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Jacarezinho: MP decide arquivar 4 inquéritos sobre 5 das 28 mortes

Até agora, 2 policiais são réus, e investigações do Ministério Público continuam. Operação em maio de 2021 foi a mais letal da história do Rio de Janeiro.

Protesto no Jacarezinho após operação policial que deixou 28 mortos (Foto: REUTERS - RICARDO MORAES)

O Ministério Público pediu nesta quinta-feira (10) o arquivamento de quatro investigações diferentes sobre cinco mortes ocorridas na operação do Jacarezinho em 6 de maio de 2021.

Na ocasião, 28 pessoas, incluindo um policial civil, foram mortas na operação Exceptis, considerada a operação mais mortal da história do Rio de Janeiro. No início deste ano, o Jacarezinho foi ocupado pelas forças de segurança do estado no projeto Cidade Integrada.

Os mortos nos procedimentos que foram arquivados pelo Ministério Público nesta quinta-feira eram investigados como suspeitas de integrar o tráfico de drogas no Jacarezinho:

  • Bruno Brasil (morto na Rua do Areal)
  • Mateus Gomes dos Santos (Beco da Síria)
  • Marcio da Silva Bezerra (Valão)
  • Rodrigo Paula de Barros (Valão)
  • Carlos Ivan Avelino (Campo do Abóbora)

Prorrogação da força-tarefa

A Força-Tarefa do Jacarezinho, que tinha duração prevista até esta sexta-feira (11), deverá ser prorrogada por mais duas semanas.

Em outubro de 2021, a Justiça aceitou a denúncia contra dois policiais pela morte de Omar Pereira.

Douglas de Lucena Peixoto Siqueira e Anderson Silveira foram os primeiros réus denunciados pela Força-Tarefa do Jacarezinho.

De acordo com a denúncia, Douglas cometeu homicídio e fraude processual, e Anderson Silveira cometeu fraude.

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