Idosa que passou 72 anos em condição análoga à escravidão passa a receber pensão de um salário mínimo por mês

Esse é o caso mais longo de exploração registrado no Brasil, segundo o Ministério Público do Trabalho, desde o início do registro histórico em 1995.

FONTEG1, por abriel Barreira
Uma mulher que passou 72 anos em situação de exploração no Rio de Janeiro é o caso mais longo de situação análoga à escravidão registrado no Brasil — Foto: reprodução/ TV Globo

Uma idosa que passou 72 anos em situação análoga à escravidão ganhou na Justiça o direito de receber uma pensão mensal no valor de apenas um salário mínimo. Ela foi resgatada em março de 2022, após uma denúncia anônima.

A idosa passou a vida inteira trabalhando para a mesma família sem receber salários nem benefícios, por três gerações.

Esse é o caso mais longo de exploração registrado no Brasil, segundo o Ministério Público do Trabalho, desde o início do registro histórico em 1995.

Ela não casou, não teve filhos e tinha perdido o contato com os familiares.

A Justiça do Trabalho expediu liminar determinando o pagamento de pensão mensal no valor de um salário mínimo para a trabalhadora .

Na decisão, também foi determinada a apreensão judicial dos imóveis e veículos do empregador e a imediata devolução dos documentos e de uma quantia em dinheiro da trabalhadora.

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