quinta-feira, janeiro 21, 2021

Coletiva Negras que Movem

Foto Poliana Rodrigues

Tecnologia ancestral

Saudações,  Hoje é um dia no futuro que foi sonhado pelos nossos ancestrais.  Nessa encruzilhada em quem seus olhos encontram as minhas palavras, seu corpo dança.  Danço eu, dança você.  Vamos fazer de conta que estamos bem perto. Você me dá licença, e com a permissão do seu Ori, leio no seu semblante trejeitos herdados de um ancestral, o piscar de olhos, talvez um fogo azul cintilando atrás dos óculos quando se enfurece, a mão na cintura quando se coloca, o dedo em riste quando diz não. Leio a memória trêmula e enfurecida dos teus músculos, quando colocado de cara pro muro com as mãos na cabeça, o sorriso de canto de boca “igual o da sua mãe”, aquele gesto que lembra o parente antigo, e as pessoas dizem “é a cara do avô”.  Leio devagar e discretamente seu peito arfar com a mensagem que chega no whats up, seus...

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Foto: Arquivo Pessoal

Notas para uma nova geração de políticas antirracistas

Entre 2003 e 2016, o Brasil conheceu sua primeira geração de políticas públicas dedicadas a promover a igualdade racial e combater o racismo. Ao longo desses anos, o dinamismo econômico, a expansão das políticas sociais e a criação de oportunidades específicas para a população negra permitiram a melhoria das condições de vida de nossa população. Com a crise econômica iniciada em 2014, parte das conquistas foi revertida. Com o novo ciclo político, novos desafios foram colocados. O presente texto se coloca como um conjunto de notas - de ideias que já transitam entre os movimentos negros, acadêmicos e servidores públicos - sobre quais princípios podem orientar a renovação das políticas públicas que têm impacto direto na garantia de direitos para a população negra. Aqui, o ponto de vista é de quem já participou de sua execução na esfera federal de governo, entrevendo a possibilidade de mudança na correlação de forças...

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Arquivo Pessoal

Uma carta de amor às mulheres negras

Em 30 de outubro de 1970 uma jovem negra, de 21 anos, dava luz a terceira de sete filhos em Ibotirama, uma pequena cidade do interior do estado da Bahia. Mariazinha, como era chamada por todas pessoas que a conheciam, tem uma história que se repete a cada menina negra que nasce no meio da roça, que não tem acesso à educação e a saúde de qualidade e vida, e o lazer quase que como um pecado, mas que nunca abriu mão de brigar por nenhum dos seus. Fosse filho, fosse neto, fosse o que fosse, se ela amasse ela defendia contra qualquer coisa. Dona Mariazinha era mãe de 7, avó de 19 e bisavó de 12. Dona de histórias de amores, de dores, de alegrias e de tristezas, como qualquer outra mulher. Há um ano, quando minha avó morreu, pensei quem contaria suas histórias e com quem eu aprenderia...

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Arquivo Pessoal

Um livro independente, escrito por uma mulher negra, sobre o sucesso de mulheres negras, entre os finalistas do principal prêmio literário do país

O título que abre este artigo já deixa evidente o que vamos falar aqui. Este texto é sobre nós, mulheres negras, sobre nossos sucessos e conquistas. Mas, antes de dar sequência, permitam que eu me apresente. Eu sou Jaqueline Fraga, pernambucana, jornalista, administradora e escritora. No ano passado, durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o principal evento literário do estado, lancei meu primeiro livro. O nome da obra, aliás, já diz sobre o que gosto de falar. E escrever. “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”. Este é o título do meu livro-reportagem. É nele que conto as histórias e sonhos e carreiras de mulheres negras que estão movendo o país. Como bem nos ensinou Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. É uma frase que, sem dúvidas, virou símbolo. Mas, mais ainda, virou...

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Arquivo Pessoal

As tantas porteiras desnecessárias

“Por que está dentro de mim, se porteira é coisa que existe fora? Me abro para você sair.” Achei estas frases, escritas por mim, perdidas na agenda. E se juntaram a algo que venho pensando há um tempinho. Quantas demandas que nós, pretos e pretas, temos que dar conta para, simplesmente, sermos pretas e pretos. Tantas porteiras fincadas. Quem colocou porteira aqui e acolá? No terreiro, é dizer, que já ouvi algumas vezes: “da porteira para fora é uma coisa, da porteira para dentro é outra”. Orientando nossos maus-modos-e-maus-costumes de cultura não-preta, que não são bem-vindos ali na roça. Entendi por muito tempo. Concordei.  Concordo até chegar na frente da porteira, saindo do terreiro e indo para casa: eu não quero ser outra quando atravessar a cancela. Quero levar comigo o que vivi aqui estes dias. Levar em mim o bocadinho-de-novo, que aprendo em todo canto e tempo, dentro do...

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Renata Vaz (Arquivo Pessoal)

Afro Turismo

Viajar é uma oportunidade de experimentar culturas e conhecer pessoas de uma maneira diferente. E ainda, a possibilidade de conhecer realidades diversas de ter empatia por pessoas, que até então eram desconhecidas. Turismo etinco-afro, Afro Turismo, Turismo Afro Referenciado ou ainda Black Travel Moviment. Todas essas denominações o que está em pauta é o foco na população preta e sua identidade. Histórias que foram esquecidas ou apagadas durante muitos séculos ao longo de nossas vidas passam a ser protagonista através do turismo. Esse movimento no turismo não é recente, vem sendo discutidos em alguns espaços, em sua maioria como forma de resistência, e sendo desenvolvido por vários profissionais no Brasil e no Mundo.   Durante o #BlackLivesMatter a pauta do turismo afro ganhou visibilidade e espaço em alguns lugares que antes não tinham vez. Como ocorreu no evento ABAV COLAB realizado de  27 de Setembro a 2 de outubro, onde o...

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Brígida Rocha dos Santos (Foto: Arquivo Pessoal)

Os aliciamentos para fins de exploração no trabalho continuam mesmo com a pandemia

O discurso de crise é “fake” e serve para preservar e aprofundar o sistema de exploração no trabalho urbano e rural: as decadências atingem somente trabalhadoras e trabalhadores que são enganados e violentados desde o aliciamento, traficados para serem submetidos a servidão por dívida, restrição de liberdade, trabalho forçado e jornada exaustiva. São, ainda, expostos aos riscos de acidentes e de contaminação pela Covid-19. Entre julho e agosto de 2020, foram identificados através de denúncias registradas pela Comissão Pastoral da Terra mais de 46 trabalhadores que partiram do Maranhão, aliciados nos municípios de Codó e Timbiras. Destes, foi já confirmado que 15 jovens foram submetidos a condições análogas à escravidão, levados e largados em Santa Catarina para tentar a sorte nas fileiras do plantio de cebolas, além de difamados e abandonados ao reclamarem por seus direitos. Este caso escancara a frequente perversidade e desumanização dos aliciadores, disfarçados de empregadores, que...

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“Não aceitamos ganhar menos”, diz coletiva negra em carta aberta

“Nosso posicionamento é objetivo: as mulheres negras não aceitam ganhar menos que qualquer pessoa que desempenhe as mesmas profissões, cargos e funções”. É o que diz um dos trechos da carta aberta sobre a desvalorização do trabalho de mulheres negras ‘Não aceitamos ganhar menos‘, organizado pela Coletiva Negras que Movem. Lançada nesta quarta-feira (30), a carta tem como objetivo jogar luz à histórica desigualdade salarial entre brancos e negros, principalmente no que diz respeito ao trabalho desenvolvido por mulheres pretas e pardas. “Com Mãe Stella aprendemos que as pessoas não valem pelos cargos sociais ou postos religiosos que possuem, mas sim pelo simples fato de existirem. As mulheres negras não só existem, como movimentam R$ 704 bi por ano na economia brasileira”, aponta um trecho. A coletiva é formada por 23 mulheres negras contempladas pelo Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, do Fundo Baobá, que...

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Vitorí Barreiros da Silva (Arquivo Pessoal)

Eu, uma mulher negra da Geração Z, inventei a minha profissão

Deixa eu me apresentar: sou Vitorí, mulher, negra, cis, do Sul do Brasil, que trabalha com inovação e tecnologia. Tenho 21 anos e sou uma das lideranças aceleradas pelo fundo Baobá através do Programa de Aceleração de Mulheres Negras Marielle Franco e trabalho com pesquisa de tendências futuristas. Muito prazer! Eu penso o futuro. Eu ativo futuros. Eu sinto uma facilidade maior em me relacionar online do que pessoalmente. E sim, é “culpa” da tecnologia (e também do racismo que colocou pedras no desenvolvimento das minhas relações presenciais).  Quando fui começar a escrever esse artigo, encontrei vários desafios e conflitos internos, até enfim, externalizar um tema que fosse de minha escolha. Enquanto dormia e acordava com a ansiedade de encontrar algum tema para escrever e aprender a estruturar um artigo, visitei blogs, parei para consumir textos longos (coisas que não tenho praticado muito) e aqui, enquanto escrevo, quero de peito...

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Reparação social da população negra através da arte e cultura

Acredito que as injustiças e perversidades que a população negra sofre desde o período da escravidão podem ser minimizadas por meio de políticas públicas voltadas à arte e cultura, através de um maior investimento dos órgãos públicos competentes com o objetivo de fomentar as manifestações culturais negras, para que assim se obtenha uma reparação social histórica através da reconstrução da nossa identidade.   Por atuar desde a minha adolescência em ações ligadas à cultura negra tradicional e contemporânea, como a Capoeira e o Hip Hop, as quais tenho propriedade em mencionar, analiso que nestas importantes manifestações artísticas há diversidades, portanto, com representações distintas, por exemplo, a  Capoeira que através da oralidade, musicalidade e luta, explana  a história da população negra desde o século XVI. Jáá o Movimento Hip Hop nacional surge na década de 80 relata através de protestos as injustiças ainda presentes, além disso, explica o motivo pelo qual a...

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Centro de acolhimento do Degase com superlotação: dois adolescentes dormem na mesma cama Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Medidas Socioeducativas: insustentabilidade desse sistema repressivo, que já nasceu abortado

Se tem uma coisa que esse País sabe fazer é desumanizar e legitimar a morte de adolescentes e jovens negros. O projeto político dos homens brancos e cis-heteronormativos que se rotulam como homens de bem é promover a necropolítica e a aniquilação dos corpos indesejáveis. O Brasil ocupa o ranking de 3ª maior população carcerária do mundo. E sabe qual é a cor dessa população? Sim, essa população tem cor, e é preta. O Brasil foi o último país das Américas a “abolir” o sistema escravocrata. Esse abolir vem entre aspas mesmo, pois sabemos que abolição nunca existiu e o povo não branco continua sendo alvo de estratégias de dominação reinventadas para replicar um modelo formalmente extinto, mas que encontrou novas roupagens para se reproduzir na sociedade. Somos o País com maior população negra fora do continente africano. Entretanto, nossos corpos continuam sendo alvo de uma política higienista e genocida....

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Arquivo Pessoal

Quantas professoras negras você já teve na universidade?

Quantas professoras negras eu já tive? Foi uma questão que me indaguei quando havia acabado de ser selecionada como professora substituta na Universidade Federal do Acre - Ufac, cargo este que ocupei no período de 2018 a meados de 2020. Percebi a invisibilidade de mulheres negras ocupando espaços na docência universitária, e a presença maior destas trabalhando em empresas terceirizadas nos setores de limpeza das instituições. Quanto à inserção maior de mulheres negras nos empregos terceirizados, ou de babás e empregadas domésticas, é importante  “ problematizar o porquê de tais lugares ainda serem os mais comuns ou naturais para mulheres de pertencimento étnico racial não branco (EUCLIDES, 2017, p. 44-45). A resposta para essa indagação é porque a raça é uma categoria que está presente nos modos de organização social. E não é sobre o ponto de vista biológico que falo, mas sobre uma perspectiva política, tendo haver com...

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Giovana Xavier (@oniraproducoes)

O que se ganha com o que se perde?

Nunca gostei da expressão “correr contra o tempo”. Tudo que é a priori contrário à alguma coisa soa para mim como fadado ao fracasso. Antirracismo, antimachismo, anticapitalismo… Mais do que simples termos, estas são palavras perigosas porque quando definimos a nós e a movimentos pela contrariedade, nossos olhos voltam-se mais para o combate e a destruição do que para criação de formas alternativas ao que nos oprime. No pensamento feminista negro, esta mirada para o poder da criação foi nomeada por Patricia Hill Collins “epistemologia alternativa”: uma teoria crítica social focada nos interesses e referenciais de mulheres negras como grupo que posicionado à margem das estruturas de poder constrói alternativas radicais de afirmação e liberdade. (Pausa para conflitos e risos: a ideia não era teorizar… mas sou acadêmica. Acadêmicas teorizam, está tudo bem…) Mas voltando ao Tempo, Ele agora apresenta-se na versão maiúscula, condizente com a soberania do orixá que...

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Joice Santos (Arquivo Pessoal )

O que nós temos a receber da política?

2020 é o ano da Pandemia da Covid-19, que impactou o mundo como não tínhamos notícias neste século. 2020 também é ano eleitoral no Brasil, em que  iremos eleger prefeitos e vereadores para nossos municípios. Como vamos determinar as pessoas que vão guiar nossas cidades nesse cenário pandêmico? Responder a essa pergunta, me parece fundamental para a construção do futuro que nos espera. É nítido que fazer a gestão de uma cidade não é só construir lindas pracinhas e decorar com luzes brilhantes no Natal. A gestão precisa ser efetiva em identificar, analisar e suprir as demandas do território mediante políticas públicas eficientes e pautadas na realidade das pessoas e na construção de vidas dignas. Falo da gestão pública para estar sempre lembrando que pessoas eleitas são funcionárias do Estado e estão (ou deveriam estar) cumprindo funções de um cargo ao qual ocupam no momento, ou seja, estamos falando de...

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Evânia Maria Vieira (Foto: Arquivo Pessoal)

Mindfulness pode ser um aliado para lidar com a dor crônica e aliviar os sintomas da depressão

A prática de mindfulness, um estado mental que se concentra em aumentar a consciência e a aceitação das experiências vividas no momento presente, incluindo as experiências de dor crônica, estresse, ansiedade e depressão, vem se consolidando em diferentes dimensões da vida social tanto do ponto de vista da prática quanto do ponto de vista da pesquisa científica. O termo “mindfulness” ou “atenção plena”, como é traduzido para o português, pode ser usado para fazer referência ao Programa de Redução do Estresse Baseado em Mindfulness, o MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction), criado na década de 1970 por Jon Kabat-Zinn, professor da Universidade de Massachusetts – EUA. Inicialmente o mindfulness foi desenvolvido para pacientes com dor e estresse crônicos. A partir de então, o mindfulness, seja como prática de intervenção, seja em sua significação enquanto conceito foi sendo introduzido gradativamente na medicina e na psicologia ocidentais. O interesse crescente pelo mindfulness no...

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Magna Barboza Damasceno (Foto: Arquivo Pessoal )

Meritocracia: uma piada de mal gosto

Era 13 de março pela manhã… Bum... bum.. bum ...... e um menino sai desesperado pelas ruas. Seu único desejo: sobreviver. Correndo, aquele menino negro, esguio e assustado se depara com várias pessoas, mas nenhuma o acolhe. Todos estão olhando para ele, apavorados, e ele?! Com mais medo ainda, tinha em seu ombro um machado, um machado fincado, que sangrava, sangrava e sangrava. Ele era apenas um jovem menino negro assustado no meio de uma tragédia, um agravo social que havia acabado de presenciar –  o horror – mas, nem o tempo foi generoso e enquanto todos corriam pedindo compaixão, mais uma vez o menino negro teve que se justificar antes, que não queria fazer mal a ninguém, apenas pensou em sobreviver e percorreu quase meio km para conseguir ajuda em um hospital. Esta cena foi noticiada em vários veículos de comunicação da imprensa escrita e falada há um ano...

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Arquivo Pessoal

Juventude e política de morte no Brasil

Sangue, vidas e glórias, abandono, miséria, ódio Sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo Misture bem essa química e pronto (Diário De Um Detento, Racionais MC's, 1997). No próximo dia 12 de agosto será o Dia Internacional da Juventude, uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas há cerca de 20 anos. No Brasil, um longo processo de reconhecimento do jovem como sujeito de direitos se deu nos últimos 15 anos, embora o país tivesse desde 1990 o Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual rege o conjunto de direitos voltados ao público de 0 a 18 anos, havia uma necessidade de reconhecer aqueles e aquelas que estavam entre a adolescência e a vida adulta, requerendo uma série de demandas ao Estado e a sociedade e ainda sem instrumentos legais que as validassem. Com o desenvolvimento de uma institucionalidade para gestão e monitoramento de políticas públicas de juventude, como a...

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Direito à Ancestralidade

Independentemente de como você professa sua fé, pessoas pretas precisam pensar sobre ancestralidade. Digo isso, porque os valores e os saberes do povo preto vêm sendo apagados ou embranquecidos ao longo da história, e o fundamentalismo religioso ganha força a cada dia e tem colocado no fronte irmãos como inimigos. Ancestral é o que foi, o que é, e o que ainda será. Reconhecer o que é ancestralidade te permite saber de onde você veio e como chegou até aqui. É muito importante para compreender e pacificar algumas formas de sentir que nos foram negadas e, ao mesmo tempo, desconstruir outras que nos foram e ainda são impostas. O desenvolvimento do continente africano foi extremamente prejudicado pelo tráfico de pessoas para a escravização, a qual não retirou aleatoriamente corpos do continente,, em verdade, houve uma seleção baseada nas habilidades e tecnologias de cada povo para construção e manutenção de vários...

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Autocuidado e bem viver: Algo muito distante das periferias refém de Salvador- Bahia

Tenho ouvido tanta gente falando de autocuidado para pessoas negras que isto tem me feito questionar, o que seria esse autocuidado para pessoas que passam o dia INTEIRO sob a mira de balas de autores diversos?    Salvador virou uma zona de guerra urbana, onde pessoas com cada vez menos idade tem sido protagonistas das situações mais desumanas e absurdas em suas comunidades. Gerações inteiras de pessoas negras têm crescido ou envelhecido sob constante pressão emocional por conta da ausência do uso de inteligência policial na segurança pública. Bairros minúsculos que com ações estratégicas teriam suas situações de violências eliminadas, seguem com moradores dia e noite sendo reféns do Estado e do tráfico em suas comunidades, sem que NENHUMA SOLUÇÃO seja tomada. Afinal, em quem confiar quando em qualquer conversa de cinco minutos com os residentes nas comunidades você sabe que a “boca” de tal lugar é dos ‘púliça’, a de...

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Coletiva Negras que Movem

O Portal Geledés inaugura hoje, 25 de julho - Dia Internacional da Mulher Negra latino-americana e Caribenha, a seção Coletiva Negras que Movem, integrada à área colaborativa “Guest Post”, que divulgará os artigos de integrantes do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, do Fundo Baobá. A iniciativa é resultado da demanda de 23 integrantes do Programa ao Portal Geledés, que requisitaram um espaço para publicação de suas produções, de reverberação de seus trabalhos e pesquisas, ação que já vislumbra o comprometimento delas com o fortalecimento de suas capacidades políticas e técnicas, e de articulação com as organizações da sociedade civil. A coluna Coletiva Negras que Movem se inicia com o artigo de Luciane Reis - Autocuidado e bem viver: Algo muito distante das periferias refém de Salvador- Bahia. Bem vindas Coletiva Negras que Movem!   Leia o primeiro texto Autocuidado e bem viver: Algo muito distante das periferias...

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