Almanaque D’Elas leva o feminismo para o dia a dia de brasileiras e brasileiros

“Ah! Então, sou feminista” essa é conclusão que a leitora e o leitor terão depois de ler o Almanaque d’Elas. A publicação da Rede Nacional Feminista de Saúde, lançada em 30 de março, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, ganhou versão eletrônica na última semana. Está disponível em www.redesaude.org.br.

por Paula Guimarães via Guest Post para o Portal Geledés

“Em ciências humanas a gente tem que ter a capacidade de se revoltar com essa desigualdade e opressão dos homens sobre as mulheres” afirmou Eveline Pena da Silva, estudante do Programa de Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, presente no lançamento do almanaque.

O almanaque traça a trajetória do movimento feminista no mundo, suas personagens e lutas em busca de igualdade. Segundo Clair Castilhos, secretaria executiva da Rede Feminista, o almanaque busca quebrar tabus e conceitos antigos que afastam mulheres e homens do movimento em busca de igualdade. “Ao final da leitura, é bem possível que as pessoas cheguem a essa conclusão: “Ah! então sou feminista!”, afirmou Clair.

A publicação será distribuída para as 8 regionais que formam a Rede Nacional Feminista de Saúde no Brasil. Esse é desdobramento do projeto “Feminismo em Gestão”, promovido pela Rede Feminista, em parceria com a Casa da Mulher Catarina e com o Fundo Elas.

O conteúdo do Almanaque Feminista é semelhante ao de qualquer outro, com textos, tiras, curiosidades, imagens – conteúdo diverso, abordado com leveza e direcionado ao feminismo. “Com uma abordagem mais popular sobre temas relacionados ao feminismo e à questão de gênero, buscamos atingir o maior número de pessoas, de uma de maneira mais informal e objetiva”, explica a secretaria executiva.

“Sou feminista porque não há mais lugar para desigualdades, sejam lá quais forem ou porque forem. Sou feminista porque o poder deve ser pra todas. Sim todas. Todas as pessoas, indiferente de sexo, orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia, cor, idade, capacitação, mobilidade, enfim todas têm o direito de ir e vir por todos os caminhos e não é uma sociedade patronal e paternal que me dirá o contrário”, declarou Gui Cunha Ayres, vice-presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Antes mesmo de ler o almanaque, o sindicalista e poeta Dinovaldo Gilioli já se declarou feminista. “As mulheres precisam se apropriar mais deste conceito, porque sem querer ainda reproduzem o machismo. Todas as conquistas que as mulheres tiveram se devem à luta do feminismo no mundo. Ainda assim, elas não ocupam o devido espaço na família, no trabalho e na sociedade como um todo. Por isso, o movimento é tão importante”, assinalou.

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