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Corpórea Companhia de Corpos estreia espetáculo “Lôas” com temporada na periferia de São Paulo

O espetáculo narra a trajetória de mulheres negras que buscam se libertar de estigmas para celebrar suas existências através da potência de seus corpos, o que as levam a reverberar não só suas imagens, mas também seus territórios e quilombos.

Espetáculo Lôas - Corporea - Foto de Sergio Fernandes

Corpórea Companhia de Corpos exalta a força das mulheres negras como um caminho para a ancestralidade

De 09 a 11 de dezembro de 2021, a Corpórea Companhia de Corpos estreia seu novo espetáculo “Lôas” como parte das ações do projeto “Fomentar Trajetórias: Movimentos Femininos em Recintos Femil(s)” contemplado na 29ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Nos dias 09 de dezembro (quinta-feira), às 20:00, e 10 de dezembro (sexta-feira), às 10:00 e 20:00, as apresentações serão realizadas no CEU Vila do Sol, que fica na Avenida dos Funcionários Públicos, 369 – Vila do Sol, na Zona Sul de São Paulo.

Em 11 de dezembro (sábado), às 15:00 e 17:00, as apresentações serão no CDC SAJU, que fica na Rua Franklin Távora, 433 – Campo Limpo, também na Zona Sul de São Paulo.

O espetáculo “Lôas” apresenta o entrelaçamento da trajetória de seis mulheres em uma embarcação, que navegam por um oceano composto por suas próprias vivências e memórias. Em um contínuo movimento pendular, as histórias que elas têm para contar transmutam de seus corpos através da leveza, da tensão, da respiração, da gradação e do tremor. 


Espetáculo Lôas – Corporea – Foto de Sergio Fernandes

Nestes percursos transatlânticos, que remetem às resistências históricas diante do tráfico de pessoas africanas escravizadas no Brasil realizado em navios negreiros e traçam um paralelo com a atual problemática da mulher negra diante do racismo estrutural, essas mulheres recriam sonoridades, gestualidades e imagens, que confluem na celebração de suas existências, convocando sua força a partir daquilo que vivem no presente.

“Mulheres negras como protagonistas de seus corpos, de suas cenas, de suas histórias, propondo entre si e ao público, a experiência de habitar a ancestralidade pelas vias físicas do corpo”, comenta o coletivo que tem como fundadores Verônica Santos e William Simplicio

A centralidade poética da obra está na transposição do sentido histórico que chega aos dias atuais através das questões que permeiam as mulheres negras e seus corpos, e que revelam, ao mesmo tempo, a presença da resistência delas. E faz um mapeamento corporal a caminho da ancestralidade que acontece no tempo presente, esvaindo-se da ideia de que a ancestralidade se encontra apenas no passado e por isso marcada apenas por pontos doloridos, como a escravidão. 

As intérpretes experienciam dançar suas memórias, corporificando sensações ao compartilhar suas estratégias de travessia. Uma performance que exalta a corporeidade assumindo a dimensão de potência significativa para identidade negra no Brasil. 

“O corpo como um mapa que nos direciona. A ancestralidade que flui através dos nervos, da carne, da pele, da lágrima, da saliva. É como se, através dos poros que se abrem, essa ancestralidade viesse à tona para direcionar o nosso olhar adiante”, comenta o coletivo. 

Diante do momento complexo vivido em razão da pandemia da COVID-19, em que o setor cultural precisou se adaptar às telas e o coletivo viveu uma experiência coletiva de contato com a morte, a Corpórea Companhia de Corpos propõe uma experiência coletiva de renovação. 

“Um espaço pensado e criado para que as pessoas tenham experiências de seus corpos com outros corpos. Com Lôas, propomos uma experiência física pessoal para acessar a ancestralidade e propomos que o público também faça parte disso”, finaliza o coletivo. 

Com uma trajetória significativa no campo da pesquisa, criação, pensamento e difusão da dança, a Corpórea Companhia de Corpos, desde sua criação em 2015, vem aprofundando sua pesquisa no cotidiano através do corpo feminino, pensando o protagonismo da sua existência como atravessamento dos tempos no mundo atual.

Com o espetáculo “Rés”, que estreou em 2017, a companhia denunciou a realidade de corpos femininos em situação de cárcere. A montagem recebeu uma indicação ao Prêmio APCA na categoria “Não estreia”, em 2019. A pesquisa deste trabalho rendeu ainda a contemplação no Edital Rumos 2017/2018 do Itaú Cultural, com o projeto: Ocupação Rés – mulheres em Cárcere.

Mais informações em www.corporeacompanhiadecorpos.com e @corporeacompanhiadecorpos

SERVIÇO: Estreia espetáculo “Lôas”

Com Corpórea Companhia de Corpos

Sinopse: Seis artistas, em uma mesma embarcação, cruzam trajetórias em contínuo movimento. Nesta experiência de dançar memórias, corporificam sensações ao compartilhar suas estratégias de travessia. Em um oceano de vivências, o pendular de seus corpos transmuta em leveza, tensão, respiração, gradação e tremor, as histórias que têm para contar. A partir de percursos transatlânticos, re-criam sonoridades, gestualidades e imagens que confluem na celebração de existir. Duração: 50 minutos

Classificação: 14 anos – Grátis

Apresentações no CEU Vila do Sol

Endereço: Av. dos Funcionários Públicos, 369 – Vila do Sol, Zona Sul, São Paulo – SP, 04962-000 – Telefone: (11) 3397-9800

Quando: 09 de dezembro de 2021 (quinta-feira) – Horário: 20:00

10 de dezembro de 2021 (sexta-feira) – Horários: 10:00 e 20:00

Apresentações no CDC SAJU (Clube da Comunidade Saju)

Endereço: R. Franklin Távora, 433 – Campo Limpo, Zona Sul,  São Paulo – SP, 05794-270

Quando: 11 de dezembro de 2021 (sábado) –  Horários: 15:00 e 17:00

Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini – Cel (11) 99568-8773 – lucigandelini@gmail.com

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