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Favela é Fashion mostra os encantos da moda africana na Casa de Cultura Laura Alvim

Desfile da ONG, criada há cinco anos no Complexo do Alemão, apresentará a diversidade de trajes e acessórios do continente negro

Do Cultura.Rj

No próximo sábado (12/12), às 12h, a Casa de Cultura Laura Alvim recebe o desfile Ons Afrika is Hier – Nossa África, da estilista Juliana Henrik, idealizadora do Projeto Favela é Fashion, que oferece cursos de modelo e noções sobre o mercado de moda a jovens do Complexo do Alemão desde 2010.

 

O desfile, que será exclusivo para convidados, contará a história da África universal vista pelos olhos de jovens de periferias, mostrando o orgulho deles em se vestir com trajes e acessórios africanos. Para mostrar a diversidade, tão presente na nossa história, há tanto brancos quanto negros entre os 40 modelos, com idades entre oito e 30 anos.

 

“Nosso estudo mostrou que muitos jovens brancos africanos também sofrem preconceito em alguns locais africanos por ter a pele mais clara, sendo ofendidos ou criticados por qualquer ato só por terem um tom de pele mais claro e viverem em uma comunidade, assim como acontece, em maioria, com os negros no Brasil. O que nós pretendemos mostrar é que todo mundo é igual e a única coisa que divide as pessoas são as oportunidades desiguais”, diz Juliana Henrik.

 

Moradora do Complexo do Alemão e formada em Produção de Moda pelo SENAI/CETIQT, graduação que cursou com ajuda dos padrinhos, Juliana é filha de uma costureira. Enquanto sua mãe fazia suas roupas de criança, ela reaproveitava as sobras de tecidos para vestir suas bonecas. Foi assim que começou a paixão da jovem de 28 anos pela moda e por tudo que diz respeito a esse segmento.

 

Após o termino da faculdade, Juliana criou o Favela é Fashion, sem patrocínio ou qualquer outra ajuda de custo. O projeto, que resiste há quase cinco anos, busca desconstruir as barreiras entre a moda e as áreas de conflito e oferece cursos e agenciamento para jovens da comunidade que querem iniciar a carreira de modelo. Já houve, inclusive, modelos oriundas do projeto em campanhas da grife carioca FARM. O espaço emprestado que funciona como sede da empresa hoje fica na Biblioteca Parque do Complexo do Alemão e, além dele, há também outro espaço, o Centro Cultural AMG, também na favela.

 

O evento, que será apenas para convidados, tem como realizadores a ONG Favela É Fashion, a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude e a FUNARJ (Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, responsável pela administração da Casa de Cultura Laura Alvim e de uma série de outros espaços culturais do Estado, com apoio institucional da FAETEC – Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, do Projeto Caminho Melhor Jovem, da Masan e do Jornal Voz da Comunidade.

 

Colaboração de Ascom

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