracia - Convocamos os setores democráticos da sociedade brasileira, as instituições e pessoas que hoje demonstram comoção com as mazelas do racismo e se afirmam antirracistas: sejam coerentes. Pratiquem o que discursam. Porque a prática é o critério da verdade.” Em 01/12/2020, reuniu-se o Colégio de Presidentes das seccionais da OAB de todo o Brasil deliberando, essencialmente, pela paridade de gênero, garantindo, assim, uma ampliação substancial da participação de mulheres no sistema OAB. Na mesma ocasião foi aprovada proposta de ação afirmativa para negras e negros, traduzida em cotas raciais, estas fixadas no percentual de 15%, respeitada a paridade de gênero, embora a proposta originária tenha sido no importe de 30% de reserva. A recomendação para o implemento de ambas as políticas é de que produzissem efeito imediato, contemplando, portanto, as eleições de 2021. Apesar dos temas serem de profundo interesse de toda a categoria ...

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Créditos da foto: Cena da série POSE (Reprodução)

Uma face da transfobia chamada solidão

“Uma vida só pertence à pessoa que a vive. Eis a solidão em que estamos encerrados, como em um quarto, como em um crânio, onde nossos pensamentos, por mais que viajem, sempre nos trazem de volta a nós mesmos.” A frase é de Paul Auster, escritor estadunidense. De fato, a solidão é um afeto fundamental para o funcionamento positivo da mente humana, haja vista ela nos ajudar a construir ações em benefício da sociedade. Agora, por exemplo, me encontro em completa solidão, escrevendo esse texto. Contudo, a solidão pode se tornar fonte de intenso sofrimento psíquico, quando é instituída pela sociedade: exatamente nesse ponto estão as travestis e mulheres transexuais, haja vista, tendo seus corpos objetificados e hipersexualizados, vivenciam uma das modalidades mais sutis da violência – a determinação social compulsória de que elas não merecem vivenciar relacionamentos amorosos. Há alguém disposto a assumir um relacionamento amoroso com uma travesti? ...

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FOTO: ARQUIVO/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL). Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11. O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal. A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será ...

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Erika Hilton, eleita vereadora em São Paulo (Foto: Karime Xavier - 3.dez.19/Folhapress)

A revolução começa preta e trans

Os dados estão lançados no tabuleiro. Centrão e direita tradicionais –como PSD/DEM/MDB/PP– saem vitoriosos em termos de prefeituras, o que é relevante para verificar que o continuísmo permanece forte, capilaridade partidária ainda importa e a revolução de extrema direita, se a eleição municipal servir de algum parâmetro, definha. Ainda é cedo para decretar a morte política da extrema direita, mas que ela passa mal, passa. Neste jogo, Bolsonaro é o azarão ao fundo, e sai massacrado. Seu filho, Carlos Bolsonaro, se reelegeu como vereador no RJ, mas com 35 mil votos a menos do que em 2016. Mesmo que seja ainda expressivo para quem nada faz no cargo que ocupa, ainda assim é uma derrota do bolsonarismo como projeto de pátrio poder. Quem faz política personalista com robôs e sem partido mais cedo ou mais tarde morre na praia, ou ali permanece vendendo açaí. Que o diga Wal Bolsonaro e ...

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Patrícia Borges, colaboradora da candidata à vereadora Erika Hilton (PSOL), mostrando as marcas da mordida deixada pela agressora
Imagem: Arquivo Pessoal

SP: Colaboradora de candidata trans é agredida com mordidas na Av. Paulista

Patrícia Borges, mulher trans e colaboradora da candidata à vereadora Erika Hilton (PSOL), também mulher trans, foi atacada na tarde de hoje durante panfletagem em frente ao Shopping Center 3, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao ser abordada pelos apoiadores de Hilton, uma mulher que não teve a identidade revelada se recusou a ouvir as propostas e começou a agredir Patrícia verbalmente e fisicamente, com golpes de barra de ferro e mordidas, segundo relato da colaboradora. Ela teria tido ajuda de dois outros homens — um deles seria namorado da suposta agressora. "Ela foi abordada primeiramente por outra pessoa que estava comigo e fui reforçar a importância de eleger a primeira vereadora transexual, travesti, preta, periférica, e que a gente precisava de alternância de poder", relatou Patrícia em entrevista ao UOL. "Ela me disse 'eu não vou votar em travesti' e começou a me xingar Patrícia Borges, em entrevista ao ...

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