quarta-feira, dezembro 2, 2020

    Resultados da pesquisa por 'violência'

    Para Betânia, o Governo Federal tem, por um lado, desarticulado os mecanismos de proteção, e por outro, tem um discurso público que favorece a violência (Foto: POLONEZ / SHUTTERSTOCK)

    Pesquisadora analisa violência contra a mulher praticada pelo Estado brasileiro

    Esta quarta, 25 de novembro, é marcada pelo Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. O Brasil de Fato Pernambuco entrevistou a pesquisadora do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia, Betânia Ávila, que em outubro deste ano representou o Brasil no II Tribunal Ético de Justiça e Direitos das Mulheres Pan-Amazônicas e Andinas. O tribunal é um espaço internacional onde casos emblemáticos de ataques contra mulheres de vários países da Pan-Amazônia são apresentados pela defesa que fazem de seus territórios e povos. Esta edição aconteceu de maneira virtual e foi promovido por diversas organizações de mulheres da América Latina. Confira a entrevista: Brasil de Fato Pernambuco: O que foi a experiência do Tribunal de Mulheres Pan-amazônicas e Andinas? Betânia Ávila: A experiência é muito profunda, onde as próprias mulheres das regiões amazônicas dos países (nesse ano Brasil, Colômbia e Peru) trazem suas análises e suas denúncias ...

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    "Nos levantamos para lutar contra o empobrecimento do capitalismo, contra a colonização do sionismo e contra a violência à qual os mais humildes estão condenados" (Foto: Helena Zelic/Marcha das Margaridas)

    Mulheres da Assembleia Internacional dos Povos ratificam sua luta contra a violência

    "Saudamos a luta feminista que as mulheres e as diversidades estão realizando nos cinco continentes contra o patriarcado, o capitalismo, o imperialismo, o sionismo e o racismo". Assim as mulheres integrantes da Assembleia Internacional dos Povos, uma articulação internacional de movimentos populares, partidos de esquerda e sindicatos, ratificam seu compromisso com o feminismo no marco do Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher, celebrado nesta quarta-feira, 25 de novembro. Em uma nota divulgada hoje, as militantes recuperam a história da data, criada em memória de Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, as três irmãs perseguidas e assassinadas em 1960 por ordem do ditador da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo. "Esta é a mesma história de muitas mulheres em todo o mundo que, apesar da violência típica do sistema patriarcal na nossa vida cotidiana, também confrontamos a violência política e social que os Estados cometem contra nós e nossos ...

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    João Alberto (Arquivo Pessoal)

    Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

    Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

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    Douglas Belchior, cofundador da Uneafro Brasil e da Coalizão Negra por Direitos (Foto: Marlene Bargamo/Folhapress)

    Violência? Vandalismo? Os negros perderam a paciência, diz Douglas Belchior

    O que é vandalismo num país que mata um jovem negro a cada 23 minutos? Por que há mais comoção com vidraças e prateleiras quebradas do que com os negros assassinados todos os dias? Albert Camus, filósofo franco-argelino, dizia que "a violência não é patrimônio dos exploradores. Os explorados também podem empregá-la" E eu concordo com ele. Passou da hora de a população negra perder a paciência! (Professor Douglas Belchior, militante da Uneafro Brasil) A manifestação na avenida Paulista já estava marcada por várias entidades para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, como acontece todos os anos. O brutal assassinato, na véspera, do negro João Alberto Freitas, por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, transformou a caminhada num protesto pacífico, com faixas e cartazes, e o policiamento acompanhando à distância, apenas para interditar ruas no trajeto. Estava acompanhando tudo pela televisão na tarde se sexta-feira, quando o âncora Márcio ...

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    Ilustração: Stephanie Pollo

    A violência política contra parlamentares negras

    Somos seis mulheres negras parlamentares. Enquanto você lê este artigo, é provável que uma de nós, ou uma de nossas companheiras, esteja sendo alvo de algum tipo de agressão. A sub-representação de mulheres negras nos espaços de poder e nos processos eleitorais tem como causa as incontáveis práticas de violência política, que se apresentam como barreiras antes mesmo de sermos candidatas e se mantêm durante processos eleitorais e após sermos eleitas. Somos intimidadas em todas as instâncias. A brutalidade a que nós somos submetidas não tem sutilezas. Vai de “piadas” infames e provocações, passando por intimidações, ataques virtuais e até ameaças graves, como a que levou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) a pedir proteção à ONU. Carregamos ainda a dor pelo assassinato atroz da vereadora Marielle Franco e o silêncio desmedido sobre quem mandou matá-la e por quê. É precisamente essa a definição de violência política: atos sistêmicos com ...

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    Simony dos Anjos, de 34 anos, é candidata à Prefeitura de Osasco (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

    Pesquisa mostra violência política sofrida por mulheres negras durante campanha

    Simony dos Anjos, de 34 anos, é uma mulher negra e candidata à Prefeitura de Osasco, em São Paulo, pelo PSOL. Dos seis candidatos homens, Simony é a única postulante feminina e negra no município. Ela relata que, durante a campanha, sofreu ataques virtuais com mensagens LGBTfóbicas, sexistas e racistas em um grupo de Whatsapp exclusivo para trocar informações sobre a candidata. O ataque a Simony não é um caso isolado. Um levantamento feito pelo Instituto Marielle Franco com apoio da Terra de Direitos e Justiça Global contabilizou que 78% das candidatas negras relataram ter sofrido ataques virtuais no período eleitoral. De 21 a 28 de outubro, 142 mulheres negras candidatas pertencentes a 93 municípios (em 21 estados) e 16 partidos responderam a um questionário para analisar o cenário da violência política eleitoral neste ano. De acordo com o relatório, os principais autores dos ataques virtuais são grupos não identificados ...

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    (stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

    Violência sexual intrafamiliar e aborto: Quem comete o crime, afinal?

    O tema do aborto é cercado de questões que ultrapassam o direito penal, envolve aspectos médicos, filosóficos, religiosos e políticos. Além disso, é inevitável dissociar essa problemática da discriminação de gênero e do racismo. Em diversas oportunidades, o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais manifestou-se neste mesmo espaço editorial a respeito do tema (Boletins n. 216 e 226), reafirmando seu compromisso com o respeito à Constituição da República, com a nítida separação entre Religião e Estado, bem como preocupação com o fundamentalismo político-religioso que entrava a discussão. O Instituto busca constantemente o diálogo interdisciplinar, promovendo mesas de debates e eventos para discutir o assunto, além de inúmeras publicações sobre o tema e o ingresso como amicus curiae na importante ADPF 442, marcando presença, inclusive, em audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal. No último mês de agosto, veio ao conhecimento público a barbárie cometida contra uma menina de 10 anos no ...

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    Foto: Agência Brasil

    Ao menos 5 mil crianças sofreram violência doméstica durante a pandemia em SP

    A cidade de São Paulo registrou ao menos 5 mil casos de violência doméstica contra crianças durante o isolamento social da pandemia do coronavírus. O número foi contabilizado pela Secretaria Municipal da Saúde por meio de atendimentos em unidades de saúde ou hospitais desde março. Segundo a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Maria Giannella, os casos identificados envolvem tanto agressões físicas quanto psicológicas. “A gente suspeitava que isso pudesse acontecer durante a pandemia, porque a maior parte da violência contra criança e adolescente, no Brasil, é praticada dentro da família”, afirma, em entrevista ao jornal Agora. Uma das alternativas da prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), foi a reabertura dos Centros Criança e Adolescentes (CCAs), que estavam fechados por causa da pandemia. Os centros acolhem crianças de 6 a 14 anos e que vivam em vulnerabilidade social. Os locais oferecem atividades culturais e esportivas no contraturno das escolas. ...

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    O escritor Jeferson Tenório, autor de 'O Avesso da Pele'. Foto: Carlos Macedo

    Romance coloca em pauta temas como racismo e violência policial

    “... Quero dizer também que o professor Henrique Nunes não morreu por mera circunstância da vida, morreu porque era alvo de uma política de Estado. Uma política que persegue e mata homens negros e mulheres negras há séculos”.  Essa frase acima resume muito bem o que é ser um corpo preto no Brasil. E não apenas aqui, claro. O racismo está enraizado no país há milhares de anos, é parte da natureza de nossa sociedade, uma nação que construiu o seu ideal de identidade negando suas origens negras e indígenas. E com isso viu na violência o modus operandi para segregar e matar pessoas não brancas.  Falar sobre racismo não é tarefa fácil, mexe com a gente, machuca e nos faz reviver episódios de discriminação velada e não velada. Só quem já sofreu – e sofre – esse tipo de preconceito sabe a dor e as marcas que ficam, que ...

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    (stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

    ONU Mulheres lança documento com Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19

    Nesta sexta-feira, 7 de agosto, a partir das 16h, em seu canal do YouTube, a ONU Mulheres Brasil lançará as Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19, com o objetivo de fortalecer a resposta para o enfrentamento à violência sofrida por meninas e mulheres neste período. O documento apresenta recomendações para atendimento remoto e reorganização do atendimento presencial, considerando rede de atendimento a mulheres em situação de violência e as especificidades de resposta no acolhimento às vítimas nos serviços policiais, de saúde, de abrigamento, entre outros. O evento de lançamento é realizado em parceria com a União Europeia e ocorre em celebração dos 14 anos da Lei Maria da Penha. A transmissão ao vivo no Youtube da ONU Mulheres Brasil será aberta para perguntas do público com propósito de ampliar a fortalecer as discussões acerca das políticas públicas voltadas ...

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    Imagem ilustrativa

    Violência contra mulheres: a “pandemia na sombra” da Covid-19

    Nos últimos meses, aumentaram os casos de violência, abuso sexual e feminicídios em África e no mundo. E este aumento pode estar, em parte, ligado à Covid-19. A Organização das Nações Unidas (ONU) já chama-de "pandemia na sombra" à violência contra mulheres. No primeiro semestre de 2020, a Libéria registou um aumento de 50% nos casos de violência de género: só entre janeiro e junho registaram-se mais de 600 casos de violação; em todo o ano de 2018 tinham sido 803. Na Nigéria, a violência sexual também aumentou durante o confinamento: em junho, os casos de duas jovens violadas e mortas chocaram o país. Já no Quénia, segundo a imprensa local, quase 4 mil estudantes engravidaram durante o encerramento das escolas, alegadamente por terem sido violadas por familiares ou agentes da polícia. "A situação já era má para as mulheres mesmo antes do coronavírus. A pandemia apenas levantou o véu sobre ...

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    (stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

    ONU Mulheres lança diretrizes para o atendimento de mulheres e meninas vítimas de violência

    No ano que marca os 14 anos da Lei Maria da Penha, a ONU Mulheres, em parceria com a União Europeia, lança as Diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero contra meninas e mulheres em tempos da Pandemia da COVID-19. Este documento é um instrumento importante para orientar os fluxos de atendimentos remotos, para a maior proteção da vítima e fortalecimento das redes de acolhimento. Dever do Estado e da sociedade “A grande questão é saber o quanto o Estado brasileiro e a sociedade estão aliançados e comprometidos com esses 14 anos de uma lei que tem em seu preâmbulo o compromisso de prevenir, punir, erradicar toda e qualquer violência doméstica e familiar contra a mulher. A começar pela prevenção de forma efetiva, a análise que eu faço sobre a mesma durante esses 14 anos é que a sua trajetória tem sido oscilante e por isso mesmo tão ...

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    (Foto: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

    Mais de 40% das mulheres afirmam ter sofrido violência no Chile, segundo pesquisa

    Mais de 40% das mulheres chilenas afirmam ter sido vítimas de algum tipo de violência, principalmente de natureza psicológica, embora as denúncias formais tenham caído no país, revelou uma pesquisa semestral encomendada pelo governo e divulgada nesta terça-feira (8). A quarta edição da pesquisa Violência contra a Mulher no Âmbito Familiar e Outros Espaços, realizada entre dezembro de 2019 e março de 2020 com 6.775 mulheres entre 15 e 65 anos, indicou que 41,4% das entrevistadas afirmaram ter sofrido algum tipo de violência, um aumento em relação aos 38,2% registrados na avaliação anterior, de 2017. “Hoje duas em cada cinco mulheres reconhecem ter sido vítimas de violência na vida (...) Isso se relaciona ao fato de que as mulheres de hoje também entendem os tipos de violência que existem e, por entendê-la, também estão dispostas a reconhecer, a dizer e tomar medidas a respeito", disse Katherine Martorell, subsecretária de Prevenção ...

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    Adulto segura braço de criança em foto de arquivo — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Denúncias de violência contra crianças e adolescentes caem 12% no Brasil durante a pandemia

    O número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil caiu 12% durante os meses da pandemia em 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram registradas 26.416 denúncias pelo canal “Disque 100” entre março e junho deste ano, contra 29.965 no mesmo período de 2019. O número de registros em 2020 é o segundo menor para o período em toda série histórica, iniciada em 2011. Ele só superou as 24.188 denúncias que foram feitas em 2018. (veja tabela abaixo). Para o advogado, especialista em direitos da infância e juventude e ex-conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro, o fechamento das escolas por conta da quarentena obrigatória contra o coronavírus pode ter influenciado na diminuição das denúncias. “A subnotificação das denúncias acaba sendo um efeito colateral do isolamento ...

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    Vilma Reis  (Foto: Lúcio Távora/Ag. A)

    “Há um mercado da morte. Há uma tolerância absoluta da sociedade com essa violência institucional”

    Entrevista exclusiva ao Caderno de Notícias (CN) com Vilma Reis, socióloga, filha do Terreiro do Cobre, ativista do Movimento de Mulheres Negras do Brasil, mestra em Ciências Sociais, doutoranda em Estudos Africanos, defensora de Direitos Humanos e co-fundadora da Mahin Organização de Mulheres Negras. É pesquisadora associada ao ICEAFRO – Instituto Ceafro, foi ouvidora geral da Defensoria Pública da Bahia (2015 a 2019) e presidenta do Conselho Nacional de Ouvidorias Externas das Defensorias Públicas no Brasil (2018 a 2019). Em conversa com a jornalista Claudia Correia, Vilma critica a violência institucional e a ação da polícia que atinge de forma mais cruel a juventude negra. Defende a organização das comunidades para o exercício do controle sobre as políticas públicas e aponta alternativas de ação para o combate à pandemia da Covid-19 a partir dos movimentos sociais. Confira!  Caderno de Notícias – Você tem se destacado nacionalmente no Movimento ...

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    Foto: Sérgio Lima/Poder360

    Cores da violência

    Registrou-se, no ano de 2018, uma mais que bem-vinda queda do vergonhoso número de homicídios no Brasil, repetida com maior vigor no ano passado. O detalhamento dos números, no entanto, revela desigualdades cruéis nessa melhora. Foram assassinados 58 mil brasileiros em 2018, o que correspondeu a uma taxa de 27,8 por 100 mil habitantes. Do total de mortos, nada menos de 75,7% eram negros (pretos e pardos), segundo o recém-divulgado Atlas da Violência 2020, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma década antes, em 2008, a participação dos negros no total de vítimas de homicídio se mostrava significativamente menor, 65,5%. Dito de outro modo, a violência fatal aumentou no período para os pretos e pardos, enquanto caía para os demais grupos. Não se pode afirmar que são sempre brancos a matar negros —inexistem dados a respeito dos homicidas. Mas resta evidente a deprimente vulnerabilidade dos segundos ...

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    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Assassinatos de negros aumentam 11,5% em dez anos e de não negros caem 12,9% no mesmo período, diz Atlas da Violência

    A taxa de homicídios de negros no Brasil saltou de 34 para 37,8 por 100 mil habitantes entre 2008 e 2018, o que representa aumento de 11,5% no período, de acordo com o Atlas da Violência 2020 divulgado nesta quinta-feira (27). Já os assassinatos entre os não negros no mesmo comparativo registraram uma diminuição de 12,9% (de uma taxa de 15,9 para 13,9 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes). O Atlas da Violência é elaborado a partir de uma parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto de Econômica Aplicada (Ipea) e tem como base de dados os números apresentados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. O relatório mostra que, em 2018, os negros representaram 75,7% das vítimas de todos os homicídios. "É como se estivéssemos falando de países diferentes, tamanha a disparidade. A gente percebe que a política implementada, ...

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    Quadra estava pronta para o jogo que não houve - Kevin C. Cox/USA Today Sports

    Atletas da NBA boicotam jogos dos playoffs após violência policial contra Jacob Blake

    Jogadores da NBA resolveram boicotar a rodada dos playoffs programada para esta quarta-feira (26), no complexo da Disney, na região metropolitana de Orlando. A decisão foi tomada como manifestação contra mais um ato de violência policial nos Estados Unidos, os tiros dados pelas costas no negro Jacob Blake. Os atletas do Milwaukee Bucks deram forma ao protesto recusando-se a entrar em quadra para enfrentar o Orlando Magic, no que seria o primeiro dos três jogos do dia. O elenco do Magic chegou a se dirigir ao ginásio para realizar seu aquecimento, mas deixou o local quando ficou claro que o adversário não apareceria. Na sequência, representantes das outras equipes que atuariam na rodada decidiram aderir ao boicote. Assim, a NBA anunciou o adiamento de Oklahoma City Thunder x Houston Rockets e Los Angeles Lakers x Portland Trail Blazers. Uma reunião entre dirigentes e jogadores marcada para a noite de quarta ...

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    Imagem: Getty Images

    Agora é lei: condomínios são obrigados a denunciar violência contra mulher, idosos e crianças

    No 12º andar de um prédio no Campo Grande, em Salvador, Júlia Santana** ouvia gritos de sua vizinha de porta com o namorado, em mais uma briga frequente do casal. “Era um prédio com quatro apartamentos por andar e o meu era do lado do dela. Eu ouvia umas brigas, gritaria de vez em quando. Um dia, quando entrei em casa, ouvia muitos gritos, ela reclamando que ele era casado e que ela não sabia, que ela sustentava ele. Ele gritava muito, jogava umas coisas. Ela chorava e gritava para ele parar”, relata. Júlia revela que ligou para a portaria, ameaçou chamar a polícia, mas ficou receosa. “Fiquei com medo de chamar o elevador, ele abrir a porta e fazer alguma coisa comigo também. Desci, liguei pra polícia e falei que estava saindo de casa porque estava com medo do homem. Foi assustador. Fiquei apavorada”, relatou Júlia sobre um episódio ...

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    Mulheres vítimas de violência doméstica podem registrar crimes e solicitar medida protetiva na nova delegacia digital (Foto: Alberto Maraux/SSP-BA)

    Mulheres vítimas de violência doméstica podem registrar crimes e solicitar medida protetiva na nova delegacia digital; confira

    A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) lançou durante uma coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (20), a nova Delegacia Digital. Através da plataforma, é possível registrar ocorrências de violência contra mulher, contra a criança e o adolescente e também contra o idoso. Participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, o delegado da Polícia Civil, Ivo Carvalho Tourinho e a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira. Essa plataforma existe desde 2008 e, neste ano, foi ampliada, com a inserção de atendimento para as mulheres vítimas de violências, por exemplo. Outra novidade é que essas mulheres vítimas de violência doméstica também poderão solicitar medida protetiva através da nova delegacia digital da Polícia Civil. Aquelas que já têm medida protetiva em vigor, mas precisam da renovação dela, também poderão comunicar essa necessidade através da delegacia digital. "Ela vai no item 'descrição do fato' e informa ...

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